Mostrando postagens com marcador redes. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador redes. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, julho 25, 2014

Conheça a nova revista do Observatório Itaú Cultural e navegue no tema "Direito, Tecnologia e Sociedade"




Por Alê Barreto*
alebarreto@gmail.com



Recebi a revista "Observatório Itaú Cultural", enviada pelo Instituto Itaú Cultural. Os quinze números anteriores são excelentes, mas esta 16 é muito especial.

Pra começar, a revista mudou de formato. Parece um livro! E o tema desta edição não podia ser melhor. Trata de Direito, Tecnologia e Sociedade, tendo Ronaldo Lemos como editor e uma super equipe que conta com a coordenação editorial de Luciana Modé, Marcel Fracassi e Rafael Figueiredo, projeto gráfico de Marina Chevrand/SERIFARIA, design da SERIFARIA, 
produção gráfica de Lilia Góes, ensaio fotográfico de Leo Miranda, ilustração de André Toma, revisão de Tatiane Reghini Mattos e tradução de João Barata.

No texto de abertura, Ronaldo Lemos sintetiza: "os ensaios aqui reunidos consistem em análises importantes sobre estes temas. Nada aqui é exaustivo. São textos que indicam caminhos, questões em debate, sintetizam dispustas, apontam tendências ou geram reflexões".

Os temas que ele se refere são ruas, redes, real e virtual.


Ficou curioso? Acesse a revista na íntegra no portal do Observatório


******************************************************************************************************

Alexandre Barreto, mais conhecido como “Alê Barreto”, criador do blog, da marca e do programa "Produtor Cultural Independente", é um profissional multifuncional. Administrador de empresas, gestor cultural, gestor de pessoas, gerente de projetos, produtor executivo, consultor, criador de conteúdo, professor e palestrante. Seu trabalho pioneiro de disseminação de informações no blog e livro "Aprenda a Organizar um Show" têm inspirado pessoas que produzem ações culturais, artísticas e de economia criativa no Brasil.


Rio de Janeiro (21) 9 7627 0690/ Porto Alegre (51) 9473-1561 alebarreto@gmail.com

Atualmente é um dos gestores do Grupo Nós do Morro no Rio de Janeiro. Concluiu o curso MBA em Gestão Cultural na Universidade Cândido Mendes (RJ) e está finalizando sua monografia sobre carreira artística com a orientação da consultora Eliane Costa.

sexta-feira, janeiro 08, 2010

Critérios para aceitar ou recusar participar de uma rede social




Alê Barreto (produtor cultural independente)
Twitter


Seguido recebo convite para ingressar na comunidade de alguém no orkut, para ser fã de alguém no facebook, para entrar em grupos de discussão e para entrar em redes articuladas virtualmente. A maioria dos convites são de pessoas que nunca falei.

Não é uma reclamação. Eu inclusive fico contente de perceber que mês a mês cresce o número de pessoas interessadas em que eu participe de suas redes sociais.

A questão que fiquei pensando é a seguinte: será que as pessoas que trabalham com produção cultural independente já pararam para refletir sobre a importância de ter critérios para aceitar ou recusar participar de uma rede social?


Algumas sugestões:


- Pesquisa o convite: procure saber a trajetória de trabalho das pessoas ou organizações que estão fazendo o convite.

- Foco: aceite entrar nas redes que poderão atender o seu foco, que é aquilo que você está permanentemente buscando.

- Gestão do tempo: procure se conectar somente em redes que você tenha tempo para interagir. Estar conectado a várias redes só para "estar conectado" não alavanca o trabalho de ninguém.

- Saiba interpretar o discurso da "colaboração": sempre que alguém solicitar que você se cadastre em algo ou que disponibilize informações em rede, avalie. Colaborar não é simplesmente aceitar tudo que estão lhe pedindo. Ninguém é obrigado a colaborar com todo mundo e o tempo todo. Você escolhe quando quer colaborar, com quem quer colaborar e no que irá colaborar.

sábado, agosto 08, 2009

Marcelo Tas afirma: "as mídias não estão mais nas mãos do comercial de 30 segundos ou da primeira página da revista"


Fotos: Cia de Foto


Por Alê Barreto (alebarreto@produtorindependente.com)


A maior parte dos conteúdos que temos acesso no dia-a-dia, apresentam assuntos muito resumidos e com pouco estímulo à reflexão. Quem gosta de política marxista, acha que o mundo em toda sua complexidade resume-se em luta de classes, quando poderia pensar que esta idéia pode contribuir para entendermos o que pode vir a ser o mundo. Quem é adepto de uma determinada religião, tem a certeza de que o mundo é do jeito professado pelos líderes religiosos que segue. Quem fala sobre o desemprego, muitas vezes acha que ele é apenas uma seleção natural e que os bons nunca ficarão sem emprego. Na área cultural, quem não consegue organizar um show, gravar sua música, vender seus livros, é taxado por quem consegue de incompetentes, amadores, etc.

Pensando nesta preocupação constante que tenho de escrever ou publicar conteúdos acessíveis, para estimular que as pessoas pensem sobre o estado das coisas e comecem a perceber que são capazes de tocar os seus projetos, suas idéias, encontrei uma ótima entrevista com o Marcelo Tas, publicada na Revista Continuum Itaú Cultural, nº 21, onde ele traz informações muito importantes para quem está se desenvolvendo como produtor cultural independente.


O homem seguido por 118.177 pessoas



Por Marco Aurélio Fiochi | Fotos Cia de Foto


A intimidade de Marcelo Tas com os computadores vem de longe: começou em um aperfeiçoamento em cinema e TV na Universidade de Nova York (NYU), na década de 1980, tempos em que a informática não era assunto corriqueiro como é hoje e o PC nem sequer tinha sido inventado. Desde esse primeiro contato, que se deu por acaso, devido à curiosidade que herdara de sua formação em engenharia, Tas vem construindo com grande atenção sua presença virtual, que hoje é tão importante quanto a atuação como jornalista e comunicador de TV. Um ranking realizado em 2008, por exemplo, posicionou-o entre os três perfis mais seguidos do Twitter brasileiro, e sua participação na rede (com o blog marcelotas.uol.com.br) contribui para torná-lo um dos formadores de opinião mais importantes da atualidade no país.

Âncora do programa semanal CQC, da Rede Bandeirantes, ele não credita sua participação bem-sucedida na internet a nenhuma fórmula mágica. "Quando as pessoas me falam 'você pauta, você traz notícias', digo que não. Só ouço com atenção o que me chega e separo o que acho relevante." Ao analisar o impacto da conectividade na vida das pessoas, Tas define o momento como uma fase de transição que a seu ver nunca terminará. "Estamos em um novo estado permanente, um mundo, literalmente, mais etéreo." O apresentador reforça ainda a importância da conexão através do olhar, do contato com o outro e com o próprio corpo como antídoto à sedução provocada pela conexão ultrarrápida da web.

Em tempo: o título desta entrevista, cujas perguntas foram criadas por leitores da Continuum, é uma brincadeira com o número de seguidores do perfil @marcelotas no Twitter. Mas é bom ressaltar que, graças à popularidade de seu criador, esse enorme contingente de pessoas poderá já ter se alterado quando você estiver lendo esta edição.


Ao que você atribui o alto grau de participação dos brasileiros em redes sociais, se comparado ao restante do mundo? Seria carência social ou procura de identificação em nichos? (Arieta Arruda, Curitiba/PR)

Isso se deve a duas coisas: o Brasil tem uma distância intransponível, infinita do resto do mundo. É um país que se coloca espiritualmente longe de todos, de tudo, apartado do primeiro mundo. Tem complexo de cachorro magro e, ao mesmo tempo, a esquizofrenia de não se inserir na América do Sul. Com isso, despreza uma riqueza gigantesca que está ao seu lado, na Colômbia, na Argentina, no Chile, no Paraguai... A América do Sul tem uma história belíssima, muito próxima dos brasileiros, e nós estamos muito mais voltados para a Europa, os Estados Unidos, Miami, que é quase uma cidade brasileira. O outro motivo se resume numa palavra: gambiarra. Não faço um elogio ao precário e ao malfeito. Falo de quem consegue superar, com criatividade, nosso estado real. Não podemos perder de vista o fato de vivermos num país desigual, cheio de injustiças e dificuldades. Mas o brasileiro tem um afeto pela tecnologia; e a gambiarra é o drible tecnológico que dá em suas deficiências. É o puxadinho, a antena de TV com Bom Bril nas extremidades, o gato, o benjamim apinhado de tomadas, o remendo no fio do ferro de passar roupa ou do computador. O brasileiro abre o computador com a mesma intimidade que abre um Sonho de Valsa. A gente não tem pudor com a tecnologia. Quando se vê um europeu mexendo num equipamento, ele tem respeito, tem medo, não aperta qualquer botão. O comportamento do brasileiro facilita a profusão de pessoas que usam as redes sociais no país. É uma intimidade com o meio, com a tecnologia e, obviamente, um exercício natural da nossa sociabilidade. Adoramos conversar, contar as coisas da vida. Isso se reflete na internet.


Como você vê o impacto da conectividade na vida das pessoas? Até que ponto a superexposição causada pelos blogs, pelo Twitter e até mesmo pela TV é positiva? (Luciana Morgado, São Paulo/SP)

A superexposição é positiva até o ponto em que ajuda as pessoas a conhecerem-se a si mesmas. Somos nós que a geramos. Parece que isso é causado por algum vírus, algo que está dentro do computador e que puxa as pessoas. Quem não gosta disso não se mostra na internet, assim como não é visto nas revistas de fofoca, ou no Orkut, ou no Big Brother Brasil, ou numa festa. O mundo virtual é um reflexo do mundo real. Quem é exibido no mundo real terá essa característica potencializada no mundo virtual. Depende do discernimento de cada um usar as ferramentas virtuais e saber até onde quer se expor. É um mundo muito sedutor, mas que também pode ser nocivo.


Você acredita que os milhões de brasileiros que não possuem acesso à internet são representados hoje na mídia? Tenho a impressão de que redações jornalísticas, produtoras de vídeo e agências de comunicação se concentram mais no que é visto na web do que na vida real daqueles que não têm acesso à internet e que também têm interesses, necessitam de informações. (Simone Castro, Itajaí/SC)

Concordo em parte com esse pensamento, mas temos que enxergar a mudança gigantesca que vivemos. Eu era adolescente nos anos 1970 e 1980, quando a publicidade vendia uma marca de cigarros chamada Hollywood com o seguinte slogan: "O sucesso". As pessoas que apareciam naqueles comerciais eram atléticas, superbonitas. Aquilo significava sucesso, era uma mensagem muito direta. Hoje, isso não tem o menor espaço. As mídias não estão mais somente nas mãos do comercial de 30 segundos ou da primeira página da revista que estampava um maço de cigarros e alguém surfando numa onda gigantesca, com o slogan "O sucesso". Atualmente, existe uma representatividade muito mais ampla por meio da internet. Esse é um caminho sem volta. O cidadão participa mais, mesmo se levarmos em conta o baixo índice de acesso à rede - o que é relativo, porque no Brasil já se tem algo em torno de 60 milhões de internautas. Até o caboclo que vive a três horas de barco de Santarém, na Amazônia, é afetado pela rede. A notícia chega até ele numa velocidade como nunca chegou. Não porque ele acessa um site, mas porque o barco que vai até ele para levar gelo e sal leva também a informação que acabou de sair na internet.


Quando e como foi seu primeiro contato com a internet? (James H. Prado, São Paulo/SP)

Meu primeiro contato foi um susto. Ele aconteceu na década de 1980, quando ainda não se falava em computador. Eu fazia um curso de pós-graduação em cinema e televisão na NYU, em 1987, com uma bolsa de estudos da Fullbright. Em um departamento que havia nessa universidade, vi um dia caixas de computadores empilhadas, que eu não sabia o que eram. Fui bisbilhotar e descobri que nesse departamento havia um curso que estava ganhando muita força naquele momento, o Interactive Telecommunications Program. Não havia computador pessoal, só aqueles usados em universidades e empresas. Pedi a prorrogação da bolsa e fiz esse curso, em 1988, no qual tive acesso ao primeiro Macintosh. Eu levei um choque! A biblioteca da NYU já era totalmente on-line e nela podiam-se fazer pesquisas em rede, com cruzamentos, igual ao que se faz hoje com o Google. Eu passava horas lá fazendo cruzamentos de informações, para adquirir experiência e por perceber que aquela era uma ferramenta interessantíssima. Ao voltar para o Brasil, só conseguia conversar com pouca gente sobre essa rede. Tinha alguns amigos nerds naquela época, pois fiz engenharia na Poli [Escola Politécnica da Universidade de São Paulo], e só eles entenderam o que eu estava falando. Mudei-me para o Rio de Janeiro no começo da década de 1990, onde tive acesso ao primeiro provedor brasileiro, o da ONG Ibase [Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas], coordenada na época pelo Betinho [o sociólogo Herbert de Sousa]. O Ibase proveu acesso à internet ao público brasileiro, seus integrantes foram pioneiros. Meu primeiro e-mail foi da Alternex, o provedor de acesso do Ibase. Registrei esse endereço em 1992, logo no início, quando o serviço começou a funcionar.


Desde quando você usa o Twitter e como descobriu essa ferramenta? Você imaginaria que seria uma das pessoas mais seguidas no Brasil? (Bruno Daniel Puga, São Paulo/SP)

Nunca imaginei que isso fosse acontecer! Eu comecei a usar o Twitter em 2007. Quando surge uma ferramenta, eu sempre me registro e tento entender como ela funciona. Muitas delas não duram, mas as experimento e depois as esqueço. Percebo que algumas outras nasceram antes da hora, como o Second Life, no qual também me registrei e cheguei a usá-lo. Há ainda aquelas em que apostei muito que dariam certo e não deram, como o Joost, uma TV a cabo sem limites, de graça, na internet. Fui um dos primeiros a me registrar nele, mas não decolou. No caso do Twitter, sempre usei essa ferramenta muito intensamente, desde o começo. Em 2008, fiquei entre os três mais seguidos do Twitter brasileiro, o que foi um susto para mim, porque os outros dois são meganerds, que respeito muito, o Cris [Cristiano] Dias e o Carlos Merigo. Muita gente me pergunta como faço para ter tantos seguidores no Twitter. Penso que a gente imprime na rede a nossa experiência. Não há fórmula mágica. Às vezes, até se tem muita coisa para oferecer, mas não se sabe como. Talvez a linguagem não seja a mais adequada, ou a pessoa pode ser muito popular, mas a maneira como se comunica não é. O verbo da era em que vivemos é ouvir. Temos que aprender a ouvir, senão não sobreviveremos. Quando as pessoas me falam "você pauta, você traz notícias", digo que não. Só ouço com atenção o que me chega. Gasto muito tempo ouvindo e separando o que acho relevante. Não sou eu que sei de tudo, mas tenho uma rede poderosa de pessoas às quais ouço e respondo e que respeito. Eu me corrijo quando erro, brigo, debato, discuto... Acho que isso gera confiança nas pessoas para que me procurem e compartilhem informações comigo.


Até que ponto a utilização de redes sociais pode ser viável no desenvolvimento pessoal e profissional de uma pessoa, sem que ela seja prejudicada pelo excesso de informação e se perca no gerenciamento de sua "vida virtual"? (Daniel Medina, Jundiaí/SP)

Um bom termômetro são os olhos dos nossos filhos ou dos nossos melhores amigos. Para mim, o termômetro é a conexão afetiva. No dia que seu filho começar a achar que você é um idiota, é melhor tomar cuidado. Aliás, é melhor tomar cuidado antes disso. Não significa que dentro do computador mora um demônio, mas somos cobaias de uma fase de transição. É fácil ficar grudado nessa cola sedutora que é a conexão ultrarrápida. O que nos salva é que continuamos tendo de comer, dormir, cuidar do cachorro. Sugiro às pessoas: tenha um cachorro, um gato, de preferência filhos, namorados. Isso é o que importa no fundo. E as redes, meios de troca de informação, de imagem, devem servir a isso. Não é preciso separar uma coisa da outra. Há pessoas que falam: "Agora vou me desligar do computador". Isso é bobagem. Checar o Twitter, por exemplo, é muito rápido, não é uma violência.


O que você acha dos fakes [perfis falsos] espalhados pela internet, inclusive no Twitter? (Weslei Rodrigues, Antonio Carlos/MG)

Há dois tipos de fake. O primeiro é resultado de uma sátira, que pode ser muito legal. É o caso do Victor Fasano, o fake mais famoso do Twitter (@vitorfasano). Não é o ator real, todo mundo sabe disso, mas, sim, um personagem. Ele aborda a realidade pela ótica do Victor Fasano, faz comentários sobre tudo, o Lula, o Big Brother, a seleção brasileira, é genial. Acho que esse cara é um dos maiores comediantes do Brasil atualmente, e ninguém sabe quem ele é. Mas há um segundo tipo, que causa confusão no público. Já criaram fakes meus para oferecer ingressos para a gravação do CQC e para xingar pessoas. Quando há a conotação de falsear uma identidade, o público demora a perceber. E isso é crime. Há muita confusão devido à fase transitória em que vivemos. As pessoas acham que cometer tais ações na rede não é ilícito.


O impacto da incorporação da internet em aparelhos como celulares e TVs acarretará uma supervalorização da informação? (Adaildo Neto, Rio Branco/AC)

A informação sempre foi valorizada. Quem a processa ou a pesquisa tem poder, como os cientistas, os artistas. Eles detêm algo muito poderoso. O mesmo para quem detém a informação do espírito. Não é à toa o crescimento do número de igrejas, de terapias. Tem poder, também, aquele que procura aprofundar a informação. Ela não é mais um bem tão valorizado; o que tem valor é o conhecimento, que é como se aprofunda uma informação. Valem mais as conexões que se fazem entre os fatos do que os fatos em si. Muitos professores implicam com seus alunos por causa da internet, do celular. Eles deviam proceder de outra forma, pois têm uma chance raríssima de exercer apenas a função primordial de sua profissão, que é promover o debate, os insights, aprender junto, gerar o movimento do saber com seus alunos e não apenas trazer coisas para eles.


Como você analisa a prática do jornalismo no mundo contemporâneo e o diálogo dos profissionais da comunicação com as ferramentas modernas e com a sociedade? Percebe-se a pobreza de pautas, além da infinita reprodução de releases. Com tanta informação disponível a um clique, você acredita que os jornalistas estejam cientes de que seu papel está em processo evolutivo e que lhes será exigido mais apuração, mais pesquisa e mais riqueza em suas reportagens? (André Patroni, Campo Grande/MS)

Pode parecer paradoxal, mas creio que o jornalismo vive uma época de ouro. Apesar do sucateamento dos veículos de comunicação, há muita gente interessante que agora tem outros meios de fazer jornalismo. E há outras pessoas também interessantes que continuam a fazer o jornalismo tradicional. Podemos selecionar o que ler de uma maneira muito mais abrangente. O mundo está mais generoso com o talento das pessoas. Essa é mais uma característica dessa fase de transição de que falei há pouco. É uma transição que talvez não acabe nunca. Vivemos numa fronteira que não é e nunca será definida. Estamos em um novo estado permanente, um mundo, literalmente, mais etéreo, que escorrega, que não conseguimos pegar. Esse estado é, inclusive, mental, espiritual. Por isso, é importante a conexão pelo olhar, o contato com o outro e com você mesmo, com seu corpo. Hoje quase todos nós, invariavelmente, temos dores nos braços por ficar muitas horas em frente de um computador. É bom ouvir os sinais dados pelo corpo, pois tenho certeza de que daqui a cinco, dez anos a pauta da saúde vai ser uma pandemia de LER [lesão por esforço repetitivo].

Fonte: Revista Continuum Itaú Cultural

quarta-feira, julho 22, 2009

A liberdade no uso da internet




Por Alê Barreto (alebarreto@produtorindependente.com)


A liberdade quase ilimitada no uso da internet tem causado polêmica em vários setores da sociedade. É importante que os produtores culturais independentes reflitam sobre este tema.


Assista a entrevista com Gilberto Gil comentando este assunto:

quarta-feira, janeiro 07, 2009

Promover encontros, trocas e articular redes para viabilizar sua ação cultural




Por Alê Barreto


"Muitas idéias. Sei que tenho potencial. Acredito no que eu faço. Só me falta o dinheiro..."

Nos primeiros anos em que comecei a exercer a atividade de produção cultural, várias vezes essa frase ocupava os meus pensamentos. Parecia ser uma equação sem solução. Passou 2003, passou 2004 até que no fim de 2005 fui a Salvador e participei do VI Mercado Cultural. Este foi o meu primeiro contato com o conceito de redes.

Participando das palestras e seminários, ouvi relatos de artistas e produtores que estavam viabilizando suas atividades culturais de formas alternativas, preocupados também com a sustentabilidade. Para mim, que na época morava em Porto Alegre e buscava uma resposta para a questão de aprender a gerar os recursos para minhas ações culturais, foi um ponto de mutação.

Em 2006 comecei a buscar mais informações sobre o conceito de redes. Então estabeleci contato com o Fórum de Educação da Restinga e Extremo Sul, com os Pontos de Cultura, com pessoas ligadas a Economia Solidária, Centro de Mídia Independente, Software Livre, as rádios comunitárias e movimentos sociais.

Além disso, criei com outras pessoas o Encontro TARRAFA, uma reunião com vários objetivos:

- desenvolver ações de Ensino Livre Orgânico para criação, ampliação e articulação de redes de produção cultural interdependentes;

- fomentar a cultura de colaboração entre organizações, profissionais autônomos e estudantes que produzem arte no Rio Grande do Sul;

- contribuir para o crescimento e desenvolvimento da cadeia produtiva da economia da cultura através de ações de produção econômica popular solidária, distribuição equilibrada e descentralizada, comércio justo e estímulo ao consumo ético dos produtos e serviços culturais.

A primeira lição que aprendi com estes encontros é que realmente um dos maiores desafios é conhecermos as nossas próprias complexidades, a complexidade do que pretendemos fazer e a complexidade que é trabalhar em grupos grandes com objetivos diversos. Os objetivos do encontro eram ótimos, mas como eu conseguiria articular organizações, profissionais autônomos e estudantes, que como eu buscavam uma solução para a falta de grana, se eu não estava conseguindo manter a minha sustentabilidade e esta rede que eu queria constituir na verdade era um empreendimento social, que também é algo complexo, que precisaria recursos humanos, estrutura e também recursos financeiros para acontecer?

O último episódio deste aprendizado (que ainda não está concluído), aconteceu em 2008, após chegar ao Rio de Janeiro. Recebi em mãos do Luiz Sarmento alguns DVDs com vídeos do Redes Comunitárias, um projeto do SESC que articula e gestiona encontros presenciais voltados para a prática de parcerias entre comunidades populares e voluntários, instituições privadas, públicas e do terceiro setor.



De modo simples e objetivo, cada representante se apresenta e fala o que veio procurar e o que veio oferecer. Todos têm oportunidade de falar e ouvir.
E, quando cada um sabe quem é quem, o espaço se abre para o aprofundamento de relações e formação de parcerias.



Você pode aprender mais sobre esta tecnologia social através dos vídeos e informações disponíveis. E também pode participar de um dos encontros. Veja a agenda de 2009.


O projeto tem uma semelhança interessante com o movimento "Simplicidade Voluntária", que também são encontros regulares em que pequenos grupos de pessoas trocam idéias para ajudar umas às outras a simplificar suas vidas.

quarta-feira, outubro 08, 2008

Participe do Teia: Encontro Estadual dos Pontos de Cultura do Rio de Janeiro e Economia Solidária



Programação do Encontro Estadual dos Pontos de Cultura do Rio de Janeiro
e Economia Solidária


DIA 10/10 – Sexta-feira
Local: Rua da Imprensa, 16 –Nos Pilotis do Palácio Gustavo Capanema

10:00 – Abertura - Cortejo Grupo do Centro de Cultura e Ed.Lúdica da Rocinha
- Kleber Moreyra, dançarino que faz performance de Ney Matogrosso – do Ponto de Cultura América no Coração da Baixada

De 10:00 às 20:00h terá exposição dos Produtos da Economia solidária

10:30 Grupo de Dança Jongo da Serrinha.

11:00 Oficina de Dança Jongo da Serrinha

12:00 Grupo Papo de Choro – AMC da Baixada

13:00 ALMOÇO e Exibição de Filmes do Grupo “Nós do Morro” e “Alice, Prepara o Gato!”

14:00 Coral Infantil - América no coração da Baixada

14:30 Balé Afro-contemporâneo da Casa de Cult.da Baixada

15:00 Circo Social da Casa de Cultura da Baixada

15:30 Orquestra do PIM com 55 músicos - Programa de integração pela música.

16:00 Cia de Teatro Bem Brasil do SESEF

16:30 Grupo Musical da Casa das Artes de Vila Isabel

17:00 GBCR – Grupo de Break Consciente da Rocinha

17:30 Grupo de Dança Afro do Ponto de Cultura Baixo Santa do Alto Glória

18:00 O Som das Comunidades

18:30 Balé Afro do SESEF

19:00 Grupo de Dança de Salão do SESEF


DIA 11/10 – Sábado

08:00 Recepção e inscrição de delegados, com café da manhã.
LOCAL: Auditório Gilberto Freyre

09:00 Plenária de abertura dos trabalhos, com mesa composta por:
1 representante do Fórum dos Pontos de Cultura (Alexandre Santini);
1 representante da SPPC (Juana Nunes);
1 representante da Regional do Ministério da Ceultura(Adair Rocha);
1 representante do Ministério do Trabalho (Marcelo Rodrigues) e
1 representante da Secretaria Estadual de Cultura do RJ (Marcos André).
LOCAL: Auditório Gilberto Freyre

10:00 às 12:00 - Instalação e início das atividades dos 3 Grupos de Discussão. LOCAIS: 2 grupos no 2º andar e 1 grupo no 7º andar (serão distribuídos de acordo com o número de inscrições em cada grupo).

I - Marcos Legais da Cultura

II - Fortalecimento da Rede de Pontos: local, regional e nacional

III - Sustentabilidade

13:00 às 15:00 - Finalização das atividades dos 3 Grupos de Discussão.
LOCAIS: os mesmos da parte da manhã.

15:00 às 18:00h - Plenária final
LOCAL: Auditório Gilberto Freyre

terça-feira, setembro 16, 2008

Conheça o Grupo de Estudos sobre as Redes e Cadeias Produtivas da Música



Conteúdo extraído do site www.gercpm.dep.ufscar.br/


O Grupo de Estudos sobre as Redes e Cadeias Produtivas da Música (GERCPM/UFSCAR)tem como principal missão estudar as dinâmicas das Redes e Cadeias Produtivas da Música, que envolvem os mais diversos tipos de atores inseridos na pré-produção, produção, distribuição, comercialização e consumo de música. Para tanto, o grupo desenvolve atividades de pesquisa e estudos que contemplem temáticas determinantes na geração de valor ao longo dessa cadeia como, por exemplo, a indústria de instrumentos usicais e equipamentos de som, indústria fonográfica, distribuição física e digital, mercado independente, circuito de rádios, pirataria, arrecadação de direitos autorais, formação de platéia e educação musical, indústria de shows e festivais, políticas de incentivo governamental, ambientes institucionais, entre outros.


Publicações

"A Cauda Longa e a Mudança do Modelo de Negócio do Mercado Fonográfico: reflexões acerca do impacto das novas tecnologias", publicado no Encontro Nacional de Engenharia de Produção 2008 (ENEGEP), de autoria de Mauro Rocha Côrtes, Leonardo Castro dos Reis, Rachel Pereira Benze, Sven Schäfers Delgado, Felipe Vasconcelos Fontes Rocha Côrtes.

Resumo do artigo: A indústria da música é ainda pouco estudada, não obstante sua importância econômica e os desafios que vêm sendo impostos às empresas deste setor, conseqüências, sobretudo, do desenvolvimento tecnológico e da rapidez com que os novos ciclos de inovações ocorrem. O declínio das vendas de música em praticamente todos os países caracteriza uma crise que já promove mudanças profundas nos modelos de negócio dessa indústria. O tradicional modelo de comercialização de música, centrado na venda de suportes físicos gravados (CD/DVD) rapidamente cede espaço a iniciativas que envolvem o comércio on-line de fonogramas digitais e o oferecimento gratuito de conteúdos em sites patrocinados. Outra conseqüência do desenvolvimento, barateamento e popularização de novas tecnologias é o fato de que o mercado de massa está se convertendo num mercado de nichos. Uma grande variedade de produtos cuja oferta, até recentemente, era considerada antieconômica, passou a ser viável. Esse fenômeno, denominado Cauda Longa, tem o potencial de transformar os paradigmas de consumo vigentes. Nesse novo contexto, as gravadoras independentes ganham espaço, devido à sua maior flexibilidade e ao histórico de enfoque em nichos específicos do mercado.


Saiba mais no site e blog do GERCPM

quarta-feira, agosto 27, 2008

Além das Redes de Colaboração




"Ao mesmo tempo que devora, digere e recria o telefone, o cinema, a televisão, os correios, o rádio e a indústria fonográfica, a internet se aproxima do sonho de Borges de uma biblioteca infinita, onde o saber humano está disponível ao alcance de um toque. O que fazer com tão imenso poder é a pergunta que definirá o nosso futuro. Esse livro é uma boa contribuição para o debate". Assim o cineasta Jorge Furtado apresenta a coletânea "Além das Redes de Colaboração: internet, diversidade cultural e tecnologias do poder".

O livro será lançado pela Editora da Universidade Federal da Bahia, no próximo 27 de agosto, quarta-feira, em São Paulo. Foi organizado pelos professores Sérgio Amadeu da Silveira (Cásper Líbero-SP) e Nelson Pretto (Faculdade de Educação da Ufba) como resultado de seminários realizados pela Casa de Cinema de Porto Alegre em parceria com a Associação Software Livre, ocorridos no segundo semestre de 2007, como parte do Programa Cultura e Pensamento do Ministério da Cultura.

Reunindo acadêmicos de várias áreas do conhecimento, ativistas e artistas, "Além das Redes de Colaboração" trabalha a contradição entre as possibilidades de criação e disseminação culturais inerentes às redes informacionais e as tentativas de manter a inventividade e a interatividade sob o controle dos velhos modelos de negócios construídos no capitalismo industrial. O livro pretende jogar luz sobre essas batalhas biopolíticas para decifrar as disputas sociotécnicas em torno da definição de códigos, padrões e protocolos.

Por isso, as tecnologias da informação e da comunicação foram avaliadas em suas dimensões mais importantes. As explicações nascidas da matriz do pensamento único, a qual procura esconder suas determinações histórico-sociais sob o discurso de uma racionalidade neutra, foram confrontadas com aquelas que pretendem dar transparência aos processos e politizar o debate sobre tais dimensões tecnológicas e sobre as históricas relações entre a ciência, o capital e o poder.

----------------------------------------
"Além das Redes de Colaboração: internet, diversidade cultural e tecnologias
do poder"
Lançamento dia 27/08, quarta-feira, às 19h (logo após o Seminário de
Direitos Autorais e Acesso à Cultura do Ministério da Cultura)
Local: Auditório da USP Leste
Rua Arlindo Béttio, 1000, Ermelino Matarazzo, São Paulo.

quinta-feira, julho 03, 2008

Pontão de Cultura Brasil Memória em Rede abre edital



Conteúdo extraído do site Brasil Memória em Rede.

O Pontão de Cultura Brasil Memória em Rede inicia suas atividades com a formação de mais 6 pólos regionais, que tem como objetivo articular organizações locais em torno do tema memória e desenvolvimento comunitário. O Pontão é uma das ações da Brasil Memória em Rede, uma rede de instituições e pessoas que valorizam o uso da memória como ferramenta de desenvolvimento social e cultural do país. Seu objetivo é fomentar o diálogo entre produtores, articuladores e usuários de conteúdos de memória para democratizar o uso e a prática da memória histórica do país.

O edital aberto destina-se a organizações que tenham interesse em tornar-se coordenadoras dos novos pólos regionais. Elas devem necessariamente estar localizadas em estados diferentes dos pólos já existentes, situados nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Bahia, Pará, Goiás e Santa Catarina. As organizações que estiverem presentes nestes estados poderão participar das atividades dos pólos regionais já existentes.

Aberto à participação de organizações dos diferentes segmentos da sociedade, o edital de inscrição para se tornar uma organização coordenadora está aberto até o próximo dia 11 de julho.


Veja aqui o manual do participante

Acesse aqui a ficha de inscrição

Conheça o Brasil Memória em Rede

sexta-feira, junho 20, 2008

Faça Produção Cultural com Software Livre




Software Livre é uma questão de liberdade, não de preço. Para entender o conceito, você deve pensar em "liberdade de expressão", não em "cerveja grátis".

Software livre se refere à liberdade dos usuários executarem, copiarem, distribuírem, estudarem, modificarem e aperfeiçoarem o software. Mais precisamente, ele se refere a quatro liberdades, para os usuários do software:

- a liberdade de executar o programa, para qualquer propósito (liberdade nº 0);

- a liberdade de estudar como o programa funciona, e adaptá-lo para as suas necessidades (liberdade nº 1); aceso ao código-fonte é um pré-requisito para esta liberdade;

- a liberdade de redistribuir cópias de modo que você possa ajudar ao seu próximo (liberdade nº 2);

- a liberdade de aperfeiçoar o programa, e liberar os seus aperfeiçoamentos, de modo que toda a comunidade se beneficie (liberdade nº 3); acesso ao código-fonte é um pré-requisito para esta liberdade.

Um programa é software livre se os usuários tem todas estas liberdades. Portanto:

você deve ser livre para redistribuir cópias, seja com ou sem modificações, seja de graça ou cobrando uma taxa pela distribuição, para qualquer um em qualquer lugar. Ser livre para fazer essas coisas significa (entre outras coisas) que você não tem que pedir ou pagar pela permissão.

Você deve também ter a liberdade de fazer modificações e usá-las privativamente no seu trabalho ou lazer, sem nem mesmo mencionar que elas existem. Se você publicar as modificações, você não deve ser obrigado a avisar a ninguém em particular, ou de nenhum modo em especial.

Saiba mais sobre o Software Livre

Saiba mais sobre o Projeto Software Livre Brasil

sexta-feira, maio 23, 2008

Redes de Cultura e Culturas de Resistência

Trechos do artigo do Professor Carlos R. S. Milani, cientista político e professor da UFBA, originalmente publicado no site da Escola de Administração da UFBA, que trata da importância da sistematização das práticas sociais relacionadas à promoção da cultura popular em Salvador


Diante dos inúmeros desafios que nos apresenta a globalização, o que podem fazer os movimentos sociais e os grupos organizados em redes em Salvador a fim de promover uma cultura de resistência? As respostas não devem vir exclusivamente da Universidade, mas podem ser trabalhadas, sobretudo, no âmbito dos próprios movimentos. Cabe à Universidade, penso, colaborar nesse processo, com interrogações, pesquisa realizadas em parceria e com metodologias inovadoras. Portanto, concluímos este texto com uma sugestão: que os grupos e as redes de cultura trabalhem, por exemplo, na sistematização crítica de suas práticas.

Sabemos que muitos são os motivos que podem ser enumerados para explicar por que redes de cultura encontram, freqüentemente, dificuldades no seu planejamento e na vida quotidiana: a escassez de recursos (de financiamento, mas igualmente em pessoas), a necessidade de cumprir com os prazos das agências financiadoras para obter projetos, a falta de uma formação contínua de seus gestores, a prioridade que deve ser dada às urgências de curto prazo, a distância que pode existir entre a Universidade e estes grupos sociais. É claro que tais fatores variam de acordo com o contexto de cada cidade, de cada bairro.

A sistematização pode ser uma resposta a tais dificultadas. Sistematizar é construir a memória de uma experiência, divulgar saberes relacionados a práticas culturais (lições e ensinamentos), estimular o intercâmbio e a confrontação de idéias, bem como contribuir a reconstituir visões integradas dos processos de intervenção social. Ou seja, sistematizar é contar o que uma rede de cultura faz na sua prática a fim de ajudá-la a aprender com seus próprios processos e poder, então, melhor negociar com os diversos setores envolvidos na promoção da cultura na Bahia e em Salvador.

Leia o artígo na íntegra



Baixe o roteiro

terça-feira, maio 20, 2008

"Juntar para Espalhar..." vem aí o VIII Mercado Cultural de Salvador




Esta foi a frase proferida por Hermeto Paschoal durante apresentação na Concha Acústica na 1ª edição do Mercado Cultural. Hermeto usou a expressão para definir o próprio Mercado, referindo-se à intenção de juntar (promover encontros, transmissão de conhecimentos e troca de experiências) e espalhar (construir intercâmbios, distribuir a produção, trabalhar em rede) Tudo isso sob a aura de um projeto que nasceu com a missão de sistematizar, promover e distribuir trabalhos autorais de qualidade, representativos da produção artistica independente. Agora, na VIII edição do Mercado Cultural retomamos esta frase como tema e meta deste ponto de encontro afetivo, intelectual e espiritual de uma comunidade artistica que segue aspirando um futuro cooperativo e harmonioso para o nosso planeta Terra.

Inscrições para o VIII Mercado Cultural

As inscrições para participação no VIII Mercado Cultural que acontecerá de 3 a 7 de dezembro de 2008 em Salvador – Bahia – Brasil estarão encerradas até o dia 10 de junho. Para se inscrever, envie o seu material em meio digital para o endereço:

Instituto Cultural Casa Via Magia [Mercado Cultural]
Rua Henriqueta Catarino, 123 - Federação - Salvador-BA - Brasil
CEP 40.230-101

Os materiais são:
Música - CD de música + release em CD de dados
Artes Cênicas (dança ou teatro) - vídeo em DVD + release do espetáculo em CD
Artes Visuais - portfólio + currículo do artista, ambos em CD ou DVD

Enviando também todos os dados para contato. O resultado da seleção será
anunciado no dia 30 de julho.


Conheça as edições anteriores

quinta-feira, março 13, 2008

Mercado Cultural e os 25 anos da Casa Via Magia



Nos dias 28, 29 e 30 de março Salvador recebe uma Edição Especial do Mercado Cultural, com o patrocínio da Petrobras, Ministério da Cultura, Secretaria da Cultura - SECULT e Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos – SMARH, do Estado da Bahia.

Com o tema comVivercom, o projeto apresenta uma mostra dos saberes e fazeres em desenvolvimento na comunidade fomentada pelo convívio, conhecimento e práticas da Casa Via Magia, como marco das comemorações dos 25 anos da instituição.

Conheci a Casa Via Magia em dezembro de 2005 e fiquei impressionado com a organização e com as iniciativas de fomento à educação para produção cultural.

A casa Via Magia nasceu em São Paulo em 1982 com o Grupo de Teatro Via Magia. Em 1984o projeto se instalou em Salvador com a fundação da Escola, que inaugurou o trabalho de arte-educação. Em 1991, com a criação da Rede Latinoamericana de produtores culturais, surgiu também o Via Bahia Festival, que marcou a cena da cidade até 1998. Em 1999 aconteceu a Primeira Edição do Mercado Cultural. Em 2004 a Via Magia articulou a primeira edição do Fórum Cultural Mundial, em São Paulo.

Saiba mais sobre a programação