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quarta-feira, junho 19, 2013

O que posso fazer quando tento ligar para vender um show e sou mal atendido?

Alê Barreto foi empresário, produtor executivo e proponente de projeto da 
Pata de Elefante no Programa Rumos Música do Itaú Cultural




Por Alê Barreto *
alebarreto@gmail.com



Muita gente acredita que para vender o mais importante é “ter um bom produto”. Estou falando de gente cuja venda é sua atividade principal e estou falando de gente que utiliza a venda como renda alternativa. 

Nos setores criativos, onde se desenvolve a chamada “Economia Criativa”, esta noção de que é “fundamental se ter um bom produto”, leia-se “ter um bom artista”, limita a ação de muita gente. Ao pensar que só “um bom artista” pode ser vendido, você pode cair em um labirinto com poucas chances de achar a saída. 

O que é “um bom artista”? As pessoas que hoje fazem parte do mercado de vendas de espetáculos para shows, eventos e entretenimento, em sua maioria, acreditam que bom artista é aquele que é percebido como alguém que tem muito sucesso. Quantidade de aparições na TV, rádio, revistas, jornais e internet são as principais referências para sua percepção de sucesso. Já se você perguntar para qualquer pessoa o que é “um bom artista”, ela irá responder comparando com o artista que mais gosta: “bom artista é alguém como a Ana Carolina” ou “um exemplo de bom artista é o Nando Reis”. 

Pessoas que trabalham com a programação artística de projetos sociais geralmente acham “bom artista” aquela pessoa da qual tem notícias que se trata de alguém que superou problemas sociais ou que seja ativista em prol de causas. Dirão: “bom artista é um Bono Vox, do U2, que ajuda em causas humanitárias pelo mundo” ou “gosto muito do grupo O Teatro Mágico porque eles fazem parte do movimento Música para Baixar”. 

Pessoas de áreas educativas e esportivas poderão considerar “bons artistas” aquelas pessoas que se interessem em trabalhar de forma voluntária em projetos junto a crianças e jovens.

Como podemos ver, há inúmeras formas de considerarmos alguém “um bom artista” ou de qualquer pessoa considerar alguém “um bom artista”. Até aí não há nenhum problema.

O problema é acreditarmos que o fato de estarmos trabalhando com “um bom artista” (“o bom produto”) signifique que iremos ter garantia de retorno em vendas. Isso pode fazer com que nos concentremos apenas em “descobrir talentos”, uma tarefa verdadeiramente “labiríntica”, ao invés de fazermos algo mais simples e possível: estruturarmos um processo de trabalho organizado e que traga bons resultados em vendas.

Um exemplo de processo de trabalho organizado e que traz bons resultados em vendas: aprender a vender com telefone e e-mail.

Se alguém lhe passar uma lista de pessoas e telefones para você fazer contato e oferecer um show, provavelmente você fará o que a maioria faz: irá começar a ligar para estes números. Durante esta atividade de agenciamento ativo (venda ativa), você irá se deparar com algumas situações de mal atendimento que são bem comuns:

- o telefone toca e ninguém atende;
- você deixa recado e ninguém retorna;
- após muitas vezes ligando, finalmente alguém atende e diz que irá ligar novamente dando um retorno, mas não liga mais; 

- atende você, lhe fornece seu e-mail e pede que você envie uma proposta, mas nunca lhe dá retorno sobre esta proposta.


Então, o que posso fazer quando tento ligar para vender um show e sou mal atendido?


Vamos lá:


se o telefone tocar e ninguém atender

não fique gastando o seu tempo sofrendo, achando que a pessoa não quer lhe atender. Você pode estar ligando para o número errado, você pode estar ligando para o número certo, mas num horário com pouca probabilidade de ser atendido, você pode estar ligando para alguém que somente atende números conhecidos, etc.


se você for atendido e a pessoa ficar de lhe ligar novamente

pergunte de forma cordial qual será o prazo de retorno. Anote a data que a pessoa ficou de lhe ligar. Caso ela não ligue, ligue você novamente e tente retomar a negociação.


faça e mantenha atualizado um registro do histórico de suas ações de venda por telefone e e-mail. Assim você irá aprender para quais pessoas vale mais a pena investir seu tempo para apresentar e negociar propostas de shows e espetáculos.

 

Voltamos a falar mais sobre este assunto em breve. 


Você também pode estudar estas e outras dicas práticas no curso “Aprenda a Agenciar Profissionais Criativos” na Maratona Produtor Cultural Independente prevista para os dias 06 e 07 de julho na AGS Meeting Place em São Paulo. Veja como participar em nossa loja virtual
http://produtorindependente.loja2.com.br/

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Alexandre Barreto, mais conhecido como “Alê Barreto”, é um profissional multifuncional. Administrador de empresas, diretor de produção e produtor executivo, possui competências tanto para organização de eventos e direção de produção como para planejamento, gerenciamento e execução de projetos culturais, sociais e corporativos. Sua ação pioneira de compartilhar suas experiências práticas têm contribuído para a organização e desenvolvimento de setores criativos brasileiros. Criador do blog “Produtor Cultural Independente”, ativo desde 2006, possui diversos textos citados e recomendados em publicações do SEBRAE e em trabalhos de graduação e pós-graduação. Seu livro "Aprenda a Organizar um Show", primeiro método sobre produção executiva de shows publicado em língua portuguesa na internet, já foi acessado por mais de 22.000 pessoas e rendeu-lhe convite para cursos, palestras e consultorias em várias cidades do Brasil e a indicação em 2013 ao Prêmio Dynamite de Música Independente (SP).

(21) 7627-0690 alebarreto@gmail.com

segunda-feira, setembro 19, 2011

Exemplo de atendimento: Itaú Cultural vai além das expectativas do cliente




Por Alê Barreto*
alebarreto@gmail.com


Falando sobre o problema de falta de retorno no atendimento do Jornal Destak, lembrei de compartilhar uma história que é exatamente o contrário: o caso de excelência no atendimento do Itaú Cultural.

Em março de 2010, tentei baixar o livro "República dos Bons Sentimentos" no site do Itaú Cultural (http://www.itaucultural.org.br), pois o mesmo aparecia disponível para download. Tentei baixar, nada. Tentei de novo, nada.

Entrei em contato pelo formulário de atendimento do portal e em breve recebi primeiramente esta resposta:

[início da primeira mensagem de atendimento do Itaú Cultural]

Nº do Atendimento: 10480
Sua Mensagem
Prezados Srs.: O livro está com link do site apresentando bug. Não está sendo possível fazer o download. Como posso fazer para obter o arquivo? Abs, Alê Barreto


Resposta do Núcleo Responsável

Olá ALÊ,

O arquivo para baixar o livro fica disponível apenas no site.
Peço a gentileza que entre em contato com a equipe do Observatório através do e-mail
Abraços,

[nome do funcionário]


[fim da primeira mensagem de atendimento do Itaú Cultural]



Entrei em contato. Após informar que eu gostaria de acessar o livro, a funcionária rapidamente respondeu o seguinte:


[início da segunda mensagem de atendimento do Itaú Cultural]

Oi Alexandre

Temos lá apenas o sumário em pdf.

Vamos mandar um livro impresso para você. Pode ser?
Mande o seu endereço completo.

Abraço

[fim da segunda mensagem de atendimento do Itaú Cultural]


Resultado:




recebi um livro novo na minha residência!


Minha opinião como profissional: o atendimento do Itaú Cultural é excelente!

Qual é o centro cultural que você conhece cujo serviço de atendimento atende rapidamente suas dúvidas, lhe encaminha para o setor correto e ainda por cima envia um livro de São Paulo para sua residência como cortesia?

Além desta história, em 2007 e 2008 tive outras duas excelentes experiências de atendimento. Em 2007, fui proponente da Pata de Elefante no Programa Rumos Itaú Cultural Música. Em 2008, acompanhei também as gravações do DVD em São Paulo e no mesmo ano fiz a produção executiva do espetáculo de teatro "Machado a 3x4", do Grupo Nós do Morro, no projeto Antídoto. Tanto no Rumos Música como no Antídoto, fui atendido com profissionalismo, atenção aos detalhes, objetividade na comunicação, agilidade e qualidade como poucas vezes vi no Brasil.

Este é o nível de atendimento que precisa se tornar comum no setor cultural. Multiplique esta ideia.

Parabéns ao Itaú Cultural!


Retorno da audiência [ACOMPANHE]
Este blog recebeu até agora 146.526 visitas e 325.008 visualizações. Obrigado!


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* Alê Barreto é um administrador e produtor cultural independente. Trabalha com foco na organização e qualificação dos profissionais de arte, comunicação, cultura e entretenimento. É autor do livro Aprenda a Organizar um Show, primeira publicação livre na internet em língua portuguesa sobre produção de shows, escreve para o site Overmundo e para a revista Fazer e Vender Cultura.

Está fazendo a pós-graduação MBA em Gestão Cultural no Programa de Estudos Culturais e Sociais da Universidade Cândido Mendes.

Serviços para contratação: assessoria para elaboração de projetos (planejamento e revisão), gestão de projetos, acompanhamento de carreira artística (coaching), consultoria e assessoria (para artistas, produtores, empresas e projetos), atividades de formação (cursos, oficinas, workshops e palestras) e produção executiva de eventos.

Reside no Rio de Janeiro, RJ, Brasil. Contato: + 55 21 7627-0690 (Claro)


* O blog Produtor Cultural Independente está em atividade desde 2006. Possui mais 700 posts e links de seus conteúdos são enviados para 4.808 pessoas através de redes sociais. Faz parte da Rede Produtor Cultural Independente, uma rede de conteúdos composta pelos blogs Produtor Independente (592 seguidores), Blog do Alê Barreto (55 seguidores), Aprenda a Organizar um Show (32 seguidores) Aprenda a Produzir um Artista (16 seguidores), Encantadoras Mulheres (13 seguidores) e Aprenda a divulgar seu evento (2 seguidores).



Alê Barreto é cliente do Itaú.

quinta-feira, julho 28, 2011

7 Dicas para melhorar o uso do telefone

Por Alê Barreto*
alebarreto@gmail.com


No texto "O telefone é uma ferramenta importante para o produtor e gestor cultural", sugeri um pequeno roteiro de ações para quem compreende que o telefone poder ser utilizado de forma mais eficiente. Para quem trabalha com arte, comunicação, cultura e entretenimento, o telefone é uma das principais ferramentas, pois nos permite estabelecer os diálogos com colegas, parceiros e clientes.

Hoje vou sugerir um novo roteiro para que a gente possa construir com mais atenção nossa presença digital saudável.


1 - Cada pessoa usa o telefone do seu jeito

Quando ligamos para alguém, muitas vezes temos a ousadia de achar que esta pessoa, com quem desejamos falar, tem a obrigação de adivinhar que vamos ligar, parar tudo o que está fazendo e nos atender até o segundo toque.

Mude este pensamento. As pessoas tem maneiras diferente de usar o telefone e este modo de uso também muda ao longo de sua vida.

Exemplo: uma jovem de 14 anos provavelmente está o tempo todo "conectada" ao seu celular, seja para utilizar o relógio, aguardar mensagens das amigas, atender toda e qualquer ligação, etc. Já um homem de 35 anos talvez estabeleça um outro tipo de relação, em que não fique o tempo todo disponível para falar ao telefone.

Sugestão: pergunte que dias e horários uma pessoa está mais disponível para o contato telefônico.


2 - Restrições legais ao uso do telefone

Exemplos: Durante deslocamento aéreo, é proibido manter o telefone ligado. No trânsito é proibido o uso de telefone. No Estado do Rio de Janeiro, foi promulgada uma lei que proibe o uso de telefones celulares em bancos.

Sugestão: olhe sua agenda e avise para seus colegas, parceiros e clientes os períodos que não será possível atender ao telefone. Isso promove qualidade de vida, pois permite uma melhor organização do trabalho e previne que as pessoas fiquem ansiosas e irritadas com a demora em receber um retorno.


3 - Restrições tecnológicas

Muitas vezes vamos ligar ou vão nos ligar e se ouve a seguinte mensagem:

"o número chamado encontra-se fora da área de cobertura".

Exemplos: Estar em algum lugar da sua casa onde o sinal da rede celular é fraco, estar dentro de cozinhas e banheiros, estar em garagens no subsolo, estar dentro de um elevador, estar se deslocando no metro, etc.

Sugestão: estimule seus colegas, parceiros e clientes a entrarem em contato em horários que você estará em um lugar onde você não tenha restrição tecnológica.


4 - Restrições de bom senso

Em muitas situações o bom senso indica que devemos desligar o telefone, apesar da ansiedade de muitas pessoas julgar que é necessário o telefone estar ligado o tempo todo e ser atendido sempre.

Exemplos: Cinemas, teatros, espaços de leituras em bibliotecas, exposições, shows, dentro de transporte público, etc., etc., etc.

Sugestão: combine os horários de comunicação com seus colegas, parceiros e clientes. Isso evitará que as pessoas fiquem griladas achando que você não quer atender.


5 - Estimule o uso do recado

Muita gente liga uma vez e espera que você ligue para saber porque ela lhe ligou. Se não deixar claro que necessita de um retorno, dá o direito a outra pessoa que não atendeu pensar que se ela não deixou recado, não deve ser algo importante.

Sugestão: combine com seus colegas, parceiros e clientes para que todos deixem recado "de voz" ou enviem mensagem de texto solicitando contato o mais breve possível, caso não sejam atendidos num determinado momento.


6 - Responda suas mensagens

Uma das coisas que mais nos deixa impaciente é alguém nos prometer que vai entrar em contato e não cumprir.

Sugestão: informe aos seus colegas, parceiros e clientes um prazo médio de retorno, para que cada pessoa possa gerenciar melhor o diálogo que está mantendo com você.


7 - Atenda bem

Sempre que falar com alguém, imagine que é a primeira vez que está falando com essa pessoa. Coloque nas suas palavras, no seu olhar, na sua voz e na sua postura corporal toda a energia com a qual quer estabelecer um boa comunicação.

Sugestão: para treinar, pode até colocar um espelho na sua frente, enquanto faz a ligações. Você verá que a sua expressão facial varia conforme varia o seu astral durante o atendimento ao telefone.


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* Alê Barreto é um administrador e produtor cultural independente. Trabalha com foco na organização e qualificação dos profissionais de arte, comunicação, cultura e entretenimento. É autor do livro Aprenda a Organizar um Show, primeira publicação livre e gratuita no Brasil sobre a tecnologia de produção de shows, escreve para o site Overmundo e para a revista Fazer e Vender Cultura.

Ministra cursos, oficinas, workshops e palestras. Já atuou em capacitação de grupos culturais em parceria com o SEBRAE AC. Presta consultoria e assessoria para artistas, empresas e produtores.

Contato: (21) 7627-0690 Rio de Janeiro - RJ - Brasil


* O blog Produtor Cultural Independente está em atividade desde 2006. Possui mais 700 posts e links de seus conteúdos são enviados para 4.808 pessoas através de redes sociais. Faz parte da Rede Produtor Cultural Independente, uma rede de conteúdos composta pelos blogs Produtor Independente (592 seguidores), Blog do Alê Barreto (55 seguidores), Aprenda a Organizar um Show (32 seguidores) Aprenda a Produzir um Artista (16 seguidores), Encantadoras Mulheres (13 seguidores) e Aprenda a divulgar seu evento (2 seguidores).



Alê Barreto é cliente do Itaú.


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O Produtor Cultural Independente gerencia os perfis das redes sociais da Associação Brasileira de Gestão Cultural (ABGC). Receba informações pelo Facebook e pelo Twitter

segunda-feira, fevereiro 14, 2011

É preciso melhorar a qualidade do atendimento no setor cultural


Mario Persona fala sobre atendimento


Por Alê Barreto*
alebarreto@gmail.com


Qualquer profissional que está no mercado sabe que a primeira coisa que alguém deve fazer em sua profissão é atender bem. Entre "saber" e "fazer", há um processo.

Vejamos alguns "mitos" e algumas sugestões para melhorarmos a qualidade do atendimento no setor cultural.


"Eu atendo bem"

A imagem que temos de nós próprios nem sempre corresponde à realidade.

Sugestão: faça uma pesquisa com seus clientes e fornecedores para avaliar se você realmente está atendendo bem.


"A empresa que eu trabalho não valoriza o bom atendimento"

Atender bem não é algo que se faz para a empresa onde se trabalha. Os resultados de um bom atendimento são diretamente revertidos para quem o realiza com sucesso.

Sugestão: procure estudar o que é um bom atendimento e comece a praticá-lo no dia a dia.


"Quem precisa atender bem é o pessoal de vendas e de assessoria de imprensa"

Todo mundo precisa atender bem. Do empresário ao bilheteiro. Inclusive o artista.

Sugestão: faça uma reunião com sua equipe de trabalho e avalie o nível de conhecimento de cada um, para perceber quem precisa de treinamento.


"É difícil arrumar tempo e dinheiro para investir em treinamento para atendimento"

É difícil arrumar tempo e dinheiro para qualquer tipo de atividade educativa no Brasil.

Sugestão: priorize desenvolver o seu treinamento. Há farta literatura e oferta de cursos para você ampliar o seu atendimento.


"Atendimento não gera dinheiro"

Atender bem é praticamente uma venda. Quem atende bem consegue sensibilizar sócios, empresários, prestadores de serviços e artistas a participarem de seus projetos.

Sugestão: experimente colocar a pessoa que atende melhor em sua equipe na atividade de visita à empresas para venda de projetos.


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* Alê Barreto é um administrador que gosta de arte, comunicação, cultura e entretenimento. Compartilha conhecimentos e suas experiências. É um profissional que gosta de planejar e de executar. É autor do livro Aprenda a Organizar um Show, primeira publicação livre e gratuita no Brasil sobre a tecnologia de produção de shows.

Recomenda os cursos da Associação Brasileira de Gestão Cultural, o Programa Petrobras Cultural e os projetos do Itaú Cultural.


21-7627-0690 (Rio de Janeiro)




Alê Barreto é cliente do Itaú.