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segunda-feira, fevereiro 14, 2011

É preciso melhorar a qualidade do atendimento no setor cultural


Mario Persona fala sobre atendimento


Por Alê Barreto*
alebarreto@gmail.com


Qualquer profissional que está no mercado sabe que a primeira coisa que alguém deve fazer em sua profissão é atender bem. Entre "saber" e "fazer", há um processo.

Vejamos alguns "mitos" e algumas sugestões para melhorarmos a qualidade do atendimento no setor cultural.


"Eu atendo bem"

A imagem que temos de nós próprios nem sempre corresponde à realidade.

Sugestão: faça uma pesquisa com seus clientes e fornecedores para avaliar se você realmente está atendendo bem.


"A empresa que eu trabalho não valoriza o bom atendimento"

Atender bem não é algo que se faz para a empresa onde se trabalha. Os resultados de um bom atendimento são diretamente revertidos para quem o realiza com sucesso.

Sugestão: procure estudar o que é um bom atendimento e comece a praticá-lo no dia a dia.


"Quem precisa atender bem é o pessoal de vendas e de assessoria de imprensa"

Todo mundo precisa atender bem. Do empresário ao bilheteiro. Inclusive o artista.

Sugestão: faça uma reunião com sua equipe de trabalho e avalie o nível de conhecimento de cada um, para perceber quem precisa de treinamento.


"É difícil arrumar tempo e dinheiro para investir em treinamento para atendimento"

É difícil arrumar tempo e dinheiro para qualquer tipo de atividade educativa no Brasil.

Sugestão: priorize desenvolver o seu treinamento. Há farta literatura e oferta de cursos para você ampliar o seu atendimento.


"Atendimento não gera dinheiro"

Atender bem é praticamente uma venda. Quem atende bem consegue sensibilizar sócios, empresários, prestadores de serviços e artistas a participarem de seus projetos.

Sugestão: experimente colocar a pessoa que atende melhor em sua equipe na atividade de visita à empresas para venda de projetos.


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* Alê Barreto é um administrador que gosta de arte, comunicação, cultura e entretenimento. Compartilha conhecimentos e suas experiências. É um profissional que gosta de planejar e de executar. É autor do livro Aprenda a Organizar um Show, primeira publicação livre e gratuita no Brasil sobre a tecnologia de produção de shows.

Recomenda os cursos da Associação Brasileira de Gestão Cultural, o Programa Petrobras Cultural e os projetos do Itaú Cultural.


21-7627-0690 (Rio de Janeiro)




Alê Barreto é cliente do Itaú.

quinta-feira, agosto 26, 2010

Gerencie um curso independente utilizando o conceito de sustentabilidade




Por Alê Barreto*

Aproveito um episódio desta semana para dar um exemplo do que considero um bom atendimento para o novo mercado cultural que está se organizando no país.

Como todos sabem, estou organizando uma turma do curso "Aprenda a Organizar um Show" em parceria com a produtora Ludmilla Lima, da 1976 Produções. Após fazermos uma avaliação, percebemos que seria preciso alterar a data, em respeito ao nosso trabalho, ao trabalho de nossos apoiadores e a atenção dos nossos participantes já inscritos e dos interessados que ainda estão com dificuldades de agenda.

Porque se altera a data de um curso? Em geral, há uma tendência fria no mercado de simplesmente se abandonar algo que não tem o público esperado. Mas não sou um mercenário atrás de dinheiro. Sou um produtor cultural independente. Conduzo o meu trabalho pautado no princípio da sustentabilidade.

Leia o post que coloquei no blog do curso em Minas para entender como trabalho os critérios de realização de um curso baseado na sustentabilidade.

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* Alê Barreto é administrador, produtor cultural e autor do livro Aprenda a Organizar um Show, primeira publicação disponibilizada de forma livre e gratuita no Brasil sobre a tecnologia de produção de shows. Trabalha novos conceitos e oferece serviços diferenciados para empresas, produtores, grupos culturais e artistas. Divulga reflexões sobre seu processo de trabalho no blog Alê Barreto e valoriza encantadoras mulheres.

21-7627-0690 (Rio de Janeiro)
alebarreto@produtorindependente.com

quinta-feira, março 18, 2010

Seus serviços de produção cultural estão acrescentando valor?




Por Alê Barreto
Administrador, produtor cultural independente e palestrante


Em meu texto "Vamos educar pessoas para a produção cultural?", publicado no Guia do Mercado Brasileiro da Música 2008/2009, escrevo:

"(...) o produtor cultural é muito importante. Conforme definição da produtora Marina Vieira, da ONG Tangolomango, o produtor proporciona as trocas necessárias, o encontro entre diferentes atores que irão realizar a ação cultural".

Na época que escrevi o texto, esqueci de acrescentar algo fundamental a este conceito, que a experiência prática me ensina no dia-a-dia: o produtor cultural acrescenta valor às relações do mercado cultural.

Mesmo que não tenha consciência disso, o produtor cultural, por mais iniciante que seja, sempre acrescenta valor.

Muitas pessoas tendem a procurar um produtor cultural para que ele faça "o trabalho braçal" de organizar ou vender shows. Com isso, pensam que os principais benefícios de se ter um produtor são ter mais tempo livre para se dedicar a arte e receber dinheiro. Tempo e dinheiro são recursos que estamos sempre sujeitos à oscilações. Ter eles não determina sucesso em uma carreira. O que aumenta consideravelmente as chances de se ter sucesso em uma carreira é o valor. Logo, o principal benefício que um artista deve esperar de um produtor cultural é o valor.

Toda vez que alguém liga para o celular de um produtor procurando entrevistar ou contratar um artista, recebe no mínimo cinco valores, pois prontamente percebe que:

a) o artista é organizado;
b) o artista não faz tudo sozinho;
c) o artista deve ter um trabalho consistente, pois um profissional apostou em seu talento e associa sua imagem a dele;
d) o artista conta com um profissional que está de prontidão todos os dias e horários para atender imprensa, contratantes, formadores de opinião e comunidade artística (atendimento personalizado);
e) o artista, independente de sua disponibilidade de tempo, dá retornos mais rápidos pois conta com um profissional que gerencia o fluxo de sua comunicação.

Este é apenas um exemplo.

Faça uma avaliação: que valores você está acrescentando para os seus parceiros em sua prestação de serviços?

quinta-feira, março 11, 2010

O poder do "boca-a-boca" dos consumidores de cultura


Slide de aula da disciplina "Novas mídias na comunicação corporativa" do professor Walter Romano


Por Alê Barreto
Administrador, produtor cultural independente e palestrante


Estou fazendo o módulo "Cultura e Tecnologia" do MBA em Gestão Cultural da Universidade Cândido Mendes. Uma das disciplinas é "Novas mídias na comunicação corporativa", que está sendo ministrada pelo professor Walter Romano.

Na última aula, um dos temas que mais me chamou atenção foi o "buzz", que é o "boca-a-boca nos meios digitais". Digo isso porque foram apresentados vários exemplos de manifestações de opiniões de consumidores em blogs e redes sociais que pressionaram empresas a mudar seu atendimento.

Depois desta aula, recebi de uma aluna que fez meu curso "Aprenda a Organizar um Show" um link para a matéria "Show do Guns´n Roses - Quatro horas de espera por Axl Rose", publicada no blog Rock Brasília. Segundo a matéria, o show estava marcado para iniciar às 20h30 e começou 00h20.



Algo desagradou a autora da matéria. E o que ela fez cada vez mais irá acontecer: toda vez que alguém da platéia de um show não gostar de alguma coisa, irá comentar em seu círculo de relações ou irá botar a boca no trombone na internet.

No capítulo "Solicitações, Autorizações e Contrato" do meu livro "Aprenda a Organizar um Show" explico que tudo o que for divulgado em um ingresso deverá ser cumprido. Se não for cumprido, o público pode se dirigir a produção do evento e exigir seus direitos de consumidor.

Leia a matéria na íntegra e avalie o caso.

sábado, março 06, 2010

Sugestão de roteiro para atender pedidos de show




Por Alê Barreto
Administrador, produtor cultural independente e palestrante


Quem trabalha com produção de artistas ou grupos artísticos, sabe que a qualquer momento pode receber uma ligação. Daí a necessidade de estar preparado para atender.

Muitas pessoas pensam que atender é fácil. Não é. Atender é um caminho longo. Uma construção. Necessita estudo e prática.

Atender bem não é dizer sim para tudo, com medo de ficar fora do mercado. Atender bem é comunicar para os seus clientes, de forma cordial, ágil e com conhecimento, quais são os produtos ou serviços artísticos você tem para oferecer.

Quem liga para fazer uma consulta sobre disponibilidade para show quer ser atendido e receber um retorno rápido.

Em meus cursos, ensino para todo mundo o seguinte:

- é muito importante atender todo mundo;
- é muito importante entender para o que estamos sendo convidados;
- é muito importante dar um retorno rápido.

Quando comecei a trabalhar com shows, carregava comigo uma "cola" com as perguntas que eu fazia para atender bem quem me ligava:

- qual é o nome do evento?
- quem são os organizadores (de quem é a iniciativa)?
- quem são os patrocinadores?
- em que local irá acontecer?
- tem entrada franca para o público ou há cobrança de ingresso?
- qual é a data e horário?
- qual o tempo de duração do show?

Veja que no meu primeiro contato eu não falo em cachê. Qual o motivo? O motivo é que nem sempre o cachê é o mais importante. De posse das informações acima, você pode conversar com os artistas e ver se é interessante fazer esta apresentação.

Se for interessante, o próximo passo é informar ao contratante que o show do artista pode ser contratado mediante pagamento de cachê (valor pela prestação de serviços artísticos), pagamento de necessidades de produção e assinatura de contrato. Necessidades de produção são, em geral, transporte, hospedagem, alimentação e um camarim básico.

Elabore você também o seu roteiro de atendimento e não perca oportunidades de vender o seu show.

sábado, outubro 17, 2009

Atendimento para um Novo Mercado Cultural


Atender é gostar de encontrar pessoas



Por Alê Barreto (alebarreto@produtorindependente.com)



Situação 1

Você entra num site ou blog na internet, pega o telefone do artista e liga. Ninguém atende. Você liga de novo. Ninguém atende. Você liga vários dias. Ninguém atende.


Situação 2

Você está elaborando a programação de um bar, montando a grade de atrações de um festival e resolve ligar para uma banda que você acha que tem tudo haver com o evento. Pega o telefone do artista e liga. Ele atende e fala "claro, vou ter o maior prazer em participar. Vou passar para você o contato do meu produtor". Você pega o contato e liga para o produtor. Ele atende de forma arrogante, grosseira e diz que irá ver se o artista quer participar.


Situação 3

Você entra em contato com vários artistas, diretamente ou através de seus representantes (produtores, agentes ou empresários) para solicitar um orçamento de uma apresentação. Você leva semanas para receber um retorno de alguns destes artistas.


Estas e outras situações de péssima postura profissional e de péssimo atendimento eu vivenciei logo que comecei a trabalhar como produtor cultural independente. Na época, eu ficava louco da vida. Não entendia porque artistas e produtores agiam desta forma. Nos bares viviam reclamando que não havia trabalho e na hora de trabalhar não se mexiam.

Isso me levou a criar o curso "Atendimento para um Novo Mercado Cultural", que ministrei na Casa de Cultura Mário Quintana, em 2004, lá em Porto Alegre.



Passaram-se os anos e cada vez mais percebo a necessidade de se educar os profissionais que atuam neste setor para que entendam a importância de um bom atendimento. Estou trabalhando na remodelação deste curso e em breve estarei novamente ministrando o mesmo.


Dicas para melhorar o atendimento dos profissionais do setor cultural:


planeje o ciclo do seu atendimento

Pense se o número de telefone ou de endereço de e-mail que você está divulgando é de alguém que poderá dar um retorno rápido.


monitore a satisfação de seus parceiros

Muitas vezes achamos que estamos atendendo bem e não estamos. Durante a execução de um trabalho ou ao final, peça um feedback para quem trabalhou com você. Esteja aberto para ouvir críticas. Não aceite-as imediatamente e nem rechace-as. Ouça e avalie.


estude atendimento e treine quem trabalha com você

Nem todo mundo nasce com o "dom de atender". Atender é uma arte que se aprende. Há bastante literatura especializada e profissionais ministrando treinamentos. Procure um pouco de informação teórica e um pouco de informação com quem já está no mercado que você quer atuar.


Agregue valor ao seu trabalho

Dicas do capítulo 19 do meu livro "Aprenda a Organizar um Show" sobre receptivo e acompanhamento, duas funções que estão diretamente relacionadas com atendimento.

- Gentileza: gera gentileza. Atitudes gentis criam um ambiente de colaboração muito saudável a todos.

- Educação: trate todos com educação. Se possível, saiba os hábitos, manias e rotinas das pessoas que irá atender.

- Agilidade: a demora no retorno de solicitações causa tensão em quem está esperando.