Mostrando postagens com marcador planejamento. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador planejamento. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, abril 20, 2017

Qual é a sua prioridade?




Você está cuidando da galinha ou planejando a chegada do ovo?



Por Alê Barreto *


Nunca tivemos tantas opções para acessar conteúdo. Seja através do Facebook, dos aplicativos nos smartphones, dos games que de entretenimento estão se tornando esportes, seja através da tecnologia disponibilizada nos novos produtos eletrônicos da era da "internet das coisas", há muitas possibilidades de se consumir conteúdo. Gratuito ou pago. Você pode ouvir uma música no celular ou no computador, sem pagar e pode também fazer suas compras o olhar novidades do mundo da moda.

A racionalização da execução das nossas tarefas auxiliados por tanta tecnologia nos trouxe, sem sombra de dúvida, a possibilidade de termos mais tempo livre. Por outro lado, nos trouxe também um problema: piorou nossa capacidade de estabelecer prioridades. Quanto mais opções temos, mais lento se torna o processo de decisão. Requer maior tempo de análise de todas as opções disponíveis.

Precisamos decidir tudo rápido? Não. Podemos esperar o tempo que quisermos para tomar uma decisão? Também não. E aqui há um ponto interessante para se pensar. Estabelecer prioridades serve apenas para tornar mais rápido ou lento o nosso processo de decisão?
Estabelecer prioridades, acima de tudo, nos ajuda no presente e no futuro. No presente, porque nos ajuda com as questões operacionais do dia a dia. Nos ajuda a gerenciar a rotina. No futuro, porque podemos determinar quanto do nosso tempo no presente vamos utilizar para construir coisas a longo prazo. Nos ajuda a planejar o futuro. Se eu não cuidar da galinha no presente, não vou ter ovo no futuro. Mas se eu não pensar na necessidade de criar condições para que alguns ovos gerem novas galinhas, corro o risco de extinguir a galinha.

Mas se priorizar é um processo de escolha, o que devo escolher: gerenciar a rotina ou planejar o futuro? Devo gastar mais tempo gerenciando a rotina ou mais tempo planejando o futuro? Cuidado com as fórmulas. A resposta para esta pergunta não é genérica. É particular, própria de cada um.

Um bom exercício que pode lhe ajudar a pensar sobre suas prioridades é perceber o quanto você prioriza ser protagonista da sua vida ou prioriza ser coadjuvante de outras histórias de vida.

Você ocupa seu tempo se abastecendo de notícias para melhorar sua capacidade de priorizar ou para se tornar mais um torcedor das inúmeras competições e polêmicas criadas todos os dias?

Você utiliza mais o seu tempo com as questões da sua vida prática ou utiliza mais o seu tempo pensando, formulando teses, opiniões, julgamentos e explicações para acontecimentos que não fazem parte do seu dia a dia e que tampouco tem conexão com o futuro que você deseja construir?

Pensar sobre suas prioridades pode aumentar a sua capacidade de realizar os seus projetos independentes.


*************************************



[Gostou do conteúdo? Comente para pessoas que tenham interesse no tema e divulgue no seu mailing e redes sociais. Obrigado! Se você achar que o texto não ficou claro, envie sugestões de melhorias para alebarreto@gmail.com Quero aprender com você. Cadastre-se e receba conteúdos enviando seu e-mail para alebarreto@gmail.com]



*************************************






* Alexandre Barreto é administrador pela Escola de Administração da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (EAD/UFRGS) e MBA em Gestão Cultural pela Universidade Cândido Mendes (RJ) . Empreendedor que dissemina conhecimentos e atua em redes para promover mudanças. Escreveu os livros Aprenda a Organizar um Show e Carreira Artística e Criativa
Saiba mais

quarta-feira, março 08, 2017

O que você está pensando fazer é viável?


O sucesso da execução de uma ideia depende de planejamento e de fatores incertos 



Por Alê Barreto *

A atividade do planejamento é muito sedutora. Ela nos permite brincar de deuses. O Word, o Excel, o flip-chart, o powerpoint, o papel, todos eles aceitam tudo. Em minutos somos capazes de nos convencer que o mercado vai ser revolucionado com a nossa proposta. Mas será que o mercado é tão fraterno e colaborativo como imaginamos?

Veja a imagem deste texto. Tomar uma decisão sob a influência de um mercado é como decidir o que fazer caso uma abelha resolva pousar na perna de alguém que está fazendo este número de acrobacia. Quantas coisas podem acontecer? Um pequeno movimento pode colocar em risco a vida de todos.

Tomar uma decisão sob a influência de um mercado também pode ser como decidir no meio de um incêndio para onde devemos correr. Mesmo que o prédio onde você esteja tenha uma sinalização correta, mesmo que até você tenha um treinamento para situações de emergência, existe um fator imprevisível: o que as demais pessoas que estão no prédio vão fazer. Será que entrarão em pânico e em atitudes desesperadas vão lhe agredir enquanto você tenta escapar? Será que vão se aglomerar e obstruir uma saída por onde você vai tentar passar?

A ideia de que o planejamento lhe dará garantias de saber o que fazer em caso de imprevistos é limitada. Num planejamento você poderá prever como agir em caso de dificuldades. Mas se você não conhece bem uma determinada atividade que pretende executar, como poderá prever no planejamento a maior parte dos imprevistos que podem ocorrer?

Vários obstáculos são difíceis de prever. São o que chamamos "elementos incertos". Vejamos três exemplos. Primeiro: como as pessoas, potenciais consumidoras dos serviços ou produtos que você deseja oferecer, vão reagir a sua oferta. Segundo: como seus colaboradores e parceiros vão executar o que você planejou. Terceiro: como você vai reagir se as coisas não saírem conforme o melhor cenário planejado.

Estar atento para estas três grandes incertezas poderá fazer uma grande diferença na hora de você se debruçar sobre um planejamento. Estar atentos para elementos constantes e elementos pré-determinados também fornecerá melhores subsídios para pensar um cenário futuro. Elementos constantes são situações com poucas probabilidades de sofrerem mudanças. Elementos pré-determinados são situações que já dão sinais de que vão ocorrer.






Uma forma de pensar se uma ideia ou projeto pode se tornar um negócio viável economicamente é ver se é um modelo de negócios economicamente viável. Para isso, recomendo o livro "Business Model Generation - Inovação em Modelos de Negócios" escrito por Alexander Osterwalder e Yves Pigneur.


Adquira o livro "Carreira Artística e Criativa", o novo livro do Produtor Independente, que apresenta um panorama sobre a noção de gestão de carreira e atitudes que poderão contribuir com o seu desenvolvimento.



Leia também:


Vamos começar 2017 realizando mais e reclamando menos? Escreva seus projetos


O que é o Produtor Independente, sua missão e como melhorar sua experiência


*************************************



[Gostou do conteúdo? Comente para pessoas que tenham interesse no tema e divulgue no seu mailing e redes sociais. Obrigado! Se você achar que o texto não ficou claro, envie sugestões de melhorias para alebarreto@gmail.com Quero aprender com você. Cadastre-se e receba conteúdos enviando seu e-mail para alebarreto@gmail.com]



*************************************






* Alexandre Barreto é administrador pela Escola de Administração da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (EAD/UFRGS) e MBA em Gestão Cultural pela Universidade Cândido Mendes (RJ) . Empreendedor que dissemina conhecimentos e atua em redes para promover mudanças. Escreveu os livros Aprenda a Organizar um Show e Carreira Artística e Criativa
Saiba mais

segunda-feira, janeiro 12, 2015

A curiosidade é necessária




Por Alê Barreto
alebarreto@gmail.com




Está começando o ano. E todo começo de ano, envolve algum tipo de planejamento. Alguns vão começar a pensar o ano de 2015 agora em janeiro de 2015. Alguns vão detalhar o que já pensaram ano passado para o ano de 2015. O fato é que, com mais ou menos detalhes, em algum momento neste início de ano vamos nos deparar com momentos de planejamento. E neste momento, começamos a sair da atmosfera da "ideia inicial pensada" e nos aproximamos da atmosfera da "ideia que é possível realizar". Estou falando que neste momento começamos a ver realmente "como" nossas ideias poderão ser realizadas.

Dificilmente alguém terá à sua disposição uma equipe formada por pessoas de todas as faixas etárias e pessoas com múltiplas especialidades, para tirar todas as dúvidas que envolvem o planejamento de uma ação de entretenimento, artística, criativa, cultural, turística, etc.

Nesta situação, é muito comum acreditarmos "saber" o que o público quer. Mas esta "certeza" é baseada muitas vezes em meras percepções. Pessoas solteiras projetam atividades para crianças (mesmo nunca tendo sido pais), pessoas adultas lembram da sua adolescência (lá nos anos 90...) e querem propor algo para os jovens de hoje. E por aí vai. Dá para fazer isso? Dá. Não acho que preciso ter feito tudo ou passado por todas as experiências do mundo para falar o que acredito e propor novas intervenções no mundo. Mas é importante a gente estabelecer "pontos de referência".

Os pensadores, as pessoas que gostam de começar pela discussão conceitual, tendem a focar sua atenção no planejamento no produto. Gastam horas e horas em reuniões infindáveis discutindo detalhes do que será feito para o "público", público este que muitas vezes é apenas um desejo, uma abstração, pouco tem haver com a realidade.

Já os práticos, gostam de só pensar no público, como se este fosse "quem manda" na ação que se está pensando em realizar. De fato, sem o público, uma ação perde o sentido. Mas do reconhecimento da importância do público para achar que o público "manda" há uma diferença.

Se você é "pensador" ou "prático", procure ser mais curioso e menos operacional na hora de planejar. Alguém está em dúvida sobre o que os adolescentes querem? Procure pesquisas sobre comportamento. É um desafio tremendo descobrir a melhor forma de se comunicar com um público que o tempo todo está mudando seus hábitos.

Não se desgaste em reuniões que andam em círculos. A curiosidade é necessária.




************************************

Alexandre Barreto, mais conhecido como “Alê Barreto”, criador do conceito, blog, marca e do programa formativo "Produtor Cultural Independente", possui duas características que marcam seu perfil. A primeira é que tornou-se um profissional multifuncional. Desafiando o paradigma de que uma carreira precisa obrigatoriamente ser focada, acredita na diversidade. É administrador de empresas, gestor cultural, gestor de pessoas, gerente de projetos, empresário artístico, produtor executivo, consultor, criador de conteúdo, professor e palestrante, entre outras coisas. 
Concluiu o curso MBA em Gestão Cultural na Universidade Cândido Mendes (RJ) e está finalizando sua monografia sobre carreira artística com a orientação da consultora Eliane Costa.

Atualmente é um dos gestores do Grupo Nós do Morro no Rio de Janeiro, associação cultural sem fins lucrativos cuja missão é oferecer acesso à arte no Vidigal.

A segunda característica é que adora novos desafios.

+55 21 97627 0690  alebarreto@gmail.com

terça-feira, novembro 09, 2010

Vamos começar o aprendizado de trabalhar com planejamento?




Por Alê Barreto*


O planejamento, em geral, tem uma imagem distorcida, para grande parte das pessoas. Isso porque muita gente não se dá conta que, no fundo, no fundo, todo mundo planeja um pouco. Listinha de supermercado, relação de roupas para lavanderia, agenda, anotações em caderno. De uma forma ou outra, realizamos algum tipo de planejamento.

Na produção e na gestão cultural, a mesma coisa. Fazemos muitos tipos de planejamento. O curioso é que planejamos muitas coisas, mas damos pouca atenção para um planejamento que é fundamental: o nosso.

Aproveite que estamos iniciando o mês de novembro. Separe uns minutinhos e comece:

- O que funcionou?
- Que fatores contribuiram para atingir estes resultados?
- O que precisou ser mudado, adiado ou cancelado?
- Que fatores podem ter provocado isso?
- O que na sua opinião precisa ser fortalecido para o próximo ano?
- O que precisa ser melhorado para o próximo ano?
- Que redes de relacionamento precisam ser construídas ou ativadas para ampliar suas condições de trabalho?
- Que habilidades de negociação, comunicação e marketing precisam ser desenvolvidas?
- Como você está pensando sua presença digital saudável para 2011?
- Quanto tempo você irá destinar em 2011 para fazer a gestão de suas ações para atingir seus objetivos?
- Quanto tempo você irá dedicar em 2011 para estudar, viajar, estar com sua família, seus amigos e realizar seus hobbies?
- O que poderá fazer para contribuir com a melhoria da sociedade?


*********************************************************************************



* Alê Barreto é administrador, produtor cultural e autor do livro Aprenda a Organizar um Show, primeira publicação disponibilizada de forma livre e gratuita no Brasil sobre a tecnologia de produção de shows. Trabalha novos conceitos e oferece serviços diferenciados para empresas, produtores, grupos culturais e artistas. Divulga reflexões sobre seu processo de trabalho no blog Alê Barreto, divulga ideias contra o machismo no blog encantadoras mulheres e compartilha a experiência do método livre de produção de shows no blog "Aprenda a Organizar um Show".


21-7627-0690 (Rio de Janeiro)
alebarreto@gmail.com

quarta-feira, novembro 03, 2010

6 sugestões práticas para lidar com imprevistos


Olha eu tendo que lidar com um imprevisto... Bola pra frente!


Por Alê Barreto*


Sim. Para quem ainda não se convenceu disso, está em tempo. Aliás, lidar com imprevistos não é somente um requisito para quem deseja trabalhar fazendo acontecer uma ação cultural. É uma saudável postura diante da vida.

Sabe porquê? Não temos total controle sobre nossa vida (e nossas produções artísticas). Mas podemos aprender a navegar neste oceano.

Caiu a data do show? O patrocínio foi cancelado? Será necessário mais transporte do que o previsto? Contratante do show deu um calote? O técnico que irá operar a mesa de som tem um gênio difícil? Os artistas demoram para dar retorno às suas solicitações? Você estabeleceu parcerias com pessoas que não trabalham no mesmo ritmo que você? Tudo isso pode acontecer. E pode acontecer muita mais do que isso. Como lidarmos com isso tudo?

O barco pode virar

Anos atrás, tive uma das grandes oportunidades de aprendizado da minha vida, que foi assistir uma palestra do Amyr Klink no auditório da Assembléia Legislativa, em Porto Alegre. Amyr Klink falou que quando estavam projetando o barco para sua primeira grande viagem (ver o livro "100 dias entre o céu e o mar), estavam tentando criar um barco que não virasse. Depois de um tempo, chegaram a conclusão que era quase impossível um barco não virar. Então tiveram a clareza de perceber que a questão não era tentar evitar que o barco virasse, mas sim projetá-lo de maneira que pudessem lidar com as situações em que ele fosse virar.

Na atividade de um produtor cultural independente, principalmente os empreendedores, que trabalham como prestadores de serviços, free-lancers, autônomos, muitas vezes o barco vira. Para nós, serve a lição do Amyr Klink: reconhecer que trabalhamos com grupos diferentes de pessoas e que estamos sujeitos a surpresas no caminho.


Lidar com imprevistos é como se preparar para uma viagem

Todo mundo que já fez o meu curso "Aprenda a Organizar um Show", sabe que concentro a maior parte do curso na etapa de pré-produção. O conceito por trás desta ação é fortalecer a noção de que temos que nos preparar bem antes de uma viagem. E com toda a preparação possível, lembremos que somos humanos: podemos esquecer algo. E este algo poderá causar turbulência na produção de um espetáculo, turnê, etc.


6 sugestões práticas para lidar com imprevistos


1 - Respire fundo, se acalme e não entre em pânico: só aumentará os seus problemas. Esta é uma habilidade que vamos aprendendo quanto mais trabalhamos.

2 - Saia da paralisia: nossa mente tenta resolver às vezes um problema imediatamente quando ele aparece. Ao não conseguir uma solução, muitas vezes cansamos, desanimamos e ficamos paralisados. Muitas vezes uma caminhada ou procurar conversar com alguém ajuda a cabeça arejar e encontramos a solução. Não fique paralisado. É pior.

3 - Trabalhe com "check-lists" (listas de verificação): aprenda a disciplina de verificar constantemente o que deve ser feito, quem será a pessoa responsável por isso e prazo que deve acontecer.

4 - Priorize: após consultar suas listas de atividades, cronogramas, etc., direcione sua energia e atenção para o que é prioridade. Não tente resolver tudo ao mesmo tempo. Gaste o tempo que for necessário para ter clareza sobre o que é o foco e o que é importante e urgente ser resolvido.

5 - Comunicação e transparência: se algo vai atrasar ou não vai acontecer como o previsto, seja sincero com seus artistas, organizadores, patrocinadores, fornecedores e sócios. Pior do que algo não sair como previsto é passar a imagem de que está tudo sob controle quando não está.

6 - Negocie e aprenda lidar com pressão: negocie o tempo todo. Mostre para seus parceiros que você está comprometido com a resolução dos imprevistos e que vai fazer tudo que for possível. Mesmo fazendo isso, você receberá muitas vezes pressão de várias pessoas. A pressão passa e você, sua carreira profissional e sua vida continuam. Não aumente dentro de sua cabeça as críticas e as reclamações que você ouve. Descubra uma maneira saudável de lidar com a pressão.


*********************************************************************************



* Alê Barreto é administrador, produtor cultural e autor do livro Aprenda a Organizar um Show, primeira publicação disponibilizada de forma livre e gratuita no Brasil sobre a tecnologia de produção de shows. Trabalha novos conceitos e oferece serviços diferenciados para empresas, produtores, grupos culturais e artistas. Divulga reflexões sobre seu processo de trabalho no blog Alê Barreto, divulga ideias contra o machismo no blog encantadoras mulheres e compartilha a experiência do método livre de produção de shows no blog "Aprenda a Organizar um Show".


21-7627-0690 (Rio de Janeiro)
alebarreto@gmail.com

quinta-feira, outubro 08, 2009

Organize melhor suas ações culturais: comece a planejar o ano de 2010


Mapa do Tratado de Tordesilhas/domínio público


Por Alê Barreto (alebarreto@produtorindependente.com)


Outubro é um mês oportuno para começarmos a organizar o "mapa" que irá orientar os nossos deslocamentos ao longo das "grandes navegações" do próximo ano.

Pegue uma caneta e papel ou vá para frente do computador e comece:

- qual é a sua missão? Pense em qual é a razão de ser do seu empreendimento cultural.

- qual é a sua visão? Aonde você quer chegar nos próximos 5 anos? Pode estender esta projeção para os próximos 10 anos.

- quais são os seus valores? Espiritualidade, autonomia, prazer, etc. Avalie os quais são os seus critérios para realizar os seus empreendimentos culturais.

- quais são as suas forças? O que você faz bem?

- quais são as suas fraquezas? No que pode melhorar?

- quais são as oportunidades que estão surgindo?

- quais são as ameaças que podem ocasionar prejuízos?

- com base na reflexão do que é a sua missão, visão, valores e de quais são suas forças, fraquezas, oportunidades e ameaças, estabeleça objetivos para os próximos anos.

- por fim, vá desdobrando estes grandes objetivos de longo prazo em objetivos palpáveis de serem visualizados e trabalhados no dia-a-dia. Por exemplo: se você tem como objetivo estar atuando como produtor cultural independente profissional em 2014, liste o que precisa ser feito em 2010, 2011, 2012 e 2013 para que isso aconteça. Depois liste o que precisar ser feito em cada mês de 2010.

O planejamento não garante o sucesso, mas é um como um mapa: ajuda a você percorrer o território incerto e desconhecido do futuro.

terça-feira, junho 30, 2009

Lançamento do livro "Cultura em Números - Anuário de Estatísticas Culturais 2009"




Por Alê Barreto (alebarreto@produtorindependente.com)


Para quem estiver no RJ, vale a pena conferir o lançamento do primeiro número do Anuário de Estatísticas Culturais, obra organizada pela Funarte em parceria com a Secretaria de Políticas Culturais do Ministério da Cultura.


Confirma a programação (clique na imagem para ampliar)


sábado, janeiro 10, 2009

Estratégia é uma aliada da Produção Cultural


"Man in the Cafe", Juan Gris, 1912. Disponível em www.ibiblio.org/wm/paint/auth/gris/cafephil.jpg

Por Alê Barreto

Há poucos dias escrevi algumas idéias que julgo interessantes para alavancar as nossas realizações culturais em 2009.

Uma das idéias foi "(...) desenhe um "passo-a-passo" de como pretende alcançar seus objetivos no longo prazo. Se pretende ser um produtor cultural e viver somente disso, planeje como pode ir fazendo uma transição de sua profissão atual para a nova atividade".

Então vamos começar.

Planejamento é uma palavra que muitas vezes no meio cultural soa como um bicho de sete cabeças. Mais não é.

Partindo da definição da palavra, segundo o dicionário Michaelis, planejamento é o "(...) ato de projetar um trabalho, serviço ou mais complexo empreendimento; determinação dos objetivos ou metas de um empreendimento, como também da coordenação de meios e recursos para atingi-los; planificação de serviços".

Para mim, numa definição mais prática, o planejamento é um mapa em construção, que nos auxilia a atravessar um mar de incertezas que nos aguardam no futuro.

Podemos planejar o que quisermos. Mas temos que saber de antemão que planejamento é uma tentativa de chegar a algum lugar. Mas a tentativa somente será bem sucedida se soubermos lidar com fatores externos alheios à nossa vontade.

Na área de produção cultural, pelo fato de ainda estar iniciando a sistematização de conhecimentos nesta área no Brasil, a noção de planejamento é bastante limitada, precisa ser ampliada. Em geral os produtores culturais pensam que o planejamento serve somente para apresentar propostas para o Ministério da Cultura, para secretarias de cultura dos estados e municípios ou para tentar captar patrocínio junto aos departamentos de marketing das empresas.

Para mim, a principal contribuição que os diferentes métodos de planejamento podem oferecer para os profissionais da cultura é que possibilitam que se trabalhe com estratégia. E trabalhar com estratégia aumenta muito a probabilidade de sermos bem sucedidos.


Veja dicas do escritor Roberto Shinyashiki




Antes de planejar um evento, uma exposição de artes, uma peça de teatro, um festival, antes de sair prometendo para as pessoas que irá "fazer e acontecer", aprenda a iniciar um negócio ou repense o seu empreendimento.

Uma boa oportunidade de se aprender a planejar é entrar em contato com o SEBRAE - Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas. Através deste link você pode fazer cursos gratuitos, aprimorar sua formação e aumentar consideravelmente as chances de obter bons resultados em 2009.

Outros links no site do Sebrae que irão auxiliar no seu planejamento:

Cultura e Entretenimento

Panorama da Cultura no Brasil

Gestão Cultural

Produção Cultural

Empresas ligadas à cultura poderão contar com apoio financeiro
Seleção do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), Sebrae e Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) prevê recursos não-reembolsáveis de até R$ 4 milhões para inovação nos segmentos de música, audiovisual, manifestações populares e artes cênicas