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sexta-feira, setembro 15, 2017

"Tendo mais perspectivas, o mundo seria melhor"





Por Alexandre Barreto *



O que um formado em turismo que começou a trabalhar com publicidade, uma formada em produção editorial que migrou para tecnologia da informação e publicidade, uma cientista do comportamento e um empreendedor tem em comum?


Vou dar algumas pistas. Leia estas falas:



"O mundo precisa se abrir. Quanto mais se abrir, quanto mais as pessoas experimentarem, quanto mais as pessoas se conhecerem, quanto mais se misturarem, quanto mais tiver diversidade, mais empatia vai ter."

Rony Rodrigues, criador da Box 1824



"Tendo mais perspectivas, o mundo seria melhor."

Alessandra Lariú, criadora da SheSays



"Se você fechar a porta para metade do mundo, você está cortando o potencial para impacto."

Vivien Caetano, cientista da Ideas 42



"A troca cultural, de experiências, de economia, é importante para qualquer país."

Tiago Lins, um dos fundadores do Queremos! e do WeDemand!



Você deve ter percebido que todos estes profissionais tem em comum o entendimento da importância de se "pensar fora da caixa". Cada um trabalha em atividades inovadoras, inspiradas nas possibilidades criadas pelas novas tecnologias e pelas novas formas de convívio.


Clique aqui e assista o episódio da série Expresso Futuro, apresentada por Ronaldo Lemos no Canal Futura, e conheça um pouco sobre o trabalho destes brasileiros que foram para o exterior trabalhar com inovação.



Imagem: frame do episódio



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* Alexandre Barreto é administrador pela Escola de Administração da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (EAD/UFRGS) e MBA em Gestão Cultural pela Universidade Cândido Mendes (RJ) . Empreendedor que dissemina conhecimentos e atua em redes para promover mudanças. Escreveu os livros Aprenda a Organizar um Show e Carreira Artística e Criativa
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sexta-feira, julho 21, 2017

Leia o ensaio "Sereias digitais, vício em tecnologia e dicas para um uso saudável da internet" de Ronaldo Lemos





Por Alexandre Barreto *



Ontem escrevi o texto "Pode o conceito de Cidades Inteligentes alavancar o desenvolvimento brasileiro?". Nele, busco dar um empurrãozinho para pensarmos no quanto as atuais crises no Brasil estão produzindo medo e engessamento em todos nós e como é importante termos coragem. Seja você profissional da área que for, seja estudante, seja alguém que está em casa pensando no que pode começar a fazer, é fundamental termos coragem de começar. Em muitos cursos e palestras eu falei na importância de "começar a fazer". Temos que sair do labirinto da perfeição e começar a fazer. Um exemplo que abordei que já está sendo experimentado no Brasil, ainda em estado embrionário, é o conceito de "Cidade Inteligente" (Smart City) ou "Cidades Inteligentes" (Smart Cities). Quem não leu ainda, recomendo a leitura (clique aqui).

Ao pesquisar referências para o texto, me deparei com o ensaio "Sereias digitais, vício em tecnologia e dicas para um uso saudável da internet" publicado por Ronaldo Lemos no caderno Folha Ilustríssima da Folha de São Paulo. O artigo toca em um assunto com o qual venho dedicando uma certa atenção desde 1999, que é o uso das novas tecnologias. Até ler este ensaio, acreditava que a adoção de alguns hábitos poderia ser o suficiente para se ter uma relação mais saudável com notebooks, tablets, smartphones, como se fosse algo simples como apenas desligar uma TV. Mas o assunto é bem mais complexo. Ronaldo Lemos inicia o texto falando sobre a afirmação de Stephen Lotinga, no jornal The Guardian, que estamos vivendo um momento de "fadiga das telas" (screen fatigue), uma saturação das pessoas de estarem vendo conteúdos através das telas. Com isso, Ronaldo Lemos argumenta que o fato pode estar sendo visto com entusiasmo pelos ativistas do Slow Media, pessoas que acreditam, como eu acreditava, que a questão do vício no consumo das mídias pode ser combatido e resolvido através de mudanças comportamentais geradas a partir de campanhas de sensibilização sugerindo mudanças simples de hábito. É importante salientar que esta citação não significa um combate do autor em relação as ideias do Slow Media. Tampouco estou combatendo elas. Inclusive sou a favor de que cada um adote o hábito que quiser para sua vida, desde que não cause dano para a coletividade. Ronaldo Lemos problematiza o assunto, mostrando que há muito mais por trás do apego às novas tecnologias do que simples decisões de adotar ou mudar de hábitos.

Na sequência do texto, Ronaldo fala sobre a "batalha pela colonização da atenção". Enfim, não vou dar spoiler. O texto é muito interessante e aprendi muito com ele. Recomendo que você leia o ensaio (clique aqui).




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* Alexandre Barreto é administrador pela Escola de Administração da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (EAD/UFRGS) e MBA em Gestão Cultural pela Universidade Cândido Mendes (RJ) . Empreendedor que dissemina conhecimentos e atua em redes para promover mudanças. Escreveu os livros Aprenda a Organizar um Show e Carreira Artística e Criativa
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terça-feira, março 24, 2015

Ronaldo Lemos fala sobre o "Avesso das Cidades Criativas"



Por Alê Barreto
alebarreto@gmail.com


Na coluna de hoje, escrita para a Folha de São Paulo, Ronaldo Lemos, diretor do Instituto de Tecnologia e Sociedade do Rio e do Creative Commons no Brasil, fala sobre aspectos pouco discutidos sobre o conceito de cidades criativas e sobre como o Brasil.

Eu particularmente acompanho sempre que possível os textos do Ronaldo Lemos. Conheci ele quando eu era um dos colaboradores do portal colaborativo Overmundo. Atualmente ele é um dos apresentadores do programa Navegador na Globo News (recomendo também).

Transcrevo aqui seu texto na íntegra.


"Avesso das Cidades Criativas"




Autor: Ronaldo Lemos

Publicado originalmente em 24/03/2015 pela Folha de São Paulo
Texto publicado apenas para fins educativos



Nos últimos anos ganhou força no terreno do urbanismo a ideia da cidade criativa. Ela parte da premissa de que é possível para grandes cidades globais viverem a partir de profissões criativas: design, programação, audiovisual, arquitetura e assim por diante. É um conceito quase utópico de que grandes aglomerados urbanos poderiam tirar seu sustento diretamente do espírito criativo dos seus habitantes.

Um dos expoentes mais conhecidos dessa ideia é o urbanista americano Richard Florida. Ele chegou a criar um "índice boêmio", para as cidades. Na sua visão, quanto mais boêmia a cidade, mais ela atrai pessoas criativas e, com isso, assegura um ciclo virtuoso de expansão econômica. Na mesma linha, Florida criou também o "índice gay", que correlaciona ambiente urbano aberto e diverso ao crescimento ecônomico. Londres, Nova York, San Francisco seriam exemplos. Por sua abertura, tolerância e diversidade, esses locais atuam como imãs par a classe criativa global.

Essas ideias são importantes e servem como bússola para se pensar a vida na cidade em qualquer lugar do mundo. No entanto, há aspectos menos discutidos.

Um dos elementos para a existência de cidades criativas é a separação entre os centros de comando, design e controle dos lugares onde acontece efetivamente a manufatura. Em outras palavras, as cidades criativas são o lado da moeda onde fica a parte inventiva da divisão do trabalho. Mas para isso acontecer, em algum outro lugar alguém precisa colocar a mão na massa.

Tome-se os produtos da Apple. Na embalagem consta que são "designed by Apple in California" (desenhados pela Apple na Califórnia). Logo a seguir há uma curiosa frase: "assembled in China" (montado na China). Note-se que não se usa o famoso "made in China". E nem se diz quem é o responsável pela montagem. Em geral, de cada US$ 100 de um produto da Apple, US$70 ficam nos EUA pelo design (remunerando as "cidades criativas"), 29% vão para os fabricantes de componentes espalhados pelo mundo e 1% ficam com as montadoras chinesas.

Em síntese, para cada "criativo" na Califórnia, há em algum lugar do mundo uma planta industrial otimizada para operar com o menor custo possível, transformando ideias em produtor industrial de larga escala. Goste-se ou não, esse desacoplamento entre criação e produção impulsionou grandes inovações dos últimos anos. Por meio desse arranjo, a Apple tornou-se a empresa mais valiosa do planeta hoje.

O Brasil tomou caminho diferente. Não embarcamos na possibilidade de aproveitar as plantas industriais chinesas para impulsionar indústrias criativas locais. E agora talvez seja tarde demais. Não só a China está se tornando cada vez mais criativa: os EUA querem trazer de volta a manufatura. Isso está mudando de novo a cara da indústria global. A pergunta que fica é: o que o Brasil vai fazer diante disso?



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* Alê Barreto (ou Alexandre Barreto) é administrador de empresas, gestor cultural, gestor de pessoas, gerente de projetos, empresário artístico, produtor executivo, consultor, criador de conteúdo, blogueiro, professor e palestrante. Concluiu sua formação em gestão pública em cultura pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e o MBA em Gestão Cultural na Universidade Cândido Mendes (RJ). Está finalizando sua monografia sobre carreira artística com a orientação da consultora Eliane Costa.

Alê Barreto gosta de desafios. Isso faz com que esteja aberto a convites, à novas oportunidades e a trabalhar em diferentes lugares.

Atualmente reside no Rio de Janeiro, é um dos gestores do Grupo Nós do Morro na comunidade do Vidigal e responsável pela implantação da área de Produção Cultural na Escola de Música da Rocinha.

+55 21 97627 0690 alebarreto@gmail.com

quarta-feira, março 19, 2014

Você não é velho. A internet é que é nova.




Por Alê Barreto *
alebarreto@gmail.com


Sabe quem é este senhor na foto e o que significa o mapa que ele está apontando? O nome dele é John Postel, o cientista que nos anos 90, sozinho, mantinha os registros de endereços da internet. Aprendi isso no programa Navegador no qual o Ronaldo Lemos falou sobre os 25 anos da internet. Imagine o quanto isso multiplicou nos últimos anos.

A chegada dos 25 anos da internet é importante para várias reflexões. Uma delas é sobre a sensação de se sentir perdido, defasado ou atrasado, devido ao contato diário com um número cada vez maior de informações.

Me desculpem os estudiosos das gerações y, x, z, w e tantos outros nomes que tem surgido para denominar quem nasceu ou foi criança numa época em que já existia internet e que colocam esse "fenômeno" de viver de forma multimídia de forma amplificada. De fato, são diferentes de mim, que tenho 42 anos. De fato, são diferentes de pessoas que tem mais idade. Mas ninguém sofreu uma "mutação genética" tão grande nos últimos 25 anos. As mulheres existem há milhares de anos e sempre foram multimídias, sempre fizeram várias coisas ao mesmo tempo e continuam fazendo (melhor inclusive do que os homens). Logo, acho que vale pensar que os discursos prontos de que "quem não está na internet está morto", "a rede é tudo", "temos que estar conectados o dia inteiro e o tempo todo", não é bem assim. Muita gente vem embarcando nessa onda por medo de parecer que está ficando "velho". Além de não ficar mais novo, pois biologicamente continua envelhecendo, perde muita qualidade de vida.


Antes de mais nada, acho que vale lembrar que a internet é um recurso. Pode ser o principal recurso para muita gente. Mas ainda assim, é um recurso. E um recurso é um meio que serve para alcançar um ou mais fins.

Esta distinção é muito importante. Em 2010 comecei a falar sobre isso no curso "Presença Digital Saudável", que ministrei na Incubadora de Arte e Cultura do Centro de Desenvolvimento Tecnológico da Universidade de Brasília (DF) e em 2011 na SP Escola de Teatro (SP) e na Semana Acadêmica da Comunicação Social da Universidade de Santa Cruz do Sul (UNISC/RS).

No meio de produção, muitas vezes este estado "online" é até prejudicial. Saber que a qualquer momento você pode acessar alguém, vai facilitando o hábito de deixar para depois ou para o último instante. Isso tem feito muitos produtores novos estarem desenvolvendo o trabalho de forma muito improdutiva. Perguntam várias vezes as mesmas coisas, checam várias vezes informações que já foram checadas. E cometem muitos erros por estarem o dia todo, de alguma forma, batendo papo nas redes sociais.

Atividades de produção, principalmente de leitura e checagem de informação, necessitam atenção. Sobre isso, leia também o artigo "A internet e o déficit de atenção" publicado no Estadão.

O crescimento da rede da internet é um bom exemplo do que acontece com o trabalho de produção. No início, somos que nem o cientista John Postel. Conseguimos controlar tudo. Mas na medida que vamos fazendo diferentes trabalhos, com diferentes pessoas, em diferentes projetos, começamos a não dar mais conta de tudo. No caso do cientista, a sua função de controlar os endereços da internet deixou de ser feita somente por ele e passou a ser feita pela ICANN, uma instituição americana. No nosso caso, na medida que os trabalhos de produção e demais serviços relacionados vão ficando complexos, vamos tendo que criar parcerias, constituir uma empresa, nos associarmos a mais pessoas para dar conta.

Mesmo assim, há um limite natural. Ninguém vai ficar expandindo, expandindo, expandindo. Então é fundamental a gente incluir uns minutinhos de pausa no dia a dia, para enxergar melhor a direção para onde estamos indo.

Pode usar à vontade a internet, mas lembre-se: você não é velho. A internet é que é nova.





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Alexandre Barreto, mais conhecido como “Alê Barreto”, é um profissional multifuncional. Administrador de empresas, gestor de pessoas, gerente de projetos, produtor executivo, consultor, criador de conteúdo, professor e palestrante. 
Atualmente é um dos gestores do Grupo Nós do Morro no Rio de Janeiro (RJ) juntamente com a cineasta e roteirista Luciana Bezerra e está em fase de conclusão do MBA em Gestão Cultural na Universidade Cândido Mendes (RJ). Sua monografia é sobre carreira artística e criativa e conta com a orientação da consultora Eliane Costa.   Leia mais

quarta-feira, abril 20, 2011

Entenda o contexto da nova revisão do projeto para nova Lei de Direitos Autorais




Por Alê Barreto*
alebarreto@gmail.com


O atual texto do projeto para criação da nova lei de direitos autorais foi construído a partir de 80 reuniões e oito congressos em diferentes cidades do país. Segundo reportagem publicada no Jornal O Globo, dia 06 de março de 2011, um dos eventos foi um seminário internacional ocorrido em Fortaleza, com a presença de representantes da Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI) e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). Vieram ao Brasil especialistas de vários países (França, Espanha, Alemanha, entre outros).

Com tanto esforço governamental e tantas articulações institucionais, inclusive com outros países, fica claro que é necessário uma mudança na atual legislação.

[veja o texto "Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (IDEC) defende revisão na lei de direitos autorais no Fórum Internacional de Software Livre"]

A reportagem do jornal O Globo cita também que o texto do atual anteprojeto foi disponibilizado para consulta pública entre 14 de junho e 31 de agosto de 2010 e que a gestão anterior do MinC recebeu oito mil sugestões, as quais foram estudadas antes do envio do texto para o Grupo Interministerial de Propriedade Intelectual e para a Casa Civil. Me lembrei de colocar aqui para todos um podcast muito ilustrativo deste processo. Trata-se de uma de uma avaliação do processo de consulta pública e recomendações de mudanças para a nova legislação feitas por Ronaldo Lemos, intitulado "Lei de direitos autorais vai fazer as pazes com a tecnologia". Ronaldo é Doutor em Direito pela Universidade de São Paulo (USP), Masters of Law (LL.M) pela Harvard Law School, bacharel em Direito pela Universidade de São Paulo (USP), coordenador do Centro de Tecnologia e Sociedade da FGV DIREITO RIO e do projeto Creative Commons no Brasil, professor de cursos de graduação e pós-graduação da FGV DIREITO RIO. É também autor, dentre outros, do livro "Direito, Tecnologia e Cultura" (disponível para download livre), membro da Comissão de Comércio Eletrônico apontada pelo Ministério da Justiça e fundador do projeto www.overmundo.com.br

Mesmo com toda esta organização e um investimento de cerca de R$ 2 milhões durante três anos para a preparação do projeto, a nova ministra da cultura Ana de Hollanda entendeu ser necessária uma nova revisão. Desta forma, pediu o projeto de volta da Casa Civil (leia a matéria do jornal O Globo sobre a polêmica e os impactos gerados por esta medida).

Hoje, 20 de abril, o Ministério da Cultura informou em seu site que entre os dias 25 de abril e 30 de maio de 2011, o anteprojeto (APL) que modifica a Lei de Direitos Autorais receberá contribuições da sociedade.


Para entender melhor

O projeto de lei já havia sido submetido a consulta pública.

Ontem foi submetido novamente a consulta pública.


Sugestões da nova revisão do texto do anteprojeto

O Ministério da Cultura informou que detectou sete pontos que merecem aperfeiçoamento e consenso. O que não entendi: o que o será que o governo quis dizer com "pontos que merecem aperfeiçoamento e consenso"?. Aperfeiçoamento de que em relação a o quê? Consenso entre quem?

Os pontos são estes:

- Limitações aos direitos do Autor (Arts. 46,47, 48 e 52-D);
- Usos das obras na internet (Arts. 5º, 29 e 105-A e 46, II);
- Reprografia das obras literárias (Arts. 88-A, 88-B, 99-B);
- Da Obra sob encomenda e decorrente de vínculo (Arts. 52-C);
- Gestão coletiva de Direitos Autorais (Art. 68 §§ 5º, 6º, 7º e 8; arts.86, 86-A,98, 98-B, 98-C,98-D, 99 §6º, 99-A, 99-B e 100);
- Supervisão estatal das entidades de cobrança e distribuição de diretos (Arts. 98§2º, 98-A, 100-A, 100-B, 110-A, 110-C);
- Unificação de registro de obras (Arts. 19, 20, 30, 113-A).


Fontes sugeridas pelo Ministério da Cultura para análise e revisão do texto do projeto para nova Lei de Direitos Autorais

O Ministério da Cultura disponibilizou em seu site:

Anteprojeto (APL) construído depois da Consulta Pública 2010

Exposição de motivos para revisão da legislação

Tabela comparativa com Lei 9.610/98, APL levado à consulta pública e APL construído depois da consulta pública 2010


Sugestões do Produtor Cultural Independente para se pensar no que a legislação pode contribuir para o desenvolvimento da arte, comunicação, cultura e entretenimento


Ninguém é imparcial. Eu defendo um ponto de vista. Por isso, sugiro que antes de você ir diretamente para a tabela comparativa entre a lei 9.610/98 (lei atual) e o anteprojeto de lei (texto proposto para nova lei), você conheça o contexto, ou seja, como se chegou até o texto atual.

Para isso, sugiro a entrevista de Leandro Mendonça com Marcos de Souza, um dos responsáveis pela condução da reforma da Lei do Direito Autoral (LDA), publicada na edição nº 10 da revista Observatório Itaú Cultural (esta revista é leitura obrigatória para quem atua com arte, comunicação, cultura e entretenimento).



O entrevistador Leandro Mendonça é advogado, produtor, pesquisador e professor do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Arte na Universidade Federal Fluminense (UFF). Além disso, coordena o Programa de Extensão Universitária (Proext/Cultura) "Diagnóstico da Cadeia Produtiva da Cultura" e atua como consultor na área do direito autoral e do entretenimento com ênfase no mercado audiovisual.

O entrevistado Marcos de Souza é mestre em antropologia pela Universidade de Brasília – UnB e especialista em políticas públicas e gestão governamental do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão Brasil desde 2002. Atuou no setor autoral do MinC desde 2004 e o coordenou desde 2005, primeiro como coordenador-geral de direito autoral e até 2011 como diretor de direitos intelectuais. É também conselheiro do Conselho Nacional de Combate à Pirataria do Ministério da Justiça desde 2004.



A entrevista foi realizada antes de Marcos de Souza ser exonerado do seu cargo (veja a outra polêmica que ocorreu).


Entendido o conceito das mudanças e tensões políticas que estão em curso, sugiro ainda mais algumas leituras e vídeos.

- “No fundo, todos somos plagiadores” de Fernando Favaretto, publicado na página 13 da seção cultura do “Jornal da Universidade” da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Ano IX, Número 97, Abril de 2007.

- "Com revisão, lei de Direito Autoral dará segurança jurídica à Internet" de Ronaldo Lemos. Assista também a vídeos com entrevistas dele durante sua participação no Fórum Internacional do Software Livre e no evento TEDx São Paulo (Como a tecnologia fomenta transformações democráticas).

TEDxSP 2009 - Ronaldo Lemos from TEDxSP on Vimeo.



Analisadas e interpretadas todas estas informações, entre no site do Ministério da Cultura e veja o cronograma completo do novo envio do projeto de lei à Casa Civil, o formulário para envio por e-mail ou endereço para envio de correspondência com contribuições para a Diretoria de Direitos Intelectuais.


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* Alê Barreto é um administrador e produtor cultural independente. Trabalha com foco na organização e qualificação dos profissionais de arte, comunicação, cultura e entretenimento. É autor do livro Aprenda a Organizar um Show, primeira publicação livre e gratuita no Brasil sobre a tecnologia de produção de shows, escreve para o site Overmundo e para a revista Fazer e Vender Cultura.

Ministra cursos, oficinas, workshops e palestras. Já atuou em capacitação de grupos culturais em parceria com o SEBRAE AC. Presta consultoria e assessoria para artistas, empresas e produtores.

Contato: (21) 7627-0690 Rio de Janeiro - RJ - Brasil




Alê Barreto é cliente do Itaú.


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