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segunda-feira, novembro 05, 2012

Fãs criam campanha para que ator Ian Somerhalder seja ator do filme "Cinquenta tons de cinza"



Somerhalder faz atualmente o Damon Salvatore da série The Vampire Diaries. No trailer, o ator aparece ao lado de Emma Watson, a eterna Hermione da série Harry Potter (observação: este trailer não foi produzido pelos fãs)




Por Alê Barreto
alebarreto@gmail.com


Semana passada comentei o caso da promoção "Suburbia: prepare o smartphone ou a câmera e ganhe a música do seriado", criada para aproximar o público e fazê-lo entrar no clima de Suburbia, novo seriado da Rede Globo.

Hoje encontrei na rede um outro bom exemplo. O livro Cinquenta Tons de Cinza, o primeiro volume da trilogia de E. L. James. O tema é polêmico: um relacionamento sadomasoquista. Apesar disso, o livro tem 5,3 milhões de cópias comercializadas no Reino Unido e quase 20 milhões no mundo todo. Este impacto comercial tem provocado diferentes reações no público e na indústria criativa.

A primeira reação é que o livro está criando fóruns de debate, os quais geram mais relação do público com o livro e o futuro filme. Meios de comunicação estão chamando especialistas para tratar do assunto. Um bom exemplo é a psiquiatra e sexóloga do IPQ/HC, Carmita Abdo, que gravou entrevista nos estúdios da Jovem Pan Online (acesse o link e veja o vídeo da entrevista http://jovempan.uol.com.br/videos/sexologa-fala-do-sucesso-da-trilogia-de-cinquenta-tons-de-cinza-68820,1,0).


Outra reação é o "buzz", o "burburinho", o "fala fala", os comentários espontâneos a respeito do assunto. Para você ter uma ideia, desde que foi anunciado que será rodado o filme, os fãs não param de especular quem serão os atores. E até fazem campanha na internet. Hoje a notícia fãs de Ian Somerhalder fazem campanha para o ator ganhar o papel do personagem Christian Grey na adaptação do livro “Cinquenta tons de cinza” para o cinema foi uma das mais comentadas no Brasil, chegando a figurar na lista "Trending Topics" da rede social do microblog Twitter.


Você tinha noção de todo este impacto? 



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Participe da próxima turma do Produtor Cultural Independente no Rio de Janeiro
Entre na lista de interessados






1 - Narcelio Ferreira
2 - Daniel Eugênio
3 - Fábio Couto
4 - Felipe Tavares
5 - Jéferson (produtor da cantora Flávia Saolli)
6 - Jéssica Lora Las Casas
7 - Lâmia Brito (produção MC Marechal)
8 - Marcelle Valença
9 - Mariana Rodrigues de Siqueira
10 - Matheus da Silva Gonçalves


Se você tem disponibilidade e recursos para estar no Rio de Janeiro, em um sábado, para assistir aos cursos do Programa Produtor Cultural Independenteveja como fazer parte da lista de interessados! Clique aqui



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Alexandre Barreto é um profissional multicarreira. É administrador com ênfase em marketing e produtor, graduado pela Escola de Administração da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Trabalhou em grandes empresas, de diferentes segmentos.

Mora na cidade do Rio de Janeiro. É aluno do Programa de Estudos Culturais e Sociais da Universidade Cândido Mendes (RJ), onde cursa a pós-graduação MBA em Gestão CulturalMinistra aulas sobre produção e gestão cultural em projetos do Itaú Cultural e é um dos articuladores do projeto Solos Culturais, parceria do Observatório de Favelas e Secretaria de Estado da Cultura do Rio de Janeiro, que tem patrocínio da Petrobras.

(21) 7627-0690 alebarreto@gmail.com

quarta-feira, março 09, 2011

Conheça o site Starpolish.com




Por Alê Barreto*
alebarreto@gmail.com


StarPolish é um site dedicado a capacitar artistas, com foco na indústria da música.





Veja artigos sobre a indústria da música, sob a perspectiva de empreendedores americanos.

Acesse www.starpolish.com


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* Alê Barreto é um administrador que gosta de arte, comunicação, cultura e entretenimento. Compartilha conhecimentos e suas experiências. É um profissional que gosta de planejar e de executar. É autor do livro Aprenda a Organizar um Show, primeira publicação livre e gratuita no Brasil sobre a tecnologia de produção de shows.

Recomenda os cursos da Associação Brasileira de Gestão Cultural, o Programa Petrobras Cultural e os projetos do Itaú Cultural.


21-7627-0690 (Rio de Janeiro)




Alê Barreto é cliente do Itaú.

sexta-feira, abril 23, 2010

Conheça a programação do Viradão Carioca 2010




Por Alê Barreto
Administrador, produtor cultural independente e palestrante


As oportunidades aparecem sem aviso prévio. De repente, toca o telefone e alguém chama você para uma reunião. Ao chegar na reunião, você é convidado para ser o produtor responsável pela programação de um grande evento e descobre que sua missão será:

- oferecer eventos para a população durante três dias;
- contemplar várias linguagens artísticas;
- articular uma rede de fornecedores, apoiadores e espaços culturais, para que a programação aconteça em vários espaços de sua cidade;
- contratar novos artistas, artistas com trabalhos reconhecidos e artistas que veiculam seus trabalhos em grandes redes de comunicação.


O que você faria?

Vou lhe dar uma dica. Conheça a programação do Viradão Carioca 2010. Trata-se de um evento cultural que começou hoje e vai até domingo, concebido a partir de três pilares: acesso à cultura, ocupação da cidade e integração. Serão 54 horas de ocupação de ruas, praças, teatros, cinemas, bibliotecas, centros, lonas culturais e circos.

E se você estiver no Rio ou cidades próximas, vale a pena participar. Amanhã, por exemplo, vou assistir às 15h o filme "O homem que engarrafava nuvens" no Cine Santa Tereza e depois vou para o palco Leme assistir dois shows: Rita Ribeiro às 18h e Jorge Mautner às 20h.

O Viradão Carioca carioca é promovido pela Prefeitura do Rio, por meio da Secretaria Municipal de Cultura, em parceria com a Globo Rio. Tem como co-realizador o Galpão Aplauso e apoio do Sistema Globo de Rádio.

Acompanhe também o Viradão pelo twitter.

quarta-feira, novembro 05, 2008

Culturas brasileiras no mundo: Do país do samba e da caipirinha a um pólo de inovações culturais contemporâneas



Artigo de Ana Carla Fonseca Reis e George Yúdice publicado originalmente na revista argentina Nueva Sociedad

Embora a imagem tradicional do Brasil no mundo seja projetada a partir da caipirinha, do samba e do futebol, na realidade existe muito mais. A enorme diversidade cultural do país tem permitido uma longa série de inovações, algumas alentadas pelo Estado e outras surgidas de maneira espontânea, que contribuem para uma imagem menos estereotipada do Brasil.

Das novelas ao AfroReggae, das novidades da internet à São Paulo Fashion Week, o desafio consiste em articular, a partir do governo, os projetos e iniciativas dispersos a fim de explorar um dos grandes capitais do Brasil: sua diversidade cultural.

País de contrastes sociais, de distâncias econômicas abissais, de diversidade cultural pujante e de natureza ímpar. Para orgulho dos locais, quem visita se encanta, quem conhece não se esquece, conforme constatam pesquisas oficiais. Mas, para visitar e conhecer, é preciso ir além da imagem de samba, futebol e caipirinha, reducionista por excelência de um colosso cultural e que não revela o dinamismo das várias faces da cultura brasileira no palco mundial. A favor da ampliação desse ponto de vista, há uma miríade de inovações culturais paralelas e sobrepostas, que estabelecem pontes entre o Brasil e o exterior, formando uma rede de diálogos contagiante e de envergadura exponencial.

Para abordar estas e outras questões, o presente artigo apresenta três seções: primeiro, um panorama da imagem e da presença da cultura brasileira no exterior (ou das culturas, tendo em vista seu horizonte de diversidade), analisando brevemente a que ponto os retratos do Brasil formam ou não um filme próprio, ao invés de imagens dispersas; diante disso, aprofundar em seguida os caminhos pelos quais um caldeirão de experiências inovadoras consegue levar o local ao global, muitas vezes trazendo o global na bagagem de volta e vice-versa; e, por fim, algumas elucubrações acerca de como novos caminhos tenderão a se desenhar.

Começando: retratos do Brasil
Como a cultura de um país galga fronteiras físicas, emocionais e burocráticas? Como o mapa mental cultural das pessoas amplia-se com o conhecimento da cultura de um país, configurando um novo perímetro emocional
individual na dinâmica mundial? As respostas são múltiplas, mas atenhamo-nos a quatro:
- pelos imaginários relativos à sociabilidade e à violência, na música, no cinema e nos noticiários internacionais;
- por meio dos turistas de lazer ou negócios, que se convertem em embaixadores privilegiados dos lugares que visitam;
- pela circulação internacional dos bens e serviços culturais e das tradições locais, adquiridas ou vivenciadas no exterior, física ou digitalmente; ou ainda por meio de notícias do Brasil veiculadas em outros países;
- graças à circulação dos brasileiros, em trânsito ou residentes no exterior, que invariavelmente divulgam sua cultura por seus relatos, atitudes e hábitos.

Sociabilidade e violência. O Brasil é um país-continente, de uma enorme variedade de territórios e culturas. Recorrê-lo e retratá-lo gera uma contraditória colagem, algo como uma colcha de retalhos. Talvez a imagem mais espetacular seja Brasília, hipermoderna «cidade do futuro», como a chamou o crítico de arte Robert Hughes1 e Patrimônio Cultural da Humanidade (UNESCO, 1987) que não representa o passado, mas um projeto de futuro. Face à perda das tradições culturais pelo embate da televisão, o protagonista mais bem-sucedido do filme Bye-Bye Brasil (1979), o acordeonista Ciço, reconverte o forró, tradição do nordeste, fusionando-o com o rock, para entreter os candangos na cidade-satélite onde acabou morando. Poucos anos depois, a informalidade acumulada nesses satélites ameaça a ordem dessa modernidade utópica, ou, nas palavras de uma reportagem do The New York Times2, o «Brasil real» demonstrou a insustentabilidade desse pulo desenvolvimentista ao futuro.

Leia o artigo na íntegra