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quinta-feira, agosto 07, 2014

Participe dos debates sobre "O comportamento do jovem e a formação das tribos urbanas" no Cultura de Ponta, projeto do Grupo Cultural AfroReggae




Por Alê Barreto*
alebarreto@gmail.com



Amigos, na próxima semana vão acontecer os debates sobre "O comportamento do jovem e a formação das tribos urbanas" no Cultura de Ponta, projeto do Grupo Cultural AfroReggae, aqui no Rio de Janeiro. Eu fui convidado para participar do dia 14/08 e convido que assistam todos os dias.



Seguem mais informações.

Estar por dentro do mundo digital e entender sobre as oportunidades e riscos que ele oferece para os internautas. Debater sobre os diferentes estilos de vida em nossa sociedade e preconceito. Entender como o consumo pode dizer algo sobre nós mesmos. Estas e outras questões serão discutidas no próximo Cultura de Ponta.


Os debates:

12/08 - Universo Digital: oportunidades e riscos - terça-feira -15h
13/ 08 - Somos diferentes? Somos iguais? - tolerância, intolerância, identificação e bullying - quarta-feira - 15h
14/08 - Consumo Cultural: o que o consumo diz sobre você? - quinta-feira -15h

Os debates serão transmitidos ao vivo pelo www.afroreggae.org

O projeto tem como objetivo promover o contato com diferentes referências artísticas, estimulando o pensamento crítico, através de debates, sobre a importância das artes como ferramenta de transformação social.

O Cultura de Ponta foi idealizado pelo Grupo Cultural AfroReggae em parceria com o Grupo Light e patrocinado pelo Governo do Rio de Janeiro e pela Secretaria de Estado de Cultura, através da Lei Estadual de Incentivo à Cultura do Rio de Janeiro.

Confirme sua participação no Facebook https://www.facebook.com/events/1667643580126709/?ref=22

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Alexandre Barreto, mais conhecido como “Alê Barreto”, criador do blog, da marca e do programa "Produtor Cultural Independente", é um profissional multifuncional. Administrador de empresas, gestor cultural, gestor de pessoas, gerente de projetos, produtor executivo, consultor, criador de conteúdo, professor e palestrante. Seu trabalho pioneiro de disseminação de informações no blog e livro "Aprenda a Organizar um Show" têm inspirado pessoas que produzem ações culturais, artísticas e de economia criativa no Brasil.


Rio de Janeiro (21) 9 7627 0690/ Porto Alegre (51) 9473-1561 alebarreto@gmail.com

Atualmente é um dos gestores do Grupo Nós do Morro no Rio de Janeiro. Concluiu o curso MBA em Gestão Cultural na Universidade Cândido Mendes (RJ) e está finalizando sua monografia sobre carreira artística com a orientação da consultora Eliane Costa.

quarta-feira, fevereiro 08, 2012

Consumo: informe anual da Ancine mostra que a renda bruta nas bilheterias dos cinemas brasileiros alcançou o valor de R$ 1,44 bilhão em 2011



‘De Pernas pro Ar’: campeão brasileiro de bilheteria em 2011



Por Alê Barreto*
alebarreto@gmail.com



A notícia é tão boa que transcrevo na íntegra.

30/01/2012 17:34
Informe Anual da ANCINE mostra que público e renda cresceram em 2011
Sete lançamentos nacionais superaram a marca de 1 milhão de espectadores

Os números finais das bilheterias dos cinemas em 2011 confirmaram a tendência de alta verificada desde o início do ano no mercado brasileiro. O número total de ingressos vendidos chegou a 143,9 milhões, e a renda bruta nas bilheterias dos cinemas alcançou o valor de R$ 1,44 bilhão, estabelecendo novos recordes e colocando o Brasil entre os mercados cinematográficos mais importantes do mundo. Esses e outros dados integram o Informe Anual de Acompanhamento de Mercado 2011 – Filmes e Bilheterias, divulgado nesta segunda-feira pela ANCINE.

A bilheteria dos filmes brasileiros, com quase 18 milhões de ingressos vendidos e mais de R$ 163 milhões de renda bruta, ficou entre as três melhores dos dez últimos anos, em números absolutos.

“O número de filmes de longa-metragem brasileiros lançados, 99 no total, foi o maior dos últimos 10 anos”, sublinha o diretor-presidente da ANCINE, Manoel Rangel. “Também vale destacar que sete filmes brasileiros venderam mais de 1 milhão de ingressos, o que indica uma concentração menor de público em poucos títulos nacionais.”

O ano de 2011 também rendeu recordes para os filmes estrangeiros exibidos no Brasil. A renda bruta de bilheteria dos filmes estrangeiros foi de R$ 1,27 bilhão, tendo dobrado de valor em cinco anos. Isso reflete um crescimento do número de ingressos vendidos de cerca de 60% e um aumento do preço médio dos ingressos de 30%, no mesmo intervalo.

Em relação a 2010, a queda da bilheteria dos filmes brasileiros em cerca de 30%, tanto em termos de ingressos vendidos como em renda bruta, é resultado da ausência, em 2011, de megassucessos de bilheteria comparáveis a ‘Tropa de Elite 2’ ou ‘Nosso Lar’, maiores responsáveis pelos excelentes resultados no ano anterior. A participação dos filmes brasileiros no mercado de exibição em salas (market share) em 2011 ficou em 12,4%.

Três filmes brasileiros ficaram entre as 20 maiores bilheterias do ano: ‘De Pernas pro Ar’, ‘Cilada.com’ e ‘Bruna Surfistinha’. Também se destacaram ‘Assalto ao Banco Central’, ‘O Palhaço’, ‘O Homem do Futuro’ e ‘Qualquer Gato Vira-Lata’, todos com resultados de público acima de um milhão de ingressos.

As distribuidoras brasileiras independentes mantiveram a sua tendência de crescimento, tendo assegurado uma participação de mercado de 27,5% no total de filmes exibidos e de 69,0% na exibição de filmes brasileiros.

O Preço Médio do Ingresso (PMI) foi de R$ 9,99, sendo que os filmes brasileiros apresentaram PMI de R$ 9,14 e os filmes estrangeiros apresentaram PMI de R$ 10,11. A diferença se explica pelo ingresso mais caro cobrado nas salas 3D, onde predominam lançamentos estrangeiros.

O Informe Anual consolida assim os dados de mercado no período de 31 de dezembro de 2010 a 5 de janeiro de 2012.

Confira aqui as 20 Maiores Bilheterias do Ano.


Fonte: Ancine


[Multipliquem em suas redes sociais, blogs, sites e mailings. Este blog recebeu até agora 168.381 visitas e 364.885 visualizações]



Estude nos próximos cursos do Produtor Cultural Independente em São Paulo



Turma do curso "Aprenda a Organizar um Show" realizado no Rio de Janeiro em 2011



Junte-se as




16 pessoas que já estão inscritas nas próximas turmas em São Paulo!


1 - Que dias serão os cursos?

O curso "Aprenda a Organizar um Show" está previsto para dia 25 de fevereiro (sábado, manhã e tarde, das 8h às 17h30min)

O curso "Aprenda a Produzir um Artista" está previsto para dia 26 de fevereiro (domingo, manhã e tarde, das 8h às 17h30min)


2 - Quanto é o valor de cada curso?

O valor de cada curso é R$ 180,00. Mas para quem fizer inscrições até o dia 12 de fevereiro, será concedido um desconto de 15%, o que faz com que você pague R$ 153,00 cada curso.


3 - As vagas são limitadas?

Sim. E não é possível fazer reserva de vagas sem a inscrição.

Importante: não vou com frequência à São Paulo. Aproveite.


4 - Como fazer a inscrição?


Clique aqui e se inscreva no curso "Aprenda a Organizar um Show" - inscrições até 12 de fevereiro

Clique aqui e se inscreva no curso "Aprenda a Produzir um Artista" - inscrições até 12 de fevereiro


Aprenda a organizar seu trabalho. Gerencie sua carreira

Ligue para (21) 7627-0690 e veja como contratar serviços de organização e planejamento de carreira, consultoria, coaching, oficinas, cursos, workshops e palestras.


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* Alê Barreto é formado em Administração com Ênfase em Marketing pela Escola de Administração da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Começou a atuar como administrador no setor cultural em 2003. Trabalhou com vários artistas independentes do RS. Em 2005 prestou serviços de produção executiva para Opus Promoções em shows nacionais (Acústico MTV Bandas Gaúchas), internacionais (Avril Lavigne, Steel Pulse) e festivais (Claro que é Rock, IBest Rock, Live n´ Louder). Em 2007 foi empresário da banda Pata de Elefante e um dos produtores executivos do disco "Um olho no fósforo, outro na fagulha", um dos melhores discos de 2008, segundo a revista Rolling Stone Brasil. Mudou-se para o Rio de Janeiro onde trabalhou entre 2008 e 2009 como gestor cultural junto a diretoria do Grupo Nós do Morro e produtor executivo de espetáculos como "Os Dois Cavalheiros de Verona" e "Machado a 3x4". Devido a sua intensa participação foi convidado a dar um depoimento sobre Nós do Morro no filme "O Rosto no Espelho" (Brasil, 2009), documentário de Renato Tapajós que investiga a relação entre os movimentos culturais de hoje e a transformação social, revelando um Brasil profundo e multicultural. Em 2009 ministrou repasse metodológico de gestão em produção cultural para grupos culturais do Acre em parceria com a Rede Acreana de Cultura e o SEBRAE. Desde de 2010 é aluno do Programa de Estudos Culturais e Sociais da Universidade Cândido Mendes, onde cursa a pós-graduação MBA em Gestão Cultural.

Em 2011 foi produtor executivo da "Missa dos Quilombos", composta em 1981 por Milton Nascimento, Pedro Tierra e Dom Pedro Casaldáliga, direção de Luiz Fernando Lobo, encenado pela Cia Ensaio Aberto no Armazém da Utopia, Cais do Porto, Rio de Janeiro. Veja fotos e trechos do espetáculo.

Escreve com frequência no blog Produtor Cultural Independente, canal de disseminação de informações (saiba mais), é autor do livro "Aprenda a Organizar um Show", colunista da revista Fazer e Vender Cultura e possui diversos textos recomendados na página de cultura e entretenimento do SEBRAE e em trabalhos de graduação e pós-graduação.

É um dos articuladores do projeto "Redes e Agentes Culturais das Favelas Cariocas", do Observatório de Favelas em parceria com a Central Única das Favelas (CUFA), Secretaria de Cultura do Estado do Rio de Janeiro (SEC-RJ) e patrocínio da Petrobras, iniciativa inédita que vai formar 100 jovens, de 15 a 29 anos, em produção cultural e pesquisa social em cinco favelas do Rio (Cidade de Deus, Complexo do Alemão, Complexo da Penha, Manguinhos e Rocinha).

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Alê Barreto é cliente do Itaú.

terça-feira, agosto 23, 2011

Formação de platéia: participe do VII Fórum de Cultura que irá debater o ensino de música nas escolas




Por Alê Barreto*
alebarreto@gmail.com


Recebi da Suelyemma, assessora do vereador carioca Reimont, o convite para o VII Fórum de Cultura que irá tratar amanhã da questão do ensino de música nas escolas.

Segue abaixo a programação.


PROGRAMAÇÃO DEBATE PÚBLICO

VII FÓRUM DE CULTURA - O ENSINO DE MÚSICA NAS ESCOLAS

DIA 24 DE AGOSTO DE 2011 – 18h

SALÃO NOBRE da Câmara Municipal do Rio de Janeiro

Praça Floriano, s/n - sala 406 - Cinelãndia - Rio de Janeiro - Tel.: 3814-2113


18h – Reimont é entrevistado pela TV CÂMARA

18:15h – REIMONT faz a abertura do trabalhos apresentando o tema e os palestrantes.

18:30h – Maestro Ricardo Rocha – (Fundador e Diretor Musical da SMBB – Sociedade Musical Bachiana Brasileira) - Importância do retorno do ensino de música na escola pela lei 11.769/2008

18:45h – Prof. Ricardo Tacuchian (Academia Brasileira de Música) - Retrospectiva do trabalho educacional de Villa-Lobos e a importância do Guia Prático e do Manosolfa no ensino de música

19:00h – PERGUNTAS - 1º. bloco: 5 perguntas e/ou intervenção de 2 minutos

19:15h – Ricardo Rocha e Ricardo Tacuchian fazem considerações e /ou respondem às questões apresentadas pela plenária.

19:35h – Representante da Secretaria de Educação/Prefeitura (a confirmar)- Como se situa o ensino de música nas escolas municipais de acordo com a Lei 11.769/2008.

19:45h – Maestro Wagner Tiso (Diretor do Museu Villa-Lobos) -

19:55h- Prof. José d´Assumpção – Escola de Música Villa-Lobos – A música como elo de desenvolvimento da inteligência, da sensibilidade, concentração, da auto-estima e da integração social.

20:10h - PERGUNTAS - 2º. bloco: 5 perguntas e/ou intervenção de 2 minutos

20:25h – Representante da Secretaria de Educação/Prefeitura (a confirmar), Wagner Tiso e José d´ Assumpção fazem considerações e /ou respondem às questões apresentadas pela plenária.

20:45h – Reimont faz a sistematização e os encaminhamentos finais.

20:45h – Brevíssima fala dos palestrantes.

21:00h – Encerramento


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Estamos construindo nossa próxima turma no Rio de Janeiro!



Nova data prevista: 3 de setembro


"Aprenda a Produzir uma Artista" é um curso intensivo, rápido e acessível que ajudará você a organizar os seus primeiros passos ou práticas profissionais para melhorar a administração de uma carreira artística.


O que você vai estudar neste curso?

• O que é produzir um artista?
• Que artista pode ser produzido?
• Quem pode produzir um artista?
• Produtor, empresário, agente artístico e representante: semelhanças e diferenças
• Atividades básicas de um produtor (atendimento/ comunicação/ secretariado/agenciamento/captação de recursos/financeiro)
• Atividades avançadas de um produtor (planejamento de marketing/ planejamento de comunicação/ planejamento estratégico)
• Recursos importantes para produção de uma banda
• Kit inicial de comunicação para banda
• Noções básicas sobre atendimento
• Noções básicas sobre condução de reuniões
• Noções básicas sobre apresentação de projetos
• Noções básicas sobre negociação e agenciamento
• Avaliação de risco de propostas de trabalho
• Formatos de trabalho saudáveis
• Critérios para boas relações de trabalho
• Como cobrar pela realização do seu trabalho
• Gestão de expectativas (objetivos/reuniões de acompanhamento)


Participe da nossa próxima turma: faça sua inscrição hoje



A inscrição é feita através do envio de dados dos participante e comprovante de depósito digitalizado.


Envie uma mensagem via e-mail para alebarreto@gmail.com conforme o modelo abaixo:



Assunto (subject): Inscrição no curso “Aprenda a Produzir um Artista" no Rio de Janeiro previsto para 20 de agosto de 2011
Mensagem:

Eu, [COLOCAR SEU NOME COMPLETO], CPF nº [COLOCAR O NÚMERO DO SEU CPF], aceito e concordo com as orientações recebidas sobre a realização do curso e sobre como participar do curso “Aprenda a Organizar um Show”, com data de realização prevista para o dia 3 de setembro, das 14h às 18h, no Espaço Ideal Eventos, na rua Santa Luzia, 760, Centro, Rio de Janeiro, RJ.

Seguem abaixo meus dados e em anexo o meu comprovante de depósito:

Nome completo:
Data nascimento: dia/mês/ano
Número do CPF:
Endereço:
Cidade:
Estado:
Telefone para contato:
E-mail:
Data que foi realizado o depósito: dia/mês/ano


Declaro ainda que estou ciente que a condição para a realização do curso na data prevista é a existência de um grupo mínimo de 10 (dez) pessoas com sua inscrição paga antecipamente.


Como pagar sua inscrição



Efetuar um depósito de dinheiro em espécie no valor de R$ 100,00 (cem reais) até o dia 31 de agosto de 2011 na seguinte conta corrente

BANCO ITAÚ
FAVORECIDO: ALEXANDRE BARRETO
AGÊNCIA: 0280 (zero dois oito zero)
CONTA CORRENTE: 00019-1 (zero zero zero um nove dígito um)

No momento ainda não estamos trabalhando com cheque e cartão de crédito.




Digitalize o comprovante (arquivo eletrônico em PDF, JPEG, etc.) e envie anexado num e-mail com seu nome e telefone de contato para alebarreto@gmail.com


Confirmação de inscrição

O participante terá sua inscrição confirmada após serem conferidos seus dados e feita a conciliação bancária (cruzamento da informação do comprovante digitalizado recebido com extrato da conta bancária)


Informações

Informações sobre detalhes do curso e processo de inscrição poderão se obtidas diretamente com Alê Barreto através do fone (21) 7627-0690, de hoje até o dia 17 de agosto, das 9h às 19h, inclusive feriados, sábado e domingo ou pelo e-mail alebarreto@gmail.com

P.S.: às vezes circulo com o celular pelo metrô e falha o sinal. Tenha tranquilidade.


Condição para realização do curso

Para que o curso seja realizado é preciso haja inscrição de no mínimo 10 participantes. Caso o número mínimo não seja atingido, a organização do curso reserva-se o direito de cancelar ou transferir a data do mesmo. Nesta situação as pessoas que fizeram o pagamento de sua inscrição poderão receber o valor integral pago ou utilizarem como crédito para nova data agendada do curso.

As vagas são limitadas: capacidade máxima da turma é de 30 pessoas.


Condição para participação no curso

Para participar no curso é necessário:

- haver vagas;
- aceitar o formato de inscrição proposto;
- ter efetuado o depósito de dinheiro em espécie na conta-corrente indicada e ter enviado dados de inscrição e o comprovante de depósito até o dia 17 de agosto de 2011.


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Participe como voluntário do Escritório coletivo independente!


Foto: Patrick Azevedo


Saiba mais


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* Alê Barreto é um administrador e produtor cultural independente. Trabalha com foco na organização e qualificação dos profissionais de arte, comunicação, cultura e entretenimento. É autor do livro Aprenda a Organizar um Show, primeira publicação livre e gratuita no Brasil sobre a tecnologia de produção de shows, escreve para o site Overmundo e para a revista Fazer e Vender Cultura.

Ministra cursos, oficinas, workshops e palestras. Já atuou em capacitação de grupos culturais em parceria com o SEBRAE AC. Presta consultoria e assessoria para artistas, empresas e produtores.

Contato: (21) 7627-0690 Rio de Janeiro - RJ - Brasil


* O blog Produtor Cultural Independente está em atividade desde 2006. Possui mais 700 posts e links de seus conteúdos são enviados para 4.808 pessoas através de redes sociais. Faz parte da Rede Produtor Cultural Independente, uma rede de conteúdos composta pelos blogs Produtor Independente (592 seguidores), Blog do Alê Barreto (55 seguidores), Aprenda a Organizar um Show (32 seguidores) Aprenda a Produzir um Artista (16 seguidores), Encantadoras Mulheres (13 seguidores) e Aprenda a divulgar seu evento (2 seguidores).



Alê Barreto é cliente do Itaú.


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O Produtor Cultural Independente gerencia os perfis das redes sociais da Associação Brasileira de Gestão Cultural (ABGC). Receba informações pelo Facebook e pelo Twitter

quinta-feira, maio 05, 2011

Que tal pensar em compras coletivas para que mais pessoas conheçam o seu trabalho?




Por Alê Barreto*
alebarreto@gmail.com


Nos últimos posts falei sobre escritórios coletivos e metodologia de trabalho coletivo. Em busca de viabilizar suas ideias, as pessoas utilizam sua criatividade para inventar novas formas de organização do trabalho ou para recombinar formas já existentes.

Enquanto buscamos viabilizar a oferta de um serviço, outras pessoas buscam viabilizar o consumo deste serviço. Ou seja: eu busco viabilizar um show e as pessoas que gostam de um determinado artista ou gênero musical buscam viabilizar a sua vontade de participar desta experiência cultural. Estes dois movimentos têm sido facilitados através dos sites de compras coletivas.

A ideia de organizar a demanda de pessoas que buscam um determinado produto ou serviço facilita a vida de todos. Empresas e consumidores melhoram sua produtividade. As empresas conseguem obter lucro, planejando melhor a sua oferta. Os consumidores conseguem obter um maior aproveitamento da sua renda, pois conseguem ter acesso a novos produtos e serviços com preços menores.

Eu sou muito favorável a esta ideia. Por isso já comecei em Brasília a autorizar a distribuição dos cursos "Aprenda a Produzir uma Banda (16 de maio, saiba mais) e "Aprenda a Organizar um Show" (17 de maio, saiba mais) também através do site de compras coletivas Desconteca (www.desconteca.com.br). É bastante construtiva esta prática, pois levo o meu trabalho a mais pessoas. Geralmente as pessoas deixam a sua inscrição para os três últimos dias, o que dificulta a organização do curso.

Utilizando o site de compras coletivas, é possível ter um melhor planejamento. E na medida que as pessoas vêem que já existem inscritos, se estimulam e ingressam no grupo. Um exemplo prático: há poucos dias haviam 2 pessoas inscritas nestas novas turmas de Brasília. Rapidamente cresceu e agora já são 14!

Para um evento, é a mesma coisa. Se você utilizar esta forma para comercializar seus ingressos, garanto que você vai aumentar a possibilidade de ter uma platéia cheia. Quer tentar?

Leia também o texto "Sites de compras coletivas se beneficiam das redes sociais para fazer negócio" de André Bürger no site Nós da Comunicação.

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* Alê Barreto é um administrador e produtor cultural independente. Trabalha com foco na organização e qualificação dos profissionais de arte, comunicação, cultura e entretenimento. É autor do livro Aprenda a Organizar um Show, primeira publicação livre e gratuita no Brasil sobre a tecnologia de produção de shows, escreve para o site Overmundo e para a revista Fazer e Vender Cultura.

Ministra cursos, oficinas, workshops e palestras. Já atuou em capacitação de grupos culturais em parceria com o SEBRAE AC. Presta consultoria e assessoria para artistas, empresas e produtores.

Contato: (21) 7627-0690 Rio de Janeiro - RJ - Brasil




Alê Barreto é cliente do Itaú.


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segunda-feira, outubro 18, 2010

É possível conhecer o público através de seu consumo




Por Alê Barreto*


Na disciplina "Análise de Experiências Corporativas em Marketing Cultural", ministrada pela professora Mariana Várzea, no MBA em Gestão Cultural que estou cursando, estudamos nas últimas aulas a importância de que projetos, programas e ações culturais estabeleçam diálogo com o público.

É um absurdo profissionais de produção e gestão cultural não se preocuparem com isso, só porque os projetos possuem recursos garantidos através de patrocínios via leis de incentivo. Quantas exposições, mostras de cinema, seminários, debates, shows musicais são realizados com platéias de 4, 7, 10 pessoas?

A professora instigou-nos a pensar a partir das seguintes perguntas:

"O que motiva as pessoas a irem ao seu espetáculo"?

"Os espectadores sabem porque existe o seu projeto cultural"?


Saí da aula e fiquei pensando sobre isso. Em casa, me ocorreu um insight, que rapidamente anotei no meu caderno: "procurar entender o comportamento de consumo do público". Conhecer o comportamento de consumo do público é uma boa forma de se entender seus hábitos de consumo culturais.


Nesta semana, a reportagem de capa da revista Exame aborda este assunto.





Você sabia que a classe C representa uma massa de 95 milhões de brasileiros, com renda familiar entre R$ 1.126 e R$ 4.824 reais por mês? Tem noção de que isso representa 50,5% da população?

Tem noção de que 71% deste 95 milhões de brasileiros acessa internet diariamente?

Procure ler a reportagem "A Classe C cai na rede". Amplie sua forma de pensar o consumo cultural e a formação de público para as artes, cultura e entretenimento.


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* Alê Barreto é administrador, produtor cultural e autor do livro Aprenda a Organizar um Show, primeira publicação disponibilizada de forma livre e gratuita no Brasil sobre a tecnologia de produção de shows. Trabalha novos conceitos e oferece serviços diferenciados para empresas, produtores, grupos culturais e artistas. Divulga reflexões sobre seu processo de trabalho no blog Alê Barreto e valoriza encantadoras mulheres.

21-7627-0690 (Rio de Janeiro)
alebarreto@produtorindependente.com

sexta-feira, maio 07, 2010

Selo Povo: uma nova forma de distribuir e comercializar livros no Brasil




Por Alê Barreto
Administrador, produtor cultural independente e palestrante


Você já ouviu falar em turnê de lançamento de livro? Em meio ao aprendizado da arte da escrita, estes dias encontrei no Portal Literal o texto "Selo Povo põe o pé na estrada", de Felipe Pontes (RJ), que fala da turnê do Selo Povo.

Segundo o escritor Ferréz o Selo Povo é "(...) feito para livros de bolso, livros esses escritos por e para mãos operárias, rebeldes, marginais, periféricas".


Cartaz da turnê do Selo Povo. Clique para aumentar a visualização.

Leia o texto na íntegra e conheça essa importante ação cultural que publica livros ao preço de uma cerveja e meia.

Visite o blog do Selo Povo: http://selopovo.blogspot.com/

sexta-feira, janeiro 29, 2010

Afinal, a música deve ser paga ou gratuita?




Alê Barreto (Saiba mais sobre este blog)

Receba aviso de atualização no twitter

Toda crise, por pior que seja, traz oportunidades. A crise da indústria fonográfica é um bom exemplo. Como toda crise, quem sente o efeito no bolso, reclama mais. As empresas que controlavam a distribuição e a venda do fonograma gravado no suporte CD estão reclamando até hoje. Por outro lado, empreendedores que conseguem perceber novas tendências, aproveitam novos hábitos de comportamento e criam novos modelos de negócio.

Mesmo hoje existindo uma geração de adolescentes que nunca compraram um CD em sua vida, muitos fabricantes e distribuidores insistiam (e insistem) em publicar nos meios de comunicação matérias falando no dano causado pelo download gratuito da música.

Para minha surpresa, no fim do ano passado li no jornal Destak do dia 04 de novembro (imagem acima) uma informação que vai "contra a corrente" de que o download de música gratuito é nocivo:

Quem baixa canções, gasta mais com música
"Um estudo realizado pela empresa Ipsos Mori e divulgado pelo jornal The Independent afirma que as pessoas que mais fazem download são também as que gastam mais com música".

Esta semana tive acesso a outra publicação que fala a favor do download gratuito. Desta vez não trata-se de um instituto de pesquisa, mas sim de um empresário que atua no mercado fonográfico. No artigo "Um modelo de distribuição para a música", João Marcello Bôscoli, fundador e presidente da Trama Music Group, argumenta sobre a forma como a Trama vem trabalhando:



"De graça para o público e remunerado para o artista, patrocinado por uma marca. Eu acredito nesse modelo de distribuição para a música. E ele está vigente desde o final da década de 20 do século passado".

Leia o artigo na íntegra e tire suas próprias conclusões.

quarta-feira, agosto 05, 2009

Conheça um pouco da cultura do Distrito Federal: visite o Açougue Cultural T-Bone




Por Alê Barreto (alebarreto@produtorindependente.com)


No Distrito Federal, em Brasília, uma experiência muito interessante vem mostrando que trabalho organizado e visão de longo prazo mudam o estado das coisas.

Leia com atenção a reportagem de Isabel Clemente, publicada na Revista Época.


O açougueiro dedicado aos livros



O menino Paulo Ricardo Carvalho das Chagas tem 10 anos e há dois frequenta uma biblioteca. Ele tem a sorte de contar com uma em frente ao trabalho da mãe, onde passa as manhãs antes de ir à escola. A mãe vende salgadinhos e refrigerantes numa barraca na rua, na frente de uma parada de ônibus de concreto e pintura descascada, em uma das avenidas comerciais mais apinhadas de Brasília, a W3 Norte. É na parada de ônibus que Paulo Ricardo e outros passageiros se encantam com livros que acabam levando para casa. “Já li um monte. Gosto muito de contos de fada, meu preferido é Pinóquio”, diz o bem articulado menino, que também se prepara para a longínqua prova de habilitação de motorista lendo manuais de autoescola. “Sei o significado de várias placas.”

De manuais de autoescola a clássicos da literatura mundial, tem de tudo nas 35 bibliotecas montadas nas paradas de ônibus ao longo da avenida que corta de uma ponta a outra os 7 quilômetros da Asa Norte, um dos bairros de Brasília. Os livros estão à disposição do público, de graça e sem fiscalização. As pessoas levam o que bem entendem, sem anotar nomes ou o título da publicação, pelo prazo que lhes convier. As regras estão escritas num pequeno cartaz: “Leve um por vez; devolva-o em bom estado; não fique com o livro por muito tempo”.

Esses livros fazem parte de um acervo de mais de 100 mil títulos da “biblioteca popular”, projeto idealizado e mantido por Luiz Amorim, um açougueiro de Brasília. Paulo Ricardo é um dos colaboradores espontâneos e informais do açougueiro. Divulga sua fonte de consultas para os amiguinhos, arruma e até limpa as estantes e vigia, da barraca da mãe, o que os outros fazem com sua biblioteca preferida.

Visto com descrédito no início, o projeto da biblioteca popular sobrevive há dois anos sem patrocínio. “Nunca tive recursos para comprar um único livro novo. É tudo doado”, diz Luiz, de 43 anos, que aprendeu a ler aos 16. Luiz ganhou fama com as Quintas Culturais, eventos realizados na calçada de seu açougue a cada duas semanas, com escritores e artistas. Já passaram por seu estabelecimento os escritores Ruy Castro, Fernando Morais, Ziraldo e as cantoras Elba Ramalho e Tetê Espíndola. Para esses eventos, com atratividade e publicidade garantidas, Luiz conseguiu o patrocínio da Petrobras, há quase três anos. Afinal, os cachês podem variar de R$ 10 mil a R$ 100 mil, valores fora do padrão de vida desse baiano que migrou para Brasília aos 7 anos. Luiz mora de aluguel com a mulher e o filho de 3 anos numa quitinete de 50 metros quadrados, em cima do açougue. Nas duas horas de conversa com ÉPOCA, o açougue recebeu um único cliente. “Meu desafio no início era atrair as pessoas para eventos culturais num açougue. Agora é mostrar que o açougue é meu ganha-pão, porque as vendas caíram. Isso aqui não é hobby”, diz Luiz, sério.

Inaugurado em 1998, o açougue permanece com a mesma aparência, sem filiais. Antes do patrocínio, Luiz tirava do bolso recursos para fazer os eventos culturais. Foi nesse ambiente que criou a primeira biblioteca popular, disseminando o gosto pela literatura entre funcionários e clientes que chegavam para comprar um bife e saíam também com um livro de Machado de Assis embaixo do braço.

Hoje, é comum ver os funcionários registrando as doações que não param de chegar. As novidades são distribuídas quando o açougueiro sai em sua Kombi sem bancos para arrumar e abastecer as estantes nos pontos de ônibus, com a ajuda de dois empregados. Um deles, calçando galochas brancas e boné de açougueiro, conta ler pelo menos um por mês. Edglei Cavalcante trabalha há dez anos com Luiz. Estudou até a 5ª série e, enquanto ajuda o patrão a arrumar as estantes populares, separa livros para si ou para a filha de 7. “Depois devolvo e pego mais”, diz.

Ao ver os rapazes arrumando as estantes, uma senhora pergunta, de longe: “E pode pegar assim, é? Pensei que fosse crime!”. Quando a desconfiança vira confiança, Luiz comemora. É essa consciência cidadã que estimula o respeito ao espaço público e ao bem comum que impressionou a responsável pela área cultural da Unesco no Brasil. “Oferecer algo que não é de ninguém, num local público, e contar com que o usuário devolve o livro em bom estado é de uma didática mais importante até que a leitura em si”, diz Jurema Machado, coordenadora de cultura da Unesco no Brasil. “Esse projeto prova que é possível fazer isso, porque funciona.”

A Unesco não dá apoio financeiro a projetos, mas resolveu ajudar a difundir a ideia da biblioteca popular, para que outras pessoas tenham a mesma iniciativa em suas cidades – esse, sim, é o grande sonho do açougueiro. “Me cobram porque eu não estendo até a Asa Sul, ou a cidades-satélites, mas não tenho condição de fazer isso sozinho”, diz Luiz. Sua mulher, Vera, uma gaúcha alta, loura e de olhos verdes, que trabalha como analista de sistemas, afirma: “É como um filho dele. E para manter um filho você não mede esforços, não questiona quanto sai de seu bolso”.

Para tornar as bibliotecas populares uma realidade, Luiz peregrinou por bibliotecas “de verdade”, colhendo informações. Esse filho, como bem definiu a mulher, ele gestou por três anos, até tomar coragem para o parto. Cercou um ponto de ônibus com estantes, expôs 10 mil livros e ficou lá sentado, prancheta na mão, tomando nota. “Aí eu percebi que só teria credibilidade se todos os pontos de ônibus oferecessem isso e estivessem sempre organizados”, diz. “Há estudos de sociologia que explicam esse comportamento por constrangimento. O cara que não cuida do banheiro na rodoviária não tem o mesmo comportamento no shopping, onde encontra tudo limpo. É por aí”, afirma. “E o homem, como ser coletivo, é bom”, diz, citando Aristóteles sem soar pedante. Em nome de sua paixão por livros, Luiz vem investindo quase tudo o que ganha na ideia fixa de disseminar o hábito da leitura. “Devo tudo aos livros e sei que mudei a vida de muita gente com eles.” Alguém duvida?

Fonte: Revista Época


Alguém tem dúvida de que Luiz Amorim é um produtor cultural independente?

O que você faz para levar adiante as suas idéias e projetos?


Conheça mais o Açougue Cultural T-Bone

terça-feira, junho 30, 2009

Lançamento do livro "Cultura em Números - Anuário de Estatísticas Culturais 2009"




Por Alê Barreto (alebarreto@produtorindependente.com)


Para quem estiver no RJ, vale a pena conferir o lançamento do primeiro número do Anuário de Estatísticas Culturais, obra organizada pela Funarte em parceria com a Secretaria de Políticas Culturais do Ministério da Cultura.


Confirma a programação (clique na imagem para ampliar)


quinta-feira, dezembro 25, 2008

Ipea mostra disparidades no acesso e no consumo cultural no Brasil


Imagem: Gustavo Alves (www.bancodeimagem.com.br)

Matéria de Mariana Jungmann publicada no site http://www.ipea.gov.br

O nível de consumo cultural no Brasil se aproxima de países como França e Estados Unidos, cerca de 3% do consumo das famílias. O dado provém do 16º boletim Políticas Sociais - acompanhamento e análise, divulgado hoje (17) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Segundo o levantamento, o nível salarial nessa área é 22% maior que a média do mercado de trabalho brasileiro.

Apesar dos números similares aos de países desenvolvidos, o setor cultural no Brasil esconde disparidades entre municípios e na escolha do bem cultural a ser consumido pelas famílias.

Embora 67% dos domicílios brasileiros tenham realizado algum tipo de consumo cultural em 2000, apenas 8,4% o fizeram para promoção de espetáculos. O consumo de bens culturais relacionados à produção audiovisual é o carro-chefe do consumo cultural?, diz o estudo.

O acesso à cultura também é fortemente desigual, segundo o boletim do Ipea. Os municípios com mais de 100 mil habitantes, que são apenas 4% do total, concentram cerca de 74% do consumo cultural do país.

Também são poucos os brasileiros que freqüentam bibliotecas assiduamente - apenas 10% da população. Apesar disso, a quantidade de municípios que não tinham biblioteca em 1999 caiu de 19% para 11% em 2006.

terça-feira, julho 15, 2008

Metrópoles concentram 10% do desenvolvimento cultural do país

Conteúdo extraído publicado no site do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada no dia 11/07/2008

Dividido pelas 137 mesorregiões do Brasil (regiões com geografia sociedade e economia similares), o Indicador de Desenvolvimento Cultural (Idecult, nome provisório), que será lançado oficialmente em agosto pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), mostra que 10% das riquezas geradas pela cultura do país ficam concentradas nas regiões metropolitanas brasileiras.

O dado foi apresentado pelo desenvolvedor do Idecult, pesquisador do Ipea Frederico Barbosa, em painel sobre a economia da cultura e sua relação com os museus no 3º Fórum Nacional de Museus. O evento ocorre em Florianópolis desde a última segunda-feira (7). O indicador leva em conta cinco índices diferentes, que medem tanto a produção e o fomento culturais nos municípios quanto o consumo cultural da população.

Além do dado sobre a concentração nas regiões próximas s capitais, apenas 19 mesorregiões superaram o índice de 0,47 assim como o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), o Idecult é medido de 0 a 1 o que significa que, na grande maioria dos municípios, a oferta e o consumo cultural são muito baixos.

Entre as mesorregiões mais desenvolvidas culturalmente e aí estão incluídas as regiões metropolitanas , 13% ficaram com o indicador entre 0,47 e 0,87. Entretanto, nos pequenos municípios com menos de 10 mil habitantes, pelo menos 54% dos domicílios realizam pelo menos um gasto com cultura por ano o que significa comprar um livro ou ir ao cinema.

Este número é mais de 20% maior nos 13 municípios brasileiros com mais de 1 milhão de habitantes: chega aos 77%. Entre as regiões do país, a que tem o maior percentual de domicílios que realizam este gasto é a Sul: 84,5%. Outro dado relevante do Idecult: apenas 4% dos municípios são responsáveis por 74% do consumo cultural do país.

O indicador também mede a situação de trabalho no setor cultural De acordo com os dados apresentados por Barbosa, aferidos pelo Cadastro Nacional de Atividades Econômicas (Cnae), um dos índices do Idecult que mede a participação das empresas culturais, os empregados na área são 4% do total brasileiro.

Nas maiores cidades do país, o número é quase o dobro: 7,7%. Do total destes empregos, 41% são informais número muito maior nos municípios com menos de 10 mil habitantes, que é de 70%. Já os dados do Código Brasileiro de Ocupações (CBO), também levados em conta para a medição do Idecult e que avaliam o número de profissionais culturais entre eles, arquitetos, publicitários e artesãos mostram que 1,148 milhão de pessoas no país trabalham no setor cultural. Elas representam 1,7% das ocupações nacionais.

O índice aponta, ainda, que 62,9% dos profissionais culturais estão na informalidade. No teatro, o número é ainda maior: 80%. Mostra ainda que essas profissões remuneram, em média, 53% a mais que as outras ocupações no Distrito Federal, a remuneração média é de R$ 1,49 mil, enquanto no Maranhão, a média é de R$ 306.