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domingo, dezembro 11, 2016

O que estamos fazendo é produção cultural, produção cultural independente ou produção independente?





Por Alê Barreto *
alebarreto@gmail.com





Clique aqui e abra uma outra janela para tomar este café ouvindo blues.


Então, o que estamos fazendo? Produção cultural? Produção cultural independente? Produção independente? Produção de artistas? Produção de show? Produção de eventos? Produção de bandas? Gestão Cultural? Me fiz estas e inúmeras outras perguntas várias vezes desde 2002. Me questionar é uma forma de dar uma parada na rotina para olhar a bússola. Para onde está indo minha vida? Sim, é isso que está por trás destas perguntas.

Procurei estas respostas incansavelmente. Mesmo me questionando, para evitar de me perder no labirinto das indagações, me mantive incansavelmente de 2002 até uma boa parte de 2016 entendendo que o que faço chama-se produção cultural independente. Nada prova o contrário. Logo, se nada prova o contrário, é produção cultural independente. 

Mas porque essa minha preocupação em definir de forma precisa o que eu faço? Não parece algo engessado? Essa sempre foi e continua sendo a minha preocupação. Não quero desenvolver a minha vida profissional engessado. E isso não é algo fácil no Brasil.

Percebo que aconteceu comigo exatamente o fenômeno comentado pelo professor e pesquisador Teixeira Coelho no seminário Formação e Profissionalização do Gestor Cultural no Brasil: engessamento. Ao ser questionado se as grades disciplinares dos cursos que tratam dos assuntos relacionados a gestão cultural deveriam ter um núcleo duro do que constitui essa área, especificando competências e conteúdos, sua resposta foi não. Teixeira Coelho falou que "(...) o Brasil é um país historicamente vinculado a uniformidade e ansioso da uniformidade. Isso a gente deve a nossa herança colonial. Alguns ditadores do século XX se deliciariam se viessem para o Brasil porque seriam muito bem sucedidos. Um dos grandes problemas que a gente tem é o engessamento. (...) No Brasil se fala muito em diversidade e se acredita muito pouco em diversidade. (...) Deixemos a diversidade fazer o seu trabalho".

É difícil admitir que sofri o engessamento. Quando comecei a trabalhar, buscava tudo, menos o engessamento. Quando criei este blog e ao longo de dez anos escrevendo, busquei tudo, menos o engessamento. Arrumei até problemas e críticas por conta disso. Ouvi coisas do tipo "seu blog comenta assuntos muito comerciais". Ouvi também que "é muito acadêmico". E houve até quem dissesse que eu devia "me adaptar aos novos tempos e migrar somente para as redes sociais, porque as pessoas não lêem mais". Acreditando na liberdade, ouvi as críticas e continuo escrevendo aqui. Silenciosamente conversando com muitas pessoas, curioso para saber o que pensam sobre estas ideias e de que forma podem ser mais úteis.

Quem está começando a trabalhar com produção, pode ter uma imagem idealizada e achar que é uma área onde "a liberdade impera". Não é verdade. Enquanto estou escrevendo sobre a importância de quebrarmos o gesso e sermos livres, há pessoas e instituições trabalhando para que a profissão produtor cultural seja exercida somente com diploma. Há pessoas discutindo se produção cultural deve ser curso de graduação ou somente de pós-graduação. Há pessoas discutindo que algumas ramificações do termo "produção" são mais nobres e outras menos nobres. Há pessoas se achando mais "culturais" por se chamarem "produtores culturais" do que serem chamadas de "meros produtores de eventos". Há pessoas que preferem ser chamados de "fazedores de cultura". Há pessoas que entendem que o que fazem deve ser expresso com a palavra inglesa "makers". Sou contra isso tudo? Não. Essa é a nossa diversidade. E cada um faz a sua escolha.

E em meio a tantas escolhas, fiz uma. Este blog continuará sendo um espaço de alimentação de ideias e de inspiração, que continuará tendo em seu cardápio reflexões teóricas e casos práticos. Textos curtos ou longos. Textos mais difíceis ou textos simples. Chame como quiser. Deixemos a diversidade fazer o seu trabalho.

Atualmente estou chamando de Produtor Independente. Mas não se apegue. Futuramente posso mudar. E se você gosta de chamar este blog de Produtor Cultural Independente, fique à vontade, será muito bem recebido.



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* Alexandre Barreto é administrador pela Escola de Administração da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (EAD/UFRGS) e MBA em Gestão Cultural pela Universidade Cândido Mendes (RJ) . Empreendedor que dissemina conhecimentos e atua em redes para promover mudanças. Escreveu os livros Aprenda a Organizar um Show e Carreira Artística e Criativa
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sexta-feira, maio 20, 2016

Produtor Independente em destaque no Jornal Extra do Rio de Janeiro




Por Alê Barreto
alebarreto@gmail.com



Seguidamente colaboro com a imprensa brasileira e com estudantes do meio acadêmico (com muito prazer), para ampliar o conhecimento sobre assuntos dos campos da produção, administração e gestão cultural.


Dia 19 de maio o Jornal Extra do Rio de Janeiro (extra.globo.com) publicou a matéria "Produção cultural movimenta economia e cria oportunidades no mercado de trabalho", elaborada pelo jornalista Geraldo Ribeiro, na qual falo algumas impressões sobre o tema.


Leia a matéria na íntegra





Leia também:



Guia do Estudante do Produtor Cultural Independente


"Curitiba: feita para grandes eventos?" (Jornal Gazeta do Povo, Curitiba, 2015)


"A formação em Administração, Produção e Gestão Cultural como elemento facilitador do desenvolvimento da carreira artística" (V Seminário Internacional de Políticas Culturais, Fundação Casa de Rui Barbosa, Rio de Janeiro, 2014)

"O setor de Cultura precisa se organizar" (Jornal A Tarde, Salvador, 2013)





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INSCRIÇÕES PARA O CURSO "GESTÃO DE CARREIRAS ARTÍSTICAS E CRIATIVAS" 04 DE JUNHO EM PORTO ALEGRE

DIRETO NO SITE https://www.sympla.com.br/curso-gestao-de-carreiras-artisticas-e-criativas-incluindo-informacoes-para-venda-de-shows__66566
 

(21) 97627-0690
alebarreto@gmail.com
https://www.facebook.com/alexandre.barreto.73





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Tá chegando o livro "Carreira Artística e Criativa"


O livro "Carreira Artística e Criativa" está em fase de finalização da diagramação. É 
fruto de uma rede de pessoas. Eu escrevi o conteúdo. Eliane Costa, professora, coach e consultora nos campos da gestão cultural, da cultura digital e da economia criativa, fez a orientação. Erica Resende, foi responsável pela revisão. Marcela Bantle, publicitária, foi a responsável pela arte da capa. Juarez Rodolpho dos Santos fez a diagramação. E além de todas essas pessoas, o conteúdo foi escrito a partir da contribuição de mais de 70 autores, que fazem parte da bibliografia pesquisada.

Quando livro chegar, a forma de adquiri-lo e os cursos, workshops e palestras relacionados ao seu tema serão divulgados neste blog, no meu perfil, no grupo e na página do Produtor Cultural Independente no Facebook.




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* Alexandre Barreto é administrador pela Escola de Administração da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (EAD/UFRGS) e MBA em Gestão Cultural pela Universidade Cândido Mendes (RJ) . Empreendedor que dissemina conhecimentos e atua em redes para promover mudanças. Escreveu os livros Aprenda a Organizar um Show e Carreira Artística e Criativa
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quinta-feira, agosto 21, 2014

Livro "Viver de Música – Diálogo com artistas brasileiros" de Benjamim Taubkin



Por Alê Barreto*
alebarreto@gmail.com



Não li ainda, mas recomendo, pela consistência do trabalho do Benjamin Taubkin e pela sua preocupação com olhar amplo e compartilhamento do conhecimento. Conheci ele em 2005, em Salvador, no Mercado Cultural.



Livro ‘Viver de Música – Diálogo com artistas brasileiros’, de Benjamim Taubkin
Em ‘Viver de música – Diálogos com artistas brasileiros’, dezoito artistas brasileiros consagrados falam a Benjamim Taubkin a respeito das peculiaridades e dificuldades de seu ofício

Que caminhos podem se abrir para o jovem que deseja ser músico hoje? Como se vive de música no Brasil atual? Para responder a essas perguntas, Benjamim Taubkin entrevistou dezoito profissionais, de diferentes gerações e estilos. O resultado desses encontros está reunido em Viver de música – Diálogos com artistas brasileiros, livro que a Bei Editora acaba de lançar.

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Como Taubkin, os entrevistados são profissionais que alcançaram sucesso e reconhecimento em suas carreiras e, nos encontros com o autor, abordam assuntos prementes para quem decide abraçar o ofício musical: temas como a questão da vocação, a formação, as influências, o retorno financeiro e a organização do dia a dia. Os diferentes caminhos revelados pelo livro mostram ao público leigo – como o jovem que quer ser músico ou os pais que almejam orientar seus filhos na escolha profissional – que a carreira musical pode oferecer ao profissional uma versatilidade surpreendente.


Embora as entrevistas seguissem um roteiro predeterminado, do nascimento do interesse por música até um balanço sobre suas decisões profissionais, cada uma delas é única, refletindo a voz, a personalidade e o espírito dos entrevistados – nomes tão diversos quanto os do maestro Jamil Maluf, do multi-instrumenta Egberto Gismonti e do produtor Beto Villares, entre outros.

A variedade que se expressa em Viver de música – Diálogos com artistas brasileiros faz do livro um amplo painel não apenas do mercado profissional no país, mas também das dificuldades e dos prazeres inerentes à atividade artística em qualquer tempo ou lugar.

Viver de música – Diálogos com artistas brasileirosreúne entrevistas com:

ADRIANA HOLTZ | ARI COLARES | ARTUR ANDRÉS | BETO VILLARES |

BRAZ DA VIOLA | DIMOS GOUDAROULIS | EGBERTO GISMONTI | FÁBIO TORRES |GUILHERME RIBEIRO | GUITINHO | JAMIL MALUF | MARCOS SUZANO | MAURO RODRIGUES | NÁ OZZETTI | PAULO FREIRE | SIBA | SIMONE SOU | VITOR RAMIL

Português • 1ª edição 2011

240 pp. • 13,2cm x 20,5 cm

ISBN 978-85-7850-051-1

R$ 49,00





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Alexandre Barreto, mais conhecido como “Alê Barreto”, criador do blog, da marca e do programa "Produtor Cultural Independente", é um profissional multifuncional. Administrador de empresas, gestor cultural, gestor de pessoas, gerente de projetos, produtor executivo, consultor, criador de conteúdo, professor e palestrante. 
É um dos gestores do Grupo Nós do Morro no Rio de Janeiro. Concluiu o curso MBA em Gestão Cultural na Universidade Cândido Mendes (RJ) e está finalizando sua monografia sobre carreira artística com a orientação da consultora Eliane Costa.

Rio de Janeiro (21) 9 7627 0690/ Porto Alegre (51) 9473-1561 alebarreto@gmail.com

quarta-feira, setembro 07, 2011

Conceito aberto: o que é um produtor cultural?


Imagem do site Produção Cultural no Brasil


Por Alê Barreto*
alebarreto@gmail.com



Um conceito é fundamental para você entender algo que está procurando aprender. Mas o conceito terá um melhor efeito na sua vida se ele for aberto.

Uma regra nos "seduz" a pensar que há uma referência imutável. Um conceito aberto nos faz aprender, tem maior aplicação no dia a dia e não nos "aprisiona" numa ideia.

De tantas definições, conceitos e percepções existentes sobre "o que é um produtor cultural", considero que o projeto "Produção Cultural no Brasil" foi muito feliz em trabalhar um conceito aberto.

Para quem ainda não conhece, segue a transcrição na íntegra.


[início da transcrição]


O que é um produtor cultural?

Nos mais de 600 minutos de entrevistas com quem faz, pensa e multiplica a cultura brasileira, surgiram depoimentos com os mais diversos pontos de vistas sobre o que é ser um produtor cultural no Brasil. Produtor de recurso, de talento, um autodidata, um gestor, um artista, um agitador…

Resolvemos compilar algumas destas visões distintas, para você ter uma noção sobre a quantas anda a função no Brasil.



Produtor de recursos x produtor de talento

“Tem vários tipos de produtores culturais. O produtor cultural que é a pessoa que vai buscar fundos para investir em um determinado artista ou num grupo de artistas, haja visto a Lei Rouanet, por exemplo. E tem outro tipo de produtor cultural. Da música é a pessoa que se encarrega de ser o companheiro do artista e que ajuda o artista a conceituar sua música. Este é um produtor cultural também. Este não vai atrás do dinheiro, este vai atrás do talento.”
André Midani, Executivo da indústria fonográfica (íntegra da entrevista)



Produtor Gestor

“O que eu pude depreender desta minha passagem pela produção cultural do país, essa área que eu chamo de área cultural não industrial (as companhias de teatro, de dança, mesmo os museus) é que essas são áreas em que há muita competência artística e baixa competência de gestão, de administração.(…) Hoje, felizmente, você tem um processo de profissionalização não artística ocorrendo na área cultural brasileira. Isto é importantíssimo porque o gestor cultural tem uma capacidade, um bom gestor cultural tem uma capacidade de ampliar a efetividade da ação cultural.”

Yakoff Sarcovas, Presidente das empresas Articultura e Significa (íntegra da entrevista)



Produtor aprendiz

“Todo o trabalho é feito com a grande parcela, com grupo de jovens administrando, gerindo, assumindo contatos e a recepção das pessoas que chegam, facilitação entre as pessoas, o trabalho técnico nos palcos. Então os jovens estão juntos com os profissionais o tempo todo e em posições-chave (…) “Olha, eles não sabiam como resolver, mas eram vários tentando ajudar”. De qualquer forma, eu me senti tão cuidado que eu nem me importava mais se o problema ia ser resolvido.”

Ruy Cezar, Fundador da Casa Via Magia (íntegra da entrevista)



Produtor executivo

“Olha, o produtor cultural, por exemplo, pode ser uma moça que foi muito bem criada pela família Klabin, que vai para a Europa, assiste peça de teatro, assiste um monte de coisas, vem pra cá, é uma pessoa que não tem grandes ocupações. Ela pega um algum amigo que também não tem ocupação. Eles conseguem uma lei de incentivo que o pai do amigo dela dá porque a empresa é outra. E ela faz produção cultural, entendeu?”

Toninho Mendes, Editor e criador da Circo Editorial (íntegra da entrevista)



Produtor agitador

“Às vezes falam: ‘O Marcelino é um agitador cultural’. Eu sou um ‘agitado cultural’, não me contenho. Eu faço as coisas porque eu quero interferir, como diz o Glauco Mattoso, eu quero interferir na geografia das coisas. ‘A vida’, já dizia o poeta Chacal, ‘a vida é muito curta para ser pequena’, então vá, se entregue às coisas. Nesse sentido, eu sou um teimoso, eu faço porque eu sou muito teimoso, eu faço porque me dá uma agonia, porque eu quero tirar a literatura deste casulo, tornar a literatura mais viva, mais pulsante, estar participando mais da vida das pessoas, é isso (risos).”

Marcelino Freire (foto), escritor e agitador cultural (íntegra da entrevista)



Produtor meio

“O produtor cultural é um agente, é um eixo, talvez, de juntar possibilidades de que como eu me entendo. Eu vejo que eu faço parte de uma cadeia, que é um cadeia da economia criativa, da indústria criativa. Do que depende esta cadeia? Da criatividade. Normalmente o criativo é o cara mais emocional, então faz parte do trabalho do produtor cultural reconhecer essa criatividade, trabalhar a criatividade, embalar a criatividade e apresentar essa criatividade para o público. Quem é esse público? É o patrocinador, é o agente público, é o público em geral, é a imprensa, é todo mundo. Então eu acho que o produtor cultural, a profissão produtor cultural, é essa profissão que fica no meio, entre a criatividade e o consumo, e trabalha a cadeia. É isso.

“Leandro Knopfholz, Diretor do Festival de Teatro de Curitiba (íntegra da entrevista)



Produtor social

“Eu acho que tem que ter um equilíbrio, você não pode ser só um operário, não pode ser só um cara que está ali pela arte porque no fim das contas não é só arte. Eu acho que o papel, uma vez que você está pensando na música como profissão, o resultado final, é muito além disso. Tem um reconhecimento maior e uma responsabilidade maior também, que não se limita a só fazer a música. Tem também uma questão social, econômica, que a gente precisa dar adendo cultural.”

Fabrício Ofuji (foto), Produtor da banda Móveis Coloniais de Acaju (íntegra da entrevista)



Produtor autodidata

“O produtor cultural é uma pessoa que é dedicada, que já nasceu com isso. Eu acredito que a gente nasce – eu, desde menino, a música mexe comigo. Eu estou com filho pequeno agora. É impressionante, eu estou no computador e ele está envolvido. E o produtor vem se formando. De tanto gostar de música desde de menino, não teve outro jeito, olha onde é que eu estou!”

Aroldo Pedrosa, Compositor, escritor e agitador cultural (íntegra da entrevista)



Produtor empresário

“Eu acho que o produtor cultural tem que ficar atento, com um olho no peixe e outro no comprador, tem que saber otimizar a coisa que ele quer fazer, que ele acredita que é uma coisa poderosa para o desenvolvimento da humanidade, seja do ponto de vista estritamente de linguagem artística, seja do ponto de vista de educação artística. E que as coisas possam se juntar com a possibilidade de proporcionar isso, ou seja: quem é que vai comprar? Quem é que vai bancar? Isto eu acho que é o produtor cultural atualmente.”

Chacal, músico e poeta (íntegra da entrevista)



Produtor por acaso (ou por necessidade?)

“E o produtor cultural é esse, é aquele que acredita no artista, faz a produção cultural e vive dessa produção cultural. Porque na realidade eu não me sinto um produtor cultural, eu me tornei um produtor cultural por necessidade.“

Rui do Carmo, Poeta, fundador do Movimento Literário Extremo Norte (íntegra da entrevista)

Como percebemos, as definições são muitas. Assim como as atribuições de um produtor cultural. E aí? O que é ser um produtor cultural?

[fim da transcrição]

Fonte: publicado por leofoletto no site Produção Cultural no Brasil em 30 de setembro de 2010 (http://www.producaocultural.org.br/no-blog/o-que-e-um-produtor-cultural/)

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Pare de fazer tudo sozinho.
Venha participar de um grupo!


O Produtor Cultural Independente está construindo a próxima turma do curso "Aprenda a Produzir um Artista" no Rio de Janeiro. O curso faz parte do Programa Produtor Cultural Independente

É fácil participar.

O curso tem previsão de realização dia 17 de setembro (sábado), das 14h às 18h.
Já temos 3 pessoas inscritas. Para acontecer nesta data, precisamos de mais 7 pessoas.

Clique aqui e veja como se inscrever


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* Alê Barreto é um administrador e produtor cultural independente. Trabalha com foco na organização e qualificação dos profissionais de arte, comunicação, cultura e entretenimento. É autor do livro Aprenda a Organizar um Show, primeira publicação livre na internet em língua portuguesa sobre produção de shows, escreve para o site Overmundo e para a revista Fazer e Vender Cultura.

Cursa o MBA em Gestão Cultural no Programa de Estudos Culturais e Sociais da Universidade Cândido Mendes. Ministra cursos, oficinas, workshops e palestras. Presta consultoria e assessoria para artistas, produtores, empres e projetos. Reside no Rio de Janeiro.

+ 55 21 7627-0690 (Claro)


* O blog Produtor Cultural Independente está em atividade desde 2006. Possui mais 700 posts e links de seus conteúdos são enviados para 4.808 pessoas através de redes sociais. Faz parte da Rede Produtor Cultural Independente, uma rede de conteúdos composta pelos blogs Produtor Independente (592 seguidores), Blog do Alê Barreto (55 seguidores), Aprenda a Organizar um Show (32 seguidores) Aprenda a Produzir um Artista (16 seguidores), Encantadoras Mulheres (13 seguidores) e Aprenda a divulgar seu evento (2 seguidores).



Alê Barreto é cliente do Itaú.

sexta-feira, julho 16, 2010

Vamos desenvolver as áreas de produção e gestão cultural?




Por Alê Barreto*


Em junho recebi a divulgação do lançamento de Fazer e Vender Cultura, uma revista online de produtores para produtores. Gostei muito da iniciativa e anotei em minha agenda para entrar em contato para saber mais informações. Para minha surpresa, Miguel Gomes, publisher da revista, entrou em contato e me convidou para escrever um artigo. Sugeri que antes a gente se encontrasse para trocar informações.

Fomos parar lá no Cine Odeon, centro do RJ. Tomamos seis xícaras de café expresso. Toda conversa girou em torno de uma preocupação comum a nós dois: sistematizar conhecimentos de produção cultural.

Num dos momentos da conversa, disse para ele que estamos num momento muito favorável para cultura. Esta reflexão me inspirou a escrever o meu primeiro artigo publicado na revista.

Leia Vamos desenvolver as áreas de produção e gestão cultural?

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* Alê Barreto é administrador, produtor cultural e autor do livro Aprenda a Organizar um Show, primeira publicação disponibilizada de forma livre e gratuita no Brasil sobre a tecnologia de produção de shows. Trabalha novos conceitos e oferece serviços diferenciados para empresas, produtores, grupos culturais e artistas. Divulga reflexões sobre seu processo de trabalho no blog Alê Barreto e valoriza encantadoras mulheres.

21-7627-0690 (Rio de Janeiro)
alebarreto@produtorindependente.com

quarta-feira, janeiro 13, 2010

Conheça o blog "Monografias de Produção Cultural – UFF"




Alê Barreto (produtor cultural independente)
Twitter


Recebi ontem uma excelente notícia que quero compartilhar com todos. Maria Mendes, aluna da graduação em produção cultural da Universidade Federal Fluminense me informou que está no ar o blog "Monografias de Produção Cultural - UFF".

Este site tem por objetivo registrar e disponibilizar conteúdos produzidos pelos alunos desta faculdade (primeiro curso de graduação em produção cultural do Brasil) para alunos, professores, outras instituições, profissionais da área e interessados.

A iniciativa surgiu de um projeto desenvolvido pelos alunos Carolina Goulart, Felipe Maximiano, Gabriel Ornelas, Mariana Castro, Plínio, Stefano Pires e Juliana Turano.


Conheça o blog

sexta-feira, novembro 06, 2009

Participe do Tangolomango: Festival da Diversidade Cultural 2009


Visite o site do festival


Por Alê Barreto (produtor cultural independente)



Recebi este e-mail da equipe da Tangolomango



2009/10/29 Cláudia Duarte

Caros amigos,
Gostaríamos muito de poder contar com a presença de vocês!
E agradecemos a sua divulgação.

Um abraço da equipe do Tangolomango.




Para mim é um prazer colaborar com esta ação cultural. Clique no flyer abaixo para saber como chegar no Circo Voador (RJ) no próximo domingo.

segunda-feira, setembro 28, 2009

A profissionalização dos setores culturais


Abertas novas turmas para o MBA em Gestão Cultural da Universidade Cândido Mendes


Por Alê Barreto (alebarreto@produtorindependente.com)


Compartilho com todos um texto da professora Kátia de Marco, cientista social, mestre em Ciência da Arte pela Universidade Federal Fluminense (UFF), membro da Associação Brasileira dos Críticos de Arte (ABCA) e da Associação Nacional dos Pesquisadores em Artes Plásticas (ANPAP), presidente da Associação Brasileira de Gestão Cultural (ABGC) e coordenadora do Programa de Estudos Culturais e Sociais, do MBA em Gestão Cultural, do MBA em Gestão Social e da pósgraduação em Vinho e Cultura da Universidade Candido Mendes (UCAM).



A profissionalização dos setores culturais

Kátia de Marco


A arte e a cultura – como produção de conhecimento e, sobretudo, como entretenimento – têm movimentado de maneira crescente, no decorrer das duas últimas décadas, importantes índices mercadológicos, que impulsionam a expansão das indústrias culturais nacional e internacional. Estudos recentes apontam para mudanças antropológicas nos padrões de consumo e lazer das sociedades contemporâneas ocidentais, alocando a cultura em um patamar privilegiado pelos novos padrões de qualidade de vida, cada vez mais fundamentados na ampliação dos meios tecnológicos,o que gerou o compartilhamento de um novo tempo estendido e de espaços inéditos de comunicação para usufruto do lazer e da cultura.

Percebemos, hoje, que a cultura vem sendo priorizada como foco crucial nas agendas dos programas de desenvolvimento, permeando as temáticas de diversos segmentos de Estado, expandindo suas vertentes como alicerce estratégico na própria governabilidade das nações. É um dos setores de mais rápido crescimento nas economias pós-industriais, situando-se, além de seu implícito valor intangível, também como valor tangível, delineado por seu potencial de mercado. A conjunção que alia a economia do conhecimento – balizada pelas esferas da produção de conteúdo por meio das atividades artísticas e intelectuais – com a economia do entretenimento – ilustrada sobretudo pelos setores das indústrias fonográficas, audiovisuais, editoriais, redes informáticas e produções de grande dimensão – equipara a cultura a segmentos das indústrias tradicionais, no que diz respeito à lógica numérica dos grandes mercados, na incidência dos índices monetários (cf. Canclini; Moneta, 1999).

Conforme argumenta George Yúdice em A conveniência da cultura (2004), a cultura passa a ser entendida como recurso valioso, comparado aos recursos naturais, fundamental para o fortalecimento do tecido social, situando-se ainda como capital social de uma nação, perpassando, de maneira transversal, os segmentos políticos, econômicos e sociais. Desse modo, a cultura amplia sua legitimidade deslocando-se do campo formal das artes, folclore e patrimônio e de sua especificidade científica no campo das ciências sociais para as esferas de conhecimento do mundo dos negócios, do gerenciamento, da distribuição e do consumo de produtos e serviços.

Essa percepção ampla acerca do papel central da cultura no processo de desenvolvimento social e econômico das nações e como busca da inclusão cultural enquanto ação transformadora foi, em grande parte, preconizada pela Unesco. Por meio das temáticas de seus consecutivos fóruns, a cultura ecoou nas esferas sociopolíticas internacionais como protagonista do desenvolvimento humano, promotora da redução de desigualdades e fio condutor da prática dos direitos humanos (Cuéllar, 1997).

Em 1982, o Congresso Mundial sobre Políticas Culturais ocorrido no México, também nominado “Mondiacult”, semeou as bases para essa virada essencial na concepção tradicional de cultura, ampliando seu espectro social, econômico e político. Fazendo reconhecer esses novos fundamentos, as Nações Unidas decidiram consagrar o decênio de 1988 a 1997 ao estudo, formulação e divulgação de uma nova dimensão desenvolvimentista para a cultura e formaram uma comissão independente, auspiciada pela Unesco, presidida por Javier Pérez de Cuéllar e com a colaboração de representantes de diversas nações. Por meio dos estudos desenvolvidos pela Comissão Mundial de Cultura e Desenvolvimento, Cuéllar (1997) lançou a pedra fundamental que delinearia a inserção da cultura no novo milênio chamando a atenção para a máxima de que é o desenvolvimento que floresce com a cultura e não o contrário, como se preconizava. Na mesma vertente, Enrique Iglesias, presidente do Banco Interamericano de Desenvolvimento, ao sustentar as metas da instituição em promover o desenvolvimento econômico e social, institui a cultura como base primordial dos ideários de uma reforma social para a América Latina mediante elevação dos níveis de educação e capacitação, buscando que estes incidam na produtividade e na melhoria da eqüidade social (cf. Arizpe, 2000).

No Brasil, as tentativas de implantar um sistema público de cultura, gerador de políticas estratégicas e continuadas para o setor, são uma experiência relativamente recente, tal como ainda é neófita a compreensão da produção da cultura num sentido holístico, permeando as áreas da economia, da administração, do marketing, do direito, do turismo e das relações políticas em geral.

A ressonância dessas novas abordagens permearam o cenário brasileiro durante a criação do Ministério da Cultura e das secretarias estaduais e municipais de cultura, que começaram a ser implementadas em meados dos anos 80, marcando o início do processo de redemocratização nacional. Os incentivos fiscais à cultura foram criados no Brasil com a Lei Sarney em 1986. Quatro anos depois, o governo Collor extinguiu os poucos mecanismos de fomento à cultura implementados pelo Estado. Mais adiante, em 1991, foi criada a Lei Rouanet; em 1993, a do Audiovisual, entre tantas outras estaduais e municipais que vieram a seguir. Enfim, estamos falando de uma experiência efetiva de duas décadas e de experimentações políticas cujas vivências demandam ainda ajustes e reestruturações, ou seja, trata-se de um processo ainda em construção.

Vivenciamos um período de grandes mudanças e de novas experiências na pasta da cultura em nosso país. De fato, houve uma abertura do diálogo com as comunidades relacionadas e de interesse, e os canais interativos se processam de maneira mais eficiente. No entanto, o Estado não pode perder de vista sua costura democrática e de
representação ampla, devendo atuar mais como maestro e menos como interventor, como estimulador atento às diversidades e nuances regionais sociopolíticas e econômicas, atendo-se não somente à produção de cultura e à circulação de bens culturais mas também à formação profissionalizante dos agentes culturais e à formação de artistas e público.

Cabe ainda, como desafio ao governo, desacelerar a corrida atropelada às leis de incentivo e promover o estímulo da participação empresarial no processo de financiamento privado à cultura mediante campanhas efetivas de aculturação e adesão de setores da sociedade civil como contrapartida cidadã e de responsabilidade social, minorando a tendência aos focos de interesse meramente mercadológicos das empresas. Tal cenário vem sendo dinamizado na atualidade e promove, paulatinamente, uma ampliação da conscientização corporativa de construção, manutenção e até mesmo de
resgate de marcas por meio da eficácia de ações em marketing institucional na implementação de incentivo à produção de cultura e de ações sociais.

Na diretriz de potencializar essa vertente, verificam-se a importância e a necessidade de o desenho das estratégias políticas estar sustentado,estruturalmente, por pesquisas atualizadas e oficiais e, sobretudo, por deliberações formuladas por conselhos representativos de todos os segmentos socioculturais da sociedade civil. A cautela e a sensibilidade em tratar diferencialmente, dando os mesmos espaços ao produtor de arte que busca financiamento e aos artifícios potentes do poder econômico utilizados pela indústria cultural, são uma das grandes expectativas. Há um aumento na demanda por informações confiáveis, por suportes de indicadores culturais efetivos, mapeamentos e diagnósticos profissionais. A atuação pública não mais deverá ser pautada por iniciativas isoladas, com resultados de sucessos casuais e pontuais recortados de uma estratégia maior, sem o respaldo de programas continuados e censos periódicos promovidos por institutos de pesquisa fidedignos.

Cada vez mais nos certificamos de que a arte e a cultura são geradoras de empregos diretos e indiretos, dinamizando recursos e investimentos na mesma ordem que outras atividades econômicas tradicionais. Assim sendo, tem-se a dimensão da necessidade premente da profissionalização dos setores culturais e da sistematização do conhecimento acadêmico como uma tônica global. A formação autodidata na área cultural sempre predominou, e a gestão cultural é uma profissão que se desenvolveu a partir da prática real, fundamentada em um conhecimento empírico pouco desenvolvido como objeto de estudos e pesquisas.

A partir dos anos 90, o cenário cultural apontava mudanças profundas no que se refere à produção, à administração e ao consumo culturais, gerando uma ambiência que apontava para a necessidade de profissionalização dos setores culturais públicos e privados. O desafio seria ainda maior para a administração pública, que se via diante da necessidade de formar seus quadros a fim de capacitar para a gestão profissional essa nova estrutura que se potencializava em crescimento. Desse modo, os setores de cultura e de entretenimento configuraram-se como campos promissores para o desenvolvimento de profissionais formados nas áreas de administração, comunicação, economia, direito e marketing, tendo em vista as ativadas demandas do mercado de trabalho nos setores da cultura em seu espectro mais amplo, como ilustramos anteriormente. De fato, em nossa experiência de cinco anos no setor, presenciamos esse novo público aproximar-se dos cursos de pós-graduação em Gestão Cultural. Em grande parte são profissionais graduados em áreas afins que se vêem traídos por esse mercado e são motivados a aprimorar-se e a especializar-se em cultura como campo ampliado para o exercício de suas práticas formativas de graduação.

A necessidade premente de profissionalizar e capacitar profissionais na área advém de uma demanda de priorização da gestão administrativa de excelência que viabilize otimizar a relação custo-benefício entre cultura e mercado, compreendendo as dinâmicas dos ciclos produtivos da cultura em prol da auto-sustentabilidade de ações sociais e culturais como alicerce do desenvolvimento social regional e nacional.

Essa nova categoria profissional necessita habilitar-se quanto à capacidade organizacional e à ampliação de conhecimento junto ao instrumental técnico das áreas de planejamento e gestão e embasar-se em conteúdos reflexivos e avaliativos inclusos no macrocenário da cultura no que se refere aos conhecimentos advindos de saberes afins, conforme citado.

O gestor cultural deverá conhecer as especificidades dos diversos espaços de atuação: museus, centros culturais, teatros, casas de espetáculos, bibliotecas, sets de filmagem, produtoras privadas, setores da indústria cultural, departamentos de marketing de empresas, secretarias de cultura, órgãos públicos etc. Deverá ainda ter um conhecimento amplo e atualizado dos diversos meios de expressão, focando-se com mais profundidade na área escolhida para atuar, estando atento ao direcionamento conceitual e empírico das diretrizes das políticas culturais, das orientações e mecanismos de financiamento e das estruturas de captação de recursos.

Na busca recente por delinear seu universo de atuação, focos de estudo e de mercado de trabalho, a transdisciplinar área profissional em Gestão Cultural possibilita o diálogo aberto com diversas áreas e segmentos sociais interceptando-os com o desafio de uma abordagem inovadora e humanista, descortinando novas questões para seus temas reflexivos, na medida em que a cultura tem a característica intrínseca de fazer pensar o que expressa, de flexibilizar fronteiras cristalizadas, podendo revitalizar essas especializações permeando o universo das artes e dos meios de expressão, provocando com novas perspectivas analíticas seus objetos de estudos originais.


Bibliografia

ARIZPE, Lourdes. La integración de la identidad a la globalización. Cultura e desenvolvimento. Rio de Janeiro: Funarte, 2000. (Cadernos do Nosso Tempo).

CANCLINI, Néstor García; MONETA, Carlos Juan (orgs.). Las industrias culturales en la integración latinoamericana. México: Grijalbo, 1999.

CRESPO-TORAL, Hernán. Nuevas perspectivas a las relaciones entre la cultura y el desarrolo. Cultura e desenvolvimento. Rio de Janeiro: Funarte, 2000. (Cadernos do Nosso Tempo).

CUÉLLAR, Javier Pérez de (org.). Nossa diversidade criadora. Relatório da Comissão Mundial de Cultura e Desenvolvimento. Campinas/Brasília: Papirus/Unesco, 1997.

YÚDICE, George. A conveniência da cultura: usos da cultura na era global. Belo Horizonte: UFMG, 2004.

terça-feira, setembro 22, 2009

Abre nova turma do MBA em Gestão Cultural na Universidade Cândido Mendes (RJ)


Programa do MBA em Gestão Cultural (clique para aumentar)


Por Alê Barreto (alebarreto@produtorindependente.com)


Recebi ontem da Ingrid Borges, que trabalha junto à coordenação do Programa de Estudos Culturais e Sociais da Universidade Candido Mendes (PECS/ UCAM), a informação que irá abrir a sétima turma da pós-graduação lato sensu MBA em Gestão Cultural.

Conforme já comentei em posts anteriores, eu fiz o curso de extensão universitária "Micro e Macro Economia da Cultura", que é uma disciplina do MBA em Gestão Cultural, com os professores Ana Carla Fonseca Reis e Luis Carlos Prestes Filho. Considero muito bom o nível do curso, a estrutura da universidade, o cuidado da coordenação e a qualidade dos professores.


Segue abaixo mais informações sobre este curso:


PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU MBA EM GESTÃO CULTURAL

A Universidade Candido Mendes recebe em outubro de 2009 novos alunos para o curso de pós-graduação lato sensu, MBA em Gestão Cultural.

O MBA em Gestão Cultural vem implementar a capacitação e o aprimoramento profissional na área de Administração dirigida à instituições, programas e projetos culturais, visando otimizar a eficiência das propostas programáticas para o setor. As aulas terão início em outubro de 2009, com carga horária de 405h, duração de 16 meses, no campus Centro, no turno da noite (das 19h às 22h) e aulas às terças e quintas-feiras.

Sob a coordenação acadêmica da Profª. Kátia de Marco, o corpo docente é composto por profissionais destacados tanto na esfera executiva como nos setores acadêmicos como Paulo Sergio Duarte (Gestão de Patrimônio Histórico); Yole Mendonça e Marcelo Mendonça (Bases Administrativas na Gestão Cultural); Marcio Schiavo (Responsabilidade Social Corporativa); Ronaldo Lemos (Direitos Autorais na Produção Digital); Lia Calabre (Políticas Públicas Para a Cultura); Eliane Costa (Cultura Digital); Ana Carla Fonseca Reis (Micro e Macro Economia da Cultura); José Carlos Barboza (Legislação de Incentivos ao Setor Cultural).

Apesar de terem focos de conteúdos distintos, ambos os cursos se direcionam a formar e reciclar profissionais atuantes na área da cultura; criar novas gerações de gestores, empreendedores, administradores e produtores culturais; proporcionar ao profissional uma visão integrada das áreas de administração, economia, direito, comunicação, museologia, artes e cultura; preparar o profissional para tomada de decisões, gerenciamento de equipe, análise de projetos, engenharia de orçamentos e domínio do empreendimento cultural.

Duração: 16 meses

Carga horária: 405 horas

Seleção:
- análise de currículo
- realização de entrevista


Mais informações:

PRÓ-REITORIA DE PÓS-GRADUAÇÃO E PESQUISA
PROGRAMA DE ESTUDOS CULTURAIS E SOCIAIS – PECS
Rua da Assembléia, 10 / sala 616 – Praça XV – Rio de Janeiro
Marcação de entrevista pelos telefones
(21) 3543-6489; (21) 2531-2000 r. 256 ou 289 ou
(21) 9972 7693
pecs@candidomendes.edu.br / www.candidomendes.edu.br ou www.gestaocultural.org.br

quarta-feira, setembro 16, 2009

O Produtor Cultural e o Produtor de Eventos


Alê Barreto trabalhou num show de rock ou num evento de entretenimento?



Por Alê Barreto


Uma grande dúvida de quem começa a fazer produção cultural é entender qual é a diferença entre produção cultural e produção de eventos. Em alguns contextos, a prática destas atividades é muito parecida. Em outros, radicalmente diferente.

Em geral, quem trabalha com produção cultural, associa os significados de sua atividade às artes. Esta associação leva muitas pessoas a pensarem que sua atividade não tem relação com atividades econômicas. O pesquisador José Carlos Durand cita no prefácio do livro A Economia da Cultura de Françoise Benhamou que "(...) existe uma relutância institucionalizada em reconhecer que as práticas culturais e os bens e serviços que dela resultam sejam presididos por lógicas de interesse, inclusive e sobretudo o interesse econômico". Essa relutância cristaliza em muitas pessoas a certeza de que a diferença entre a produção cultural e a produção de eventos é predominantemente relacionada a ter ou não interesse econômico.

Já deu para perceber que não é a questão econômica que diferencia produção cultural de produção de eventos.

Vejamos então o seguinte exemplo: uma empresa contrata um artista para fazer um grande show musical e pretende aproveitar este momento para divulgar a marca de seus produtos. Quem trabalhar no show é produtor cultural ou produtor de eventos?

Do ponto de vista "prático", as atividades operacionais destas duas profissões são muito similares. Para trabalhar na logística do show, podemos denominar as pessoas de produtores, produtores executivos, produtores culturais, produtores de eventos ou assistentes de produção.

Na medida que saimos do plano operacional de execução do show e vamos em direção ao plano estratégico, começamos a ver com mais clareza as diferenças.

No exemplo anteriormente apresentado, há uma tendência de que o produtor cultural pense os conceitos que irão nortear o show, a partir do briefing que receba do produtor de eventos, que geralmente trabalha com a área de marketing das empresas.

Mas o inverso também pode acontecer: uma gravadora quer lançar um CD e pretende fazer um coquetel para divulgar este produto cultural para formadores de opinião. Nesta situação, o produtor de eventos responsável pelo coquetel poderia receber o briefing do produtor cultural, para que o evento (ou ação cultural?) esteja em sintonia com o trabalho, os conceitos e a trajetória do artista.

Afinal, há diferença entre a produção cultural e a produção de eventos? Sim.

Para entendermos o papel do produtor cultural, vou utilizar a definição apresentada por Romulo Avelar, autor do livro O Avesso da Cena: o produtor cultural, de um ponto de vista amplo, ocupa o papel central de intermediar e promover o diálogo nas diferentes relações entre artistas e profissionais da cultura, público, mídia, Poder Público, empresas patrocinadoras e espaços culturais.

O produtor de eventos, além de também produzir eventos culturais, que é uma das muitas ações do produtor cultural, "organiza, planeja, orienta e acompanha todas as fases da realização de um evento de qualquer tipo, seja uma festa, um show, uma formatura, uma convenção, uma feira, um congresso, um casamento, etc, para empresas ou organização públicas ou privadas", segundo definição do site Brasil Profissões.

sábado, julho 04, 2009

Eu preciso sentir prazer ao trabalhar com produção cultural


Epicuro (341-270 a.C.), filósofo grego que acreditava que o sentido da vida era o prazer



Por Alê Barreto (alebarreto@produtorindependente.com)


No fim de junho comecei a pensar nos assuntos que iria abordar em julho. Falar sobre a importância que tem para mim sentir prazer ao fazer produção cultural me pareceu ser um bom começo para este mês.

Há duas formas básicas de se fazer produção cultural. Uma é trabalhar para fazer acontecer uma ou mais ações culturais, sem que necessariamente receba dinheiro por esta atividade. A outra é fazer acontecer uma ou mais ações culturais tendo que obrigatoriamente receber dinheiro, pois trata-se da profissão que é a fonte de sustento de sua vida.

Seja na opção "0800", gíria como chamam o que é gratuito aqui no Rio de Janeiro, ou na opção paga, trabalhar com produção cultural é uma escolha. E para esta escolha, podemos ter as mais diversas motivações.

Não julgo as pessoas pelo motivo que as leva a querer fazer produção cultural ou pelo fato de desejarem receber ou não dinheiro por esta atividade. Eu já fiz a minha escolha: produção cultural é minha profissão, pelo menos nesta etapa da minha vida. Para que seja minha profissão, preciso receber dinheiro. Não tenho vergonha e nem culpa desta minha decisão. Aliás, acho um absurdo a discussão recorrente entre as pessoas do meio artístico sobre a necessidade de se ganhar dinheiro. Alguém tem dúvida de que é preciso dinheiro para sustentar a vida de uma pessoa?

Mas há uma questão que me preocupa e que acredito ser importante pensarmos juntos: trabalhar com produção cultural não é sacrificar-se pela arte ou pelos artistas.

As atividades de produtor, administrador ou gestor cultural são recentes no Brasil? Sim. Não existe lei que regulamente especificamente estas profissões? Sim. O mercado está acostumado a contratar pessoas com pouca especialização para estas atividades? Sim. A maior parte da oferta de trabalho é informal ou para profissionais autônomos? Parece que sim. Há pouca oferta de ensino voltado a qualificação das pessoas que atuam nestas atividades? Sim. Tudo isso é verdade. E existem mais obstáculos. Mas isso não são evidências de que optar trabalhar nesta atividade signifique desejar sacrificar-se.

Você acha fácil a carreira de um policial? E de bombeiro? Você acha moleza ser professor? Você pensa que passar a noite acordado varrendo as ruas é uma tarefa simples? Já se imaginou trabalhando dentro de um presídio como agente penitenciário? Já pensou como é o dia-a-dia de quem trabalha num hospital numa unidade de tratamento de crianças com câncer? Você tem noção do que passa uma pessoa que trabalha como agente funerário? E as pessoas que trabalham em plataformas de petróleo em alto mar?

Citei alguns exemplos para que a gente possa visualizar com mais clareza a questão. Todas as profissões possuem dificuldades. Mas com o tempo, muitas pessoas ficam hipnotizadas com o seu cotidiano e tendem a pensar que a sua atividade é pior do que as outras. Invés de tentarem entender o seu momento de vida, justificam para si mesmas que aceitam resignadamente as dificuldades do exercício da atividade de produtor cultural por ser um "sacrifício necessário para que a arte e a cultura sobrevivam". Ledo engano. A arte e a cultura são inerentes ao ser humano e ambas estão em constante mutação. Queiramos ou não, onde existir um ser humano, lá haverá cultura e lá haverá algum tipo de arte.

Outra situação que considero absurda é dizer que se aceita péssimas condições de trabalho pela necessidade de alguém se sacrificar pelos artistas. Sinceramente, mesmo que muitos artistas passem por dificuldades econômicas, situação pela qual passam pessoas de quase todas as profissões, eles não são coitadinhos, não são miseráveis e, para espanto de muitos, não dependem de produtores. Pelo contrário, a maioria dos criadores culturais são pessoas privilegiadas, que podem exercer uma atividade que a grande maioria das pessoas sequer pode sonhar em fazer. Muitos inclusive tem habilidade de exercer sua atividade criativa, fazer sua própria produção executiva e administrar sua carreira. Prova disso é o crescimento do mercado cultural independente.

Assim, fazer produção cultural, para mim, precisa ser tão prazeroso quanto é prazeroso para um compositor fazer uma música. Fazer produção cultural precisa ser tão prazeroso quanto é prazeroso para um intelectual ler um texto. Fazer produção cultural precisa ser tão prazeroso quanto é prazeroso para um dançarino movimentar o seu corpo.

Sentir prazer no trabalho, para mim, é importante. Nunca aceitei que para trabalhar com produção cultural é preciso aceitar como normal estar estressado e trabalhando com gente estressada. Nunca aceitei que ser produtor cultural, que é uma profissão que eu escolhi, é esquecer o que eu estudei e estudo para concordar cegamente com orientações equivocadas, sem nenhum fundamento técnico, vindas de profissionais autoritários, sem formação, só porque possuem mais tempo de atividade do que eu. Nunca aceitei que trabalhar com produção é ter que tolerar produtores, técnicos e artistas mala sem alça "porque é assim na área da cultura". Nunca aceitei a visão reduzida de que ser produtor cultural é ser babá de artista ou digitador de formulário de leis de incentivo.

Adoeço quando o meu trabalho se converte somente em desprazer. Sabe qual é o termômetro? Perceber que não consigo "desligar" do trabalho: fico encanado tentando resolver, no meu tempo livre, problemas do dia-a-dia.

Para que eu sinta prazer no trabalho que eu faço, procuro, dentro do possível e dos meus limites, parar de tempos em tempos e avaliar o meu momento de vida. Perceber como estou, como estão as minhas relações com quem trabalho, como está o contexto onde estou realizando minha atividade. Mesmo que existam assuntos urgentes que pareçam impedir que eu dê uma parada para pensar, eu corro o risco. Dou uma pausa e penso. A pausa não é necessariamente parar de trabalhar. A pausa é priorizar usar o meu tempo livre para refletir e se o que estou fazendo eu quero para mim.

Por fim, o que quero para mim, por mais que eu goste, precisa de equilíbrio. Ser produtor cultural independente não pode ser uma neurose do tipo "meu trabalho ou minha carreira é tudo". Ser produtor cultural independente é aprender a me desenvolver numa atividade que dialoga com as outras atividades da minha vida. No meu ritmo.

domingo, junho 21, 2009

Como o software livre pode facilitar a produção cultural independente - conceito



Por Alê Barreto (alebarreto@produtorindependente.com)


Há muitos mitos ainda sobre as vantagens e desvantagens de se utilizar o software livre, apesar dele estar sendo amplamente utilizado na sociedade. Quase todo mundo já deve ter encontrado em algum computador o buscador Moozila Firefox. É software livre. Também já deve ter entrado em algum cyber ou lan house e aberto um arquivo do word no Open Office. É software livre.

Pensando nisso, preparei uma pequena série de posts especiais intitulada "Como o software livre pode facilitar produção cultural independente", com o objetivo de mostrar de forma prática como o mesmo pode ser utilizado. Não tenho a pretensão de esgotar o tema. Quero que os novos produtores culturais independentes aprofundem a pesquisa e descubram, a partir destas idéias, novos caminhos e novas possibilidades.



Como o software livre pode facilitar a produção cultural independente - conceito


Acredito que o maior ponto em comum que existe entre o software livre e a produção cultural é a questão da liberdade de expressão.

É importante percebermos que no sistema capitalista que vivemos somente podemos ter liberdade de expressão quando construímos condições sustentáveis para que isso aconteça. Sim, estou falando de dinheiro. Software livre não quer dizer necessariamente software gratuito. Trabalhar para que uma ação cultural aconteça não quer dizer necessariamente que fazer produção cultural é algo gratuito.

O Movimento Software Livre apresenta quatro liberdades relacionadas ao uso do software livre:

- liberdade de uso para qualquer finalidade;

- liberdade de estudar como o programa funciona, e adaptá-lo para as suas necessidades. Aceso ao código-fonte é um pré-requisito para esta liberdade;

- a liberdade de aperfeiçoar o programa, e liberar os seus aperfeiçoamentos, de modo que toda a comunidade se beneficie. Novamente o acesso ao código-fonte é um pré-requisito para esta liberdade;

- a liberdade de redistribuir cópias das alterações feitas.



Assista o vídeo do professor Sérgio Amadeu falando sobre Software Livre


Se analisarmos, estas quatro liberdades se aplicam ao conhecimento de produção cultural independente. Ou seja, todo o produtor deve ter a liberdade de:


- usar o conhecimento de produção cultural para qualquer finalidade, para produzir as mais diversas ações culturais;

- estudar o conhecimento de produção cultural existente e adaptá-lo as suas necessidades. Para isso, é importante se estruturar formas de oferecer acesso a este conhecimento;

- aperfeiçoar os conhecimentos de produção cultural e liberá-los para que toda a sociedade se beneficie. É preciso pensar como fazer isso e garantir sustentabilidade para as pessoas que se propõe a fazer isso.

- redistribuir cópias dos conhecimentos de produção cultural aperfeiçoados.


Muitos profissionais da área cultural acham que disponibilizar conhecimentos de forma gratuita irá prejudicar sua sustentabilidade. E muitos profissionais veteranos têm medo de perder poder e vantagem competitiva no mercado cultural.

Acontece que o conhecimento não é algo estático. Está sempre em movimento e expansão.

Veja este exemplo: o conhecimento de como pintar uma parede, trocar a resistência de um chuveiro ou fazer um determinado doce é livre. Nem por isso a pessoas deixam de contratar pintores e eletricistas ou de ir a uma padaria para comprar uma torta.

A complexidade da vida contemporânea leva as pessoas a procurarem pessoas especializadas para a realização de atividades para as quais não possuem tempo disponível.

Assim como você não vai querer fazer tudo que precisa para a sua vida, ou seja, ser seu próprio pedreiro, faxineiro, policial, médico, dentista, etc, você também não tem tempo de atender a todos que procuram você.

Há um mito de que se alguém é adepto da liberdade do conhecimento é obrigado a atender todo mundo que chega e lhe faz uma pergunta. Meu blog tem crescido e hoje recebo 3.000 visitas por mês. Imagine se cada uma destas 3.000 pessoas viesse me exigir fazer isso. Eu teria tempo para fazer mais alguma outra coisa na minha vida?

A questão é entender o conceito e praticá-lo com equilíbrio.

Sugestões para praticar o conceito de "software livre" na produção cultural independente:

- após concluir um trabalho de produção cultural, organize uma pasta, física ou virtual, com todos materiais utilizados para organizar o projeto. Será a sua "memória". Analise os resultados: o que deu certo e o que pode melhorar;

- procure encontrar novas fontes de conhecimento para melhorar a sua forma de trabalho. Muitas vezes você não irá encontrar o conhecimento específico para sua atividade, mas poderá adaptá-lo a sua necessidade. Exemplo: está procurando um livro sobre produção de espetáculos teatrais e só encontra de shows musicais. Analise. Há muita coisa parecida;

- compartilhe o conhecimento. Descubra diferentes formas de fazer isso, na forma de blog, newsletter, redes sociais, palestras, cursos, consultorias e publicações;

- encontre maneiras sustentáveis de distribuir seus conhecimentos. Se você não pode passar o dia respondendo perguntas via e-mail, publique conteúdos na internet que estarão acessíveis para muitas pessoas.


Encontre a sua maneira de ser "software livre" na produção cultural.

sábado, junho 20, 2009

Conhecer o software livre e usá-lo na produção cultural é uma construção




Por Alê Barreto (alebarreto@produtorindependente.com)


Fui convidado para ministrar o curso "Aprenda a Organizar um Show" no dia 27 de junho no 10º Fórum Internacional do Software Livre, na PUC, em Porto Alegre, RS. Não é por acaso. É uma construção.

A primeira vez que ouvi falar de software livre foi em janeiro de 2003. Lá estava eu no Fórum Social Mundial dando os primeiros passos rumo ao meu sonho de trabalhar com cultura. Era voluntário da Comissão de Cultura que organizava a programação cultural do Acampamento Intercontinental da Juventude. Porteiro do cinema!



Num dia, vi que haviam alguns computadores sobrando, numa espécie de cyber que havia sido montado para quem estava trabalhando nas diferentes comissões que organizavam as atividades do acampamento. Ao sentar no computador me deparei com a figura emblemática do pinguim, símbolo do Linux.

Na época, confesso, achava que havia um certo extremismo na forma como alguns ativistas defendiam a idéia dos software livre. Os caras olhavam horrorizados para quem utilizava os programas do Windows, como se você fosse um herege. Como não gosto de nada que tentam me empurrar guela abaixo ou só aderir porque é novo, moderno, "hype", resolvi amadurecer o conceito.





Voltei a me encontrar com o assunto software livre no Mercado Cultural de Salvador, em dezembro de 2005. Lá assisti uma palestra sobre o Programa Cultura Viva e tive conhecimento de que o Ministério da Cultura havia distribuído aos Pontos de Cultura um kit multimídia com software livre. Então comecei a perceber o assunto com mais clareza. Ninguém estava me obrigando a deletar todos os meus textos em Word e planilhas em Excel. Pelo contrário, estavam mostrando que o software livre era um grande aliado no movimento de compartilhamento de conteúdos culturais no Brasil e no mundo.





Na medida que fui percebendo que o software livre poderia contribuir para fomentar o desenvolvimento da produção cultural, passei a utilizar o conceito em alguns trabalhos. O primeiro deles foi a comunicação do lançamento do Cd independente "Assim Falou Bataclan", da Bataclã FC, de Porto Alegre, em 2006. Cientes da dificuldade de divulgarmos o trabalho da banda em muitos veículos de comunicação, que exigiam pagamento de "jabá", eu e os músicos e compositores Richard Serraria e Marcelo da Redenção, articuladores do Coletivo TARRAFA que produzia a banda, decidimos buscar um caminho alternativo para difusão da música. Pensamos na internet. A partir daí nos aproximamos de pessoas do Movimento Software Livre e logo decidimos apoiar a realização do 8º Fórum Internacional Software Livre – fisl8.0.





Em 2007 a Bataclã FC foi convidada a abrir o 2º Festival Multimídia de Cultura Livre do Brasil, dentro da programação do Fórum. Lá estávamos nós aprendendo a difundir o nosso trabalho cultural junto com o Mombojó, DJ Dolores e os VJs Pixel e Salsaman, artistas que entendem a importância do software livre.





Neste mesmo ano, atuei na organização do 1º Encontro de Cultura Colaborativa e da programação cultural do seminário "Além das Redes de Colaboração".



Baixe este livro


Em 2008, ajudei a promover neste blog a idéia do que é o software livre, o Fórum Internacional, o lançamento do livro com as idéias do seminário e o que é o Creative Commons.

Toda esta trajetória têm sido muito importante na minha formação como produtor cultural independente.

Acredito que o compartilhamento do conhecimento, de forma sustentável, é uma das principais ações necessárias para a educação das pessoas para a produção cultural.