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domingo, outubro 25, 2009

Cultura é a nossa arma




Por Alê Barreto (produtor cultural independente)

Há um ano atrás, no dia 14 de outubro, tive o privilégio de assistir no Itaú Cultural, em São Paulo, um debate com Damian Platt, Jorge Luis Passos Mendes (o "JB", mediador de conflitos no AfroReggae) e Edson Natale, por ocasião do lançamento do livro "Cultura é a Nossa Arma - AfroReggae nas Favelas do Rio", de autoria do próprio Damian e também de Patrick Neate.

Um ano após o lançamento deste livro, assisti a entrega do Prêmio Orilaxé no Teatro Carlos Gomes, aqui no RJ, sensibilizado e perplexo com a trágica morte do Evandro, coordenador do AfroReggae, uma pessoa muito correta e trabalhadora que conheci durante reuniões preparatórias do projeto Rebelião Cultural. Desde março este projeto desenvolvido em parceria pelo AfroReggae, Nós do Morro, CUFA e Observatório de Favelas está levando oficinas culturais aos presídios de segurança máxima do Rio de Janeiro.

Neste domingo lembrei deste companheiro, deste verdadeiro produtor cultural independente e gostaria que as pessoas que estudam produção cultural conhecessem um pouco mais sobre o trabalho desenvolvido pelo AfroReggae, descrito neste livro.

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"(...) essência do que é ser humano: usar a capacidade de transcender uma situação extremamente desumanizadora, manter a liberdade interior e, desta maneira, não renunciar ao sentido da vida, apesar dos pesares".

(trecho do livro "Em busca de sentido: um psicólogo no Campo de concentração" de Viktor E. Frankl, sobrevivente de um campo de extermínio nazista)

terça-feira, outubro 20, 2009

Participe da audiência pública "Acessibilidade para a Democratização das Políticas Culturais" e do "6° Encontro da Mídia Legal" no RJ


Divulgação


Por Alê Barreto (alebarreto@produtorindependente.com)


Segue texto na íntegra publicado no site do MinC por Karina Miranda.


Diversidade Cultural
Acessibilidade para a Democratização das Políticas Culturais no Rio de Janeiro


O secretário da Identidade e da Diversidade Cultural do Ministério da Cultura (SID/MinC), Américo Córdula, participará da audiência pública Acessibilidade para a Democratização das Políticas Culturais, no dia 20 de outubro, na Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), às 14h. A audiência foi convocada pela Comissão de Cultura da Alerj, em parceria com a Escola de Gente - Comunicação em Inclusão e a SID/MinC, e faz parte das atividades do 6° Encontro da Mídia Legal.

Além de discutir a garantia do direito à produção e participação na vida cultural por parte das pessoas com deficiência, como a acessibilidade no teatro, na literatura e no campo audiovisual, a audiência visa também divulgar a Campanha Acessibilidade - Siga Essa Idéia!, do Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência (CONADE).

A campanha tem por objetivo mobilizar e sensibilizar a sociedade para a eliminação das barreiras de informação e arquitetônicas que geram preconceito e impedem as pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida a participarem efetivamente da vida social. Além disso, objetiva criar um grupo de trabalho para mapear a acessibilidade dos equipamentos culturais do estado do Rio de Janeiro.

O Ministério da Cultura vem desenvolvendo diversas ações e programas voltados para promover a Acessibilidade e a Diversidade Cultural como, por exemplo, a 1ª Oficina Nacional de Indicação de Políticas Públicas Culturais para a Inclusão de Pessoas com Deficiência, realizada em outubro de 2008, no Rio de Janeiro. Chamada de Nada sobre Nós sem Nós, a oficina teve ampla participação de pessoas com deficiência e resultou em um relatório contendo diretrizes e ações para nortear as políticas públicas do MinC sobre a inclusão social e cultural do segmento.

Seguindo o Decreto Federal 5.296/04, a audiência pública será realizada com acessibilidade. Haverá tradução simultânea para a Língua Brasileira de Sinais (Libras), garantindo o direito à participação de pessoas surdas. As pessoas com deficiência e/ou mobilidade reduzida terão assentos reservados.

No 6° Encontro da Mídia Legal serão debatidos os temas Políticas Culturais, acessibilidade e inclusão. O Encontro tem patrocínio da Petrobras e parceria da Escola Superior do Ministério Público da União (ESMPU), Fundação Avina e UERJ.

Apóiam a iniciativa: Ashoka Empreendedores Sociais; Conjuve; Campanha Nacional pelo Direito à Educação; Centro de Apoio a Mães de Portadores de Eficiência (Campe); Cipó - Comunicação Interativa; Comissão de Cultura da Alerj; Coordenadoria Nacional para Integração da Pessoa Portadora de Deficiência da Instituto de Juventude Contemporânea (IJC); Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (Ibase); Aracati - Agência de Mobilização Social; Intervozes - Coletivo Brasil de Comunicação Social; Rede Andi; Rompendo Barreiras; Rompendo Barreiras; Secretaria da Identidade e da Diversidade Cultural do Ministério da Cultura (SID/Minc); Revista Viração; Secretaria de Educação Especial do Ministério da Educação (Seesp/MEC); Secretaria Especial dos Direitos Humanos (Corde/SEDH); Secretaria Nacional de Juventude da Secretaria Geral da Presidência da República; União e Inclusão em Redes de Rádio (UNIRR); União Nacional dos Estudantes (UNE); e WVA Editora.

Confira a programação:

Abertura

Acessibilidade para a Democratização das Políticas Culturais

Data: 20 de outubro
Hora: 14h
Local: Audiência Pública na Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) - Palácio Tiradentes

Seminários

Políticas Públicas de juventude: O que são? A quem se dirigem?
Data: 21 de outubro

Comunicação e Participação Juvenil
Data: 23 de outubro

Educação Inclusiva: Direito Humano dos(as) Jovens
Data: 27 de outubro

Juventude e Vulnerabilidade: Diferenças e Desigualdades
Data: 29 de outubro

Horário: de 9h às 12:30h

Local: Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Faculdade de Comunicação Social).
A entrada é gratuita e não é preciso fazer inscrição.

Informações:
(21) 8885-1486, com Liseane Morosini
(21) 8131-9210, com Eliane Araujo
www.escoladegente.org.br

quarta-feira, outubro 01, 2008

Antídoto - Seminário Internacional de Ações Culturais em Zonas de Conflito



Conteúdo extraído do site www.itaucultural.org.br


O Antídoto - Seminário Internacional de Ações Culturais em Zonas de Conflito é realizado desde 2006 pelo Itaú Cultural e pelo AfroReggae. Aborda a força da arte e da cultura no combate à violência, seja em zonas devassadas pela guerra, seja em conflitos urbanos e rurais. Neste ano, pensadores e atores sociais do Brasil, de Burkina Faso, da República Democrática do Congo, de El Salvador e da Índia marcam presença no evento.

Além do seminário, o Antídoto promove a mostra de documentários CinePeriferia, da Central Única das Favelas (Cufa - SP); a estréia em São Paulo da peça Machado a 3x4 do Grupo Nós do Morro; e shows de AfroReggae, AfroSamba, Ilê Aiyê, Lirinha, Samba da Vela e Z´África Brasil.

A programação traz também o lançamento do livro A Cultura é a Nossa Arma: AfroReggae nas Favelas do Rio - de Damian Platt e Patrick Neate -, e da publicação Antídoto, que trata das duas primeiras edições do evento. Na semana do dia 20, Dona Chupetinha, a cozinheira mais famosa de Vigário Geral, será a responsável pelos pratos oferecidos no restaurante do instituto, o Café Cultural.

Em uma ação conjunta com a Organização das Nações Unidas (ONU) e com o apoio da Fundação Rebook, o Antídoto sedia, também, a comemoração dos 60 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos.

Todas as atividades têm entrada gratuita na sede do Itaú Cultural, em São Paulo.

Os shows e seminários serão transmitidos ao vivo pela internet.

Confira a programação completa e participe

quarta-feira, setembro 17, 2008

Conheça o Programa Cultura Viva



Conteúdo extraído do site do Ministério da Cultura do Brasil


O Programa Cultura Viva, do Ministério da Cultura (MinC), assume a cultura, a educação e a cidadania, enquanto incentiva, preserva e promove a diversidade cultural brasileira. Por meio da Secretaria de Programas e Projetos Culturais, o MinC iniciou, em 2004, a implantação dos Pontos de Cultura, com a missão de desesconder o Brasil, reconhecer e reverenciar a cultura viva de seu povo.

O Programa Cultura Viva contempla iniciativas culturais que envolvem a comunidade em atividades de arte, cultura, cidadania e economia solidária. Essas organizações são selecionadas por meio de edital público e passam a receber recursos do Governo Federal para potencializarem seus trabalhos, seja na compra de instrumentos, figurinos, equipamentos multimídias, seja na contratação de profissionais para cursos e oficinas, produção de espetáculos e eventos culturais, entre outros.

Esta parceria entre Estado e sociedade civil é o Ponto de Cultura, que recebe a quantia de R$ 185 mil reais, divididos em cinco parcelas semestrais. Atualmente, há mais de 650 Pontos de Cultura espalhados em todo o território brasileiro. Esses Pontos de Cultura foram selecionados por meio de editais - já foram publicados quatro desde 2004 - e por meio das Redes de Pontos de Cultura. Ao lado dos Pontos de Cultura, o Programa Cultura Viva integra três ações: Cultura Digital, Griô e Escola Viva.

Saiba mais sobre o Cultura Viva


Cultura Digital

A ação Cultura Digital visa compartilhar produções simbólicas e conhecimentos tecnológicos gerados pela ação autônoma, em rede, nos Pontos de Cultura.

Suas diretrizes são interligar ações locais e promover a troca de experiências e a comunicação entre os Pontos de Cultura a partir da tecnologia digital, possibilitando a circulação da produção textual e audiovisual dos Pontos de Cultura. Cada Ponto de Cultura receberá kit de cultura digital para produção de conteúdos multimídia, permitindo a gravação de arquivos de áudio e vídeo, a publicação de páginas na Internet e a realização de programas de rádio, sempre utilizando programas em software livre.

Saiba mais sobre a ação cultura digital


Escola Viva

A ação Escola Viva tem como objetivo integrar os Pontos à escola de modo a colaborar para a construção de um conhecimento reflexivo e sensível por meio da cultura. Desta forma, o programa estará contribuindo para a expansão do capital social brasileiro – primordial no processo de sustentabilidade do desenvolvimento econômico, no qual o “saber-fazer” e o “saber-ser” de cada canto do País possa ser alargado e aprofundado, mantendo-se aberto à chegada de novas linguagens, gerando capacidades de criação, tolerância, autonomia e criatividade – imprescindíveis à construção da cidadania.

Saiba mais sobre a ação Escola Viva


Griô

o Griô é um caminhante, cantador, poeta, contador de histórias, genealogista, mediador político. É um educador popular que aprende, ensina e se torna a memória viva da tradição oral. Ele é o sangue que circula os saberes e histórias, as lutas e glórias de seu povo dando vida à rede de transmissão oral de uma região e de um país. O papel do griô aprendiz é garantir a vitalidade e continuidade das redes de transmissão oral entre as gerações, as escolas e os pontos de cultura do Brasil
(Líllian Pacheco, criadora da pedagogia Griô)

A Ação Griô Nacional, criada e inspirada pela pedagogia do ponto de cultura Grãos de Luz e Griô ( Lençóis – BA) em parceria com uma rede de 50 pontos de cultura de todo o Brasil atua com a vivência, a criação e a sistematização de práticas pedagógicas relacionadas aos saberes e fazeres da cultura oral envolvendo pontos de cultura, escolas, universidades e comunidades. A missão desta rede é criar e instituir uma política pública de estado que promova o reconhecimento do lugar político, social e econômico dos griôs e mestres de tradição oral na educação das crianças e jovens brasileiros.

Saiba mais sobre a ação Griô


Veja o mapa dos pontos de cultura