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sexta-feira, novembro 23, 2012

Estude na Escola Popular de Comunicação Crítica





Por Alê Barreto

alebarreto@gmail.com



Vejam que bacana esta iniciativa no Rio de Janeiro.


EDITAL DE SELEÇÃO DE ALUNOS PARA
A ESCOLA POPULAR DE COMUNICAÇÃO CRÍTICA – ESPOCC

TURMAS 2013



O Observatório de Favelas torna pública, por meio desta chamada, as normas do processo de seleção de alunos para a Escola Popular de Comunicação Crítica – Turmas ESPOCC 2013.
1. INFORMAÇÕES GERAIS

1.1 A ESPOCC

A Escola Popular de Comunicação Crítica – ESPOCC existe desde 2005. Criada pelo Observatório de Favelas no Complexo da Maré é uma das mais tradicionais escolas de comunicação popular do Brasil.

Pelo segundo ano consecutivo, trabalhamos a perspectiva da formação em Publicidade Afirmativa – aquela que não visa o lucro ou a promoção de uma marca com fins estritamente comerciais e que promove valores de sociabilidade, cultura e empreendedorismo comunitário e socioambiental. Incluiremos conhecimentos de comunicação crítica, audiovisual, cultura digital e planejamento.

A ESPOCC quer abrir espaço para a discussão e transmissão de conhecimentos nas áreas de publicidade, propaganda e marketing para jovens, tornando-os capazes de, ao mesmo tempo, acessar o mercado de trabalho e desenvolver ideias inovadoras, inventivas e transformadoras de realidades individuais e coletivas.

1.2 Sobre o Observatório de Favelas

O Observatório de Favelas é uma instituição de pesquisa e consultoria, que desde 2001 se dedica à produção e à troca de conhecimentos sobre comunidades populares. Visa elaborar, articular e implementar, a partir desses espaços, práticas exemplares para superar desigualdades e expandir direitos e responsabilidades, em prol de uma cidadania participativa e plena.

1.3 Objetivo Geral

Contribuir para a valorização e o fortalecimento da condição cidadã dos moradores dos territórios populares através de ações de discussão e produção no campo da comunicação; promover a iniciação/ capacitação de jovens moradores de espaço popular em teoria, linguagens, ferramentas e planejamento de Publicidade Afirmativa; e fomentar uma rede colaborativa de criação e comunicação de produtos para a transformação social e o fortalecimento da educação, da cultura, da ética e da cidadania.


2. SOBRE O CURSO
Início: 15 de janeiro de 2013, às 19h.
Duração: 440 horas – 12 meses.
Aulas Audiovisual: terças, quartas e quintas-feiras, das 14h30 às 17h30
Aulas Cultura Digital: terças, quartas e quintas-feiras, das 18h30 às 21h30.
Investimento: Gratuito

2.1 Certificado: Diploma de Extensão pela UFRJ (conforme detalhado no Projeto Político Pedagógico – disponível no site)

2.2 Objetivos
Apresentar conhecimentos teóricos nas áreas de comunicação, cultura, sociedade e publicidade.
Promover a análise crítica e aplicação de conceitos e metodologias de produção e circulação de bens e serviços de publicidade afirmativa nas áreas de audiovisual e cultura digital.
Estimular e desenvolver produtos, serviços e projetos de publicidade para a colaboração artística, cultural e tecnológica com instituições de ensino, entidades públicas, organizações da sociedade civil e o mercado de publicidade.

2.3 Programa

O programa se desenvolve a partir de módulos interdependentes, em que se combinam teoria e prática. Os alunos terão a oportunidade experimentar os conhecimentos adquiridos em projetos que desenvolverão durante o curso e na Agência-modelo, que funciona de 2ª a 6ª, em horário comercial.

Conteúdos de Comunicação, Cultura e Sociedade
Direitos Humanos
Teorias e História da Comunicação
Comunicação e Práticas Discursivas
Análise crítica das mídias
Comunicação e Ética

Conteúdos de Linguagens da Publicidade Afirmativa

Conhecimentos comuns às duas habilitações:
Processo Criativo
Redação Multimídia
Atendimento/prospecção
Planejamento
Mídias

Conhecimentos específicos de Audiovisual:
Roteiro
Produção
Direção
Montagem

Conhecimentos específicos de Cultura digital:
Arquitetura da Informação
Programação
Webdesign
Redes sociais virtuais

Conteúdos de Planejamento em Comunicação Popular
Gestão integrada de comunicação (comunicação integrada)
Técnicas de gestão de organizações populares de comunicação
Empreendedorismo, Produção Cultural e Indústria Criativa

Produção e apresentação de Projeto Final


3. PRÉ-REQUISITOS
Cursar ou ter concluído o Ensino Médio;
Possuir conhecimentos básicos de informática (Windows, Office e Internet).

4. NÚMERO DE VAGAS
90 alunos – 45 para cada turma (Audiovisual e Cultura Digital);
No mínimo, dois terços dos alunos serão moradores de favelas e periferias do Rio de Janeiro.

5. INSCRIÇÃO
As inscrições serão aceitas durante o período de exposição deste Edital – de 08 de outubro a 30 de novembro de 2012.

As inscrições devem ser feitas mediante envio de currículo para:
Correio-eletrônico: selecao.espocc@gmail.com (no corpo do e-mail, e não anexado);
Ou entregue impresso no endereço: Rua Teixeira Ribeiro, 535 – Parque Maré.

Junto ao currículo, o candidato deve entregar uma carta de apresentação de até uma página descrevendo evidências de seu interesse em fazer o curso. Da mesma forma, nesta carta deverá ser explicitada qual a preferência de habilitação que pretende cursar (audiovisual à tarde ou cultura digital à noite).
A habilitação pretendida, em função da procura e do processo seletivo, pode não ser a ofertada ao aluno ao fim da seleção.


O Observatório de Favelas não se responsabilizará por inscrições não recebidas por motivos de ordem técnica dos computadores, falhas de comunicação, congestionamento das linhas de comunicação, bem como outros fatores que impossibilitem a transferência de dados.

O candidato inscrito se compromete automaticamente, caso aprovado, a entregar os documentos comprobatórios dos requisitos exigidos no presente edital.
O candidato não precisará efetuar pagamento de nenhuma espécie.


6. SELEÇÃO E MATRÍCULA

a. 1ª etapa
Seleção de currículos: Aconselha-se descrição de formação, experiência de trabalho (profissional, estágio ou monitoria), cursos extracurriculares, produção técnica e cultural, conhecimentos de informática e participação em eventos. Não serão aceitos currículos sem telefone ou e-mail de contato.
Divulgação da seleção: até 3 de dezembro de 2012 – por e-mail aos inscritos, no site do Observatório (www.observatoriodefavelas.org.br/observatoriodefavelas/projetos) e na sede da organização.

b. 2ª etapa – Final
Entrevista: Tem por base o currículo e será conduzida por uma banca avaliadora.
Período: 3 a 10/12/2012, das 9 às 18 horas, na sede do Observatório de Favelas, em horários distribuídos e divulgados pela ESPOCC.
Divulgação da seleção final: 10/12/12/12
Período de Matrícula
De 11 a 13/12/2012, das 14:30 às 21:00 horas, no Observatório.

7. DOCUMENTOS COMPROBATÓRIOS

Devem ser apresentados no ato da matrícula
Cópia de documento de identidade com foto;
Cópia CP.F.;
Comprovante de conclusão ou de matrícula no ensino médio ou superior
02 foto 3×4.

8. INÍCIO DO CURSO
Aula Magna: 15 de janeiro de 2013.
Início dos módulos: no dia seguinte.

9. INFORMAÇÕES
Correio-eletrônico: selecao.espocc@gmail.com
Telefone: 21 3104 4057
Endereço: Rua Teixeira Ribeiro, 535 – Parque Maré


Rio de Janeiro, 8 de outubro de 2013



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Nosso grupo está crescendo! Já temos 20 interessados nas próximas turmas dos cursos do Produtor Cultural Independente no Rio de Janeiro! 






1 - Daniel Eugênio
2 - Elida Kronig
3 - Fábio Couto
4 - Felipe Tavares
5 - Jéferson (produtor da cantora Flávia Saolli)
6 - Jéssica Lora Las Casas
7 - João Paulo Costa Quirino
8 - Karen Kristien Silva dos Santos
9 - Lâmia Brito (produção MC Marechal)
10 - Lucas Barrionovo
11 - Lucas Silverio de Lima
12 - Marcelle Valença
13 - Márcia Alves
14 - Mariana Rodrigues de Siqueira
15 - Matheus da Silva Gonçalves
16 - Narcelio Ferreira
17 - Raquel Cerqueira P. de Lemos
18 - Romulo Rother
19 - Anderson Arêas
20 - Ariane Freire


Entre na lista!

Se você tem disponibilidade e recursos para estar no Rio de Janeiro, em um sábado, para assistir aos cursos do Programa Produtor Cultural Independenteveja como fazer parte da lista de interessados! Clique aqui



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Alexandre Barreto é um profissional multicarreira. É administrador com ênfase em marketing e produtor, graduado pela Escola de Administração da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Trabalhou em grandes empresas, de diferentes segmentos.

Mora na cidade do Rio de Janeiro. É aluno do Programa de Estudos Culturais e Sociais da Universidade Cândido Mendes (RJ), onde cursa a pós-graduação MBA em Gestão CulturalMinistra aulas sobre produção e gestão cultural em projetos do Itaú Cultural e é um dos articuladores do projeto Solos Culturais, desenvolvido pelo Observatório de Favelas em parceria com a Secretaria de Estado da Cultura do Rio de Janeiro, com patrocínio da Petrobras.

(21) 7627-0690 alebarreto@gmail.com

sexta-feira, maio 25, 2012

Vamos educar as pessoas para as mídias?


Trailer do filme "Wag the Dog" (Mera coincidência)





Por Alê Barreto*
alebarreto@gmail.com


Se tem um assunto que os produtores culturais podem atuar é na questão da alfabetização para as mídias. No meio urbano, onde mora a maior parte da população, o tempo todo recebemos estímulos: celular, tv, rádio, outdoors, jornais, revistas. Você tem certeza que está entendendo as mensagens que estão chegando até você?

Realizar projetos de educação para as mídias contribui muito para que as pessoas entendam como são formados os consensos, os sensos comuns, os clichês, os estereótipos, as opiniões de massa, os gostos e até os valores. Isso empodera as pessoas. Faz com que elas percebam que podem ser mídia também.

Três sugestões para ações em projetos culturais:

- trabalhar o analfabetismo visual (habilidade para interpretar o simbolismo das imagens visuais estáticas ou em movimento e entender seus impactos na audiência);

- trabalhar o analfabetismo midiático (habilidade para entender como os meios de comunicação de massa, como TV, cinema, rádio e jornais trabalham na produção de significações e como estão organizados);

- trabalhar a leitura crítica da mídia (habilidade para entender como apresentadores, escritores e produtores de textos e conteúdos audiovisuais integram contextos particulares e são influenciados por aspectos pessoais, sociais e culturais).

Esta sugestão de ação foi elaborada a partir do texto "Alfabetização para as mídias: como ler o que não está escrito"revista Mídia Com Democracia, 1, janeiro de 2006.




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Alê Barreto é formado em Administração com Ênfase em Marketing pela Escola de Administração da Universidade Federal do Rio Grande do SulSuas competências profissionais vem sendo construídas através da experiência com artistas independentes, coletivos de arte (Coletivo Tarrafa e Bataclã FC), movimentos sociais (Software LivreFórum Social Mundial), eventos (Opus Promoções), shows nacionais (Acústico MTV Bandas Gaúchas), shows internacionais (Avril LavigneSteel Pulse), festivais (Claro que é Rock, "IBest Rock", Live n´ Louder), grupos culturais (Nós do MorroInstituto Ensaio Aberto), espetáculos de teatro (Os Dois Cavalheiros de VeronaMachado a 3x4 e Missa dos Quilombos), projetos sociais (Sistematização de Experiências de prevenção à violência contra jovens de espaços popularesRebelião CulturalNós do Morro 20 Anos), redes (Rede Acreana de CulturaRedes e Agentes Culturais das Favelas Cariocas), atividades formativas (Aprenda a Organizar um ShowAprenda a Produzir um Artistaaula na SP Escola de TeatroPresença Digital SaudávelPrograma Produtor Cultural IndependenteSemana de Gestão e Políticas Culturais), espaços de discussão e reflexão (Música e AçãoObservatório Criativo), OSCIP (Observatório de Favelas) e gestão de carreiras artísticas (foi empresário da banda banda Pata de Elefante em 2007 e um dos produtores executivos do disco "Um olho no fósforo, outro na fagulha", um dos melhores discos de 2008, segundo a revista Rolling Stone Brasil).
Escreve com frequência no blog Produtor Cultural Independente, canal de disseminação de informações (saiba mais), é autor do livro "Aprenda a Organizar um Show", colunista da revista Fazer e Vender Cultura e possui diversos textos recomendados na página de cultura e entretenimento do SEBRAE e em trabalhos de graduação e pós-graduação.
Desde de 2010 é aluno do Programa de Estudos Culturais e Sociais da Universidade Cândido Mendes, onde cursa a pós-graduação MBA em Gestão Cultural.

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Alê Barreto é cliente do Itaú.

quinta-feira, novembro 25, 2010

Vamos trabalhar nossa alfabetização para as mídias?




Por Alê Barreto*


Um pouco sobre este conceito no vídeo acima e nos três artigos abaixo:



Alfabetização para as mídias: como ler o que não está escrito, matéria publicada na revista Mídia com Democracia, nº 1, janeiro de 2006.




10 estratégias de manipulação da mídia - Noam Chomsky, matéria publicada no site Geledés Instituto da Mulher Negra




Mídia critica a política, mas faz parte dela, entrevista com Antonio Albino Rubim Canelas, publicada na revista Mídia com Democracia, nº 6, outubro de 2007.

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* Alê Barreto é administrador, produtor cultural e autor do livro Aprenda a Organizar um Show, primeira publicação disponibilizada de forma livre e gratuita no Brasil sobre a tecnologia de produção de shows. Trabalha novos conceitos e oferece serviços diferenciados para empresas, produtores, grupos culturais e artistas. Divulga reflexões sobre seu processo de trabalho no blog Alê Barreto, divulga ideias contra o machismo no blog encantadoras mulheres e compartilha a experiência do método livre de produção de shows no blog "Aprenda a Organizar um Show".

21-7627-0690 (Rio de Janeiro)
alebarreto@gmail.com

Um pedido de colaboração para que a população que mora no RJ não entre em pânico




Por Alê Barreto*


Gente, este blog é de produção cultural, mas não tem como não fazer este apelo.

As pessoas querem saber o que está acontecendo no RJ. O que está acontecendo é que existem áreas da cidade que estão em conflito. Mas não são todos os lugares do RJ que estão em conflito e não é toda a população que está sendo alvo da violência.

O que está acontecendo em todos os lugares do RJ é que todo mundo vê pela TV imagens da violência, se assusta e produz conteúdo para internet. Isso só está criando pânico coletivo. Quem é do RJ, fica mais assustado. Quem não mora no RJ, se preocupa com os seus parentes que moram no RJ e fica apreensivo que estes fatos venham ocorrer em outras cidades.

Vamos ter calma e não se deixar contaminar pelo medo.

Militantes políticos de quaisquer partidos: não utilizem a violência para promover suas ideias e opiniões. A população do RJ não precisa de opiniões. Precisa de atitudes de que promovam paz.

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* Alê Barreto é administrador, produtor cultural e autor do livro Aprenda a Organizar um Show, primeira publicação disponibilizada de forma livre e gratuita no Brasil sobre a tecnologia de produção de shows. Trabalha novos conceitos e oferece serviços diferenciados para empresas, produtores, grupos culturais e artistas. Divulga reflexões sobre seu processo de trabalho no blog Alê Barreto, divulga ideias contra o machismo no blog encantadoras mulheres e compartilha a experiência do método livre de produção de shows no blog "Aprenda a Organizar um Show".

21-7627-0690 (Rio de Janeiro)
alebarreto@gmail.com

sexta-feira, maio 21, 2010

A mídia somos nós



Por Alê Barreto
Administrador, produtor cultural independente e palestrante


Assista o vídeo produzido pelo site Nós da Comunicação com a Ivana Bentes, professora de graduação e da pós-graduação em Comunicação e Cultura da UFRJ e entenda um pouco mais o conceito de mídia, direito de expressão e circulação da informação.

sábado, fevereiro 13, 2010

Conheça novos conteúdos sobre as culturas brasileiras na TV Brasil


Programação diferenciada de carnaval


Alê Barreto
Administrador, produtor cultural independente e palestrante


Eu acredito que podemos escolher atividades prazerosas dentro do nosso trabalho de produção e gestão cultural. Uma delas é conhecer os diferentes Brasis.

Conheça a TV Brasil, uma TV Pública, independente, que tem a finalidade de complementar e ampliar a oferta de conteúdos, oferecendo uma programação de natureza informativa, cultural, artística, científica e formadora da cidadania.


Neste sábado você pode assistir


Pedro Luís

às 20h "Segue o Som", comandado pelos apresentadores Maurício Pacheco e Mariano Marovatto. Neste sábado de carnaval o programa mostra velhas marchinhas carnavalescas, comemora os 25 anos do Axé Music, os 60 anos dos trios elétricos da Bahia, entrevista o músico Pedro Luís, mostra a tradição do bloco Cacique de Ramos com o cantor Eduardo Dussek, o encontro de gerações representado por Paula Lima e Dona Ivone Lara, o talento da carioca Fernanda Abreu, Carlinhos Brown e a Timbalada.




Às 20h30min, você pode assistir o documentário Samba de Terreiro,




às 22h o programa "Melhor Assim", programa com a artista Teresa Cristina gravado no Espaço Tom Jobim, no Rio de Janeiro, divindo palco com Caetano Veloso, Marisa Monte, Lenine, Seu Jorge e Arlindo Cruz,


Júlia Lemmertz, apresentadora do programa

às 22h30 a Revista do Cinema Brasileiro, com matéria sobre o cineasta Fernando Condy Campos, reportagem sobre a história da folia Momesca nas telas do cinema brasileiro e conversa com Aurélio Marcondes, responsável pelo site Movie Mobz.

Revista do Cinema Brasileiro é um programa idealizado pelo diretor e produtor Marco Altberg que destaca e promove o nosso cinema e seus realizadores, num constante encontro entre diretores, produtores, atores, atrizes, técnicos e público.




Caso você vá assistir TV somente após o carnaval, não esqueça de conhecer o Repórter Brasil, primeiro telejornal brasileiro disponível na íntegra e gratuitamente na Internet. O endereço para acessar o telejornal onde e quando o telespectador desejar é www.tvbrasil.ebc.com.br/reporterbrasil .


Como sintonizar a TV Brasil

TV Brasil no Youtube

Site da TV Brasil

sábado, outubro 24, 2009

Produção Cultural Independente também é entender de comunicação


Robert De Niro em "Wag the dog"


Por Alê Barreto (produtor cultural independente)


Eu acredito que a alfabetização para as mídias (como ler o que não está escrito?) é uma disciplina fundamental na construção do novo campo de conhecimento que é a produção cultural independente.




Em outubro de 2008 eu republiquei uma reportagem sobre este tema originalmente publicada na revista Mídia Com Democracia, nº 1, de janeiro de 2006.


Me lembrei então de indicar aos meus colegas produtores culturais independentes que aproveitem uma parte do tempo livre do final de semana para aprender um pouco mais sobre comunicação. Passem em alguma locadora, peguem emprestado com alguém ou baixem da internet o filme "Mera Coincidência" (Wag the dog, 1997).




Compare o que você assistiu e pense se é possível isso acontecer com a divulgação de algum produto ou serviço cultural. Mera coincidência?

segunda-feira, junho 15, 2009

Conheça o projeto "Educando para a mídia"


Capa da cartilha "Educando para a Mídia"/PUCRS


Por Alê Barreto (alebarreto@produtorindependente.com)



Um produtor cultural independente, por ser uma pessoa que se ocupa de "fazer acontecer uma ação cultural", deve ser curioso em:

- aprender a interpretar o simbolismo das imagens estáticas ou em movimento e entender seus impactos na audiência.

- perceber como os meios de comunicação de massa, como TV, cinema, rádio e jornais trabalham na produção de significações e como estão organizados;

- entender como apresentadores, escritores e produtores de textos e conteúdos audiovisuais integram contextos particulares e são influenciados por aspectos pessoais, sociais e culturais.

Para que isso aconteça, é necessário que o produtor cultural independente estude conteúdos didáticos de alfabetização para as mídias.


Uma boa opção para debate e estudo é o projeto "Educando para a Mídia".





Desenvolvido por estudantes da disciplina de Projeto Experimental em Jornal do curso de Jornalismo da PUC/RS, o projeto oferece a professores de Ensino Fundamental subsídios para desenvolvimento nos alunos de uma postura crítica em relação à mídia.





O projeto orienta como abordar, em sala de aula, por exemplo, temas como violência, sexualidade, diversidade cultural, jabá e poder.





Mesmo sendo concebido para trabalhar com crianças, que considero muito importante, pois no futuro poderão se desenvolver como produtores independentes com mais amplitude, acredito que este material serve de exemplo para que sejam produzidos materiais didáticos no curto prazo, para educação para a produção cultural de adolescentes e adultos.


Acesse aqui o conteúdo na integra deste projeto.

sábado, outubro 18, 2008

Alfabetização para as mídias: como ler o que não está escrito



Conteúdo extraído da revista Mídia Com Democracia, nº 1, janeiro de 2006.

Assistir à TV, ouvir programas de rádio, ler jornal, revista, se emocionar com a trama de uma novela são ações comuns que preenchem a rotina da maioria dos cidadãos no mundo todo. A mídia está em tudo isso e mais: outdoors, letreiros luminosos, mensagens em celulares, pagers, internet, e muitos outros meios. Através das mensagens midiáticas, o imaginário popular formula pensamentos, adapta seus modos de vida e até define relações pessoais e interações sociais. Essa influência poderosa merece estudo. A educação para mídia é um campo vasto de ensino e aprendizado que tenta desconstruir as mensagens veiculadas pelos meios de comunicação para entender
como se opera a formação de opinião, gostos e valores.

Em síntese, a chamada media literacy (expressão inglesa que não tem uma tradução no português) pode ser subdividida em três campos:

Alfabetismo visual – habilidade para interpretar o simbolismo das imagens visuais estáticas ou em movimento e entender seus impactos na audiência.

Alfabetismo midiático – habilidade para entender como os meios de
comunicação de massa, como TV, cinema, rádio e jornais trabalham na produção de significações e como estão organizados.

Leitura Crítica da Mídia – habilidade para entender como apresentadores, escritores e produtores de textos e conteúdos audiovisuais integram contextos particulares e são influenciados por aspectos pessoais, sociais e culturais.

Maria Aparecida Baccega, professora da Universidade de São Paulo (USP), atua na área há 20 anos. Ela considera que uma mudança social inclusiva só pode ser efetivamente alcançada se houver senso crítico para isso, e “a educação desempenha aí papel fundamental”. Criadora da revista Comunicação e Educação, a docente diz que sempre foi difícil atuar nessa área, devido à postura restritiva de professores, diretores, comunidade, pais e estudantes. “A tarefa de mostrar a importância de uma leitura crítica do que se vê na TV ou se lê nos jornais e revistas vira entrave na relação professor-aluno. O objetivo de possibilitar que os alunos aprendam que a mídia se mostra como um mundo editado segue sendo um papel árduo, seja na universidade ou na comunidade”, relata. Para a professora, ver a mídia de um outro jeito é tentar construir uma nova variável histórica, mas não significa se posicionar contra ela. “Devemos parar de reproduzir o que está exposto no mercado há séculos”, considera.

Falta de apoio

A presidente da União Cristã Brasileira de Comunicação Social (UCBC), Desireé Cipriano Rabelo, diz que a entidade tenta criar capacitadores para desenvolver
um pensamento transformador na busca por outras formas de comunicação. “Vivemos uma fase de redefinição dos programas em torno dessa causa devido aos altos e baixos no interesse da população, que precisa criar suas próprias formas de comunicação”, resume. As entidades associadas da UCBC promovem cursos de leitura crítica da mídia
no Brasil há 30 anos.

O incentivo a projetos políticos ligados à educação para a comunicação inexiste em grande parte das universidades, e mesmo de comunidades ou organizações. O investimento por parte das instituições acadêmicas ainda é pequeno. Segundo Baccega,
falta fomento à interação de agentes educacionais na discussão da mídia e oportunidades de trabalhar nessa área. “Sinto que não temos maturidade suficiente
para propormos coisas novas, justamente por não haver incentivo”, justifica.

Fora do Brasil, a educação para a comunicação é abordada com mais valorização e apoio por parte das universidades e governos. Países como o Canadá – que já inclui no currículo do ensino médio conteúdos de media literacy –, Austrália, Tailândia, Grã-Bretanha, Israel, Finlândia, México, Espanha, Índia e Filipinas também possuem projetos de educação para uma leitura crítica das mensagens. Nos Estados Unidos, O Center for Media Literacy (CML), localizado na Califórnia, é um precursor nesse campo de estudo. Instituído em 1989, o CML é uma organização educacional sem fins lucrativos e com o objetivo de promover liderança, educação pública, desenvolvimento profissional e recursos educacionais. Segundo a presidente do CML, Tessa Jolls, a organização ajuda os cidadãos, especialmente os mais jovens, a desenvolver o pensamento crítico e a produzir habilidades de leitura necessárias para a vivência
na cultura midiática do Século XXI.


Participe da sexta edição do Simpósio Brasileiro de Educomunicação

O Núcleo de Comunicação e Educação (NCE) da USP e o Serviço Social do Comércio de São Paulo (SESC) promovem, entre os dias 28 e 30, em São Paulo, a sexta edição do Simpósio Brasileiro de Educomunicação, com o tema: "Meio Ambiente, Jornalismo e Educomunicação". O evento contará com o co-patrocínio do Canal Futura, do International Institute of Journalism and Communication (Genebra, Suíça) e do Departamento de Educação Ambiental do Ministério do Meio Ambiente e será realizado no SESC Vila Mariana (R.Pelotas, 141, São Paulo).

Mostras de documentários e atividades artísticas farão parte da programação, ao que se somará como uma série de workshops voltados à produção de documentários para TV e de programa de rádio em escolas, bem como à mobilização multimediática em torno dos temas ambientais.

Mais informações: (11) 3091-4784 ou e-mail izabelwiz@gmail.com