Mostrando postagens com marcador pesquisadores da cultura no Brasil. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador pesquisadores da cultura no Brasil. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, outubro 14, 2010

Yakoff Sarcovas afirma: "Hoje, felizmente, você tem um processo de profissionalização não artística ocorrendo na área cultural brasileira"

Yacoff Sarcovas from FLi Multimídia on Vimeo.




Por Alê Barreto*


O que é um produtor cultural? Pensando nesta questão, o projeto "Produção Cultural no Brasil" realizou mais de 600 minutos de entrevistas com artistas, artistas produtores e profissionais de produção.

Assista este vídeo vídeo do projeto e conheça o conceito de produtor cultural de Yakoff Sarcovas, Presidente das empresas Articultura e Significa.


*********************************************************************************




* Alê Barreto é administrador, produtor cultural e autor do livro Aprenda a Organizar um Show, primeira publicação disponibilizada de forma livre e gratuita no Brasil sobre a tecnologia de produção de shows. Trabalha novos conceitos e oferece serviços diferenciados para empresas, produtores, grupos culturais e artistas. Divulga reflexões sobre seu processo de trabalho no blog Alê Barreto e valoriza encantadoras mulheres.

21-7627-0690 (Rio de Janeiro)
alebarreto@produtorindependente.comv

terça-feira, setembro 21, 2010

Começa amanhã o "Seminário Internacional Políticas Culturais: teorias e práxis" na Fundação Casa de Rui Barbosa no Rio de Janeiro

Por Alê Barreto*


Amanhã começa o Seminário Internacional Políticas Culturais: teorias e práxis na Fundação Casa de Rui Barbosa (FCRB), Rio de Janeiro. A ação cultural educativa é organizada pelos pesquisadores Lia Calabre e Maurício Siqueira.


Abaixo segue o release para quem deseja participar do evento que vai de quarta à sexta.


O Setor de Estudos de Política Cultural convida para o Seminário Internacional Políticas Culturais: teorias e práxis.

Inscrições e informações em politica.cultural@rb.gov.br ou 21- 3289-4636



Encontro de especialistas, estudiosos e interessados nas questões relativas à área de políticas culturais, com o objetivo de divulgar trabalhos e promover debates no campo das ações políticas, das reflexões históricas e das reflexões teóricas. O encontro será composto por seções de conferências, palestras e mesas de comunicações individuais, sendo aberto para o público em geral.

22, 23 e 24 de setembro de 2010

Programação

22 de setembro, quarta-feira

13h30 Inscrição

14h Mesa de abertura – auditório
Fundação Casa de Rui Barbosa
Itaú Cultural

14h30 — Conferência abertura – auditório
Política cultural e universidade: diálogos fundamentais
Isaura Botelho
Maria Adelaida Jaramillo

16h30 intervalo

17h Mesa I – auditório
Entre as reflexões teóricas e a implementação das políticas
Bernardo Novais da Mata Machado
Francisco Humberto Cunha Filho
Daniel Queiroz de Santana
Ângela M. de Andrade


23 de setembro, quinta-feira

9h – Comunicações individuais – seção I – sala de cursos
Política cultural: reflexões históricas.
José Ricardo Oriá Fernandes
Monike Garcia Ribeiro
Tatyana de Amaral Maia
Lílian Araripe Lustosa da Costa

9h – Comunicações individuais – seção II – auditório
Políticas culturais setoriais I
Maria Sofia Villas-Bôas Guimarães
Luís Carlos Vasconcelos Furtado
Marcelo Gruman
Giuliana Kauark

11h – intervalo

11h15 – Comunicações individuais – seção III – sala de cursos
Patrimônio imaterial: políticas e ações
Raiana Alves Maciel Leal do Carmo
Elaine Monteiro e Mônica Pereira do Sacramento
Fiorela Bugatti Isolan
Letícia C. R. Vianna e João Gabriel L. C. Teixeira

11h15 – Comunicações individuais – seção III – auditório
Políticas culturais setoriais II
Leonardo Costa, Ugo Mello e Viviane Fontes
Archimedes Ribas Amazonas
Laura Bezerra
Renata de Paula Trindade Rocha de Souza

13h –15h – intervalo

15h – Mesa II - auditório
Políticas na prática: reflexões e experiências nas linguagens artísticas
Sidnei Cruz
Gui Mallon
Jussara Miranda
Cesar Piva

18h – Confraternização e lançamento de Livros


24 de setembro, sexta-feira

9h – Comunicações individuais – seção V – sala de cursos
Política cultural e o local: práticas e reflexões I
Juan Ignácio Brizuela
Mariana Ferreira Reis e Raquel de Melo Santana
Mariana Albinati
Ana Teresa Vasconcelos
Ana Lúcia Pardo

9h Comunicações individuais – seção VI – auditório
Financiamento e gestão da cultura
Pedro José Braz
Elizabeth Ponte de Freitas
Sérgio Lourenço Bezerra Ferreira Reis
Fernando Kinas
Danielle Maia Cruz

11h Intervalo

11h15 Comunicações individuais – seção VII – sala de cursos
Política cultural e o local: práticas e reflexões II
Anna Karla T. de Arruda; Luciana Vieira de Azevedo; Teresinha de Jesus C. de Araújo e Célia Maria Medicis M. de Queiroz Campos
Selma Santiago
Hortência Nepomuceno
Laura B. Navallo Coimbra
Karina Monteiro de Lira

11h15 Comunicações individuais – seção VIII – auditório
Políticas culturais: reflexões sobre o tema
João Henrique Catraio Monteiro Aguiar
Alysson Felipe Amaral
Alice Pires de Lacerda
Cecília Vásquez Soto
Helena Klang

13h – 14h30 Intervalo

14h30 Comunicações individuais – seção IX – auditório
Política cultural, território e ação
Lílian Fessler Vaz
Lúcia Maciel Barbosa de Oliveira
Sérgio Gama
Alba Lúcia da Silva Marinho

16h30 Intervalo

17h Conferências de encerramento – auditório
Políticas culturais: reflexões e avaliações
Loreto Antonia Bravo
Eduardo Nivón Bolán
Albino Rubim

Organização
Lia Calabre
Maurício Siqueira

Realização
Setor de Estudos de Política Cultural – FCRB/MinC

Parceria
Itaú Cultural


Informações e inscrições

Certificados para participantes com 75% de frequência.
politica.cultural@rb.gov.br ou tel. (21) 3289.4636
Rua São Clemente, 134 Botafogo

Entrada franca

*******************************************************************




* Alê Barreto é administrador, produtor cultural e autor do livro Aprenda a Organizar um Show, primeira publicação disponibilizada de forma livre e gratuita no Brasil sobre a tecnologia de produção de shows. Trabalha novos conceitos e oferece serviços diferenciados para empresas, produtores, grupos culturais e artistas. Divulga reflexões sobre seu processo de trabalho no blog Alê Barreto e valoriza encantadoras mulheres.

21-7627-0690 (Rio de Janeiro)
alebarreto@produtorindependente.com

domingo, novembro 15, 2009

Conheça o documentário "A Essência e o Número"


Imagem do documentário "A Essência e o Número"/Fundação Joaquim Nabuco


Por Alê Barreto (produtor cultural independente)


Uma questão estratégica para o desenvolvimento do setor cultural brasileiro é ampliar a criação, difusão, distribuição, comercialização e acesso a conteúdos didáticos sobre gestão, administração e produção cultural, tanto no sentido amplo como no sentido específico.

Um excelente exemplo deste conteúdo é o documentário "A Essência e o Número", que vem junto com o livro "Economia da Cultura", lançado pela editora Massangana, da Fundação Joaquim Nabuco, organizado por Isabel Cribrari. O livro é resultado do Seminário Internacional em Economia da Cultura, realizado pela Fundação Joaquim Nabuco (Recife) de 16 a 20 de julho de 2007, fruto de uma parceria com a Unesco, Ministério da Cultura do Brasil, Instituto Itaú Cultural, Universidade Federal do Rio Grande do Sul e Fundação do Patrimônio Artístico e Cultural de Pernambuco.

Este documentário, assim como o livro, é rico em reflexões, elaboradas pelos pesquisadores Sérgio Sá Leitão (professor da Universidade Cândido Mendes), Jurema de Souza Machado (Coordenadora de Cultura da Unesco), Luis Carlos Prestes Filho (professor da Associação Brasileira de Gestão Cultural), Octavio Getino (Cineasta), Heloísa Buarque de Hollanda (professora da UFRJ), Cristina Lins (coordenadora técnica e pesquisadora do IBGE), Françoise Benhamou (professora e pesquisadora das universidades de Rouen e Sorbonne), Carlos Alberto Dória (doutor em sociologia pelo IFCH - Unicamp), Henilton Menezes (gerente de cultura do BNB), Alessandra Meleiro (Presidente do Instituto Iniciativa Cultural), Ana Carla Fonseca Reis (economista, pesquisadora e consultora internacional), José Carlos Durand (sociólogo, doutor e pesquisador do Grupo Focus/Unicamp), Eduardo Saron (Superintendente de Atividades Culturais - Itaú Cultural), Jean Roger Galard (filósofo e ensaísta), Frederico Barbosa (pesquisador IPEA) e Danilo Santos de Miranda (diretor regional do SESC SP).


Tenho exibido este documentário durante a realização do curso "Aprenda a Organizar um Show", pois priorizo que meus alunos ouçam as reflexões destes importantes pensadores da cultura brasileira.


Para adquirir o DVD, é preciso comprar o livro.


Entre em contato com

Editora Massangana e Livraria Estevão Pinto
Av. 17 de Agosto, 2187
Casa Forte – Recife – Pernambuco – Brasil
CEP 52061-540
Telefone: (81) 3073.6321
Fax: (81) 3073.6319
E-mail: editora@fundaj.gov.br

quinta-feira, outubro 01, 2009

1º Seminário "O Programa Cultura Viva e os Pontos de Cultura"


Divulgação


Por Alê Barreto (alebarreto@produtorindependente.com)


Reproduzo abaixo na íntegra o texto de divulgação de um seminário muito importante que irá acontecer no Rio de Janeiro.


A Fundação Casa de Rui Barbosa (FCRB), a Secretaria de Cidadania Cultural, a Secretaria de Políticas Culturais e a Escola de Comunicação da UFRJ promovem o 1º Seminário O Programa Cultura Viva e os pontos de cultura: novos objetos de estudos, que acontecerá no auditório da FCRB dias 15 e 16 de outubro, das 9h30 às 19h.

O seminário reunirá membros dos programas de graduação e pós-graduação, associações acadêmicas e agências financiadoras e estudiosos dos mais diferentes graus de formação que tenham como objeto de estudo o Programa Cultura Viva e os Pontos de Cultura.

Os objetivos do evento são: promover a divulgação dos trabalhos, criar linhas de financiamento para o campo e incentivar a formação de uma rede de pesquisadores sobre o tema.


Programação

Dia 15/10 – Quinta-feira

09h30 – Abertura oficial, com a participação de Célio Turino, secretário de Cidadania Cultural, de José Luiz Herencia, secretário de Políticas Culturais, de José Almino Alencar, presidente da Casa Rui Barbosa e de representantes do IPEA.

10h – Avaliação do programa Cultura Viva – IPEA

14h – Mesa 1 – Apresentação de trabalhos concluídos (mestrados e doutorados)

16h30 – Mesa II – Apresentação de trabalhos concluídos

18h – Mesa III – Apresentação de trabalhos em andamento


Dia 16/10 – Sexta-feira

9h30 – Painel de trabalhos acadêmicos concluídos – Graduação e especialização

11h15 – Painel de trabalhos acadêmicos em andamento – Mestrado

15h – Reunião de trabalho dos grupos de discussão e formação da rede de pós-graduandos e expositores do Seminário e o de estratégia e incentivo a pesquisa acadêmica sobre o tema.

Mais informações pelo e-mail politica.cultural@rb.gov.br ou pelo telefone (21)3289-4636.

sábado, setembro 26, 2009

Apontamentos sobre o terceiro dia do 4º Seminário Políticas Culturais da Fundação Casa de Rui Barbosa




Por Alê Barreto (alebarreto@produtorindependente.com)


O terceiro dia do 4º Seminário Políticas Culturais: reflexões e ações, da Fundação Casa de Rui Barbosa (FCRB), organizado pelos pesquisadores Lia Calabre e Maurício Siqueira, começou com a conferência "El Plan de Cultura de Colombia 2001-2010: - Hacia una ciudadanía democratica cultural. Perspectivas para el nuevo plan 2010-2020", ministrada por Marta Elena Bravo (Universidad Nacional de Colombia).

Nesta conferência foi apresentada a construção do Plano Nacional de Cultura da Colômbia.

Pontos para reflexão:

- muitos veículos de comunicação mostram a Colômbia através de recortes de notícias relacionados a violência e narcotráfico e não mostram que trata-se de um país pioneiro na América Latina na construção e implementação de políticas culturais.

- o plano nacional de cultura da Colômbia insere a cultura no projeto de construção de nação, cidadania e na integração regional.

- criação, memória, partipação, diálogo e sustentabilidade são pontos de partida significativos na construção das políticas culturais da Colômbia.

- enquanto o Brasil está começando a formalizar um plano nacional de cultura (que é um avanço), a Colômbia está se preparando para o novo plano que vai reger as políticas públicas do país até 2020.

- é fundamental recuperarmos o conceito de diálogo na sociedade.

- Marta Elena Bravo manifestou o seu desejo de que se comece um diálogo entre os planos de cultura da Colômbia e do Brasil.


A riqueza dos conteúdos apresentados levou-me a pesquisar na internet um pouco mais sobre esta pesquisadora. Segue a apresentação que ela fez em junho de 2009 no V Encontro de Estudos Multidisciplinares em Cultura em Salvador



e o link para as políticas culturais da Colômbia.


Após esta introdução, passou-se para a mesa Processos participativos, planos e políticas" mediada pela pesquisadora Lia Calabre (FCRB).

A primeira fala foi de Sylvana de Castro Pessoa (Fundação João Pinheiro), que apresentou o tema “Participação da sociedade civil na gestão pública da Cultura em Minas Gerais”, dando visibilidade aos diferentes programas que a Secretaria de Cultura do Estado de Minas Gerais desenvolve e que abrangem a participação da sociedade civil.

Destaco os seguintes pontos para reflexão:

- a Lei de Incentivo à Cultura, presente em vários estados brasileiros, completou recentemente 10 anos.

- dentre as dificuldades encontradas para o equilíbrio da participação da sociedade civil estão a dificuldade de encontrar pessoas para serem indicadas para todas as áreas necessárias, dificuldade das pessoas trabalharem com avaliação de projetos sem receberem remuneração e integração com as pessoas das cidades do interior do estado de Minas.

- uma alternativa interessante para articular as pessoas nas políticas públicas foi a criação da Rede de Articuladores de Cultura.


A próxima fala foi da pesquisadora Daniele Canedo (UFBA) que apresentou "Cultura, Democracia e Participação Social: um estudo da II Conferência Estadual de Cultura da Bahia".

Dissertação Daniele Canedo

Pontos para reflexão:

- a validação de um processo participativo necessita que este amplie a participação das pessoas, possua uma metodologia acessível e que se procure aplicar o que for sugerido.

- na construção de uma política pública é preciso que as pessoas digam as suas necessidades.

- a maioria das pessoas que participaram da conferência pública de cultura não trabalha só com cultura.

Terminada esta apresentação, um representante da Holon - Soluções Integrativas falou sobre o tema “Inovações em processos participativos - subsídios para novas culturas políticas".

Pontos para reflexão:

- integrar dimensões política, ética e estética.

- percepção processual (a participação é pedagógica e formativa).

- alinhar o papel do Estado na participação.

- formulação participativa: como alguém vai ouvir falar de uma determinada ação daqui há 20 anos?

- num grupo as convergências podem ser mais interessantes que os consensos.

Segue um link muito interessante para o texto "Critérios para avaliar processos participativos".


Encerrando a mesa, Hamilton Faria (Instituto Polis – FAAP) falou sobre "Processos participativos e cidadania cultural".

Hamilton manifestou inicialmente que estava muito contente de visitar a Casa de Rui Barbosa. E lembrou da frase de Clarice Lispector:

"Um dia uma folha me bateu nos cílios. Achei Deus de uma grande delicadeza".

Após esta breve reflexão, que aproximou a atenção estética para o debate, Hamilton deixou vários pontos para reflexão:

- o Brasil está se descobrindo, se vendo.

- estar num processo participativo alavanca o desenvolvimento pessoal. Todas as pessoas que se envolvem em algum processo participativo dão novos rumos ao seu processo de vida.

- a existência de processos participativos qualifica a democracia.

- pensarmos na cultura "por todos" e não "para todos".

- traçarmos linhas de convergências.

- pensarmos na cultura como fator fundamental para a qualidade de vida.

- a importância de escutar.


Seguem mais dois links relacionados a duas citações de Hamilton durante sua apresentação:

- a revista "Você quer um bom conselho? Conselhos Municipais de Cultura e Cidadania Cultural", de sua autoria juntamente com Altair Moreira e Fernanda Versolato



- uma das maiores intelectuais brasileiras, a educadora Marilena Chaui, que criou o conceito de "cidadania cultural" quando atuou na secretaria de cultura de SP.

Para quem não conhece ela, coloquei o vídeo da entrevista dela ao programa Roda Viva.




Apontamentos sobre o segundo dia do 4º Seminário Políticas Culturais da Fundação Casa de Rui Barbosa

Apontamentos sobre o primeiro dia do 4º Seminário Políticas Culturais da Fundação Casa de Rui Barbosa

sexta-feira, setembro 25, 2009

Apontamentos sobre o segundo dia do 4º Seminário Políticas Culturais da Fundação Casa de Rui Barbosa



Por Alê Barreto (alebarreto@produtorindependente.com)

O segundo dia do 4º Seminário Políticas Culturais: reflexões e ações, da Fundação Casa de Rui Barbosa (FCRB), organizado pelos pesquisadores Lia Calabre e Maurício Siqueira, começou com a conferência "Dilemas en la formación de los gestores culturales - una propuesta con cinco ejes formativos", ministrada por Alfonso Hernandez Barba (ITESO, Universidad Jesuita en Guadalajara, Mexico).

Nesta conferência foi apresentada a trajetória recente da formação de gestores culturais no México, contextualizada dos anos 80 aos dias de hoje, tendo destaque o programa “Formación y capacitación de los gestores culturales” subsidiado pelo CONACULTA(Consejo Nacional para la Cultura y las Artes).

Alfonso fez uma instigante discussão sobre dilemas na formação de gestores culturais, que na sua opinão não são dilemas, pois não são excludentes e sim complementares:

Passado ou presente?
Conservação ou criação?
Reforma ou tradição?
Renovação ou permanência?
Conservador ou liberal?
Impulso ou freio?
Livre desenvolvimento e desregulamentação ou regulação e legislação?
Instituições ou não?
Instituições públicas ou organizações independentes e da sociedade civil?


Por fim, apresentou os cinco eixos temáticos que compõe sua proposta para a formação de gestores culturais:

- teoria e investigação da gestão cultural;
- apreciação das manifestações artísticas e patrimoniais;
- domínio de linguagens e das expressões culturais;
- sistemas, instituições e políticas culturais;
- administração cultural.


Frase deixada para pensarmos:

"(...) la cultura es menos el paisaje que vemos que la mirada con que lo vemos".

MARTÍN-BARBERO, Jesús y REY, Germán. Los ejercicios del ver: Hegemonía audiovisual y ficción televisiva; (Colección Estudios de Televisión). Editorial Gedisa: Barcelona; 1999, 1ª edición.


Após esta excelente introdução, tivemos a mesa “Gestão Cultural: processos formativos” mediada pela pesquisadora e gestora cultural Maria Helena Cunha (DUO Informação e Cultura).

A primeira fala foi da professora Cássia Navas, da Unicamp, que apresentou o tema “Do íntimo, do particular e do público: subsídios para a gestão em dança”.

Destaco os seguintes pontos para reflexão:

- como um artista se inventa?
- a experiência estética vai além da experiência artística.
- a revelação da estética é intima.
- cientistas decifram; artistas cifram.


A próxima fala foi do professor Enrique Saravia (EBAPE/FGV) sobre o tema “Internacionalização da Gestão Cultural: novas configurações e desafios”.

Mais pontos para reflexão:

- as políticas culturais sobrem influências da globalização
- devem atentar para a questão dos direitos culturais, valores políticos e direito da cultura.


Terminada esta apresentação, a pesquisadora e consultora Marta Porto (X-Brasil) falou sobre o tema “Arte e imaginário social: o que cabe as políticas de cultura?”.

Mais pontos para reflexão:

- ao pensarmos em políticas culturais precisamos pensar em como estamos vivendo juntos e como queremos viver juntos no futuro.
- o homem é criação do desejo e não da necessidade.
- para pensarmos políticas culturais precisamos nos deslocar do senso comum.
- é necessário que programas de formação em gestão sejam generalistas, que tenham conteúdos relacionados a experiência estética, no que tange a memória e experimentação.
- a cultura opera com a potência; o social com a vulnerabilidade.
- pensar o acesso à cultura como um processo de formação de subjetividades que necessita de diálogos de repertórios.
- como o Rio de Janeiro se enxerga daqui há 20 anos?
- como produzir gramáticas do nosso tempo?
- como as tecnologias podem ser um meio para nos aproximarmos da nossa época?
- pensar a cultura de forma ampla, como processo, diferente da lógica imediatista e fragmentada dos projetos de curto prazo.
- onde estão os artistas e pensadores da cultura, pessoas que pensam a sociedade de formas não convencionais?


O professor e pesquisador José Marcio Barros (PUC/Minas e UEMG) falou sobre “Processos (trans) formativos e a gestão da diversidade cultural”, tendo como idéias centrais de sua apresentação (mais pontos para reflexão):

- gestão cultural sem política púlblica de cultura: para que?
- diversidade cultural não é apenas um adjetivo da gestão cultural.
- a sociedade civil não é parceira, é um lugar político.
- gestor cultural e suas competências.


Reflexões finais:

- ao pensar em políticas culturais, escutar o campo artístico da cultura. Não nos colocarmos no papel dos artistas. Atentar para a estética da vida (professora Cássia Navas).
- "leveza" e o "método", propostas de Ítalo Calvino (Marta Porto).
- a discussão de todos estes conteúdos como um banquete de idéias (Marta Elena Bravo da Universidad Nacional de Colombia e Maria Helena Cunha).
- a cultura como um rio, que tem fluidez e movimento (José Márcio Barros).

quinta-feira, setembro 24, 2009

Apontamentos sobre o primeiro dia do 4º Seminário Políticas Culturais da Fundação Casa de Rui Barbosa




Por Alê Barreto (alebarreto@produtorindependente.com)


Tive a oportunidade e o prazer de participar ontem do primeiro dia do 4º Seminário Políticas Culturais: reflexões e ações, da Fundação Casa de Rui Barbosa (FCRB), organizado pelos pesquisadores Lia Calabre e Maurício Siqueira.

Primeiramente assisti a conferência "Formulação e Avaliação de Programas Públicos: conceitos, técnicas e indicadores" ministrada por Paulo de Martino Jannuzzi (Escola Nacional de Ciências Estatísticas do IBGE), autor do livro Indicadores Sociais no Brasil e do Programa para Apoio à Tomada de Decisão Baseada em Indicadores.

Destaco aqui pontos para nossa reflexão:

- ao pensarmos em políticas públicas de cultura, é preciso ter clareza de quem será o público-alvo;

- é fundamental avaliar a capacidade de gestão das políticas que se pretende implementar;

- temos muitas informações mas que estão desarticuladas; é muito importante estruturar sistemas de informações para integrar dados e informações de maneira que sejam úteis para uma definição de agenda, formulação, implementação e avaliação de políticas públicas de cultura;

- neste sentido, o indicador é uma "fotografia" como tentativa de síntese da realidade complexa social, de forma simplificada, mais objetiva e padronizada.


Após esta excelente conferência, inicio-se a mesa Cultura e Desenvolvimento: índices e indicadores que teve como mediador Antônio Alkmin (IBGE)


O primeiro tema da mesa foi "Indicações para construção de indicadores de desenvolvimento na área cultural" apresentado por Frederico Barbosa da Silva (IPEA).

Neste momento, ele falou dos conceitos que nortearam a criação destes indicadores.


Mais pontos para nossa reflexão:

- o indicador serve para chamar a atenção para um fato ou tendência dentro de um contexto;

- o desenvolvimento cultural é um conjunto de transformações que permitem a ampliação das atividades culturais, da interculturalidade e do reconhecimento da diversidade;

- o desenvolvimento cultural não é um processo linear e teleológico;

- podemos pensar o desenvolvimento cultural como fortalecimento de circuitos culturais e de aumento da oferta e demanda, respeitando as heterogeneidades locais e territoriais.


Na sequência, o tema "Nordeste Criativo e Desenvolvimento Regional: esboço de uma metodologia para o fomento da economia criativa no nordeste brasileiro", foi apresentado pela professora e pesquisadora Cláudia Sousa Leitão (UEC – PPG Políticas Públicas). Ela começou sua apresentação falando da sua nordestinidade e citando Josué de Castro (1937):

"No momento cultural que atravessamos, em que se sente um desejo imperioso, uma aspiração coletiva por uma afirmação categórica da independência política e econômica da nação - os estudos dessa natureza devem ser estimulados e recebidos jubilosamente porque constituem as balizas do roteiro de nossa futura política - de uma política consciente, realmente identificada com as aspirações e as singularidades regionais de nosso povo. Política que se pressente para os próximos dias como uma benéfica e irremovível contingência do impulso criador de nossa cultura".


Mais pontos para nossa reflexão:

- Cláudia citou que em uma palestra o ministro Roberto Mangabeira Unger questionou a platéia: porque o Nordeste não tem um planejamento estratégico? Com esta preocupação, ela trabalhou a idéia de se ter um planejamento onde fosse possível desenvolver a economia criativa no nordeste;

- A idéia de desenvolver a indústria criativa envolve a proposição de criar um Observatório das Indústrias Criativas do Nordeste, que se responsabilizará pela construção de indicadores capazes de produzir matizes e segmentações entre os diversos produtos e serviços e ter um birô de negócios criativos.

Quero ressaltar ainda que Maurício Siqueira(FCRB) apresentou o tema "Indicadores sociais e desenvolvimento sustentável", o qual não pude estar presente para assistir. Segue um link para um texto recente deste pesquisador.