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quarta-feira, março 15, 2017

Site Gestão de Bandas aposta na profissionalização do mercado musical e no desenvolvimento do músico empreendedor


Gestão de bandas oferece serviços de capacitação para gestão



Por Alê Barreto *

Tem serviço novo para quem está desenvolvendo carreira na área da música. Conversei com o Fábio Marx, um dos fundadores do site Gestão de Bandas (GB).

Produtor Independente - A ideia de criar um site de gestão de bandas começou com uma necessidade própria? Você gerenciava uma banda?

Fábio Marx - A proposta da plataforma da Gestão de Bandas (GB) foi consequência de uma experiência prática, documentada e vivida na rotina de trabalho com pelo menos uma centena de músicos, de diversas bandas e projetos solos.

A história começou com um convite por parte de uma banda para eu colaborar com eles. Na época eu cursava administração, e como é comum neste curso a análise de negócios de diferentes mercados, eu acabei topando.

Como eu desconhecia totalmente esse mercado, iniciei um processo de pesquisa pela internet, redes sociais e livrarias e surpreendi-me pela dificuldade em encontrar material a respeito de um mercado bilionário, que é o mercado musical.

Sem falar que o material era arcaico, induzia o músico a pensar no mercado musical dos anos 80, 90 e início dos anos 2000.

Depois do convite e algumas bandas atendidas, abri uma produtora e comecei a trabalhar em duas frentes: gerenciamento e eventos. A experiência foi enriquecedora e decidi que gostaria de compartilhar esse material com a maior quantidade possível.

Enquanto eu desenhava o plano de negócios, eu descobri que tinha um projeto muito semelhante ao que eu tinha em mente, que se chamava Músico360, do Ivan Junior.

Marquei uma reunião com ele e percebemos que as ideias e planejamento eram muito semelhantes. Foi aí que resolvemos unir os dois negócios em um só e juntos fundamos a GB em julho de 2016.


Produtor Independente - Os serviços oferecidos no Gestão de Bandas são baseados em metodologia própria ou em conhecimentos existentes no campo da gestão? A propósito, alguém no site tem experiência ou estudou gestão?

Fábio Marx - Eu venho do curso de administração e o Ivan de projetos. Pegamos o conhecimento existente no campo da gestão e montamos uma metodologia voltada para o músico e também para o empresário artístico, que é o Músico360.

Esse modelo, que foi inicialmente desenvolvido pelo Ivan, foi aperfeiçoado e em cima dele montamos a grade com mais de 70 cursos será disponibilizado na plataforma até 2018, sendo que 19 deles já foram lançados, e mais os artigos no blog, entrevistas e outros materiais.

Essa metodologia envolve o olhar sistêmico, uma visão holística de todos os processos que envolvem a carreira de um artista.

Essa base de processos gira ao redor de 05 fundamentos: criação de valor, marketing, vendas, produção (entrega de valor) e finanças. Esses fundamentos nós não inventamos, mas ele foi bem estruturado pelo Josh Kaufman.

Observamos muitos erros de planejamento, muitos processos sendo ignorados e um descuido enorme na gestão das finanças, principalmente no fluxo de caixa.

Já vimos produções que consumiram todo o dinheiro da banda, e aí não tinha dinheiro para trabalhar o material, a concepção do show, material gráfico, imprensa, fotografia, vídeos e outros. O resultado era uma grande obra musical sem alcance, sem público, sem material que agregasse valor.



Produtor Independente - Como é falar sobre gestão, que remete a organização, padronização, processos organizados, para um público que muitas vezes acha que o barato da arte é a falta de organização?

Fábio Marx - Tem uma frase do Paul Freet que eu uso muito nas reuniões com músicos: “Todo negócio é um processo que pode ser repetido e que gera dinheiro. Todo o resto não passa de um hobby”.

Essa é a primeira decisão de todo músico, dupla, trio ou banda: se todos estão em comum acordo e encarar a música como um produto, e explorar comercialmente isso; ou irão levar a música como uma atividade secundária, sem a responsabilidade que um negócio exige.

Nossa missão na Gestão de Bandas é educar, mostrar que adotando processos e se tornando mais profissional, ele terá mais oportunidades. Ele precisa querer isso, e nós ajudamos ele nessa transformação.



Produtor Independente - Na sua opinião, em que estágio da carreira um artista precisa contar com uma gestão profissional?

Fábio Marx - Desde o início o artista precisa saber onde está entrando, as dificuldades e os processos que envolvem a gestão de uma carreira musical. Seria ideal que seguíssemos o exemplo de bandas europeias, onde a banda, independente do seu estágio, possui um manager auxiliando, que geralmente é um amigo ou conhecido próximo.

Se ele não possui condições financeiras para pagar alguém para isso, ele terá que dominar os processos e fazer por conta para deixar a “casa organizada”. Isso é bom porque mostra profissionalismo.

E é justamente isso que grandes produtoras, selos e gravadoras querem das novas bandas e artistas: uma carreira mais estruturada e profissional.

Na nossa plataforma, além de atender músicos, os cursos também são voltados para quem deseja participar desse processo. Por isso é comum encontrar na nossa plataforma empresários, produtores, selos musicais e entidades de gestão coletiva.



Produtor Independente - Tem crescido no Brasil a oferta de coaching, cursos, treinamentos e publicações voltadas ao desenvolvimento profissional. Partindo dessa tendência, o que seria o diferencial do gestão de bandas?

Fábio Marx - Poderia citar cinco grandes diferenciais.

Primeiro, é o acesso imediato ao treinamento. Com apenas R$33,97 por mês ele tem acesso a todos os cursos Premium e lista de editais e festivais disponíveis. Quem chega na plataforma tem todo o suporte e orientação para começar, sem precisar passar por um lançamento de produto e arcar com um alto valor de investimento.

Segundo, contamos com um time de instrutores, cada um atendendo a sua área. Tirando eu e o Ivan, temos o Felipe Tazzo, Pedro Valli e Eduardo Panozzo como instrutores. E estamos trabalhando com mais três novos instrutores, que lançarão novos cursos já em março e abril desde ano.

Terceiro, a plataforma possibilita interação com outros músicos e profissionais cadastrados na plataforma. Quando você faz seu cadastro gratuito, você cria um perfil de rede social e utiliza a linha do tempo para expor seus trabalhos, realizar contatos profissionais e fazer intercâmbio com outras bandas e músicos cadastrados.

Quarto, cada conjunto de ações de aprendizado dentro da plataforma, como concluir uma série de cursos e fazer amizades, por exemplo, o membro ganha pontos e conquistas. Quanto mais cursos conclui, mais aprende, e sua pontuação sobe. Aos membros com boa pontuação nós indicamos para produtoras, selos, investidores e gravadoras parcerias.

Quinto, nosso suporte é imediato. Temos diferentes canais onde o aluno envia dúvidas e nós tratamos de responder imediatamente. Entre outras funções, acredito que estas sejam as mais diferentes do que existe hoje no Brasil, em relação a parte de educação.

E um bônus, é que a Gestão de Bandas e para todos. Vemos muitos agentes concentrando toda informação em si mesmos, se postando como autoridades. Não acreditamos que isso funcione por muito tempo. O conhecimento de mercado tem capilaridade e a nossa busca é trazer o especialista de cada ponta, e não nos colocar como detentores de todos os segredos. A GB é o meio que conecta experts, iniciantes e investidores da música.


Produtor Independente - Que sugestões práticas você daria para uma pessoa que está começando a pensar em organizar a gestão de seu trabalho artístico?

Fábio Marx - Olhe para o dinheiro. Parece papo de capitalista, mas essa é a verdade. Não estou dizendo para olhar o dinheiro em primeiro lugar, mas sim olhar TAMBÉM para o dinheiro. Infelizmente, arte por arte ainda é utopia e você precisa ganhar dinheiro para pagar as contas.

Isso não significa mudar os seus valores pessoais. Significa cuidar do negócio. Ao pensar nisso, você passa a enxergar a necessidade de monitorar seu fluxo de caixa, de ter mais fontes de receita do que despesas e assim por diante.

E ao pensar nisso, você inevitavelmente começa a enxergar sua carreira musical como um negocio de verdade, que precisa de cuidados específicos.

Outra boa dica é assinar um plano na GB.

Conheça o site Gestão de Bandas



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* Alexandre Barreto é administrador pela Escola de Administração da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (EAD/UFRGS) e MBA em Gestão Cultural pela Universidade Cândido Mendes (RJ) . Empreendedor que dissemina conhecimentos e atua em redes para promover mudanças. Escreveu os livros Aprenda a Organizar um Show e Carreira Artística e Criativa
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quarta-feira, julho 27, 2011

Curso "TV - do Design da Criação à Produção"




Por Alê Barreto*
alebarreto@gmail.com


Curso livre do Departamento de Artes & Design da PUC Rio.


Objetivo
A demanda por conteúdo audiovisual cresce a cada dia, em todos os países, sem respeitar fronteiras, etnias e culturas. Unidas pela televisão a Copa do Mundo de 1994 foi vista por dois bilhões de pessoas. Quatorze anos depois esta audiência dobrou: quatro bilhões de pessoas em todo mundo assistiram os Jogos Olímpicos de Pequim em 2008. No século XXI o entretenimento proporcionado pela indústria audiovisual é o que mais cresce entre todas as modalidades existentes no planeta. A televisão aberta, a TV por assinatura, o cinema, o DVD, os vídeos sob demanda na Internet, as imagens nos telefones celulares, as televisões exibidas nas empresas, a educação à distância e todos os outros processos de uma imagem associada a um som, exigem uma enorme quantidade de conteúdo audiovisual. Existe hoje uma demanda reprimida, uma falta de conteúdo audiovisual no mercado internacional e no mercado brasileiro. Este curso tem como objetivo proporcionar aos participantes uma visão geral das principais etapas da produção audiovisual, possibilitar que cada participante exerça diferentes funções durante os exercícios práticos e mostrar como desenvolver um projeto audiovisual da idéia ao produto final.


Público Alvo
O curso está direcionado para todas as pessoas com interesse em conhecer como funciona o processo produtivo na indústria audiovisual, aperfeiçoar suas habilidades, descobrir novas possibilidades de trabalho, de expressão artística e entretenimento. A turma será constituída por profissionais de redes de televisão, profissionais de produtoras independentes, professores, estudantes, videomakers, webdesigners, produtores de vídeos para celulares, profissionais envolvidos com treinamentos, atores e para todos aqueles que um dia pensaram na possibilidade de transformar uma idéia em um filme ou vídeo.


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* Alê Barreto é um administrador e produtor cultural independente. Trabalha com foco na organização e qualificação dos profissionais de arte, comunicação, cultura e entretenimento. É autor do livro Aprenda a Organizar um Show, primeira publicação livre e gratuita no Brasil sobre a tecnologia de produção de shows, escreve para o site Overmundo e para a revista Fazer e Vender Cultura.

Ministra cursos, oficinas, workshops e palestras. Já atuou em capacitação de grupos culturais em parceria com o SEBRAE AC. Presta consultoria e assessoria para artistas, empresas e produtores.

Contato: (21) 7627-0690 Rio de Janeiro - RJ - Brasil


* O blog Produtor Cultural Independente está em atividade desde 2006. Possui mais 700 posts e links de seus conteúdos são enviados para 4.808 pessoas através de redes sociais. Faz parte da Rede Produtor Cultural Independente, uma rede de conteúdos composta pelos blogs Produtor Independente (592 seguidores), Blog do Alê Barreto (55 seguidores), Aprenda a Organizar um Show (32 seguidores) Aprenda a Produzir um Artista (16 seguidores), Encantadoras Mulheres (13 seguidores) e Aprenda a divulgar seu evento (2 seguidores).



Alê Barreto é cliente do Itaú.


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O Produtor Cultural Independente gerencia os perfis das redes sociais da Associação Brasileira de Gestão Cultural (ABGC). Receba informações pelo Facebook e pelo Twitter

sábado, outubro 17, 2009

Atendimento para um Novo Mercado Cultural


Atender é gostar de encontrar pessoas



Por Alê Barreto (alebarreto@produtorindependente.com)



Situação 1

Você entra num site ou blog na internet, pega o telefone do artista e liga. Ninguém atende. Você liga de novo. Ninguém atende. Você liga vários dias. Ninguém atende.


Situação 2

Você está elaborando a programação de um bar, montando a grade de atrações de um festival e resolve ligar para uma banda que você acha que tem tudo haver com o evento. Pega o telefone do artista e liga. Ele atende e fala "claro, vou ter o maior prazer em participar. Vou passar para você o contato do meu produtor". Você pega o contato e liga para o produtor. Ele atende de forma arrogante, grosseira e diz que irá ver se o artista quer participar.


Situação 3

Você entra em contato com vários artistas, diretamente ou através de seus representantes (produtores, agentes ou empresários) para solicitar um orçamento de uma apresentação. Você leva semanas para receber um retorno de alguns destes artistas.


Estas e outras situações de péssima postura profissional e de péssimo atendimento eu vivenciei logo que comecei a trabalhar como produtor cultural independente. Na época, eu ficava louco da vida. Não entendia porque artistas e produtores agiam desta forma. Nos bares viviam reclamando que não havia trabalho e na hora de trabalhar não se mexiam.

Isso me levou a criar o curso "Atendimento para um Novo Mercado Cultural", que ministrei na Casa de Cultura Mário Quintana, em 2004, lá em Porto Alegre.



Passaram-se os anos e cada vez mais percebo a necessidade de se educar os profissionais que atuam neste setor para que entendam a importância de um bom atendimento. Estou trabalhando na remodelação deste curso e em breve estarei novamente ministrando o mesmo.


Dicas para melhorar o atendimento dos profissionais do setor cultural:


planeje o ciclo do seu atendimento

Pense se o número de telefone ou de endereço de e-mail que você está divulgando é de alguém que poderá dar um retorno rápido.


monitore a satisfação de seus parceiros

Muitas vezes achamos que estamos atendendo bem e não estamos. Durante a execução de um trabalho ou ao final, peça um feedback para quem trabalhou com você. Esteja aberto para ouvir críticas. Não aceite-as imediatamente e nem rechace-as. Ouça e avalie.


estude atendimento e treine quem trabalha com você

Nem todo mundo nasce com o "dom de atender". Atender é uma arte que se aprende. Há bastante literatura especializada e profissionais ministrando treinamentos. Procure um pouco de informação teórica e um pouco de informação com quem já está no mercado que você quer atuar.


Agregue valor ao seu trabalho

Dicas do capítulo 19 do meu livro "Aprenda a Organizar um Show" sobre receptivo e acompanhamento, duas funções que estão diretamente relacionadas com atendimento.

- Gentileza: gera gentileza. Atitudes gentis criam um ambiente de colaboração muito saudável a todos.

- Educação: trate todos com educação. Se possível, saiba os hábitos, manias e rotinas das pessoas que irá atender.

- Agilidade: a demora no retorno de solicitações causa tensão em quem está esperando.