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sexta-feira, abril 06, 2018

Precisamos assumir a liderança e nos debruçar sobre equações impossíveis





Por Alexandre Barreto*


Uma das coisas que diferencia radicalmente a linha do meu trabalho da maioria dos produtores e gestores culturais brasileiros é que valorizo muito a inovação. Só consigo me abastecer com inovação pelo fato de não atrelar política partidária ao meu trabalho.

A outra coisa que diferencia radicalmente a linha do meu trabalho é que ele não se abastece somente de conhecimentos das ciências humanas. Eu me abasteço também (e muito) da Administração, que é uma ciência social aplicada.

Um bom exemplo disso aconteceu ontem. Participei da palestra de Oscar Motomura, CEO da Amana-Keyrealizada no Fórum Permanente de Desenvolvimento do Acre na Fecomércio, em Rio Branco. A participação no encontro foi proporcionada pelo programa de pré-aceleração de empresas inovadoras e startups do estado do Acre.





Oscar Motomura falou sobre o tema "liderança", uma verdadeira aula. Aliás, uma das melhores aulas que tive de administração na minha vida.

Dois momentos da palestra me marcaram muito. Um deles foi quando Oscar Motomura disse que "não podemos nos apegar ao paradigma que as mudanças são lentas". O outro foi sobre a necessidade de nos debruçarmos sobre as equações impossíveis, que são aquelas que as pessoas travam e desistem de pensar. Para isso, mostrou exemplos fantásticos de ações realizadas nos países da Estônia e Singapura. Na Estônia, limparam todas as florestas do país em 1 dia. Em Singapura, criaram uma cultura voltada para a experiência do consumidor.

Quando Oscar Motomura abriu para perguntas, falei sobre a necessidade de todos nós assumirmos o papel de líderes. É preciso nos debruçarmos sobre equações impossíveis.




Empreendedores do programa de pré-aceleração de empresas inovadoras e startups do estado do Acre com Oscar Motomura


Conheça mais sobre as mudanças radicais na Estônia.

Let´s Do It! Estonia

Country as a service (Estonian experience) - Kale Palling - TEDxAcademy

e-Residency : experimenting worldwide digital inclusion | Kaspar Korjus | TEDxGeneva



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* Alexandre Barreto é administrador pela Escola de Administração da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (EAD/UFRGS) e MBA em Gestão Cultural pela Universidade Cândido Mendes (RJ) . Empreendedor que dissemina conhecimentos e atua em redes para promover mudanças. Escreveu os livros Aprenda a Organizar um Show e Carreira Artística e CriativaSaiba mais

quarta-feira, outubro 04, 2017

"Ninguém deve copiar outra pessoa se quer se tornar alguém de sucesso"





Por Alexandre Barreto *


Reed Hastings, criador e presidente do Netflix, ao ser perguntado sobre o que seu estilo de liderança teria a ensinar a empresários e executivos de outros setores foi categórico: "nada." É no mínimo curioso ouvir o criador de um negócio com uma base de clientes formada por 100 milhões de pessoas em quase 200 países responder que não tem nenhuma fórmula, modelo de negócio ou conselho sobre gestão para ensinar. Mas é exatamente isso que ele respondeu: "nada".

Concordo com ele. Grande parte do conhecimento que move o mundo não é fruto apenas da reprodução de modelos ou multiplicação de ideias consideradas "inovadoras" nos últimos cinco anos. O conhecimento que 24 horas move o mundo também é fruto da prática de pessoas como Reed Hastings, que ao longo de mais de 30 anos de trabalho construiu um mapa próprio para navegação no mundo dos negócios.

Entender que a um "grande salto" precede quase sempre uma etapa de preparação, na qual construímos nossos próprios referenciais, ajuda a não nos tornarmos cegos diante da realidade. Você pode se tornar um grande artista. Você pode ser escritor notável. Você pode se tornar uma pessoa reconhecida no mundo da tecnologia. Mas isso não depende apenas do seu desejo, de frase motivacionais ou de mindset (leia o texto "Por que a indústria do empreendedorismo de palco irá destruir você" de Ícaro de Carvalho, publicado no Medium).

Atingir o sucesso, seja lá o que isso signifique para você, depende também do tempo que você está disposto aprender a utilizar os seus melhores recursos. Depende do quanto você acredita que sendo uma pessoa autêntica poderá se destacar em um mundo onde todos pensam que fazer o que os outros fazem é o melhor a fazer.

Leia a entrevista "Por que a Netflix é parecida com a série Stranger Things”, com texto de Eduardo Salgado e imagem de Germano Luders, publicada na revista Exame, e aprenda um pouco mais sobre a importância da autenticidade.



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* Alexandre Barreto é administrador pela Escola de Administração da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (EAD/UFRGS) e MBA em Gestão Cultural pela Universidade Cândido Mendes (RJ) . Empreendedor que dissemina conhecimentos e atua em redes para promover mudanças. Escreveu os livros Aprenda a Organizar um Show e Carreira Artística e Criativa
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segunda-feira, agosto 21, 2017

"Descobri que um legado que a gente deixa, não é das obras que a gente faz. É das coisas que ficam pra trás e que inspiram o que a gente fez".




Por Alexandre Barreto *


Na infância, imaginamos muito. Quando estava na praia, nas férias, imaginava como seria se alguém entrasse no mar e começasse a nadar. Será que a pessoa chegaria à África? Um dia, em 1984, olhando noticiário na TV, alguém havia feito algo parecido: Amyr Klink havia saído da costa da Namíbia e feito primeira travessia solitária a remo do Atlântico Sul. É isso que você leu mesmo: a remo. Fiquei fascinado. Quando se tem 12 anos, grandes feitos capturam a atenção dos adolescentes. E comigo não foi diferente. De forma recorrente, nos anos seguintes, muitas vezes me peguei distraído, pensando como teria sido esta aventura. Enquanto a maioria do meus amigos adolescentes sonhava em ficar rico, morar em mansões luxuosas, dirigir carros possantes, eu sonhava em um dia fazer alguma coisa tão interessante e cheia de experiências como essa travessia.

Apesar da admiração por esta viagem ao longo dos anos, não cheguei a ler o livro "Cem Dias entre o Céu e o Mar", no qual Amyr Klink relata esta viagem. Mas fiz algo que de alguma forma me manteve por muitos anos próximo de Amyr Klink, mesmo não o conhecendo pessoalmente, mesmo estando distante. Decidi sempre que possível assistir suas entrevistas na TV ou ler reportagens sobre o seu trabalho.

Uma grande oportunidade que tive de fazer isso foi em 2006. Na época, eu morava em Porto Alegre. Ao saber que Amyr Klink iria participar de um seminário na Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul, aberto ao público, lá fui eu para o Auditório Dante Barone.

Durante toda sua fala, Amyr Klink narrou suas experiências com muita naturalidade, sem autoelogios, exatamente o contrário do que  99% das entrevistas, textos e palestras sobre empreendedorismo, administração e gestão faziam. Mesmo com autoridade de alguém que até aquele momento já havia cruzado o Atlântico num barco a remo e dado a volta ao mundo nas águas da Convergência Antártica (fronteira entre as águas frias do Norte e as águas geladas da Antártica), sozinho, durante 141 dias no mar, Amyr Klink falou com muita humildade. Falou de seus erros, do que aprendeu com eles. Em nenhum momento falou ou sugeriu que a forma como trabalhava tinha origem em algum método próprio que garantia o sucesso de seus projetos. Reforçava sempre que a prática de cada projeto, cada nova experiência, dava início a um novo processo de aprendizado.

Lembrei de tudo isso após escutar hoje a entrevista concedida por Amyr Klink a Milton Neves no domingão esportivo da Rádio Bandeirantes. Amyr Klink segue dando grandes lições. Durante a entrevista, ao falar sobre a construção do barco a remo que utilizou para cruzar o Atlântico, Amyr Klink explicou que, num primeiro momento, estudou a história de quem tentou fazer a travessia e buscou projetar um barco estável. Contudo, a partir de um certo momento, desconfiou do conhecimento acadêmico, do conhecimento teórico e resolveu conversar com pescadores, mestres de botes cearenses, que projetam barcos sem GPS, que ficam 15 dias no mar. Pessoas que fazem embarcações que navegam em alguns momentos, mas que ficam muitos momentos sem navegar, projetadas para "fazer" e "não fazer". Ao perceber a importância do barco em alguns momentos "não fazer" o que foi projetado fazer, Amyr Klink não só conseguiu concluir o projeto da embarcação, como também aprendeu algo muito importante para sua vida:

"(...) Com os anos, essa história do "não fazer" foi me ensinando muito. Descobri que um legado que a gente deixa, não é das obras que a gente faz. É das coisas que ficam pra trás e que inspiram o que a gente fez".

Se você às vezes se sente ansioso, angustiado, preocupado que ainda não deixou um legado, uma grande realização para o mundo, pense na possibilidade de lançar um outro olhar para o seu não fazer, para as suas pausas, para o que está inacabado. Foi o legado das travessias não concluídas que inspirou Amyr Klink a fazer inúmeras travessias.


Imagem: Marcos Júnior Micheletti/Portal TT


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Site do Amyr Klink


Página de Amyr Klink no Facebook


Escute a participação de Amyr Klink no "Domingo Esportivo" da Rádio Bandeirantes



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