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quarta-feira, junho 11, 2014

O que fazer e conferir para aumentar as chances de um projeto ser aprovado?



Por Alê Barreto*

alebarreto@gmail.com


Neste blog, quando falo em projetos, sempre é a partir de uma perspectiva diferente da maioria das abordagens vigentes no Brasil, que convergem para frases como "dinheiro existe, o que faltam são bons projetos" ou "faltam pessoas preparadas para elaborar projetos".

Minha opinião: não faltam bons projetos em todos os lugares. Faltam projetos em determinados lugares.


Há lugares que há excesso de iniciativas e projetos, operando de forma desarticulada. Falta então é conhecimento técnico para organizar e articular estas iniciativas e projetos.

Sobre faltar pessoas preparadas, sempre faltarão pessoas preparadas, para a infinidade de desejos que cada vez mais nos permitimos ter e querer ver materializados. As melhorias sociais e econômicas das últimas décadas estão permitindo que possamos sonhar mais e tentar disputar recursos para ver estes sonhos serem realizados. 

Precisamos melhorar a educação como um todo no país para que possamos ampliar o nosso olhar. Precisamos de um olhar que nos permita perceber com mais atenção às demandas da sociedade ao invés de querermos apenas aprender a elaborar projetos e oferecer o que achamos que as pessoas precisam ou que pensamos que está faltando.

Feitas estas considerações, seguem algumas dicas práticas que acredito que poderão aumentar as chances de um projeto ser aprovado. Entenda-se aqui "ser aprovado" um projeto passar da fase de avaliação técnica após ter sido recebido direto por um possível patrocinador ou após ter sido recebido pela comissão encarregada de avaliar projetos em um programa ou edital.


O que fazer


Descubra o prazer de trabalhar com tempo

Pare de repetir discursos do tipo "hoje em dia é tudo para ontem". Aprenda a criar o seu tempo. Aprenda a aceitar convites para elaborar projetos em que haja tempo hábil para realizar.

Eduque parceiros, colaboradores, clientes e fornecedores para que entendam que você é um profissional que busca elaborar projetos com qualidade, por isso evita trabalhar no ritmo de agências de publicidade antigas. As novas agências, de criação, projetos, comunicação, design, as novas empresas da chamada indústria criativa já estão entendendo que é necessária uma melhor gestão do tempo.

Velocidade nem sempre combina com inovação.



Quebre a resistência à leitura e entenda um edital

Editais são textos redigidos em linguagem formal, cheios de detalhes e extensos.

Tire pelo menos 3 horas para ler com atenção um edital. Faça anotações. Anote as dúvidas.



Escreva como acha que tudo vai acontecer

Faça uma pequena redação (ou grande) e descreva como tudo irá acontecer. Depois leia. Dê para outras pessoas lerem. Este exercício irá facilitar na hora de escrever a redação final do projeto.



O que conferir


Veja quem pode participar


Uma das primeiras coisas a ser verificada num edital é quem pode participar. Pessoas físicas? Empresas? Organizações da sociedade civil?


Inscrição e prazos

Veja quais são os procedimentos de inscrição e respectivos prazos, para ver se há tempo hábil para participar.


Documentação e anexos

Muitos editais solicitam muitos documentos. Além disso, também exigem informações anexas. Veja se tem condições de obter toda a documentação antes de encerrar o prazo das inscrições.


Leia também "Como ter o orçamento de um projeto aprovado num edital" e "Afinal, de quem é o projeto?"




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Leer también el libro "Aprende a Organizar un Show"


Fascículo 1 portugués (Fazer produção, que bicho é esse?) o español (“Hacer la producción”, ¿qué diablos es eso?)

Fascículo 2 - portugués (As Etapas de Produção do Showo español (Las etapas de un show)



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Alexandre Barreto, mais conhecido como “Alê Barreto”, é um profissional multifuncional. Administrador de empresas, gestor de pessoas, gerente de projetos, produtor executivo, consultor, criador de conteúdo, professor e palestrante. 
Atualmente é um dos gestores do Grupo Nós do Morro no Rio de Janeiro (RJ) juntamente com a cineasta e roteirista Luciana Bezerra e está em fase de conclusão do MBA em Gestão Cultural na Universidade Cândido Mendes (RJ). Sua monografia é sobre carreira artística e criativa e conta com a orientação da consultora Eliane Costa.   Leia mais

terça-feira, junho 10, 2014

Afinal, de quem é o projeto?




Por Alê Barreto*

alebarreto@gmail.com


Neste mesmo momento, em vários lugares do Brasil, alguém está ansioso porque descobriu um edital que pode financiar a sua ideia, mas a ideia precisa estar detalhada na forma de um projeto, o prazo para o envio do projeto termina em uma semana e a pessoa não tem experiência ou não se sente segura para escrever. Já viu alguma situação parecida?

Então a pessoa começa desesperadamente a procurar alguém que escreva o projeto. Lembrando: ela tem uma ideia. Uma ideia talvez com alguma vaga noção de orçamento e alguns detalhes sobre como será sua execução. Mas, acima de tudo, não é um projeto, algo que uma comissão avaliadora leia, entenda a proposta e possa considerar que possui viabilidade técnica, ou seja, que é possível de acontecer.

Aproveitando a febre de estímulo a projetos no Brasil (leia-se “estímulo a produção de grande quantidade de projetos", independente se significam uso do direito público ou privado com qualidade e se estão em sintonia com as demandas da sociedade), a pessoa começa desesperadamente a ativar sua rede de contatos: “preciso de alguém que faça projetos! Indiquem-me alguém!”.

Ela encontra alguém. Na sua mente, é uma pessoa que vai só “formatar o projeto”. Como se fosse pegar um documento no Word e colocá-lo de acordo com as normas da ABNT (que também dá trabalho).

A pessoa que vai escrever o projeto, sabe que está pegando algumas ideias, mas que cabe a ela:

- editar o texto (estabelecer um alinhamento, uma coerência, nexos, corrigir o português);

- escrever textos que sejam necessários e não existam, com detalhes solicitados pelo edital;

- revisar textos (título, objetivo, justificativa, cronograma, plano de ação, pré-produção, produção e pós-produção (ou finalização), distribuição de produtos e serviços, divulgação, respeito à legislação de propriedade intelectual, orçamento (limites de rubricas, o que pode ser financiado e o que não pode ser financiado), currículo de equipe técnica e documentação, normas de acessibilidade, contrapartidas sociais (quando houver), todas e quaisquer normas do edital).

A pessoa que contrata alguém para elaborar o projeto, apesar disso tudo, julga que o projeto é seu, pois o projeto será inscrito com os seus dados. Ela será a proponente do projeto. Ela que prestará contas sobre o dinheiro solicitado.

Contudo, ficou combinado que haverá nos materiais gráficos do projeto um crédito para o trabalho de planejamento do projeto, que pode ser o nome do profissional que elaborou, o nome de sua empresa, sua logomarca, site, blog, etc.

O projeto é aprovado, o patrocínio é obtido e o projeto realizado. Ocorrem problemas na realização do projeto. Ocorrem problemas na hora de prestar contas.


Começam a correr notícias de que "o projeto do fulano deu problema..."

A pessoa que teve a ideia, que neste nosso caso também é a proponente, divulga para todos que os problemas são culpa da pessoa que fez o planejamento do projeto.

A pessoa que elaborou o projeto explica que o projeto foi feito em conjunto com seu idealizador, que todas as partes do projeto e valores financeiros tiveram participação e aprovação do idealizador e que a execução do projeto é de inteira responsabilidade deste idealizador, que é o proponente do projeto.

Afinal, de quem é projeto?




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Leer también el libro "Aprende a Organizar un Show"


Fascículo 1 portugués (Fazer produção, que bicho é esse?) o español (“Hacer la producción”, ¿qué diablos es eso?)

Fascículo 2 - portugués (As Etapas de Produção do Showo español (Las etapas de un show)



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Alexandre Barreto, mais conhecido como “Alê Barreto”, é um profissional multifuncional. Administrador de empresas, gestor de pessoas, gerente de projetos, produtor executivo, consultor, criador de conteúdo, professor e palestrante. 
Atualmente é um dos gestores do Grupo Nós do Morro no Rio de Janeiro (RJ) juntamente com a cineasta e roteirista Luciana Bezerra e está em fase de conclusão do MBA em Gestão Cultural na Universidade Cândido Mendes (RJ). Sua monografia é sobre carreira artística e criativa e conta com a orientação da consultora Eliane Costa.   Leia mais