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terça-feira, abril 11, 2017

Ministério da Cultura e Universidade Federal do Rio Grande do Sul lançam a "Coleção Atlas Econômico da Cultura Brasileira"


Cadeias produtivas que serão estudadas de forma prioritária: audiovisual, games, mercado editorial, música e museus e patrimônio



Por Alê Barreto *


Antes de falar diretamente sobre a publicação lançada pelo Ministério da Cultura e Universidade Federal do Rio Grande do Sul, acho importante contextualizar em que momento esta publicação chega em nosso país.

Linha do tempo sobre a preocupação com a dimensão econômica da cultura

Na introdução do artigo "Elementos para se pensar uma carreira profissional artística e criativa", que escrevi para a revista Cadernos do CEOM, da Universidade de Chapecó (UNOCHAPECÒ), faço uma breve linha do tempo, na qual cito que na década de 50 economistas americanos tentavam entender porque um indivíduo racional escolhe a carreira artística. Os pesquisadores tentavam entender porque alguém decide ocupar o seu tempo produtivo em atividades cuja oferta de trabalho é descontínua, as perspectivas de carreira são incertas e que, para garantir uma renda, na maioria das vezes é necessário o exercício de atividades complementares.

Com o tempo, estas pesquisas foram avançando e há algumas décadas os governos de alguns países tem se preocupado em ir além: medir a contribuição das atividades artísticas e culturais para a economia de uma nação.

Ainda em meu artigo, cito que


"em 2003 o Ministro da Cultura, Gilberto Gil, iniciou um amplo diálogo e debate com artistas, produtores, gestores públicos de cultura e outros interessados na construção das políticas públicas brasileiras, em vinte encontros do Seminário Cultura para Todos, nos quais se foi além das discussões sobre as dimensões simbólica e cidadã da cultura, tradicionalmente aceitas pela ampla maioria dos intelectuais. Ao ouvir diferentes agentes culturais acerca das questões do financiamento da cultura, em especial os debates sobre necessidade de alteração da Lei Rouanet, o Estado brasileiro reconheceu e passou a difundir a necessidade de se pensar na dimensão econômica da cultura. Como se estivesse preocupado em correr atrás do tempo perdido, o Estado brasileiro afirmou em 2008, através da gestão do ministro Juca Ferreira, no caderno “Diretrizes Gerais para o Plano Nacional de Cultura”, que “[...]a cultura, como lugar de inovação e expressão da criatividade brasileira, apresenta-se como parte constitutiva do novo cenário de desenvolvimento econômico socialmente justo e sustentável.” (MINISTÉRIO DA CULTURA;COMISSÃO PERMANENTE..., 2008, p. 12). Tal afirmação é uma demonstração clara que o Estado brasileiro não só passou a reconhecer a importância da dimensão econômica da cultura e a fomentar sua pesquisa, mas também percebeu que a relação intrínseca desta com a criatividade e inovação passou a ser uma importante variável com forte influência no novo cenário econômico mundial. Em 2008 o mercado de bens e serviços criativos sofreu poucos impactos, apesar da crise global. Enquanto o comércio internacional registrou naquele ano queda de 12%, as transações de bens e serviços criativos permaneceram aquecidas, com US$592 bilhões em negócios (ACIOLI;IAQUINTO; MONTEIRO;THIMOTEO, 2011). Avançando nesta direção, a ministra da Cultura Ana de Holanda criou em 2011 a Secretaria da Economia Criativa, órgão cuja gestão esteve inicialmente a cargo de Cláudia Leitão e que com o lançamento do “Plano da Secretaria da Economia Criativa: políticas, diretrizes e ações 2011-2014” assumiu a tarefa “[...] de repensar, de reconduzir, de liderar os debates e a formulação de políticas sobre a cultura e o desenvolvimento no Brasil, com a missão de transformar a criatividade brasileira em inovação e a inovação em riqueza:riqueza cultural, riqueza econômica e riqueza social.” (LEITÃO, 2011).

Novamente à frente do Ministério da Cultura, Juca Ferreira extinguiu a Secretaria de Economia Criativa em março de 2015.


Atlas Econômico da Cultura Brasileira

Após assumir o Ministério da Cultura em 2016, Roberto Freire deu início à uma importante ação de pesquisa e fomento da dimensão econômica da cultura, que mostrou seus primeiros passos no dia 5 de abril, com a publicação dos primeiros dois volumes da Coleção Atlas Econômico da Cultura Brasileira. O Ministério da Cultura aposta que as seis obras que compõem a coleção serão uma importante ferramenta para maior valorização da Cultura em nosso país.

No texto de divulgação da coleção publicado no site do Ministério da Cultura, Roberto Freire afirma:

"o fato de termos a dimensão econômica da Cultura pouco contabilizada leva a certa descrença do próprio governo de que o setor tenha um grande impacto econômico. O Atlas vai mostrar o quanto do que se produz de riqueza vem da área cultural, o que levará à conscientização do Governo de que, em vez de se cortar recursos da Cultura em um momento de crise, é importante fazer o contrário: investir em Cultura para movimentar a economia e fazê-la crescer".

Volumes I e II do Atlas

O Volume I do Atlas traz estimativas do Banco Mundial que situam a cultura como responsável por 7% do PIB do planeta no ano de 2008. No caso brasileiro, dependendo da forma de cálculo, os setores culturais podem chegar a cerca de 4% do PIB anual em 2010, sendo considerado um eixo estratégico de desenvolvimento socioeconômico pelo MinC.
De acordo com as pesquisas publicadas no segundo volume da Coleção Atlas, é possível mensurar aproximadamente a importância dos processos econômicos a partir de organizações e agentes culturais em 2,64% do PIB de 2016, contribuindo com R$ 155,6 bilhões de produção, apresentando um crescimento acumulado de quase 70% nos últimos 10 anos e constituindo 3,5% da cesta de exportação brasileira (segundo dados da Firjan). Além de mapear e sistematizar o grande impacto do setor cultural na economia do país, que se compara a setores como mineração e turismo, o Atlas servirá como uma ferramenta importante para o Governo brasileiro na priorização de políticas públicas nessa área, inclusive em momentos de crise.

Os resultados referentes aos quatro eixos temáticos do Atlas serão lançados a cada trimestre, tendo como previsão a entrega da completa para abril de 2018, durante a realização do evento Mercado de Indústrias Culturais do Sul - MICSUL. Concomitantemente, as informações de cada eixo também estarão disponíveis em uma plataforma digital, na qual a sociedade brasileira poderá acessar os conteúdos, dados e indicadores, além de um repositório com as pesquisas e produtos resultantes de parcerias com universidades, CNPQ e consultorias contratadas pelo MinC. Além disso, a Coleção, lançada a partir desses dois primeiros volumes, seguirá em paralelo com a publicação de cadernos setoriais, a realização de seminários para avaliação dos eixos.

Organizações que colaboram com o projeto

Elaborado pelo Ministério da Cultura em parceria com a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), por meio do NECCULT (coordenado pelo professor Leandro Valiati), o Atlas conta ainda com a colaboração de instituições como a Organização das Nações Unidades para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), o Banco Nacional de Desenvolvimento e Econômico e Social (BNDES), a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), a Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), entre outros.

Os dois primeiros volumes da Coleção Atlas estarão disponíveis no portal do MinC e no NECCULT até julho.


Fontes: citações (indiretas ou diretas):

Revista Cadernos do CEOM n. 39

Site do Ministério da Cultura

Site do NECCULT


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* Alexandre Barreto é administrador pela Escola de Administração da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (EAD/UFRGS) e MBA em Gestão Cultural pela Universidade Cândido Mendes (RJ) . Empreendedor que dissemina conhecimentos e atua em redes para promover mudanças. Escreveu os livros Aprenda a Organizar um Show e Carreira Artística e Criativa
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quinta-feira, março 07, 2013

Rede Acreana de Cultura realiza novo ciclo de ações formativas em parceria com o Produtor Cultural Independente, após ser contemplada com o Prêmio Brasil Criativo do Ministério da Cultura




Por Alê Barreto
alebarreto@gmail.com


Em abril estarei dando continuidade ao trabalho que iniciei em parceria com a Rede Acreana de Cultura, nos anos de 2009 e 2010 (saiba mais).

Rede Acreana de Cultura é uma articulação pioneira no Brasil, pois estabelece uma importante (e necessária) cooperação entre as instituições do Estado do Acre que desenvolvem atividades na área de cultura e economia criativa. Esta rede é formada pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), Fundação de Cultura e Comunicação Elias Mansour (FEM), Fundação Municipal de Cultura Garibaldi Brasil (FGB), Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Serviço Social do Comércio (Sesc), Serviço Social da Indústria (Sesi), Centro de Multimeios, Universidade Federal do Acre (Ufac) e Ministério da Cultura (MinC), através de seu escritório em Rio Branco.

Hoje saiu a divulgação do processo formativo, o qual transcrevo abaixo na íntegra.



Rede Acreana de Cultura realiza oficina de formação

Agência de Notícias do Acre




A RAC, rede formada por instituições, produtores e artistas, pretende, com o processo de capacitação, trabalhar com a proposta de estimular a organização do setor cultural no Acre (Foto: Assessoria FEM)




Para dar continuidade ao processo de capacitação dos profissionais da cultura no Acre, a Rede Acreana de Cultura (RAC), em parceria com o Produtor Cultural Independente (www.produtorindependente.com), realiza mais uma ação de formação do projeto Gestão para Produção Cultural, iniciado em 2009. Será financiado pelo projeto, contemplado com o Prêmio Brasil Criativo, do MinC, na categoria formação para competências criativas, o Programa Produtor Cultural Independente (nível básico).

Serão promovidos seis cursos presenciais para gestores, produtores e artistas, no período de 1º a 6 de abril, das 18h30 às 22 horas, na Sala Matias da Fundação de Cultura Elias Mansour. Dirigido pelo consultor independente Alê Barreto, o programa trabalhará com pessoas interessadas na construção de condições de infraestrutura para ampliação do setor de Economia Criativa no Acre.

O processo é um conjunto de ações voltadas para a capacitação de pessoas interessadas em melhorar a qualidade de sua atuação em atividades do universo da produção e gestão cultural, tais como arte, comunicação, cultura e entretenimento” explica Barreto.

O conteúdo envolve os cursos: Aprenda a Criar Oportunidades de Negócio, Aprenda a Fazer Propostas e Projetos, Aprenda a Organizar um Show, Aprenda a Divulgar seu Evento, Aprenda a Produzir um Artista, além de atividades adicionais que tratam de ações e de produção de economia criativa.

Além dos cursos presenciais, o programa busca iniciar a formação de uma rede que irá estimular o diálogo entre organizações do poder público, sociedade civil e iniciativa privada, para criação de ações, projetos, empreendimentos e políticas públicas voltadas ao estímulo da Economia Criativa no Acre e sua articulação com os diferentes sistemas e mercados culturais de todos os estados brasileiros”, explica Alê.

Entre os critérios para participação constam: idade a partir de 18 anos; ter ensino médio concluído; desejável estar cursando nível superior; ter participação em atividades, projetos ou programas relacionados à arte, comunicação, cultura ou entretenimento, no mínimo nos últimos 2 anos (período de 2011 e 2012); desejável em atividades de administração, produção e gestão; ter interesse em desenvolver competências profissionais para organização, administração e gestão de ações, projetos, programas e empreendimentos de economia criativa; ter interesse em trabalhar futuramente com sistematização de informações, levantamentos e mapeamentos, produção de conteúdo escrito e atividades formativas, entre outros.


Para participar do processo


Serão oferecidas 15 vagas.

Saiba mais


Qual a ideia da RAC


Todo esse processo de capacitação conduzido pela RAC, rede formada por instituições, produtores e artistas, tem trabalhado com a proposta de estimular a organização do setor cultural no Acre. “Percebemos que algumas iniciativas não obtêm sucesso, simplesmente pela falta de conhecimentos em gestão cultural e em produção de eventos. Então, com esse projeto buscamos atender a demanda com um olhar diferenciado, percebendo as características específicas deste setor da economia criativa do estado do Acre”, explica Flávia Burlamaqui, consultora do projeto.

Quem faz parte da rede - Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), Fundação de Cultura e Comunicação Elias Mansour (FEM), Fundação Municipal de Cultura Garibaldi Brasil (FGB), Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Serviço Social do Comércio (Sesc), Serviço Social da Indústria (Sesi), Centro de Multimeios, Universidade Federal do Acre (Ufac) e Ministério da Cultura (MinC), através de seu escritório em Rio Branco.

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Inscreva-se nos cursos do Produtor Cultural Independente

13 e 14 de ABRIL | SÃO PAULO


Facilidade para pagamento e inscrição: tudo através de nossa loja virtual. 

Valor mais acessível: cada curso tem o valor de R$200,00. Quem fizer sua inscrição até o dia 22 de março de 2013 ganha um desconto de R$ 40,00 (quarenta reais) e paga somente R$ 160,00 (cento e sessenta reais) por curso.

Carga horária mais flexível: cursos em regime de imersão, com duração de 4 horas.

Vagas Limitadas
Local: AGS Meeting Place (Av. Brig. Luis Antonio, 2050 - 1º andar | próximo à estação Brigadeiro do Metrô)
http://www.agsmeetingplace.com.br/mapa.html 









Acesse o blog do curso http://produtorindependentesp.blogspot.com.br/


Informações:

Waleska Ávila (11) 96623-6238  waleskaavila@gmail.com




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Participe do Workshop "Fazer produção, que bicho é esse?"

23 de março em Salvador (BA)


Veja mais informações com Carine Andrade acessando o link deste blog



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Quer participar dos cursos no Rio de Janeiro ? Entre para a lista de interessados

Quer participar dos cursos do Programa Produtor Cultural Independente? Envie um e-mail manifestando o seu interesse para alebarreto@gmail.com e entre para a lista de interessados.


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*Alexandre Barreto é um profissional multicarreira. É administrador com ênfase em marketing e produtor, graduado pela Escola de Administração da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Trabalhou em grandes empresas, de diferentes segmentos (saiba mais).

Mora na cidade do Rio de Janeiro. É aluno do Programa de Estudos Culturais e Sociais da Universidade Cândido Mendes (RJ), onde cursa a pós-graduação MBA em Gestão Cultural.

Ministra aulas sobre produção e gestão cultural em projetos do Itaú Cultural. Faz parte da equipe de articuladores do projeto Solos Culturais desenvolvido pelo Observatório de Favelas em parceria com a Secretaria de Estado da Cultura do Rio de Janeiro, com patrocínio da Petrobras e atuou recentemente no projeto Rio em Rede, uma parceria entre o Observatório de Favelas e o Instituto Avon.

Seu foco é contribuir para a organização de profissionais, instituições e do setor cultural.

(21) 7627-0690 alebarreto@gmail.com

sexta-feira, setembro 10, 2010

Festival da Revolução: mais um resultado do método livre "Aprenda a Organizar um Show"


Matéria sobre festival realizado por alunos de Alê Barreto no Acre


Por Alê Barreto*


Recém chegado do Porto Arte Festival, ação cultural realizado na cidade histórica de Porto Acre pelos meus alunos de Rio Branco (AC) em parceria com a Rede Acreana de Cultura (Fundação Municipal de Cultura Garibaldi Brasil, Fundação Elias Mansour, SEBRAE, SESC, IPHAM e SESI), comecei a organizar o material e a clipagem do projeto.

A matéria acima, publicada no jornal O Rio Branco em 03/09/2010, mostra a diversidade de atrações que foram contempladas no festival e algumas reflexões que fiz, das quais destaco:

- atividades culturais podem gerar negócios e contribuir para o desenvolvimento;
- SEBRAE do Acre trabalha o fomento da produção cultural capacitando pessoas envolvidas com ações culturais;
- governos e população da Amazônia devem lançar um novo olhar sobre suas paisagens, recursos naturais, manifestações culturais, usos e costumes.

Clique na imagem e leia a matéria na íntegra.


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* Alê Barreto é administrador, produtor cultural e autor do livro Aprenda a Organizar um Show, primeira publicação disponibilizada de forma livre e gratuita no Brasil sobre a tecnologia de produção de shows. Trabalha novos conceitos e oferece serviços diferenciados para empresas, produtores, grupos culturais e artistas. Divulga reflexões sobre seu processo de trabalho no blog Alê Barreto e valoriza encantadoras mulheres.

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alebarreto@produtorindependente.com

segunda-feira, setembro 06, 2010

Sebrae capacita profissionais para mercado cultural


Jornal A GAZETA de Rio Branco/AC, 03/09/2010


Por Alê Barreto*


Ano passado fui contratado pelo Sebrae AC, a partir do contato do gestor de cultura Alex Lima, para realizar um repasse metodológico de gestão em produção cultural para Grupos Culturais do Acre, em parceria com a Rede Acreana de Cultura, formada pela Fundação Municipal de Cultura Garibaldi Brasil (Rio Branco), Fundação Elias Mansour, SEBRAE, SESC, IPHAM e SESI.

Este trabalho teve como ponto de partida a visão estratégica do Sebrae/AC de buscar qualificar agentes culturais para desenvolvimento da economia criativa do estado do Acre.

O trabalho foi realizado em três etapas:

- treinamento teórico de introdução à gestão na produção cultural, no qual também ministrei o curso "Aprenda a Organizar um Show", em novembro de 2009;

- articulação dos conceitos aprendidos na capacitação com a prática. Supervisionei os grupos culturais durante uma missão realizada em Goiás em maio de 2010. Foi uma atividade importante de benchmarking acompanhando atividades práticas de produção cultural e seminários no Festival Bananada em Goiânia/GO. Esta atividade foi uma parceria entre Sebrae/GO, Coletivo Pequi de Anápolis/GO, Monstro Produtora e Rede Acreana de Cultura.

- atividade prática: produtores que passaram pela capacitação realizaram no último final de semana um festival na cidade histórica de Porto Acre.

Esta ação organizada chamou a atenção da imprensa local. Veja a matéria do jornalista Fábio Pontes publicada no jornal A GAZETA no dia 03 de setembro.


[início da matéria]


Sebrae capacita profissionais para mercado cultural

Fabio Pontes

O Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) capacita desde o final do ano passado um grupo de pessoas dispostas a investir em um mercado tão arriscado quanto o de ações: o cultural. Muito mais do que apenas organizar eventos, esse é um segmento que exige profissionalismo para obter credibilidade e, em seguida, lucros.

O curso tem à frente o produtor cultural independente Alê Barreto. Com uma microempresa no Rio de Janeira, Barreto mostrou sua experiência não somente como um organizador de eventos artísticos de sucesso, mas como se consolidar dentro de um eixo em que é preciso separar o joio do trigo.

Para ele, é possível o cenário cultural brasileiro ficar menos dependente do Estado, e passar a conquistar recursos junto à iniciativa privada. Mas, para isso, observa ele, é necessário um longo período de construção da credibilidade junto ao empresariado.

“Eu enxergo o setor cultural como um grande sistema, não o vejo apenas como um mercado de patrocínio, de shows”, declara

Segundo ele, o conceito da administração dentro do mundo das artes é algo novo, e de pouco conhecimento. A iniciativa do Sebrae vem a preencher essa lacuna dentro de um mercado que no Brasil torna-se cada vez mais competitivo, e onde a atuação de maus profissionais acaba por “queimar” a imagem de quem, de fato, quer fazer da cultura seu meio de vida.

“O Sebrae do Acre dá um grande exemplo para outros Estados ao estimular a organização dos seus grupos culturais. Estimular produtores independentes permitirá que as pessoas sejam mais ativas, e não fiquem apenas esperando a ação do Estado”, destaca ele. “Educar pessoas para a produção cultural é uma grande oportunidade.”

Entre os trabalhos de capacitação dos agentes culturais no Acre esteve a visita ao Festival Bananada, em Goiânia. Lá, os acreanos puderem conhecer um pouco mais da engrenagem desse setor. A partir da experiência os agentes locais criaram um próprio festival para a realidade regional.

É o Porto Arte Festival. A cidade escolhida foi Porto Acre. Apesar de ser um dos símbolos da Revolução Acreana, a cidade não disponibiliza desses tipos de eventos que contribuam na elevação do nível cultural e educacional da sociedade. O evento acontece desta sexta-feira a domingo.

[fim da matéria]

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* Alê Barreto é administrador, produtor cultural e autor do livro Aprenda a Organizar um Show, primeira publicação disponibilizada de forma livre e gratuita no Brasil sobre a tecnologia de produção de shows. Trabalha novos conceitos e oferece serviços diferenciados para empresas, produtores, grupos culturais e artistas. Divulga reflexões sobre seu processo de trabalho no blog Alê Barreto e valoriza encantadoras mulheres.

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alebarreto@produtorindependente.com

sábado, julho 11, 2009

Aprofunde seus conhecimentos sobre o setor cultural no Brasil através do Sebrae




Por Alê Barreto (alebarreto@produtorindependente.com)


Após falar na primeira semana de julho sobre a importância do prazer na produção cultural, tema que particularmente mexe muito comigo, parei de escrever por uma semana e refleti sobre o assunto.

Tentei lembrar o que eu fazia (e faço) para driblar as dificuldades e atingir os meus objetivos. Percebi que uma das alternativas é não aceitar cegamente o que as pessoas me falam sobre o setor cultural. Procuro sempre investigar as informações que encontro. Numa destas investigações, cheguei até o SEBRAE (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas). Trata-se de uma entidade privada sem fins lucrativos que tem como missão promover a competitividade e o desenvolvimento sustentável dos empreendimentos de micro e pequeno porte.

O que tem a ver empreendimentos SEBRAE com produção cultural independente? Anote bem em sua agenda: tudo. Uma parcela considerável dos projetos e ações culturais que acontecem no país integram os 14,8 milhões de micro e pequenas – 4,5 milhões formais e 10,3 milhões informais – que respondem por 28,7 milhões de empregos e por 99,23% dos negócios do país. Toda vez que você quer fazer um show e pede apoio cultural para que um restaurante forneça alimentos e bebidas para o camarim, você está entrando em contato com uma pequena empresa. Toda vez que você vai ao escritório de um empresário ou produtor cultural, você está entrando em contato com uma pequena empresa. Toda vez que você, mesmo estando trabalhando no que não gosta, gasta o seu tempo pensando em como poderia abrir um negócio em que pudesse trabalhar 100% do seu tempo com cultura, você está pensando na palavra "empreendimento".

Chegar até o SEBRAE é muito mais fácil do que a gente imagina. Comece pelo site. Ao digitar www.sebrae.com.br você se depara com esta tela:





Para começar, leia um pouco sobre o trabalho do Sebrae clicando em "institucional".

Depois, clique em "setores" e selecione "cultura e entretenimento".



Aqui você poderá navegar e acessar muitas informações importantes sobre o setor e o cenário atual da cultura no país.


No item "panorama" você irá encontrar os textos




"um setor de potencialidades",





"Termo de referência para atuação do sistema Sebrae na Cultura e Entretenimento",




"dez dicas para empreender na cultura",




e o livro "Cultura: ferramenta de desenvolvimento".


No item "gestão", você irá encontrar os textos




"Mapa da gestão cultural",




"O gestor cultural",





a entrevista com o administrador, produtor e gestor cultural, Romulo Avelar,




O livro "Territórios em Movimento: cultura e identidade como estratégia de inserção competitiva", que aborda experiências de desenvolvimento econômico e social de territórios por meio da dinamização de saberes locais e da valorização da identidade.




e o link para a biblioteca online sobre cultura e entretenimento.


Há mais informações. Mas o importante é dar o primeiro passo. Comece a ler, conheça mais sobre o setor cultural e visualize novas possibilidades para fortalecer sua ação cultural.

sexta-feira, abril 24, 2009

Dicas de Produção e Divulgação para Músicos (RJ)


Divulgação


Por Alê Barreto (alebarreto@produtorindependente.com)


Ano passado, tive a oportunidade de conhecer o Rodrigo Lariú, da gravadora Midsummer Madness, por ocasião da nossa ida ao Festival Contato, promovido pela Rádio da Universidade Federal de São Carlos em São Paulo. É um cara sério e que está fazendo um trabalho muito importante de articulação de bandas e artistas independentes no RJ.

Colei acima o flyer do workshop dele e abaixo transcrevo a mensagem de divulgação que recebi através da lista da Rede Rock Público:


pessoas,

segunda que vem, dia 27 de abril, das 17h às 19h, vou apresentar meu workshop / bate-papo de dicas de produção e divulgação para bandas e músicos. Será realizado em parceria com a REDE RIO MÚSICA.

É um passo-a-passo desde o momento que vc monta sua banda até dar a hora de fazer shows, divulgar. O que é uma boa "demo" (física ou online), o que é um site funcional, quantas músicas gravar, como registrar, o que é um bom press release, como contatar imprensa e produtores de shows, etc.

Dura 1h a 1h30, vai ser no SEBRAE do Centro, que fica na rua Santa Luzia, 685, 9º andar, perto da Cinelândia. A entrada é franca mas tem que se registrar pois são vagas limitadas. Todos que forem vão ganhar meu mailing de contatos de imprensa e produtores de show. Mais informações no flyer anexo.

Inscrevam-se!
abs
Rodrigo Lariú



Quem estiver no RJ neste dia, vale a pena conferir este workshop.

sábado, janeiro 10, 2009

Estratégia é uma aliada da Produção Cultural


"Man in the Cafe", Juan Gris, 1912. Disponível em www.ibiblio.org/wm/paint/auth/gris/cafephil.jpg

Por Alê Barreto

Há poucos dias escrevi algumas idéias que julgo interessantes para alavancar as nossas realizações culturais em 2009.

Uma das idéias foi "(...) desenhe um "passo-a-passo" de como pretende alcançar seus objetivos no longo prazo. Se pretende ser um produtor cultural e viver somente disso, planeje como pode ir fazendo uma transição de sua profissão atual para a nova atividade".

Então vamos começar.

Planejamento é uma palavra que muitas vezes no meio cultural soa como um bicho de sete cabeças. Mais não é.

Partindo da definição da palavra, segundo o dicionário Michaelis, planejamento é o "(...) ato de projetar um trabalho, serviço ou mais complexo empreendimento; determinação dos objetivos ou metas de um empreendimento, como também da coordenação de meios e recursos para atingi-los; planificação de serviços".

Para mim, numa definição mais prática, o planejamento é um mapa em construção, que nos auxilia a atravessar um mar de incertezas que nos aguardam no futuro.

Podemos planejar o que quisermos. Mas temos que saber de antemão que planejamento é uma tentativa de chegar a algum lugar. Mas a tentativa somente será bem sucedida se soubermos lidar com fatores externos alheios à nossa vontade.

Na área de produção cultural, pelo fato de ainda estar iniciando a sistematização de conhecimentos nesta área no Brasil, a noção de planejamento é bastante limitada, precisa ser ampliada. Em geral os produtores culturais pensam que o planejamento serve somente para apresentar propostas para o Ministério da Cultura, para secretarias de cultura dos estados e municípios ou para tentar captar patrocínio junto aos departamentos de marketing das empresas.

Para mim, a principal contribuição que os diferentes métodos de planejamento podem oferecer para os profissionais da cultura é que possibilitam que se trabalhe com estratégia. E trabalhar com estratégia aumenta muito a probabilidade de sermos bem sucedidos.


Veja dicas do escritor Roberto Shinyashiki




Antes de planejar um evento, uma exposição de artes, uma peça de teatro, um festival, antes de sair prometendo para as pessoas que irá "fazer e acontecer", aprenda a iniciar um negócio ou repense o seu empreendimento.

Uma boa oportunidade de se aprender a planejar é entrar em contato com o SEBRAE - Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas. Através deste link você pode fazer cursos gratuitos, aprimorar sua formação e aumentar consideravelmente as chances de obter bons resultados em 2009.

Outros links no site do Sebrae que irão auxiliar no seu planejamento:

Cultura e Entretenimento

Panorama da Cultura no Brasil

Gestão Cultural

Produção Cultural

Empresas ligadas à cultura poderão contar com apoio financeiro
Seleção do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), Sebrae e Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) prevê recursos não-reembolsáveis de até R$ 4 milhões para inovação nos segmentos de música, audiovisual, manifestações populares e artes cênicas