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quinta-feira, outubro 29, 2020

Da garagem para os palcos: o empresário Ilton Carangacci fala sobre gestão de carreiras artísticas


Por Alexandre Barreto*


Ilton Carangacci é uma das referências da minha formação como produtor. Não apenas produtor no sentido estrito da palavra, que se envolve com a parte operacional da organização de shows, mas do produtor que trabalha a gestão de carreiras artísticas.

Conheci ele em 2004, quando entrei em contato para solicitar autorização para fazer imagens do show do DVD acústico da banda Papas da Língua no Theatro São Pedro em Porto Alegre. De lá para cá, sempre acompanhei, mesmo que muitas vezes à distância, a evolução do trabalho dele, sempre contribuindo de forma significativa para o fortalecimento da ação empresarial no mercado da Economia Criativa.

Ilton Carangacci é advogado formado pela PUCRS e, desde 1985, escolheu fazer da música o seu meio de vida. No currículo, tem a gestão de carreiras de Papas da Língua, Chimarruts, Os Eles, Armandinho, Reação em Cadeia, Jéf, The Hard Working Band, Off The Wall e Ivo Mozart e outros. Recebeu o Prêmio Açorianos de Música 2019, pela sua contribuição ao ambiente musical. Realizou mais de 4000 shows em dez países, incluindo a organização de festivais na Áustria e França.

Neste vídeo que teve financiamento do edital Fac Digital RS da Secretaria da Cultura do RS junto com a Feevaletechpark, Ilton compartilha experiências desenvolvidas em mais de 35 anos de atividade.


Captação e edição de vídeo Tiago Werner.

Trilha de abertura: Head High Swells - The Whole Othe
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* Alê Barreto (Alexandre Barreto) é administrador pela Escola de Administração da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (EA/UFRGS), professor de Empreendedorismo, 
Administração de Materiais, Logística Empresarial, Administração da Produção e Análise de Projeto e Orçamento Empresarial, MBA em Gestão Cultural pelo Programa de Estudos Culturais e Sociais da Universidade Cândido Mendes (RJ), palestrante, consultor e produtor executivo. Está cursando o mestrado no Programa de Pós-Graduação em Educação Profissional e Tecnológica (PROFEPT). É autor dos livros "Aprenda a Organizar um Show" e "Carreira Artística e Criativa". Saiba mais 

quarta-feira, fevereiro 15, 2017

Você tem acompanhado a gestão de sua carreira?


Atitudes podem contribuir com o desenvolvimento de sua carreira




Por Alê Barreto *



É bastante comum vermos pessoas falando que "não há concorrência, o meu concorrente sou eu mesmo". Discordo desse pensamento. Você pode até decidir não prestar atenção na concorrência, mas ela existe e interfere no mercado que você atua. E "lei de atração" ou qualquer outro tipo de crença metafísica não vai impedir você de receber os efeitos da concorrência. Isso se aplica para pessoas e organizações.

Se você acredita que sua vontade de pintar, desenhar, tirar fotos, fazer esculturas, grafites, atuar no teatro, na TV, subir aos palcos, depende só de você, não se iluda. Não depende só de você. Claro que sem vontade, ninguém chega a lugar nenhum. Mas só vontade não basta. Você não é o único que tem essa vontade. Já parou para pensar quantas pessoas no mundo inteiro sonham em trabalhar com isso? Como se diferenciar no meio de uma multidão de pessoas talentosas, todas buscando um lugar ao sol?

No novo livro "Carreira Artística e Criativa", uma das 7 atitudes que influenciam a boa gestão da carreira que eu recomendo é "ter um acompanhamento de gestão de carreira". Isso não é fórmula de sucesso. Não acredito em fórmulas. Essa atitude é uma constatação prática. E que possui vários depoimentos que confirmam a sua importância.

Como exemplo disso, fiz uma citação no livro "Carreira Artística e Criativa" de um trecho do texto "Aspectos artísticos, técnicos e profissionais na construção da carreira das estrelas/intérpretes da axé music", escrito por Marilda Santanna, que comenta as carreiras de Daniela Mercury, Ivete Sangalo e Margareth Menezes:

"(...) ao longo de suas carreiras, cada uma foi alçando vôos solo, de forma a assumir o seu negócio como "donas", criando blocos e produtoras para que pudessem gerenciar mais de perto o seu produto artístico. Tornaram-se artistas-empresárias não só gerenciando suas carreiras individuais, mas outros grupos e outros negócios fora do ambiente da música" (SANTANNA, 2009, p. 219).

É importante também perceber que ter um acompanhamento de gestão de carreira não é somente algo para celebridades ou para quem já atingiu um determinado patamar. É algo para se ter o mais cedo possível.

Acompanhar a gestão de uma carreira é planejar, realizar, medir o quanto se obteve de resultado, corrigir falhas e voltar a planejar, realizar, medir, etc. É um ciclo contínuo.

Não se iluda que gerenciar uma carreira é passar o dia pesquisando na internet locais para se apresentar. Ou passar a tarde pintando em um ateliê. Acompanhar a gestão de uma carreira é algo que exige tempo, conhecimento e uma infraestrutura.

Você tem clareza sobre a quem se destina o seu trabalho? Como é o comportamento de consumo das pessoas a quem se destina o seu trabalho? Quem são os outros profissionais que oferecem serviços para as mesmas pessoas a quem se destina o seu trabalho? Quanto você fatura mensalmente com o seu trabalho? Quanto você investe mensalmente no seu trabalho? Qual é a despesa mensal com a infraestrutura do seu trabalho?

Pense bem: você tem acompanhado a gestão de sua carreira?


Leia sem pressa, também:


livro 'Carreira Artística e Criativa"


livro "As donas do canto: o sucesso das estrelas-intérpretes do Carnaval de Salvador" de Marilda Santanna




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* Alexandre Barreto é administrador pela Escola de Administração da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (EAD/UFRGS) e MBA em Gestão Cultural pela Universidade Cândido Mendes (RJ) . Empreendedor que dissemina conhecimentos e atua em redes para promover mudanças. Escreveu os livros Aprenda a Organizar um Show e Carreira Artística e Criativa
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segunda-feira, março 07, 2016

Trocas são fundamentais para a construção de carreiras artísticas e criativas




Por Alê Barreto
alebarreto@gmail.com


Em meu artigo "Elementos para se pensar uma carreira profissional artística e criativa", falo sobre a possibilidade de "(...) se pensar o conceito de carreira artística como uma carreira profissional que não está pronta, que necessita ser construída, que proporciona através do exercício organizado e equilibrado de atividades artísticas, convívio com o ambiente artístico e respectivo processo de aprendizado, trocas importantes que contribuem de forma significativa para a promoção da sensação de harmonia, liberdade, reconhecimento, realização e felicidade" (para ler o artigo na íntegra, clique aqui).


Sábado passado lembrei disso quando estava trabalhando na promoção do concerto da turnê brasileira do Coro e Orquestra de Câmara da Universidade de Greifswald (Alemanha), uma das mais antigas da Europa. O regente Harald Braun fez questão de criar momentos de encontro entre os músicos alemães e o público presente.

O primeiro momento foi um convite para que os jovens da Escola de Música da Rocinha se apresentassem.






O segundo momento foi o encontro entre os músicos da Alemanha, moradores da Rocinha e integrantes da Orquestra de Câmara da Rocinha, que tem o patrocínio da Repsol Brasil Sinopec.





Tenho certeza que estas trocas criam um tipo de vivência muito diferente de uma apresentação tradicional, onde os músicos apenas tocam e o público apenas assiste. 






Neste momento de interação, os papéis se invertem: os músicos ouvem e o público toca.







E não importa se um fala alemão e o outro fala português. O que importa é se sentir livre para falar a linguagem da música, que é universal.






Experimente utilizar parte do tempo de suas apresentações para estas trocas.








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sexta-feira, março 28, 2014

O escritor José Carlos Ryoki de Alpoim Inoue é um exemplo de organização em uma carreira artística e criativa


Foto: Christina Rufatto




Por Alê Barreto *
alebarreto@gmail.com


Na próxima semana vou estar ministrando uma aula sobre o tema "carreira artística" em Belo Horizonte. Vou falar sobre o assunto de um ponto de vista diferente, utilizando como uma das bases a ciência da Administração.

Durante os momentos desta semana que fiquei preparando a aula, me lembrei de um caso muito interessante e que é uma referência para mim.

Quando alguém fala sobre a carreira de escritor, logo vem à mente histórias dos mais diferentes tipos. Boa parte delas (senão a maioria) dão destaque em suas narrativas para "o processo criativo do escritor" e/ou para "a erudição do escritor", leia-se aqui "erudição" como "a formação acadêmica do escritor". Raras são as narrativas sobre a vida dos escritores que dão destaque ao fator transpiração. É um problema também bastante comum em outros setores criativos. Pouco se fala sobre a transpiração dos compositores. Pouco se fala sobre a transpiração dos artistas plásticos. Pouco se fala sobre a transpiração dos roteiristas de TV e cinema.

Como acredito que entre 95% a 98% do alicerce da construção de carreiras relevantes está diretamente associado ao fator transpiração, ao quanto você investe do seu tempo, energia, esforço, dinheiro, lembrei de um mestre do assunto.

Em 2007, época em que eu escrevia para o portal Overmundo, li a matéria "O Pelé da Literatura", na qual fiquei sabendo que 
o escritor que mais escreveu livros no mundo é brasileiro. É o simpático jovem desta foto. Seu nome é José Carlos Ryoki de Alpoim Inoue.

Curioso com a história dele, ouvi no mesmo link a entrevista da Rádio Cultura AM para o Museu da Pessoa na qual Ryoki fala que era formado em medicina pela USP, especialista em Cirurgia de Tórax e que cansou de trabalhar no sistema de saúde brasileiro. Resolveu mudar sua vida. Avaliou suas competências e percebeu que poderia iniciar uma nova carreira fazendo algo que sabia bem: escrever.

Hoje em dia é comum você ouvir escritores dizendo que não é possível viver de cultura no Brasil ou que não é possível viver da carreira de escritor. Agora imagine em 1986 alguém parar de exercer medicina e se tornar escritor. P
rocure os livros de história para entender o caos do sistema econômico brasileiro na época e o momento histórico do país, recém saindo de uma ditadura de 21 anos. Estamos falando de uma época que não tinha computador e Word (era na base da máquina de escrever), não tinha internet, não tinha redes sociais, não tinha tradição ou fama de vir de alguma família de escritores famosos, não tinha experiência de ter escrito livros. Só tinha a necessidade de se sustentar com esta atividade, a convicção de que era possível e a vontade de fazer.

Estratégia inicial do Ryoki: se fez as seguintes perguntas:

- o que é que se lê?
- o que é que se vende?
- quem vende?

Ryoki começou a escrever e não parou mais. E o seu ritmo de trabalho é bastante intenso.

Veja um trecho da reportagem de Taynée Mendes sobre o escritor, publicada na revista do Itaú Cultural:

"Ryoki tem, ele mesmo, uma rotina industrial. Passa, em média, 10 horas por dia afundado em seus dois computadores. Acorda às 6 horas da manhã, vai direto para o escritório. Muitas vezes, às 2 da madrugada, ainda é possível escutá-lo teclando em seu computador. Com esses hábitos férreos, Ryoki, que largou a medicina para se dedicar à literatura, já bateu todos os recordes. Sua produção literária costuma ser comparada à de Georges Simenon, o escritor francês que, com sua imaginação inesgotável, se tornou um dos mais produtivos autores de narrativas policiais. Imaginação? Com 1.079 livros publicados, 70 outros arquivados, contratos assinados com cinco editoras e capaz de escrever quatro livros de uma só vez, Ryoki não atribui seu sucesso à imaginação. “Imaginação? Escrever uma romance é fruto de 98% suor e o resto talento e sorte. É quase um trabalho braçal!”


Detalhe: já não são mais 1.079 livros. Este número está desatualizado. O site oficial do escritor descreve que sua produção atual é de 1.102 livros. Segundo seus cálculos, a vendagem de seus livros ultrapassa 20 milhões de cópias.

Lembro que lá entre 2007 e 2008, tive a ideia de entrevistar o Ryoki para dar mais visibilidade ao exemplo da carreira artística muito bem conduzida por ele, construída muito mais com realização efetiva, com trabalho diário, do que qualquer outra coisa. Mandei um e-mail para ele que foi prontamente respondido. Mas como eu estava me mudando de Porto Alegre para o Rio de Janeiro, não dei continuidade. Espero que ele não tenha ficado chateado e que eu possa retomar isso.



Por fim, indico aqui o site do Ryoki que tem muitas informações sobre sua carreira e sobre como ele organizar o trabalho dele. Nota 10!



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Leia também


Nova edição da Revista do Observatório Itaú Cultural apresenta o tema Cultura e Formação

Gestão cultural é uma nova profissão? Gestão cultural se ensina?


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Alexandre Barreto, mais conhecido como “Alê Barreto”, é um profissional multifuncional. Administrador de empresas, gestor de pessoas, gerente de projetos, produtor executivo, consultor, criador de conteúdo, professor e palestrante. 
Atualmente é um dos gestores do Grupo Nós do Morro no Rio de Janeiro (RJ) juntamente com a cineasta e roteirista Luciana Bezerra e está em fase de conclusão do MBA em Gestão Cultural na Universidade Cândido Mendes (RJ). Sua monografia é sobre carreira artística e criativa e conta com a orientação da consultora Eliane Costa.   Leia mais

quinta-feira, janeiro 02, 2014

Publicado o artigo "Elementos para se pensar uma carreira profissional artística e criativa" na revista "Cadernos do CEOM" da Unochapecó




Texto curto, rápido de ler (publicado originalmente na página do Produtor Cultural Independente no Facebook)


Por Alê Barreto *
alebarreto@gmail.com


Amigos, compartilhando: escrevi ano passado o artigo "Elementos para se pensar uma carreira profissional artística e criativa". Trata-se de um tema que estou trabalhando também na monografia da pós-graduação em gestão cultural.

O artigo foi publicado agora em dezembro de 2013 na revista "Cadernos do CEOM" do Centro de Memória do Oeste de Santa Catarina da Universidade da Universidade Comunitária da Região de Chapecó (Unochapecó). O número 39 da revista é dedicado aos temas "Economia Criativa" e "Economia da Cultura".

Vou divulgar esta informação várias vezes durante o mês de janeiro, alternada com outras postagens.

As reflexões contidas no artigo dão continuidade a ação formativa "Aprenda a Produzi uma Banda", iniciada em 2010 e que depois foi ampliada para "Aprenda a Produzir um Artista" e que hoje faz parte do Programa Produtor Cultural Independente.

Segue o link http://bell.unochapeco.edu.br/revistas/index.php/rcc/article/view/1735


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Alexandre Barreto, mais conhecido como “Alê Barreto”, criador do blog, da marca e do programa "Produtor Cultural Independente", é um profissional multifuncional. Administrador de empresas, gestor cultural, gestor de pessoas, gerente de projetos, produtor executivo, consultor, criador de conteúdo, professor e palestrante. Seu trabalho pioneiro de disseminação de informações no blog e livro "Aprenda a Organizar um Show" têm inspirado pessoas que produzem ações culturais, artísticas e de economia criativa no Brasil.

Rio de Janeiro (21) 9 7627 0690/ Porto Alegre (51) 9473-1561 alebarreto@gmail.com

Atualmente é um dos gestores do Grupo Nós do Morro no Rio de Janeiro. Concluiu o curso MBA em Gestão Cultural na Universidade Cândido Mendes (RJ) e está finalizando sua monografia sobre carreira artística com a orientação da consultora Eliane Costa.