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terça-feira, setembro 13, 2011

Economia criativa: assista a entrevista sobre Economia Criativa com Ana Carla Fonseca Reis




Por Alê Barreto*
alebarreto@gmail.com


Assista a entrevista com Ana Carla Fonseca Reis sobre o tema Economia Criativa. No vídeo do canal Cultura e Mercado, a especialista trata das seguintes questões:

- qual a diferença entre economia da cultura e economia criativa?
- qual o lugar da cultura na economia criativa?
- quais são os setores potencialmente econômicos na área cultural?


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5 informações para participar do curso "Aprenda a Produzir um Artista"

O curso está sendo organizado sob demanda diretamente por mim. Já possui 3 pessoas inscritas. Neste sistema, já fiz duas turmas no RJ: em abril e em julho. Em Minas Gerais, fiz duas turmas.

Para que ele aconteça, é preciso de mais 7 pessoas.

A campanha para que ele aconteça no próximo sábado encerra amanhã, dia 14 de setembro.

Se você depositar sua inscrição e não houver o número mínimo de inscritos, você poderá deixar o valor pago até a turma fechar ou solicitar o reembolso.

Todas as informações sobre o curso e como se inscrever: Clique aqui


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* Alê Barreto é um administrador e produtor cultural independente. Trabalha com foco na organização e qualificação dos profissionais de arte, comunicação, cultura e entretenimento. É autor do livro Aprenda a Organizar um Show, primeira publicação livre na internet em língua portuguesa sobre produção de shows, escreve para o site Overmundo e para a revista Fazer e Vender Cultura.

Cursa o MBA em Gestão Cultural no Programa de Estudos Culturais e Sociais da Universidade Cândido Mendes. Ministra cursos, oficinas, workshops e palestras. Presta consultoria e assessoria para artistas, produtores, empres e projetos. Reside no Rio de Janeiro.

+ 55 21 7627-0690 (Claro)


* O blog Produtor Cultural Independente está em atividade desde 2006. Possui mais 700 posts e links de seus conteúdos são enviados para 4.808 pessoas através de redes sociais. Faz parte da Rede Produtor Cultural Independente, uma rede de conteúdos composta pelos blogs Produtor Independente (592 seguidores), Blog do Alê Barreto (55 seguidores), Aprenda a Organizar um Show (32 seguidores) Aprenda a Produzir um Artista (16 seguidores), Encantadoras Mulheres (13 seguidores) e Aprenda a divulgar seu evento (2 seguidores).



Alê Barreto é cliente do Itaú.

domingo, agosto 21, 2011

Lançamento de livro: "Creative City Perspectives" em português


Clique para ampliar a imagem


Por Alê Barreto*
alebarreto@gmail.com



E-mail recebido da amiga Ana Carla Fonseca Reis

2011/8/20 Ana Carla Fonseca

Caros Amigos e Colegas,
Atendendo a pedidos, é com enorme satisfação que os convidamos a participar do lançamento da tão aguardada versão em português do livro digital "Creative City Perspectives".

"Cidades Criativas - Perspectivas" vem à luz com alguns capítulos adicionais aos 13 da versão original, redigidos voluntariamente por 18 autores de países tão diversos como Taiwan e Noruega, África do Sul e Estados Unidos. A edição em nossa língua foi possível graças ao apoio da SP Turis, a parceria do Santander e o patrocínio do Sebrae. É muito gratificante ver o engajamento de instituições do porte dessas três com o tema de cidades criativas.

O lançamento em Belo Horizonte nos é oferecido pelo Sebrae/MG e pelo Circuito Cultural da Praça da Liberdade e ocorrerá na terça-feira, 30/08, às 19h, na Sala de Cursos da Biblioteca Luiz de Bessa - Rua Bahia, 1889, 2o. andar.
Em breve o lançamento terá lugar em outras cidades, comemorando a disponibilização da obra para download gratuito no site dos parceiros, bem como em www.garimpodesolucoes.com.br, a partir de 10/09.

Abs,
Carla



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* Alê Barreto é um administrador e produtor cultural independente. Trabalha com foco na organização e qualificação dos profissionais de arte, comunicação, cultura e entretenimento. É autor do livro Aprenda a Organizar um Show, primeira publicação livre e gratuita no Brasil sobre a tecnologia de produção de shows, escreve para o site Overmundo e para a revista Fazer e Vender Cultura.

Ministra cursos, oficinas, workshops e palestras. Já atuou em capacitação de grupos culturais em parceria com o SEBRAE AC. Presta consultoria e assessoria para artistas, empresas e produtores.

Contato: (21) 7627-0690 Rio de Janeiro - RJ - Brasil


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quinta-feira, novembro 11, 2010

Gestão de espaços culturais




Por Alê Barreto*


Mas ao se pensar em espaço para fazer shows, me ocorre o seguinte: quais são os espaços destinados para a arte?

Segundo Kátia de Marco, presidente-fundadora da Associação Brasileira de Gestão Cultura e membro da Associação Brasileira de Críticos de Arte,

"Quando mencionamos o enfoque de uma abordagem contemporânea para tratarmos da funcionalidade de espaços culturais nos dias de hoje, propomos um recorte incisivo nos contextos tradicionais de museus, bibliotecas e universidades enquanto modelos institucionais renascentistas, florescidos na concepção iluminista. Falamos em deixar de lado a visão sacralizada dos espaços guardadores de tesouros e memórias, templos elitistas da alta arte circunscritos ao pensamento erudito (Harvey 1992:8; Huyssen 1997:1) e à austeridade clériga e monárquica. Deslocamos o foco para as recentes "mecas da cultura", que aliam arte, conhecimento e lazer, espaços geradores de informação e importantes canais de circulação".

Vá além. Amplie sua visão. Leia na íntegra o artigo "Gestão de Espaços Culturais - uma abordagem contemporânea", de Kátia de Marco, disponível no livro Economia da Cultura: idéias e vivências

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* Alê Barreto é administrador, produtor cultural e autor do livro Aprenda a Organizar um Show, primeira publicação disponibilizada de forma livre e gratuita no Brasil sobre a tecnologia de produção de shows. Trabalha novos conceitos e oferece serviços diferenciados para empresas, produtores, grupos culturais e artistas. Divulga reflexões sobre seu processo de trabalho no blog Alê Barreto, divulga ideias contra o machismo no blog encantadoras mulheres e compartilha a experiência do método livre de produção de shows no blog "Aprenda a Organizar um Show".

21-7627-0690 (Rio de Janeiro)
alebarreto@gmail.com

segunda-feira, abril 05, 2010

Seminário Itinerante de Economia da Cultura e Desenvolvimento


Divulgação


Por Alê Barreto
Administrador, produtor cultural independente e palestrante


No próximo dia 7 de abril começa uma "caravana" que irá debater Economia da Cultura e Desenvolvimento nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.

Seguem abaixo informações da Associação Brasileira de Gestão Cultural (ABGC).



Seminário Itinerante de Economia da Cultura e Desenvolvimento e lançamento do livro “Economia da Cultura: ideias e vivências”

O projeto é uma iniciativa da Associação Brasileira de Gestão Cultural (ABGC) em conjunto com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e conta com o apoio dos SEBRAEs estaduais e da Garimpo de Soluções. A proposta do seminário itinerante surgiu a partir da identificação de demandas regionais por meio de informações instrumentais acerca do potencial econômico da cultura voltado para o desenvolvimento dos estados das nove cidades visitadas nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.

O seminário visa, além de promover a reflexão sobre a temática proposta, incentivar a implementação de ações integradas entre destacadas instituições públicas e privadas das localidades, objetivando contribuir para a profissionalização do setor e a consequente qualificação e ampliação dos resultados junto às populações regionais.

A importância do evento se dá em função de a Economia da Cultura vir crescentemente desempenhando um papel fundamental no alicerçamento de uma estratégia alternativa de desenvolvimento socioeconômico, na promoção dos valores, criatividade, qualidade de vida e imagem de nosso país - tanto internamente, quanto no exterior - e na geração de emprego, renda e inclusão sociocultural. Desta forma o evento cumpre a tarefa de responder às necessidades de conscientização, promoção de reflexões e debates acerca do tema, que visem, ainda, o incentivo à implementação de ações culturais mediante investimento organizacional público e privado, a partir da aplicação de métodos, índices e ferramentas da economia, em interação com processos e metodologias profissionalizadas na área de gestão cultural.


Objetivos do Seminário

- Oferecer aos agentes públicos, privados e da sociedade civil que atuam ou têm interesse em atuar nas esferas culturais e sociais na região Norte, uma visão panorâmica da economia da cultura como fator de desenvolvimento econômico, conciliando os mundos econômico e cultural.

- Aprimorar a capacidade de análise das tensões e interações que se estabelecem entre interesses nacionais e internacionais, setores econômicos e agentes públicos e privados, com relação à cultura e seu potencial econômico.

- Contribuir para a ativação e a operacionalização de programas, projetos e ações socioculturais, enfatizando seu potencial propulsor do desenvolvimento socioeconômico regional e nacional.


Público-alvo

Gestores, produtores e atores da cultura; economistas; administradores; sociólogos; profissionais da área de comunicação; turismólogos; arquitetos e urbanistas; jornalistas; profissionais de relações internacionais; estudantes e interessados em geral.

Datas e cidades

07/04 – Cuiabá (MT)
08/04 – Campo Grande (MS)
09/04 – Goiânia (GO)
15/04 – Aracaju (SE)
16/04 – Maceió (AL)
17/04 – João Pessoa (PB)
31/05 – Palmas (TO)
01/06 - Belém (PA)
02/06 – Macapá (AP)


Programa do evento

Recepção e credenciamento.
Abertura

Mesa I - A Cultura no cenário brasileiro - contexto e futuro – Kátia de Marco (ABGC e UCAM)
Visão ampliada da cultura na atualidade / a intensificação do diálogo entre cultura, desenvolvimento e sustentabilidade / o potencial econômico da cultura / a profissionalização dos setores culturais e a importância organizacional nas ações e instituições culturais/ o impacto das novas tecnologias na produção, na distribuição e consumo culturais.



Kátia de Marco é mestre em Ciência da Arte e graduada em Ciências Sociais e pela Universidade Federal Fluminense. Coordena e leciona no Programa de Pós-graduação em Estudos Culturais e Sociais da Universidade Candido Mendes e é coordenadora acadêmica dos MBA em Gestão Cultural, da Pós-graduação em Produção Cultural e do MBA em Gestão Social da Universidade Candido Mendes. Fundou e é presidente da Associação Brasileira de Gestão Cultural. Também atua como subsecretária de planejamento cultural em Niterói/RJ. Contato: kmarco@gestaocultural.org.br

Palestra com representante do poder público local

Debate com o público.

Almoço Livre


Mesa II – Economia da cultura – uma abordagem prática – Leandro Valiati (UFRGS)

Traduzindo e descomplicando a economia / princípios e conceitos básicos de economia reconhecidos no dia-a-dia e aplicados ao campo cultural/ o papel das esferas pública e privada e à sociedade civil/ experiências de conscientização, formação e capacitação em economia da cultura, já desenvolvidas no Brasil /a inserção estratégica da economia da cultura nas políticas culturais.

Palestra com representante do SEBRAE estadual



Leandro Valiati é economista (UFRGS), mestre em planejamento urbano com ênfase em aplicações da Economia da Cultura no contexto urbano (PROPUR-UFRGS), doutorando em Economia do Desenvolvimento (PPGE-UFRGS), professor da especialização em Economia da Cultura (PPGE-UFRGS), especialista em construção de indicadores de avaliação sócio-econômica de projetos e programas culturais e sociais e organizador e autor do livro Economia da Cultura: Bem-Estar Econômico e Evolução Cultural pela editora da UFRGS. Contato: l.valiati@terra.com.br


Mesa III - Economia da cultura e desenvolvimento – estratégias nacionais e panorama regional – Ana Carla Fonseca Reis (ONU e Garimpo de Soluções)

Economia, cultura e desenvolvimento - conceitos complexos e entrelaçados/ a interação desses conceitos como estratégia para o desenvolvimento sustentável dos estados / como os instrumentos e marcos regulatórios contribuem para maximizar os resultados das ações culturais / visão da economia da cultura de forma sistêmica, considerando especificidades locais e fluxos internacionais de bens e serviços culturais / a tensão gerada pelos direitos de propriedade intelectual, em especial em regiões nas quais há uma profusão de saberes e fazeres culturais tradicionais /o papel do turismo cultural e da economia criativa nessa discussão.

Palestra com representante de instituição privada local.

Debate com o público




Ana Carla Fonseca Reis é doutoranda em Arquitetura e Urbanismo (USP). Mestre com distinção e louvor em Administração de Empresas (USP), Administradora Pública (FGV/SP), Economista (USP). Fundadora da empresa “Garimpo de Soluções – economia, cultura e desenvolvimento”. Consultora internacional e conferencista em cinco línguas em economia da cultura, economia criativa, cidades criativas e desenvolvimento local, é assessora para a ONU, curadora de seminários em vários países e escritora, dentre outros, de Economia da Cultura e Desenvolvimento Sustentável (Manole 2006), agraciado com o Prêmio Jabuti 2007, na categoria de economia, administração e negócios. Professora da FGV/SP e da UCAM/RJ. Contato: anacarla@garimpodesolucoes.com.br


Lançamento do livro: Economia da cultura – ideias e vivências (editora e-livre, RJ)

Organizadoras: Ana Carla Fonseca Reis e Kátia de Marco

Autores: Adair Rocha; Ana Carla Fonseca Reis; Carlos Frederico Barros, Cristina Lins, Eliane Costa, Fabio Ferreira; Heliana Marinho; Ivan Lee; José Arnaldo Deutscher; Kátia de Marco; Leandro Valiati; Lia Calabre; Luiz Carlos Prestes; Marcos Mantoan; Paulo Miguez; Rita Pinheiro Machado; Sydney Sanches; Tânia Pires.

Encerramento.

quinta-feira, dezembro 17, 2009

Lançamento no Rio de Janeiro do livro “Economia da Cultura: ideias e vivências”


Baixe a versão digital do livro gratuitamente


Alê Barreto (produtor cultural independente)
Twitter


Na próximo dia 18, sexta-feira, às 18h, Ana Carla Fonseca Reis e Kátia de Marco irão realizar a palestra "Profissionalização em Economia da Cultura", no Centro Cultural da Justiça Federal, no Rio de Janeiro. Esta ação educativa faz parte da programação de lançamento do livro “Economia da Cultura: idéias e vivências”, que acontecerá neste espaço cultural, às 19h.

O livro “Economia da Cultura: ideias e vivências” é uma coletânea de dez artigos de autores renomados, com vasta experiência no campo das artes. A publicação tem textos de Adair Rocha, Ana Carla Fonseca Reis, Carlos Frederico Barros, Cristina Lins, Eliane Costa, Fábio Ferreira, Ivan Lee, José Arnaldo Deutscher, Kátia de Marco, Leandro Valiati, Lia Calabre, Luiz Carlos Prestes Filho, Marcos Mantoan, Paulo Miguez, Sydney Sanches, Tânia Pires, Rita Machado e Heliana Marinho.

Em “Economia da cultura – idéias e vivências”, os autores se concentram nas atividades do campo das artes. O volume apresenta um panorama abrangente das questões mais relevantes ao debate da indústria do entretenimento no Brasil, passando pelas discussões mais acaloradas como a dos direitos autorais, a da movimentação financeira do setor e de sua contribuição para o produto interno bruto do país, assim como para a geração de divisas em termos de exportações. Os produtos culturais industrializados no país têm uma circulação internacional de altíssima relevância, em especial aqueles do mercado televisivo. As telenovelas realizadas no Brasil são vistas em todo o mundo, divulgando os modos de ser e pensar da população brasileira.

Realizado pela Associação Brasileira de Gestão Cultural (ABGC) com patrocínio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), os artigos defendem uma maior democratização do acesso aos bens culturais, com ênfase no potencial de geração de emprego e renda e aumento do índice de desenvolvimento sustentável das comunidades envolvidas em atividades culturais.


SERVIÇO:

Lançamento do livro "Economia da Cultura: Idéias e Vivências"

Organizadoras:

Ana Carla Fonseca Reis
Bacharel em administração pública pela Fundação Getulio Vargas de São Paulo, economista, mestra em administração e doutoranda em urbanismo pela Universidade de São Paulo e fundadora da empresa Garimpo de Soluções - Economia, Cultura e Desenvolvimento.

Kátia de Marco
Cientista social e mestra em ciência da arte pela Universidade Federal Fluminense. É coordenadora acadêmica do Programa de Pós-Graduação em Estudos Culturais e Sociais da Universidade Candido Mendes.

Editora: e-livre

Patrocínio: BNDES

Programação de lançamento:

Rio de Janeiro/RJ
18.12 - sexta-feira
Palestra "A Profissionalização em Economia da Cultura" - 18h
Lançamento do livro "Economia da Cultura: Idéias e Vivências" - 19h

Centro Cultural da Justiça Federal
Local: Av. Rio Branco, 241 - Centro - Rio de Janeiro
Tel.: (21) 3261-2552

sexta-feira, novembro 27, 2009

Lançamento do livro “Economia da Cultura: idéias e vivências”




Por Alê Barreto (produtor cultural independente)


Conforme tenho falado em meus cursos, o setor cultural brasileiro está avançando em seu processo de organização.

Segue na íntegra o release da divulgação de uma nova publicação que está sendo lançada pela Associação Brasileira de Gestão Cultural e editora E-Livre. Estará disponível nos sites: www.gestaocultural.org.br e www.garimpodesolucoes.com.br a partir do dia 1º de dezembro de 2009.


ECONOMIA DA CULTURA EM PAUTA

Ana Carla Fonseca Reis e Kátia de Marco lançam, em 1º de dezembro de 2009, terça-feira, às 19h30, no Instituto Itaú Cultural, em São Paulo, o livro “Economia da Cultura: ideias e vivências”, coletânea de dez artigos de autores renomados, com vasta experiência no campo das artes. A publicação tem textos de Adair Rocha, Ana Carla Fonseca Reis, Carlos Frederico Barros, Cristina Lins, Eliane Costa, Fábio Ferreira, Ivan Lee, José Arnaldo Deutscher, Kátia de Marco, Leandro Valiati, Lia Calabre, Luiz Carlos Prestes Filho, Marcos Mantoan, Paulo Miguez, Sydney Sanches, Tânia Pires, Rita Machado e Heliana Marinho.

O desenvolvimento crescente das indústrias criativas ao redor do mundo em função do surgimento de novas tecnologias de informação e comunicação e da transformação dos mundos do trabalho e do lazer fazem emergir novas responsabilidades para profissionais envolvidos com esta área. Estudos e pesquisas realizadas desde meados do século XX apontam para uma sofisticação do mercado das artes, da cultura e do entretenimento em geral. Todas as tarefas que realizamos fora do âmbito das obrigações de trabalho, familiares e espirituais, compreendem ações voltadas à recuperação da força produtiva. A forma como empregamos este tempo livre em atividades de lazer, também conhecidas como hobbies, é bastante diversa. Alguns investem recursos em música, outros em cinema, outros em artes visuais.

Em “Economia da cultura – idéias e vivências”, os autores se concentram nas atividades do campo das artes. O volume apresenta um panorama abrangente das questões mais relevantes ao debate da indústria do entretenimento no Brasil, passando pelas discussões mais acaloradas como a dos direitos autorais, a da movimentação financeira do setor e de sua contribuição para o produto interno bruto do país, assim como para a geração de divisas em termos de exportações. Os produtos culturais industrializados no país têm uma circulação internacional de altíssima relevância, em especial aqueles do mercado televisivo. As telenovelas realizadas no Brasil são vistas em todo o mundo, divulgando os modos de ser e pensar da população brasileira.

Realizado pela Associação Brasileira de Gestão Cultural (ABGC) com patrocínio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), os artigos defendem uma maior democratização do acesso aos bens culturais, com ênfase no potencial de geração de emprego e renda e aumento do índice de desenvolvimento sustentável das comunidades envolvidas em atividades culturais. O conteúdo será veiculado no site da ABGC com download gratuito a partir do dia 1º de dezembro de 2009 no site www.gestaocultural.org.br, e também poderá ser adquirido em mídia impressa. A publicação é o primeiro lançamento da e-livre, uma das pioneiras entre as editoras brasileiras a incorporar-se ao Kindle, o leitor de livros digitais recentemente disponível no Brasil, com adesão dos principais veículos de mídia impressa nacional.


SERVIÇO:

Lançamento do livro "Economia da Cultura: Idéias e Vivências"

Organizadoras:

Ana Carla Fonseca Reis
Bacharel em administração pública pela Fundação Getulio Vargas de São Paulo, economista, mestra em administração e doutoranda em urbanismo pela Universidade de São Paulo e fundadora da empresa Garimpo de Soluções - Economia, Cultura e Desenvolvimento.

Kátia de Marco
Cientista social e mestra em ciência da arte pela Universidade Federal Fluminense. É coordenadora acadêmica do Programa de Pós-Graduação em Estudos Culturais e Sociais da Universidade Candido Mendes.

Editora: e-livre

Patrocínio: BNDES

Programação de lançamento:

São Paulo

1º de dezembro de 2009, terça-feira, às 19h30min
Itaú Cultural - Sala Vermelha [70 lugares] | Avenida Paulista 149 - Paraíso - São Paulo SP [próximo à estação Brigadeiro do metrô]
Como chegar: http://www.itaucultural.org.br/index.cfm?cd_pagina=2749&map=
informações 11 2168 1777 | atendimento@itaucultural.org.br
entrada franca - ingresso distribuído com meia hora de antecedência

Niterói/RJ
16 de dezembro de 2009, quarta-feira – às 19h
Museu de Arte Contemporânea de Niterói (MAC)
Mirante da Boa Viagem, s/nº. Niterói, RJ
Informações: 21 2620-2400

Rio de Janeiro/RJ
18.12 - sexta-feira – às 18h
Centro Cultural da Justiça Federal
Local: Av. Rio Branco, 241 - Centro - Rio de Janeiro
Tel.: (21) 3261-2552

segunda-feira, novembro 16, 2009

Seminário amplia a discussão sobre economia da cultura no âmbito acadêmico




Por Alê Barreto (produtor cultural independente)


Segue texto na íntegra do Informativo ProExt Cultura nº17, de 13 de novembro de 2009.





O Seminário Nacional de Economia da Cultura e Extensão Universitária acontece dias 18 e 19 de novembro, na UFRJ - Palácio Universitário do Campus da Praia Vermelha, no Rio de Janeiro. Seu objetivo é incentivar o debate sobre as possibilidades de atuação das universidades no fomento à economia da cultura. A iniciativa é do Ministério da Cultura (MinC) através do Programa de Extensão Universitária (ProExt Cultura) e do Programa de Desenvolvimento da Economia da Cultura (Prodec) em parceria com a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a Secretaria Nacional de Economia Solidária (Senaes/MTE) e o Fórum Nacional de Pró-reitores de Extensão (Forprex).


PROGRAMAÇÃO

Quarta, dia 18

9h - Abertura
(auditório Pedro Calmon)

Participam Profa. Laura Tavares, UFRJ, Presidente do Fórum de Pró-Reitores (ForProex); Fabio Bechara Sanches, Secretário Adjunto da Senaes / TEM; José Luiz Herência, Secretário de Políticas Culturais do MinC e Marcos André Rodrigues de Carvalho, Secretária Estadual de Cultura / RJ.


11h - Mesa redonda "A Universidade e a Economia da Cultura"
(auditório Pedro Calmon)

Possibilidades de atuação da universidade no desenvolvimento de projetos que fomentem a economia da cultura, mais especificamente a formação de gestores e profissionais da área de cultura, a democratização da produção cultural, a gestão de espaços culturais e a sustentabilidade da produção cultural.

Participam Prof. Eugenio Lins (UFBA), Coordenador da área temática de Cultura do ForProex; Juliana Lopes, da Rede de Economia da Cultura e Universidades / MinC; Cláudio Nascimento, da Rede de Educação Cidadã / Presidência da República e Fábio Sá Earp (UFRJ).


14h - Oficina Temática "Incubação e formação de grupos de cultura"
(auditório Pedro Calmon)

Experiências de empreendimentos produtivos ligados a coletivos de artistas e grupos detentores de saberes tradicionais apoiados por projetos ou programas de extensão universitária.

Participam Glenda Gomes Cabral (Projeto Artesãos do Cabo Sto Agostinho - UFPE); Samuel, da Cooperativa Boca do Pano (SP) e Beatriz Sales (Incubadora de Cooperativas Culturais - UnB)

14h - Oficina Temática "Democratização do acesso à produção e à fruição culturais"
(salão Muniz)

Participação de projetos de rádios comunitárias, de cineclubes e de formação de agentes culturais. Tem por objetivo debater a extensão universitária e as possibilidades de produção cultural e de disponibilização de bens culturais às comunidades externas.

Convidados: Antonia Rodrigues, Rádio Comunitária Maria FM / PI; Adriana Facina, do Curso de formação de agentes culturais populares da UFF e Claudius Ceccon, do Centro de Criação de Imagem Popular (Cecip/RJ).

16h - Mesa redonda "Formação de gestores de empreendimentos da área da cultura"
(auditório Pedro Calmon)

Projetos e experiências voltados à formação e à profissionalização do campo da cultura, e o papel da universidade.

Convidados: Luiz Augusto Fernandes Rodrigues (LABAC/UFF); Juliana Nolasco (SPC/MinC); Leandro, do Fórum dos Pontos de Cultura do RJ e Ivan Ferraro, da Associação Brasileira de Festivais Independentes.
18h – Atividade cultural (Teatro de Arena)
Desfile de moda – Coleções Daspu e Dasdoida


Quinta, dia 19

10h - Oficina temática "Gestão de equipamentos culturais"
(auditório Pedro Calmon)

Experiências de participação da universidade na gestão de espaços culturais. Com Antônio Carlos Pinto Vieira, Diretor da Associação Brasileira de Museologia e Diretor do Museu da Maré (RJ); João Vale Neto, Projeto Coque Vive – UFPE e Representante da Zanon, movimento de fábricas ocupadas por trabalhadores (Argentina).

14h - Mesa redonda "Economia da Cultura: políticas públicas e modelos de financiamento"
(auditório Pedro Calmon)

Experiências de Políticas Públicas ligadas às universidades que fomentem iniciativas no campo da economia da cultura.
Participam Prof. Paul Singer, Secretário Nacional de Economia Solidária; Prof. Roberto Dória, UERJ / Faperj; Roberto Nascimento, SEFIC / MinC e Ricardo Henriques, BNDES.

15h30 - Lançamento de livro “Economia da Cultura – idéias e vivências”, de Ana Carla Fonseca Reis e Kátia de Marco (orgs.)
(salão Dourado)

16h - Oficina Temática "A produção cultural da moda"
(Salão Muniz)

Relatos sobre a experiência de produção cultural de produtores de moda. Convidados: Rafael Lern e Gabriela Leite, da Daspu (RJ) e Ronaldo Moreira, da Dasdoida (SP)


16h - Oficina temática "Redes e coletivos de cultura"

(auditório Pedro Calmon)

Experiências de redes e coletivos, artistas e produtores culturais. Tem como tema a cooperação e a sustentabilidade da produção cultural independente.

Convidados: Leoni (Movimento Música para Baixar); Felipe Silva (Circuito Fora do Eixo / Coletivo Massa SP); Ney Piacentini (diretor da Cia Paulista de Teatro) e Newton Goto (Circuitos Compartilhados de Cultura).


VALE A PENA CONFERIR
Durante o Seminário, sete artesãos vinculados a projetos de extensão universitária nos estados do Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Norte terão seus produtos expostos no saguão de acesso ao evento, no Palácio Universitário.

Ana Carla Fonseca Reis e Kátia de Marco lançam o livro Economia da Cultura – idéias e vivências na quinta-feira, dia 19, às 15h50. Trata-se de mais uma realização da Associação Brasileira de Gestão Cultural (ABGC).

Desfile de modas das coleções Daspu e Dasdoida marca o encerramento do primeiro dia de atividades do Seminário. Ambas as grifes tiveram suas origens nos trabalhos de inclusão e cidadania realizados junto a profissionais do sexo (ONG Davida, RJ) e a mulheres atendidas pelo Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) Itapeva, em São Paulo. Quarta, dia 18, às 18h, no Teatro de Arena do Palácio Universitário.

Conheça alguns artigos que relatam experiências de fomento à economia da cultura produzidos no âmbito do ProExt Cultura.

domingo, novembro 15, 2009

Conheça o documentário "A Essência e o Número"


Imagem do documentário "A Essência e o Número"/Fundação Joaquim Nabuco


Por Alê Barreto (produtor cultural independente)


Uma questão estratégica para o desenvolvimento do setor cultural brasileiro é ampliar a criação, difusão, distribuição, comercialização e acesso a conteúdos didáticos sobre gestão, administração e produção cultural, tanto no sentido amplo como no sentido específico.

Um excelente exemplo deste conteúdo é o documentário "A Essência e o Número", que vem junto com o livro "Economia da Cultura", lançado pela editora Massangana, da Fundação Joaquim Nabuco, organizado por Isabel Cribrari. O livro é resultado do Seminário Internacional em Economia da Cultura, realizado pela Fundação Joaquim Nabuco (Recife) de 16 a 20 de julho de 2007, fruto de uma parceria com a Unesco, Ministério da Cultura do Brasil, Instituto Itaú Cultural, Universidade Federal do Rio Grande do Sul e Fundação do Patrimônio Artístico e Cultural de Pernambuco.

Este documentário, assim como o livro, é rico em reflexões, elaboradas pelos pesquisadores Sérgio Sá Leitão (professor da Universidade Cândido Mendes), Jurema de Souza Machado (Coordenadora de Cultura da Unesco), Luis Carlos Prestes Filho (professor da Associação Brasileira de Gestão Cultural), Octavio Getino (Cineasta), Heloísa Buarque de Hollanda (professora da UFRJ), Cristina Lins (coordenadora técnica e pesquisadora do IBGE), Françoise Benhamou (professora e pesquisadora das universidades de Rouen e Sorbonne), Carlos Alberto Dória (doutor em sociologia pelo IFCH - Unicamp), Henilton Menezes (gerente de cultura do BNB), Alessandra Meleiro (Presidente do Instituto Iniciativa Cultural), Ana Carla Fonseca Reis (economista, pesquisadora e consultora internacional), José Carlos Durand (sociólogo, doutor e pesquisador do Grupo Focus/Unicamp), Eduardo Saron (Superintendente de Atividades Culturais - Itaú Cultural), Jean Roger Galard (filósofo e ensaísta), Frederico Barbosa (pesquisador IPEA) e Danilo Santos de Miranda (diretor regional do SESC SP).


Tenho exibido este documentário durante a realização do curso "Aprenda a Organizar um Show", pois priorizo que meus alunos ouçam as reflexões destes importantes pensadores da cultura brasileira.


Para adquirir o DVD, é preciso comprar o livro.


Entre em contato com

Editora Massangana e Livraria Estevão Pinto
Av. 17 de Agosto, 2187
Casa Forte – Recife – Pernambuco – Brasil
CEP 52061-540
Telefone: (81) 3073.6321
Fax: (81) 3073.6319
E-mail: editora@fundaj.gov.br

quinta-feira, novembro 05, 2009

Lançamento do livro "Cadeia Produtiva da Economia do Carnaval"




Por Alê Barreto (produtor cultural independente)


Segue texto na íntegra publicado no site do Nós da Comunicação no dia 04/11/2009.



Livro revela em detalhes a cadeia produtiva do carnaval carioca

Marcos Moura

Será lançado nesta quinta-feira, 5 de novembro, Dia Nacional da Cultura, no Centro de Referência do Artesanato Brasileiro, o livro "Cadeia produtiva da economia do carnaval". A obra é resultado de uma parceria da Associação Comercial do Rio de Janeiro (ACRJ) com o Sebrae/RJ e o Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (Ecad).

A publicação tem 272 páginas com gráficos, mapas, fluxogramas e tabelas, apresentando uma radiografia da indústria do carnaval do Rio de Janeiro, que movimenta R$ 1 bilhão a cada ano. O livro foi coordenado pelo Núcleo de Estudos de Economia da Cultura da PUC-Rio, sob a orientação de Luiz Carlos Prestes Filho. A organização dos elos da cadeia de suprimento da folia carioca contou com a colaboração de profissionais de várias áreas, como política tributária, economia, direito de propriedade intelectual, estatística, sociologia, comunicação, economia da cultura e carnaval.

O lançamento da obra será no Centro de Referência do Artesanato Brasileiro, localizado na Praça Tiradentes, 71, centro do Rio de Janeiro, às 19 horas. O preço do livro é R$ 175, mas, durante o evento, poderá ser comprado por R$ 140. Mais informações pelo telefone (21) 2212-7971.


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Saiba mais

Assista o vídeo da conferência realizada pelo pesquisador Luiz Carlos Prestes Filho durante o Seminário Internacional em Economia da Cultura realizado de 16 a 20 de julho de 2007 na Fundação Joaquim Nabuco.
Baixe o texto em PDF.

sábado, julho 11, 2009

Aprofunde seus conhecimentos sobre o setor cultural no Brasil através do Sebrae




Por Alê Barreto (alebarreto@produtorindependente.com)


Após falar na primeira semana de julho sobre a importância do prazer na produção cultural, tema que particularmente mexe muito comigo, parei de escrever por uma semana e refleti sobre o assunto.

Tentei lembrar o que eu fazia (e faço) para driblar as dificuldades e atingir os meus objetivos. Percebi que uma das alternativas é não aceitar cegamente o que as pessoas me falam sobre o setor cultural. Procuro sempre investigar as informações que encontro. Numa destas investigações, cheguei até o SEBRAE (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas). Trata-se de uma entidade privada sem fins lucrativos que tem como missão promover a competitividade e o desenvolvimento sustentável dos empreendimentos de micro e pequeno porte.

O que tem a ver empreendimentos SEBRAE com produção cultural independente? Anote bem em sua agenda: tudo. Uma parcela considerável dos projetos e ações culturais que acontecem no país integram os 14,8 milhões de micro e pequenas – 4,5 milhões formais e 10,3 milhões informais – que respondem por 28,7 milhões de empregos e por 99,23% dos negócios do país. Toda vez que você quer fazer um show e pede apoio cultural para que um restaurante forneça alimentos e bebidas para o camarim, você está entrando em contato com uma pequena empresa. Toda vez que você vai ao escritório de um empresário ou produtor cultural, você está entrando em contato com uma pequena empresa. Toda vez que você, mesmo estando trabalhando no que não gosta, gasta o seu tempo pensando em como poderia abrir um negócio em que pudesse trabalhar 100% do seu tempo com cultura, você está pensando na palavra "empreendimento".

Chegar até o SEBRAE é muito mais fácil do que a gente imagina. Comece pelo site. Ao digitar www.sebrae.com.br você se depara com esta tela:





Para começar, leia um pouco sobre o trabalho do Sebrae clicando em "institucional".

Depois, clique em "setores" e selecione "cultura e entretenimento".



Aqui você poderá navegar e acessar muitas informações importantes sobre o setor e o cenário atual da cultura no país.


No item "panorama" você irá encontrar os textos




"um setor de potencialidades",





"Termo de referência para atuação do sistema Sebrae na Cultura e Entretenimento",




"dez dicas para empreender na cultura",




e o livro "Cultura: ferramenta de desenvolvimento".


No item "gestão", você irá encontrar os textos




"Mapa da gestão cultural",




"O gestor cultural",





a entrevista com o administrador, produtor e gestor cultural, Romulo Avelar,




O livro "Territórios em Movimento: cultura e identidade como estratégia de inserção competitiva", que aborda experiências de desenvolvimento econômico e social de territórios por meio da dinamização de saberes locais e da valorização da identidade.




e o link para a biblioteca online sobre cultura e entretenimento.


Há mais informações. Mas o importante é dar o primeiro passo. Comece a ler, conheça mais sobre o setor cultural e visualize novas possibilidades para fortalecer sua ação cultural.

terça-feira, junho 30, 2009

Lançamento do livro "Cultura em Números - Anuário de Estatísticas Culturais 2009"




Por Alê Barreto (alebarreto@produtorindependente.com)


Para quem estiver no RJ, vale a pena conferir o lançamento do primeiro número do Anuário de Estatísticas Culturais, obra organizada pela Funarte em parceria com a Secretaria de Políticas Culturais do Ministério da Cultura.


Confirma a programação (clique na imagem para ampliar)


sexta-feira, junho 12, 2009

Indicadores Culturais: ferramentas para compreender o setor cultural


Capa da Revista Observatório Itaú Cultural nº4,
com a obra Cadeira Unilabor, Geraldo de Barros, 1954


Por Alê Barreto (alebarreto@produtorindependente.com)


Em seu artigo "Da opinião ao dado", publicado na Revista Observatório Itaú Cultural nº1 (jan./abr 2007) e republicado neste blog em agosto de 2008, o professor Teixeira Coelho aborda a questão da finalidade da informação:

"Queremos informação e precisamos de informação para tudo. Para o conhecimento, por exemplo (e com isso já se estabelece uma distância entre informação e conhecimento, duas instâncias que não se confundem). Informação para quê? Para mudar. Para mudar comportamentos".

Pensando nisso, com frequência reflito sobre os conteúdos que produzo ou que republico neste blog. Estas informações ajudam a mudar comportamentos?

Eu acredito que sim. Mas como hoje temos à nossa disposição um volume muito grande de dados e informações, acho importante que os produtores culturais independentes comecem também a pensar na importância de se conhecer o setor cultural através de indicadores.

Para entender um pouco mais o conceito de indicador cultural, recomendo a todos a leitura dos seguintes artigos publicados na Revista Observatório Itaú Cultural nº04:

Encontros discutem construção e uso de indicadores culturais.
Itaú Cultural

O uso de indicadores em pesquisa no setor cultural: o salto da estatística para a desconstrução do discurso.
Cristina Pou Satorre, diretora do Observatório de Públicos de Barcelona, na Espanha, e pesquisadora da Universidade Central de Barcelona.

Indicadores culturais: para usar sem medo.
José Carlos Durand, sociólogo da cultura pela USP, com pós-doutorado em Paris (EHESS) e Nova York (NYU). Professor titular aposentado da FGV/USP. Pesquisador associado ao Grupo Focus, da Unicamp.

Indicadores culturais - reflexões para a construção de um modelo brasileiro.
Rosimeri Carvalho da Silva, vice-coordenadora do programa de pós-graduação em administração da Universidade Federal de Santa Catarina, coordenadora do Observatório da Realidade Organizacional.

quarta-feira, abril 29, 2009

Livros para pensar a cultura sobre vários ângulos

Por Alê Barreto (alebarreto@produtorindependente.com)

Terminei a minha faculdade em 2006. Em agosto deste ano, viajei para Salvador para pesquisar informações sobre o mestrado do Programa Multidisciplinar em Cultura e Sociedade da UFBA. Na época, fui muito bem atendido pela professora Gisele Nussbaumer. Em 2007, segui a minha pesquisa para saber no que eu iria fazer a minha pós-graduação. Fui até o Programa de Pós-Graduação em Antropologia da UFRGS, em Porto Alegre, e a coordenadora me orientou a cursar algumas disciplinas de antropologia, para eu ver se era isso mesmo que eu queria. Então ingressei como aluno especial e cursei "Introdução à Antropologia" e "Antropologia Simbólica", esta última com o antropólogo Carlos Steil. Paralelo a isso, fui até o Programa de Pós-Graduação em Educação da UFRGS e pedi para a professora Marisa Cristina Vorraber Costa para ser aluno ouvinte do seminário "Implicações da Cultura na Educação". Nesta disciplina, conheci o livro "A Conveniência da Cultura na Era Global"




do pesquisador George Yúdice.


Depois de sair de um curso de administração, fazer uma monografia sobre sistema de informações de marketing para financiamento da música, ir para Salvador, voltar para Porto Alegre e estudar a cultura do ponto de vista da antropologia e da educação, precisei de um tempo para "digerir" todas estas informações.

Feita digestão em 2008, decidi retomar a minha busca em 2009. Atualmente estou fazendo o curso de extensão universitária "Micro e Macro Economia da Cultura", na Cândido Mendes, que é uma disciplina do MBA em Gestão Cultural desta universidade.

Tenho aprendido muito com os professores (que são também pesquisadores) e queria já compartilhar duas dicas com todo mundo: a primeira é que todo mundo leia o livro "Marketing Cultural e Financiamento da Cultura", da Ana Carla Fonseca Reis, que relembrei que utilizei na minha monografia na faculdade.





A segunda é o livro "Economia da Cultura: a força da indústria cultural no Rio de Janeiro", que foi indicado em sala de aula pelo Luis Carlos Prestes Filho, um dos autores do livro.





Achei interessante compartilhar estas dica, pois os produtores culturais independentes precisam ter acesso a informações que auxiliem a organizar melhor o setor cultural brasileiro.

domingo, fevereiro 08, 2009

Carnaval: festa que dá trabalho para o produtor cultural


http://www.morguefile.com/archive/display/213363



Por Alê Barreto

Na maior parte das cidades brasileiras, o mês de fevereiro é considerado um "mês ruim" para quem está começando a trabalhar com produção cultural. Esta avaliação, no meu ponto de vista, um pouco equivocada, têm sua origem basicamente em dois fatores: intolerância de quem não gosta do carnaval e falta de conhecimento do que ele representa em termos de oportunidades de trabalho.

Muita gente não gosta de samba. Muita gente não gosta de carnaval. Eu mesmo não sou o maior dos foliões. Independente disso, reconheço a importância do carnaval na cultura brasileira e sei que ele pode ser um importante fonte de trabalho para um produtor cultural independente no período do verão. Para você ter uma idéia, segundo a reportagem da Agência Sebrae de Notícias, publicada em 13/02/2006, o carnaval é uma indústria que movimenta R$ 1 bilhão em negócios e gera mais de 300 mil postos de trabalho só no Rio de Janeiro. O impacto econômico desta atividade cultural motivou a realização de uma pesquisa sobre a Cadeia Produtiva do Carnaval no Rio e em São Paulo.

Neste sentido, acho interessante que você aproveite alguns dias do carnaval para ler um resumo da pesquisa sobre a economia do carnaval coordenada pelo professor Luis Carlos Prestes Filho.





Após ler estas informações, faça uma estimativa do número de postos de trabalho que são gerados em todas as cidades do Brasil que possuem festas de carnaval. Você irá perceber que ampliando sua visão sobre o mercado cultural brasileiro talvez seja possível planejar atividades de prestação de serviços de produção para que os próximos sejam "outros carnavais".

domingo, dezembro 21, 2008

Economia Criativa como Estratégia de Desenvolvimento




Tive a grata surpresa de receber a divulgação da nova publicação da Ana Carla Fonseca Reis, profissional que considero uma importante referência em meu aprendizado. Compartilho esta importante fonte de informações com todos os profissionais que buscam neste blog conhecimentos para fortalecer suas ações culturais.


De: Ana Carla - Garimpo de Soluções
Assunto: Lançamento/Launch/Lanzamiento - "Economia Criativa como Estratégia de Desenvolvimento"
Para: anacarla@garimpodesolucoes.com.br
Data: Sexta-feira, 19 de Dezembro de 2008, 18:23


Caros Amigos e Colegas,

É com enorme satisfação que anuncio-lhes o aguardado lançamento da antologia digital "Economia Criativa como Estratégia de Desenvolvimento - uma visão dos países em desenvolvimento". Co-edição entre Garimpo de Soluções e Itaú Cultural, seu objetivo de animar o debate acerca do que é economia criativa, se constitui ou não uma estratégia de desenvolvimento possível e, em caso positivo, o que deve ser feito para que esse potencial se concretize. Para incrementar o acesso a essa discussão, o livro digital está disponível para download gratuito, em português, espanhol e inglês, nos sites www.garimpodesolucoes.com.br e www.itaucultural.org.br

Tive o prazer de, na concepção e organização, contar com capítulos de alguns dos maiores peritos mundiais no tema, trazendo sua visão nacional, regional ou mundial: Andrea Davis (Jamaica), Edna dos Santos Duisenberg (UNCTAD), Ernesto Piedras (México), Facundo Solanas (Argentina), Máté Kovacs (África), Pernille Askerud (Ásia), Sharada Ramanathan (Índia), Xiong Chengyu (China) e Yudhishthir Raj Isar (visão global). Textos imperdíveis.

Que 2009 seja muito criativo, sensível e sensato.

Abs,

Carla

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Dear Friends and Colleagues,

It is a great pleasure to announce the launch of the digital anthology "Creative Economy as a Development Strategy - a view of developing countries". Co-edited by Garimpo de Soluções and Itaú Cultural, I conceived this book aiming to stimulate the debate around what is the creative economy, if it can be a development strategy and, if it can, what needs to be done to make it concrete. In order to increase access to this discussion, the digital book is available for free download, in portuguese, spanish and english, from the sites www.garimpodesolucoes.com.br and www.itaucultural.org.br

In the organisation, I had the pleasure to count on texts by a few of the most interesting experts in the field, who shared their national, regional or international view: Andrea Davis (Jamaica), Edna dos Santos Duisenberg (UNCTAD), Ernesto Piedras (Mexico), Facundo Solanas (Argentina), Máté Kovacs (Africa), Pernille Askerud (Asia), Sharada Ramanathan (India), Xiong Chengyu (China) e Yudhishthir Raj Isar (global approach). Not to miss.

May 2009 be very creative, sensitive and sensible.

Cheers,

Carla

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Estimados Amigos y Colegas,

Es con enorme alegría que anuncio el lanzamiento de la antología digital "Economía Creativa como Estrategia de Desarrollo - una visión de los paises en desarrollo". Co-edición entre Garimpo de Soluções y Itaú Cultural, concebí este libro con el objetivo de estimular el debate acerca de lo que es la economía creativa, si puede ser una estrategia de desarrollo y, en caso positivo, lo que es necesario para concretar este potencial. Para incrementar el acceso a la discusión, este libro digital esta disponible para download gratuito, desde los sitios www.garimpodesolucoes.com.br y www.itaucultural.org.br

En la organización, tuve la ventaja de contar con textos de algunos de los más interesantes expertos en el campo, trajendo su visión nacional, regional o internacional: Andrea Davis (Jamaica), Edna dos Santos Duisenberg (UNCTAD), Ernesto Piedras (México), Facundo Solanas (Argentina), Máté Kovacs (África), Pernille Askerud (Asia), Sharada Ramanathan (India), Xiong Chengyu (China) e Yudhishthir Raj Isar (visión global). Capítulos imperdibles.

Que 2009 sea muy creativo, sensible y sensato.

Saludos,

Carla


Versão do livro em português
Versão do livro em inglês
Versão do livro em espanhol

sábado, novembro 29, 2008

A Economia da Cadeia Produtiva do Livro


Conteúdo extraído do catálogo de livros do Instituto de Economia da UFRJ



Este trabalho, realizado entre março e outubro de 2004, reúne informações básicas acerca da economia da cadeia produtiva do livro no Brasil e no exterior. Ele resulta de uma encomenda feita pelo BNDES ao Grupo de Pesquisa em Economia do Entretenimento do Instituto de Economia da UFRJ, que alocou seus pesquisadores e consultores para o seu desenvolvimento.

Versões sintetizadas foram apresentadas em 2004 ao longo de diversos eventos promovidos pelas entidades empresariais ligadas ao livro, bem como na Casa de Rui Barbosa, no BNDES e no IE/UFRJ. Em todas as apresentações houve grande recepetividade e interesse diante dos dados e análises formuladas e especial demanda pela divulgação do trabalho como um todo, o que justifica a confecção desta síntese que ora vem a público.

Conheça o livro

Modelo de Sistema de Informações de Marketing para Financiamento da Música

Por Alê Barreto

Trabalho de conclusão do meu curso de graduação em Administração de Empresas na UFRGS, 2006. Neste trabalho estudou-se o nicho de mercado do financiamento da música. Pesquisou-se que informações são úteis para artistas, produtores e financiadores, tipos de decisões que são tomadas baseadas nestas informações e problemas ocasionados pela falta de integração entre as mesmas. Com base nestes conhecimentos, elaborou-se uma proposição de modelo de sistema de informações de marketing que talvez possibilite trocas eficientes e apóio a tomada de decisão.



Na época, ainda não estava disponível para pesquisa a publicação do IBGE referente ao Sistema de Informações e Indicadores Culturais.

Vale destacar aqui algumas idéias que julgo importantes para reflexão até hoje:

- ausência de uma cultura de utilização de informações integradas;
- visão reduzida do mercado de financiamento da música;
- não percepção das pequenas e microempresas como fontes de financiamento da música.

Leia a monografia na íntegra

domingo, outubro 05, 2008

Livro "A Economia da Cultura"



Conteúdo extraído do site www.atelie.com.br para uso exclusivamente didático


Arte e cultura, assim como outras produções humanas, por mais "nobres" que pareçam, "podem ser pensadas economicamente". Essa foi a premissa que presidiu as primeiras pesquisas na área, quatro décadas atrás. De lá para cá, os estudos se multiplicaram ano após ano até formar um sólido nicho de conhecimento. É essa experiência acumulada, focada nos países desenvolvidos, que a economista francesa Françoise Benhamou sintetiza em A Economia da Cultura, uma introdução de alto nível ao tema, que agora chega ao Brasil, encontrando-se já na quinta edição na França.

O prefácio, assinado por José Carlos Durand (Grupo Focus, Unicamp) salienta a relutância das ciências sociais (economia incluída) em reconhecer as lógicas de interesse subjacentes ao mundo da estética. Lembra que tais resquícios devem ser encarados "como um entulho intelectual a ser enfrentado em nome da democracia". Isso porque "cultura gera emprego" e, "além do valor em si", a arte hoje é vista como "frente de apoio à inclusão social". Desse modo, mobiliza com força crescente setores governamentais e privados, ONGs, associações e organismos internacionais. Daí o interesse amplo dessa obra para artistas, críticos, jornalistas, profissionais da cultura e da arte, economistas e especialmente os gestores vinculados a entidades e órgãos públicos de cultura.

A autora aborda, em cinco capítulos, as diversas áreas culturais e respectivas cadeias produtivas, como livro e literatura, artes visuais, cinema e vídeo, música e artes cênicas. A questão da intervenção do Estado, sempre controversa, que "contribui para moldar a oferta e condicionar a demanda", perpassa todo o livro.

Françoise Benhamou é professora da Universidade de Rouen, da Escola Nacional do Patrimônio e pesquisadora da Matisse (Universidade Paris 1). Foi conselheira do Ministério da Cultura de 1989 a 90 e secretária-geral da Biblioteca Nacional de Artes entre 1990 e 91.


Leia o prefácio do livro escrito pelo professor e pesquisador José Carlos Durand, Grupo Focus/Unicamp

Com esta tradução, a economista francesa Françoise Benhamou encaminha o leitor de língua portuguesa a um nicho de conhecimento de formação recente: a economia da cultura. Até hoje, uma especialidade quase toda circunscrita ao meio acadêmico das poucas nações ricas e desenvolvidas do planeta.

A autora respeita a sequência cronológica de achados, intuições e teorizações que, nos últimos quarenta anos, vêm mostrando que as artes, como qualquer outra atividade humana regular e coletiva, podem ser pensadas economicamente.

Desde logo, pensar economicamente as artes e a cultura não significa nivelar (ou tomar como equivalentes) as manifestações da criação humana e os bens produzidos em série pela indústria. Muito ao contrário, significa apenas aceitar que, diversamente do que ocorre com sabonetes ou automóveis, existe uma relutância institucionalizada em reconhecer que as práticas culturais e os bens e serviços que dela resultam sejam presididos por lógicas de interesse, inclusive e sobretudo o interesse econômico.

Tal relutância - mostra a sociologia - nada mais é do que expressão inconsciente de uma antiga e aristocrática reivindicação de prestígio baseada na crença de que o mundo das artes seria, em sua essência mais íntima, o reino do completo desinteresse. Sendo aristocrática, esta é uma postura socialmente excludente, em desacordo com o consenso político contemporâneo que toma a cultura como território por excelência de vivência da igualdade e da fraternidade. Daí que o princípio de "negação do econômico" nas artes deva ser visto antes como um entulho intelectual a ser enfrentado em nome da democracia do que como uma barreira contra a infiltração indevida do lucro no mundo sublime da estética - como fácil e costumeiramente é invocado.

Cultura é um setor de gera empregos. É muito diferenciado internamente e com relações muito peculiares entre os indivíduos, grupos e microempresas, que respondem mais pela criação, e as grandes corporações, que dominam a distribuição. E também muito desigual, quando se pensa no abismo que separa o ganho dos grandes astros e estrelas das dificuldades da grande maioria dos que insistem em sobreviver de um fazer estético. Ou ainda da parca e incerta rentabilidade do editor apenas comprometido com autores novos e com qualidade comparada aos ganhos amplos e seguros dos que se limitam a best-sellers.

Benhamou movimenta-se à vontade em um plano comparativo internacional, no qual, como se sabe, o modelo descentralizado anglo-saxão e o modelo centralizado francês de política cultural constituem ainda os paradigmas básicos. Na medida em que o exercício comparativo é feito área por área - livros e literatura, artes visuais, cinema e vídeo, música, artes cênicas, etc., - o leitor tem diante de si um rico panorama de exemplos. Ele fica sabendo através de quais princípios valorativos, meios legais, praxes administrativas, inovações técnicas e resultados financeiros de governos nacionais e locais, corporações econômicas e um sem-número de entidades e grupos definem hoje boa parte das feições do populoso e efervescente mundo das artes e da cultura. Por tudo isso, além de poderem, as artes devem ser pensadas economicamente, para serem fomentadas e promovidas com mais equidade e eficiência.

Não é por acaso que este livro sai por uma editora voltada mais para humanidades e literatura do que propriamente para economia e administração. É apenas um exemplo, entre muitos, de que romper barreiras e reduzir distâncias entre os mundos da arte e da ciência é hoje mais um desafio e uma prioridade à gente das artes do que à das ciências e dos negócios.

O Brasil é um repositório riquíssimo de fenômenos e processos culturais. Afinal, o país conta com uma indústria cultural sólida e um mosaico muito variado de expressões populares em suas diversas regiões. Por razões históricas, ligadas à pequena capacidade de inclusão do sistema educacional, o acesso e o desfrute da cultura erudita (que, aliás, no mundo todo só atinge parcela minoritária da sociedade) é ainda mais seletivo social e economicamente no Brasil.

Mas as coisas vêm mudando muito, nesses mesmos quarenta anos durante os quais a economia da cultura conquistou status e direito a uma rubrica própria nos eventos, nos currículos e nas publicações de ciência econômica dos países ricos. A multiplicação de secretarias municipais e estaduais de cultura, a emergência do patrocínio corporativo às artes e os incentivos fiscais para impulsioná-lo, o surgimento de fundações e entidades não-governamentais direta ou indiretamente na esfera artística, a expansão das grandes corporações de mídia, o acesso à internet e, via satélite, a espetáculos globalizados, a recente onda de instalação de editoras estrangeiras no país, são apenas alguns exemplos das transformações em curso.

Todavia, para que essa nova disciplina se desenvolva no Brasil, forçoso será um trabalho conjunto de construção de um sistema de informações quantitativas sobre fluxos culturais que seja confiável e de acesso público. Não se pode mais aceitar considerações resignadas como: "Hollywood conhece mais nosso mercado de cinema do que os próprios brasileiros". Não basta mais que cada empresa grande de mídia saiba dimensionar "seus mercados" e mantenha essas informações sob sigilo comercial. Não é aceitável que se cobre somente um real de ingresso em um museu carente de conservação, só porque sempre assim se fez. Não é possível aceitar mais que a gestão cultural governamental opere sem um mínimo de referências numéricas indispensáveis para justificar prioridades quando se trata de dinheiro público envolvido e sujeito a prestação de contas (accountability). Não é aceitável enfim que as apreciações sobre tendências da vida cultural brasileira possam flutuar tão arbitrária e inpunemente entre o crônico pessimismo dos apocalípticos e o incorrigível otimismo dos integrados (para usar a dicotomia célebre de Umberto Eco) sem que alguém com mais objetividade disponha de dados para divergir e contestar.

sábado, agosto 30, 2008

Da Opinião ao Dado



Artigo do professor Teixeira Coelho sobre o Observatório Itaú Cultural, publicado na Revista Observatório Itaú Cultural nº1 (jan./abr. 2007)


O observatório é um privilegiado instrumento de política cultural – outro modo de dizer que um observatório é um instrumento ímpar do planejamento da cultura. Ainda que o planejamento da cultura seja impossível ou, quando possível, indesejável. Um paradoxo, portanto. Em nada estranho ou incômodo – porque a cultura está forrada de paradoxos. De fato, o outro nome da cultura é paradoxo. Mesmo os mais recalcitrantes admitirão que, em todo caso, um outro nome para diversidade cultural é paradoxo. Paradoxo: aquilo que está ao lado da opinião, do lado de fora da compreensão, em contraposição sobretudo ao ortodoxo, à opinião reta e, pior, à opinião correta.

É o reconhecimento da cultura como paradoxo que levou à escolha da denominação observatório ali onde, na universidade sobretudo, o mais corriqueiro seria recorrer ao tradicional núcleo de estudos ou, pior, a laboratório. Num laboratório entende-se (acertadamente) que haja manipulação. Intervenção naquilo que é estudado e manipulação. Um observatório não quer intervir e menos ainda manipular a cultura. Não, em todo caso, no sentido que a palavra manipulação tem em química ou em física. Um observatório observa. A distância. A alguma distância.


Se um observatório é um instrumento privilegiado para uma ação que não pode ou não deve realizar-se (o planejamento), para que serve? Na chamada sociedade da informação, essa pergunta não tem cabimento, uma vez que o primeiro produto do observatório é a informação.

Queremos informação e precisamos de informação para tudo. Para o conhecimento, por exemplo (e com isso já se estabelece uma distância entre informação e conhecimento, duas instâncias que não se confundem). Informação para quê? Para mudar. Para mudar comportamentos. Assim como a televisão é uma máquina de mudança do comportamento, muito antes e muito além de ser uma máquina que leva informação ou entretenimento, também um observatório existe, no fundo, para mudar comportamentos. Como a informação, que é a mensagem que altera um comportamento. Uma mudança não necessariamente na cultura, mas, em todo caso, no sistema da cultura, no contexto da cultura. A diferença entre uma coisa e outra não é tão sutil quanto parece. Uma ação cultural é, primeiro, uma mudança no sistema da cultura na medida em que cria as condições para que as pessoas inventem seus próprios fins na cultura. A ação cultural não cria fins culturais, novos ou velhos, não intervém na cultura: intervém nas condições que geram cultura. Intervenções na cultura são inúmeras na história do século XX: estiveram (e estão) presentes em todos os sistemas ditatoriais de todos os matizes ideológicos à direita e à esquerda, inclusive no Brasil em diversos momentos e em particular à época do Estado Novo, quando muitos intelectuais até então de respeito (e que continuaram a ser respeitados como se essa mancha em seus currículos fosse invisível) não hesitaram em intervir na cultura. A ação cultural não faz isso: atua no contexto e apenas num primeiro momento: não prevê e não intervém nas estações intermediárias do processo, nem prevê e produz o resultado final (que pode nem vir a existir: ela não visa a um objetivo final, não tem qualquer
compromisso com qualquer produto final).

A emulação é a conseqüência mais sensível da existência de um observatório. A produção da informação sobre a cultura e sua posterior divulgação gera emulação: desejo de imitar ou suplantar algo ou alguém. Os observatórios de cultura não surgiram para isso – mas logo perceberam que um bom uso para seus produtos era isso. Talvez devessem ter sabido desde o início que esse seria o resultado, uma vez
que a política cultural ou é comparada ou não existe – e se comparo, não pode ser
senão para mudar, imitando ou suplantando. Nesse aspecto, um observatório de política
cultural e a idéia de política cultural surgem ou deveriam surgir juntos e alimentam-se mutuamente.


Leia o artigo na íntegra

domingo, junho 22, 2008

Alguns aspectos do processo de constituição do campo de estudos em Economia da Cultura

Artigo de Paulo Miguez, professor da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia, apresentado no Seminário Internacional em Economia da Cultura em Recife, 16 a 20 de julho 2007.

A cultura é, certamente, um dos mais relevantes dentre os eixos que organizam a agenda contemporânea. Seus múltiplos enlaces e sua transversalidade face a outras dimensões societárias têm lhe reservado uma posição de indiscutível centralidade no mundo, hoje. E não são poucos os sinais que atestam a presença significativa da cultura nos debates e embates que conformam a contemporaneidade.

Na academia, por exemplo, território que historicamente monopolizou o debate sobre a cultura e seus fenômenos, mudanças de peso têm vindo a ocorrer. Aí, a cultura invadiu campos do conhecimento que até muito recentemente mantinham-se distantes e, não raro, hostis quanto às questões culturais. Transpôs os limites da antropologia e da sociologia, ciências sociais que classicamente, e em regime de quase exclusivismo, dela se têm ocupado, e passou a marcar presença nos estudos e pesquisas em disciplinas científicas tão distintas quanto a história, a geografia, a ciência política, a demografia, a comunicação, a psicologia, as ciências ambientais, o direito, a economia, a gestão. Até mesmo no campo dos estudos tecnológicos, a exemplo das engenharias e, muito particularmente, dos sistemas de computação, a cultura tem alimentado o interesse de pesquisadores.

Fora do universo estritamente acadêmico, a cultura, por conta do tema da diversidade cultural, tem inscrição nas agendas nacionais e nos principais foros internacionais, fruto, com certeza, da aprovação, pela 33ª Conferência Geral da UNESCO, em outubro de 2005, da Convenção sobre a Proteção e Promoção da Diversidade das Expressões Culturais, instrumento normativo de fundamental importância para a cultura que tem como premissa básica a compreensão da diversidade cultural como "patrimônio comum da humanidade" (UNITED NATIONS..., 2006a).


Leia o artigo na íntegra