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domingo, janeiro 29, 2023

Cris Olivieri e Nichollas Alem falam sobre o novo momento da Cultura brasileira com as jornalistas Bárbara Pereira e Francini Augusto

(Ministra da Cultura Margareth Menezes - foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil) 


Por Alexandre Barreto* (alebarreto@gmail.com)


Passado um bom tempo sem postar aqui no blog (última postagem é de 2021), lentamente irei compartilhar assuntos que acredito que influenciam diretamente no que eu chamaria de "ecossistema da economia criativa brasileira". Quando falo na economia criativa, trata-se apenas de uma opção. Em nenhum momento estou dizendo que a dimensão econômica da Cultura é mais importante que a dimensão simbólica ou que a dimensão cidadã.

Nesse recomeço, compartilho aqui um diálogo bem interessante publicado no podcast Jabuticaba Sem Caroço #201. Transcrevo na íntegra: "neste episódio, Bárbara Pereira e Francini Augusto entrevistam Cris Olivieri, advogada especializada no setor cultural e porta-voz do Fórum Brasileiro pelos Direitos Culturais (FBDC), e Nichollas Alem, fundador e presidente do Instituto de Direito, Economia Criativa e Artes (IDEA), que sugerem o que esperar em relação ao desempenho do ministério neste terceiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva".

Destaco aqui que a Cristiane Olivieri é uma das primeiras pessoas no Brasil a se preocupar com a difusão do conhecimento sistematizado sobre produção cultural, sendo uma das autoras do Guia Brasileiro de Produção Cultural, juntamente com o querido amigo Edson Natale, livro que foi uma das minhas primeiras referências lá pelos idos de 2004.


Segue o link

https://sputniknewsbrasil.com.br/20230124/a-volta-do-ministerio-da-cultura-no-governo-lula-o-que-esperar-27162676.html


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* Alexandre "
Alê" Barreto é Administrador de Empresas, MBA em Gestão Cultural, Mestre em Educação Profissional e Tecnológica. É apaixonado por temas relacionados a estratégia e gestão. Acredita que Arte e Cultura são motores da Inovação. Adora gerenciar projetos e trabalhar com equipes criativas. Criou em 2006 o "Produtor Independente", um dos primeiros blogs sobre produção e gestão cultural no Brasil. Atualmente é professor no Centro Universitário Uninorte (Rio Branco/AC), está cursando especialização em Product Management e especialização em Gestão de Projetos. E está buscando novo desafios!

quinta-feira, outubro 04, 2018

Ninguém propõe nada ou ninguém tem interesse em patrocinar?




Por Alexandre Barreto*


Uma pergunta ecoa na mente de muitas pessoas no Brasil que moram fora do eixo RJ/SP e também de outras capitais, quando o assunto é utilização Lei Rouanet: ninguém propõe nada ou ninguém tem interesse em patrocinar?

A convite de Eduardo Martins, editor da revista Marketing Cultural e também do Portal dos Patrocinadores, me debrucei sobre esta questão aqui na Amazônia, na cidade de Rio Branco, capital do Estado do Acre, onde resido atualmente.

Convido você a ler o texto "Lei Rouanet no Acre: ninguém propõe nada ou ninguém tem interesse em patrocinar?"


Aproveito para informar que reduzi muito minha atividade na internet em função de estar agora exercendo a profissão "papai independente" do João Gabriel, que acabou de completar 9 meses.

Caso você conheça pouco sobre a Lei Rouanet, duas matérias publicadas no ano que a Lei completou 25 anos poderão ampliar sua visão sobre o impacto desta lei na vida cultural do país:

"Lei Rouanet completa 25 anos sob fogo cruzado", por Leonardo Cazes, no Jornal O Globo

"Lei Rouanet: os acertos e erros do incentivo", por Murilo Roncolato, no Jornal Nexo




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* Alexandre Barreto é administrador pela Escola de Administração da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (EAD/UFRGS), MBA em Gestão Cultural pela Universidade Cândido Mendes (UCAM) e Associação Brasileira de Gestão Cultural (ABGC) no Rio de Janeiro e mestrando no Programa de Pós-Graduação em Educação Profissional e Tecnológica (PROFEPT). Alê é um empreendedor que dissemina conhecimentos e atua em redes para promover mudanças. Escreveu os livros Aprenda a Organizar um Show e Carreira Artística e Criativa. Saiba mais


terça-feira, março 20, 2018

Circuito #CulturaGeraFuturo percorrerá as cinco regiões do Brasil para capacitar produtores culturais e gestores públicos




Por Alexandre Barreto*



Em janeiro o Ministro da Cultura Sérgio Sá Leitão lançou a campanha "Cultura gera valor". O objetivo é mobilizar a sociedade para compreensão da Cultura como um ativo que gera emprego, renda, inclusão e que promove um desenvolvimento mais justo e sustentável.

Uma das ações é o Circuito #CulturaGeraFuturo. Segue abaixo informações do site da campanha.


Circuito percorrerá as cinco regiões do Brasil, entre abril e julho, com objetivo de capacitar produtores culturais e gestores públicos
15 de Março de 2018


O Ministério da Cultura (MinC) vai percorrer as cinco regiões do Brasil, entre abril e julho, com o Circuito #CulturaGeraFuturo, que tem o objetivo de capacitar produtores culturais e gestores públicos para lidar com os mecanismos de fomento à cultura disponíveis no Governo Federal. Equipes do MinC estarão nas 27 capitais brasileiras, levando orientações sobre a Lei Rouanet, a Lei do Audiovisual, o Fundo Setorial do Audiovisual (FSA) e outros mecanismos. Haverá também um módulo voltado a patrocinadores.

Durante o lançamento do Circuito #CulturaGeraFuturo, nesta quinta-feira (15), em São Paulo, o ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão, anunciou que a primeira capital a receber o evento será Macapá (AP), no próximo dia 2 de abril. O Amapá foi um dos três estados onde não houve captação de recursos via Lei Rouanet em 2017. Os outros foram Acre e Roraima. “Queremos mudar este cenário e ampliar o uso dos mecanismos de fomento à cultura em todas as regiões. Vamos capacitar e estimular proponentes e gestores públicos, qualificar projetos e atrair mais patrocinadores”, disse o ministro.

Em 2018, há R$ 1,35 bilhão para a Lei Rouanet; cerca de R$ 300 milhões para a Lei do Audiovisual; e cerca de R$ 1,2 bilhão para o programa #AudiovisualGeraFuturo, via Fundo Setorial do Audiovisual (FSA).

O secretário de Fomento e Incentivo à Cultura do MinC, José Paulo Soares Martins, destacou a importância do contato direto com quem atua e investe na cultura. “Não se administram mecanismos de fomento importantes como esses ficando apenas num gabinete em Brasília. É preciso conhecer de perto a realidade do País”, disse Martins.

Os encontros do Circuito #CulturaGeraFuturo terão formato de seminário, com duração prevista de um dia em cada capital. Uma equipe da Secretaria de Fomento e Incentivo à Cultura, responsável pela gestão da Lei Rouanet, explicará como funciona este que é o principal mecanismo de fomento à cultura do País, orientando os participantes e tirando dúvidas sobre a apresentação de projetos.

Depois, técnicos da Agência Nacional do Cinema (Ancine) e da Secretaria de Audiovisual (SAv) do MinC falarão sobre as oportunidades no campo do audiovisual, inclusive os novos editais do programa #AudiovisualGeraFuturo, lançados em fevereiro e março, que contam com R$ 551 milhões do FSA. Também participarão técnicos do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e de outras áreas. O ministro também participará de diversas etapas.


Conheça o site da campanha #CulturaGeraFuturo



Veja a apresentação do circuito


Calendário de encontros do Circuito #CulturaGeraFuturo:
(a
s datas poderão sofrer alterações)

02 de abril – Macapá (AP)
06 de abril – Fortaleza (CE)
09 de abril- Brasília (DF)
13 de abril – Porto Velho (RO)
16 de abril – Rio Branco (AC)
20 de abril- Belo Horizonte (MG)
23 de abril – Maceió (AL)
26 de abril – Florianópolis (SC)
04 de maio – Curitiba (PR)
07 de maio – Natal (RN)
11 de maio – Campo Grande (MS)
18 de maio – João Pessoa (PB)
21 de maio – Porto Alegre (RS)
25 de maio – Rio de Janeiro (RJ)
28 de maio – Salvador (BA)
08 de junho -Palmas (TO)
11 de junho – Goiânia (GO)
15 de junho – Aracaju (SE)
18 de junho – Recife (PE)
22 de junho – Belém (PA)
26 de junho – Vitória (ES)
29 de junho – Boa Vista (RR)
02 de julho – Manaus (AM)
06 de julho – São Luís (MA)
09 de julho – Teresina (PI)
13 de julho – Cuiabá (MT)
16 de julho – São Paulo (SP)


Fonte: http://culturagerafuturo.com/circuito-culturagerafuturo-estara-em-27-capitais/


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* Alexandre Barreto é administrador pela Escola de Administração da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (EAD/UFRGS) e MBA em Gestão Cultural pela Universidade Cândido Mendes (RJ) . Empreendedor que dissemina conhecimentos e atua em redes para promover mudanças. Escreveu os livros Aprenda a Organizar um Show e Carreira Artística e CriativaSaiba mais

sexta-feira, março 24, 2017

Tudo sobre as novas mudanças na Lei Rouanet



Mudanças propostas pelo Ministério da Cultura priorizam melhorias no sistema de prestação de contas e incentivo para projetos realizados nas regiões Nordeste, Norte e Centro-Oeste.



Por Alê Barreto *


Esta semana, recebi um e-mail do Ministério da Cultura informando que as propostas de projetos para Lei Rouanet podem ser cadastradas normalmente, mas os processos de admissão somente serão retomados a partir de 10/04/2017.

Os ajustes no sistema de tecnologia e processos de admissão de propostas de projetos culturais para Lei Rouanet visam garantir a adequação a nova Instrução Normativa para o Incentivo Fiscal da Lei Rouanet (IN 1/2017), que substitui a publicada em 2013 (IN 1/2013).


Mas afinal, o que é mesmo "Lei Rouanet"?

A Lei 8.313/91, conhecida como "Lei Rouanet", é um mecanismo de incentivo fiscal. A pessoa interessada em buscar recursos através desta lei, deve apresentar uma proposta cultural ao Ministério da Cultura. Caso seja aprovada, receberá a autorização para captar recursos junto a pessoas físicas pagadoras de Imposto de Renda (IR) ou empresas tributadas com base no lucro real visando à execução do projeto.


O que vai mudar na Lei Rouanet?

Critérios de inscrição

Como era: o proponente devia comprovar apenas sua atuação na área cultural nos dois anos anteriores, mas sem especificação da área.

Como fica: O proponente deve comprovar ter realizado, nos dois anos anteriores, projeto em área cultural conexa à proposta apresentada. Assim, se o produtor não tiver realizado projeto na área de música nos últimos dois anos, ele não poderá inscrever um novo projeto nesta área utilizando sua pessoa jurídica, e terá de buscar empresa que tenha realizado na área específica nos últimos 24 meses. Serão liberados da exigência produtores que estejam se inscrevendo pela primeira vez; nesse caso, o MinC delimita um teto de R$ 200 mil por projeto.



Etapas de avaliação, aprovação e captação

Como era: A fase de captação de recursos era a última etapa do processo, e só se iniciava após a aprovação do MinC.

Como fica: o processo de aprovação de um projeto é dividido em etapas: inscrição, análise técnica de parecerista, análise e sugestões da Comissão Nacional de Incentivo à Cultura (CNIC), e aprovação do MinC (autorização para captação e publicação no Diário Oficial ). Pela nova proposta, após a fase de admissão do projeto, o proponente receberá, junto ao número de inscrição, uma autorização para captar 10% do valor total aprovado, e o projeto só segue à fase de análise e sugestões (CNIC) se captar 10% do total admitido.



Manejo de recursos e prestação de contas

Como era: era possível movimentar recursos por cheques, o que não é mais. O limite de saques era de apenas R$ 100 por dia. E não havia cartões para a movimentação. Já a prestação de contas era toda manual, e os documentos eram enviados fisicamente para o MinC.

Como fica: Os recursos também passam a ser movimentados por cartão magnético, e os proponentes passam a ter direito de fazer saques de até R$ 1 mil por dia. A movimentação destes recursos — por cartão, saques, transferências — poderá ser visualizada on-line, em tempo real. A prestação de contas também passa a ser realizada on-line, e poderá ser acompanhada em tempo real, pelo Portal da Transparência.



Teto para cachês artísticos


A nova IN oficializa uma exigência prévia da CNIC de 2013 para cachês: R$ 30 mil para artista ou modelo solo (em produções de moda), e R$ 60 mil para grupos artísticos ou de modelos. No caso de orquestras, R$ 1,5 mil por músico e até R$ 30 mil ao maestro. Valores maiores dependerão de aprovação da CNIC. Custos relacionados a direitos autorais e conexos seguem limitados a 10% do total do projeto.



Teto de valor do ingresso e cotas


Como era: o valor máximo para ingressos de projetos culturais incentivados era de R$ 200, equivalente a quatro vezes o vale-cultura (R$ 50).

Como fica: a nova regra estipula um novo valor médio máximo dos ingressos: R$ 150, o que equivale a três vezes o benefício do vale-cultura (R$ 50). A nova IN não altera a cota de 30% de ingressos distribuídos gratuitamente, e a de 20% com entradas com preço limitado ao valor do vale-cultura.



Cota de projetos ativos


Como era: cada proponente podia gerir a seguinte quantidade de projetos: dois para microempreendedor individual (MEI) e pessoa física, e cinco para demais pessoas jurídicas.

Como fica: há novos limites de projetos ativos por proponente: quatro para MEI e pessoa física; seis para empresário individual; e dez para Empresa Individual de Responsabilidade Limitada (EIRELI), Sociedades Limitadas (Ltda.), e demais pessoas jurídicas.




Cota de recursos


Como era: o máximo de recursos a ser concentrado por proponente estava limitado a um percentual do valor autorizado para renúncia fiscal do ano em curso: 0,05% para pessoa física, e 3% para pessoa jurídica.

Como fica: o máximo de recursos a ser concentrado pode ser limitado a: R$ 700 mil para MEI e pessoa física; R$ 5 milhões para empresário individual; R$ 40 milhões para Empresa Individual de Responsabilidade Limitada (EIRELI), Sociedades Limitadas (Ltda.), e demais pessoas jurídicas.




Teto máximo por projeto


Como era: não havia valor máximo estipulado para cada projeto. Porém cada produtor podia captar no máximo R$ 40 milhões para diferentes projetos.

Como fica: foi estabelecido o valor máximo de captação via Rouanet de R$ 10 milhões por projeto, com limite de R$ 40 milhões a projetos simultâneos de um mesmo proponente. A exceção ao limite (R$ 10 milhões) são projetos de temática de patrimônio, da área museológica e Planos Anuais, que não terão limite do valor.




Limite de lucro por projeto

Como era: não havia limitador da lucratividade do projeto realizado com incentivo fiscal.

Como fica: o valor total da receita bruta de cada produto cultural incentivado não pode ser superior ao incentivo fiscal previsto para o projeto.



Descentralização de recursos

Como era: não havia uma instrução para determinar e diferenciar o valor máximo a ser manejado por um proponente de acordo com as diferentes regiões do país.

Como fica: para propostas a serem realizadas integralmente no Nordeste, Norte e Centro-Oeste, o teto de captação por cada projeto é 50% maior, ou seja, de R$ 15 milhões. Produtores que atingirem o limite de R$ 40 milhões poderão apresentar novos projetos de até R$ 20 milhões se eles se destinarem a essas regiões. Para tais projetos os custos de divulgação também podem ultrapassar os 20% do valor do projeto e chegar a 30%.



Alteração no valor de itens do orçamento

Como era: o limite para alterações no valor de itens orçamentários, sem autorização do MinC, era de 20% em relação ao valor do item.

Como fica: o valor de cada item do orçamento poderá ser alterado sem necessidade de justificativa ou autorização do MinC dentro de um limite de até 50%.



Teto para projeto audiovisual

Como era: Não havia valores máximos de captação estipulados e diferenciados para projetos audiovisuais de diferentes formatos.

Como fica: serão fixados tetos para projetos de diferentes formatos: R$ 800 mil para média-metragem; R$ 600 mil para mostras e festivais; e R$ 50 a R$ 300 mil para sites e séries na web.


Fontes:

Ministério da Cultura oficializa mudanças na Lei Rouanet - Ministro afirma que irregularidade campeava no modelo antigo- Jornal O Globo

Entenda as principais mudanças na Lei Rouanet - proposta é aumentar a transparência, descentralizar recursos e limitar o lucro - Jornal O Globo


Leia também:

Novas regras da Rouanet ampliam fiscalização e transparência e descentralizam acesso à Cultura - Site do Ministério da Cultura

O que saber para não passar vergonha ao discutir Lei Rouanet na internet - Jornal Folha de SP

MinC precisa de quase 19 anos para fechar contas de projetos da Rouanet - Jornal Folha de SP


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quarta-feira, junho 22, 2016

Patrocínio, financiamento de atividades culturais e Lei Rouanet são a mesma coisa?




Por Alê Barreto
alebarreto@gmail.com


A Folha de São Paulo publicou a reportagem "MinC precisa de quase 19 anos para fechar contas de projetos da Rouanet" e isso me fez refletir um pouco sobre o fato de que sempre que alguém fala em patrocínio ou financiamento da cultura no Brasil, inevitavelmente acaba de alguma forma falando na Lei Rouanet. Isso leva muita gente a fazer confusão e achar que patrocínio, financiamento de atividades culturais e Lei Rouanet são a mesma coisa. Não são.


Patrocínio

De acordo com a Association for Business Sponsorship of The Arts do Reino Unido (ABSA) "com o patrocínio deve haver um retorno comercial e o patrocinador deve receber valor pelo seu dinheiro. Como consequência, quando se propõe um patrocínio a uma empresa, não se está pedindo dinheiro, mas vendendo algo que trará um retorno comercial para a empresa" (esta citação do livro "Marketing Cultural e financiamento da cultura: teoria e prática em um estudo internacional comparado" de Ana Carla Fonseca Reis foi utilizada na minha monografia "Modelo de sistema de informações de marketing para financiamento da música em Porto Alegre").


Financiamento de atividades culturais

"O financiamento de atividades artísticas, culturais e criativas, seja através de recursos públicos ou privados, no âmbito das cidades, estados e da federação, pode ocorrer de inúmeras formas: linhas de crédito, fundos, convênios, emendas parlamentares, parcerias público-privadas, licitações, leis de incentivo, editais, programas socioambientais, crowdfunding (financiamento coletivo), patrocínios (esta citação foi feita a partir do meu livro "Carreira Artística e Criativa: atitudes que influenciam a boa gestão da carreira".


Lei Rouanet


A Lei 8.313/91 conhecida como "Lei Rouanet" é um mecanismo de incentivo fiscal. A pessoa interessada em buscar recursos (atividade conhecida como "captação de recursos") utilizando esta lei deve apresentar uma proposta cultural ao Ministério da Cultura. Caso seja aprovada, receberá a autorização para captar recursos junto a pessoas físicas pagadoras de Imposto de Renda (IR) ou empresas tributadas com base no lucro real visando à execução do projeto.


Resumindo:

- patrocínio refere-se a obtenção de recursos de um patrocinador mediante a realização de um projeto que inclua ações que tragam benefícios para este patrocinador;

- financiamento de atividades culturais é uma ação que pode acontecer através de diferentes formas;

- Lei Rouanet é uma lei que combina patrocínio e incentivo fiscal.


Conheça um pouco mais da Lei Rouanet através das últimas matérias publicadas pela Folha de São Paulo:


O que saber para não passar vergonha ao discutir Lei Rouanet na internet

MinC precisa de quase 19 anos para fechar contas de projetos da Rouanet

Projeto do Rock in Rio, Amazônia Live é reprovado na Lei Rouanet




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domingo, março 13, 2016

Lei Rouanet completa 25 anos

Musical "A família Addams" teve valor captado de R$ 13,1 milhões  - Agência O Globo




Por Alê Barreto
alebarreto@gmail.com


Saiu uma matéria muito bacana do Leonardo Cazes no Jornal O Globo sobre a Lei Rouanet. Vale muito a pena dar uma conferida.



Veja este infográfico:





Cabe aqui lembrar que apesar da Lei Rouanet ser divulgada como "a principal fonte de recurso da cultura", o mais correto seria dizer "a maior fonte de recursos públicos para cultura", pois não temos uma medição sobre o montante privado de recursos que financia as atividades culturais sem uso de leis de incentivo.





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quarta-feira, março 07, 2012

Quem patrocinou projetos culturais no Brasil em 2011 utilizando a Lei Rouanet





Por Alê Barreto*
alebarreto@gmail.com


Quer ter uma boa noção de quem são as empresas no Brasil que patrocinam projetos culturais utilizando a Lei Rouanet? Siga em frente.


O que é Lei Rouanet?

A Lei 8.313/91 conhecida como "Lei Rouanet" é um mecanismo de incentivo fiscal, uma forma de estimular o apoio da iniciativa privada ao setor cultural.

O proponente apresenta uma proposta cultural ao Ministério da Cultura e, caso seja aprovada, é autorizado a captar recursos junto a pessoas físicas pagadoras de Imposto de Renda (IR) ou empresas tributadas com base no lucro real visando à execução do projeto.

Importante: a Lei Rouanet é uma forma de estimular o apoio da iniciativa privada. Não é a única.


Como submeter uma proposta de projeto cultural para buscar obter autorização para captar recursos através da Lei Roaunet?

O encaminhamento de propostas ocorre através do sistema SALIC WEB disponível no site do Ministério da Cultura no endereço http://sistemas.cultura.gov.br/propostaweb/




Como elaborar uma proposta de projeto cultural para buscar obter autorização para captar recursos através da Lei Roaunet?

Você pode:

a) descobrir tudo intuitivamente navegando no site do SALIC WEB;

b) assistir três vídeos introdutórios

Vídeo Aula SalicWeb Parte 01
Vídeo Aula SalicWeb Parte 02
Vídeo Aula SalicWeb Parte 03

c) Ler este manual distribuído pelo Ministério da Cultura

c) contratar profissionais para elaborar uma proposta e cadastrá-la para você.


O que acontece com uma proposta de projeto cultural?

A proposta percorre as seguintes etapas:




Como ter uma noção de preços de serviços e mão de obra para elaborar o orçamento de uma proposta de projeto cultural para a Lei Rouanet?

Ministério da Cultura divulgou no dia 15 de fevereiro de 2012 uma pesquisa atualizada dos indicadores nacionais de preços da cultura, levantados segundo parâmetros e técnicas de mercado, de acordo com o mês de janeiro, para as cidades de Brasilia e Porto Alegre. O levantamento detecta os valores médios de 255 itens, entre serviços e mão de obra do universo da produção cultural. Os itens são os mais diversos, indo desde preços de hospedagem, locação de veículos e espaços, frete e alimentação, até preços de mão de obra de cinegrafistas, coreógrafos, diretores e técnicos em variados segmentos. Até a pesquisa ser lançada, o mercado não dispunha de parâmetros para análises com identificação desses dados.

Os indicadores são resultado do contrato do Ministério com o Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV). Belém, Recife, Brasília, Porto Alegre, São Paulo e Rio de Janeiro, as capitais-base da pesquisa, são consideradas como representativas das regiões brasileiras. Entre as fontes consultadas, estão tabelas de sindicatos e associações, de fornecedores e taxas de serviços públicos.

Acesse abaixo os indicadores de preços atualizados:

Serviços

Mão de Obra

Importante: os valores apontados constituem-se como referências para o mercado cultural, mas não são preços fixos para as categorias elencadas.


Quem são as pessoas físicas pagadoras de Imposto de Renda (IR) ou empresas tributadas com base no lucro real que podem patrocinar uma proposta de projeto cultural aprovada?

Uma boa forma de você saber isso é consultar as informações detalhadas sobre o montante de recursos autorizados à captação durante o ano de 2011.

As informações estão organizadas em planilhas, discriminadas por beneficiário, pessoas físicas e jurídicas, com listagens dos proponentes e incentivadores. Além do montante autorizado, evidencia o valor captado, elenca o quantitativo de projetos por área e segmento cultural e os valores referentes à autorização para a renúncia fiscal contida na legislação orçamentária de âmbito federal.


Relatório

Relação de proponentes pessoa física

Relação de proponentes pessoa jurídica

Relação de incentivadores pessoa física

Relação de incentivadores pessoa jurídica

Relação de projetos captados por área e segmento cultural

Fonte: todas as informações foram extraídas dos seguintes textos do site do Ministério da Cultura

http://www.cultura.gov.br/site/2012/02/28/transparencia/
http://www.cultura.gov.br/site/2012/02/15/indicador-de-precos-da-cultura-5/


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* Alê Barreto é formado em Administração com Ênfase em Marketing pela Escola de Administração da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Começou a atuar como administrador no setor cultural em 2003. Trabalhou com vários artistas independentes do RS. Em 2005 prestou serviços de produção executiva para Opus Promoções em shows nacionais (Acústico MTV Bandas Gaúchas), internacionais (Avril Lavigne, Steel Pulse) e festivais (Claro que é Rock, IBest Rock, Live n´ Louder). Em 2007 foi empresário da banda Pata de Elefante e um dos produtores executivos do disco "Um olho no fósforo, outro na fagulha", um dos melhores discos de 2008, segundo a revista Rolling Stone Brasil. Mudou-se para o Rio de Janeiro onde trabalhou entre 2008 e 2009 como gestor cultural junto a diretoria do Grupo Nós do Morro e produtor executivo de espetáculos como "Os Dois Cavalheiros de Verona" e "Machado a 3x4". Devido a sua intensa participação foi convidado a dar um depoimento sobre Nós do Morro no filme "O Rosto no Espelho" (Brasil, 2009), documentário de Renato Tapajós que investiga a relação entre os movimentos culturais de hoje e a transformação social, revelando um Brasil profundo e multicultural. Em 2009 ministrou repasse metodológico de gestão em produção cultural para grupos culturais do Acre em parceria com a Rede Acreana de Cultura e o SEBRAE.

Desde de 2010 é aluno do Programa de Estudos Culturais e Sociais da Universidade Cândido Mendes, onde cursa a pós-graduação MBA em Gestão Cultural.

Em 2011 foi produtor executivo da "Missa dos Quilombos", composta em 1981 por Milton Nascimento, Pedro Tierra e Dom Pedro Casaldáliga, direção de Luiz Fernando Lobo, encenado pela Cia Ensaio Aberto no Armazém da Utopia, Cais do Porto, Rio de Janeiro. Veja fotos e trechos do espetáculo.

Em 2012 está atuando como um dos articuladores do projeto "Redes e Agentes Culturais das Favelas Cariocas", do Observatório de Favelas em parceria com a Central Única das Favelas (CUFA), Secretaria de Cultura do Estado do Rio de Janeiro (SEC-RJ) e patrocínio da Petrobras, iniciativa inédita que vai formar 100 jovens, de 15 a 29 anos, em produção cultural e pesquisa social em cinco favelas do Rio (Cidade de Deus, Complexo do Alemão, Complexo da Penha, Manguinhos e Rocinha).

É professor convidado da Especialização em Music Business, curso pioneiro que está começando na Universidade do Vale do Rio dos Sinos e que introduz uma abordagem para o estudo da indústria da música alinhada com a atualidade, preparando os participantes para pensar a nova constituição do setor fonográfico e entender ambientes de mercado através dos processos de consumo.

Escreve com frequência no blog Produtor Cultural Independente, canal de disseminação de informações (saiba mais), é autor do livro "Aprenda a Organizar um Show", colunista da revista Fazer e Vender Cultura e possui diversos textos recomendados na página de cultura e entretenimento do SEBRAE e em trabalhos de graduação e pós-graduação.


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Alê Barreto é cliente do Itaú.

sexta-feira, novembro 05, 2010

Ministério da Cultura lança nova Instrução Normativa para dar maior agilidade a Lei Rouanet




Por Alê Barreto*


Ontem, assistindo ao lançamento do "Guia Brasileiro de Produção Cultural 2010-2011", de Cristiane Olivieri e Edson Natale, realizado aqui no Rio de Janeiro pela Associação Brasileira de Gestão Cultural, fiquei sabendo que em outubro o Ministério da Cultura lançou uma nova instrução normativa, a "IN Nº 1 de 05/10/10", que estabelece medidas para apresentação, recebimento, análise, aprovação, execução, acompanhamento e prestação de contas de propostas culturais relativas ao Pronac.

A nova instrução tem por objetivo tornar mais rápida a tramitação dos processos, fornecer maior transparência no uso dos recursos públicos e projetos patrocinados e ao acompanhamento da realização das ações previstas nos planos de trabalho aprovados.

Assista no vídeo do youtube acima o Programa TV Brasil, Repórter Brasil, de 19/10/2010, que trata destas novas alterações.

Leia a nova instrução normativa na íntegra.

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* Alê Barreto é administrador, produtor cultural e autor do livro Aprenda a Organizar um Show, primeira publicação disponibilizada de forma livre e gratuita no Brasil sobre a tecnologia de produção de shows. Trabalha novos conceitos e oferece serviços diferenciados para empresas, produtores, grupos culturais e artistas. Divulga reflexões sobre seu processo de trabalho no blog Alê Barreto, divulga ideias contra o machismo no blog encantadoras mulheres e compartilha a experiência do método livre de produção de shows no blog "Aprenda a Organizar um Show".


21-7627-0690 (Rio de Janeiro)
alebarreto@gmail.com

terça-feira, julho 13, 2010

Programa Brasilianas.org discute as mudanças da Lei Rouanet




Por Alê Barreto*


A Lei nº. 8.313 de 1991 é popularmente conhecida por "Lei Rouanet". Esta lei instituiu o Programa Nacional de Apoio à Cultura (PRONAC), que canaliza recursos para o desenvolvimento do setor cultural, com as finalidades de: estimular a produção, a distribuição e o acesso aos produtos culturais (CDs, DVDs, espetáculos musicais, teatrais, de dança, filmes e outras produções na área Audiovisual, exposições, livros nas áreas de Ciências Humanas, Artes, jornais, revistas, cursos e oficinas na área cultural, etc); proteger e conservar o patrimônio histórico e artístico; estimular a difusão da cultura brasileira e a diversidade regional e étnico-cultural, entre outras.

O Ministério da Cultura vem conduzindo um processo de mudança nesta legislação. Trata-se de uma questão polêmica que vem sendo discutida em diferentes fóruns.

Esta semana, recebi um e-mail da minha amiga Ana Carla Fonseca Reis sobre isso.

2010/7/5 Ana Carla

Caros amigos e colegas,

Aos que se interessam pela candente discussão acerca da revisão da Lei Rouanet, encaminho abaixo o link para o debate transmitido ontem pelo programa Brasilianas, do qual tive o prazer de participar.

Abraços,

Carla





Conheça também o caderno especial sobre a Lei Rouanet, publicado pelo Instituto Pensarte.


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* Alê Barreto tem 38 anos. É administrador, produtor cultural independente, palestrante e gestor de conteúdo também dos blogs Alê Barreto, onde divulga seu processo de trabalho, e Encantadoras Mulheres, um blog que tem por objetivo reciclar valores machistas.

quarta-feira, novembro 04, 2009

Semana da Cultura no Congresso Nacional

e


Por Alê Barreto (produtor cultural independente)


Segue texto na íntegra publicado no site do MinC dia 03/11/2009.


Todos pela Cultura
Começa nesta quarta-feira, dia 4, a Semana da Cultura no Congresso Nacional
Em comemoração ao Dia Nacional da Cultura tem início nesta quarta-feira, 4 de novembro, a Semana da Cultura no Congresso Nacional. Às 14h, no Hall da Taquigrafia da Câmara dos Deputados (Anexo II), o ministro da Cultura, Juca Ferreira, participa do Ato Cultural. Na ocasião, haverá o lançamento do Projeto Cinema da Cidade, para municípios entre 20 e 100 mil habitantes que ainda não tem.

Na quinta-feira, 5 de novembro, às 11h, no plenário da Câmara dos Deputados, será realizada Sessão Solene em homenagem ao Dia Nacional da Cultura. Todas as atividades fazem parte da mobilização Vota Cultura, que tem como objetivo apoiar a aprovação de projetos de lei estratégicos que visam o desenvolvimento da cultura brasileira.
Uma promoção da Frente Parlamentar Mista em Defesa da Cultura, Fórum Nacional dos Secretários e Dirigentes Estaduais de Cultura, Fórum Nacional dos Secretários e Dirigentes de Cultura das Capitais, Fórum dos Prefeitos de Capitais e Municípios, Ministério da Cultura e artistas.

Conheça os principais projetos em tramitação no Congresso Nacional:

Vale-Cultura - Primeira política pública voltada para o consumo cultural. Aprovado na Câmara, no dia 19 de outubro, agora encontra-se no Senado Federal. O Vale-Cultura, no valor de R$ 50, possibilitará aos trabalhadores adquirir ingressos de cinema, teatro, museu, shows, livros, CDs e DVDs, dentre outros produtos culturais. Similar ao tíquete-alimentação poderá beneficiar cerca de 12 milhões de trabalhadores e injetar, na economia da cultura, até R$ 600 milhões/mês. Confira mais detalhes no Blog do Vale-Cultura.

PEC 150 - A Proposta de Emenda à Constituição (PEC 150/2003) tramita na Comissão de Costituição e Justiça e Cidadania (CCJC) da Câmara dos Deputados. Uma iniciativa dos mais de 400 deputados e senadores de todos os partidos integrantes da Frente Parlamentar Mista da Cultura e que estabelece um piso mínimo de 2% do orçamento federal; 1,5% do orçamento estadual e 1% do orçamento municipal para a cultura. Se já estivesse vigente, a cultura brasileira teria três vezes mais recursos. Conta com o apoio de artistas e produtores de todo o país.

Cultura como Direito Social - Proposta que reconhece a Cultura como direito social na Constituição Federal (PEC 236/2008), está tramitando na CCJC da Câmara.

Reforma da Lei Rouanet - Após uma ampla e democrática consulta pública, a reforma do principal mecanismo de financiamento à cultura conquistou apoio em todo o Brasil: artistas, empresários, parlamentares, governadores, prefeitos e produtores culturais. Chegou a hora de aprovar os novos mecanismos que irão financiar todas as dimensões da cultura nas regiões brasileiras. A exclusão cultural brasileira é gigantesca e a nova lei fortalece e desburocratiza o Fundo Nacional de Cultura, democratiza o acesso à produção cultural e estimula o setor privado a investir numa verdadeira economia da cultura.

Sistema Nacional de Cultura - O SNC (PEC 416/2005) institucionaliza a cooperação entre a União, os Estados e os Municípios para formular, fomentar e executar as políticas culturais, de forma compartilhada e pactuada com a sociedade civil. Saiba mais no Blog do SNC.

Plano Nacional de Cultura - O Projeto de Lei 6.835/06 que institui o PNC define as diretrizes para as políticas públicas de cultura para os próximos dez anos. É o primeiro planejamento de Estado no campo cultural, cujas diretrizes e metas foram amplamente debatidas com a sociedade. O PL tramita na CCJC da Câmara dos Deputados. Acompanhe as notícias no blog.

Fundo Social do Pré-Sal - O PL 5940/09 cria o Fundo Social do Pré-Sal e destina uma parte dos recursos arrecadados com a exploração da camada de petróleo Pré-Sal para a cultura. O Fundo também beneficiará ações de combate à pobreza, ciência e tecnologia, educação e meio-ambiente.

Simples da Cultura - O PLC 200/09, que reduz a carga tributária para produções cinematográficas, artísticas e culturais, corrige uma distorção criada em dezembro de 2008, quando o setor foi enquadrado de forma inadequada no chamado Supersimples. A alíquota mínima passa a ser de 6%, ao invés de 17,5%. Dados do IBGE indicam que 5% das empresas brasileiras desempenham atividades culturais. O setor emprega mais de 1 milhão de pessoas. O Projeto está sendo analisado pela Comissão de Educação do Senado.

Fundo Pró-Leitura - O projeto que cria o Fundo Pró-Leitura está sintonizado com a reformulação da Lei Rouanet e a criação dos fundos setoriais no âmbito do novo e fortalecido Fundo Nacional da Cultura. Em 2004, o Ministério da Cultura acabou com os impostos do livro no Brasil. Agora, em parceria com o mercado editorial, Poder Executivo e Frente Parlamentar Mista da Leitura criam juntos o aguardado Fundo Pró-Leitura, que visa formar uma nação de leitores: livros mais baratos, democratização do acesso, formatos acessíveis para pessoas com deficiência e estímulo a economia do livro, metas estabelecidas pelo Plano Nacional do Livro e da Leitura (PNLL).

Modernização do Direito Autoral - O direito autoral é a base da economia da cultura e um país com a nossa diversidade cultural precisa lidar com essa pauta estratégica do Século XXI. O Ministério da Cultura já está debatendo publicamente a proposta de alteração da Lei 9.610/1998, que busca fortalecer o papel do Estado no tocante ao Direito Autoral. A proposta visa promover o equilíbrio entre o direito de quem cria, o direito de quem investe e o direito de toda sociedade de ter acesso à cultura, à informação e ao conhecimento.

quinta-feira, maio 07, 2009

Você é a favor ou contra a reforma da Lei Rouanet?




Por Alê Barreto (alebarreto@produtorindependente.com)


Você sabe o que é "Lei Rouanet"? Talvez ao ouvir este nome você pense não conhecer o assunto, mas é muito provável que você já tenha visto várias vezes os seguintes logotipos em convites, cartazes, banners, flyers, filipetas e filmes:



Sempre que um produto cultural possui estes logotipos nos materiais de divulgação e na embalagem significa que recebeu um financiamento indireto do Governo Federal, com base na Lei nº. 8.313 de 1991, popularmente conhecida por "Lei Rouanet". Esta lei instituiu o Programa Nacional de Apoio à Cultura (PRONAC), que canaliza recursos para o desenvolvimento do setor cultural, com as finalidades de: estimular a produção, a distribuição e o acesso aos produtos culturais (CDs, DVDs, espetáculos musicais, teatrais, de dança, filmes e outras produções na área Audiovisual, exposições, livros nas áreas de Ciências Humanas, Artes, jornais, revistas, cursos e oficinas na área cultural, etc); proteger e conservar o patrimônio histórico e artístico; estimular a difusão da cultura brasileira e a diversidade regional e étnico-cultural, entre outras.

Atualmente está em curso um projeto do Ministério da Cultura intitulado
"Reforma da Lei Rouanet".

Toda mudança gera polêmica. Antes de tirar conclusões apressadas, conheça opiniões diferentes sobre o assunto.


O que fala o Ministro da Cultura Juca Ferreira no Programa 3 a 1:




Questões levantadas pelo Fórum Pensarte:

O Instituto Pensarte, organização cultural de interesse público, com quase dez anos de intensa atuação, realizou, em parceria com o site Cultura e Mercado, quatro semanas de intensos debates sobre a proposta do MinC de substituição da Lei Rouanet, que contou com ampla participação de diversos setores da sociedade.

Conheça o documento que elaborado por uma comissão de participantes do Fórum com o resultado parcial dos encontros e leia também o caderno especial sobre a Lei Rouanet, publicado pelo Instituto Pensarte.


Artistas falando sobre as mudanças:


Carlinhos Brown


Especialistas falam sobre as mudanças:


Fábio Cesnik



Yacoff Sarkovas

segunda-feira, abril 27, 2009

Assista a palestra "Projetos Culturais: perspectivas e incentivos" em Recife (PE)




Por Alê Barreto (alebarreto@produtorindependente.com)


Recebi uma dica da Mariana Lira, sobre uma ação cultural muito importante que irá acontecer em Recife.

Compartilho com todos aqui o texto do release na íntegra:


PROJETOS CULTURAIS: PERSPECTIVAS E INCENTIVOS


Políticas de Gestão Cultural, leis de incentivo e programas de fomento para Projetos Culturais. Este é o enfoque da Palestra Projetos Culturais: perspectivas e incentivos, que será realizada no auditório do SENAC – PE, no dia 26 de Maio de 2009, às 19 horas. A entrada é 1 (um) quilo de alimento não-perecível.

Voltado para um público diverso como Produtores Culturais, estudantes e profissionais de áreas correlatas, além de pessoas interessadas no tema, o evento pretende debater a Gestão de Políticas Culturais, explicar as novas diretrizes da Lei Rouanet, além de apresentar o Programa BNB de Cultura edição 2010, que financia projetos culturais através do Banco do Nordeste.

Para tanto, a explanação terá, como palestrantes, a Chefe da Representação da Regional Nordeste do Ministério da Cultura (Minc), Tarciana Portella; o Assessor da Regional Nordeste do Ministério da Cultura (Minc), Jorge Edson Garcia; e a Assessora de Comunicação do Banco do Nordeste (Superintendência Estadual – PE), Ana Paula de Oliveira Teixeira.

Idéia. A Palestra foi fruto da necessidade de informações a respeito de projetos culturais e leis de incentivo sentida pela jornalista Sildelane Marques, idealizadora do evento. Sildelane é estudante da Pós-graduação em Eventos da Faculdade SENAC – PE e resolveu aproveitar o espaço e o apoio cedidos pela Faculdade Senac para organizar a palestra e saciar sua própria curiosidade, alem de reunir outros interessados na temática. A organização do evento conta também com a colaboração de estudantes do curso de graduação de Eventos da Faculdade SENAC-PE e de profissionais da área de comunicação.

Solidariedade. Com o objetivo de unir informação à ação, o acesso ao evento será permitido mediante a doação de 01 quilo de alimento não-perecível, a ser repassado ao Grupo de Crianças Carentes com Câncer (GAC), com sede em Santo Amaro , Recife – PE.

As inscrições para a Palestra Projetos Culturais: Perspectivas e Incentivos deverão ser feitas com antecedência, até o dia 22 de Maio de 2009, na secretária da Faculdade Senac, em horário comercial, ou através do e-mail parla.evento@gmail.com, contendo informações relatvas ao nome, telefone para contato, profissão e área de atuação. Os alimentos serão recebidos no dia do evento, na entrada do auditório do SENAC.


Mais informações:

Endereço Senac – PE

Av. Visconde de Suassuna, 500. CEP: 50..050-540, Santo Amaro, Recife – PE

Outras informações pelo telefone: 81-3413-6655 ou pelo e-mail: parla.evento@gmail.com.

inscrições: parla.evento@gmail.com

terça-feira, janeiro 27, 2009

Aprenda com o Ministério da Cultura

Por Alê Barreto


Há muitas formas de um produtor cultural independente ampliar o seu conhecimento sobre o setor cultural brasileiro. Uma delas é site do Ministério da Cultura. Lá você irá encontrar um panorama geral do que o atual governo federal está fazendo pelo setor cultural. Eu considero isso uma grande oportunidade de aprendizado.

No momento atual, é importante acompanhar:




Plano Nacional de Cultura: é um plano de estratégias e diretrizes para a execução de políticas públicas dedicadas à cultura. Toma como ponto de partida um abrangente diagnóstico sobre as condições em que ocorrem as manifestações e experiências culturais e propõe orientações para a atuação do Estado na próxima década. Sua elaboração está impregnada de responsabilidade cívica e participação social e é consagrada ao bem-estar e desenvolvimento comunitário.

Em 2008, a construção do Plano Nacional de Cultura (PNC) entrou em sua reta final. O projeto passou por uma etapa de intensa mobilização e amplo debate público, com seminários em todos os estados e fórum virtual. Os resultados darão origem ao substitutivo do projeto de lei para votação no Congresso Nacional. O material se encontra em fase final de sistematização.

Leia o balanço da etapa de discussão pública




Plano Nacional do Livro e Leitura: é um conjunto de projetos, programas, atividades e eventos na área do livro, leitura, literatura e bibliotecas em desenvolvimento no país, empreendidos pelo Estado (em âmbito federal, estadual e municipal) e pela sociedade. A prioridade do PNLL é transformar a qualidade da capacidade leitora do Brasil e trazer a leitura para o dia-a-dia do brasileiro.

Saiba mais




Reforma da Lei Rouanet: veja a apresentação feita pelo ministro Juca Ferreira durante o Diálogo Cultural, em São Paulo, no dia 12 de novembro. O texto faz um balanço das ações do Ministério da Cultura, apresenta as distorções provocadas pelo atual modelo determinado pela Lei Rouanet e as linhas gerais da proposta para dinamizar e democratizar o acesso ao financiamento da cultura no país.

Acompanhe a discussão pública no blog




Programa Mais Cultura: como parte da Agenda Social, o Governo Federal lançou o Programa Mais Cultura, que tem uma previsão de investimentos de R$ 4,7 bilhões até 2010.

Conheça o programa




Fórum Nacional de Direito Autoral: é um espaço para se discutir as questões mais prementes da sociedade no que se refere à situação atual do direito autoral em nosso país. Tem como objetivos subsidiar a formulação da política autoral do Ministério da Cultura (MinC), bem como definir a necessidade ou não da revisão da legislação existente sobre a matéria e a redefinição do papel do Estado nessa área.

O Fórum, iniciado em 2007, se estenderá pelos anos de 2008 e 2009, contando com a participação dos vários setores da área autoral como associações de gestão coletiva, acadêmicos e autoralistas, artistas, autores e demais titulares e usuários e consumidores de obras protegidas. Além do seminário de lançamento e de outros eventos apoiados pelo Ministério da Cultura, estão previstos seis seminários, sendo cinco nacionais e um internacional e diversas oficinas, em todas as regiões do país.

Conheça as discussões dos seminários já realizados




Cultura Previdenciária: Campanha de utilidade pública para os trabalhadores da área cultural que vem sendo veiculada na televisão, uma iniciativa do Governo Federal, por meio dos Ministérios da Cultura (MinC) e da Previdência Social (MPS). Voltada aos profissionais da área cultural, a propaganda ressalta a importância da valorização de todas as atividades realizadas nos diversos segmentos da cultura brasileira. A campanha de utilidade pública objetiva alertar sobre a necessidade desses trabalhadores garantirem tranqüilidade e segurança com a complementação de sua renda na fase de aposentadoria, ou em outras circunstâncias. Dentre as alternativas, encontra-se o regime de previdência complementar fechada e a adesão a planos associativos como, por exemplo, o já existente CulturaPREV.


Saiba mais

terça-feira, janeiro 06, 2009

Está em funcionamento o Sistema de Apresentação de Propostas Culturais do Ministério da Cultura



Baseado no informe da Secretaria de Incentivo e Fomento à Cultura do Ministério da Cultura (informe.sefic@cultura.gov.br)


O novo procedimento de avaliação e aprovação das propostas será:

1. Proponente: Elaboração da proposta;

2. Proponente: Envio eletrônico para o MinC (no formulário localizado ao lado da consulta de projetos em www.cultura.gov.br);

3. MinC: Avaliação inicial da proposta;

4. MinC: Diligências eletrônicas, quando necessárias;

5. Proponente: Impressão da proposta;

6. Proponente: Envio da proposta impressa e assinada, junto com o termo de responsabilidade e os documentos constantes do lista em anexo;

7. MinC: Digitalização da documentação no protocolo do MinC;

8. MinC: Avaliação da documentação;

9. MinC: Solicitação de complementação de documentos, quando necessário;

10. MinC: Confirmação de recebimento definitivo da proposta;

11. MinC: Transformação da proposta em Projeto, com a atribuição do número do Pronac (EX. 090001)

12. MinC: Envio automático para os pareceristas nas vinculadas;

13. MinC: Retorno e inclusão na próxima reunião da Comissão Nacional de Incentivo à Cultura (CNIC);

14. MinC: Publicação das portarias de aprovação ou comunicação de indeferimento.

[Importante!] Nas propostas que se iniciam em 2009, todas as comunicações entre o Ministério e os proponentes será eletrônica, por meio do e-mail cadastrado pelo proponente. Solicita-se, assim, que seja mantido atualizado o cadastro. O proponente tem a opção de informar mais de um email de comunicação.

[Muito Importante!]Solicita-se que o envio de propostas somente ocorra quando forem cadastradas todas as informações desejadas. Esse procedimento traz inúmeras vantagens para a tramitação da proposta, pois proporcionará maior agilidade na aprovação. Assim, mudanças serão sempre possíveis até o envio eletrônico para o Ministério. Em virtude de o novo procedimento ser automatizado, não será possível a troca de itens da proposta desde o envio ao MinC até o final da fase de aprovação. O proponente pode solicitar modificações ao término da aprovação ou poderá solicitar o cancelamento da análise da proposta em curso.

O manual de utilização está disponível.

Se achar necessária a inclusão de novo produto, item ou informação ainda não existente nas listas do sistema, favor solicitar pelo email informe.sefic@cultura.gov.br