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sexta-feira, fevereiro 01, 2019

Algumas memórias do Produtor Independente - parte 1




Por Alexandre Barreto*


Dia 28 de abril de 2014, recebi um convite da Sabrine Muller para participar de um trabalho de graduação do seu curso de produção cultural na Cândido Mendes (RJ). A Sabrine havia assistido uma mesa que eu havia participado no III Encontro Nacional de Produção Cultural na UFBA, em outubro de 2013.


Então em maio de 2014, lá estávamos eu, Sabrine e o Bruno Gouveia, em Laranjeiras, no Rio de Janeiro. Regados a uma boa cerveja artesanal no Glicerina, falei por uma hora sobre o meu trabalho e sobre como percebo algumas questões polêmicas no trabalho artístico, cultural, criativo.

Link dos vídeo com os primeiros 30 minutos.




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* Alexandre Barreto é administrador pela Escola de Administração da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (EAD/UFRGS), produtor e gestor cultural com especialização pelo Programa de Estudos Culturais e Sociais da Universidade Cândido Mendes (UCAM) e Associação Brasileira de Gestão Cultural (ABGC) no Rio de Janeiro e mestrando no Programa de Pós-Graduação em Educação Profissional e Tecnológica (PROFEPT). Autor dos livros Aprenda a Organizar um Show e Carreira Artística e CriativaSaiba mais

segunda-feira, julho 12, 2010

Alunos de produção cultural da Universidade Cândido Mendes dialogam com profissionais do mercado




Por Alê Barreto*


Em junho fui procurado por três alunos do bacharelado em Ciências Sociais com Ênfase em Política e Produção Cultural, que precisavam fazer um trabalho para a disciplina de Produção Executiva. O objetivo da entrevista era traçar o meu perfil profissional. Concordei em fazer, desde que eles concordassem em compartilhar o conhecimento. Eles concordaram.

Nos encontramos no Cine Odeon, no centro do Rio e passamos horas inesquecíveis. Aprendi muito com eles.

Segue aí o resultado do trabalho deles.


Perfil profissional de Alê Barreto


Autores: Aline Fonseca, Nathula Alencar e Thiago Santos


Introdução

Nos últimos trinta anos é possível observar um momento especial dentro do fenômeno maior tido como globalização, principalmente no que tange à economia e a cultura. O avanço das tecnologias informacionais ligadas diretamente, ou não, à internet, modificou e redesenha, a cada instante, os processos comunicacionais da humanidade. Mais interessante é pensar que, se a teoria magna da comunicação revela que esta ocorre quando interlocutores trocam mensagens por um meio específico, o conteúdo destas mensagens nada mais é do que... “cultura”. Esta proposta talvez explique a crescente centralidade com que temáticas ligadas à cultura têm ocupado a agenda internacional nas mais variadas esferas relacionais (governos, sociedade civil, empresas, etc...). Esta centralidade tem levado ao estabelecimento de novas agendas com pautas de discussão objetivando o estabelecimento de novos campos de estudo e, consequentemente, remodelando o conhecimento empírico e redesenhando a práxis cotidiana de mercados outrora estabelecidos.

Pois, segundo Kátia De Marco:

“A formação da profissão é uma construção gerada por seu reconhecimento social e pelo fortalecimento de sua representação associativa, que é consequência da capacitação profissional institucionalizada, considerando que essa etapa avaliza o status formal de um conhecimento. Este, por sua vez, reflete uma demanda preexistente nos mercados de consumo (ideias, produtos e ações) e de trabalho (emprego e necessidades de prestação de serviços), que respondem a uma ativação ou a um potencial de demandas estimuladas em crescimento. No entanto, indo além do que chamamos de formação da profissão, institui-se o amadurecimento desse processo que trata do estágio de “formalização da profissão”. […] Elo de ponta da cadeia de profissionalização da cultura, o mercado é o termômetro, é o espaço da concretude e das trocas reais, simbólicas e materiais. É nele que ocorre a confirmação ou não das ideias, dos prognósticos e das expectativas. Do mercado retornam as realidades, as vivências, as informações e os índices que refletem, interagem e avaliam todos os outros elos dessa cadeia".
(DE MARCO, K.A. Cadeia de Profissionalização da cultura)

E é a partir dessas premissas que entrevistamos Alexandre Barreto, 37 anos, que decidiu entrar para o mundo da produção cultural em 2003.

Em 2007, após passar por uma fase financeira difícil, adotou um novo conjunto de posturas profissionais em sua carreira. Uma destas posturas foi procurar artistas que estivessem investindo todo o seu tempo na música, assim como ele investia todo o seu tempo na carreira de produtor cultural independente. Tornou-se empresário da Pata de Elefante em maio daquele ano.

A “Pata”, como é carinhosamente chamada por Alê, era uma banda independente que estava saindo do circuito menor de shows para um circuito profissional de maior porte Ou seja, ainda não gerava um volume significativo de recursos próprios. Mesmo assim, Alê apostou no grupo e trabalhou juntamente com o músico Gustavo Telles na produção executiva do CD “Um Olho no Fósforo, Outro na Fagulha” e nos shows iniciais da turnê, em cidades da Grande Porto Alegre, interior do RS, Brasília e festival Goiânia Noise.

Mesmo trabalhando com uma banda que investia todo o seu tempo na música e que tinha um grande potencial de desenvolvimento, as dificuldades financeiras levaram Alê a repensar sua estratégia de trabalho. Decidiu ir buscar novas oportunidades e estudar na região sudeste.

Conversou este assunto abertamente com os músicos e deixou a liderança da produção executiva da banda em janeiro de 2008. Em abril deste mesmo ano chegou ao Rio de Janeiro onde iniciou a atividade de administrador e produtor cultural do Grupo Nós do Morro. Isso melhorou sua sustentabilidade, trouxe novos aprendizados e permitiu que voltasse a estudar, um de seus objetivos ao sair de Porto Alegre.

Em 2009 Alê completou o curso de extensão em “Micro e Macro Economia da Cultura” na Universidade Cândido Mendes e pediu licença para sair do Grupo Nós do Morro porque necessitava mais tempo para desenvolver seus projetos próprios.

De lá para cá já ministrou o curso “Aprenda a Organizar um Show” em 5 estados e presta consultoria de gestão em produção cultural para o Sebrae Acre e Rede Acreana de Cultura.

Em 2010 iniciou o “MBA em Gestão Cultural” na mesma instituição.




Alexandre Barreto apresentou o seguinte perfil:



Perfil Atitudinal


Produtor cultural da área de música independente.
Não é funcionário de grandes produtoras, mas pode prestar serviços específicos para estas.
Está disposto a atuar como empregado desde que contribua para sua carreira de produtor independente.
Forte traço empreendedor.
Presta serviços de assessoria e consultoria para artistas e produtores iniciantes.
Acredita que não se deve contar somente com leis de incentivo como base para a sustentabilidade na música independente.
Relaciona em grande escala sua vida pessoal ao seu trabalho. Prioriza trabalhos ligados à sua satisfação pessoal.


Perfil Motivacional

Não possui equipe fixa, pretendendo formar uma equipe com alunos dos cursos que ministrar.
Prioriza e incentiva a busca da capacitação profissional através do acúmulo de conhecimento e sua construção colaborativa. Entende que isso leva um profissional a estar melhor colocado no mercado de trabalho.
Marca diferenças inter-geracionais. Os mais antigos no ramo priorizariam o conhecimento construído através da prática e os mais novos estão buscando conhecimento nos cursos e academias.
As características nas quais um produtor executivo deve se concentrar: proatividade, clareza, objetividade, método, estratégia e otimização dos recursos.


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* Alê Barreto tem 38 anos. É administrador, produtor cultural independente, palestrante e gestor de conteúdo também dos blogs Alê Barreto, onde divulga seu processo de trabalho, e Encantadoras Mulheres, um blog que tem por objetivo reciclar valores machistas.

quinta-feira, março 18, 2010

Seus serviços de produção cultural estão acrescentando valor?




Por Alê Barreto
Administrador, produtor cultural independente e palestrante


Em meu texto "Vamos educar pessoas para a produção cultural?", publicado no Guia do Mercado Brasileiro da Música 2008/2009, escrevo:

"(...) o produtor cultural é muito importante. Conforme definição da produtora Marina Vieira, da ONG Tangolomango, o produtor proporciona as trocas necessárias, o encontro entre diferentes atores que irão realizar a ação cultural".

Na época que escrevi o texto, esqueci de acrescentar algo fundamental a este conceito, que a experiência prática me ensina no dia-a-dia: o produtor cultural acrescenta valor às relações do mercado cultural.

Mesmo que não tenha consciência disso, o produtor cultural, por mais iniciante que seja, sempre acrescenta valor.

Muitas pessoas tendem a procurar um produtor cultural para que ele faça "o trabalho braçal" de organizar ou vender shows. Com isso, pensam que os principais benefícios de se ter um produtor são ter mais tempo livre para se dedicar a arte e receber dinheiro. Tempo e dinheiro são recursos que estamos sempre sujeitos à oscilações. Ter eles não determina sucesso em uma carreira. O que aumenta consideravelmente as chances de se ter sucesso em uma carreira é o valor. Logo, o principal benefício que um artista deve esperar de um produtor cultural é o valor.

Toda vez que alguém liga para o celular de um produtor procurando entrevistar ou contratar um artista, recebe no mínimo cinco valores, pois prontamente percebe que:

a) o artista é organizado;
b) o artista não faz tudo sozinho;
c) o artista deve ter um trabalho consistente, pois um profissional apostou em seu talento e associa sua imagem a dele;
d) o artista conta com um profissional que está de prontidão todos os dias e horários para atender imprensa, contratantes, formadores de opinião e comunidade artística (atendimento personalizado);
e) o artista, independente de sua disponibilidade de tempo, dá retornos mais rápidos pois conta com um profissional que gerencia o fluxo de sua comunicação.

Este é apenas um exemplo.

Faça uma avaliação: que valores você está acrescentando para os seus parceiros em sua prestação de serviços?

sexta-feira, março 05, 2010

Estude a matéria "O produtor cultural do século 21" publicada no Blog Acesso



Por Alê Barreto
Administrador, produtor cultural independente e palestrante

Quarta-feira passada fui até o Cine Odeon para prestar consultoria para um novo grupo de teatro do Rio de Janeiro. Após a reunião, vi que tinha uma chamada não atendida e um recado no celular. Ouvi a mensagem e entrei em contato com a jornalista Priscila Fernandes. Ao falar com ela, soube que trabalha para o Blog Acesso, uma das minhas referências em conteúdos relacionados a organização do setor cultural no Brasil.

O motivo do contato era que ela estava elaborando uma matéria sobre a profissão do produtor cultural e queria me entrevistar. Tivemos um longo diálogo via celular, tendo como cenário a Cinelândia. A conversa estava tão bacana e informal, que tive a agradável surpresa de descobrir que ela é carioca, uma nativa desta linda cidade onde vim morar.

Ontem, quinta-feira, li a matéria. Gostei muito. Priscila produziu um conteúdo muito interessante, que faz pensar tanto as pessoas que estão buscando informações para começar a trabalhar como produtores culturais como as pessoas que já estão no mercado refletirem sobre suas práticas.

Conheça a matéria "O produtor cultural do século 21" na íntegra.

sábado, janeiro 23, 2010

Ser independente é ser autônomo





Alê Barreto (Saiba mais sobre este blog)

Receba aviso de atualização no twitter


Quando algum projeto, rede, associação, ONGs, iniciativa pública ou privada falar em seu discurso que é independente e que promove a autonomia, deve praticar e difundir os seguintes princípios: autoconhecimento, autoestima e autorregulação.

Assista o vídeo do projeto Frutos do Brasil com o filósofo e educador colombiano Bernardo Toro e entenda um pouco mais o que são estes princípios.

terça-feira, setembro 01, 2009

Um bom produtor cultural tem que ser desinibido


O Globo - Educação - 01/09/2009


Por Alê Barreto (alebarreto@produtorindependente.com)


Recebi da amiga Renata Montechiare o link para a matéria "Voz da Experiência: Para Tatiana Zaccaro um bom produtor cultural tem que ser desinibido", que foi publicada hoje por Lauro Neto na seção de educação do Globo.

Em respeito a política de direitos autorais deste veículo, mesmo este blog não tendo fins lucrativos, não irei republicar a matéria.

Na matéria, a experiente produtora Tatiana Zaccaro, graduada em jornalismo com MBA em Marketing e gerente de negócios da Fagga Eventos, empresa que está organizando a XIV Bienal Internacional do Rio de Janeiro, responde a várias perguntas enviadas por leitores ao site.

Ela fala com muita clareza sobre temas importantes como a distinção entre produção cultural e de eventos, a importância da formação para a atividade do produtor cultural, mercado de trabalho para o produtor, características importantes no perfil deste profissional.

No fim da matéria, Tatiana aponta os livros "O avesso da cena: notas sobre produção e gestão cultural", do Rômulo Avelar (excelente, comentei no post anterior que estou estudando)





e o meu livro "Aprenda a organizar um show", que é uma realização construída em rede, com a contribuição importante do músico e jornalista Rodrigo DMart, da artista plástica e jornalista Yara Baungarten, da editora independente Imagina Conteúdo Criativo, do designer Everson Nazari (Índio) e do site Overmundo.

Agradeço a Tatiana Zaccaro pela recomendação do meu trabalho.


Leia a matéria na íntegra.