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terça-feira, julho 30, 2013

Bom é trabalhar com organização



Por Alê Barreto *
alebarreto@gmail.com


Recebi via e-mail o link para a reportagem "Jason Fried:" É difícil trabalhar no local de trabalho", publicada na revista Época (leia na íntegra).

Segundo a matéria, Jason Fried é


"(...) dono da 37 Signals, uma empresa que desenvolve aplicativos para a internet e tem mais de 3 milhões de clientes. Escritor e blogueiro (37signals.com/svn), Fried colocou algumas das filosofias que usa na empresa em seu segundo livro, Rework (Retrabalhe, em tradução livre), escrito em parceria com seu sócio, David Heinemeier. Para eles, é imperativo haver uma mudança radical no modelo de gestão de empresas e no método de trabalho. “Não nos deixam trabalhar no trabalho”, diz Jason Fried nesta entrevista a ÉPOCA. “Os locais de trabalho são baseados na interrupção, e a interrupção é a maior inimiga da produtividade e da criatividade.”


Li a entrevista. Gostei muito. Transcrevo um pequeno trecho que me chamou atenção:


[início da transcrição]

ÉPOCA – O que há de errado no método de trabalho da maioria das empresas?

Jason Fried – Há vários erros no modelo de gestão de empresas e de funcionários. Definir prioridades o tempo inteiro é um deles: tudo parece prioritário; logo, nada tem prioridade. O planejamento é outro ponto falho. Planejar é ótimo quando ocorre de fato. Muitas vezes esse planejamento é puro achismo: ideias abstratas baseadas em premissas desconhecidas e pressupostos que não sabemos se vão ocorrer ou não. Mas, para mim, o principal problema é a forma como trabalhamos e os locais para fazer isso. É difícil trabalhar no trabalho. Não nos deixam.


ÉPOCA – Como assim?

Fried – O escritório, ou como queira chamar o local de trabalho comum, está repleto de interrupções. Se você fizer uma rápida pesquisa com seus colegas, vai perceber que a maioria prefere executar as tarefas pendentes de manhã cedo ou tarde da noite. Ou levar trabalho para casa, nos fins de semana. Esse não é o melhor jeito de trabalhar. Não se trata de uma questão de preferência dos funcionários. É uma decorrência do erro na estrutura dos locais onde trabalham.


ÉPOCA – Mas as pessoas produzem, não?

Fried – As pessoas trabalhariam melhor se não fossem interrompidas. A interrupção é a maior inimiga da produtividade e da criatividade. O modo de trabalhar acaba se adaptando à interrupção. Colegas falam, riem, andam de lá para cá, telefones tocam, chefes convocam reuniões o tempo inteiro. Em vez de uma jornada de trabalho, temos momentos de trabalho ao longo do dia. Você chega, liga o computador e tem uma reunião em 50 minutos. É um momento de trabalho. Depois da reunião, você volta irritado porque a reunião foi perda de tempo e vai almoçar. Na volta, passeia na rede social, conversa com um colega sobre algo banal, outro o chama para ver um vídeo no YouTube... De repente, são 5 da tarde e você não fez nada do que precisava. É assim que as empresas funcionam hoje, não importa em qual ramo de atividade estejam.



[fim da transcrição]



Todos os equívocos relacionados a falta de produtividade no ambiente de trabalho (lembrando que a palavra "produtividade" é um tabu para muita gente no setor cultural), apontados no trecho transcrito da entrevista, são um espelho fiel da maioria dos ambientes de trabalho relacionados a produção executiva de qualquer atividade cultural. Há muitos motivos para isso. Dois deles, para mim, são os que mais prejudicam. Vamos lá.


Cargos de direção de produção, produção executiva e coordenação de projetos sendo ocupados por pessoas sem preparo, pouca experiência e submetidas a grandes tensões

Passei por isso ano passado. É uma situação muito complexa. Direção, suporte a processos de trabalho ou coordenação de equipes significa orientar o trabalho de várias pessoas, motivar as pessoas, ajudá-las a dar o melhor si, a exercerem suas competências. Como alguém que sequer conhece a equipe e sequer faz qualquer movimento no sentido de entender quem é o grupo com o qual trabalha pode estimular alguém? Como alguém pode dar o melhor de si, se o seu superior hierárquico o tempo todo empurra com a barriga processos de trabalho e justifica dizendo "gente, vamos afinando o processo" ou "é um projeto novo"?

Sugestão: prever no orçamento dos projetos (alô Ministério da Cultura, esteja aberto para inclusão disso nos projetos via lei Rouanet, audiovisual e editais em geral) recursos para alguém trabalhar com a gestão de pessoas (antigamente conhecida como RH). Assim, mesmo tendo gestores sem preparo, existirá alguém que poderá ajudar a pensar os processos de trabalho e trabalhar para melhoria das condições de trabalho.


Falta de definição dos papéis de cada um no ambiente de trabalho

Estudos sobre o sofrimento do trabalhador apontam a forma como o trabalho é organizado como um dos principais fatores. Vou mais além: tenho certeza que a organização "caótica" do trabalho tem levado muita gente a ter doenças ocupacionais, tais como a depressão. Agora imaginem: existem atualmente no Brasil pessoas "louvando" a desorganização, achando que o bacana dos novos tempos no setor cultural é a o movimento dos desorganizados. Isso é bacana para quem optou realizar ações culturais apenas com o objetivo de fruição de seus direitos culturais. Quem trabalha com arte, comunicação, cultura e entretenimento e tira o seu sustento desta atividade, sabe o quanto é importante ser organizado.

Sugestão: que se pense e planeje o papel de cada um num projeto, ao invés de apenas nomear funções e pensar num valor para uma planilha de orçamento a ser encaminhada para um edital.


Sinceramente, bom é trabalhar com organização. A arte, a cultura e a nossa qualidade de vida agradecem.



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Alexandre Barreto, mais conhecido como “Alê Barreto”, é um profissional multifuncional. Administrador de empresas, diretor de produção e produtor executivo, possui competências tanto para organização de eventos e direção de produção como para planejamento, gerenciamento e execução de projetos culturais, sociais e corporativos. Sua ação pioneira de compartilhar suas experiências práticas têm contribuído para a organização e desenvolvimento de setores criativos brasileiros. Criador do blog “Produtor Cultural Independente”, ativo desde 2006, possui diversos textos citados e recomendados em publicações do SEBRAE e em trabalhos de graduação e pós-graduação. 

Seu livro "Aprenda a Organizar um Show", primeiro método sobre produção executiva de shows publicado em língua portuguesa na internet, já foi acessado por mais de 22.000 pessoas e rendeu-lhe convite para cursos, palestras e consultorias em várias cidades do Brasil e a indicação em 2013 ao Prêmio Dynamite de Música Independente (SP).

segunda-feira, março 12, 2012

Aprenda a acompanhar o seu trabalho





Por Alê Barreto*
alebarreto@gmail.com


Primeira dica
Anote em qualquer meio (caderno, agenda, Ipad, netbook, Iphone, etc) as atividades que você realizou no dia e qual é próximo passo a ser dado. Ter esta "lista mestra" de atividades é muito importante.

Segunda dica
Aprenda o hábito de olhar o registro de suas atividades várias vezes na semana, para ver o andamento de suas atividades, ver o que avançou, ver o que precisa ser priorizado, ver boas ideias e soluções que você encontrou durante a execução de seu trabalho.


[Multipliquem em suas redes sociais, blogs, sites e mailings. Este blog recebeu até agora 172.086 visitas e 371.448 visualizações]


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* Alê Barreto é formado em Administração com Ênfase em Marketing pela Escola de Administração da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Começou a atuar como administrador no setor cultural em 2003. Trabalhou com vários artistas independentes do RS. Em 2005 prestou serviços de produção executiva para Opus Promoções em shows nacionais (Acústico MTV Bandas Gaúchas), internacionais (Avril Lavigne, Steel Pulse) e festivais (Claro que é Rock, IBest Rock, Live n´ Louder). Em 2007 foi empresário da banda Pata de Elefante e um dos produtores executivos do disco "Um olho no fósforo, outro na fagulha", um dos melhores discos de 2008, segundo a revista Rolling Stone Brasil. Mudou-se para o Rio de Janeiro onde trabalhou entre 2008 e 2009 como gestor cultural junto a diretoria do Grupo Nós do Morro e produtor executivo de espetáculos como "Os Dois Cavalheiros de Verona" e "Machado a 3x4". Devido a sua intensa participação foi convidado a dar um depoimento sobre Nós do Morro no filme "O Rosto no Espelho" (Brasil, 2009), documentário de Renato Tapajós que investiga a relação entre os movimentos culturais de hoje e a transformação social, revelando um Brasil profundo e multicultural. Em 2009 ministrou repasse metodológico de gestão em produção cultural para grupos culturais do Acre em parceria com a Rede Acreana de Cultura e o SEBRAE.

Desde de 2010 é aluno do Programa de Estudos Culturais e Sociais da Universidade Cândido Mendes, onde cursa a pós-graduação MBA em Gestão Cultural.

Em 2011 foi produtor executivo da "Missa dos Quilombos", composta em 1981 por Milton Nascimento, Pedro Tierra e Dom Pedro Casaldáliga, direção de Luiz Fernando Lobo, encenado pela Cia Ensaio Aberto no Armazém da Utopia, Cais do Porto, Rio de Janeiro. Veja trechos do espetáculo.

Em 2012 está atuando como um dos articuladores do projeto "Redes e Agentes Culturais das Favelas Cariocas", do Observatório de Favelas em parceria com a Central Única das Favelas (CUFA), Secretaria de Cultura do Estado do Rio de Janeiro (SEC-RJ) e patrocínio da Petrobras, iniciativa inédita que vai formar 100 jovens, de 15 a 29 anos, em produção cultural e pesquisa social em cinco favelas do Rio (Cidade de Deus, Complexo do Alemão, Complexo da Penha, Manguinhos e Rocinha).

É professor convidado da Especialização em Music Business, curso pioneiro que está começando na Universidade do Vale do Rio dos Sinos e que introduz uma abordagem para o estudo da indústria da música alinhada com a atualidade, preparando os participantes para pensar a nova constituição do setor fonográfico e entender ambientes de mercado através dos processos de consumo.

Escreve com frequência no blog Produtor Cultural Independente, canal de disseminação de informações (saiba mais), é autor do livro "Aprenda a Organizar um Show", colunista da revista Fazer e Vender Cultura e possui diversos textos recomendados na página de cultura e entretenimento do SEBRAE e em trabalhos de graduação e pós-graduação.


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Alê Barreto é cliente do Itaú.