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segunda-feira, fevereiro 21, 2011

Girassol Editora lançou o livro "Como Gravar Suas Músicas e Colocar na Internet", de Leo Coulter & Richard Jones




Por Alê Barreto*
alebarreto@gmail.com


Na última vez que estive em brasília, entrei numa livraria e descobri o livro "Como Gravar Suas Músicas e Colocar na Internet", de Leo Coulter & Richard Jones. Folhei rapidamente o livro e me pareceu muito interessante. Existem bastante dicas práticas.

Vou anotar na minha agenda para mais adiante entrar em contato com a editora Girassol para conhecer a fundo o conteúdo.

Independente disso, considero muito valiosa a proposta de uma publicação mostrando como organizar atividades de produção musical, tanto no âmbito do estúdio, como no âmbito de sua distribuição na internet.

Com tantos selos, coletivos e associações independentes no Brasil, já podíamos ter publicações deste tipo circulando em terras brasileiras. Experiência para compartilhar é que não falta.

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* Alê Barreto é um administrador que gosta de arte, comunicação, cultura e entretenimento. Compartilha conhecimentos e suas experiências. É um profissional que gosta de planejar e de executar. É autor do livro Aprenda a Organizar um Show, primeira publicação livre e gratuita no Brasil sobre a tecnologia de produção de shows.

Recomenda os cursos da Associação Brasileira de Gestão Cultural, o Programa Petrobras Cultural e os projetos do Itaú Cultural.


21-7627-0690 (Rio de Janeiro)




Alê Barreto é cliente do Itaú.

quarta-feira, novembro 03, 2010

6 sugestões práticas para lidar com imprevistos


Olha eu tendo que lidar com um imprevisto... Bola pra frente!


Por Alê Barreto*


Sim. Para quem ainda não se convenceu disso, está em tempo. Aliás, lidar com imprevistos não é somente um requisito para quem deseja trabalhar fazendo acontecer uma ação cultural. É uma saudável postura diante da vida.

Sabe porquê? Não temos total controle sobre nossa vida (e nossas produções artísticas). Mas podemos aprender a navegar neste oceano.

Caiu a data do show? O patrocínio foi cancelado? Será necessário mais transporte do que o previsto? Contratante do show deu um calote? O técnico que irá operar a mesa de som tem um gênio difícil? Os artistas demoram para dar retorno às suas solicitações? Você estabeleceu parcerias com pessoas que não trabalham no mesmo ritmo que você? Tudo isso pode acontecer. E pode acontecer muita mais do que isso. Como lidarmos com isso tudo?

O barco pode virar

Anos atrás, tive uma das grandes oportunidades de aprendizado da minha vida, que foi assistir uma palestra do Amyr Klink no auditório da Assembléia Legislativa, em Porto Alegre. Amyr Klink falou que quando estavam projetando o barco para sua primeira grande viagem (ver o livro "100 dias entre o céu e o mar), estavam tentando criar um barco que não virasse. Depois de um tempo, chegaram a conclusão que era quase impossível um barco não virar. Então tiveram a clareza de perceber que a questão não era tentar evitar que o barco virasse, mas sim projetá-lo de maneira que pudessem lidar com as situações em que ele fosse virar.

Na atividade de um produtor cultural independente, principalmente os empreendedores, que trabalham como prestadores de serviços, free-lancers, autônomos, muitas vezes o barco vira. Para nós, serve a lição do Amyr Klink: reconhecer que trabalhamos com grupos diferentes de pessoas e que estamos sujeitos a surpresas no caminho.


Lidar com imprevistos é como se preparar para uma viagem

Todo mundo que já fez o meu curso "Aprenda a Organizar um Show", sabe que concentro a maior parte do curso na etapa de pré-produção. O conceito por trás desta ação é fortalecer a noção de que temos que nos preparar bem antes de uma viagem. E com toda a preparação possível, lembremos que somos humanos: podemos esquecer algo. E este algo poderá causar turbulência na produção de um espetáculo, turnê, etc.


6 sugestões práticas para lidar com imprevistos


1 - Respire fundo, se acalme e não entre em pânico: só aumentará os seus problemas. Esta é uma habilidade que vamos aprendendo quanto mais trabalhamos.

2 - Saia da paralisia: nossa mente tenta resolver às vezes um problema imediatamente quando ele aparece. Ao não conseguir uma solução, muitas vezes cansamos, desanimamos e ficamos paralisados. Muitas vezes uma caminhada ou procurar conversar com alguém ajuda a cabeça arejar e encontramos a solução. Não fique paralisado. É pior.

3 - Trabalhe com "check-lists" (listas de verificação): aprenda a disciplina de verificar constantemente o que deve ser feito, quem será a pessoa responsável por isso e prazo que deve acontecer.

4 - Priorize: após consultar suas listas de atividades, cronogramas, etc., direcione sua energia e atenção para o que é prioridade. Não tente resolver tudo ao mesmo tempo. Gaste o tempo que for necessário para ter clareza sobre o que é o foco e o que é importante e urgente ser resolvido.

5 - Comunicação e transparência: se algo vai atrasar ou não vai acontecer como o previsto, seja sincero com seus artistas, organizadores, patrocinadores, fornecedores e sócios. Pior do que algo não sair como previsto é passar a imagem de que está tudo sob controle quando não está.

6 - Negocie e aprenda lidar com pressão: negocie o tempo todo. Mostre para seus parceiros que você está comprometido com a resolução dos imprevistos e que vai fazer tudo que for possível. Mesmo fazendo isso, você receberá muitas vezes pressão de várias pessoas. A pressão passa e você, sua carreira profissional e sua vida continuam. Não aumente dentro de sua cabeça as críticas e as reclamações que você ouve. Descubra uma maneira saudável de lidar com a pressão.


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* Alê Barreto é administrador, produtor cultural e autor do livro Aprenda a Organizar um Show, primeira publicação disponibilizada de forma livre e gratuita no Brasil sobre a tecnologia de produção de shows. Trabalha novos conceitos e oferece serviços diferenciados para empresas, produtores, grupos culturais e artistas. Divulga reflexões sobre seu processo de trabalho no blog Alê Barreto, divulga ideias contra o machismo no blog encantadoras mulheres e compartilha a experiência do método livre de produção de shows no blog "Aprenda a Organizar um Show".


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alebarreto@gmail.com

sábado, agosto 07, 2010

Tecnologia de organização de shows é matéria de capa no Caderno Dois da Tribuna de Minas


Trecho da entrevista concedida por Alê Barreto para a reportagem "O que faz um show dar certo ou errado", capa do Caderno Dois do Jornal "Tribuna de Minas", Juiz de Fora, Minas Gerais


Por Alê Barreto*


Nas últimas semanas de maio recebi um e-mail do jornalista Fausto Coimbra, da Tribuna de Minas, que estava preparando uma reportagem com objetivo de analisar um episódio ocorrido em Juiz de Fora. Tratava-se do cancelamento da Festa do Trabalhador, programada para o dia 1 de maio, no Parque de Exposições da cidade, onde se apresentariam Skank e Calcinha Preta. Um show de grande porte.

Achei a iniciativa deste profissional de imprensa muito construtiva. É importante buscar entender situações como essa. Não para crucificar os organizadores ou querer achar um responsável que sirva de bode expiatório para o incômodo gerado para quem tinha expectativa de assistir aos shows. É importante para percebermos que organizar um show é uma atividade que exige tempo, conhecimento, recursos e de preferência vocação para a atividade.

A reportagem procura mostrar os vários lados da questão. Apresenta também informações contidas no método "Aprenda a Organizar um Show", que divulgo desde 2007 através do livro independente que publiquei de forma livre no site Overmundo e do curso que chega em Belo Horizonte nos dias 27 e 28 de agosto (informações e inscrições com Ludmilla Lima 31-8477-1571 ou 1976prod@gmail.com).

Falei também sobre características que considero fundamentais para um profissional que busca trabalhar com produção executiva de shows, tais como humildade, persistência, disciplina, capacidade de aprender e trocar informações.

Clique na imagem abaixo e leia a reportagem na íntegra.




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* Alê Barreto é administrador, produtor cultural e autor do livro Aprenda a Organizar um Show, primeira publicação disponibilizada de forma livre e gratuita no Brasil sobre a tecnologia de produção de shows. Trabalha novos conceitos e oferece serviços diferenciados para empresas, produtores, grupos culturais e artistas. Divulga reflexões sobre seu processo de trabalho no blog Alê Barreto e valoriza encantadoras mulheres.

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alebarreto@produtorindependente.com

terça-feira, maio 18, 2010

Grupos Culturais do Acre se organizam e ampliam sua qualificação profissional




Por Alê Barreto
Administrador, produtor cultural independente e palestrante


Ano passado, fui contratado pelo Sebrae para realizar um repasse metodológico de gestão em produção cultural para Grupos Culturais do Acre, em parceria com a Rede Acreana de Cultura, formada pela Fundação Municipal de Cultura Garibaldi Brasil (Rio Branco), Fundação Elias Mansour, SEBRAE, SESC, IPHAM e SESI.

Este trabalho teve como ponto de partida a visão do Sebrae/AC de buscar qualificar agentes culturais para desenvolvimento da economia criativa do estado do Acre.

Duas etapas já foram concluídas:

- estudo de textos introdutórios com tutoria à distância, realizado de 16 a 20/11/2009;

- treinamento presencial teórico de introdução à gestão na produção cultural, realizado de 23/11 a 28/11/2009. Fez parte desta etapa do curso "Aprenda a Organizar um Show".

O conteúdo e os métodos utilizados nesta etapa deram origem a um produto didático intitulado "CARTILHA LIVRE DE INICIAÇÃO À GESTÃO NA PRODUÇÃO CULTURAL", que permitirá que os participantes atuem como multiplicadores.



Ontem iniciamos a terceira etapa. Trata-se de uma atividade de benchmarking acompanhando atividades práticas de produção cultural e seminários no Festival Bananada em Goiânia/GO. Esta atividade está sendo realizada através de uma parceria com o Sebrae/GO, Coletivo Pequi de Anápolis/GO e Monstro Produtora.

Neste primeiro dia realizamos reuniões preparatórias e participamos de um seminário sobre "Gestão, Planejamento e Empreendedorismo Cultural" em Anápolis, que contou com a participação do Alex Lima do Sebrae/AC, Pablo Kossa da Fósforo Records e eu.

Acho fundamental dar visibilidade a esta ação pois trata-se de um importante movimento de construção de sustentabilidade de grupos e empreendedores culturais tendo por base a organização de redes, troca de conhecimentos e capacitação profissional, uma tendência crescente no Brasil.

Cultura no Brasil está começando a ser percebida pelos governos e sociedade civil organizada como uma importante aliada do desenvolvimento.

quarta-feira, março 31, 2010

É possível mudar a cultura de se deixar tudo para a última hora


Coelho da fábula "Alice no País das Maravilhas" correndo atrás do tempo


Por Alê Barreto
Administrador, produtor cultural independente e palestrante


Olhando a edição do Jornal Destak distribuído no metrô do Rio de Janeiro no dia 30 de março, me chamou a atenção a seguinte matéria: "Receita só recebeu 20% das declarações de Imposto de Renda até agora".

Acho que este fato é um ótimo raio "X" do que acontece no Brasil. As pessoas tem 60 dias para elaborar e enviar suas declarações de imposto de renda. Já se passou 50% do tempo e apenas 20% realizaram sua obrigação.

Agora, pense o seguinte: declarar o imposto de renda não é um ato de voluntariado. É uma obrigação legal. E mesmo sendo uma obrigação legal, a maior parte das pessoas vai "empurrando com a barriga" para fazer no último prazo. O que sobra para o que não é obrigação legal?

Quantas divulgações começam 10 dias antes da data do show? Quantos ensaios são realizados na véspera de um evento? Quantas tentativas de captação de recursos são realizadas um mês antes do prazo definido para a realização de uma importante ação cultural? Quantos projetos começam a ser redigidos faltando dois dias para encerrar o prazo de um edital?

Para mim, a administração do tempo é a ciência que temos que estudar e praticar para mudar esta cultura de deixarmos tudo para a última hora.

Assista o vídeo do professor Mário Persona e veja como é possível utilizar melhor o tempo quando se trabalha com método.

quinta-feira, fevereiro 18, 2010

Crie critérios para desenvolver seu trabalho


Cena do filme "O Nome da Rosa": Guilherme de Baskerville (Sean Conery) e seu assessor Adso de Melk


Alê Barreto
Administrador, produtor cultural independente e palestrante


Quem já leu os fascículos virtuais, versão impressa ou participou do meu curso "Aprenda a Organizar um Show", já deve ter percebido que o meu trabalho caminha na direção de um arranjo constituído por quatro propostas, que são critérios que considero fundamentais.


Troca de conhecimentos

Em seu livro "Pedagogia da Autonomia", o educador Paulo Freire afirma que ensinar exige risco, aceitação do novo, saber escutar e disponibilidade para o diálogo.

Acredito que o trabalho de organizar o universo da ação cultural também necessita de todos estes pré-requisitos, que no meu entendimento convergem para a prática da troca de conhecimentos.


Interpretação

Trabalhar com método é uma necessidade e uma qualidade que diferencia um profissional da cultura. Foi-se o tempo em que simplesmente adotávamos uma determinada prática porque artistas estrangeiros fazem assim, porque na TV é assim, porque nos livros de negócios é assim ou porque numa empresa famosa de produção de eventos é assim. Adotar o uso de um método apenas porque é moda ou porque pensamos ser uma "regra" no mercado, sem uma cuidadosa interpretação, pode nos levar abandonarmos formas de ação que são pontos fortes e oportunidades estratégicas em nosso trabalho.

Todo o método necessita de interpretação.


Contextualização

Um dos maiores avanços no pensamento do conceito de cultura é pensar no conceito de culturas. Da mesma forma, um dos maiores avanços no pensamento do que pode ser produção e gestão cultural é pensar na pluralidade que envolve o exercício desta atividade.

Você acha que produzir um show em Porto Alegre é exatamente igual a produzir um show em Rio Branco? Você acredita que produzir um seminário cultural em João Pessoa é a mesma coisa que produzir em Belo Horizonte? Há muitas semelhanças, mas são contextos completamente diferentes.

A percepção desta pluralidade nos leva ao entendimento de que o método a ser utilizado para uma ação cultural necessita ser planejado após ser interpretado e adequado ao contexto em que será realizada.


Aplicação

As ciências de produção e gestão cultural possuem uma similaridade muito grande com as ciências administrativas: são ciências aplicadas.

A maior parte das pessoas que atua em produção e gestão cultural, assim como administradores culturais, aplica no exercício de sua atividade os diferentes métodos estudados ou apreendidos ao longo de sua trajetória.

Antes de sair aderindo à última novidade, considere na troca de conhecimentos, durante sua interpretação e contextualização, se o método que você deseja adotar possui uma aplicação prática.

Lembre-se: produção, gestão ou administração cultural são ciências que se ocupam de "fazer acontecer" uma ação cultural.