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segunda-feira, março 04, 2013

Quer vender shows? Apresente seu trabalho para o público




Por Alê Barreto

alebarreto@gmail.com


Muita gente acha que vai conseguir fazer shows se alguém vender os seus shows. Muita gente acha que vai conseguir fazer shows se alguém formatar projetos para leis de incentivo que contemplem a circulação de seu espetáculo. As duas alternativas estão certas. Nas duas situações, você aumenta a possibilidade de mostrar o seu trabalho.
Mas você já pensou que divulgar o que você faz é a ação mais importante a ser feita? Se alguém não conhece o que você faz, é muito difícil que tenha alguma motivação para chamá-lo para se apresentar.

A matéria de capa de março da revista Galileu "Os operários da música livre - e uma geração de artistas brasileiros está reinventando este negócio dando discos de graça" traz depoimentos dos artistas Lucas Santtana, Cuca Ferreira (da big band paulista Bixiga 70), Tulipa Ruiz, Emicida, Thiago Pethit e Curumin.

A reportagem de Ronaldo Evangelista, com fotos de Camila Fontana, traz boas informações sobre as novas formas dos artistas lidarem com a distribuição e comercialização de seu trabalho.

Apesar da matéria ser de 2013, percebo que a oferta de conteúdo gratuito vem crescendo desde 2003 e que a cada dia os artistas aprendem como combinar suas ações de divulgação com a venda de suas apresentações artísticas e outros produtos culturais.






Escute a playlist deste artistas disponibilizada pela revista.



Leia também a entrevista com o diretor de marketing da distribuidora digital ONErpm, Juliano Polimeno, que fala sobre as possibilidades da independência digital de artistas.


Leia também a entrevista com o diretor da gravadora Deckdisc, João Augusto, fala sobre independência na música.


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Workshop "Fazer produção, que bicho é esse?"

23 de março em Salvador (BA)


Veja mais informações com Carine Andrade acessando o link deste blog



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Participe dos cursos em São Paulo (SP): 13 e 14 de abril

Estamos criando um novo blog intitulado "Produção Cultural Independente em São Paulo", para irmos apresentando a proposta dos cursos e irmos criando um canal de comunicação com pessoas interessadas.


Acesse o blog

Faça sua inscrição na loja virtual http://pupurricultural.loja2.com.br/ até 22 de março e ganhe descontos em seus estudos.

Dúvidas e informações, envie e-mail para Waleska Ávila waleskaavila@gmail.com



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Quer participar dos cursos no Rio de Janeiro ? Entre para a lista de interessados

Quer participar dos cursos do Programa Produtor Cultural Independente? Envie um e-mail manifestando o seu interesse para alebarreto@gmail.com e entre para a lista de interessados.


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*Alexandre Barreto é um profissional multicarreira. É administrador com ênfase em marketing e produtor, graduado pela Escola de Administração da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Trabalhou em grandes empresas, de diferentes segmentos (saiba mais).

Mora na cidade do Rio de Janeiro. É aluno do Programa de Estudos Culturais e Sociais da Universidade Cândido Mendes (RJ), onde cursa a pós-graduação MBA em Gestão Cultural.

Ministra aulas sobre produção e gestão cultural em projetos do Itaú Cultural. Faz parte da equipe de articuladores do projeto Solos Culturais desenvolvido pelo Observatório de Favelas em parceria com a Secretaria de Estado da Cultura do Rio de Janeiro, com patrocínio da Petrobras e atuou recentemente no projeto Rio em Rede, uma parceria entre o Observatório de Favelas e o Instituto Avon.

Seu foco é contribuir para a organização de profissionais, instituições e do setor cultural.

(21) 7627-0690 alebarreto@gmail.com

terça-feira, agosto 24, 2010

Fabricio Ofuji, produtor da banda brasiliense Móveis Coloniais de Acaju, fala sobre a forma de organização do grupo


Imagem do site Produção Cultural no Brasil


Por Alê Barreto*


Nos últimos dias venho falando aqui bastante na importância de se pensar a gestão de uma carreira artística. Compartilhei informações sobre a reportagem da cantora Céu na revista Bravo e sobre a reportagem do ator José Wilker no site da Globo. Uma cantora e um ator.

Agora vamos conhecer também a visão de um produtor.

Conheci em Brasília o Fabrício Ofuji, produtor da banda brasiliense Móveis Coloniais de Acaju, durante uma reunião realizada em julho na Incubadora de Arte e Cultura da Universidade de Brasília. Naquela ocasião, percebi que tínhamos muitas afinidades. Destaco duas: entendemos que a música pode ser pensada como negócio e que é preciso conhecer como ocorrem as relações entre os agentes do mercado cultural.

Em agosto, tive novamente a oportunidade de poder reencontrá-lo aqui no Rio, durante o debate “O Mercado de Shows e Festivais e sua Influência na divulgação do artista e distribuição de seus produtos”, promovido pelo Coletivo Ponte Plural em parceria com o Sebrae e que teve também a presença do Talles Lopes (representante da ABRAFIN, Circuito Fora do Eixo e produtor do Festival Jambolada), Adilson Pereira (Jornalista cultural, ex-editor da Revista Outra Coisa e Programador do Circo Voador) e Gaby Morenah (Produtora do Circo Voador).

Hoje, entrei pela primeira vez no site do projeto Produção Cultural no Brasil, uma realização da Casa da Cultura Digital e da Secretaria de Políticas Culturais do Ministério da Cultura, cuja execução está a cargo da Beijo Técnico Produções Artísticas, Garapa Coletivo Multimídia e FLi Multimídia, em parceria com a Azougue Editorial. Há muito conteúdo que considero de grande importância para uma formação ampla em produção e gestão cultural. Preciso pesquisá-lo com mais atenção. Mas falei tudo isso para dizer que me reencontrei com o Fabrício na seção de vídeos.

Nesta entrevista, gravada no dia 18 de maio de 2010 no estúdio Cine & Vídeo, em São Paulo, Fabrício fala que é "o décimo integrante da banda" e que além do Móveis ser uma banda, "é também uma empresa". Fala também sobre como encarar a música como um trabalho profissional, sobre a opção do grupo contratar uma empresa de consultoria administrativa para organizar os processos de trabalho, sobre como pensa novos modelos de negócio para música.

Fabricio Ofuji from FLi Multimídia on Vimeo.



Vale a pena assistir esta entrevista.


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* Alê Barreto é administrador, produtor cultural e autor do livro Aprenda a Organizar um Show, primeira publicação disponibilizada de forma livre e gratuita no Brasil sobre a tecnologia de produção de shows. Trabalha novos conceitos e oferece serviços diferenciados para empresas, produtores, grupos culturais e artistas. Divulga reflexões sobre seu processo de trabalho no blog Alê Barreto e valoriza encantadoras mulheres.

21-7627-0690 (Rio de Janeiro)
alebarreto@produtorindependente.com

quarta-feira, julho 07, 2010

Good copy bad copy: um documentário que discute a questão da pirataria




Por Alê Barreto*


"Pirataria tem um significado interessante na Nigéria porque as pessoas tendem a pensar: "quem faz isso é um criminoso", "as pessoas vão comprar uma falsificação, uma cópia barata".

A cópia pirata na Nigéria custa o mesmo que a cópia genuína, então o dinheiro não é a questão. A falsificação ou a cópia genuína custam o mesmo. E a pirataria só ocorre quando a cópia genuína está disponível. Então se você se esforça para oferecer ao público a cópia genuína, assim que ela for lançada, por que alguém compraria uma cópia pirata?

Nós também tentamos criar soluções para os problemas que criam a pirataria, ao invés de apenas perseguir as pessoas que falsificam os produtos".

(Trecho do depoimento de um profissional de cinema na Nigéria)




Você tem um conceito formado sobre o que é pirataria? Acredita que o fenômeno crescente de pessoas vendendo cópias de DVDs e CDs trata-se apenas de uma ação criminosa?"

Assista este documentário e tire suas próprias conclusões.














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* Alê Barreto tem 38 anos. É administrador, produtor cultural independente, palestrante e gestor de conteúdo também dos blogs Alê Barreto, onde divulga seu processo de trabalho, e Encantadoras Mulheres, um blog que tem por objetivo reciclar valores machistas.

sexta-feira, abril 09, 2010

Álbum Virtual Trama: música gratuita que paga quem produziu a música



Por Alê Barreto
Administrador, produtor cultural independente e palestrante


Em janeiro, publiquei o post "Afinal, a música de ser paga ou gratuita?" no qual comentei que as visões apocalípticas sobre entrega de conteúdo musical gratuito estavam em processo de mudança. Citei inclusive o artigo do João Marcelo Bôscoli, fundador e presidente da Trama Music Group, publicado no blog Acesso, no qual ele explica como funciona o modelo adotado por sua gravadora.

Essa tendência de disponibilizar conteúdo de forma gratuita é apontada no livro "Free: The Future of a Radical Price" do polêmico Chris Anderson.



Como presto assessoria para a Pata de Elefante, estou tendo a oportunidade de acompanhar mais de perto este novo modelo de negócios. A Trama está lançando hoje "Na Cidade", o novo trabalho da banda, através do Álbum Virtual.


Leia mais no Overmundo...


O Álbum Virtual é um site onde o conteúdo é disponibilizado gratuitamente sem proteção (DRM). Isso permite que você baixe a música e deixe no seu computador, copie para CD, pen-drive ou em qualquer outra mídia.

O conceito é o seguinte:



Fazendo uma breve análise deste conceito, a partir da obra “Administração de Marketing” de Philip Kotler, mestre em economia pela Universidade de Chicago, doutor em economia pelo MIT, pós-doutor em matemática pela Universidade de Harvard e pós-doutor em ciência comportamental pela Universidade de Chicago, percebe-se que o Álbum Virtual Trama foi cuidadosamente planejado, abrangendo a maior parte dos fatores que constituem o escopo do marketing:

o bem: disponibiliza fonogramas (arquivos eletrônicos de música gravada);

o serviço: oferece aos clientes um “cardápio” musical amplo, que valoriza a diversidade cultural;

a experiência: possibilita através de uma interface amigável que o público “mexa no Cd”: é possível ver a capa, contracapa e folhear o encarte;

evento: o lançamento virtual passa a inaugurar uma nova fase no conceito de evento, antes visto apenas como algo presencial;

lugares: o bem e o serviço podem ser acessados em qualquer lugar do planeta que se tenha conexão com internet;

propriedade intelectual: foi cuidadosamente planejada, de maneira que o artista tem seus direitos morais e patrimoniais respeitados;

informações: para baixar as músicas, é necessário cadastrar-se. Isso permite que a Trama estabeleça um processo contínuo de aprendizagem do comportamento de consumo dos internautas que acessam o Álbum Virtual.

ideia: o produto e serviço estão estabelecidos numa plataforma virtual que entrega o conceito/benefício “de graça pra você e remunerado pro artista".


Indo para a prática: como baixar um disco no Álbum Virtual Trama

Digite no seu navegador http://albumvirtual.trama.uol.com.br/lancamentos e clique no ícone da capa do disco. Uma tela irá se abrir mostrando o álbum da banda e uma barra superior com todas as funcionalidades que podem ser utilizadas.



Para baixar, é necessário se cadastrar no site, mas é um procedimento muito rápido e que vale a pena. Em aproximadamente 3 minutos (bem menos tempo do que você levá-la numa loja física comprando um disco ou CD...) você fica com os arquivos das músicas e pode escutá-las onde quiser.

Leia o release do lançamento do disco.

sexta-feira, janeiro 29, 2010

Afinal, a música deve ser paga ou gratuita?




Alê Barreto (Saiba mais sobre este blog)

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Toda crise, por pior que seja, traz oportunidades. A crise da indústria fonográfica é um bom exemplo. Como toda crise, quem sente o efeito no bolso, reclama mais. As empresas que controlavam a distribuição e a venda do fonograma gravado no suporte CD estão reclamando até hoje. Por outro lado, empreendedores que conseguem perceber novas tendências, aproveitam novos hábitos de comportamento e criam novos modelos de negócio.

Mesmo hoje existindo uma geração de adolescentes que nunca compraram um CD em sua vida, muitos fabricantes e distribuidores insistiam (e insistem) em publicar nos meios de comunicação matérias falando no dano causado pelo download gratuito da música.

Para minha surpresa, no fim do ano passado li no jornal Destak do dia 04 de novembro (imagem acima) uma informação que vai "contra a corrente" de que o download de música gratuito é nocivo:

Quem baixa canções, gasta mais com música
"Um estudo realizado pela empresa Ipsos Mori e divulgado pelo jornal The Independent afirma que as pessoas que mais fazem download são também as que gastam mais com música".

Esta semana tive acesso a outra publicação que fala a favor do download gratuito. Desta vez não trata-se de um instituto de pesquisa, mas sim de um empresário que atua no mercado fonográfico. No artigo "Um modelo de distribuição para a música", João Marcello Bôscoli, fundador e presidente da Trama Music Group, argumenta sobre a forma como a Trama vem trabalhando:



"De graça para o público e remunerado para o artista, patrocinado por uma marca. Eu acredito nesse modelo de distribuição para a música. E ele está vigente desde o final da década de 20 do século passado".

Leia o artigo na íntegra e tire suas próprias conclusões.