
Por Alê Barreto*
No mês de agosto, recebi um e-mail da Clara Marques Campos, de Salvador:

Neste e-mail, a Clara falava do seu trabalho de conclusão do curso de jornalismo. Como recebo muita correspondência de estudantes, devo ter me distraído e esquecido de olhar com mais atenção.
Ontem abri o e-mail novamente e tive o prazer e a satisfação conhecer o Guia de Produção do Rock. Nele você vai encontrar os contatos dos prestadores de serviço da música em Salvador, organizados nas seguintes categorias:

estrutura e técnica, gravação e distribuição, agenciamento e promoção, mídia e circulação.
O guia conta também com o prefácio de Leonardo Costa, pesquisador que atuou também no mapeamento da formação em organização cultural no Brasil, e com artigos inteligentes e provocantes.
Frases que na primeira leitura me chamaram a atenção:

Luciano Matos, jornalista e blogueiro, atua na cobertura do cenário baiano e brasileiro, em "O Rock baiano e sua realidade quase desconhecida";

Jorge Solovera, produtor musical, arranjador e engenheiro de som em "Tem um cabo aí, cara?";

André t, produtor musical, multi-instrumentista, engenheiro de gravação e mixagem em "Produção Musical";

Chico Castro Jr., jornalista do Caderno 2+ do Jornal A Tarde em "Duas ou três coisas que aprendi num dia qualquer de setembro de 1984";

Cássia Cardoso, produtora de eventos, shows e festivais, membro fundador do Coletivo Quina Cultural em "Coletivo e Coletividade em uma Rede Chamada Bahia".
Está também de parabéns o projeto gráfico e design de Edileno Capistrano Filho.
Tá na hora das pessoas meterem mais a mão na massa. A Clara e as pessoas que participaram do Guia estão de parabéns. Salvador está de parabéns. Mostraram mais uma vez que o estereótipo de que o baiano é lento não é verdade. Fizeram algo que muita gente que está perdida em um emaranhado de infindáveis processos burocráticos, conferências e reuniões em busca da organização do setor cultural brasileiro não conseguiu: ação prática, objetiva, útil, em linguagem acessível e que serve para todos e não apenas para quem é do coletivo, associação, ONG, movimento social ou partido. Espero que várias cidades (inclusive RJ e SP) se inspirem nesta iniciativa.
Conheça o guia: www.guiadeproducaodorock.com.br
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* Alê Barreto é um administrador que gosta de arte, comunicação, cultura e entretenimento. Compartilha conhecimentos e suas experiências. Gosta de planejar e de meter a mão na massa. É também autor do livro Aprenda a Organizar um Show, primeira publicação livre e gratuita no Brasil sobre a tecnologia de produção de shows.
Trabalha sua presença digital saudável nos blogs Alê Barreto, "Aprenda a Organizar um Show" e Encantadoras Mulheres.
Recomenda a todos que conheçam a Associação Brasileira de Gestão Cultural e o SEBRAE.
21-7627-0690 (Rio de Janeiro)

alebarreto@gmail.com