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sábado, outubro 25, 2008

Portas abertas para as produções alternativas



Texto de Larissa Oliveira, Ana Paula Sardá e Ricardo Alexandre G. publicado no site www.dissonancia.com


“(...) Assegurar ao cidadão o pleno exercício do direito de acesso e uso do livro (...)”. É o que propõe a Lei Nº 10.753, ou a Lei do Livro, no seu artigo 1º, parágrafo I, que institui a Política Nacional do Livro, assinada em 30 de outubro de 2003. Contudo, a realidade do país é a de que poucos lêem, já que a média anual é de 1,8 livros por pessoa!

Publicar um livro no Brasil por muito tempo não foi fácil. Para o consumidor, o preço dos livros, proporcionalmente ao salário mínimo, sempre foi assombroso. Para quem produz, a grande questão é se dará ou não lucro significativo, e ainda, a divisão do mesmo entre editor e autor. Mas, antes de tudo, o conhecido dilema de ser necessário o interesse de alguma editora pela obra.

Fora dessa corrente, as ditas editoras independentes surgiram como alternativa para as dificuldades mercadológicas. As propostas são várias: produzir livros baratos, dar espaço para publicação de temas menos comerciais, ou mesmo oportunidade para quem não encontra espaço nas grandes editoras. Em algumas, mediante um orçamento - em que se considera tiragem, número de páginas, tipo de papel, entre outras coisas -, praticamente qualquer um pode publicar.

A Oikos é um exemplo de editora que atinge o público que têm dificuldades para ter sua obra publicada. “Várias pessoas nos pediam apoio logístico e legal na publicação de suas obras, de forma independente, especialmente na revisão, editoração e registro”, diz Erny Mügge, falando da criação da Oikos. Sobre o mercado, Mügge afirma que é difícil autores novos ganharem espaço nas grandes editoras, pois elas precisam vender bem para ter retorno, e os autores desconhecidos vendem pouco, ainda mais se não for feito um amplo trabalho de divulgação, o que custa caro.

A editora se responsabiliza pela diagramação, revisão ortográfica, arte-finalização, fornecimento de ISBN, ficha catalográfica e impressão. Depois de pronto, as informações do livro publicado vão para um catálogo virtual disponível em seu site, funcionando como forma de divulgação. O autor, numa das características do formato editorial independente, quase sempre fica com os direitos autorais das obras e aparece como peça responsável pela distribuição e comercialização das mesmas. “Um dos maiores desafios hoje está na distribuição de livros. Ela representa praticamente 50% dos custos. Isso faz com que o preço final de um livro fique efetivamente caro para o consumidor”, conta Mügge.

Leia o texto na íntegra