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quarta-feira, janeiro 29, 2014

O produtor de uma banda tem que ser um faz tudo?





Por Alê Barreto *
alebarreto@gmail.com


Muita gente que participa dos meus cursos diz (e muitas vezes, com muito orgulho) que o produtor é um "faz tudo". Pode até em alguns momentos ser. Mas não há lugar nenhum que dica que "sempre terá que ser um faz tudo".

Há uma grande confusão que precisa ser esclarecida.


Início da vida profissional
Todo mundo que começa a trabalhar é faz tudo. O desenho do "estagiário faz tudo" acima ilustra bem isso.


Início de empreendimento
Todo mundo que inicia um empreendimento é faz tudo. Isso porque você não tem recursos para contratar uma equipe. Isso não quer dizer que o produtor está "condenado" a ter que fazer mil atividades.


Falta de informação
Como muita gente aprende na prática, acaba "copiando" a maneira de outras pessoas trabalharem. Muitas pessoas não conseguem se livrar da maneira "caótica" de trabalhar do modo "faz tudo" e acabam ensinando para novos profissionais que isso é o certo.


Com mais organização, melhoramos a gestão das pessoas, sua qualidade de vida e também aumentamos a produtividade


A dificuldade de perceber em meio a rotina do dia a dia que uma produção necessita ampliar sua organização ao longo do tempo talvez seja uma das maiores causas dos produtores trabalharem no sistema "faz tudo".

Quando se começa a organizar e planejar um trabalho, começa-se a perceber que cada atividade exige um profissional. É como um time de futebol: tem que ter goleiro, zagueiro, atacante, etc.



Até que ponto uma atividade deve ou não ser feita por um produtor?

Não existe regra fixa. É livre negociação. O importante é que o produtor defina que atividades fazem parte da prestação de serviços que está propondo para o artista, antes de começar.

Quanto mais detalhada for uma proposta de trabalho, mais garantias você terá que o seu tempo será utilizado para fazer o que realmente está se propondo.


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Alexandre Barreto, mais conhecido como “Alê Barreto”, criador do blog, da marca e do programa "Produtor Cultural Independente", é um profissional multifuncional. Administrador de empresas, gestor cultural, gestor de pessoas, gerente de projetos, produtor executivo, consultor, criador de conteúdo, professor e palestrante. Seu trabalho pioneiro de disseminação de informações no blog e livro "Aprenda a Organizar um Show" têm inspirado pessoas que produzem ações culturais, artísticas e de economia criativa no Brasil.

Rio de Janeiro (21) 9 7627 0690/ Porto Alegre (51) 9473-1561 alebarreto@gmail.com

Atualmente é um dos gestores do Grupo Nós do Morro no Rio de Janeiro. Concluiu o curso MBA em Gestão Cultural na Universidade Cândido Mendes (RJ) e está finalizando sua monografia sobre carreira artística com a orientação da consultora Eliane Costa.

sábado, maio 30, 2009

Realizado primeiro curso "Aprenda a Organizar um Show" no mês de maio




Por Alê Barreto (alebarreto@produtorindependente.com)


As ações culturais propostas neste blog são ações em construção. O livro "Aprenda a Organizar um Show" é um bom exemplo disso.

Primeiro foi escrito neste blog, em 2006. Depois, após passar por uma edição e revisão de Rodrigo DMart e receber ilustrações de Yara Baungarten foi disponibilizá-lo gratuitamente através do portal Overmundo, em 2007.





Em 2008, através da ampliação da parceria com Rodrigo e Yara que constituiram a editora Imagina Conteúdo Criativo, foi lançada a primeira versão impressa do livro, no IV Encontro de Estudos Multidisciplinares em Cultura (ENECULT) em Salvador (29/05/2008), no Seminário Exportação da Música na Assembléia Legislativa do RS (11/06/2008), no Festival Independente GIG Rock em Porto Alegre (julho/2008), no Festival Multimídia Contato promovido pela Universidade Federal de São Carlos em SP (11/10/2008), no curso de Tecnologia de Produção Fonográfica da Universidade Católica de Pelotas/RS, nas cidades de Rio Grande e Cassino, a Feira do Livro de Pelotas, TV Educativa do RS e Livraria Palavraria em Porto Alegre.





Agora em 2009 está começando o curso "Aprenda a Organizar um Show". O mesmo está sendo construído a partir do método publicado no livro, da análise e resposta de vários e-mails que recebo dos leitores do blog, de uma pesquisa e de um processo seletivo de parceiros que está em andamento.

O resultado destas ações já começou. Dias 16 e 23 de maio realizei a primeira edição do curso para uma turma de atores do Nós do Morro, na sede do Grupo, no Morro do Vidigal, no Rio de Janeiro.



Durante duas tardes apresentei uma forma prática de planejar e realizar um show, que pode ser aplicada também a espetáculos teatrais, dança e eventos. Foram apresentados vídeos e respondidas questões feitas pelos participantes.



Foi uma das mais importantes experiências que já vivenciei. Aprendi muito com ela. Continuo aprendendo.

A próxima etapa agora é planejar as próximas edições no RJ e cidades que se mostrem interessadas em fomentar a educação para a produção cultural.

sexta-feira, julho 25, 2008

Ter um produtor cultural ou não ter, eis a questão




Texto de Alê Barreto publicado origalmente no site Overmundo em 04/04/2008


Na prática, não do ponto de vista acadêmico ou da pouca legislação que regula assuntos de ordem cultural no Brasil, a palavra “produtor” é empregada para denominar as pessoas que desenvolvem, de forma amadora ou profissional, uma atividade ou um conjunto de atividades de suporte para realização de uma ação cultural. Trocando em miúdos, a pessoa que trabalha preparando um programa de rádio é chamada de produtor; a pessoa que trabalha preparando um programa de TV é chamada de produtor; a pessoa que organiza a gravação de um CD é chamada de produtor; a pessoa que organiza um evento cultural é chamada de produtor; e por aí vai.

Na música, os mais comuns empregos da palavra “produtor” são para designar:

- a pessoa responsável pelo projeto de produtos e serviços culturais (produtor cultural proponente de um projeto de gravação e show de lançamento de CD);
- a pessoa responsável pelo conceito artístico (produtor musical);
- a pessoa responsável pelo registro da propriedade intelectual dos fonogramas (produtor fonográfico);
- a pessoa responsável pelo suporte administrativo nas atividades de produção de CD e organização de shows (produtor executivo).

Leia o artigo na íntegra