Mostrando postagens com marcador formação do gestor cultural. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador formação do gestor cultural. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, julho 18, 2012

Amplie o repertório do seu imaginário

Berna Reale "Da série Quando todos calam"


Por Alê Barreto*

alebarreto@gmail.com


Duas dicas para quem trabalha com desenvolvimento e gestão de pessoas e grupos de trabalho.


Crie espaços para ampliação de repertório

Quem atua no universo da produção e gestão cultural, nas mais diferentes áreas, precisa criar espaços para ampliação do repertório do seu imaginário.

Planeje em seus programas, projetos, ações e eventos, momentos em que seja possível você e as pessoas com quem você trabalha conhecerem novas linguagens. Assistir uma exposição de arte é bom exemplo disso.


Conheça a exposição "Amazônia - Ciclos de Modernidade"

Esta exposição está no Centro Cultural Banco do Brasil, no Rio de Janeiro, até 22 de julho. Trata-se de uma apresentação da cultura amazônica por meio de sua arte, arqueologia e urbanismo, desde o século XVIII até a contemporaneidade.


Uma ótima ação para ampliar o seu imaginário e das pessoas com quem você estuda ou trabalha.



Saiba mais sobre a exposição.


********************************************************************************




* Alexandre Barreto é um administrador de empresas inovador. Suas competências para criação, estímulo ao trabalho com método, conhecimento, gerenciamento de informações, qualidade, com foco em resultados e responsabilidade socioambiental, têm inspirado muitas pessoas que produzem ações criativas, eventos, projetos culturais, manifestações artísticas e empreendimentos de cultura e entretenimento no Brasil.


É um profissional empreendedor que gosta de estratégia, planejamento, gerenciamento e execução. Incentiva novos profissionais, valoriza as experiências das pessoas e está aberto a  novas propostas e convites.


Aprender, enfrentar desafios com otimismo e bom humor e trabalhar com pessoas de todas as classes sociais são suas marcas pessoais. Saiba mais


(21) 7627-0690 alebarreto@gmail.com

quarta-feira, outubro 19, 2011

Formação: Associação Brasileira de Gestão Cultural promove "Encontros com a Cultura" com Luis Marcelo Mendes dia 20 de outubro




Por Alê Barreto*
alebarreto@gmail.com


A Associação Brasileira de Gestão Cultural em parceria com a Universidade Cândido Mendes promove desde 2002 os “Encontros com a Cultura”, uma série periódica de palestras e debates em torno de temas relevantes e atuais acerca do universo cultural brasileiro. A proposta é promover o intercâmbio entre profissionais referenciais em suas atuações e a nova geração de produtores e gestores em cultura, para troca de ideias e registro de relatos de experiências bem-sucedidas, registradas em vídeos, que formam um banco de dados audiovisual com fins didáticos e de pesquisa.

Dirigido aos alunos e ao público em geral, visa contribuir com o fomento da formação profissional por meio de relevantes depoimentos de uma geração pautada pelo conhecimento empírico, para somá-los à produção de conhecimento acadêmico.

Como sou parceiro da Associação Brasileira de Gestão Cultural, aproveito para dar uma importante dica: amanhã acontece um novo Encontros com a Cultura. Será uma mesa redonda com Luis Marcelo Mendes, autor do livro “O Fator VDM: Um guia antidesastres em projetos criativos”, com mediação de Mariana Várzea.

Anote aí para não perder:

Data: 20/10
Horário: 19h 
Local: Rua da Assembléia – 10 – 42° Andar – Universidade Candido Mendes - Salão Marquês de Paraná

Entrada franca
PECS – Programa de Estudos Culturais e Sociais
pecs@candidomendes.edu.br - 21 3543-6489/ 6457


Achou relevante este conteúdo? Compartilhe sua opinião. Escreva o seu comentário.


Retorno da audiência [ACOMPANHE]
Este blog recebeu até agora 149.295 visitas e 330.425 visualizações.

Obrigado! Realize você também!


*********************************************************************************

Leia também:

Coletâneas: organizar e divulgar conteúdos é uma boa forma de dar visibilidade às ações criativas

Gestão de espaços culturais: Itaú Cultural assumiu a gestão do Auditório Ibirapuera em SP

Dica útil: utilize melhor seu tempo livre


********************************************************************************



* Alê Barreto é formado em Administração com Ênfase em Marketing pela Escola de Administração da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

Em 2005 prestou serviços de produção executiva para Opus Promoções em shows nacionais (Acústico MTV Bandas Gaúchas), internacionais (Avril Lavigne, Steel Pulse) e festivais (Claro que é Rock, IBest Rock, Live n´ Louder). Em 2007 foi empresário da banda Pata de Elefante. Mudou-se para o Rio de Janeiro onde trabalhou como administrador e produtor executivo junto a diretoria do Grupo Nós do Morro até 2009. Hoje é voluntário do grupo. Desde de 2010 é aluno do Programa de Estudos Culturais e Sociais da Universidade Cândido Mendes, onde cursa a pós-graduação MBA em Gestão Cultural. Ter trabalhado com artistas, grandes eventos e num grupo importante não alterou o seu modo de vida simples, característico de uma pessoa que nasceu numa cidade do interior do Brasil.

Escreve com frequência no blog Produtor Cultural Independente, canal de disseminação de informações. Saiba mais



Comece a trabalhar com mais organização. Faça o seu trabalho fluir.

Mais importante que ter formação ou experiência é ter atitude e investir sem si próprio. Acredite em você e no seu trabalho.

Ligue para (21) 7627-0690 e veja como contratar serviços úteis e acessíveis, cursos, oficinas, workshops e palestras.

segunda-feira, dezembro 06, 2010

Flora Gil afirma: "o combinado não sai nem caro e nem barato. Só sai o combinado".

Flora Gil from FLi Multimídia on Vimeo.




Por Alê Barreto*


Assista no video o importante depoimento que Flora Gil concedeu ao projeto Produção Cultural no Brasil. Flora Gil é produtora cultural e diretora da Gegê Produções Artísticas desde 1987.

Leia também a reportagem sobre sua carreira na revista Trip.


*********************************************************************************



* Alê Barreto é administrador, produtor cultural e autor do livro Aprenda a Organizar um Show, primeira publicação disponibilizada de forma livre e gratuita no Brasil sobre a tecnologia de produção de shows. Trabalha novos conceitos e oferece serviços diferenciados para empresas, produtores, grupos culturais e artistas. Divulga reflexões sobre seu processo de trabalho no blog Alê Barreto, divulga ideias contra o machismo no blog encantadoras mulheres e compartilha a experiência do método livre de produção de shows no blog "Aprenda a Organizar um Show".

21-7627-0690 (Rio de Janeiro)
alebarreto@gmail.com

domingo, novembro 28, 2010

Centro de Estudos Multidisciplinares em Cultura lança novo livro sobre políticas culturais, democracia e conselhos de cultura dia 03 de dezembro




Por Alê Barreto*


Depois de divulgar o mapeamento da formação em organização cultural no Brasil, que mostra 257 instituições de ensino, faço questão agora de contribuir para divulgar o lançamento do livro "Políticas Culturais, Democracia & Conselhos de Cultura" de Antonio Albino Canelas Rubim, Taiane Fernandes e Iuri Rubim. É o oitavo exemplar da coleção Coleção Cult.

O livro é um produto de um importante projeto que está sendo realizado pelo Centro de Estudos Multidisciplinares em Cultura da Universidade Federal da Bahia em parceria com o Ministério da Cultura.

Quem estiver em Salvador ou redondezas, anote na agenda: dia 03 de dezembro, às 20h30, no Conselho de Cultura da Bahia, que fica no Palácio da Aclamação, no Campo Grande.

Para quem não conhece a relação da UFBA com a cultura, transcrevo abaixo um trecho do texto contido no site deste projeto:

"A Universidade Federal da Bahia (www.ufba.br) tem rica tradição em formação, pesquisa e extensão na área da cultura. Na graduação, ela tem praticamente cursos em todas as áreas culturais, alguns deles pioneiros como cursos universitários no país, a exemplo de: Dança; Teatro e Produção Cultural, ainda hoje um dos poucos existentes no Brasil. Na pós-graduação, a UFBA oferece programas em quase todo o campo cultural, praticamente todos com avaliação muito positiva da CAPES. Na pesquisa e na extensão em cultura a atividade da UFBA tem destaque nacional e internacional, com núcleos, como o Centro de Estudos Afro-Orientais, pioneiro nos estudos da cultura afro-brasileira. O Instituto de Humanidades, Artes e Ciências Professor Milton Santos (www.ihac.ufba.br), órgão executor do projeto, também detém expertise na área dos estudos da cultura. Na graduação, mantém bacharelados interdisciplinares em Artes e em Humanidades e está criando habilitações em Políticas e Gestão Culturais e em Artes e Tecnologias Digitais. Na pós-graduação possui o Programa Multidisciplinar de Pós-Graduação em Cultura e Sociedade (www.poscultura.ufba.br), com linhas de pesquisa em Cultura e Desenvolvimento e em Cultura e Identidade. Além disto, mantém o Centro de Estudos Multidisciplinares em Cultura (www.cult.ufba.br), dedicado à pesquisa e à extensão em cultura. Assim, a UFBA e o IHAC congregam relevante expertise na área de formação, estudos e de desenvolvimento de atividades culturais".

Para conhecer mais, acesse o site http://www.conselhosdecultura.ufba.br

*********************************************************************************



* Alê Barreto é administrador, produtor cultural e autor do livro Aprenda a Organizar um Show, primeira publicação disponibilizada de forma livre e gratuita no Brasil sobre a tecnologia de produção de shows. Trabalha novos conceitos e oferece serviços diferenciados para empresas, produtores, grupos culturais e artistas. Divulga reflexões sobre seu processo de trabalho no blog Alê Barreto, divulga ideias contra o machismo no blog encantadoras mulheres e compartilha a experiência do método livre de produção de shows no blog "Aprenda a Organizar um Show".

21-7627-0690 (Rio de Janeiro)
alebarreto@gmail.com

sexta-feira, outubro 15, 2010

Um criador cultural que acredita na organização e no afeto




Por Alê Barreto*


Muita gente acha que escola é assunto somente de professor. Muitos acham que para ser ator é preciso ser jovem. E muitos acham que um criador cultural não pode, não deve ou não tem condições de se organizar, de ser o produtor ou gestor de seu próprio trabalho.

No vídeo acima, o ator que narra a história e que aparece sentado à esquerda chama-se Ruy Cezar. Neste espetáculo ele é responsável pela direção, roteiro, seleção de objetos cênicos e juntamente com Bela Saffe fez a criação e a interpretação.



Ruy Cezar/Foto do site "Produção Cultural no Brasil"

Mas Ruy Cezar não é somente um criador cultural. Em 1982 criou o Instituto Casa Via Magia com a missão de promover a cooperação cultural e o desenvolvimento comunitário, através do estímulo à educação, cultura e da pesquisa pedagógica sistemática, com vistas a contribuir para o auto-conhecimento e formas de expressão individual, assim como para a integração comunitária. Neste Instituto ele trabalha os princípios de interação, cooperação, ética, solidariedade e crítica construtiva.

Conheci ele em dezembro de 2005, na Bahia, quando fui ao VI Mercado Cultural. Apesar de ser ocupadíssimo, foi muito generoso comigo. Me recebeu na Casa Via Magia e durante quase duas horas me falou sobre a importância de se trabalhar em rede e de compartilhar o conhecimento, muito antes de "redes" e "colaboração" virarem moda. Deste dia em diante, passou a ser uma referência na minha formação como produtor cultural independente.

Ruy Cezar é um educador, nasceu em 1956 e é ator, é um organizador da cultura e desempenha um importante papel de articulador de redes culturais.

Assista o vídeo de sua entrevista para o projeto "Produção Cultural no Brasil".

Ruy Cezar from FLi Multimídia on Vimeo.




*********************************************************************************



* Alê Barreto é administrador, produtor cultural e autor do livro Aprenda a Organizar um Show, primeira publicação disponibilizada de forma livre e gratuita no Brasil sobre a tecnologia de produção de shows. Trabalha novos conceitos e oferece serviços diferenciados para empresas, produtores, grupos culturais e artistas. Divulga reflexões sobre seu processo de trabalho no blog Alê Barreto e valoriza encantadoras mulheres.

21-7627-0690 (Rio de Janeiro)
alebarreto@produtorindependente.com

quinta-feira, agosto 12, 2010

Inicia em Brasília pós-graduação em gestão de espaços e projetos culturais




Por Alê Barreto*


Recebi por e-mail o link para a reportagem "Gestor Cultural, esse é o cara", publicada ontem no Correio Braziliense. Nela a jornalista Viviane Marques fala da criação da pós-graduação em gestão de espaços e projetos culturais e um cenário do atual momento desta nova profissão no Brasil, comentado por vários especialistas e por Kátia de Marco, presidente da Associação Brasileira de Gestão Cultural (RJ).

Brasília deu um importante passo para o fortalecimento da cadeia de profissionalização da cultura no Brasil. A Faculdade de Artes Dulcina de Moraes e os articuladores desta pós-graduação estão de parabéns.

Leia abaixo matéria na íntegra.


Gestor cultural, esse é o cara
Correiro Braziliense - Viviane Marques

Leis de incentivo, editais, patrocínios: faz alguns anos que colocar projetos culturais na rua exige conhecimentos muito além do talento artístico. A necessidade empurrou produtores e artistas para a profissionalização num caminho invertido — primeiro, na prática, agora, na teoria. O gestor cultural tornou-se uma figura obrigatória em instituições e eventos públicos e privados, planejando e conceituando projetos. Como consequência, cursos de graduação e pós-graduação em gestão cultural pipocam de norte a sul do Brasil. Um levantamento feito pela Associação Brasileira de Gestão Cultural (ABGC), com sede no Rio de Janeiro, contabiliza 74, em todo o país — todos com menos de 10 anos de existência.

O 75º será o primeiro de Brasília: na próxima quarta-feira, entra em sala a primeira turma da pós-graduação em gestão de espaços e projetos culturais da Faculdade de Artes Dulcina de Moraes. Com duração de 410 horas, trará professores que atuam no mercado e dão aulas em todo o Brasil. Mas, afinal, o que faz um gestor cultural? Qual o seu papel na indústria de arte e entretenimento?

Por novo, o papel do gestor ainda esbarra na função do produtor e muitas vezes uma mesma pessoa exerce ambas as funções simultaneamente. Para Kátia de Marco, presidente da ABGC, esse acúmulo é um equívoco. “Pela complexidade da institucionalização da cultura não é possível dar conta das duas atividades ao mesmo tempo. O gestor precisa saber direito, economia, sociologia. Ambas são áreas de conhecimento em que é necessário se aprofundar”, comenta ela, que também é coordenadora acadêmica de cursos de pós-graduação na área cultural da Universidade Cândido Mendes (RJ) — entre eles, o primeiro MBA em gestão cultural do Brasil, em funcionamento desde 2003.

O professor e pesquisador Antônio Albino Rubim, da Universidade Federal da Bahia (UFBA), vê o gestor cultural como aquele que atende a demanda da gestão de instituições e de programas culturais mais estáveis, de longa duração, enquanto os produtores seriam mais voltados à organização de eventos específicos. “Claro que eles têm competências em comum, mas também possuem atribuições e formações distintas”, afirma ele, que é membro do Programa Multidisciplinar de Pós-Graduação em Cultura e Sociedade da universidade.

Perfil
“Há ainda pouco entendimento do que é papel do gestor e do que é do produtor”, assinala a gestora cultural Maria Helena Cunha, autora de Gestão cultural, profissão em formação, publicado em 2007, um dos livros de referência nos cursos de formação na área. Sócia da Duo Informação e Cultura, em Belo Horizonte, ela comenta que, além da necessidade, muitos produtores se tornaram gestores por uma questão de perfil. E um tem que entender o papel que o outro desempenha, pois são complementares. “O gestor tem uma função mais estratégica, de planejamento. E o produtor é mais executivo, está ali para colocar a mão na massa, estar à frente. Tanto um quanto outro podem ter uma ação pontual numa instituição ou projeto, embora a lógica do gestor seja a de pensar mais a longo prazo. É a forma de atuação que diferencia os dois profissionais”, compara.

Outra distinção se apresenta entre gestores culturais que atuam nas esferas do poder público e da iniciativa privada. “O gestor cultural da área pública deve ser governado pelo interesse público e nunca por interesses particulares, como muitas vezes acontece, infelizmente, na iniciativa privada”, assinala Rubim. Maria Helena observa que a formação de ambos é parecida, mas que a lógica do gestor público é que seu trabalho está focado no cidadão. “Quem atua no setor privado precisa entender o mercado e as diretrizes vindas do poder público, senão fica para trás”, diz.


No peito e na raça

Dois dos principais gestores culturais da capital foram formados na universidade da vida, trabalhando, criando e colocando projetos na rua. Sérgio Bacelar, da Alecrim Produções, é bacharel em direito, enquanto Guilherme Reis, da Cena Produções Culturais, é um ator que migrou para a produção e daí, para a gestão. O primeiro realiza o Festival do Teatro Brasileiro, que leva espetáculos de um estado a outro, promovendo intercâmbio de linguagens e apresentando a produção realizada em regiões diferentes da que sedia o evento. Reis é responsável pelo Cena Contemporânea — Festival Internacional de Teatro, que traz a Brasília espetáculos nacionais e internacionais cuja proposta é associar reflexão e entretenimento.

“Talvez eu tenha me tornado um gestor pela ausência deles. Sempre houve bons produtores no eixo Rio-São Paulo, mas no resto do Brasil era preciso se virar. Desde então me divido. Hoje já há uma segmentação do mercado”, comenta Reis, que começou sua carreira nos anos 1970.

Bacelar, que flertou com a pintura e a escultura, esteve à frente do Caderno 2, bar que promovia eventos de música e teatro no fim dos anos 1980 e início dos 1990. Foi aí que começou a ter contato com produtores e a entender de gestão. Em 1999, começou a se especializar em conceber projetos para concorrerem a patrocínio em editais de órgãos públicos. “Meu perfil é gerir o que idealizo. Fui aprendendo todas as etapas e eu mesmo desenvolvi essa gestão administrativa”, diz.

O aprendizado prático, no entanto, vem perdendo espaço para cursos de formação. A pós-graduação em gestão de espaços e projetos culturais da Dulcina de Moraes é o sinal de que Brasília está na rota da formalização da profissão. Para montar o currículo, a instituição buscou parcerias e professores reconhecidos no mercado, entre eles Ana Carla Fonseca Reis, consultora da ONU, e Rômulo Avellar, consultor de planejamento do grupo Galpão e outros grupos artísticos e entidades culturais. “Planejamento, comunicação, marketing, financeiro, como organizar eventos culturais e estudos de caso serão alguns aspectos abordados no decorrer do curso, que será teórico e prático. Os alunos vão a campo, acompanharão projetos e simularão a venda de produtos culturais”, enumera a diretora da faculdade, Lúcia de Andrade.

Mais que formação, no entanto, os candidatos a gestores culturais precisam educar o olhar, na opinião de Maria Helena Cunha, da Duo Informação e Cultura. “É um profissional que tem que ter capacidade de organizar, objetividade para lidar com ferramentas de gestão e, ao mesmo tempo, entender a lógica da cultura e ter sensibilidade para entender processos criativos”, afirma.


Estabilidade favorece ao crescimento da profissão de gestor cultural


O crescimento na quantidade de cursos de formação em gestão cultural no país — sem falar nos de extensão, em número ainda não catalogado — é reflexo da necessidade crescente de profissionalização e da demanda por capacitação. A economia estável é um dos fatores preponderantes, ao facilitar o planejamento tanto de quem produz quanto de quem consome cultura. "A área de cultura é a primeira a ser atingida pelas intempéries da economia. O crescimento possibilita que se pense e se estruture projetos a longo prazo", avalia a gestora cultural Maria Helena Cunha.

No entanto, o fenômeno da profissionalização da cultura não é local. Segundo o professor Antonio Albino Rubim, da UFBA, há hoje, no Brasil e no mundo, um desenvolvimento do campo cultural e com ele a necessidade do gestor. Em seu texto Formação em organização da cultura no Brasil, Rubim destaca que nem a nominação da função é uniforme ao redor do mundo. "Denominações as mais distintas são acionadas para intitular o momento da organização da cultura e os profissionais responsáveis por seu tratamento. Assim, a denominação de gerentes e administradores culturais predomina nos Estados Unidos e na França; a noção de animadores e promotores culturais possui uma importante tradição na Espanha; em muitos países da América Latina fala-se em trabalhadores culturais e em outros países podem ser utilizados termos como: mediadores culturais, engenheiros culturais ou científicos culturais. Em Portugal, também se aciona a expressão programadores (…). Mas recentemente a noção de gestão cultural vem ganhando grande vigência em diversos países, inclusive ibero-americanos (…)", cita.

Kátia de Marco, da Associação Brasileira de Gestão Cultural, lembra que as primeiras turmas da pós-graduação em Gestão Cultural da Universidade Cândido Mendes (Ucam), no Rio de Janeiro, eram basicamente formadas por artistas e produtores já atuantes no mercado. Hoje, juntam-se a eles alunos com formação em direito, economia, jornalismo e engenharia de produção, entre outras carreiras. "Há uma percepção de que a cultura é uma oportunidade de especialização, prova de que o setor está se ampliando", observa ela, que, por meio da ABGC, pretende cadastrar os profissionais de gestão cultural do país.


*******************************************************************



* Alê Barreto é administrador, produtor cultural e autor do livro Aprenda a Organizar um Show, primeira publicação disponibilizada de forma livre e gratuita no Brasil sobre a tecnologia de produção de shows. Trabalha novos conceitos e oferece serviços diferenciados para empresas, produtores, grupos culturais e artistas. Divulga reflexões sobre seu processo de trabalho no blog Alê Barreto e valoriza encantadoras mulheres.

21-7627-0690 (Rio de Janeiro)
alebarreto@produtorindependente.com

segunda-feira, agosto 09, 2010

Mercado em expansão para produtores culturais no Estado do Rio




Por Alê Barreto*


Muita gente me escreve solicitando informações sobre o mercado de trabalho do produtor cultural. Não temos ainda no Brasil uma pesquisa quantitativa e qualitativa que forneça este tipo de informações. Mas seguidamente aparecem reportagens que trazem referências para auxiliar nossas escolhas profissionais.

Segue abaixo uma reportagem recente feita por Fabiana Torres para o jornal O Fluminense em 11/07/2010.


Mercado em expansão para produtores culturais no Estado do Rio


Com chance de empregabilidade de 80% e salário inicial médio de R$ 1,5 mil, carreira exige dedicação e identificação com as artes. Procura por cursos de formação é crescente

“Aproximar o artista do seu público”
. Esse é o papel de um produtor cultural, segundo a subsecretária de Planejamento Cultural de Niterói e coordenadora do Programa de Estudos Culturais e Sociais da Universidade Candido Mendes, Kátia de Marco.

Com salário inicial de R$ 1,5 mil, em média, e expectativa de inserção no mercado de trabalho de 80%, a procura pelo curso de produção cultural é crescente.

“Nas últimas duas décadas, o incentivo à cultura cresceu muito, principalmente em relação ao sistema de financiamento público. A cultura vem sendo institucionalizada desde então, e isso está gerando uma necessidade cada vez maior da profissionalização e capacitação de produtores culturais”, explica Kátia, que vislumbra um futuro promissor para a carreira.

“O público está consumindo mais cultura porque tem mais acesso a ela, e isso já começa a despertar um nicho importante da economia. Não tenho dúvidas de que a produção cultural faz parte das profissões do futuro”, completa.

A subsecretária garante que esse incentivo à cultura deve chegar também ao município de Niterói.

“Estamos montando uma lei (que será levada ao prefeito Jorge Roberto Silveira para aprovação) que porpõe a criação do Fundo Municipal de Cultura, o que deve gerar também uma ampliação do mercado de trabalho na cidade”, revela.

O curso de pós-graduação em Produção Cultural da Candido Mendes foi criado em 2008 e já está na segunda turma.

“O curso surgiu da necessidade de formar profissionais com foco na produção executiva de ações culturais. A carga horária é de 376 horas, sendo composto por cinco módulos. As aulas acontecem aos sábados quinzenalmente, das 8h às 17h”, diz Kátia, que também é presidente da Associação Brasileira de Gestão Cultural (ABGC).

O valor do curso de pós-graduação é de R$ 10.560, que pode ser dividido em 22 parcelas de R$ 480. Entretanto, a instituição oferece descontos especiais para associações e instituições ligadas à cultura. Para alunos egressos do curso de graduação em produção cultural da Universidade Federal Fluminense (UFF), o desconto é de 20%.

A funcionária pública e produtora cultural Maria do Rosario Malcher, de 51 anos, decidiu, há quatro anos, mudar o rumo da carreira.

“Sou formada em Direito e trabalho na Justiça Federal desde 1993. Entretanto, em 2006, pedi transferência para o Centro Cultural Justiça Federal, pois sempre gostei dessa área. Mesmo trabalhando na parte administrativa do Centro Cultural, entendi que precisava me especializar. Quando me formei na pós-graduação em Produção Cultural da Candido Mendes, em 2008, fui convidada para ocupar o cargo de coordenadora cultural. Foi uma mudança muito bem-vinda na minha vida”, festeja.


Dos eventos ao próprio negócio

Para os que desejam tornar-se bacharéis em produção cultural, a UFF oferece um curso de graduação desde 1996, que é pioneiro no Brasil.

“O nosso desafio é ter a formação pragmática, que lida com a gestão, e, ao mesmo tempo, ligada à sensibilidade artística. Buscamos formar um gestor sensível às práticas culturais”, conta o coordenador e professor do curso, Luiz Guilherme de Barros Falcão Vergara, ressaltando o crescimento do mercado de trabalho na área.

“Pelo menos 80% dos nossos alunos já saem da universidade empregados. Os outros 20% geralmente investem na carreira acadêmica e vão direto para o mestrado. Esses jovens podem atuar em diversas áreas, como esferas públicas, empresas privadas, no setor de responsabilidade social, em organizações não governamentais, produtoras de terceiros ou abrir o próprio negócio, além da carreira acadêmica, por exemplo”, enumera Vergara.

De acordo com o coordenador, a profissão deve crescer muito nos próximos anos.

“A economia da cultura é a economia do século XXI. Mas, para ter detaque no mercado, o profissional deve ter iniciativa e ser empreendedor. O produtor cultural é um solucionador de problema; ele lida com o imprevisto e com a diversidade. Já no que se refere a questão salarial, acredito que um profissional recém-formado não ganhe menos que R$ 1,5 mil por mês”, avalia Luiz.

O curso de graduação da UFF tem 2.655 horas, divididas em oito períodos. O ingresso é feito através do vestibular.

Com duas propostas de estágio e uma de emprego, o estudante da graduação da UFF, Plínio Chaves, de 21 anos, que está no quinto período, aconselha aos futuros produtores culturais a buscarem as oportunidades.

“A inserção no mercado de trabalho é fácil para quem corre atrás. Não dá para ficar esperando a coisas acontecerem. Eu nunca tive dificuldade para conseguir estágio porque sempre fui em busca das oportunidades. Após a formatura, quero viajar pelo Brasil com espetáculos ou trabalhar em produtoras. Mas também penso em fazer mestrado e, quem sabe, abrir minha própria produtora”, revela Plínio.


Exigência do setor


Outra instituição que oferece capacitação para os futuros produtores culturais é o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro (IFRJ). O Curso Superior de Tecnologia em Produção Cultural foi o primeiro da área de humanas a ser implantado na instituição, há sete anos.

“O mercado já estava exigindo profissionais especializados nessa área. De todos os curso oferecidos no IFRJ, esse é o segundo mais procurado. No início, era apenas uma turma. Hoje, temos seis turmas em andamento, com cerca de 40 alunos em cada uma”,
comemora o coordenador do curso Jorge Luiz Pinto Rodrigues.

Os alunos já começam a ser absorvidos pelo mercado de trabalho, segundo Jorge, ainda com o curso em andamento.

“Muito alunos já conseguem emprego antes mesmo de terminarem o curso”
, destaca.
A duração do curso é de três anos e os alunos contam com uma extensa grade curricular que, além de abordar disciplinas voltadas para produção cultural, fundamentos das artes e produção de artes cênicas, por exemplo, aprendem sociologia, antropologa, história da arte etc.

Um profissional que esteja envolvido em um grande projeto artístico pode faturar até R$ 4 mil mensais, de acordo com o professor.


*******************************************************************



* Alê Barreto é administrador, produtor cultural e autor do livro Aprenda a Organizar um Show, primeira publicação disponibilizada de forma livre e gratuita no Brasil sobre a tecnologia de produção de shows. Trabalha novos conceitos e oferece serviços diferenciados para empresas, produtores, grupos culturais e artistas. Divulga reflexões sobre seu processo de trabalho no blog Alê Barreto e valoriza encantadoras mulheres.

21-7627-0690 (Rio de Janeiro)
alebarreto@produtorindependente.com

segunda-feira, julho 19, 2010

Como aproveitar cursos: aprenda a investir melhor na sua educação




Por Alê Barreto*


Há pouco dias, divulguei o artigo que escrevi para a Revista Fazer e Vender Cultura. Nele faço um convite para que a gente desenvolva as áreas de produção e gestão cultural?

Uma das formas que acredito que podemos contribuir para que haja um maior fluxo de trocas entre os profissionais que atuam nestas áreas é a realização de cursos. Os cursos, quando bem aproveitados, podem ser grandes oportunidades de desenvolvimento profissional.

Mas como aproveitar um curso? Não acredito numa fórmula infalível para todo mundo. Cada pessoa é única. O que servirá para um nem sempre servirá para outro. Contudo, minha experiência como um produtor que se preocupa em educar as pessoas e como produtor que se preocupa em estudar me diz que é possível pensarmos alguns critérios para escolha e melhor aproveitamento do investimento que fazemos nos cursos.


Aprimore suas escolhas


O que você está buscando?

Antes de sair se matriculando num curso como quem passa numa banca para comprar uma revista, pense bem. O que você está buscando? Qual é o seu objetivo?


A escolha de um curso

Depois de ter clareza sobre o que você está buscando, pesquise várias opções de cursos.


A escolha do palestrante

Através do Google você pode pesquisar:

- quem é o palestrante, qual é a sua formação, qual é a sua trajetória profissional;
- qual é a produção de conteúdo deste profissional? Possui textos publicados? Possui algum livro?

No livro "Pedagogia da Autonomia", de Paulo Freire, encontrei valiosas informações sobre como avaliar um educador. Sempre que procuro um curso, pesquiso se o ministrante reflete sobre a prática, se é consciente do seu inacabamento, se é humilde, se sabe escutar, se está disponível para o diálogo. Também considero muito importante saber se um educador possui um método, se pesquisa continuamente, se é comprometido com o que acredita e se está convicto de que as mudanças são possíveis.


Seja curioso: ligue e peça informações detalhadas

Folders, cartazes e releases em sites nem sempre conseguem traduzir com clareza a proposta de um curso. Após ler estes informativos, seja curioso. Ligue e peça informações mais detalhadas.



Aproveite melhor o curso


Acelere processos educativos

Invés de ficar tentando "inventar a roda" o tempo todo, pense um curso como uma possibilidade de acelerar um processo educativo.

Fazer um curso com esta intenção pode ser bem mais produtivo do que se inscrever para ganhar diploma ou porque a empresa liberou você alguns dias para uma atividade de treinamento.


Tome notas

Durante o período que você está disponível para o aprendizado, sua mente muitas vezes faz sínteses brilhantes. Mesmo que você vá ganhar uma apostila ou comprar o livro do palestrante, escreva palavras-chave, frases, pequenos resumos e ideias. Serão muito úteis.


Se relacione

Curso são ótimas oportunidades de aprimorar o processo de se relacionar com as pessoas.

Num curso você irá encontrar pessoas que estão querendo entrar no mercado, pessoas que já atuam no mercado e pessoas que estão diversificando suas ações no campo profissional.

Leve sempre um cartão de apresentação. Grandes amizades, parcerias e projetos nasceram de encontros em cursos.


*******************************************************************



* Alê Barreto é administrador, produtor cultural e autor do livro Aprenda a Organizar um Show, primeira publicação disponibilizada de forma livre e gratuita no Brasil sobre a tecnologia de produção de shows. Trabalha novos conceitos e oferece serviços diferenciados para empresas, produtores, grupos culturais e artistas. Divulga reflexões sobre seu processo de trabalho no blog Alê Barreto e valoriza encantadoras mulheres.

21-7627-0690 (Rio de Janeiro)
alebarreto@produtorindependente.com

segunda-feira, junho 21, 2010

Suely Mesquita e Eugênio Dale: artistas que avaliam sua ação cultural


Cartaz do show Dio & Baco

Por Alê Barreto
Administrador, produtor cultural independente e palestrante


Sábado passado fui convidado para assistir a filmagem do espetáculo Dio&Baco de Suely Mesquita e Eugenio Dale, que rolou no último dia 16 de junho aqui no Rio de Janeiro, no Ecosom Studios. Ambos são artistas muito experientes.


Suely é uma compositora carioca que define sua música como "microdionisíaca". Lançou os Cds "Sexo Puro" e "Microswing". Junto com Pedro Luís é autora da canção "Animal", tema de "Fred", personagem interpretado pelo ator Reynaldo Gianechinni na novela Passione da rede Globo. Tem músicas gravadas por vários artistas: Fernanda Abreu, Moska, Ney Matogrosso com Pedro Luís e a Parede, George Israel, Celso Fonseca, Glauco Lourenço, etc. É parceira de Zélia Duncan, Chico César, Zeca Baleiro.


Eugenio Dale é músico, produtor e arranjador. Como Suely Mesquita, trabalhou também com inúmeros artistas: Baby do Brasil, Ney Matogrosso, Cris Braun, Dominguinhos e Oswaldinho do Acordeon, Blitz, Fundo de Quintal, Afoxé Filhos de Ghandi, SadaoWatanabe, Seigen Ono, Arto Lindsay, Evandro Mesquita, Sérgio Mendes, Dulce Quental, Ivan Lins, Sá, Rodrix e Guarabira, etc. Também é compositor. Suas canções já foram gravadas por Patrícia Mello, Luciana Mello, Paula Lima, Ana Carolina e Luiza Possi. Compôs e cantou a trilha de “Sexo, amor & traição”, blockbuster da Globo Filmes lançada pela Universal Music.

A ideia original era falarmos sobre ações de divulgação deste trabalho. Como eu nunca havia assistido o show, utilizamos a tarde para isso. Daí surgiu um novo aprendizado.

Enquanto assistíamos o show, Suely abriu um documento de texto com o repertório do show em seu notebook. Música por música, ia avaliando com Eugênio o que funcionou e o que não funcionou. Mas era uma avaliação objetiva e tinha um método simples. Abaixo de cada música, colocava uma pequena nota: "diminuir o vocal", "diminuir o reverb", "mudar a posição de palco", etc.

Fiquei impressionado com o cuidado com que estes artistas trabalham sua ação cultural. Poderiam muito bem apoiar-se em sua experiência e somente deixar rolar seus shows ao sabor da sua inspiração. Mas preferem ir traçando os mapas de seus próximos caminhos, preferem a cartografia do aprendizado contínuo.

Você já avaliou seus shows?

Saiba mais sobre o trabalho de Suely Mesquita e Eugenio Dale. Assista o show na Sala Baden Powell esta semana.

Serviço:

Dio&Baco
24 de junho, quinta-feira, às 20h
Sala Baden Powell (500 lugares)
Avenida Nossa Senhora de Copacabana 360, Copacabana
Informações: (21) 2548.0421
INGRESSOS: R$ 20,00
(meia e lista amiga a R$ 10,00. Solicitação por email até a véspera: show@suelymesquita.com.br)

http://www.myspace.com/eugeniosuely

sexta-feira, junho 18, 2010

Nasce José Saramago no imaginário de muitos produtores e gestores culturais


José Saramago, obrigado pela sua obra


Por Alê Barreto
Administrador, produtor cultural independente e palestrante


Ouvindo comentários sobre a morte de José Saramago, uma fala me incomodou muito. Uma pessoa disse: "temos ótimos escritores no Brasil, mas a imprensa somente dá atenção ao Saramago". Esta é uma visão muito reducionista. Não acho que devemos perder tempo ocupando nossa mente com isso ou brigando para que só os brasileiros estejam na mídia, só os independentes estejam na mídia, só os índios estejam na mídia, só os excluídos estejam na mídia, só quem já está na TV esteja na mídia. Nestas questões de poder, muitas vezes a reclamação do oprimido gera o futuro opressor. A obra




"A Revolução dos Bichos", de George Orwell, mostra muito bem como isso acontece inúmeras vezes em nossa sociedade. Neste momento, a fábula deve estar acontecendo em vários lugares.

Repito as palavras da professora Ivana Bentes: a mídia somos nós. Acho que temos que ter uma sociedade menos intolerante e que entenda que há espaço para a comunicação de todos os produtos e serviços culturais. Chega de pensar em escassez. Vamos começar a perceber que é preciso diferentes olhares sobre o mundo.

Antes de criticarmos um escritor, um músico, um artista plástico ou um produtor de outro país, baseado em mágoa e rancor pela situação da concentração que se encontra a comunicação no Brasil (mas que está mudando), vamos procurar estar mais abertos. A notícia da morte de Saramago não traz somente o significado de uma perda. Para muita gente, que só conhecia o escritor através do recente filme "Ensaio sobre a cegueira", ou para muitas pessoas que não conheciam sua obra, o zunzum causado pela imprensa irá contribuir para que mais gente fique curiosa em conhecer as várias contribuições que este produtor de cultura trouxe para nosso mundo.

Amplie sua formação de produtor cultural independente. Amplie seu imaginário. Assista José Saramago falando sobre democracia, num trecho do filme "Encontros com Milton Santos" de Silvio Tendler.

quinta-feira, junho 03, 2010

Leonardo Brant instiga os agentes culturais a pensarem sobre o "Poder da Cultura"


Capa do livro


Por Alê Barreto
Administrador, produtor cultural independente e palestrante


Fiquei sabendo esta semana que o Leonardo Brant irá ministrar um curso na próxima semana em Brasília. Lembrei então de contribuir com a divulgação de seu mais novo trabalho.

Este ano eu tive a satisfação de reencontrá-lo dia 14 de abril. Assisti a aula inaugural que ele ministrou para as novas turmas de MBA em Gestão Cultural e pós-graduação em produção cultural, promovidas pela Associação Brasileira de Gestão Cultural em parceria com a Universidade Cândido Mendes. O tema apresentado foi o "O Poder da Cultura", pesquisa publicada em seu mais novo livro.

A aula foi excelente. Fiz várias anotações. Vou compartilhar as que considero mais significativas.

Pesquisa e a pluralidade de conteúdos

Leonardo Brant fez uma extensa pesquisa buscando entender a relação da cultura com as dinâmicas sociais. Citou que os livros "Amar e Brincar" do biólogo chileno Humberto Maturana e "Palavra chave: um vocabulário de cultura e sociedade" de Raymond Williams foram pontos de partida.

Também fez questão de mencionar "Simulacros e Simulação" de Jean Baudrillard, "Simulacro e poder" de Marilena Chauí, "A Obra de Arte na Era da Sua Reprodutibilidade Técnica" de Walter Benjamin, "Comunidade - A busca por segurança no mundo atual" de Zygmunt Bauman, "Cibercultura" de Pierre Lévi e "A Cultura da Convergência" de Henry Jenkins.


Importância de entender a relação entre a ficção e a realidade

Leonardo alertou para o fato de que tendemos a absorver as realidades ficcionais, pois as mesmas geram um certo conforto. A partir disso, há o risco de embarcarmos em processos de simulação da verdade e sermos absorvidos pelo conceito de "credibilidade", que pode ser trabalhado de forma massiva nas novas mídias digitais.


CTRL + V

Este foi para mim um dos principais momentos da aula. Leonardo falou sobre "CTRL + V", um documentário que está sendo construído de forma colaborativa, seguindo a seguinte premissa: fazer o que é possível assumindo todos os riscos do processo.

Assista um trecho, no qual Orlando Senna, que ocupou o cargo de secretário do audiovisual na gestão de Gilberto Gil no Ministério da Cultura do Brasil, fala da influência e das dimensões de hollywood sobre os mercados locais. Ele afirma: "eu acho que o nosso caminho é inventar novos modelos de negócio".




Leonardo Brant vai estar em Brasília nos próximos dias 7 e 8 de junho ministrando o curso de capacitação em Gestão Cultural “O Poder da Cultura”, no qual abordará estes temas e muitos outros que fazem parte da pesquisa publicada em seu novo livro.

Quem estiver em Brasília ou cidades próximas, vale a pena conferir.


Veja o serviço do curso:


Data: 7 e 8 de junho de 2010, das 14 às 22h.

Local: Centro de Estudos da UNACON, SCS Quadra 8, Bloco B50 , 4º. Andar. Edifício Venâncio 2000 (ao lado do Pátio Brasil). Brasília/DF.

Informações e inscrições: Mirella Malta – Assessoria e Capacitação em Gestão Social, Cultural e do Terceiro Setor

Telefone: (61) 9273-9002

E-mail: mirellamalta@globo.com

Website: www.mirellamalta.com.br

terça-feira, junho 01, 2010

Meu trabalho: prazer em conhecê-lo





Por Alê Barreto
Administrador, produtor cultural independente e palestrante


Todo mundo liga ao mesmo tempo. Todo mundo pede tudo para ontem. Todas as ideias surgem na mesma semana. Todos os editais encerram amanhã. Todos os contatos para ligar estão na sua frente. Todos os rascunhos dos seus projetos estão no desktop do seu computador.

Estas e outras situações estão ficando comuns no nosso dia a dia. Tem uma corrente de pessoas que acha que temos que aceitar isso tudo, pois trata-se só de uma questão de "saber lidar" com as situações que causam stress, tensão, angústia no trabalho de produção cultural. Há também os que acreditam que ao menor sinal de stress, tensão e angústia, devemos trocar de atividade.

Toda vez que me deparo com situações de stress, tensão e angústia, para não me perder, volto ao "ponto zero", que foi a descoberta da minha vocação e a escolha de aprender a trabalhar com produção cultural. Escolhi isso porque eu quero viver bem. Produzir cultura me faz bem. Estudar cultura me faz bem. Ensinar produção me faz bem.

Assim como escolhi a minha profissão, posso também fazer escolhas no exercício desta profissão.

Compartilho algumas decisões que tomei que tem contribuído para mim trabalhar com mais prazer e menos stress. Todas elas tem prós e contras.

- evitar ser excessivamente político: o medo de "não estar fazendo networking" tem levado muita gente a dizer sim para tudo. Eu acho que a gente só deve dizer sim quando realmente tiver uma noção clara de que pode e tem tempo para fazer algo que lhe está sendo solicitado.

- usar o celular sem neurose: com exceção de algumas atividades muito específicas, dá para trabalhar sem precisar atender o celular o dia inteiro. Dá para fazer reunião com o celular no silencioso. Dá para ser educado e somente atender o celular fora da sala de aula. Dá para ouvir o recado e retornar a ligação depois.

- aprender a escutar: a produção cultural propicia o contato com profissionais de várias faixas etárias, de diferentes origens, culturais e etnias, com opções políticas, religiosas e sexuais diferentes das nossas. Antes de "sofrermos" com os nossos pré-julgamentos, vamos nos colocar abertos para aprender a escutar o outro.

- priorizar o uso do tempo: algumas ações importantes não podem deixar de ser realizadas; as urgentes algumas vezes tem que esperar.

- no meio de qualquer crise, dê uma parada para respirar: evite tomar decisões estratégicas no calor das emoções. Respire antes de decidir.

- trabalho saudável: trabalhe com pessoas, instituições e projetos que lhe proporcionem trocas saudáveis, como aprendizado e crescimento;

- descubra o seu jeito de gerenciar suas atividades: agenda, Iphone, netbook, cartazes e bilhetes distribuídos dentro do seu apartamento, planilha em excel. Veja de que maneira é mais fácil gerenciar suas atividades.


Aproveite que hoje é segunda e batalhe para que esta semana seja mais prazerosa.

quarta-feira, abril 14, 2010

Produtor Cultural Independente compartilha conceito de produção cultural na Wikipédia




Por Alê Barreto
Administrador, produtor cultural independente e palestrante


Dando continuidade ao meu trabalho de compartilhamento livre do conhecimento de produção cultural, segunda passada atualizei o conceito de produção cultural da Wikipédia. A palavra "produção cultural" estava sem alteração desde 2001.

Apresentei uma síntese de conhecimentos desenvolvidos a partir da interpretação de informações contidas no Dicionário Michaelis da editora Melhoramentos, no Dicionário Crítico de Política Cultural do pesquisador Teixeira Coelho, no livro "O Avesso da Cena - Notas sobre produção e gestão cultural" de Romulo Avelar e neste blog.

Para quem não sabe, a Wikipédia é uma enciclopédia multilíngue online livre colaborativa, ou seja, escrita internacionalmente por várias pessoas comuns de diversas regiões do mundo, todas elas voluntárias. Por ser livre, entende-se que qualquer artigo dessa obra pode ser transcrito, modificado e ampliado, desde que preservados os direitos de cópia e modificações, visto que o conteúdo da Wikipédia está sob a licença GNU/FDL (ou GFDL) e a Creative Commons Attribution-ShareAlike (CC-by-SA) 3.0.[7][8] Criada em 15 de janeiro de 2001, baseia-se no sistema wiki (do havaiano wiki-wiki = "rápido", "veloz", "célere").


Vamos lá:



Conceito de Produção Cultural

Para se pensar no conceito de produção cultural necessitamos fazer uma primeira distinção, pois a expressão remete a dois significados fundamentais. Segundo o dicionário Michaellis, a palavra produção pode significar "coisa produzida naturalmente ou pelo trabalho", "obra literária ou artística" e "ato ou efeito de produzir". Logo, podemos falar de produção cultural como um conjunto de obras artísticas realizadas determinados grupos ou indivíduos, num determinado espaço de tempo, num determinado espaço da geografia. E também podemos falar de produção cultural e estarmos nos referindo ao ato de produzir. Nesta situação, produção cultural está relacionada ao ato de se produzir uma ação cultural.

Sendo o conhecimento de produção cultural novo no mundo e no Brasil, é comum que diferentes autores e universidades adotem diferentes conceitos para denominar esta nova disciplina.

Do ponto de vista prático, a produção cultural, enquanto ato de produzir, é um conjunto de conhecimentos que agregam valor a formação de um profissional para que possa criar e/ou administrar ações, eventos e projetos culturais.

Muitas atividades de produção cultural são realizadas por profissionais da administração, engenharia, gestão, finanças, marketing, comunicação, sociologia, filosofia, antropologia, história, artes, letras e psicologia.

Exemplos de atividades de produção cultural: organização de shows, exposições de arte, montagens teatrais, espetáculos de dança, exibição de filmes, programas de TV, programas de rádio, criação de blogs, gestão de carreiras artísticas e projetos de gestão de acervos de patrimônio histórico.

Campos de atuação da produção cultural: artes, cultura, comunicação, entretenimento, eventos e lazer.

Fonte: Wikipédia

quinta-feira, abril 01, 2010

Aprenda a captar recursos




Por Alê Barreto
Administrador, produtor cultural independente e palestrante


Terminamos o mês de março falando em não se deixar tudo para a última hora. Agora vamos começar o mês de abril pensando em aprender a captar recursos.

No próximo dia 7 de abril irá ocorrer um evento educativo da Associação Brasileira de Recursos Humanos. Quem estiver no RJ, aproveite.

Segue na íntegra o release da divulgação.


Encontro de captadores da ABCR

Em comemoração aos 10 anos da Associação Brasileira de Captadores de Recursos e aproveitando o tema do Congresso GIFE, convidamos a todos para o Encontro ABCR+10, onde serão debatidos temas cujo enfoque principal trata dos desdobramentos que imaginamos devam ocorrer na próxima década e que devemos estar preparados, enquanto mobilizadores de recursos.

Em atividade paralela ao Congresso Gife 2010 – Rio de Janeiro, profissionais discutem as últimas novidades em captação de recursos e os desafios para os próximos 10 anos.

9:00 a 9:15 Abertura
Marcelo Estraviz (Presidente da ABCR) e Fernando Rossetti (Secretario Geral do GIFE)

9:15 a 11:15 Debate - Como engajar empresas?
Ader Assis, Michel Freller (Criando Consultoria), Laura Mariani (Junior Achievement Rio de Janeiro)

11:15 a 11:45 - Coffee

11:45 a 13:00 - Palestra - Cultura e Desenvolvimento
Lucimara Letelier (ArtefocoConsultoria)

13:00 a 14:00 - Almoço

14:00 a 16:00 - Debate - Como engajar indivíduos?
Rodrigo Alvarez (Resource Alliance), Flavia Lang

16:00 a 16:30 - Coffee

16:30 a 17:15 - Palestra "Práticas de Gerenciamento de Projeto (PMI) em mobilização de recursos"
Raquel Moreira (NIC - Consultoria e Pesquisa)

17:15 a 18:00 - Palestra - "O perfil do futuro grande doador"
Michel Freller (Criando Consultoria)

18:00 a 18:05 - Encerramento - Marcelo Estraviz (Presidente ABCR)

Serviço:

Local: Rio de Janeiro
Data:7 de abril de 2010 – quarta-feira – das 9h às 18h
Facilitador: Ader Assis Jr., Flavia Lang Revkolevsky, Flavia Tenenbaum , Fernando Rossetti, Laura Mariani, Lucimara Letelier, Marcelo Estraviz, Michel Freller, Raquel Moreira, Rodrigo Alvarez
Carga Horária: 8 horas

Fonte: http://captacao.org/recursos/noticias/10-encontro-de-captadores-da-abcr.html

segunda-feira, março 29, 2010

Inscreva-se no MBA em Gestão Cultural e qualifique sua formação profissional


Clique no banner para aumentar a visualização


Por Alê Barreto
Administrador, produtor cultural independente e palestrante


Dando continuidade a parceria estabelecida entre o Produtor Cultural Independente e a Associação Brasileira de Gestão Cultural (ABGC), apresentamos o depoimento de uma ex-aluna do curso.


Maria do Rosário Malcher é bacharel em direito e Coordenadora da Seção de Assuntos Culturais do Centro Cultural Justiça Federal. Concluiu em outubro de 2008 o MBA em Gestão Cultural na Universidade Cândido Mendes, com monografia O Direito Autoral e a Difusão Cultural.


Pergunta: Prezada Maria do Rosário, que valores e benefícios um profissional agrega à sua carreira investindo em sua formação através dos cursos promovidos pela Associação Brasileira de Gestão Cultural?

Maria do Rosário: Além de importantes contatos com profissionais da área, as experiências e ensinamentos transmitidos pelos professores me orientaram no sentido de exercer minhas atividades com a necessária profissionalização e abrangência de conhecimentos, nas diversas áreas, que as atividades de um gestor cultural, diariamente exigem.


Como estudar Gestão Cultural na Universidade Cândido Mendes em 2010?

A Universidade Candido Mendes em convênio com a Associação Brasileira de Gestão Cultural, há sete anos implantou o primeiro curso superior de Produção Cultural da cidade do Rio de Janeiro e a primeira pós-graduação em Gestão Cultural do Brasil, recebe em abril de 2010 novos alunos para o curso de pós-graduação lato sensu MBA em Gestão Cultural.

O MBA em Gestão Cultural vem implementar a capacitação e o aprimoramento profissional na área de Administração dirigida à instituições, programas e projetos culturais, visando otimizar a eficiência das propostas programáticas para o setor. As aulas terão início em abril de 2010, com carga horária de 405 h, duração de 16 meses, no campus Centro, no turno da noite (das 19h às 22h) e aulas às terças e quintas-feiras.

Sob a coordenação acadêmica da Profª. Kátia de Marco, o corpo docente é composto por profissionais destacados tanto na esfera executiva como nos setores acadêmicos como Paulo Sergio Duarte (Gestão de Patrimônio Histórico); Yole Mendonça e Marcelo Mendonça (Bases Administrativas na Gestão Cultural); Marcio Schiavo (Responsabilidade Social Corporativa); Eduardo Senna (Direitos Autorais na Produção Digital); Lia Calabre (Políticas Públicas Para a Cultura); Eliane Costa (Cultura Digital); Ana Carla Fonseca Reis (Micro e Macro Economia da Cultura); José Carlos Barboza (Legislação de Incentivos ao Setor Cultural). Os cursos recebem ainda novos professores, que abordarão conteúdos e experiências executivas das suas carreiras bem sucedidas: Leonardo Brant, Heloísa Lustosa, Lárcio Benedetti, Marcos Mantoan e Gilson Peranzetta.

O curso se direciona a formar e reciclar profissionais atuantes na área da cultura; criar novas gerações de gestores, empreendedores, administradores e produtores culturais; proporcionar ao profissional uma visão integrada das áreas de administração, economia, direito, comunicação, museologia, artes e cultura; preparar o profissional para tomada de decisões, gerenciamento de equipe, análise de projetos, engenharia de orçamentos e domínio do empreendimento cultural.

Preço do curso: 20 x R$ 580,00
Duração: 16 meses
Carga horária: 405h
Inscrição: R$ 80,00

Seleção:
- análise de currículo
- realização de entrevista


INFORMAÇÕES:
PRÓ-REITORIA DE PÓS-GRADUAÇÃO E PESQUISA
PROGRAMA DE ESTUDOS CULTURAIS E SOCIAIS – PECS
Rua da Assembléia, 10 / sala 616 – Praça XV – Rio de Janeiro
Marcação de entrevista pelos telefones (21) 3543-6489/9972-7693
E-mail: pecs@candidomendes.edu.br
www.candidomendes.edu.br ou www.gestaocultural.org.br

domingo, março 21, 2010

Inscreva-se no MBA em Gestão Cultural e desenvolva uma visão integrada do mercado da cultura


Clique no banner para aumentar a visualização


Por Alê Barreto
Administrador, produtor cultural independente e palestrante


Dando continuidade a parceria estabelecida entre o Produtor Cultural Independente e a Associação Brasileira de Gestão Cultural (ABGC), apresentamos outro depoimento de uma professora que leciona neste curso.




Ana Carla Fonseca é Administradora Pública pela FGV; Economista, Mestre cum laude em Administração de Empresas e Doutoranda em Urbanismo pela USP,



sócia-diretora da empresa de consultoria e assessoria Garimpo de Soluções – economia, cultura & desenvolvimento, consultora e conferencista internacional em cinco línguas, tendo palestrado em dezesseis países. Assessora em economia criativa para a ONU, curadora de congressos nacionais e internacionais. É autora ou coautora de sete livros, dentre os quais Economia da Cultura e Desenvolvimento Sustentável (Prêmio Jabuti 2007 em Economia, Administração e Negócios).


Pergunta: Professor Ana Carla, que valores e benefícios um profissional agrega à sua carreira investindo em sua formação através dos cursos promovidos pela Associação Brasileira de Gestão Cultural?

Dra. Ana Carla: o aluno amplia seu horizonte de conhecimento, desenvolve uma visão mais integrada do mundo e reforça sua rede de contatos.


Como estudar Gestão Cultural na Universidade Cândido Mendes em 2010?

A Universidade Candido Mendes em convênio com a Associação Brasileira de Gestão Cultural, há sete anos implantou o primeiro curso superior de Produção Cultural da cidade do Rio de Janeiro e a primeira pós-graduação em Gestão Cultural do Brasil, recebe em abril de 2010 novos alunos para o curso de pós-graduação lato sensu MBA em Gestão Cultural.

O MBA em Gestão Cultural vem implementar a capacitação e o aprimoramento profissional na área de Administração dirigida à instituições, programas e projetos culturais, visando otimizar a eficiência das propostas programáticas para o setor. As aulas terão início em abril de 2010, com carga horária de 405 h, duração de 16 meses, no campus Centro, no turno da noite (das 19h às 22h) e aulas às terças e quintas-feiras.

Sob a coordenação acadêmica da Profª. Kátia de Marco, o corpo docente é composto por profissionais destacados tanto na esfera executiva como nos setores acadêmicos como Paulo Sergio Duarte (Gestão de Patrimônio Histórico); Yole Mendonça e Marcelo Mendonça (Bases Administrativas na Gestão Cultural); Marcio Schiavo (Responsabilidade Social Corporativa); Eduardo Senna (Direitos Autorais na Produção Digital); Lia Calabre (Políticas Públicas Para a Cultura); Eliane Costa (Cultura Digital); Ana Carla Fonseca Reis (Micro e Macro Economia da Cultura); José Carlos Barboza (Legislação de Incentivos ao Setor Cultural). Os cursos recebem ainda novos professores, que abordarão conteúdos e experiências executivas das suas carreiras bem sucedidas: Leonardo Brant, Heloísa Lustosa, Lárcio Benedetti, Marcos Mantoan e Gilson Peranzetta.

O curso se direciona a formar e reciclar profissionais atuantes na área da cultura; criar novas gerações de gestores, empreendedores, administradores e produtores culturais; proporcionar ao profissional uma visão integrada das áreas de administração, economia, direito, comunicação, museologia, artes e cultura; preparar o profissional para tomada de decisões, gerenciamento de equipe, análise de projetos, engenharia de orçamentos e domínio do empreendimento cultural.

Preço do curso: 20 x R$ 580,00
Duração: 16 meses
Carga horária: 405h
Inscrição: R$ 80,00

Seleção:
- análise de currículo
- realização de entrevista


INFORMAÇÕES:
PRÓ-REITORIA DE PÓS-GRADUAÇÃO E PESQUISA
PROGRAMA DE ESTUDOS CULTURAIS E SOCIAIS – PECS
Rua da Assembléia, 10 / sala 616 – Praça XV – Rio de Janeiro
Marcação de entrevista pelos telefones (21) 3543-6489/9972-7693
E-mail: pecs@candidomendes.edu.br
www.candidomendes.edu.br ou www.gestaocultural.org.br

quarta-feira, março 17, 2010

Participe do seminário "Planejando o Savassi Festival"


Divulgação


Por Alê Barreto
Administrador, produtor cultural independente e palestrante


Nos últimos dias, o Vinícius Lacerda, gestor de comunicação do Savassi Festival, me enviou um e-mail sugerindo a divulgação deste projeto aqui no blog. É uma iniciativa interessante que abre oportunidade para quem quer começar a fazer produção.


Segue o e-mail dele:


2010/3/11 Vinicius Lacerda


Olá,

Envio uma sugestão de post para o seu blog. Trata-se do seminário "Planejando o Savassi Festival" que faz parte dos projetos que compõem o Savassi Festival neste ano. O seminário tem vagas limitadas e é um boa oportunidade para todos os interessados em gestão e produção cultural, pois no final há possibilidade de trabalhar diretamente no projeto.



Até o dia 20 de março estão abertas as inscrições para o "Planejando o Savassi Festival". Serão 20 selecionados para participar de três dias de seminários compostos pela metodologia de planejamento do festival, criada no biênio 2009/2010, baseada no conceito do Balanced Scorecard.

As inscrições devem ser feitas exclusivamente pela internet através do link: www.savassifestival.com.br/planejando_jazz.

No final do seminário os participantes poderão apresentar um projeto de voluntariado para o festival, baseado no modelo de ensinado, e o melhor poderá ser contratado como um dos gestores do projeto.

COMO VAI FUNCIONAR?

O seminário “Planejando o Savassi Festival” será dividido em três etapas.

1) Seleção dos participantes | Os interessados tem entre os dias 2 de março e 20 de março para preencher o formulário de inscrição. A lista com os selecionados será divulgada no dia 23 de março no site e nas redes sociais do Savassi Festival.

Número de selecionados: 20

2) Seminário | Vai acontecer nos dias 29, 30 e 31 de março, das 15h às 17h30, no Café com Letras.Caso algum dos selecionados não faça inscrição, faremos uma segunda chamada até o dia 27 de março.


Data do Seminário: 29, 30 e 31 de março

Horário: das 15h às 17h30

Valor da inscrição: R$ 30,00


3) Programa de Voluntários | Após o seminário, os participantes poderão escrever um projeto de voluntariado para o Savassi Festival 2010. Caso algum projeto seja selecionado, o seu autor será convidado a geri-lo dentro do festival.



SAVASSI FESTIVAL

Twitter: https://twitter.com/savassifestival
Facebook: http://www.facebook.com/savassifestival
Flickr: http://www.flickr.com/photos/savassifestival
Youtube: http://www.youtube.com/user/savassifestival
Wikipedia: http://pt.wikipedia.org/wiki/Savassifestival
Google Maps: http://migre.me/nkUw
Tumblr: http://savassifestival.tumblr.com/


Vinícius Lacerda
Gestor de Comunicação
Savassi Festival

sexta-feira, março 12, 2010

MBA em Gestão Cultural é uma oportunidade de ampliar conhecimentos e estabelecer contato com profissionais que atuam no mercado da cultura


Clique para aumentar a visualização


Por Alê Barreto
Administrador, produtor cultural independente e palestrante


Iniciei o mês de março anunciando que o Produtor Cultural Independente iniciou uma parceria com a Associação Brasileira de Gestão Cultural (ABGC).

O início desta parceria começou com a apresentação da ABGC e com a inserção de um gadget na capa do blog com um link para o site desta conceituada instituição.

A segunda etapa trata-se da divulgação das novas turmas do Programa de Estudos Culturais e Sociais em 2010. Para isso, ao invés de se criar "anúncios" ou "propagandas", o Produtor Cultural Independente optou por seguir dois conceitos que pratico neste blog: verdade e simplicidade.

Desta forma, estou entrevistando alguns professores e ex-alunos dos cursos e publicando aqui seus depoimentos, juntamente com informações sobre as novas turmas.

Além disso, já comecei a comentar algumas impressões sobre as aulas que estou assistindo, no Módulo "Cultura e Tecnologia". Quem ingressar na turma do MBA em Gestão Cultural que inicia em abril, será meu colega durante todo o ano de 2010.


Nosso primeiro entrevistado: professor Dr. Márcio Schiavo





Empresário, Doutor em Comunicação, Diretor da Comunicarte Marketing Cultural e Social. Desenvolve projetos e apoia empreendimentos na área do desenvolvimento humano, responsabilidade social e ambiental. É Diretor da ANDI, Conselheiro da ABDL, da SBRASH, Representante no Brasil do Population Media Center. Coordena o MBA em Gestão Social e é professor do MBA em Gestão Cultural da Universidade Cândido Mendes.


Pergunta: Professor Márcio, que valores e benefícios um profissional agrega à sua carreira investindo em sua formação através dos cursos promovidos pela Associação Brasileira de Gestão Cultural?

Dr. Márcio Schiavo: Fazer um curso da Associação Brasileira de Gestão Cultural assegura ao participante uma formação multidisciplinar teórica e prática nas áreas de gestão cultural e social. O contato com professores atuantes no mercado e o intercambio com colegas, quase sempre profissionais reconhecidos, amplia as oportunidades e estimula o empreendedorismo dos que querem atuar nas áreas socioambiental e cultural.


Como estudar nos cursos da Associação Brasileira de Gestão Cultural em 2010

A Universidade Cândido Mendes em convênio com a Associação Brasileira de Gestão Cultural, há sete anos implantou o primeiro curso superior de Produção Cultural da cidade do Rio de Janeiro e a primeira pós-graduação em Gestão Cultural do Brasil, recebe em abril de 2010 novos alunos para os cursos de pós-graduação lato sensu, MBA em Gestão Cultural e em Produção Cultural.

O MBA em Gestão Cultural vem implementar a capacitação e o aprimoramento profissional na área de Administração dirigida à instituições, programas e projetos culturais, visando otimizar a eficiência das propostas programáticas para o setor. As aulas terão início em abril de 2010, com carga horária de 405 h, duração de 16 meses, no campus Centro, no turno da noite (das 19h às 22h) e aulas às terças e quintas-feiras.

Já a pós-graduação em Produção Cultural tem como objetivo qualificar profissionais para atuar de forma reflexiva e empreendedora no universo da produção executiva em cultura, em todas as etapas: da elaboração à realização de programas e ações culturais nas diversas áreas dos meios de expressão. As aulas também terão início em abril de 2010, com carga horária de 376 h, duração de 16 meses, no campus Centro, no período das 8h às 17h em sábados quinzenais.

Sob a coordenação acadêmica da Profª. Kátia de Marco, o corpo docente é composto por profissionais destacados tanto na esfera executiva como nos setores acadêmicos como Paulo Sergio Duarte (Gestão de Patrimônio Histórico); Yole Mendonça e Marcelo Mendonça (Bases Administrativas na Gestão Cultural); Marcio Schiavo (Responsabilidade Social Corporativa); Eduardo Senna (Direitos Autorais na Produção Digital); Lia Calabre (Políticas Públicas Para a Cultura); Eliane Costa (Cultura Digital); Ana Carla Fonseca Reis (Micro e Macro Economia da Cultura); José Carlos Barboza (Legislação de Incentivos ao Setor Cultural). Os cursos recebem ainda novos professores, que abordarão conteúdos e experiências executivas das suas carreiras bem sucedidas: Leonardo Brant, Heloísa Lustosa, Lárcio Benedetti, Marcos Mantoan e Gilson Peranzetta.

Apesar de terem focos de conteúdos distintos, ambos os cursos se direcionam a formar e reciclar profissionais atuantes na área da cultura; criar novas gerações de gestores, empreendedores, administradores e produtores culturais; proporcionar ao profissional uma visão integrada das áreas de administração, economia, direito, comunicação, museologia, artes e cultura; preparar o profissional para tomada de decisões, gerenciamento de equipe, análise de projetos, engenharia de orçamentos e domínio do empreendimento cultural.

Informações:

PRÓ-REITORIA DE PÓS-GRADUAÇÃO E PESQUISA
PROGRAMA DE ESTUDOS CULTURAIS E SOCIAIS (PECS)
Rua da Assembléia, 10 / sala 616 – Praça XV – Rio de Janeiro
Marcação de entrevista pelos telefones (21)3543-6489 /9972-7693
E-mail: pecs@candidomendes.edu.br
www.candidomendes.edu.br ou www.gestaocultural.org.br

terça-feira, março 02, 2010

Produtor Cultural Independente torna-se parceiro da Associação Brasileira de Gestão Cultural (ABGC)




Por Alê Barreto
Administrador, produtor cultural independente e palestrante


Dias atrás, no post dedicado a apresentar o trabalho da gestora cultural Dedé Ribeiro (não esqueçam de acompanhar a turnê que ela está produzindo), falei que todo o meu trabalho é uma construção baseada na conexão, troca e aprendizado com diferentes profissionais. Agora dou mais um passo neste sentido.

O blog Produtor Cultural Independente, preocupado em estimular a organização do setor cultural brasileiro, tornou-se parceiro da Associação Brasileira de Gestão Cultural (ABGC).

O início desta parceria será marcado por duas importantes ações: apresentação da ABGC e divulgação dos cursos promovidos pela mesma. A apresentação será feita neste post e terá um gadget na capa do blog para que durante todo o mês possa ser visualizada por novos internautas.


O que é a Associação Brasileira de Gestão Cultural (ABGC)?

É uma entidade civil sem fins lucrativos, fundada em 2005, que atua na profissionalização e na formação de conhecimento acadêmico junto aos setores de Produção e Gestão Cultural e Social, mediante a realização de ações e projetos voltados à qualificação profissional e à inserção das profissões afins no mercado de trabalho.

Sediada no Rio de Janeiro, a ABGC tem como prerrogativa reunir pesquisadores, professores e profissionais das áreas da produção de bens culturais e do gerenciamento em cultura, nos âmbitos público e privado, propondo-se a realizar cursos de capacitação em formatos diversos – corporativos, de extensão e de pós-graduação –, além de pesquisas e publicações. Somam-se a isso atividades de intercâmbio institucional por meio da promoção de seminários e debates em torno de questões relevantes ao aprimoramento profissional em sentido amplo.

Em convênio com a ABGC, a Universidade Candido Mendes (UCAM) vem desenvolvendo atividades e cursos com currículos acadêmicos voltados à formação profissional do produtor e do gestor em diversos segmentos culturais. Em 2001 foi implantado o primeiro curso de graduação em Produção Cultural do Rio de Janeiro e, em 2002, o primeiro curso de pós-graduação lato sensu – MBA em Gestão Cultural no país, que já está em sua sétima turma.


Diretrizes de Atuação

O plano de ação da ABGC busca contribuir para a dinamização de quatro segmentos identificados como "elos" do que chamamos de Cadeia de Profissionalização dos Setores Culturais:

Formação Profissional: capacitação especializada em nível técnico e acadêmico, que visa atender à demanda institucional de aprimoramento de seus quadros e de geração da qualidade de conteúdos de seus programas, projetos e ações culturais. Saiba mais sobre as ações para a formação profissional




Formalização da Profissão: ações que operam nas esferas de reconhecimento da profissão, por parte do Estado, do terceiro setor e do setor privado, além de sua formação associativa. Saiba mais sobre as ações para a formalização da profissão


Formação do Conhecimento: geração de estudos, registros, pesquisas e publicações de conteúdos afins ao campo da gestão em cultura, gerados no universo acadêmico em interação com práticas recentes.


Livro "Economia da Cultura: ideias e vivências": realização da Associação Brasileira de Gestão Cultural (ABGC) com patrocínio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES)


Formação de Mercado: iniciativas voltadas à ativação do mercado de trabalho para os profissionais atuantes nos setores culturais e de mercados e públicos para as ações, bens e produtos culturais.

Saiba mais sobre as diretrizes de atuação


Site da Associação Brasileira de Gestão Cultural (ABGC)

No site www.gestaocultural.org.br você encontrará diversos conteúdos e possibilidades de interação, tais como informações sobre os cursos, notícias atualizadas, oportunidades, publicações com download gratuito, artigos de profissionais do mercado e links para sites da área cultural.