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sexta-feira, janeiro 28, 2011

Overmundo: um veículo de comunicação para divulgar suas produções para todo o país


O antropólogo Hermano Vianna falando sobre o Overmundo


Por Alê Barreto*
alebarreto@gmail.com


Esta semana realizei dois cursos em Brasília: a 12ª turma do "Aprenda a Organizar um Show" e a 5ª turma do "Aprenda Produzir uma Banda". Em ambas as turmas percebi que a maioria das pessoas ainda não conhecia o Overmundo. Lembrei que isso também pode ser comum a muita gente que visita o blog.

Então vamos lá: o Overmundo é um site colaborativo patrocinado pelo programa Petrobras Cultural onde produtores culturais independentes podem dar visibilidade a tudo que fazem em suas cidades. Foi nele que comecei a desenvolver a minha produção de conteúdo e as minhas primeiras ideias e reflexões sobre produção cultural independente.

Para saber como participar do Overmundo, faça um tour pelo site.


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* Alê Barreto é um administrador que gosta de arte, comunicação, cultura e entretenimento. Compartilha conhecimentos e suas experiências. É um profissional que gosta de planejar e de executar. É autor do livro Aprenda a Organizar um Show, primeira publicação livre e gratuita no Brasil sobre a tecnologia de produção de shows.

Recomenda os cursos da Associação Brasileira de Gestão Cultural, o Programa Petrobras Cultural e os projetos do Itaú Cultural.


21-7627-0690 (Rio de Janeiro)




Alê Barreto é cliente do Itaú.

domingo, junho 21, 2009

Como o software livre pode facilitar a produção cultural independente - conceito



Por Alê Barreto (alebarreto@produtorindependente.com)


Há muitos mitos ainda sobre as vantagens e desvantagens de se utilizar o software livre, apesar dele estar sendo amplamente utilizado na sociedade. Quase todo mundo já deve ter encontrado em algum computador o buscador Moozila Firefox. É software livre. Também já deve ter entrado em algum cyber ou lan house e aberto um arquivo do word no Open Office. É software livre.

Pensando nisso, preparei uma pequena série de posts especiais intitulada "Como o software livre pode facilitar produção cultural independente", com o objetivo de mostrar de forma prática como o mesmo pode ser utilizado. Não tenho a pretensão de esgotar o tema. Quero que os novos produtores culturais independentes aprofundem a pesquisa e descubram, a partir destas idéias, novos caminhos e novas possibilidades.



Como o software livre pode facilitar a produção cultural independente - conceito


Acredito que o maior ponto em comum que existe entre o software livre e a produção cultural é a questão da liberdade de expressão.

É importante percebermos que no sistema capitalista que vivemos somente podemos ter liberdade de expressão quando construímos condições sustentáveis para que isso aconteça. Sim, estou falando de dinheiro. Software livre não quer dizer necessariamente software gratuito. Trabalhar para que uma ação cultural aconteça não quer dizer necessariamente que fazer produção cultural é algo gratuito.

O Movimento Software Livre apresenta quatro liberdades relacionadas ao uso do software livre:

- liberdade de uso para qualquer finalidade;

- liberdade de estudar como o programa funciona, e adaptá-lo para as suas necessidades. Aceso ao código-fonte é um pré-requisito para esta liberdade;

- a liberdade de aperfeiçoar o programa, e liberar os seus aperfeiçoamentos, de modo que toda a comunidade se beneficie. Novamente o acesso ao código-fonte é um pré-requisito para esta liberdade;

- a liberdade de redistribuir cópias das alterações feitas.



Assista o vídeo do professor Sérgio Amadeu falando sobre Software Livre


Se analisarmos, estas quatro liberdades se aplicam ao conhecimento de produção cultural independente. Ou seja, todo o produtor deve ter a liberdade de:


- usar o conhecimento de produção cultural para qualquer finalidade, para produzir as mais diversas ações culturais;

- estudar o conhecimento de produção cultural existente e adaptá-lo as suas necessidades. Para isso, é importante se estruturar formas de oferecer acesso a este conhecimento;

- aperfeiçoar os conhecimentos de produção cultural e liberá-los para que toda a sociedade se beneficie. É preciso pensar como fazer isso e garantir sustentabilidade para as pessoas que se propõe a fazer isso.

- redistribuir cópias dos conhecimentos de produção cultural aperfeiçoados.


Muitos profissionais da área cultural acham que disponibilizar conhecimentos de forma gratuita irá prejudicar sua sustentabilidade. E muitos profissionais veteranos têm medo de perder poder e vantagem competitiva no mercado cultural.

Acontece que o conhecimento não é algo estático. Está sempre em movimento e expansão.

Veja este exemplo: o conhecimento de como pintar uma parede, trocar a resistência de um chuveiro ou fazer um determinado doce é livre. Nem por isso a pessoas deixam de contratar pintores e eletricistas ou de ir a uma padaria para comprar uma torta.

A complexidade da vida contemporânea leva as pessoas a procurarem pessoas especializadas para a realização de atividades para as quais não possuem tempo disponível.

Assim como você não vai querer fazer tudo que precisa para a sua vida, ou seja, ser seu próprio pedreiro, faxineiro, policial, médico, dentista, etc, você também não tem tempo de atender a todos que procuram você.

Há um mito de que se alguém é adepto da liberdade do conhecimento é obrigado a atender todo mundo que chega e lhe faz uma pergunta. Meu blog tem crescido e hoje recebo 3.000 visitas por mês. Imagine se cada uma destas 3.000 pessoas viesse me exigir fazer isso. Eu teria tempo para fazer mais alguma outra coisa na minha vida?

A questão é entender o conceito e praticá-lo com equilíbrio.

Sugestões para praticar o conceito de "software livre" na produção cultural independente:

- após concluir um trabalho de produção cultural, organize uma pasta, física ou virtual, com todos materiais utilizados para organizar o projeto. Será a sua "memória". Analise os resultados: o que deu certo e o que pode melhorar;

- procure encontrar novas fontes de conhecimento para melhorar a sua forma de trabalho. Muitas vezes você não irá encontrar o conhecimento específico para sua atividade, mas poderá adaptá-lo a sua necessidade. Exemplo: está procurando um livro sobre produção de espetáculos teatrais e só encontra de shows musicais. Analise. Há muita coisa parecida;

- compartilhe o conhecimento. Descubra diferentes formas de fazer isso, na forma de blog, newsletter, redes sociais, palestras, cursos, consultorias e publicações;

- encontre maneiras sustentáveis de distribuir seus conhecimentos. Se você não pode passar o dia respondendo perguntas via e-mail, publique conteúdos na internet que estarão acessíveis para muitas pessoas.


Encontre a sua maneira de ser "software livre" na produção cultural.

sábado, junho 20, 2009

Conhecer o software livre e usá-lo na produção cultural é uma construção




Por Alê Barreto (alebarreto@produtorindependente.com)


Fui convidado para ministrar o curso "Aprenda a Organizar um Show" no dia 27 de junho no 10º Fórum Internacional do Software Livre, na PUC, em Porto Alegre, RS. Não é por acaso. É uma construção.

A primeira vez que ouvi falar de software livre foi em janeiro de 2003. Lá estava eu no Fórum Social Mundial dando os primeiros passos rumo ao meu sonho de trabalhar com cultura. Era voluntário da Comissão de Cultura que organizava a programação cultural do Acampamento Intercontinental da Juventude. Porteiro do cinema!



Num dia, vi que haviam alguns computadores sobrando, numa espécie de cyber que havia sido montado para quem estava trabalhando nas diferentes comissões que organizavam as atividades do acampamento. Ao sentar no computador me deparei com a figura emblemática do pinguim, símbolo do Linux.

Na época, confesso, achava que havia um certo extremismo na forma como alguns ativistas defendiam a idéia dos software livre. Os caras olhavam horrorizados para quem utilizava os programas do Windows, como se você fosse um herege. Como não gosto de nada que tentam me empurrar guela abaixo ou só aderir porque é novo, moderno, "hype", resolvi amadurecer o conceito.





Voltei a me encontrar com o assunto software livre no Mercado Cultural de Salvador, em dezembro de 2005. Lá assisti uma palestra sobre o Programa Cultura Viva e tive conhecimento de que o Ministério da Cultura havia distribuído aos Pontos de Cultura um kit multimídia com software livre. Então comecei a perceber o assunto com mais clareza. Ninguém estava me obrigando a deletar todos os meus textos em Word e planilhas em Excel. Pelo contrário, estavam mostrando que o software livre era um grande aliado no movimento de compartilhamento de conteúdos culturais no Brasil e no mundo.





Na medida que fui percebendo que o software livre poderia contribuir para fomentar o desenvolvimento da produção cultural, passei a utilizar o conceito em alguns trabalhos. O primeiro deles foi a comunicação do lançamento do Cd independente "Assim Falou Bataclan", da Bataclã FC, de Porto Alegre, em 2006. Cientes da dificuldade de divulgarmos o trabalho da banda em muitos veículos de comunicação, que exigiam pagamento de "jabá", eu e os músicos e compositores Richard Serraria e Marcelo da Redenção, articuladores do Coletivo TARRAFA que produzia a banda, decidimos buscar um caminho alternativo para difusão da música. Pensamos na internet. A partir daí nos aproximamos de pessoas do Movimento Software Livre e logo decidimos apoiar a realização do 8º Fórum Internacional Software Livre – fisl8.0.





Em 2007 a Bataclã FC foi convidada a abrir o 2º Festival Multimídia de Cultura Livre do Brasil, dentro da programação do Fórum. Lá estávamos nós aprendendo a difundir o nosso trabalho cultural junto com o Mombojó, DJ Dolores e os VJs Pixel e Salsaman, artistas que entendem a importância do software livre.





Neste mesmo ano, atuei na organização do 1º Encontro de Cultura Colaborativa e da programação cultural do seminário "Além das Redes de Colaboração".



Baixe este livro


Em 2008, ajudei a promover neste blog a idéia do que é o software livre, o Fórum Internacional, o lançamento do livro com as idéias do seminário e o que é o Creative Commons.

Toda esta trajetória têm sido muito importante na minha formação como produtor cultural independente.

Acredito que o compartilhamento do conhecimento, de forma sustentável, é uma das principais ações necessárias para a educação das pessoas para a produção cultural.

sexta-feira, abril 10, 2009

TVs Universitárias podem escoar a produção independente


Imagem: Felipe Obrer


Por Alê Barreto


Um debate que vem crescendo no Brasil é a questão da distribuição de conteúdos independentes.

Esta questão aparentemente parece uma incógnita. Muitos profissionais que trabalham nas grandes empresas de comunicação que controlam a quase totalidade dos canais de veiculação de conteúdo para a população alegam que nada podem fazer, pois são funcionários destas empresas e somente podem divulgar produtos culturais que tenham grande retorno de audiência. Por outro lado, muitos artistas reclamam que o seu trabalho não acontece devido a este "bloqueio" que não permite que eles consigam veicular seu trabalho.

Quando trabalhei no RS com artistas independentes, percebi que existem novos canais de comunicação que estão se estruturando no Brasil e que são livres. Muitos deles inclusive se propõem a estimular novas produções independentes. Um bom exemplo disso são as TVs Universitárias.

Pensando nisso, estes dias naveguei pela internet e descobri no youtube uma iniciativa muito legal que está rolando no Rio Grande do Norte. Trata-se do programa Olhar Independente, um programa semanal que tem a finalidade de divulgar e discutir a produção audiovisual potiguar, assim como também produções de estados vizinhos, promovendo a interação da Televisão Universitária com os produtores independentes.

A equipe do programa tem a direção de Bernadete Lago, co-direção de Rosália Figueiredo, direção de fotografia de Cláudio Cavalcante, produção e apresentação de Érica Lima e edição de Mário Soares.

Conheça uma TV Universitária por onde pode escoar a produção independente:

quinta-feira, setembro 04, 2008

Projetos Culturais para os espaços da Caixa Cultural - edital encerra dia 05 de setembro



Está aberto o edital para a entrega de projetos culturais para os espaços da Caixa Cultural localizados em Brasília, Curitiba, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo. Serão analisados projetos apresentados nas áreas de artes visuais, artes cênicas, música, cinema e nas modalidades espetáculos, exposições, exibições, palestras,
encontros, cursos, workshops, oficinas e lançamento de livros. As inscrições no Caixa Cultural seguem até o dia 5 de setembro. Para os proponentes que desejam esclarecer dúvidas sobre o edital, a Caixa colocou à disposição o telefone 0800 704 5068.

Edital, inscrições e outras informações

terça-feira, julho 29, 2008

Brasil usa IDH para distribuir verba cultural

Artigo de JULIANA SAYÃO especial para Prima Pagina publicado no site do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento em 22/07/2008

O Ministério da Cultura resolveu adotar o IDH-M (Índice de Desenvolvimento Humano Municipal, uma adaptação do IDH, indicador elaborado pelo PNUD, aos padrões regionais brasileiros) como um dos critérios de seleção dos beneficiados do Programa de Intercâmbio e Difusão Cultural.

O programa é responsável pelo financiamento de viagens de artistas, técnicos e estudiosos do setor cultural que tenham sido convidados a participar de eventos fora do local onde residem, no Brasil ou no exterior. São atendidos pedidos relacionados às áreas de artes cênicas, artes visuais, música, patrimônio cultural e humanidades, com exceção do setor audiovisual, que já possui um programa próprio. O edital contempla viagens a serem realizadas entre julho de 2008 e março de 2009.


Para poder receber os recursos, essas viagens devem estar relacionadas às seguintes atividades: apresentação de trabalho próprio, residência artística ou cursos de capacitação de profissionais da cultura. Os beneficiários devem apresentar, no seu retorno, fotos, vídeos ou documentos legais que comprovem a viagem, a realização do evento e a sua participação.


A aprovação do financiamento depende de uma pontuação que segue seis critérios: relevância do evento e da instituição que o promove para a área cultural, experiência do candidato para a atividade, relevância do trabalho a ser apresentado para a respectiva área cultural, caráter inovador ou experimental, contribuição para a divulgação da cultura brasileira e troca de conhecimento. Uma comissão de avaliação compostas por profissionais do Ministério da Cultura vai atribuir nota de 0 a 5 para cada um desses quesitos. Para se classificar, o candidato deve somar, no mínimo, 16 pontos.


A novidade é a inclusão de uma pontuação extra (de 1 a 5 pontos) baseada no IDH-M. Pedidos de estados como Maranhão, Alagoas e Piauí representam aumento de 5 pontos; Rio de Janeiro, 2; São Paulo, Distrito Federal, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, 1.


“A proposta é tentar induzir uma melhor distribuição de recursos, minorando as diferenças regionais. Nós observamos que existia uma maior demanda no Sul e no Sudeste e que a proporcionalidade de demandas estava centralizando os recursos nessas regiões”, afirma Teresa Cristina Oliveira, secretária da SEFIC (Secretaria de Incentivo e Fomento à Cultura “Não queremos perder a qualidade, mas valorizar iniciativas que estão em lugares onde a demanda e o financiamento são menores”.


Outra responsabilidade da comissão de avaliação é determinar o valor do apoio financeiro a cada beneficiado. Os recursos destinados ao programa totalizam R$ 2 milhões, provenientes do FNC (Fundo Nacional da Cultura). As inscrições estão abertas para pessoas físicas, grupos ou entidades culturais privadas sem fins lucrativos. De acordo com o edital, 5% dos recursos serão destinados para participantes com deficiência.

quinta-feira, julho 17, 2008

Edital de Ocupação dos Espaços da Caixa em 2009 até o dia 05 de setembro



Conteúdo extraído da site Caixa Cultural


A CAIXA receberá de 21 de julho a 05 de setembro de 2008, projetos artísticos e culturais para ocupação dos espaços da CAIXA Cultural localizados em Brasília, Curitiba , Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo, para formação da pauta no período de janeiro a dezembro de 2009.

A CAIXA coloca à disposição dos interessados um canal direto para o esclarecimento de dúvidas provenientes deste Regulamento, por meio do telefone 0800 704 5068, com atendimento no período de 14 de julho a 05 de setembro de 2008, de segunda-feira a sexta-feira (exceto feriados), das 9h às 19h.


Baixe o edital

terça-feira, maio 27, 2008

Segundo edital de 2008 do Programa de Intercâmbio e Difusão Cultural

O Ministério da Cultura divulga o segundo edital de 2008 do Programa de Intercâmbio e Difusão Cultural, que cobrirá as viagens a se realizarem de julho de 2008 a março de 2009.

O Programa destina-se a artistas, técnicos e estudiosos da área cultural, convidados a participar de eventos fora do seu local de residência, no Brasil e no exterior, para apresentar trabalho próprio, fazer residência artística ou curso de capacitação de profissionais da cultura.

O evento deve ser promovido por instituição de reconhecido mérito, brasileira ou estrangeira, desde que não seja apoiado ou realizado pelo Ministério da Cultura ou por uma de suas vinculadas.

Podem se inscrever pessoas físicas, grupos ou entidades culturais privadas e sem finalidade lucrativa, cujas candidaturas serão divididas em propostas individuais ou de grupo, concorrendo separadamente. No caso das solicitações individuais, poderão ser apresentados pedidos com vistas à residência artística ou curso de capacitação de profissionais da cultura.

Inscrições até 1º de junho para viagens no mês de julho.

Leia o edital na íntegra