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quarta-feira, agosto 06, 2014

"Thralled" é um game inspirado na história do Brasil

 


Por Alê Barreto*
alebarreto@gmail.com


Há uma certa tendência das pessoas acharem que somente os argumentos dos filmes e games de outros países (em especial dos EUA) é que podem resultar em bons produtos culturais.

No último programa Navegador, da Globo News, que é apresentado por Hermano Vianna, José Marcelo Zacchi, Alê Youssef e Ronaldo Lemos, ouvi falar do "Thralled", um game criado pelo português Miguel de Oliveira, cujo cenário é o Brasil no século XVIII, onde uma escrava chamada Isaura é trazida ao Brasil para trabalhar nas plantações de cana e separada do filho. Ela foge e o game se passa com ela carregando um bebê nas matas brasileiras.

Você que mora no interior do Brasil, já imaginou quantas histórias podem dar origem a contos, romances, animações, filmes e games?


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Alexandre Barreto, mais conhecido como “Alê Barreto”, criador do blog, da marca e do programa "Produtor Cultural Independente", é um profissional multifuncional. Administrador de empresas, gestor cultural, gestor de pessoas, gerente de projetos, produtor executivo, consultor, criador de conteúdo, professor e palestrante. Seu trabalho pioneiro de disseminação de informações no blog e livro "Aprenda a Organizar um Show" têm inspirado pessoas que produzem ações culturais, artísticas e de economia criativa no Brasil.


Rio de Janeiro (21) 9 7627 0690/ Porto Alegre (51) 9473-1561 alebarreto@gmail.com

Atualmente é um dos gestores do Grupo Nós do Morro no Rio de Janeiro. Concluiu o curso MBA em Gestão Cultural na Universidade Cândido Mendes (RJ) e está finalizando sua monografia sobre carreira artística com a orientação da consultora Eliane Costa.

segunda-feira, maio 30, 2011

RPG e Live-Action também são cultura!




Por Alê Barreto*
alebarreto@gmail.com


Quinta-feira passada, falei sobre um debate muito interessante que rolou na aula da professora Lia Calabre, no MBA em Gestão Cultural que estou cursando. O debate girava em torno dos conceitos de cultura, indústrial cultural, entretenimento.

Aproveitando aquela lembrança, falei do filme "Continue?" que trata da "cultura dos video games". Nem todo mundo considera que os video games são cultura. Então fiz a pergunta: "games são cultura"?

A leitora "Lu" trouxe uma contribuição muito bacana, que resolvi publicar aqui para todos verem:


[início do comentário]

Oi Ale

Acredito que sim e não só cultura mas também, pode ser uma ferramenta educacional. Estamos na geração da interatividade.

Os games (video games) tem um trabalho artístico muito grande e podem aguçar, instigar novos artistas.

Vou um pouco mais além. Os jogos de RPG (Role play game) são jogos de criatividade e incentivam a leitura e a busca de novos conhecimentos para as histórias e cenários.

Tenho uma ONG que usa o RPG/Live-action como ferramenta cultural e educacional.

Vale a pena o clique: www.confrariadasideias.com.br
Continuo acompanhando seu trabalho e sou fã. Estudo na Escola MASP e já passei seu blog como referência!

Sucesso


[fim do comentário]


Vocês já ouviram falar em RPG? Live-action? Aproveitem o comentário bacana e conheçam a Confraria das Ideias.

Quer oportunidade melhor de unir cultura, educação e prazer do que um bom jogo?


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* Alê Barreto é um administrador e produtor cultural independente. Trabalha com foco na organização e qualificação dos profissionais de arte, comunicação, cultura e entretenimento. É autor do livro Aprenda a Organizar um Show, primeira publicação livre e gratuita no Brasil sobre a tecnologia de produção de shows, escreve para o site Overmundo e para a revista Fazer e Vender Cultura.

Ministra cursos, oficinas, workshops e palestras. Já atuou em capacitação de grupos culturais em parceria com o SEBRAE AC. Presta consultoria e assessoria para artistas, empresas e produtores.

Contato: (21) 7627-0690 Rio de Janeiro - RJ - Brasil




Alê Barreto é cliente do Itaú.


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O Produtor Cultural Independente gerencia os perfis das redes sociais da Associação Brasileira de Gestão Cultural (ABGC). Receba informações pelo Facebook e pelo Twitter

quinta-feira, maio 26, 2011

Games são cultura?






Por Alê Barreto *

alebarreto@gmail.com


Esta semana assisti no MBA em Gestão Cultural uma aula da professora Lia Calabre. Debatemos um pouco o que é cultura. Num determinado momento, entrou a questão da tensão entre os conceitos de cultura, indústria cultural e entretenimento.

Muita gente, no Brasil e no mundo, utiliza como distinção entre o que é cultura e o que não é cultura, o recorte de classes. Por este viés, quem é "povão" não teria cultura e quem é rico sabe o que é cultura. Há quem guie o seu entendimento sobre o que é cultura a partir do pensamento do alemão Theodor Ludwig Wiesengrund Adorno, filósofo, sociólogo, musicólogo e compositor da chamada Escola de Frankfurt. Adorno criou o conceito de indústria cultural. Trata-se de uma crítica a lógica das atividades culturais no sistema capitalista. Um tema estudado em quase todos os cursos de comunicação e produção cultural do Brasil. De acordo com este filósofo, a produção em série de conteúdos para cinema e rádio não poderiam ser consideradas arte, pois seriam apenas negócios. Este paradigma, na minha opinião, tem no mínimo, dois equívocos. Primeiro: quem não vive de arte, tende sempre a dizer que quem vive de arte só pensa em negócio. Segundo: TV, cinema, internet, também são meios de criação artística. A diferença central destes meios contemporâneos em relação as outras formas mais tradicionais de arte é que a lógica de produção: o tempo é mais acelerado. Por exemplo: se na área clássica da literatura, autores levam dois, quatro ou até cinco anos para escrever um texto, na área do entretenimento autores escrevem textos para novela em meses, dias e até horas.

Do ponto de vista do papel, podemos esquadrinhar conceitos e justificativas à vontade. O fato é que as novas tecnologias de informação e comunicação estão cada vez mais produzindo uma convergência que, na prática, torna quase impossível separar arte, cultura e entretenimento. Um bom exemplo disso são os video-games. Você pode pensar o que quiser sobre o video-game. Para mim video-game é cultura.

Assista o documentário "Continue?" e tire suas conclusões.



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* Alê Barreto é um administrador e produtor cultural independente. Trabalha com foco na organização e qualificação dos profissionais de arte, comunicação, cultura e entretenimento. É autor do livro Aprenda a Organizar um Show, primeira publicação livre e gratuita no Brasil sobre a tecnologia de produção de shows, escreve para o site Overmundo e para a revista Fazer e Vender Cultura.

sexta-feira, dezembro 04, 2009

Video-game também é cultura


Cena do filme "Continue?"



Por Alê Barreto
alebarreto@gmail.com


Há um bom tempo eu percebo uma certa resistência na área cultural. Muita gente tem dificuldade de olhar com mais atenção para a cena contemporânea. Muitos acabam utilizando o seu tempo para "enquadrar" as suas percepções em tipologias, do tipo "isso é cultura popular" ou "isso é comercial". Quando o assunto é video-game, a coisa fica mais difícil. Isso porque para muitos é "coisa de alienado", "mero entretenimento". Há os radicais que acusam o video-game de criar nos jovens o hábito de se isolar. 

Assisti no programa "Urbano" do Multishow o documentário Continue?. O filme fala sobre parte do universo do que envolve a cultura do video-game.

Tem também exemplos práticos de contratempos que rolam quando se quer levar um projeto adiante.

Recomendo você assistir. Clique aqui.