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quinta-feira, fevereiro 04, 2010

1,2 milhão de crianças já foram beneficiadas pelo ensino de música clássica na Venezuela



Alê Barreto
Administrador e produtor cultural independente

Cada vez mais fica evidente que não é possível pensar em desenvolvimento de uma nação sem pensar em educação para a arte. Apesar disso, há muito que se avançar no Brasil neste sentido.

Uma das maneiras de avançarmos é buscarmos sensibilizar gestores públicos de cultura dos municípios e estados para que se pratique o "copyleft", para que se comece a aprender com as práticas bem sucedidas de outros países.

Um bom exemplo disso é "El Sistema", nome como é conhecido o Sistema Nacional de Orquestras Infantis e Juvenis da Venezuela, que desde 1975 (eu já era nascido...) beneficiou 1,2 milhão de crianças venezuelanas com o ensino de música clássica.



Leia a reportagem "O homem que cria orquestras" de Rodrigo Turrer publicada em 29/12/2009 na Revista Época.

quarta-feira, novembro 05, 2008

Culturas brasileiras no mundo: Do país do samba e da caipirinha a um pólo de inovações culturais contemporâneas



Artigo de Ana Carla Fonseca Reis e George Yúdice publicado originalmente na revista argentina Nueva Sociedad

Embora a imagem tradicional do Brasil no mundo seja projetada a partir da caipirinha, do samba e do futebol, na realidade existe muito mais. A enorme diversidade cultural do país tem permitido uma longa série de inovações, algumas alentadas pelo Estado e outras surgidas de maneira espontânea, que contribuem para uma imagem menos estereotipada do Brasil.

Das novelas ao AfroReggae, das novidades da internet à São Paulo Fashion Week, o desafio consiste em articular, a partir do governo, os projetos e iniciativas dispersos a fim de explorar um dos grandes capitais do Brasil: sua diversidade cultural.

País de contrastes sociais, de distâncias econômicas abissais, de diversidade cultural pujante e de natureza ímpar. Para orgulho dos locais, quem visita se encanta, quem conhece não se esquece, conforme constatam pesquisas oficiais. Mas, para visitar e conhecer, é preciso ir além da imagem de samba, futebol e caipirinha, reducionista por excelência de um colosso cultural e que não revela o dinamismo das várias faces da cultura brasileira no palco mundial. A favor da ampliação desse ponto de vista, há uma miríade de inovações culturais paralelas e sobrepostas, que estabelecem pontes entre o Brasil e o exterior, formando uma rede de diálogos contagiante e de envergadura exponencial.

Para abordar estas e outras questões, o presente artigo apresenta três seções: primeiro, um panorama da imagem e da presença da cultura brasileira no exterior (ou das culturas, tendo em vista seu horizonte de diversidade), analisando brevemente a que ponto os retratos do Brasil formam ou não um filme próprio, ao invés de imagens dispersas; diante disso, aprofundar em seguida os caminhos pelos quais um caldeirão de experiências inovadoras consegue levar o local ao global, muitas vezes trazendo o global na bagagem de volta e vice-versa; e, por fim, algumas elucubrações acerca de como novos caminhos tenderão a se desenhar.

Começando: retratos do Brasil
Como a cultura de um país galga fronteiras físicas, emocionais e burocráticas? Como o mapa mental cultural das pessoas amplia-se com o conhecimento da cultura de um país, configurando um novo perímetro emocional
individual na dinâmica mundial? As respostas são múltiplas, mas atenhamo-nos a quatro:
- pelos imaginários relativos à sociabilidade e à violência, na música, no cinema e nos noticiários internacionais;
- por meio dos turistas de lazer ou negócios, que se convertem em embaixadores privilegiados dos lugares que visitam;
- pela circulação internacional dos bens e serviços culturais e das tradições locais, adquiridas ou vivenciadas no exterior, física ou digitalmente; ou ainda por meio de notícias do Brasil veiculadas em outros países;
- graças à circulação dos brasileiros, em trânsito ou residentes no exterior, que invariavelmente divulgam sua cultura por seus relatos, atitudes e hábitos.

Sociabilidade e violência. O Brasil é um país-continente, de uma enorme variedade de territórios e culturas. Recorrê-lo e retratá-lo gera uma contraditória colagem, algo como uma colcha de retalhos. Talvez a imagem mais espetacular seja Brasília, hipermoderna «cidade do futuro», como a chamou o crítico de arte Robert Hughes1 e Patrimônio Cultural da Humanidade (UNESCO, 1987) que não representa o passado, mas um projeto de futuro. Face à perda das tradições culturais pelo embate da televisão, o protagonista mais bem-sucedido do filme Bye-Bye Brasil (1979), o acordeonista Ciço, reconverte o forró, tradição do nordeste, fusionando-o com o rock, para entreter os candangos na cidade-satélite onde acabou morando. Poucos anos depois, a informalidade acumulada nesses satélites ameaça a ordem dessa modernidade utópica, ou, nas palavras de uma reportagem do The New York Times2, o «Brasil real» demonstrou a insustentabilidade desse pulo desenvolvimentista ao futuro.

Leia o artigo na íntegra

terça-feira, novembro 04, 2008

Curso apresenta conceitos de desenvolvimento e cultura

Conteúdo extraído do site www.gife.org.br

Debater sobre os conceitos de Desenvolvimento e de Cultura que fundamentam a prática social, preparando-se para utilizados de forma transversal na elaboração e implementação de projetos sociais. Esses são os objetivos da edição especial do Ferramentas de Gestão de São Paulo, Desenvolvimento e Cultura: Conceitos e Práticas para o Gestor Social.

Com inscrições abertas, o curso ocorre nos dias 7 e 8 de novembro, das 9h às 18h, no Instituto Itaú Cultural (Av. Paulista 149, São Paulo), organização que apóia a realização do curso. Com o Ferramentas de Gestão, o GIFE procura atender à crescente demanda por conhecimento e profissionalização das ações desenvolvidas pela iniciativa privada e ONGs na área social. Nesse sentido, os conceitos, e indicadores de Desenvolvimento são fundamentais para o trabalho.

De acordo com o superintendente do Instituto Itaú Cultural, Eduardo Saron, muitos gestores estão no “piloto-automático quanto às premissas e conceitos de desenvolvimento e cultura” que usam para planejar seus projetos sociais. “Assim, seria importante dedicar um tempo para questionar essas idéias e atualizar tais conceitos a partir do que de mais atual se discute nos centros de referência de cada tema”.

Pelo programa, o cursista debaterá quatro pontos básicos durante as aulas: - Desenvolvimento: princípios, histórico do conceito, indicadores e sua utilização, como medir e acompanhar Desenvolvimento em projetos sociais;
- Cultura: princípios, conceitos relacionados (diversidade cultural, complexidade e transversalidade), documentos de referência (como Carta da UNESCO);
- Ferramentas e práticas que ajudem a incorporar as discussões conceituais no cotidiano do gestor social;
- Indicação de referências bibliográficas e caminhos para aprofundamento posterior do aluno nos temas.

Para o gerente de Projetos do GIFE, Fernando Nogueira, o módulo se mostra oportuno, já que “na correria do dia-a-dia, o gestor dificilmente reflete quais as teorias que cada um tem sobre como uma comunidade se desenvolve”. Ele questiona, por exemplo, o que significa dizer que duas cidades têm IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) semelhante ou diferente, de que forma a diversidade cultural favorece ou dificulta um projeto de intervenção social em diferentes territórios.

A sede do Instituto Itaú Cultural fica na Av. Paulista 149, São Paulo (Próximo ao metro Brigadeiro). As inscrições devem ser feitas exclusivamente pelo telefone (11) 3816-1209 ramal 19 ou pelo e-mail: cursos@gife.org.br.

domingo, agosto 10, 2008

A representação das favelas no imaginário social e a "atualização" do "mito da marginalidade"


A. F. Rodrigues / Imagens do Povo


Artigo de Fernando Lannes Fernandes, doutorando do Programa de Pós-Graduação em Geografia/UFRJ, publicado originalmente no site do Observatório de Favelas


O espaço urbano possui uma unidade contraditória, composta pela distinção entre as classes sociais, expressa na organização do espaço. A produção do espaço urbano no contexto capitalista inclui processos espaciais dos quais a segregação é o que mais evidencia as desigualdades sociais e a estruturação de classes.

Na sociedade capitalista – onde o acesso a bens ocorre pela via do consumo – a renda torna-se fator relevante no que tange à distribuição da população na cidade. A habitação é uma mercadoria que se vincula não apenas à sua qualidade material, mas também à sua localização no espaço da cidade. Isso significa que o acesso à renda é determinante para segregação residencial, muito embora outras variáveis, como raça, etnia e religião, também possam influir nesse processo, a depender do contexto sócio-espacial.


Elementos marginais

Na medida em que a renda é uma expressão das relações de classe, verifica-se que a segregação, enquanto resultado da produção capitalista do espaço urbano, é uma manifestação espacial da própria estruturação de classes. Portanto, a diferenciação residencial ocorre nos termos da reprodução das relações sociais, visto que se liga à capacidade de se pagar pela residência. Se a renda interfere na localização, isso acaba por influir, também, no acesso a equipamentos e recursos, que não estão distribuídos eqüitativamente no interior da cidade. Em contrapartida, a diferenciação social produz comunidades distintas, cuja singularidade reflete-se em valores próprios, construídos a partir da maneira com que os indivíduos enfrentam sua realidade. Isso significa que as áreas residenciais formam meios distintos para a interação social.

Os setores dominantes apóiam-se na construção de representações sociais sobre as favelas e seus moradores, incutindo no imaginário social coletivo a idéia que na favela vive a bandidagem e a malandragem, em um suposto contexto de desordem social.

Esses “elementos marginais” viveriam, de acordo com essa imagem construída sobre eles, em condições insalubres de moradia, em favelas que prejudicam e enfeiam a paisagem urbana. Os moradores das favelas são vistos, ainda, como “parasitas” que sugam recursos públicos sem dar retorno, ocupando áreas que poderiam ser utilizadas para fins mais lucrativos e funcionais. A solução apresentada é a erradicação das favelas.


Leia o artigo completo

quarta-feira, maio 14, 2008

Viva o Vale! - Programa de Desenvolvimento Sociocultural do Vale do Jequitinhonha

O Programa de Desenvolvimento Sociocultural do Vale do Jequitinhonha, “Viva o Vale!” é uma iniciativa da Avon no Brasil que aposta na geração de oportunidades de acesso, expressão e produção cultural como opção efetiva para a elevação do Índice de Desenvolvimento Humano.

O principal objetivo é estruturar uma rede capaz de valorizar e preservar a variedade de saberes e tradições existentes nesta que é uma das regiões economicamente menos favorecidas do brasil. A despeito da adversidade, a arte, os sons, os sabores, as cores do trabalho e da criatividade de mulheres e homens são capazes de se reproduzir em cerâmicas, canções e outras manifestações de toda sua inestimável diversidade.

Assista a entrevista com o produtor cultural Kuru Lima na Band Minas acerca do Viva o Vale!2007




Para conhecer o programa