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terça-feira, maio 13, 2014

O Brasil é uma rede de pequenos municípios

Por Alê Barreto
alebarreto@gmail.com



Pois é, o Brasil "parece, mas não é". A imagem que se tem do Brasil no exterior, em sua maior parte, tem como referência as nossas capitais. A grande aglomeração urbana das metrópoles também produz este efeito. Os moradores das capitais acreditam que o Brasil é a representado somente pelas suas capitais. Mas a coisa não é bem assim. A realidade é que a maioria dos municípios brasileiros não são capitais. Temos 27 capitais e mais de 5000 municípios.

Escrevi sobre isso no texto "Boa notícia: 73,3 % dos municípios brasileiros podem se desenvolver dinamizando a cadeia produtiva da cultura" e a minha impressão continua atual como naquela época. No interior, as atividades produtivas, ou seja, aquelas que geram trabalho e renda, continuam concentradas em sua maior parte no extrativismo, agricultura, pecuária, pesca e na indústria relacionada a estes segmentos. No entorno disso, temos o comércio e serviços, que se desenvolve como consequência do crescimento dos setores mencionados.

O que mudou de lá para cá? Muita coisa. Na minha opinião, uma das maiores mudanças em curso, a qual sempre comento em minhas consultorias, aulas e curso, é que cada vez mais as pessoas estão começando a enxergar o seu município para além dos estereótipos.

Vejamos um exemplo. Eu sou gaúcho. Você, que está lendo este texto, de qualquer cidade do Brasil, deve ter uma "imagem" do que seja ser gaúcho. É o que os sociólogos chamam de "representação". Agora, me diga, você realmente acredita que todos os gaúchos que vivem nos mais de 400 municípios do RS, são iguais? Que todos comem carne? Que todos se orgulham da Revolução Farroupilha? Que todos somos brancos e descendentes de europeus? Claro que temos características em comum, mas temos também muitas diferenças. Somos formados por muitos povos. O mesmo acontece com Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Maranhão, Acre, Tocantins, Goiás, Distrito Federal, Minas Gerais, e por aí vai.

Perceber as semelhanças e diferenças está sendo possível com a ampliação da infraestrutura de comunicação, com a ampliação do acesso à educação e com a melhoria da renda.

Outra grande mudança está sendo as cidades entenderem que podem se articular, sem necessariamente dependerem das capitais. Um município do Norte pode se articular com outro do Sul, do Centro-Oeste, etc, sem necessariamente ter que passar pelas capitais.


Imagine quantas redes de produção, circulação, distribuição e consumo de arte, comunicação, cultura e entretenimento são possíveis dentro do Brasil?

O recado é o seguinte: comece a ver o Brasil com mais atenção. O Brasil é uma rede de pequenos municípios.


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Alexandre Barreto, mais conhecido como “Alê Barreto”, é um profissional multifuncional. Administrador de empresas, gestor de pessoas, gerente de projetos, produtor executivo, consultor, criador de conteúdo, professor e palestrante. 
Atualmente é um dos gestores do Grupo Nós do Morro no Rio de Janeiro (RJ) juntamente com a cineasta e roteirista Luciana Bezerra e está em fase de conclusão do MBA em Gestão Cultural na Universidade Cândido Mendes (RJ). Sua monografia é sobre carreira artística e criativa e conta com a orientação da consultora Eliane Costa.   Leia mais

segunda-feira, maio 07, 2012

Começou hoje a série de programas "Criaticidades" no Canal Futura





Por Alê Barreto*
alebarreto@gmail.com




Amigos, hoje assisti o primeiro programa "Criaticidades" no Canal Futura. Trata-se de uma iniciativa muito importante que contribui de forma estratégica com uma nova visão sobre a relação entre criatividade, cultura, arte, produção cultural, gestão cultural, entretenimento, desenvolvimento e espaço urbano.


Questões centrais:


Como a criatividade pode contribuir para o desenvolvimento das cidades brasileiras? 


-  Como criar um ambiente urbano favorável à eclosão da economia criativa? 




Veja a programação:



PROGRAMA 1 – Economia Criativa
No primeiro documentário será apresentado o que é economia criativa, quando surgiu e como este modelo econômico cresceu e gerou novos negócios em todo o mundo. Alguns dos entrevistados deste episódio são o embaixador Rubens Ricupero e o consultor britânico John Howkins.
Exibição: 07/05, às 13h.
Reapresentação: 12/05, às 18h30. 


PROGRAMA 2 - Cidades Criativas
A dinâmica pós-industrial, a globalização, as mídias digitais e a concentração demográfica nas cidades são questões a serem debatidas para buscar caminhos de sustentabilidade. O arquiteto e urbanista Jorge Wilheim e o consultor Charles Landry são alguns dos especialistas que participam da discussão.
Exibição: 14/05, às 13h.
Reapresentação: 19/05, às 18h30.


PROGRAMA 3 – Moda e Design
O programa mostrará como importantes setores da economia já se apropriaram criativamente da valorização dos produtos artesanais e sustentáveis. O documentário conta com o depoimento de profissionais de destaque, entre eles Graça Cabral, da São Paulo Fashion Week, e Ben Evans, do London Design Festival.
Exibição: 21/05, às 13h.
Reapresentação: 26/05, às 18h30.


PROGRAMA 4 – Empreendedorismo
Os conceitos de ousadia e inovação estão ligados ao empreendedorismo. Este documentário apresentará exemplos bem sucedidos em diferentes áreas da economia criativa.  A chef Ana Luiza Trajano e Cezar Vasquez, do SEBRAE/RJ, entre outros especialistas no tema, contam suas experiências.
Exibição: 28/05, às 13h.
Reapresentação: 02/06, às 18h30.


PROGRAMA 5 – Paraty e Paulínia
As duas cidades que buscam o desenvolvimento com foco na criatividade. O programa apresentará a busca de singularidades originando modelos complementares e diversos; o investimento no setor do audiovisual, em Paulínia e em patrimônio e turismo, em Paraty.
Exibição: 04/06, às 13h.
Reapresentação: 09/06, às 18h30.


[Multipliquem em suas redes sociais, blogs, sites e mailings. Este blog recebeu até agora 186.325 visitas e 397.663 visualizações]



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Alê Barreto é formado em Administração com Ênfase em Marketing pela Escola de Administração da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

Suas competências profissionais vem sendo construídas através de sua experiência de vida com artistas independentes, shows nacionais (Acústico MTV Bandas Gaúchas), shows internacionais (Avril Lavigne, Steel Pulse), festivais (Claro que é Rock, "IBest Rock", Live n´ Louder), grupos culturais (Nós do Morro), espetáculos de teatro (Os Dois Cavalheiros de VeronaMachado a 3x4 e Missa dos Quilombos), projetos sociais (Sistematização de Experiências de prevenção à violência contra jovens de espaços popularesRebelião CulturalNós do Morro 20 Anos), redes (Rede Acreana de CulturaRedes e Agentes Culturais das Favelas Cariocas), atividades formativas (Aprenda a Organizar um ShowAprenda a Produzir um ArtistaPresença Digital Saudável), espaços de discussão e reflexão (Observatório Criativo), OSCIP (Observatório de Favelas) e gestão de carreiras artísticas (foi empresário da banda banda Pata de Elefante em 2007 e um dos produtores executivos do disco "Um olho no fósforo, outro na fagulha", um dos melhores discos de 2008, segundo a revista Rolling Stone Brasil).

Escreve com frequência no blog Produtor Cultural Independente, canal de disseminação de informações (saiba mais), é autor do livro "Aprenda a Organizar um Show", colunista da revista Fazer e Vender Cultura e possui diversos textos recomendados na página de cultura e entretenimento do SEBRAE e em trabalhos de graduação e pós-graduação.


Desde de 2010 é aluno do Programa de Estudos Culturais e Sociais da Universidade Cândido Mendes, onde cursa a pós-graduação MBA em Gestão Cultural.

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Alê Barreto é cliente do Itaú.