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quarta-feira, janeiro 05, 2011

Escreva seu livro com o conteúdo inteligente de Laura Bacellar




Por Alê Barreto*
alebarreto@gmail.com


Muitas vezes as pessoas acham que para publicar um livro é preciso apenas escrever o que lhe vier à cabeça e arrumar um produtor que convença uma editora a publicá-lo.

Eu acredito que este pensamento demonstra uma grande falta de informação. Parafraseando Shakespeare: há muito mais coisas entre a vontade de escrever um livro e vê-lo na estante de uma livraria do que julga nossa vã filosofia.

Quem quiser entender mais sobre o processo de produção de um livro, um excelente ponto de partida é o site www.escrevaseulivro.com.br de Laura Bacellar, profissional com ampla experiência no mercado editorial.

Neste site você irá refletir sobre como começar a escrever, como publicar por conta própria e como encontrar editoras. Um conteúdo inteligente através do qual a autora mostra perspectivas realistas sobre a atividade da escrita.

Na minha opinião, leitura obrigatória para quem quer ampliar sua produção textual e para produtores culturais independentes que também querem começar a prestar serviços como agentes literários.



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Alê Barreto (ou Alexandre Barreto) é administrador de empresas, gestor cultural, gestor de pessoas, gerente de projetos, empresário artístico, produtor executivo, consultor, criador de conteúdo, blogueiro, professor e palestrante. Concluiu sua formação em gestão pública em cultura pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e o MBA em Gestão Cultural na Universidade Cândido Mendes (RJ). Gosta de desafios. Isso faz com que esteja aberto a convites, à novas oportunidades e a trabalhar em diferentes lugares. 
Saiba mais

Atualmente reside no Rio de Janeiro, é um dos gestores do Grupo Nós do Morro na comunidade do Vidigal e responsável pela implantação da área de Produção Cultural na Escola de Música da Rocinha.

+55 21 97627 0690 alebarreto@gmail.com

sábado, julho 03, 2010

Edição do livro "Um Outro Pastoreio": uma experiência de micro patrocínio


"Um Outro Pastoreio" - Ilustrações: Indio San


Por Alê Barreto
Administrador, produtor cultural independente e palestrante


Em dezembro do ano passado, falei neste blog pela primeira vez da ideia de micro patrocínio, algo que já é utilizado há muito tempo, mas que em geral as pessoas dão pouca atenção. Se existe micro crédito, porque não pensar também em micro investimento e micro patrocínio?

Pois esta semana recebi uma informação muito bacana sobre isso. Após muito aprendizado e processos criativos, meus amigos Rodrigo dMart e Indio San vão viabilizar a primeira edição de sua novela gráfica de forma independente e estão trabalhando a captação de micro patrocínios.

Gostei muito da campanha de comunicação que eles estão fazendo. Transcrevo abaixo o e-mail deles na íntegra, para que mais pessoas possam aplicar esta interessante ideia.


2010/7/1 dMart


Hola, caros(as) AMIGOS(AS)!

Conto com a tua colaboração para publicar a primeira edição da novela gráfica





"Um Outro Pastoreio", projeto que realizei em parceria com o ilustador Indio San ao longo de 5 anos. E tá lindaço!

Vamos realizar a publicação através de uma "Ação Entre Amigos". E, nesta aventura, você será o "editor/apoiador" desta obra.


O que é a história?

É uma narrativa original, livremente inspirada na lenda do Negrinho do Pastoreio, mais conhecida pela versão do escritor regionalista João Simões Lopes Neto. A história inova ao sincretizar o folclore (a lenda) e a religião (a mitologia afro-brasileira) através da linguagem de arte sequencial.



"Um Outro Pastoreio" fala sobre a procura da esperança e do poder da imaginação.


Como é o projeto?

Traçamos uma perspectiva universal ao mesclar à lenda, elementos da literatura, das artes visuais, da fotografia, da poesia, do teatro de bonecos e das histórias em quadrinhos.



"Um Outro Pastoreio" destina-se ao público juvenil e adulto. É altamemente recomendado para pessoas interessadas em arte, educação, poesia, antropologia, comunicação, folclore, cultura brasileira, design, mitologia, quadrinhos e, é claro, para quem curte boas histórias... ; )


Qual é o formato do livro?

A publicação tem 208 páginas coloridas, formato de 15x23cm, com capa dura e impressão em papel especial. A primeira tiragem será de 1000 exemplares.



Veja a capa e algumas páginas no anexo desta mensagem. Há uma prévia (preview) de 50 páginas da graphic novel "Um Outro Pastoreio" em www.pastoreio.org


E a ação entre amigos?

Precisamos coletar cerca de 200 cotas a R$ 100,00 (cem reais) para financiar esta primeira edição de "Um Outro Pastoreio".


O que você ganha?

Além de colaborar com o projeto dos amigos? E do orgulho de apoiar uma produção independente da cultura brasileira? ; )

A cada cota adquirida (R$ 100,00), você ganha:

> 2 cópias do livro, numeradas e autografadas pelos autores;
> seu nome impresso na folha de rosto (nos agradecimento aos "editores/apoiadores") em todos os exemplares da primeira tiragem;
> os livros serão entregues em sua casa.

E os prazos? Até quando ocorre a ação? E quando eu recebo o livro?

Esta ação vai até o dia 10/07/2010. Você recebe os seus exemplares até o dia 10/08/2010.


Como participar?

Responda este e-mail com seu nome (aquele que irá impresso no livro) e endereço completo. E você receberá as instruções de como efetuar o depósito.


Quais são os nossos contatos?

> Indio San (Everson Nazari) - nazari@dslab.art.br - (11) 9609-2628
> Rodrigo dMart - nolte@terra.com.br - (51) 9175-9694

Outras informações, sobre produção, agenciamento e assessoria de imprensa, você fala com Yara Baungarten - imagina.conteudo@terra.com.br - (51) 9236-7919.

Grato pela atenção. Contamos com a sua participação.

Cordial abraço,

Rodrigo dMart
www.imaginaconteudo.wordpress.com
www.twitter.com/rodrigodmart
www.pastoreio.org
www.myspace.com/thedancigndemons
www.doidivanas.com.br
55 (51) 9175-9694

sábado, outubro 25, 2008

Portas abertas para as produções alternativas



Texto de Larissa Oliveira, Ana Paula Sardá e Ricardo Alexandre G. publicado no site www.dissonancia.com


“(...) Assegurar ao cidadão o pleno exercício do direito de acesso e uso do livro (...)”. É o que propõe a Lei Nº 10.753, ou a Lei do Livro, no seu artigo 1º, parágrafo I, que institui a Política Nacional do Livro, assinada em 30 de outubro de 2003. Contudo, a realidade do país é a de que poucos lêem, já que a média anual é de 1,8 livros por pessoa!

Publicar um livro no Brasil por muito tempo não foi fácil. Para o consumidor, o preço dos livros, proporcionalmente ao salário mínimo, sempre foi assombroso. Para quem produz, a grande questão é se dará ou não lucro significativo, e ainda, a divisão do mesmo entre editor e autor. Mas, antes de tudo, o conhecido dilema de ser necessário o interesse de alguma editora pela obra.

Fora dessa corrente, as ditas editoras independentes surgiram como alternativa para as dificuldades mercadológicas. As propostas são várias: produzir livros baratos, dar espaço para publicação de temas menos comerciais, ou mesmo oportunidade para quem não encontra espaço nas grandes editoras. Em algumas, mediante um orçamento - em que se considera tiragem, número de páginas, tipo de papel, entre outras coisas -, praticamente qualquer um pode publicar.

A Oikos é um exemplo de editora que atinge o público que têm dificuldades para ter sua obra publicada. “Várias pessoas nos pediam apoio logístico e legal na publicação de suas obras, de forma independente, especialmente na revisão, editoração e registro”, diz Erny Mügge, falando da criação da Oikos. Sobre o mercado, Mügge afirma que é difícil autores novos ganharem espaço nas grandes editoras, pois elas precisam vender bem para ter retorno, e os autores desconhecidos vendem pouco, ainda mais se não for feito um amplo trabalho de divulgação, o que custa caro.

A editora se responsabiliza pela diagramação, revisão ortográfica, arte-finalização, fornecimento de ISBN, ficha catalográfica e impressão. Depois de pronto, as informações do livro publicado vão para um catálogo virtual disponível em seu site, funcionando como forma de divulgação. O autor, numa das características do formato editorial independente, quase sempre fica com os direitos autorais das obras e aparece como peça responsável pela distribuição e comercialização das mesmas. “Um dos maiores desafios hoje está na distribuição de livros. Ela representa praticamente 50% dos custos. Isso faz com que o preço final de um livro fique efetivamente caro para o consumidor”, conta Mügge.

Leia o texto na íntegra