Mostrando postagens com marcador criatividade como processo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador criatividade como processo. Mostrar todas as postagens

domingo, janeiro 23, 2011

Criatividade traz grandes resultados




Por Alê Barreto*
alebarreto@gmail.com


Você acha que os resultados de suas criações artísticas e projetos são fruto apenas de talentos com os quais você nasceu? Se devem somente ao estudo acadêmico? A educação que você recebeu de sua família?

É interessante perceber que bons resultados muitas vezes partem de algo aparentemente muito simples: a criatividade. Mas muitas empresas e instituições, públicas e privadas, ainda tem dificuldade de perceber isso.

Na foto acima você está vendo Biz Stone, 36 anos, um americano que nasceu em Boston e foi criado num subúrbio. No início dos anos 90 começou as faculdades de literatura e teatro, mas não concluiu. Trabalhou vários anos como artista gráfico produzindo capas de livros. Quantas pessoas no Brasil você conhece que tem 36 anos, que começaram alguma faculdade e não concluíram e também trabalham com artes gráficas?

Pois é. Ele é um dos fundadores do Twitter.

A revista Pequenas Empresas & Grandes Negócios, de agosto de 2010, publicou uma entrevista feita com ele. Destaco aqui uma das respostas mais instigantes deste americano que foi eleito uma das cem personalidades mais influentes do mundo pela revista Time:

[início da pergunta]

O que é criatividade e como o senhor a aplica no seu dia a dia?

Biz Stone: Criatividade é um recurso renovável. O acesso a ela é inesgotável: todo mundo é criativo. O que é ótimo. De onde você tira e como você acessa esse recurso? Na minha opinião, você é mais criativo na medida em que acumula diferentes experiências. Muitas pessoas permanecem presas a uma forma específica de pensamento e preferem interagir apenas com pessoas do mesmo tipo. Eu acho que, quanto mais amplas forem suas experiências, mais você pode utilizá-las para criar conexões. Você pode ter ideias que não teria normalmente. Gosto muito de viajar e de conversar com pessoas que sejam totalmente alheias ao meu universo. No ano passado, dei praticamente uma volta ao mundo, basicamente para trocar ideias com gente diferente.

[fim da pergunta]

Antes de pensar que um profissional bom é quem "realiza", pense na possibilidade de começar a selecionar pessoas com repertório para trabalharem com produção de arte, comunicação, cultura e entretenimento.


*********************************************************************************



* Alê Barreto é um administrador que gosta de arte, comunicação, cultura e entretenimento. Compartilha conhecimentos e suas experiências. É um profissional que gosta de planejar e de executar. É autor do livro Aprenda a Organizar um Show, primeira publicação livre e gratuita no Brasil sobre a tecnologia de produção de shows.

Recomenda os cursos da Associação Brasileira de Gestão Cultural, o Programa Petrobras Cultural e os projetos do Itaú Cultural.


21-7627-0690 (Rio de Janeiro)




Alê Barreto é cliente do Itaú.

sábado, março 15, 2008

Sugestões para o cultivo e a difusão da Economia da Cultura no Brasil

A montagem, ainda em andamento e em nível nacional, de bases quantitativas e públicas de dados culturais, torna possível o desenvolvimento da economia da cultura, sem reduzi-la a marketing cultural.

Para que ela frutifique mais rápido no Brasil, sugere-se aqui como construir uma fronteira de conhecimento que aproveite achados de outras ciências sociais. Conceitos pouco usados na análise de política cultural (mercado socialmente construído, criatividade como processo, crítica de cultura como compreensiva e situacional, etc.), são articulados com outros recém introduzidos pela economia (cadeias e arranjos produtivos). O objetivo é mostrar como a ótica interdisciplinar pode ampliar e enriquecer a definição legítima e democrática da alçada do governo nessa área de política pública.

Sugerem-se também alternativas para contornar algumas inércias do meio científico-acadêmico que podem retardar a inserção do Brasil em um nicho de ensino e pesquisa até agora limitado a países desenvolvidos.

Leia o artigo na íntegra de autoria do professor e pesquisador José Carlos Durand, apresentado no Seminário Internacional em Economia da Cultura realizado pela Fundação Joaquim Nabuco em parceria com Unesco, Ministério da Cultura do Brasil, Instituto Itaú Cultural, Universidade Federal do Rio Grande do Sul e Fundação do Patrimônio Artístico e Cultural de Pernambuco.

quinta-feira, março 13, 2008

Mercado Cultural e os 25 anos da Casa Via Magia



Nos dias 28, 29 e 30 de março Salvador recebe uma Edição Especial do Mercado Cultural, com o patrocínio da Petrobras, Ministério da Cultura, Secretaria da Cultura - SECULT e Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos – SMARH, do Estado da Bahia.

Com o tema comVivercom, o projeto apresenta uma mostra dos saberes e fazeres em desenvolvimento na comunidade fomentada pelo convívio, conhecimento e práticas da Casa Via Magia, como marco das comemorações dos 25 anos da instituição.

Conheci a Casa Via Magia em dezembro de 2005 e fiquei impressionado com a organização e com as iniciativas de fomento à educação para produção cultural.

A casa Via Magia nasceu em São Paulo em 1982 com o Grupo de Teatro Via Magia. Em 1984o projeto se instalou em Salvador com a fundação da Escola, que inaugurou o trabalho de arte-educação. Em 1991, com a criação da Rede Latinoamericana de produtores culturais, surgiu também o Via Bahia Festival, que marcou a cena da cidade até 1998. Em 1999 aconteceu a Primeira Edição do Mercado Cultural. Em 2004 a Via Magia articulou a primeira edição do Fórum Cultural Mundial, em São Paulo.

Saiba mais sobre a programação