Mostrando postagens com marcador mercado socialmente construído. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador mercado socialmente construído. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, março 24, 2010

A importância do diálogo para planejar ações inteligentes e produtivas no setor cultural




Por Alê Barreto
Administrador, produtor cultural independente e palestrante


Um dos maiores obstáculos atuais para o avanço da organização do mercado cultural brasileiro é a falta de diálogo entre os agentes culturais. Isso ocorre por vários motivos. Vejamos dois deles.


Baixa formação para produção e gestão cultural

Muitos profissionais tem somente a formação prática e muitos possuem uma formação teórica em letras, artes, sociologia, filosofia e comunicação. A falta de conhecimentos em economia, administração, projeto, novas mídias, marketing e gestão de negócios dificulta o entendimento da necessidade de se criar canais de diálogo entre os agentes que atuam no mercado cultural.


Medo da concorrência

Seja por superstição ou por falta de entendimento da dinâmica de um mercado, muitas pessoas acreditam que a melhor maneira de se avançar é evitar falar sobre o que está fazendo ou de suas experiências passadas.


O diálogo

Praticamente todos os avanços que tive em minha carreira ocorreram a partir do momento que percebi que o diálogo é essencial na carreira de um produtor cultural independente.

Por isso, procuro sempre avaliar o meu aprendizado do diálogo através das seguintes perguntas:

- estou mantendo o hábito regular de dialogar com profissionais do setor onde atuo?
- meus diálogos são produtivos?
- o que estou fazendo com as informações que troco nestes diálogos?

Faça o mesmo. Crie seu check list para aprimorar sua capacidade de dialogar e mude a forma de se colocar no mercado cultural.

quinta-feira, fevereiro 04, 2010

1,2 milhão de crianças já foram beneficiadas pelo ensino de música clássica na Venezuela



Alê Barreto
Administrador e produtor cultural independente

Cada vez mais fica evidente que não é possível pensar em desenvolvimento de uma nação sem pensar em educação para a arte. Apesar disso, há muito que se avançar no Brasil neste sentido.

Uma das maneiras de avançarmos é buscarmos sensibilizar gestores públicos de cultura dos municípios e estados para que se pratique o "copyleft", para que se comece a aprender com as práticas bem sucedidas de outros países.

Um bom exemplo disso é "El Sistema", nome como é conhecido o Sistema Nacional de Orquestras Infantis e Juvenis da Venezuela, que desde 1975 (eu já era nascido...) beneficiou 1,2 milhão de crianças venezuelanas com o ensino de música clássica.



Leia a reportagem "O homem que cria orquestras" de Rodrigo Turrer publicada em 29/12/2009 na Revista Época.

terça-feira, dezembro 15, 2009

Está se formando no Brasil a "cadeia de profissionalização da cultura"


Imagem gentilmente copiada do site Social Media de Raquel Recuero

Alê Barreto (produtor cultural independente)
twitter


Recentemente, Kátia de Marco, coordenadora acadêmica do Programa de Pós-graduação em Estudos Culturais e Sociais da Universidade Candido Mendes (UCAM), presidente-fundadora da Associação Brasileira de Gestão Cultural (ABGC), membro da Associação Brasileira de Críticos de Arte (ABCA), subsecretária de Planejamento Cultural de Niterói e coordenadora do projeto Niterói Artes, da Fundação de Arte de Niterói, publicou no blog Acesso um texto falando sobre a profissionalização dos setores culturais e do surgimento de novas demandas formativas requeridas pelas estruturas funcionais das instituições e dos setores de produção artística e cultural.

Segue abaixo o texto na íntegra.


Cadeia de profissionalização da cultura

Por Katia de Marco *





Para traçarmos um breve painel acerca da ativação do processo de profissionalização dos setores culturais e do surgimento de novas demandas formativas em gestão, economia, política e produção na cultura, requeridas pelas estruturas funcionais das instituições e dos setores de produção artística e cultural, e consequentemente aquecidas nos currículos acadêmicos, tomamos emprestado da economia o conceito de “cadeias produtivas”. Consideramos a contribuição dessas estruturas para uma visão sistêmica e holística da instauração de um novo campo de trabalho.

Vivenciamos há três décadas a intensificação de mudanças decorrentes dos processos de globalização econômica e cultural, alicerçados no avanço das tecnologias das redes informáticas e na ampliação gradativa de acessos presenciais e virtuais a esses recursos. Sabemos que o acirramento dessas mudanças se deu, em grande parte, pela paulatina centralidade que a cultura vem assumindo como pedra fundamental do desenvolvimento inclusivo nas sociedades contemporâneas. Se até recentemente a cultura orbitava em segundo plano em torno de segmentos prioritários, hoje ela integra a esfera prima, inserindo-se em estratégias programáticas nos diversos setores sociais, políticos e econômicos.

Em um passado não muito distante, lembramos a concepção da cultura como instância que floresce e atinge sua plenitude em potencialidades desenvolvidas, quando a sociedade em questão obtém resultados positivos em seus índices econômicos e mercados superavitários, como se a liberação dos canais de valorização e de difusão de sua produção cultural, em escalas artesanais e industriais, com profissionalismo, rigor, fundamento e qualidade de conteúdo, estivesse circunscrita aos países ditos desenvolvidos no que se refere à produção de arte, conhecimento e entretenimento. Era como se os países em desenvolvimento ou subdesenvolvidos tivessem prioridades mais prementes para investimentos, relegando a cultura a um segundo plano. Novos paradigmas norteiam essa dinâmica na atualidade. Novos desafios gerenciais eclodem no século XXI.

Configurações inéditas são compartilhadas na esfera de novas dimensões, no usufruto do tempo nas sociedades ocidentais, notadamente no que tange às mudanças demográficas – taxas de natalidade mais controladas e aumento dos índices de expectativa de vida –, passando pelas dimensões rebalanceadas entre trabalho e lazer, e instaurando a incipiente tendência de distensão de jornadas de trabalho presenciais e de valorização da criação como capital humano e bem tangível para as escalas de novos mercados e de consumos nos grandes centros urbanos (Drucker, 2001) . Por meio da trilogia ideária das distâncias encurtadas, do tempo estendido e, sobretudo, dos acessos informacionais multiplicados pela tecnologia, esse quadro lança as bases de uma tendência global. Trata-se de uma correnteza que expande as novas reconfigurações entre cultura, desenvolvimento e sustentabilidade, proporcionando a geração de novas estruturas profissionais balizadas pelo gerenciamento como conhecimento e método para acessar os desafios de todo tipo de escassez e de concorrências de mercados oscilantes e sem fronteiras geográficas.

Quando falamos em formação e em capacitação profissional, indicamos a ampliação do foco para a percepção de que esse é um dos elos de uma corrente da qual propomos tratar mediante uma abordagem metodológica derivada das estruturas rizomáticas das cadeias produtivas setoriais.

Segundo Jean-Paul Rodrigue , uma cadeia produtiva é uma rede de atividades integradas de criação, de produção, de comércio e de serviços, funcionalmente ligadas e interdependentes, desde a transformação de matérias-primas, passando pelos estágios intermediários de produção, até a entrega do produto acabado ao mercado com o objetivo de criação de valor.

Ao partirmos dessa analogia com o conceito de cadeias produtivas, importamos de maneira exígua a compreensão de que cada parte contém o todo e de que o todo é o somatório ativo do equilíbrio de suas partes. Assim, dividimos a cadeia de profissionalização da cultura em quatro segmentos básicos e estruturantes: 1) formação profissional; 2) formação da profissão; 3) formação do conhecimento; e 4) formação do mercado. Neste artigo, vamos sublinhar sinopticamente cada um deles.


Formação profissional

Ao responder a uma demanda real por capacitação acadêmica, a formação profissional deve estar rigorosamente fundamentada na interação entre saberes e ciências afins, mediante a construção de seu objeto científico e a sistematização dos conhecimentos intrínsecos – técnicos e acadêmicos – que a circundam, na busca de filtrar especificidades e de construir métodos próprios, sob a égide da dialética da construção do saber. É mister que esse nicho de formação esteja balizado pela mescla e pelas nuanças oscilantes da união conceitual com a interação da práxis, construída no cotidiano pregresso, enquanto o conhecimento se dá empiricamente como vivências e práticas dispersas, apesar de intensivas, a ponto de gerar e de refletir essas novas configurações profissionalizantes.

Se antes recebíamos, nos cursos de graduação e de pós-graduação que desenvolvemos na Universidade Candido Mendes, em convênio com a Associação Brasileira de Gestão Cultural desde 2001, artistas advindos dos diversos meios de expressão, produtores independentes e coordenadores institucionais de cultura que buscavam afinar o contato com uma linguagem mais técnica e estratégica do mundo dos negócios e dos conceitos sociológicos mais amplos das esferas da cultura, para ampliar suas atuações em suas carreiras ou nos serviços prestados, hoje também recebemos profissionais oriundos de bases formativas de graduação de diversas áreas acadêmicas, com as quais justamente abrimos o diálogo acadêmico e a interação com seus mercados de trabalho. Discorremos sobre administração de empresas, marketing institucional, economia, direito, ciências sociais, museologia, comunicação, contabilidade, além das artes em geral.


Formação da profissão

A formação da profissão é uma construção gerada por seu reconhecimento social e pelo fortalecimento de sua representação associativa, que é consequência da capacitação profissional institucionalizada, considerando que essa etapa avaliza o status formal de um conhecimento. Este, por sua vez, reflete uma demanda preexistente nos mercados de consumo (ideias, produtos e ações) e de trabalho (emprego e necessidades de prestação de serviços), que respondem a uma ativação ou a um potencial de demandas estimuladas em crescimento. No entanto, indo além do que chamamos de formação da profissão, institui-se o amadurecimento desse processo que trata do estágio de “formalização da profissão”. Trata-se de um processo incipiente, em curso, que se reveste de iniciativas e de programas institucionais voltados para a inserção dos profissionais diplomados em universidades no mercado de trabalho. Esse labor especializado contribui efetivamente para o incremento de índices de acesso e de desenvolvimento no Brasil, por meio de ações agregadoras de valores advindos da produção cultural em prol da qualidade de vida nas sociedades, da preservação histórico-cultural das regiões e de segmentos múltiplos que colorem nossa diversidade cultural.


Formação do conhecimento

O elo da cadeia de profissionalização da cultura que reflete a fundamentação teórica dos objetos de estudo e das especificidades de método e de abordagem para acessar os marcos conceituais e os focos de interesse encontrados nos temas correlatos foi tomado emprestado das áreas e das ciências afins. A formação do conhecimento de uma nova área de saber dialoga com áreas irmãs, bebe nas fontes do mundo real e tateia seu campo teórico com radares atentos em captar facetas do conhecimento empírico, da práxis cotidiana e do histórico de percurso da experiência.

A profissionalização e o aprimoramento de um novo campo de trabalho que urge ser construído por novas exigências e expectativas legítimas de uma sociedade e de um tempo histórico em mutação passam pela fundamental etapa de inserção e de imersão acadêmica, tornando-se campo a ser explorado pela pesquisa, pelos métodos científicos e pelas esferas do pensamento. Assim, fortalecido pelo papel desempenhado pelas universidades na sedimentação desse elo da cadeia de profissionalização, esse conhecimento retorna ao mercado de trabalho, por meio de capital humano especializado, para o desenvolvimento de produtos e para a prestação de serviços, revigorando práticas, abrindo janelas perceptivas, aprofundando alicerces de atuações derivadas e promovendo o aquecimento da referida cadeia, apta e fortalecida para cumprir suas funções em prol da otimização dos objetivos e do desenvolvimento pleno almejado.


Formação do mercado

Elo de ponta da cadeia de profissionalização da cultura, o mercado é o termômetro, é o espaço da concretude e das trocas reais, simbólicas e materiais. É nele que ocorre a confirmação ou não das ideias, dos prognósticos e das expectativas. Do mercado retornam as realidades, as vivências, as informações e os índices que refletem, interagem e avaliam todos os outros elos dessa cadeia.

De que vale termos capacitação a contento, reconhecimento das instituições quanto à importância de integração em seus quadros de gestores e de produtores culturais diplomados, acumularmos linhas de pesquisa, publicações e teorias renovadoras, se não tivermos uma resposta positiva desse espaço camaleônico, polêmico e quase imprevisível que é o mercado?

Sabemos que a cultura é e deve ser sempre o campo das utopias. No entanto, a interação com o real põe tudo e todos em seus devidos lugares. Eis aí o gargalo da cadeia de profissionalização, o desafio maior e mais urgente das políticas e das estratégias de ação públicas e privadas para o setor. Vêm desse cadinho experimental as respostas para inúmeros arquétipos, análises e confabulações produzidas nos outros elos da cadeia. Nesse sentido, falamos de três mercados: o de trabalho, o de consumo e o de audiência para produtos, serviços e ações artístico-culturais.

Finalmente, essa realidade começa a ser tateada, dimensionada e analisada por pesquisas fidedignas de instituições como o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), o Ministério da Cultura (MinC), as associações e as universidades. É a partir desse momento que nos deparamos com o grande obstáculo da cadeia de profissionalização: a limitada audiência em contingentes populacionais, de diferenciados perfis etários e de segmentos de classe, para a arte e a cultura em nosso país. Na atualidade, esse estágio da cadeia obstaculiza o desencadeamento processual dos outros elos, na medida em que enfrenta um processo mais lento de absorção social em relação a todo o desenvolvimento já alcançado, em termos quantitativos e qualitativos, pelos outros segmentos. Tanto os fluxos de produção e de distribuição quanto os canais de exibição e de reconhecimento de valor público dos insumos, produtos e serviços culturais, mesmo em processo incipiente de consolidação, encontram-se mais adiante quando comparados às escalas de resultados dos índices reduzidos, desequilibrados regionalmente e com grande concentração social no que se refere aos hábitos e às audiências da população brasileira na fruição e no consumo da arte e da cultura.

Ficamos aqui com o grande desafio de se conferir mais atenção institucional para a ampliação e a formação de públicos, a facilitação ampla dos acessos à arte e à cultura em todo o seu espectro de diversidades e escalas, a formação do olhar e do gosto para os frutos da criação e do espírito humano por meio de programas integrados e contínuos de educação para as artes.


* Cientista social e mestre em Ciência da Arte pela Universidade Federal Fluminense (UFF). É coordenadora acadêmica do Programa de Pós-graduação em Estudos Culturais e Sociais (PECS), da Universidade Candido Mendes (UCAM), onde também atua como professora, pesquisadora e coordenadora acadêmica das pós-graduações lato sensu em Gestão Cultural (MBA), Produção Cultural, Gestão Social (MBA) e Vinho e Cultura. É presidente-fundadora da Associação Brasileira de Gestão Cultural (ABGC) e membro da Associação Brasileira de Críticos de Arte (ABCA). É subsecretária de Planejamento Cultural de Niterói e coordenadora do projeto Niterói Artes, da Fundação de Arte de Niterói. Atua como artista plástica e curadora em artes visuais. Fundou recentemente a editora e-livre.

1. DRUCKER, Peter F. Desafios gerenciais para o século XXI. 4. ed. São Paulo: Pioneira/Thomson, 2001.

segunda-feira, novembro 03, 2008

Conheça o Mapeamento Cultural que a AARCA realiza na zona leste de São Paulo



Conteúdo extraído da newsletter recebida da AARCA

AARCA segue com as inscrições que se encerram em novembro. Projeto, com parceria do Sebrae e patrocínio da Arcelor Mittal, promoverá seminários de empreendedorismo e oficinas técnicas para os artistas selecionados.

Os artistas da zona leste de São Paulo, interessados em promover seus trabalhos, devem se inscrever no “Mapeamento Cultural 2008”, realizado pela AARCA. A iniciativa faz parte do projeto “Feira das Culturas”, que está na sua terceira edição. As inscrições são gratuitas e contemplam diversas áreas, como artesanato, arte-carnavalesca, arte-visuais, dança, gastronomia, literatura, música, teatro, entre outras.

O Mapeamento Cultural criará um banco de dados com os projetos e artistas da região que participarão da seleção para as outras fases do projeto. “O objetivo é encontrar pessoas e locais que produzam ou vivam de sua arte”, comenta Moisés Vilas Boas, músico e fundador da AARCA.

Serão selecionados 152 grupos para participar de seminários e ciclos de capacitação promovidos pela AARCA e pelo Sebrae-SP. Eles ainda terão a oportunidade de divulgar seus trabalhos nas Feiras Livres das Culturas – Flics, que acontecem em praças e locais públicos.

Na etapa final, 51 grupos serão selecionados para participar do festival “Oqdifere” e terão seus trabalhos incluídos no catálogo do projeto “Feira das Culturas”. Esse material é uma ferramenta fundamental para a divulgação dos artistas ao mercado cultural.

A inscrições se encerram no dia 30 de novembro e podem ser feitas pelo site www.aarca.org.br . Nesse endereço também é possível assistir a uma animação feita para a divulgação do Mapeamento Cultural. Quem não tem acesso a internet pode retirar o formulário, com todas as informações necessárias, em uma das 12 subprefeituras da zona leste.

Mais informações pelos telefones: (11) 2917-0757 / 3624-2515.


Mais sobre a AARCA

Fundada em 2003, a Associação de Arte, Cultura e Educação Ambiental – AARCA tem a missão de promover o desenvolvimento das comunidades periféricas da zona leste, da cidade de São Paulo, consolidando a economia da região e fomentando a cidadania por meio da cultura e educação ambiental. A AARCA acredita no associativismo e no potencial do trabalho coletivo para a conquista de realizações sustentáveis.

Site: www.aarca.org.br


Mais sobre a Feira das Culturas

O “Desenvolvimento do Mercado Cultural da Zona Leste de São Paulo - Feira das Culturas - Edição 2008/2009” é um projeto aprovado pelo Programa de Ação Cultural do governo do estado de São Paulo – PAC, conta com a parceria do Sebrae- SP e o patrocínio da Arcelor Mittal, empresa renomada na área siderúrgica.

Em 2005, criou um banco de dados com 457 grupos envolvendo cerca de 2500 artistas. Desse total, foram selecionados os nomes que fizeram parte de um catálogo, apresentado ao mercado e ao público em geral para divulgação dos trabalhos.

Para conhecer um pouco mais do projeto “Feira das Culturas” assista o documentário disponível neste o link . Veja também o vídeo com o Sarau Pantanal realizado para promover o mapeamento. Esse material está disponível aqui

sábado, abril 26, 2008

Eletrocooperativa: empresa social de produção cultural

No Brasil crescem as iniciativas em que produção cultural e sustentabilidade não são conceitos excludentes. Um bom exemplo disso é Eletrocooperativa, uma organização que atende a uma causa social, mas que olha para o mercado. Trabalha a favor de um novo modelo de negócio dentro da sociedade da informação, mais colaborativo, promotor de oportunidades e centrado na evolução humana.



Inaugurada em 2003 na cidade de Salvador (Bahia) e em 2007 em São Paulo (SP), a Eletrocooperativa trabalha com jovens da periferia atividades de Inclusão Digital, Produção Musical, Softwares de Edição e Produção Musical, Técnicas de Estúdio, Teoria Musical, Oficina de Djs, Oficina de Leitura e Escrita, Formação Cidadã, Apoio Psicológico, Empreendedorismo e Cooperativismo, Desenvolvimento do Plano de Vida Individual e Modelo de Geração de Renda.

Leia mais

sábado, março 15, 2008

Sugestões para o cultivo e a difusão da Economia da Cultura no Brasil

A montagem, ainda em andamento e em nível nacional, de bases quantitativas e públicas de dados culturais, torna possível o desenvolvimento da economia da cultura, sem reduzi-la a marketing cultural.

Para que ela frutifique mais rápido no Brasil, sugere-se aqui como construir uma fronteira de conhecimento que aproveite achados de outras ciências sociais. Conceitos pouco usados na análise de política cultural (mercado socialmente construído, criatividade como processo, crítica de cultura como compreensiva e situacional, etc.), são articulados com outros recém introduzidos pela economia (cadeias e arranjos produtivos). O objetivo é mostrar como a ótica interdisciplinar pode ampliar e enriquecer a definição legítima e democrática da alçada do governo nessa área de política pública.

Sugerem-se também alternativas para contornar algumas inércias do meio científico-acadêmico que podem retardar a inserção do Brasil em um nicho de ensino e pesquisa até agora limitado a países desenvolvidos.

Leia o artigo na íntegra de autoria do professor e pesquisador José Carlos Durand, apresentado no Seminário Internacional em Economia da Cultura realizado pela Fundação Joaquim Nabuco em parceria com Unesco, Ministério da Cultura do Brasil, Instituto Itaú Cultural, Universidade Federal do Rio Grande do Sul e Fundação do Patrimônio Artístico e Cultural de Pernambuco.

quinta-feira, março 13, 2008

Mercado Cultural e os 25 anos da Casa Via Magia



Nos dias 28, 29 e 30 de março Salvador recebe uma Edição Especial do Mercado Cultural, com o patrocínio da Petrobras, Ministério da Cultura, Secretaria da Cultura - SECULT e Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos – SMARH, do Estado da Bahia.

Com o tema comVivercom, o projeto apresenta uma mostra dos saberes e fazeres em desenvolvimento na comunidade fomentada pelo convívio, conhecimento e práticas da Casa Via Magia, como marco das comemorações dos 25 anos da instituição.

Conheci a Casa Via Magia em dezembro de 2005 e fiquei impressionado com a organização e com as iniciativas de fomento à educação para produção cultural.

A casa Via Magia nasceu em São Paulo em 1982 com o Grupo de Teatro Via Magia. Em 1984o projeto se instalou em Salvador com a fundação da Escola, que inaugurou o trabalho de arte-educação. Em 1991, com a criação da Rede Latinoamericana de produtores culturais, surgiu também o Via Bahia Festival, que marcou a cena da cidade até 1998. Em 1999 aconteceu a Primeira Edição do Mercado Cultural. Em 2004 a Via Magia articulou a primeira edição do Fórum Cultural Mundial, em São Paulo.

Saiba mais sobre a programação