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quinta-feira, setembro 27, 2012

Assista ao painel 1 do Encontro Internacional Formação em Gestão Cultural, evento que marcou o lançamento do Centro de Pesquisa e Formação do SESC São Paulo






Por Alê Barreto
alebarreto@gmail.com



Este é o vídeo do painel 1 do Encontro Internacional Formação em Gestão Cultural, evento que marcou o lançamento do Centro de Pesquisa e Formação do SESC São Paulo.

O mediador foi o pesquisador José Carlos Duran e os painelistas foram Angel Mestres (Mestrado em Gestão Cultural da Universidade de Barcelona, ES) e o Paulo Cesar Miguez (Programa Multidisciplinar de Pós-Graduação em Cultura e Sociedade da Universidade Federal da Bahia).



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Você sabia que cada vez mais diferentes pessoas desejam realizar  atividades artísticas e 
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O maior acesso à educação, a melhoria do nível de renda e as novas tecnologias de 
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Alexandre Barreto é um profissional multicarreira. É administrador com ênfase em marketing e produtor, graduado pela Escola de Administração da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Trabalhou em grandes empresas, de diferentes segmentos e anos depois começou sua carreira em produção cultural em 2003. No Rio Grande do Sul, trabalhou com artistas independentes, shows nacionais, festivais internacionais e como prestador de serviços da Opus Promoções. Criou em 2006 o blog "Produtor Cultural Independente". Em 2007 foi empresário da banda Pata de Elefante e lançou o livro "Aprenda a Organizar um Show" no portal colaborativo Overmundo, já baixado por mais de 20.000 pessoas.

Gaúcho de Cachoeira do Sul, morou também em Santa Maria, Erechim, Alegrete e Porto Alegre. Mora no Rio de Janeiro desde 2008. Trabalhou como gestor e produtor cultural do Grupo Nós do Morroconsultor do SEBRAE e da Rede Acreana de Cultura, produtor executivo do espetáculo "Missados Quilombos" (Cia Ensaio Aberto) e iniciou um amplo trabalho independente de formação através de cursos e palestras em várias cidades do Brasil. 


Desde janeiro de 2012 é trabalha no Observatório de Favelas como articulador do projeto "Solos Culturais", na favela da Rocinha, uma iniciativa que está formando 100 jovens, com idades entre 15 a 29 anos, de cinco diferentes territórios – Cidade de Deus, Complexo do Alemão, Complexo da Penha, Manguinhos e Rocinha – em produção cultural e pesquisa.


É aluno do Programa de Estudos Culturais e Sociais da Universidade Cândido Mendes (RJ), onde cursa a pós-graduação MBA em Gestão CulturalMinistra aulas sobre produção e gestão cultural em projetos do Itaú Cultural.

Presta serviços também como consultor e prestador de serviços independente.

Entre em contato (21) 7627-0690 alebarreto@gmail.com

segunda-feira, julho 09, 2012

SESC São Paulo lança Centro de Pesquisa e Formação em Encontro Internacional sobre Formação em Gestão Cultural



Por Alê Barreto*
alebarreto@gmail.com


Recebi em junho um e-mail da Juliana Torres, do recém criado Centro de Pesquisa e Formação do SESC São Paulo, com a ótima notícia que estão promovendo um encontro internacional em agosto sobre formação em gestão cultural.

Trata-se de uma ótima oportunidade de conhecer diferentes olhares sobre os diferentes caminhos que a sistematização e compartilhamento do conhecimento em organização da cultura estão percorrendo.


[início do release]

Encontro Internacional Formação em Gestão Cultural - CENTRO DE PESQUISA E FORMAÇÃO – SESC São Paulo

O Encontro Internacional – Formação em Gestão Cultural tem entre seus objetivos discutir a formação para a gestão cultural na atualidade, abordando o tema sob variadas perspectivas e apresentando experiências relevantes de aprendizagem e pesquisa. Para tanto foram convidados a participar representantes de universidades e instituições de diversos países da América Latina e Europa, que possuem cursos na área em questão, oferecendo um panorama atual do ensino e formação para a gestão cultural.

O evento marca o início dos trabalhos do Centro de Pesquisa e Formação que tem como principal intenção promover ações de formação, estudos, pesquisas, metodologias de trabalho e informação, assim como discussões de temas ligados à cultura e à arte, com ênfase na gestão e na mediação culturais.

Programação:

DIA 1 (quarta)
10h às 11h
Abertura

11h às 13h
JEAN-PASCAL QUILÈS (FR) - Observatoire des Politiques Culturelles – Grenoble.


PAULO CESAR MIGUEZ (BR/BA) - Programa Multidisciplinar de Pós-Graduação em Cultura e Sociedade da Universidade Federal da Bahia - UFBA.


13h às 14h30
Almoço

14h30 às 16h30
ANDREA FANTONI (UY) - Centro Latinoamericano de Economía Humana - CLAEH.
DENNIS DE OLIVEIRA (BR/SP) - Especialização em Gestão de Projetos Culturais e Organização de Eventos CELACC - Centro de Estudos Latino-Americanos sobre Cultura e Comunicação Universidade de São Paulo - USP.

KÁTIA DE MARCO (BR/RJ) - Pós-Graduação Lato Sensu em Gestão Cultural - Universidade Candido Mendes - UCAM.

16h30 às 18h30
ALFONS MARTINELL SEMPERE (ES) - Universitat de Girona/Catedra UNESCO.
JOSÉ TEIXEIRA COELHO (BR/SP) - Observatório Itaú Cultural - Curso de Especialização em Gestão Cultural.
ROBERTO GUERRA (CL) - Escuela de Gestores y Animadores Culturales - EGAC.


DIA 2 (quinta)

10h às 12h
JOSÉ LUIS MARISCAL OROZCO (MX) - Instituto de Gestión del Conocimiento y del Aprendizaje en Ambientes Virtuales - Licenciatura en Gestión Cultural.
FERNANDA DELVALHAS PICCOLO (BR/RJ) - Curso Superior de Tecnologia em Produção Cultural - Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro - IFR.
ANDREA COSTA (BR/RN) - Graduação Tecnológica, Tecnologia em Produção Cultural - Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte - IFRN.


12h às 13h30
SOLEDAD GALHARDO e GLEY FABIANO CARDOSO XAVIER (BR/SP) - Especialização em Gestão Cultural: Cultura, Desenvolvimento e Mercado - Departamento de Comunicação e Artes - SENAC.
CARLOS EDUARDO SARMENTO (BR/RJ) - Especialização em Gestão e Produção Cultural - Centro de Pesquisa e Documentação - CPDOC/Fundação Getúlio Vargas - RJ.

13h30 às 15h
Almoço

15h às 16h30
LAURA ROMERO (AR) - Facultad de Arquitectura, Urbanismo y Diseño Universidad Nacional de Mar del Plata - Tecnicatura en Gestión Cultural.
LUIZ AUGUSTO (BR/RJ) - Graduação em Produção Cultural - Universidade Federal Fluminense - UFF.


16h30 às 18h30
ISABEL BABO-LANÇA (PO) - Pós-Graduação em Comunicação e Gestão Cultural (Universidade Lusófona do Porto).
ISAURA BOTELHO e SILVANA MEIRELES (BR/PE) - Especialização em Gestão Cultural Fundação Joaquim Nabuco.
URSULA RUCKER (AR/Buenos Aires) - Presidente da Associação de Gestores Culturais da República Argentina - AgeCultuRA.


DIA 3 (sexta)
10h às 12h
ALBERTO FESSER (ES) - Universidad Europea de Madri - Máster La Fábrica en Ingeniería Cultural.
PATRICK OLIVIER (FR) - Management des Organisations Culturelles - Université Paris 9 - Dauphine.

12h às 13h30
ELENA BORIN (IT) - Dipartimento di Economia Istituzioni Territorio Master - Cultural Management UNIFE.
EDWIN JUNO DELGADO (FR) - Management des Entreprises Culturelles et Industries Créatives Groupe ESC Dijon Bourgogne.
ANGEL MESTRES VILA (ES) - Master en Gestión Cultural - Universitat de Barcelona.

[fim do release]


Entre no site do encontro http://www.sescsp.org.br/sesc/conferencias_new/subindex.cfm?Referencia=7633&ParamEnd=8



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Comemorando a chegada dos meus 40 anos dia 28 de junho de 2012, vou publicar no “Blog do Alê Barreto” partes do meu novo livro "Começar a fazer" e compartilhar informações dos meus trabalhos anteriores.


Texto "Uma viagem que mudou minha vida"


Texto "Lembrei que gostava de música"


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* Alexandre Barreto é um administrador de empresas inovador. Suas competências para criação, estímulo ao trabalho com método, conhecimento, gerenciamento de informações, qualidade, com foco em resultados e responsabilidade socioambiental, têm inspirado muitas pessoas que produzem ações criativas, eventos, projetos culturais, manifestações artísticas e empreendimentos de cultura e entretenimento no Brasil.


É um profissional empreendedor que gosta de estratégia, planejamento, gerenciamento e execução. Incentiva novos profissionais, valoriza as experiências das pessoas e está aberto a  novas propostas e convites.


Aprender, enfrentar desafios com otimismo e bom humor e trabalhar com pessoas de todas as classes sociais são suas marcas pessoais. Saiba mais


(21) 7627-0690 alebarreto@gmail.com

domingo, agosto 07, 2011

Formação de platéia: palestra “A mediação cultural e o público” com José Luís Garcia




Por Alê Barreto*
alebarreto@gmail.com


Uma excelente atividade com entrada franca acontece amanhã no Conselho Estadual de Cultura da Bahia. José Luís Garcia do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa estará falando às 19h sobre "A mediação cultural e o público: metamorfoses e problemas”.


Fonte: http://www.cultura.ba.gov.br/2011/08/05/a-mediacao-cultural-e-o-publico-palestra-de-jose-luis-garcia-dia-0808/


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* Alê Barreto é um administrador e produtor cultural independente. Trabalha com foco na organização e qualificação dos profissionais de arte, comunicação, cultura e entretenimento. É autor do livro Aprenda a Organizar um Show, primeira publicação livre e gratuita no Brasil sobre a tecnologia de produção de shows, escreve para o site Overmundo e para a revista Fazer e Vender Cultura.

Ministra cursos, oficinas, workshops e palestras. Já atuou em capacitação de grupos culturais em parceria com o SEBRAE AC. Presta consultoria e assessoria para artistas, empresas e produtores.

Contato: (21) 7627-0690 Rio de Janeiro - RJ - Brasil


* O blog Produtor Cultural Independente está em atividade desde 2006. Possui mais 700 posts e links de seus conteúdos são enviados para 4.808 pessoas através de redes sociais. Faz parte da Rede Produtor Cultural Independente, uma rede de conteúdos composta pelos blogs Produtor Independente (592 seguidores), Blog do Alê Barreto (55 seguidores), Aprenda a Organizar um Show (32 seguidores) Aprenda a Produzir um Artista (16 seguidores), Encantadoras Mulheres (13 seguidores) e Aprenda a divulgar seu evento (2 seguidores).



Alê Barreto é cliente do Itaú.


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O Produtor Cultural Independente gerencia os perfis das redes sociais da Associação Brasileira de Gestão Cultural (ABGC). Receba informações pelo Facebook e pelo Twitter

sábado, outubro 02, 2010

Produtor Cultural Independente participa da avaliação do "Seminário Internacional Políticas Culturais" na Fundação Casa de Rui Barbosa - RJ

Balanço do Seminário Internacional de Políticas Culturais 2010 from Helena Klang on Vimeo.




Por Alê Barreto*


Assista o vídeo com balanço do "Seminário Internacional Políticas Culturais" na Fundação Casa de Rui Barbosa, RJ, realizado pelos palestrantes e pelo produtor cultural independente Alê Barreto.

Veja também como foi o primeiro, o segundo e o terceiro dia do seminário.


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* Alê Barreto é administrador, produtor cultural e autor do livro Aprenda a Organizar um Show, primeira publicação disponibilizada de forma livre e gratuita no Brasil sobre a tecnologia de produção de shows. Trabalha novos conceitos e oferece serviços diferenciados para empresas, produtores, grupos culturais e artistas. Divulga reflexões sobre seu processo de trabalho no blog Alê Barreto e valoriza encantadoras mulheres.

21-7627-0690 (Rio de Janeiro)
alebarreto@produtorindependente.com

domingo, setembro 26, 2010

Terceiro dia do "Seminário Internacional Políticas Culturais: teorias e práxis" na Fundação Casa de Rui Barbosa no Rio de Janeiro

Abertura Seminário 2010 from Helena Klang on Vimeo.


Vídeo de Helena Klang sobre o Seminário de Políticas Culturais


Por Alê Barreto*


Sexta passada foi o terceiro dia do Seminário Internacional Políticas Culturais: teorias e práxis da Fundação Casa de Rui Barbosa (FCRB). Dei um jeito de resolver minhas atividades profissionais pela manhã para poder assistir integralmente toda a programação da tarde.

Além das novidades que comentei no post anterior, ontem cada participante recebeu dois livros: "Políticas Culturais: reflexões sobre gestão, processos participativos e desenvolvimento" (seminário do ano passado) e "Percepções: cinco questões sobre políticas culturais", publicação com artigos com análises sobre pontos complexos que desafiam a formulação e a gestão de políticas culturais no Brasil contemporâneo.

A primeira conferência foi "Um território híbrido na Maré, RJ: novo território cultural?". Lilian Fessler Vaz mostrou uma análise sobre a Maré (região da periferia do Rio) a partir dos conceitos de hibridação (Nestor Canclini), espaços opacos (Milton Santos) e de espaços de resistência (J. Holston). Fiquei muito interessado em conhecer o Museu da Maré, o Centro de Artes e Cultura Popular da Maré (Quilombo das Artes) e o Grupo de Capoeira Angola Ypiranga de Pastinha coordenado pelo Mestre Manoel.

Uma frase me chamou muito a atenção:

"O pensamento modernista, racionalista, funcionalista tende a privilegiar a divisão e a especialização dos espaços e a rejeitar a mistura de usos e atividades".


A segunda conferência foi "Participação: para pensar políticas culturais no século XXI". Lúcia Maciel Barbosa de Oliveira apresentou um interessante relato sobre ações culturais que estão acontecendo no Centro Cultural da Juventude, equipamento cultural público situado na cidade de São Paulo. Lá estão sendo desenvolvidos dez programas e mais de trinta projetos. A característica marcante é que neste espaço se busca que as pessoas ampliem o seu repertório e sejam também produtoras de cultura. Anotei algumas ações que são desenvolvidas neste espaço: workshop de produção musical com DJ Nato_PK, oficinas de captura e edição final em Final Cut, história em quadrinhos, edição de fotografias como processo criativo, workshop de story board e design para animação, Lady Fest (feminismo jovem radical), mostra de cinema árabe, concurso Drag Contest, semana temática de artes visuais. Tem muito mais do que isso.

A terceira conferência foi "La Fundación Fahrenheit 451: la experiencia de descentralizar la cultura". Nesta apresentação, Sergio Gama mostrou que um trabalho de promoção da leitura e da escrita com jovens de baixa renda na região de Usaquén em Bogotá deu origem a um Festival de Literatura, graças a persistência e um trabalho organizado de articulação com uma rede de 20 bibliotecas, o projeto Poesía Sin Fronteras, Universidades e outros parceiros.

A quarta conferência foi "Pontos de Cultura: pontos para a cidadania e suas territorialidades?", no qual Alba Lúcia da Silva Marinho falou de sua pesquisa sobre Pontos de Cultura na qual buscou entender a prática desta política cultural junto aos grupos e comunidades onde estão inseridos.

A quinta conferência foi "Políticas Culturales y salvaguardia del patrimonio inmaterial en América Latina: enfoques, estrategias y perspectivas". Nela, Loreto Antonia Bravo, consultora em políticas públicas sociais e culturais, iniciou fazendo uma menção as estratégias que permitiram que o movimento das mulheres se fortalecesse em escala mundial: desenvolvimento do ativismo, articulação com políticos e acadêmicos. Com base nisso, projetou cenários para o desenvolvimento das questões relacionadas ao patrimônio imaterial na América Latina, inseridos no contexto dos Direitos Humanos.

A sexta conferência foi "Políticas culturales, democracia y governabilidad: el aporte del patrimonio inmaterial". Eduardo Nivón Bolán, professor da Universidade Autônoma Metropolitana do México, fez um retrospecto histórico do conceito de políticas culturais ao longo da história e fez uma série de observações importantes. Anotei duas: "até 1945 ninguém falava em políticas culturais no mundo" e "ao se falar em políticas culturais e patrimônio imaterial necessitamos refletir sobre as informações contidas no Relatório McBride (também conhecido como "Vozes Múltiplas, Um Sozinho Mundo", documento da Unesco publicado em 1980 e redigido por uma comissão presidida pelo irlandês Seán MacBride, ganhador do prêmio Nobel da Paz)".

Um dos momentos que mais despertou minha atenção foi a hora em que Eduardo citou que no funeral da Frida Kahlo colocaram sobre seu corpo a bandeira do México e a bandeira do partido comunista e que o mesmo fizeram no enterro do escritor Carlos Monsiváis: colocaram sobre ele a bandeira do movimento gay. Ele quis ressaltar com a citação destes fatos a relação existente entre cultura e movimentos sociais.

Por fim, a última conferência do dia foi "Avaliando as políticas culturais do governo Lula". Em sua apresentação, o professor Albino Rubim explicou que está começando uma pesquisa financiada pelo CNPq intitulada "Políticas Culturais no Governo Lula", que ocorrerá no período de 2010 a 2015. Com muito critério, Rubim mostrou os critérios que estão sendo utilizados nesta pesquisa: definição e delimitação do tema, noções envolvidas (política, cultura e políticas culturais), a abrangência, momentos do fazer cultural, complexidade, modalidade do que será analisado, espacialidade, temporalidade, distanciamento e envolvimento.

A independência, a transparência e a ética são preocupações do pesquisador na condução deste trabalho. Segundo ele, o fato de ter uma ligação com o PT não o impede de analisar criticamente ações no campo de políticas culturais que considere que tenham sido equivocadas."O papel da universidade é questionar", afirmou o professor.

Dando sequência, Albino Rubim falou das fragilidades a que está sujeita a pesquisa, da carência de dados e dos parãmetros escolhidos para a análise: enfrentamento de três tradições (tradição das ausências, tradição do autoritarismo e tradição da instabilidade).

Rubim apontou avanços e dificuldades na gestão do Ministério da Cultura dos últimos oito anos, mas encerrou sua fala da seguinte maneira: "desde sua criação em 1985, agora realmente inauguramos um Ministério da Cultura no Brasil".

De minha parte, concordo com o professor Albino: estamos avançando na organização do setor cultural no Brasil.

Quem quiser acessar mais conteúdos sobre o seminário, só acessar o blog

http://culturadigital.br/politicaculturalcasaderuibarbosa


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* Alê Barreto é administrador, produtor cultural e autor do livro Aprenda a Organizar um Show, primeira publicação disponibilizada de forma livre e gratuita no Brasil sobre a tecnologia de produção de shows. Trabalha novos conceitos e oferece serviços diferenciados para empresas, produtores, grupos culturais e artistas. Divulga reflexões sobre seu processo de trabalho no blog Alê Barreto e valoriza encantadoras mulheres.

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sexta-feira, setembro 24, 2010

Segundo dia do "Seminário Internacional Políticas Culturais: teorias e práxis" na Fundação Casa de Rui Barbosa no Rio de Janeiro




Por Alê Barreto*


Ontem foi o segundo dia do Seminário Internacional Políticas Culturais: teorias e práxis da Fundação Casa de Rui Barbosa (FCRB). Auditório lotado.

Desta vez, cheguei um pouco antes do início. Enquanto aguardava o início, conheci a produtora e professora de produção cultural Renata Silencio e me reencontrei com a minha nova amiga Marina Mara, artista de Brasília.

Durante a manhã, uma boa novidade do seminário. A programação cresceu. Havia duas salas com atividades simultâneas. Como tinha que escolher, optei por assistir a programação do auditório.

A primeira conferência foi "Manobras de distensão: vestígios da atuação de grupos e da oficina nacional de dança contemporânea na organização político-cultural da dança no Brasil". Maria Sofia Villas-Bôas Guimarães apresentou uma contextualização histórica da dança cênica no Brasil. Em sua fala ressaltou que no passado a Dança esteve subordinada às Artes Cênicas e que o setor fez um importante movimento de procurar se entender enquanto área. Hoje existe a Câmara Setorial da Dança.

A segunda conferência foi "Lacunas nas ações do Governo Federal para a música no Brasil de 1996 a 2000". O tema foi apresentado por Luís Carlos Vasconcelos Furtado, músico e professor da UFG. Achei interessante que duas lacunas apontadas como falhas do governo federal no período da pesquisa, são distorções que ocorrem pela falta de conhecimento em gestão cultural:

- grande disparidade entre os projetos eventuais e os programas contínuos (necessidade de se constituir e fortalecer programas duradouros e bem estruturados para a área musical);
- grande disparidade entre os valores aplicados em projetos eventuais e em programas contínuos (e a não realização de inúmeros sonhos musicais).

A terceiro conferência foi "Entender o passado, planejar o futuro: a gestão institucional da Funarte", onde Marcelo Gruman apresentou dados sobre o Prêmio Klauss Vianna.

A quarta conferência foi "Avaliação da área de formação em organização da cultura: apenas ações ou uma política estruturada?" apresentada pelo Leonardo Costa, doutorando da UFBA, e que também foi escrito por Ugo Mello e Viviane Fontes. Baixe o artigo. Leonardo Costa fez o prefácio do meu livro "Aprenda a Organizar um Show".

Não vou comentar todas as conferências, pois como falei, a programação era extensa e não foi possível assistir tudo.

Para quem não compareceu, outra excelente novidade do seminário: você pode baixar os artigos do seminário e também conhecer as atividades do Setor de Estudos de Política Cultural da Fundação Casa de Rui Barbosa no endereço

http://culturadigital.br/politicaculturalcasaderuibarbosa


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alebarreto@produtorindependente.com

quinta-feira, setembro 23, 2010

Primeiro dia do "Seminário Internacional Políticas Culturais: teorias e práxis" na Fundação Casa de Rui Barbosa no Rio de Janeiro




Por Alê Barreto*


Ontem foi o primeiro dia do Seminário Internacional Políticas Culturais: teorias e práxis da Fundação Casa de Rui Barbosa (FCRB). Auditório lotado.

Cheguei um pouco atrasado e perguntei para uma colega ao meu lado o que já havia acontecido. "As conferências não começaram ainda". Então me dei conta que somente havia ocorrido uma breve mesa de abertura com representantes do Setor de Estudos de Política Cultural da Fundação Casa de Rui Barbosa, instituição realizadora do seminário, e de representantes do Itaú Cultural, instituição parceira do seminário.

A primeira conferência foi "Política cultural e universidade: diálogos fundamentais". Tendo como ponto de partida a Portaria nº 70, de junho de 2010, assinada pelo ministro Juca Ferreira, lançando o programa Cultura e Universidade, a consultora e pesquisadora Isaura Botelho fez uma explanação da trajetória do diálogo entre os Ministérios da Cultura e da Educação ao longo da história, que segundo suas palavras, "é uma história de um diálogo cheio de problemas estruturais". Apesar desta constatação, Isaura Botelho afirma que "estamos num momento de reinvenção", no qual "diálogo e negociação permanentes são fundamentais" para a cooperação entre os ministérios.

A segunda conferência foi "La planificación cultural desde el enfoque de redes: una mirada a partir de la experiencia de formulación de políticas culturales desde la Universidad de Antioquia. Maria Adelaida Jaramillo mostrou que na Colômbia foram feitos estudos das relações estado/sociedade, considerando planejamento, políticas públicas e complexidade. Esta análise fundamentou o planejamento das políticas culturais através da abordagem de redes, o que permitiu que em todas as políticas do país se trabalhasse com os seguintes campos de intervenção: participação, criação e memória e diálogo cultural.

A terceira conferência foi "Os direitos culturais na constituição brasileira, na qual Bernardo Novais da Mata Machado mostrou um interessante estudo sobre como os direitos culturais aparecem no texto constitucional. Ao longo da apresentação, demonstrou também para o público que a palavra "cultura" assume três significados distintos:

- cultura humana em sentido geral (modo de vida) e universal;
- culturas humanas em sentido geral, mas referente a distintos grupos situados no tempo e espaço;
- cultura como conjunto de atividades intelectuais e artísticas (ciência e arte).

A quarta conferência foi "Integração de políticas culturais: entre ideias de aliança e sistema". Arrancando sorrisos da platéia com seu bom humor nordestino, Francisco Humberto Cunha Filho centrou sua preocupação na questão de que qualquer proposta de aliança e sistema deve ter como base o estado democrático. Segundo ele, há uma diversidade de interpretações do que pode ser democracia. Em função disso, deve-se ter o entendimento de que democracia não é uma "ditadura de maiorias", mas um estado onde se contempla também os direitos das minorias.

Tendo como base estes princípios, Humberto ressaltou que não se pode instaurar integração "por decreto". Mesmo que a constituição permita, nem toda a dimensão de poderes deve ser utilizada se ferir a democracia ou a autonomia.

A quinta e última conferência foi "Territorialização das política culturais no estado da Bahia". Nela Ângela M. de Andrade (Secult-BA) iniciou sua fala ressaltando o surgimento de uma nova geração de gestores culturais na Bahia, manifesta pela presença de dez pesquisadores do CULT no seminário. Na sequência, mostrou que o conceito de território norteou o planejamento das políticas culturais do seu estado, que trabalhou articulado com o Ministério do Desenvolvimento Agrário. Desta forma, foram constituídas "redes" para articulação e mobilização de ações nestas espaços: redes de representantes territoriais de cultura, rede de pontos de cultura, rede de articuladores territoriais e rede de dirigentes municipais de cultura.

Tendo como ponto de partida o ato de "escutar" os agentes e suas respectivas demandas nos territórios, a Secult da Bahia:

- implantou representações territoriais da Secult;
- consolidou o Fórum de Dirigentes Municipais de Cultura da Bahia, que agora virou Associação;
- fortaleceu a gestão municipal de cultura;
- estimulou a institucionalização de grupos artísticos e culturais;
- está criando a lei orgânica da cultura (que institui o Sistema Estadual de Cultural);
- realizou três conferências estaduais de cultura.


Todas as conferências mostraram que a cada ano o setor cultural avança em seu processo de organização. Cada vez mais as pessoas se interessam em estudar e incorporar métodos e conhecimentos científicos às suas atividades no setor cultural.




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sexta-feira, setembro 10, 2010

Festival da Revolução: mais um resultado do método livre "Aprenda a Organizar um Show"


Matéria sobre festival realizado por alunos de Alê Barreto no Acre


Por Alê Barreto*


Recém chegado do Porto Arte Festival, ação cultural realizado na cidade histórica de Porto Acre pelos meus alunos de Rio Branco (AC) em parceria com a Rede Acreana de Cultura (Fundação Municipal de Cultura Garibaldi Brasil, Fundação Elias Mansour, SEBRAE, SESC, IPHAM e SESI), comecei a organizar o material e a clipagem do projeto.

A matéria acima, publicada no jornal O Rio Branco em 03/09/2010, mostra a diversidade de atrações que foram contempladas no festival e algumas reflexões que fiz, das quais destaco:

- atividades culturais podem gerar negócios e contribuir para o desenvolvimento;
- SEBRAE do Acre trabalha o fomento da produção cultural capacitando pessoas envolvidas com ações culturais;
- governos e população da Amazônia devem lançar um novo olhar sobre suas paisagens, recursos naturais, manifestações culturais, usos e costumes.

Clique na imagem e leia a matéria na íntegra.


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* Alê Barreto é administrador, produtor cultural e autor do livro Aprenda a Organizar um Show, primeira publicação disponibilizada de forma livre e gratuita no Brasil sobre a tecnologia de produção de shows. Trabalha novos conceitos e oferece serviços diferenciados para empresas, produtores, grupos culturais e artistas. Divulga reflexões sobre seu processo de trabalho no blog Alê Barreto e valoriza encantadoras mulheres.

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