terça-feira, dezembro 15, 2009

Está se formando no Brasil a "cadeia de profissionalização da cultura"


Imagem gentilmente copiada do site Social Media de Raquel Recuero

Alê Barreto (produtor cultural independente)
twitter


Recentemente, Kátia de Marco, coordenadora acadêmica do Programa de Pós-graduação em Estudos Culturais e Sociais da Universidade Candido Mendes (UCAM), presidente-fundadora da Associação Brasileira de Gestão Cultural (ABGC), membro da Associação Brasileira de Críticos de Arte (ABCA), subsecretária de Planejamento Cultural de Niterói e coordenadora do projeto Niterói Artes, da Fundação de Arte de Niterói, publicou no blog Acesso um texto falando sobre a profissionalização dos setores culturais e do surgimento de novas demandas formativas requeridas pelas estruturas funcionais das instituições e dos setores de produção artística e cultural.

Segue abaixo o texto na íntegra.


Cadeia de profissionalização da cultura

Por Katia de Marco *





Para traçarmos um breve painel acerca da ativação do processo de profissionalização dos setores culturais e do surgimento de novas demandas formativas em gestão, economia, política e produção na cultura, requeridas pelas estruturas funcionais das instituições e dos setores de produção artística e cultural, e consequentemente aquecidas nos currículos acadêmicos, tomamos emprestado da economia o conceito de “cadeias produtivas”. Consideramos a contribuição dessas estruturas para uma visão sistêmica e holística da instauração de um novo campo de trabalho.

Vivenciamos há três décadas a intensificação de mudanças decorrentes dos processos de globalização econômica e cultural, alicerçados no avanço das tecnologias das redes informáticas e na ampliação gradativa de acessos presenciais e virtuais a esses recursos. Sabemos que o acirramento dessas mudanças se deu, em grande parte, pela paulatina centralidade que a cultura vem assumindo como pedra fundamental do desenvolvimento inclusivo nas sociedades contemporâneas. Se até recentemente a cultura orbitava em segundo plano em torno de segmentos prioritários, hoje ela integra a esfera prima, inserindo-se em estratégias programáticas nos diversos setores sociais, políticos e econômicos.

Em um passado não muito distante, lembramos a concepção da cultura como instância que floresce e atinge sua plenitude em potencialidades desenvolvidas, quando a sociedade em questão obtém resultados positivos em seus índices econômicos e mercados superavitários, como se a liberação dos canais de valorização e de difusão de sua produção cultural, em escalas artesanais e industriais, com profissionalismo, rigor, fundamento e qualidade de conteúdo, estivesse circunscrita aos países ditos desenvolvidos no que se refere à produção de arte, conhecimento e entretenimento. Era como se os países em desenvolvimento ou subdesenvolvidos tivessem prioridades mais prementes para investimentos, relegando a cultura a um segundo plano. Novos paradigmas norteiam essa dinâmica na atualidade. Novos desafios gerenciais eclodem no século XXI.

Configurações inéditas são compartilhadas na esfera de novas dimensões, no usufruto do tempo nas sociedades ocidentais, notadamente no que tange às mudanças demográficas – taxas de natalidade mais controladas e aumento dos índices de expectativa de vida –, passando pelas dimensões rebalanceadas entre trabalho e lazer, e instaurando a incipiente tendência de distensão de jornadas de trabalho presenciais e de valorização da criação como capital humano e bem tangível para as escalas de novos mercados e de consumos nos grandes centros urbanos (Drucker, 2001) . Por meio da trilogia ideária das distâncias encurtadas, do tempo estendido e, sobretudo, dos acessos informacionais multiplicados pela tecnologia, esse quadro lança as bases de uma tendência global. Trata-se de uma correnteza que expande as novas reconfigurações entre cultura, desenvolvimento e sustentabilidade, proporcionando a geração de novas estruturas profissionais balizadas pelo gerenciamento como conhecimento e método para acessar os desafios de todo tipo de escassez e de concorrências de mercados oscilantes e sem fronteiras geográficas.

Quando falamos em formação e em capacitação profissional, indicamos a ampliação do foco para a percepção de que esse é um dos elos de uma corrente da qual propomos tratar mediante uma abordagem metodológica derivada das estruturas rizomáticas das cadeias produtivas setoriais.

Segundo Jean-Paul Rodrigue , uma cadeia produtiva é uma rede de atividades integradas de criação, de produção, de comércio e de serviços, funcionalmente ligadas e interdependentes, desde a transformação de matérias-primas, passando pelos estágios intermediários de produção, até a entrega do produto acabado ao mercado com o objetivo de criação de valor.

Ao partirmos dessa analogia com o conceito de cadeias produtivas, importamos de maneira exígua a compreensão de que cada parte contém o todo e de que o todo é o somatório ativo do equilíbrio de suas partes. Assim, dividimos a cadeia de profissionalização da cultura em quatro segmentos básicos e estruturantes: 1) formação profissional; 2) formação da profissão; 3) formação do conhecimento; e 4) formação do mercado. Neste artigo, vamos sublinhar sinopticamente cada um deles.


Formação profissional

Ao responder a uma demanda real por capacitação acadêmica, a formação profissional deve estar rigorosamente fundamentada na interação entre saberes e ciências afins, mediante a construção de seu objeto científico e a sistematização dos conhecimentos intrínsecos – técnicos e acadêmicos – que a circundam, na busca de filtrar especificidades e de construir métodos próprios, sob a égide da dialética da construção do saber. É mister que esse nicho de formação esteja balizado pela mescla e pelas nuanças oscilantes da união conceitual com a interação da práxis, construída no cotidiano pregresso, enquanto o conhecimento se dá empiricamente como vivências e práticas dispersas, apesar de intensivas, a ponto de gerar e de refletir essas novas configurações profissionalizantes.

Se antes recebíamos, nos cursos de graduação e de pós-graduação que desenvolvemos na Universidade Candido Mendes, em convênio com a Associação Brasileira de Gestão Cultural desde 2001, artistas advindos dos diversos meios de expressão, produtores independentes e coordenadores institucionais de cultura que buscavam afinar o contato com uma linguagem mais técnica e estratégica do mundo dos negócios e dos conceitos sociológicos mais amplos das esferas da cultura, para ampliar suas atuações em suas carreiras ou nos serviços prestados, hoje também recebemos profissionais oriundos de bases formativas de graduação de diversas áreas acadêmicas, com as quais justamente abrimos o diálogo acadêmico e a interação com seus mercados de trabalho. Discorremos sobre administração de empresas, marketing institucional, economia, direito, ciências sociais, museologia, comunicação, contabilidade, além das artes em geral.


Formação da profissão

A formação da profissão é uma construção gerada por seu reconhecimento social e pelo fortalecimento de sua representação associativa, que é consequência da capacitação profissional institucionalizada, considerando que essa etapa avaliza o status formal de um conhecimento. Este, por sua vez, reflete uma demanda preexistente nos mercados de consumo (ideias, produtos e ações) e de trabalho (emprego e necessidades de prestação de serviços), que respondem a uma ativação ou a um potencial de demandas estimuladas em crescimento. No entanto, indo além do que chamamos de formação da profissão, institui-se o amadurecimento desse processo que trata do estágio de “formalização da profissão”. Trata-se de um processo incipiente, em curso, que se reveste de iniciativas e de programas institucionais voltados para a inserção dos profissionais diplomados em universidades no mercado de trabalho. Esse labor especializado contribui efetivamente para o incremento de índices de acesso e de desenvolvimento no Brasil, por meio de ações agregadoras de valores advindos da produção cultural em prol da qualidade de vida nas sociedades, da preservação histórico-cultural das regiões e de segmentos múltiplos que colorem nossa diversidade cultural.


Formação do conhecimento

O elo da cadeia de profissionalização da cultura que reflete a fundamentação teórica dos objetos de estudo e das especificidades de método e de abordagem para acessar os marcos conceituais e os focos de interesse encontrados nos temas correlatos foi tomado emprestado das áreas e das ciências afins. A formação do conhecimento de uma nova área de saber dialoga com áreas irmãs, bebe nas fontes do mundo real e tateia seu campo teórico com radares atentos em captar facetas do conhecimento empírico, da práxis cotidiana e do histórico de percurso da experiência.

A profissionalização e o aprimoramento de um novo campo de trabalho que urge ser construído por novas exigências e expectativas legítimas de uma sociedade e de um tempo histórico em mutação passam pela fundamental etapa de inserção e de imersão acadêmica, tornando-se campo a ser explorado pela pesquisa, pelos métodos científicos e pelas esferas do pensamento. Assim, fortalecido pelo papel desempenhado pelas universidades na sedimentação desse elo da cadeia de profissionalização, esse conhecimento retorna ao mercado de trabalho, por meio de capital humano especializado, para o desenvolvimento de produtos e para a prestação de serviços, revigorando práticas, abrindo janelas perceptivas, aprofundando alicerces de atuações derivadas e promovendo o aquecimento da referida cadeia, apta e fortalecida para cumprir suas funções em prol da otimização dos objetivos e do desenvolvimento pleno almejado.


Formação do mercado

Elo de ponta da cadeia de profissionalização da cultura, o mercado é o termômetro, é o espaço da concretude e das trocas reais, simbólicas e materiais. É nele que ocorre a confirmação ou não das ideias, dos prognósticos e das expectativas. Do mercado retornam as realidades, as vivências, as informações e os índices que refletem, interagem e avaliam todos os outros elos dessa cadeia.

De que vale termos capacitação a contento, reconhecimento das instituições quanto à importância de integração em seus quadros de gestores e de produtores culturais diplomados, acumularmos linhas de pesquisa, publicações e teorias renovadoras, se não tivermos uma resposta positiva desse espaço camaleônico, polêmico e quase imprevisível que é o mercado?

Sabemos que a cultura é e deve ser sempre o campo das utopias. No entanto, a interação com o real põe tudo e todos em seus devidos lugares. Eis aí o gargalo da cadeia de profissionalização, o desafio maior e mais urgente das políticas e das estratégias de ação públicas e privadas para o setor. Vêm desse cadinho experimental as respostas para inúmeros arquétipos, análises e confabulações produzidas nos outros elos da cadeia. Nesse sentido, falamos de três mercados: o de trabalho, o de consumo e o de audiência para produtos, serviços e ações artístico-culturais.

Finalmente, essa realidade começa a ser tateada, dimensionada e analisada por pesquisas fidedignas de instituições como o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), o Ministério da Cultura (MinC), as associações e as universidades. É a partir desse momento que nos deparamos com o grande obstáculo da cadeia de profissionalização: a limitada audiência em contingentes populacionais, de diferenciados perfis etários e de segmentos de classe, para a arte e a cultura em nosso país. Na atualidade, esse estágio da cadeia obstaculiza o desencadeamento processual dos outros elos, na medida em que enfrenta um processo mais lento de absorção social em relação a todo o desenvolvimento já alcançado, em termos quantitativos e qualitativos, pelos outros segmentos. Tanto os fluxos de produção e de distribuição quanto os canais de exibição e de reconhecimento de valor público dos insumos, produtos e serviços culturais, mesmo em processo incipiente de consolidação, encontram-se mais adiante quando comparados às escalas de resultados dos índices reduzidos, desequilibrados regionalmente e com grande concentração social no que se refere aos hábitos e às audiências da população brasileira na fruição e no consumo da arte e da cultura.

Ficamos aqui com o grande desafio de se conferir mais atenção institucional para a ampliação e a formação de públicos, a facilitação ampla dos acessos à arte e à cultura em todo o seu espectro de diversidades e escalas, a formação do olhar e do gosto para os frutos da criação e do espírito humano por meio de programas integrados e contínuos de educação para as artes.


* Cientista social e mestre em Ciência da Arte pela Universidade Federal Fluminense (UFF). É coordenadora acadêmica do Programa de Pós-graduação em Estudos Culturais e Sociais (PECS), da Universidade Candido Mendes (UCAM), onde também atua como professora, pesquisadora e coordenadora acadêmica das pós-graduações lato sensu em Gestão Cultural (MBA), Produção Cultural, Gestão Social (MBA) e Vinho e Cultura. É presidente-fundadora da Associação Brasileira de Gestão Cultural (ABGC) e membro da Associação Brasileira de Críticos de Arte (ABCA). É subsecretária de Planejamento Cultural de Niterói e coordenadora do projeto Niterói Artes, da Fundação de Arte de Niterói. Atua como artista plástica e curadora em artes visuais. Fundou recentemente a editora e-livre.

1. DRUCKER, Peter F. Desafios gerenciais para o século XXI. 4. ed. São Paulo: Pioneira/Thomson, 2001.

segunda-feira, dezembro 14, 2009

Senado avalia projeto de lei que diminui a tributação para empresas de produção artística e cultural




Alê Barreto (produtor cultural independente)


Está tramitando no Senado um projeto de lei que diminui a tributação para empresas de produção artística e cultural. Hoje dei uma rápida entrevista para as repórteres Daniele Lessa e Karina Rosemberg , da Rádio Câmara, em Brasília, falando sobre a repercussão da aprovação deste projeto para o setor cultural.

Em função disso, lembrei de compartilhar com todos mais detalhes sobre este projeto, que foi aprovado pela Câmara dos Deputados em outubro.

Então, segue abaixo reprodução na íntegrada da matéria publicada por Mônica Montenegro, no site da Rádio Câmara, em 7 de outubro de 2009 (Telefone (61) 3216-1700E-mail: radio@camara.gov.br).


Câmara aprova tributo menor para produção artística e cultural

As empresas de produção artística e cultural enquadradas no Supersimples voltarão a ter alíquotas de tributação mais baixas. A Câmara aprovou por unanimidade, nesta quarta-feira, projeto que permite que essas companhias sejam tributadas em, no mínimo, 4,5%. Desde o ano passado, quando houve alterações no sistema, o setor passou a recolher seus tributos sobre um índice inicial de 17,5%. Segundo o autor da proposta, deputado Antônio Carlos Mendes Thame, do PSDB paulista, o texto corrige uma distorção surgida quando se criou o micro empreendedor individual e se ampliou o número de empresas que podem aderir ao Supersimples.

"O que ocorreu é que durante este período, desde a aprovação da lei, no finalzinho do ano passado até hoje, quase um ano, o setor artístico não conseguia emitir nota. Ou parou ou deixou de emitir nota, inventou um sistema paralelo para tentar escapar desta tributação que no caso deles é algo expulsatório. Agora, voltando ao normal, certamente vai ficar mais fácil produzir atividades artísticas"

Uma das mudanças no substitutivo aprovado foi a inclusão de produtoras cinematográficas e audiovisuais na mesma faixa de tributação das empresas de produção artística e cultural.

O projeto segue agora para votação no Senado.

Escute a matéria

sexta-feira, dezembro 11, 2009

O método, a leveza, a delicadeza, a capacidade de ouvir e gerar resposta do outro e aprender a priorizar


"Discurso do Método" - Descartes


Alê Barreto (produtor cultural independente)


Depois de apresentar conteúdos relacionados a novas formas de organizar a cultura ("O que são coletivos?", "Coletivo Catraia"), as novas formas de expressão da cultura (video game), eventos culturais (Conferência Livre de Cultura em SP), bibliografias e sugestões de micro patrocínio para captação de recursos, durante este mês de dezembro, vamos pensar mais. Pensar sobre como estão sendo construídos e gestionados nossos arranjos de trabalho na área de produção cultural. Para isso, quero falar um pouco sobre expectativas, método, apresentar falas da professora Heloisa Buarque de Holanda sobre leveza, a delicadeza, a capacidade de ouvir e gerar resposta do outro, priorizar para lidar com o excesso de atividades e sugerir algumas reflexões.


Expectativa

Na medida que vou exercendo minha atividade, percebo que muitas pessoas projetam na figura do produtor cultural o papel de salvador da pátria, assim como se faz com líderes, políticos, etc. Se espera tudo do produtor cultural, mas esta "expectativa" muitas vezes é construída de forma equivocada. Ao invés de se incluir um pouquinho de razão e organização como ingredientes para construção de uma expectativa, as pessoas estabelecem arranjos de trabalho baseados apenas nas suas impressões, que mudam com frequência, de acordo com os seus estados emocionais.

Se você perguntar para qualquer grande artista ou intelectual o que ele espera de um produtor cultural, certamente você ouvirá ele dizer que um produtor cultural

"deve ser comprometido"

"deve dar respostas rápidas"

"deve atender o telefone no primeiro toque"

"deve responder imediatamente todo e qualquer e-mail"

"deve ser flexível, se adaptar a tudo"

"deve gerar resultados"




Método


Minha experiência em grandes empresas, nacionais e multinacionais, acompanhando todas as modas que sucessivamente o mundo corporativo produziu sobre o "perfil ideal" de trabalhador, e há quase sete anos, como empreendedor no setor cultural, tem me ensinado que todas estas exigências, juntas, sem um método, sem planejamento detalhado da dosagem equilibrada, sem se pensar a particularidade de cada situação, somente levam a improdutividade, que gera desgaste das relações humanas construídas no trabalho e, por última instância, a perda de um recurso esgotável e não-renovável que o Universo nos brindou desde que nascemos: o nosso tempo de vida.

Falar em se trabalhar com método no novo mercado de trabalho do setor cultural que está se constituindo no Brasil, onde a maior parte dos contratantes não possuem formação em administração e gestão, pode parecer muita pretensão da minha parte. Digo isso comparando a questão com a minha outra profissão, que é de administrador. A maior parte dos empresários brasileiros (multinacionais não são assim) não possuem formação em administração. Gostam de dizer: "eu não sou administrador e administro o meu negócio. Estou neste ramo há 20 anos". Se a competição neste ramo for pouco agressiva, de fato, não há motivo em se querer investir em contratar pessoas com melhor formação. Mas os tempos são outros e querendo ou não o cenário ano a ano vem se tornando mais competitivo, o que vem mudando esta cultura. Muitos empresários já entendem que, gostando ou não, é melhor contratar alguém que estudou como trabalhar com método, do que alguém que é levado pelas suas emoções e aventuras empíricas.

Uma das maiores vantagens de se trabalhar com método é que ele permite que a gente monitore a variação de nossa própria subjetividade e consiga prosseguir até atingir um resultado.

Então, a minha pretensão é maior do que falar sobre a necessidade de se trabalhar com método. A minha pretensão é continuar construindo minha carreira de trabalho sempre pautada na busca de utilizar o método como ferramenta para conseguir cada vez mais realizar melhor uma ação cultural. E minhas viagens pelo Brasil tem me mostrado que não estou sozinho nessa. Muita gente como eu, que atua há poucos anos na produção cultural, vem pensando em diferentes cidades do Brasil: precisamos trabalhar com método.



Estes dias, li a matéria "O guru do Brasil" que fala da trajetória do consultor Vicente Falconi, citado pela revista Exame como o mais influente especialista do país em gestão de empresas e governos. Toda a matéria reforça a idéia que defendo: o método é essencial para o desenvolvimento de qualquer organização. Nos anos 90, quando trabalhei como assessor técnico de programas de qualidade, ISO 9000, etc, era uma novidade na indústria. Aos poucos, esta noção foi ganhando espaço no setor de serviços. De 1999 a 2001 vivenciei no dia a dia isso, trabalhando em uma empresa do ramo de telecomunicações recém instalada no Brasil por canadenses. Toda esta idéia de se trabalhar com método, para mim, é essencial e urgente para as organizações e os profissionais que atuam no setor cultural.


A leveza, a delicadeza, a capacidade de ouvir e gerar resposta do outro e priorizar para lidar com o excesso de atividades


Mas trabalhar somente com método não é tudo. As organizações militares trabalham com método e nem sempre as pessoas se sentem bem ou felizes com isso. Tenho convicção de que é preciso aliar ao método a leveza, a delicadeza, a capacidade de ouvir e gerar resposta do outro e priorizar para lidar com o excesso de atividades.

Para falar um pouco sobre isso, apresento aqui os vídeos feitos pelo site Nós da Comunicação com a escritora Heloisa Buarque de Hollanda.


Leveza e delicadeza



Capacidade de ouvir e gerar resposta do outro



Priorizar para lidar com o excesso de atividades


Algumas reflexões

Quais são as suas expectativas em relação aos arranjos de trabalho que você constitui? Você acredita que o melhor caminho é aceitar cegamente tudo para se manter no mercado? Já pensou que você também constrói o mercado?

Já pensou que muitas pessoas devem estar procurando pessoas organizadas, que trabalhem com método e que talvez o caminho seja dar mais visibilidade ao que você faz, estar mais disponível e acessível, para que estas pessoas encontrem você?

É possível, com estratégia, comunicação, disciplina, paciência e gratidão, mudar arranjos de trabalho rígidos, em relações baseadas na leveza, delicadeza e produtividade.

Exercite sua capacidade de ouvir e gerar resposta do outro.

Entenda como o excesso de atividades atrapalha sua qualidade de vida e a produtividade do seu trabalho.

terça-feira, dezembro 08, 2009

Micro patrocínio: uma ótima alternativa para viabilizar uma ação cultural




Por Alê Barreto (produtor cultural independente)


Em janeiro deste ano eu elaborei um roteiro básico para auxiliar na captação de recursos. Trata-se de um tema que estará sempre nos acompanhando, pois para termos independência, autonomia, temos que ir pouco a pouco aprendendo a financiar nossas atividades culturais.

Recapitulando:

- o primeiro passo é determinar quanto de dinheiro vamos precisar;
- o segundo passo é compreender que quanto mais alta a quantia a ser captada, mais complexa será a ação de captação de recursos;
- o terceiro passo é pensar qual será o tipo de financiamento: privado ou público?


O idéia do micro patrocínio

Uma boa forma de se buscar recursos na iniciativa privada é o micro patrocínio. É a forma mais elementar e popular de captação de recursos praticada no setor cultural. Muita gente no Brasil faz isso.

O micro patrocínio segue um raciocínio similar ao do micro crédito. No micro crédito, se empresta pequenas quantias de dinheiro. No micro patrocínio, se vende pequenas cotas de patrocínio.

Toda vez que alguém sai oferecendo para amigos e comerciantes conhecidos que coloquem suas logomarcas em materiais de divulgação em troca de "apoios", que são cotas financeiras pequenas, de R$ 10,00, R$ 20,00, R$ 40,00 ou R$ 50,00, na prática está vendendo cotas de micro patrocínio.


A falta de percepção da importância do micro patrocínio

Na página 40 da minha monografia "Modelo de um Sistema de Informações de Marketing para Financiamento da Música", trabalho de conclusão do meu curso de graduação em Administração de Empresas na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, em 2006, mencionei: "(...) Mesmo sendo 98% das empresas existentes, responsáveis por 59% dos postos de trabalho e 20% do PIB do país, as pequenas e microempresas foram muito pouco citadas nas entrevistas. (...) Esta pouca percepção da participação e do potencial de expansão de investimentos das pequenas e microempresas gera um gargalo na busca de recursos financeiros. A oferta de projetos de música aumenta a cada ano, mas crê-se que só há o Estado e as grandes empresas como fontes de financiamento".

Na época da pesquisa, era nítido em Porto Alegre que a maior parte da música independente da cidade contava com apoio direto (leia-se "micro patrocínio") de pequenos empreendedores.


Ative uma rede de micro patrocinadores


- Faça uma relação de todas as pessoas físicas e/ou pequenos empreendedores que podem comprar cotas de micro patrocínio.

- Elabore um planejamento em que fique claro para estes pequenos empreendedores os benefícios que eles irão usufruir ao contribuir com este empreendimento.

- Venda as cotas de micro patrocínio para este público-alvo.

- Cumpra com tudo que você combinar com os micro patrocinadores.

- Apresente um relatório das realizações que foram possíveis graças ao micro patrocínio.

- Mantenha uma comunicação constante com os micro patrocinadores. Construa relacionamentos de médio e longo prazo.

segunda-feira, dezembro 07, 2009

Bibliografias de Produção Cultural - 1




Por Alê Barreto (produtor cultural independente)


Bibliografias de Produção Cultural são posts onde serão disponibilizadas seleções de livros, sites, áudios e vídeos recomendados para quem deseja aprofundar o estudo de produção cultural.


Produção cultural, produção executiva e gestão cultural


Livros




O Avesso da Cena - Notas sobre Produção e Gestão Cultural - destinado àqueles que desejam se familiarizar com o contexto da produção e da gestão cultural e com a dinâmica dos empreendimentos da área. Sua leitura é recomendável aos estudantes dos cursos de produção e gestão cultural, aos artistas e produtores, aos gestores de instituições culturais públicas e privadas e de organizações sem fins lucrativos, bem como aos alunos e profissionais de campos como administração, marketing e comunicação. Autor: Romulo Avelar. Editora: Duo Editorial




Gestão Cultural: profissão em formação - A pesquisa é resultado do mestrado de Maria Helena Cunha, na Faculdade de Educação da Universidade Federal de Minas Gerais. O objetivo da tese foi analisar as questões relativas à constituição do campo da gestão cultural em Belo Horizonte, desde 1980. Seu foco principal foi compreender os processos diferenciados de formação dos gestores culturais, suas trajetórias profissionais e os saberes como referenciais coletivos necessários para atuarem no mercado de trabalho.

Autora: Maria Helena Cunha Editora: DUO Editoral




Guia Brasileiro de Produção Cultural 2007 - Com 295 páginas e dividido em quatro seções principais, o Guia foi planejado para atender aos profissionais da cultura, estudantes e gestores das áreas de comunicação e marketing, entre outros. Esta edição de 2007 traz informações fundamentais sobre planejamento, direitos do autor, projetos e incentivos fiscais, comunicação, produção gráfica, terceiro setor e questões jurídicas, financeiras e internacionais.

Há ainda a seção “Curta Linguagem”, com entrevistas de personalidades do meio; o novo capítulo “Idéias Soltas”, com artigos de destacados profissionais dos diversos campos do conhecimento e um espaço especial destinado aos endereços virtuais de teatros, instituições culturais, gravadoras, secretarias de cultura, entre outros endereços úteis para a classe cultural.

Autores: Edson Natale e Cristiane Olivieri Editora: Zé do Livro




Aprenda a Organizar um Show - um método para produção de shows disponibilizado no site colaborativo www.overmundo.com.br e lançado em meio impresso pela Imagina Conteúdo Criativo. Desde outubro de 2007 mais de 10.000 pessoas já acessaram o conteúdo desta publicação.

Autor: Alê Barreto Editora: Imagina Conteúdo Criativo




Diário de Produção - Relatos, dicas, experiências e casos de quem aprendeu a produção cultural na prática - Livro que convida o leitor a vivenciar um pouco do complexo universo da produção cultural. Este livro não pretende ser um guia com fórmulas de como fazer. O livro dá a exata noção das áreas, da rotina e das responsabilidades que envolvem a produção cultural. Através de relatos de sua experiência, a autora conduz o leitor a conhecer este universo e experimentar várias situações vividas na prática. Uma construção crítica e realista sobre a questão da profissionalização do setor da produção cultural.

Autora: Carla Lobo



Textos


Um bom produtor cultural tem que ser desinibido - matéria "Voz da Experiência: Para Tatiana Zaccaro um bom produtor cultural tem que ser desinibido", publicada por Lauro Neto na seção de educação do Jornal O Globo, 01/09/2009.

Entrevista com o produtor cultural independente Alê Barreto - vídeo onde o produtor Alê Barreto fala sobre sua carreira e sobre o processo de criação do livro "Aprenda a Organizar um Show", um guia prático e direto para planejar e executar espetáculos musicais.

Ter um produtor cultural ou não ter, eis a questão - texto de Alê Barreto publicado no site Overmundo com reflexões sobre a relação entre artistas e produtores.

O que é produção cultural? - anotações de Alê Barreto sobre o conceito de produção cultural, baseado em suas vivências práticas.

Precedentes para uma análise sobre a formação e a atuação dos produtores culturais - artigo apresentado no III Encontro de Estudos Multidisciplinares em Cultura (ENECULT) por Leonardo Figueiredo Costa, doutorando do Programa de Pós-Graduação Multidisciplinar em Cultura e Sociedade da Universidade Federal da Bahia.

Porque fazer produção cultural - texto de Alê Barreto com reflexões sobre os motivos que levam alguém a fazer produção cultural.

Vamos educar pessoas para produção cultural? - texto de Alê Barreto publicado no site Overmundo (www.overmundo.com.br) e no Guia Brasileiro do Mercado da Música 2008/2009, do Instituto Totem Cultural.

Como educar pessoas para produção cultural? - texto de Alê Barreto com sugestões de como se pode educar as pessoas para a atividade de produção cultural.

Começar a trabalhar com produção cultural - texto de Alê Barreto publicado no site Overmundo com reflexões sobre os primeiros tempos de quem começa a atuar na produção cultural.

A Profissionalização dos setores culturais - Artigo de Kátia de Marco, cientista social e mestra em ciência da arte pela Universidade Federal Fluminense, publicado no site da Associação Brasileira de Gestão Cultural. A autora é coordenadora acadêmica do Programa de Pós-Graduação em Estudos Culturais e Sociais da Universidade Candido Mendes.

sábado, dezembro 05, 2009

Conferência Livre de Cultura - I Encontro dos Profissionais da Cultura




Por Alê Barreto (produtor cultural independente)


Segue texto na íntegra da divulgação deste evento.


A Cooperativa Cultural Brasileira, maior cooperativa de cultura do país, realiza, dia 11 de dezembro, no Memorial da América Latina,a Conferência Livre de Cultura – I Encontro dos Profissionais da Cultura. Esta iniciativa vem para ampliar e fortalecer o debate em torno das propostas de mudanças para o setor.

A Conferência tem os objetivos: de promover a discussão dos cinco eixos temáticos indicados para a Conferência Nacional de Cultura (Produção Simbólica e Diversidade Cultural - Cultura, Cidade e Cidadania - Cultura e Desenvolvimento Sustentável - Cultura e Economia Criativa - Gestão e Institucionalidade da Cultura), e, a elaboração de propostas que fomentem o desenvolvimento, profissionalização, organização e regulamentação dos mais variados profissionais da área da cultura.

Representantes da Secretária de Cultura do Estado de São Paulo, do Ministério da Cultura, e entidades ligadas a cultura irão participar do evento organizado pela Cooperativa Cultural Brasileira.

As inscrições estão abertas para interessados no tema e para o público em geral.
Para participar preencha a ficha de inscrição e envie para o e-mail conferencia@coopcultural.org.br até 10/12.


Serviço:

Conferência Livre de Cultura - I Encontro dos Profissionais da Cultura
Data: 11 de dezembro de 2009, sexta-feira
Horário: 8h às 18h;
Local: Memorial da América Latina, Anexo dos Congressistas / Centro Brasileiro de Estudos da América Latina - Portão 13, atrás do Auditório Simon Bolívar - Av. Auro Soares de Moura Andrade, 664 - Barra Funda - São Paulo / SP
Para mais informações:
conferencia@coopcultural.org.br (11) 3828.3447
Blog da Conferência: http://culturadigital.br/coopcultural/

sexta-feira, dezembro 04, 2009

Video-game também é cultura


Cena do filme "Continue?"



Por Alê Barreto
alebarreto@gmail.com


Há um bom tempo eu percebo uma certa resistência na área cultural. Muita gente tem dificuldade de olhar com mais atenção para a cena contemporânea. Muitos acabam utilizando o seu tempo para "enquadrar" as suas percepções em tipologias, do tipo "isso é cultura popular" ou "isso é comercial". Quando o assunto é video-game, a coisa fica mais difícil. Isso porque para muitos é "coisa de alienado", "mero entretenimento". Há os radicais que acusam o video-game de criar nos jovens o hábito de se isolar. 

Assisti no programa "Urbano" do Multishow o documentário Continue?. O filme fala sobre parte do universo do que envolve a cultura do video-game.

Tem também exemplos práticos de contratempos que rolam quando se quer levar um projeto adiante.

Recomendo você assistir. Clique aqui.

quinta-feira, dezembro 03, 2009

Novas formas de organizar a cultura




Por Alê Barreto (produtor cultural independente)



No post anterior, divulguei a entrevista que fiz com os membros do Coletivo Catraia.

Mas você sabe o que é um coletivo de cultura?

Assista a vídeo-blitz do "Desenrola!", dentro do Ciclo Comunicar Cultura, com a participação de alunos da UFRJ e Felipe Silva (Massa Coletiva-SP), editor de web rádio do portal Fora do Eixo, falando sobre o que são os coletivos de cultura.

terça-feira, dezembro 01, 2009

Produtor Cultural Independente entrevista o Coletivo Catraia no Centro Cultural Liga Nóis - Rio Branco/AC



Por Alê Barreto (produtor cultural independente)


Aproveitei o último dia em Rio Branco, capital do estado do Acre, onde ministrei um repasse metológico de gestão em produção cultural, para conhecer a sede do Coletivo Catraia, o Centro Cultural Liga Nóis, que é gestionado em parceria com a CUFA/AC (Central Única das Favelas) e o Centro acreano de Hip Hop.

Para quem não conhece, o Coletivo Catraia é um grupo organizado de pessoas responsável pelo Festival Varadouro. Trabalham articulados com o Circuito Fora do Eixo e divulgam bandas independentes através do selo Catraia Records.




Nesta oportunidade, falei com a Thalyta França e





com a Kaline Rossi, ambas do Coletivo Catraia.





Também falei com Lauro César, integrante da AMUPAC - Associação dos Músicos e Produtores Culturais do Estado do Acre.


Assista ao vídeos e conheça ações organizadas que estão se desenvolvendo no estado do Acre.

O que o Produtor Cultural Independente fez em novembro de 2009


Imagem livre do site www.morguefile.com


Por Alê Barreto (alebarreto@produtorindependente.com)


Novembro foi um mês de novidades e novos horizontes para o Produtor Cultural Independente. Novidades relacionadas à ampliação da produção de conteúdo oferecido no blog e a conexão dos leitores com a cultura produzida em diferentes estados do Brasil.

Como um dos principais alicerces do nosso trabalho é a colaboração, entendemos que é preciso cada vez mais desenvolver ações autônomas, interdependentes e multiplicadoras. Assim o Produtor Cultural Independente deu início à produção de entrevistas. Para inaugurar este novo momento, nada melhor do que dar visibilidade ao trabalho de Marília de Lima, presidente da Cooperativa Cultural Brasileira.

Outra ação importante foi dividir com os leitores impressões sobre três viagens para atividades de educação para gestão e produção cultural. Em Brasília (DF) e Goiânia (GO), tive oportunidade de trocar conhecimentos com as pessoas que estão atuando na cultura na região Centro-Oeste do Brasil. Em Rio Branco (AC), ministrei um repasse metológico de gestão em produção cultural, em parceria com o SEBRAE (AC) e Rede Acreana de Cultura, formada pela Fundação Municipal de Cultura Garibaldi Brasil (Rio Branco), Fundação Elias Mansour, SEBRAE, SESC, IPHAM e SESI. Esta ação foi fundamental para me conectar com as pessoas que estão produzindo cultura na região Norte do Brasil.


Mas um trabalho de longo prazo não vive somente de inovações. Assim, o Produtor Cultural Independente deu continuidade ao compartilhamento de informações que contribuem para organização de uma ação cultural. Falamos sobre cenário político da cultura no país e suas principais transformações em curso: Vale-Cultura, PEC 150, Cultura como Direito Social, Reforma da Lei Rouanet, Sistema Nacional de Cultura, Plano Nacional de Cultura, Fundo Social do Pré-Sal, Simples da Cultura, Fundo Pró-Leitura e Modernização do Direito Autoral. Falamos sobre publicações como o livro “Economia da Cultura: idéias e vivências”, a cartilha "Para fazer RÁDIO COMUNITÁRIA com “C” maiúsculo", o blog "A Arte de Fazer Barulho", o livro "Cadeia Produtiva da Economia do Carnaval" e o documentário "A Essência e o Número". Divulgamos a realização da primeira edição da "Feira da Música do Sul", do Tangolomango (Festival da Diversidade Cultural 2009) e do Seminário Nacional de Economia da Cultura e Extensão Universitária. Procuramos provocar reflexões sobre a escolha de ser um produtor cultural independente e nossa vida, o uso de nosso tempo e como iniciar a atividade de produção cultural.

Por fim, entendemos que um produtor cultural não vive só de pensamentos e teorias. Para isso, divulgamos duas ações culturais independentes bem sucedidas: comunicação da banda Pata de Elefante (RS) e o Bistecão Ilustrado, encontro criado pelo desenhista Kako.


Obrigado pela oportunidade de poder compartilhar todos estes conteúdos e idéias com vocês.


Um grande abraço,

Alê Barreto
Produtor Cultural Independente

sexta-feira, novembro 27, 2009

Lançamento do livro “Economia da Cultura: idéias e vivências”




Por Alê Barreto (produtor cultural independente)


Conforme tenho falado em meus cursos, o setor cultural brasileiro está avançando em seu processo de organização.

Segue na íntegra o release da divulgação de uma nova publicação que está sendo lançada pela Associação Brasileira de Gestão Cultural e editora E-Livre. Estará disponível nos sites: www.gestaocultural.org.br e www.garimpodesolucoes.com.br a partir do dia 1º de dezembro de 2009.


ECONOMIA DA CULTURA EM PAUTA

Ana Carla Fonseca Reis e Kátia de Marco lançam, em 1º de dezembro de 2009, terça-feira, às 19h30, no Instituto Itaú Cultural, em São Paulo, o livro “Economia da Cultura: ideias e vivências”, coletânea de dez artigos de autores renomados, com vasta experiência no campo das artes. A publicação tem textos de Adair Rocha, Ana Carla Fonseca Reis, Carlos Frederico Barros, Cristina Lins, Eliane Costa, Fábio Ferreira, Ivan Lee, José Arnaldo Deutscher, Kátia de Marco, Leandro Valiati, Lia Calabre, Luiz Carlos Prestes Filho, Marcos Mantoan, Paulo Miguez, Sydney Sanches, Tânia Pires, Rita Machado e Heliana Marinho.

O desenvolvimento crescente das indústrias criativas ao redor do mundo em função do surgimento de novas tecnologias de informação e comunicação e da transformação dos mundos do trabalho e do lazer fazem emergir novas responsabilidades para profissionais envolvidos com esta área. Estudos e pesquisas realizadas desde meados do século XX apontam para uma sofisticação do mercado das artes, da cultura e do entretenimento em geral. Todas as tarefas que realizamos fora do âmbito das obrigações de trabalho, familiares e espirituais, compreendem ações voltadas à recuperação da força produtiva. A forma como empregamos este tempo livre em atividades de lazer, também conhecidas como hobbies, é bastante diversa. Alguns investem recursos em música, outros em cinema, outros em artes visuais.

Em “Economia da cultura – idéias e vivências”, os autores se concentram nas atividades do campo das artes. O volume apresenta um panorama abrangente das questões mais relevantes ao debate da indústria do entretenimento no Brasil, passando pelas discussões mais acaloradas como a dos direitos autorais, a da movimentação financeira do setor e de sua contribuição para o produto interno bruto do país, assim como para a geração de divisas em termos de exportações. Os produtos culturais industrializados no país têm uma circulação internacional de altíssima relevância, em especial aqueles do mercado televisivo. As telenovelas realizadas no Brasil são vistas em todo o mundo, divulgando os modos de ser e pensar da população brasileira.

Realizado pela Associação Brasileira de Gestão Cultural (ABGC) com patrocínio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), os artigos defendem uma maior democratização do acesso aos bens culturais, com ênfase no potencial de geração de emprego e renda e aumento do índice de desenvolvimento sustentável das comunidades envolvidas em atividades culturais. O conteúdo será veiculado no site da ABGC com download gratuito a partir do dia 1º de dezembro de 2009 no site www.gestaocultural.org.br, e também poderá ser adquirido em mídia impressa. A publicação é o primeiro lançamento da e-livre, uma das pioneiras entre as editoras brasileiras a incorporar-se ao Kindle, o leitor de livros digitais recentemente disponível no Brasil, com adesão dos principais veículos de mídia impressa nacional.


SERVIÇO:

Lançamento do livro "Economia da Cultura: Idéias e Vivências"

Organizadoras:

Ana Carla Fonseca Reis
Bacharel em administração pública pela Fundação Getulio Vargas de São Paulo, economista, mestra em administração e doutoranda em urbanismo pela Universidade de São Paulo e fundadora da empresa Garimpo de Soluções - Economia, Cultura e Desenvolvimento.

Kátia de Marco
Cientista social e mestra em ciência da arte pela Universidade Federal Fluminense. É coordenadora acadêmica do Programa de Pós-Graduação em Estudos Culturais e Sociais da Universidade Candido Mendes.

Editora: e-livre

Patrocínio: BNDES

Programação de lançamento:

São Paulo

1º de dezembro de 2009, terça-feira, às 19h30min
Itaú Cultural - Sala Vermelha [70 lugares] | Avenida Paulista 149 - Paraíso - São Paulo SP [próximo à estação Brigadeiro do metrô]
Como chegar: http://www.itaucultural.org.br/index.cfm?cd_pagina=2749&map=
informações 11 2168 1777 | atendimento@itaucultural.org.br
entrada franca - ingresso distribuído com meia hora de antecedência

Niterói/RJ
16 de dezembro de 2009, quarta-feira – às 19h
Museu de Arte Contemporânea de Niterói (MAC)
Mirante da Boa Viagem, s/nº. Niterói, RJ
Informações: 21 2620-2400

Rio de Janeiro/RJ
18.12 - sexta-feira – às 18h
Centro Cultural da Justiça Federal
Local: Av. Rio Branco, 241 - Centro - Rio de Janeiro
Tel.: (21) 3261-2552

quinta-feira, novembro 26, 2009

Conheça o Bistecão Ilustrado




Por Alê Barreto (produtor cultural independente)

Aprender a ampliar o olhar é um exercício muito saudável. Nunca entro numas de "não leio a Veja" ou "não assisto a rede Globo". Para mim, se um produtor cultural independente mantém sua mente aberta, cria para si novas possibilidades de aprendizado e de viver a vida de uma forma mais intensa.

No domingo passado, recém chegado em Rio Branco, capital do Acre, lugar maravilhoso onde estou ministrando um repasse metodológico de gestão em produção cultural para grupos culturais deste estado, liguei a TV e pela primeira vez na vida assisti alguns programas do canal Multishow. O primeiro deles foi o Urbano. Excelente. Nele conheci uma experiência extremamente construtiva e criativa: o Bistecão Ilustrado.




Trata-se de um encontro criado pelo desenhista Kako que rola num bar chamado Sujinho, no bairro Consolação em São Paulo. Neste encontro, os ilustradores jantam, conversam e fazem uma das coisas que mais gostam de fazer: desenhar e trocar informações sobre o universo da ilustração.

Fiquei com muita vontade de conhecer mais sobre esta ação cultural independente bem sucedida. Fui para o google. Achei o programa no Youtube:




Achei também um programa falando do Bistecão na Cultura:




Conheça mais esta importante e bem sucedida ação cultural independente. Navegue no vasto material fotográfico e nas memórias do Bistecão através destes links:

http://bistecailustrada.blogspot.com/

http://bistecaoilustrado.wordpress.com/

http://bistecaoilustrado2007.blogspot.com/

http://montalvomachado.com.br/blog/?p=878

http://www.flickr.com/groups/bistecaoilustrado/

quarta-feira, novembro 25, 2009

Conheça o blog "A Arte de Fazer Barulho"




Por Alê Barreto (produtor cultural independente)


Realmente a atmosfera da diversidade cultural do Acre está me levando a caminhos que eu nunca havia imaginado existirem. Um destes caminhos me fez descobrir o blog "A Arte de Fazer Barulho: Elucubrações de um Sound Designer".

Segundo definição do seu criador, Marcio™, o blog é voltado para seus colegas de trabalho (Sound Designers, Engºs. de Gravação, Técnicos de Som, Sonoplastas), interessados em seguir carreira em áudio, músicos envolvidos ou interessados em trilhas sonoras, produção de filmes, comerciais, teatro e programas de TV, para a área de Publicidade, povo de multimídia e finalmente para aficionados no mundo do áudio.

Eu acrescento aqui mais uma categoria de prováveis interessados: produtores culturais indepependentes que necessitem informações sobre áudio.

Sugestão: comece pelo "Manual do Sound Designer".

terça-feira, novembro 24, 2009

O Produtor Cultural Independente começa a aprender com a cultura do Acre




Por Alê Barreto (produtor cultural independente)


Saindo do Rio de Janeiro,




o Produtor Cultural Independente viajou 3.986 km até Rio Branco/AC





para ministrar um repasse metológico de gestão em produção cultural, em parceria com o Sebrae/AC e Rede Acreana de Cultura, formada pela Fundação Municipal de Cultura Garibaldi Brasil (Rio Branco), Fundação Elias Mansour, SEBRAE, SESC, IPHAM e SESI.

A ação visa formar multiplicadores para contribuirem com a capacitação básica em gestão cultural de grupos culturais do estado do Acre.

Duas coisas chamam muito a atenção nesta ação:

- a forma organizada e articulada como Estado do Acre está trabalhando para o desenvolvimento do setor cultural;

- a diversidade cultural do estado do Acre.


No primeiro dia na cidade, Alex de Lima, gestor de projetos culturais do Sebrae/AC, me levou para conhecer alguns espaços de Rio Branco. A Biblioteca da Floresta


Foto: Nattércia Damasceno

é parada obrigatória. Há uma informação muito rica sobre a história cultural do Acre e possui um telecentro muito bacana. Como a biblioteca é um espaço de encontros, tive o prazer de conhecer o jornalista Altino Machado, autor do blog da Amazônia.

Também passei pelo Parque da Maternidade, Fundação Estadual de Cultura Elias Mansour, Casa do Artesão e tive uma reunião muito interessante com a Gestora de Cultura da Fundação Garibaldi Brasil, Eurilinda Figueiredo. Fiquei impressionado com a qualidade das políticas públicas que vem sendo implantadas em Rio Branco desde 2005.

Compartilho com todos vocês o blog do sistema municipal de cultura de Rio Branco, para que possamos todos aprender com esta importante experiência.




Conheçam também mais recente Informativo de Cultura de Rio Branco.

sábado, novembro 21, 2009

Uma cartilha para auxiliar no trabalho de produção de rádio comunitária




Por Alê Barreto (produtor cultural independente)


E pouco a pouco a área de produção cultural melhora sua organização no Brasil. Um bom exemplo disso é a cartilha Para fazer RÁDIO COMUNITÁRIA com “C” maiúsculo, publicada pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), através da Faculdade de Biblioteconomia e Comunicação (Fabico) e do Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Informação (PPGCOM).

A cartilha apresenta um conteúdo muito interessante, em linguagem bem acessível, que abrange noções básicas sobre direito a comunicação, história do rádio, rádios livres, rádios comunitárias no Brasil e como organizar o trabalho em uma rádio comunitária.

Veja o sumário completo:




Destaco aqui o excelente conteúdo do capítulo 7 que fala de "Planejamento e Produção de Conteúdo para Rádio".




Baixe a cartilha completa aqui.


O Produtor Cultural Independente parabeniza a toda equipe responsável pela criação da cartilha:


Para fazer
RÁDIO COMUNITÁRIA
com “C” maiúsculo


Organização: Ilza Girardi e Rodrigo Jacobus

Textos: Bruno Lima Rocha, Carlos Bencke, David Rubbo, Eduardo da Camino, Ilza Girardi, João Ângelo Zanuzzi, Larissa de David, Leandro Belloc, Luís Eduardo Tebaldi Gomes, Natacha Marins, Natália Ledur Alles, Neusa Maria Bongiovanni Ribeiro,
Paulo Ulbrich, Rodrigo Jacobus, Tiago Jucá e Vinícius Bastiani

Revisão geral: Bruno Lima Rocha, Ilza Girardi, Natália Ledur Alles e Rodrigo Jacobus

Revisão técnica: Cida Golin

Normatização e Catalogação: Miriam Moema Loss - CRB 10/801

Edição: Rodrigo Jacobus

Ilustração capa: Rafael Costa

Ilustrações: Rafael Costa, Ivan Vieira e Sylvio Ayala

Colaboração: Diogo Cristofolini e Ivan Vieira (edição de arte), Bruno Lima Rocha e Natália Ledur Alles (edição de texto), rádios A Voz do Morro FM, Quilombo FM, Integração FM, Santa Isabel FM, Coletivos Repórter Popular e Combate Audiovisual
(construção dos conteúdos)

Apoio: Grupo de Pesquisa Comunicação, Economia Política e Sociedade(CEPOS/UNISINOS); Núcleo de Ecojornalistas (NEJ); Revolução de Idéias e Editorial; Gráfica da UFRGS
Realização: Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS): Faculdade de Biblioteconomia e Comunicação (FABICO), Programa de Pós-Graduação em Comunicação e
Informação (PPGCOM); Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária - Rio Grande do Sul (ABRAÇO-RS).

quinta-feira, novembro 19, 2009

Feira da Música do Sul - de 19 a 22 de novembro de 2009 - Novo Hamburgo - RS




Por Alê Barreto (produtor cultural independente)


Era dezembro de 2005 e lá estava eu assistindo shows no Largo Pedro Arcanjo, no Pelourinho, durante a programação cultural do VI Mercado Cultural em Salvador (BA). De repente, encontro Moysés Lopes, músico da Camerata Brasileira, outro gaúcho como eu, que estava em terras soteropolitanas e começamos a conversar. Naquele momento, tivemos o consenso instantâneo de que precisamos levar a idéia de organização do Mercado Cultural para o Rio Grande do Sul. Não tínhamos noção do tempo que levaria para ser concretizado este sonho. Mas nunca desistimos.

De lá para cá, Moysés foi conhecer a Feira da Música de Fortaleza. Eu fui conhecer a Feira da Música Independente de Brasília, mas um sonho sempre este presente em nossos pensamentos: a música do Rio Grande do Sul, em toda sua diversidade, precisava de um espaço organizado para se expandir.

Foram muitas reuniões. Apresentações de propostas. Audiências públicas. Articulações com agentes do poder público. Conseguimos.

Hoje começa a primeira Feira da Música do Sul, que pretende reunir a cadeia produtiva da música do Rio Grande do Sul, de 19 a 22 de novembro, nos pavilhões da Fenac, em Novo Hamburgo.

É importante destacar que esta realização somente foi possível graças a duas grandes articulações:

- o Fórum de Economia da Cultura, coordenado pelo deputado Ronaldo Zülke na Comissão de Economia e Desenvolvimento Sustentável da Assembleia Legislativa do RS;

- e o Fórum Permanente de Música do RS, coordenado pelo músico, produtor e empreendedor cultural Moysés Lopes.

A realização é da GB Produtora e são apoiadores do projeto a Fenac, sede do evento, o Sebrae/RS, a Agência Brasileira de Promoção das Exportações do governo federal (Apex Brasil), a Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE), a Brasil, Música e Artes (BM&A), a Unimed, a Converse e o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). A Feira tem financiamento da Lei de Incentivo à Cultura, do Ministério da Cultura, e patrocínio da Petrobras e Eletrobrás.


Serviço:
O que: Feira da Música do Sul
Quando: 19 a 22 de novembro de 2009
Onde: Pavilhões da Fenac, em Novo Hamburgo
Hora: das 10h às 24h

Veja a programação

quarta-feira, novembro 18, 2009

Labirinto de novembro



Por Alê Barreto (produtor cultural independente)


Labirinto é um post onde são publicadas consultorias gratuitas que são realizadas para algumas questões selecionadas dentre as várias recebidas dos leitores do blog.


Pergunta

Oi Alê Barreto, meu nome é Priscila Ormeneze moro em Londrina – PR, sou uma grande admiradora do seu trabalho. Quero primeiramente parabenizar você pelo livro “Aprenda a organizar um show”. Já tinha interesse nessa área, mas depois que li seu brilhante livro fiquei apaixonada. Desde criança sempre fui para shows só para observar a estrutura e as pessoas que trabalhavam por trás daquilo tudo, ficava imaginando como o responsável por aquele espetáculo estava se sentindo em marcar a vida das pessoas com o seu trabalho, e você me respondeu através do livro... Sente tesão.

Estou no 3° ano do ensino médio e o grande sonho da minha vida é um dia poder passar por todos essas reações, sentir o coração apertado, uma alegra imensurável e adrenalina constante, quero abrir uma agência de produção e evento, mas estou perdida pesquisei sobre o assunto e infelizmente não encontrei nada sobre a formação acadêmica de um produtor executivo, a grande meta que tenho é planejar, administrar e organizar show musical. Com seu livro aprendi passo a passo como obter sucesso com show musical, mas como havia citado não encontrei nada sobre a formação acadêmica, gostaria muito que você me ajudasse a esclarecesse alguma dúvidas:

1°: Não existe formação acadêmica para um produtor executivo?

2°: O que preciso fazer para abrir uma agência de produção e evento (exemplo: formação acadêmica?)

você citou no seu livro que a maioria dos profissionais que estão desempenhando está atividade tornam-se produtores executivos com experiência e prática e como já disse estou no 3° Ano do ensino médio, por onde devo começar para me tornar uma produtora executiva no qual os artistas possam confiar no meu trabalho?

Agradeço desde já por você esta lendo meu e-mail, grande beijo.


Priscila Ormeneze Cardoso, estudante, idade 19, Londrina/PR.



Serviço de consultoria do Produtor Cultural Independente


Cara Priscila:

Fico muito contente que o livro esteja contribuindo com a sua vontade de trabalhar na área cultural.

Vamos às suas questões:


Formação acadêmica para produção executiva: o conhecimento de produção executiva no Brasil, na sua maior parte, está nas áreas de organização de eventos e produção cultural. Procure cursos universitários nestas áreas e consulte o programa das disciplinas, para ver se você irá encontrar conteúdos que sejam úteis à sua formação.


Por onde você deve começar: estou escrevendo um livro sobre este tema. O que posso adiantar a você é recomendar que conheça e estude estes conteúdos:


Um bom produtor cultural tem que ser desinibido

Entrevista com o produtor cultural independente Alê Barreto

Ter um produtor cultural ou não ter, eis a questão

O que é produção cultural?

Porque fazer produção cultural

Como educar pessoas para produção cultural?

Começar a trabalhar com produção cultural


Bom estudo!

Um abraço,

Alê Barreto
Produtor Cultural Independente

segunda-feira, novembro 16, 2009

Seminário amplia a discussão sobre economia da cultura no âmbito acadêmico




Por Alê Barreto (produtor cultural independente)


Segue texto na íntegra do Informativo ProExt Cultura nº17, de 13 de novembro de 2009.





O Seminário Nacional de Economia da Cultura e Extensão Universitária acontece dias 18 e 19 de novembro, na UFRJ - Palácio Universitário do Campus da Praia Vermelha, no Rio de Janeiro. Seu objetivo é incentivar o debate sobre as possibilidades de atuação das universidades no fomento à economia da cultura. A iniciativa é do Ministério da Cultura (MinC) através do Programa de Extensão Universitária (ProExt Cultura) e do Programa de Desenvolvimento da Economia da Cultura (Prodec) em parceria com a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a Secretaria Nacional de Economia Solidária (Senaes/MTE) e o Fórum Nacional de Pró-reitores de Extensão (Forprex).


PROGRAMAÇÃO

Quarta, dia 18

9h - Abertura
(auditório Pedro Calmon)

Participam Profa. Laura Tavares, UFRJ, Presidente do Fórum de Pró-Reitores (ForProex); Fabio Bechara Sanches, Secretário Adjunto da Senaes / TEM; José Luiz Herência, Secretário de Políticas Culturais do MinC e Marcos André Rodrigues de Carvalho, Secretária Estadual de Cultura / RJ.


11h - Mesa redonda "A Universidade e a Economia da Cultura"
(auditório Pedro Calmon)

Possibilidades de atuação da universidade no desenvolvimento de projetos que fomentem a economia da cultura, mais especificamente a formação de gestores e profissionais da área de cultura, a democratização da produção cultural, a gestão de espaços culturais e a sustentabilidade da produção cultural.

Participam Prof. Eugenio Lins (UFBA), Coordenador da área temática de Cultura do ForProex; Juliana Lopes, da Rede de Economia da Cultura e Universidades / MinC; Cláudio Nascimento, da Rede de Educação Cidadã / Presidência da República e Fábio Sá Earp (UFRJ).


14h - Oficina Temática "Incubação e formação de grupos de cultura"
(auditório Pedro Calmon)

Experiências de empreendimentos produtivos ligados a coletivos de artistas e grupos detentores de saberes tradicionais apoiados por projetos ou programas de extensão universitária.

Participam Glenda Gomes Cabral (Projeto Artesãos do Cabo Sto Agostinho - UFPE); Samuel, da Cooperativa Boca do Pano (SP) e Beatriz Sales (Incubadora de Cooperativas Culturais - UnB)

14h - Oficina Temática "Democratização do acesso à produção e à fruição culturais"
(salão Muniz)

Participação de projetos de rádios comunitárias, de cineclubes e de formação de agentes culturais. Tem por objetivo debater a extensão universitária e as possibilidades de produção cultural e de disponibilização de bens culturais às comunidades externas.

Convidados: Antonia Rodrigues, Rádio Comunitária Maria FM / PI; Adriana Facina, do Curso de formação de agentes culturais populares da UFF e Claudius Ceccon, do Centro de Criação de Imagem Popular (Cecip/RJ).

16h - Mesa redonda "Formação de gestores de empreendimentos da área da cultura"
(auditório Pedro Calmon)

Projetos e experiências voltados à formação e à profissionalização do campo da cultura, e o papel da universidade.

Convidados: Luiz Augusto Fernandes Rodrigues (LABAC/UFF); Juliana Nolasco (SPC/MinC); Leandro, do Fórum dos Pontos de Cultura do RJ e Ivan Ferraro, da Associação Brasileira de Festivais Independentes.
18h – Atividade cultural (Teatro de Arena)
Desfile de moda – Coleções Daspu e Dasdoida


Quinta, dia 19

10h - Oficina temática "Gestão de equipamentos culturais"
(auditório Pedro Calmon)

Experiências de participação da universidade na gestão de espaços culturais. Com Antônio Carlos Pinto Vieira, Diretor da Associação Brasileira de Museologia e Diretor do Museu da Maré (RJ); João Vale Neto, Projeto Coque Vive – UFPE e Representante da Zanon, movimento de fábricas ocupadas por trabalhadores (Argentina).

14h - Mesa redonda "Economia da Cultura: políticas públicas e modelos de financiamento"
(auditório Pedro Calmon)

Experiências de Políticas Públicas ligadas às universidades que fomentem iniciativas no campo da economia da cultura.
Participam Prof. Paul Singer, Secretário Nacional de Economia Solidária; Prof. Roberto Dória, UERJ / Faperj; Roberto Nascimento, SEFIC / MinC e Ricardo Henriques, BNDES.

15h30 - Lançamento de livro “Economia da Cultura – idéias e vivências”, de Ana Carla Fonseca Reis e Kátia de Marco (orgs.)
(salão Dourado)

16h - Oficina Temática "A produção cultural da moda"
(Salão Muniz)

Relatos sobre a experiência de produção cultural de produtores de moda. Convidados: Rafael Lern e Gabriela Leite, da Daspu (RJ) e Ronaldo Moreira, da Dasdoida (SP)


16h - Oficina temática "Redes e coletivos de cultura"

(auditório Pedro Calmon)

Experiências de redes e coletivos, artistas e produtores culturais. Tem como tema a cooperação e a sustentabilidade da produção cultural independente.

Convidados: Leoni (Movimento Música para Baixar); Felipe Silva (Circuito Fora do Eixo / Coletivo Massa SP); Ney Piacentini (diretor da Cia Paulista de Teatro) e Newton Goto (Circuitos Compartilhados de Cultura).


VALE A PENA CONFERIR
Durante o Seminário, sete artesãos vinculados a projetos de extensão universitária nos estados do Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Norte terão seus produtos expostos no saguão de acesso ao evento, no Palácio Universitário.

Ana Carla Fonseca Reis e Kátia de Marco lançam o livro Economia da Cultura – idéias e vivências na quinta-feira, dia 19, às 15h50. Trata-se de mais uma realização da Associação Brasileira de Gestão Cultural (ABGC).

Desfile de modas das coleções Daspu e Dasdoida marca o encerramento do primeiro dia de atividades do Seminário. Ambas as grifes tiveram suas origens nos trabalhos de inclusão e cidadania realizados junto a profissionais do sexo (ONG Davida, RJ) e a mulheres atendidas pelo Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) Itapeva, em São Paulo. Quarta, dia 18, às 18h, no Teatro de Arena do Palácio Universitário.

Conheça alguns artigos que relatam experiências de fomento à economia da cultura produzidos no âmbito do ProExt Cultura.

domingo, novembro 15, 2009

Conheça o documentário "A Essência e o Número"


Imagem do documentário "A Essência e o Número"/Fundação Joaquim Nabuco


Por Alê Barreto (produtor cultural independente)


Uma questão estratégica para o desenvolvimento do setor cultural brasileiro é ampliar a criação, difusão, distribuição, comercialização e acesso a conteúdos didáticos sobre gestão, administração e produção cultural, tanto no sentido amplo como no sentido específico.

Um excelente exemplo deste conteúdo é o documentário "A Essência e o Número", que vem junto com o livro "Economia da Cultura", lançado pela editora Massangana, da Fundação Joaquim Nabuco, organizado por Isabel Cribrari. O livro é resultado do Seminário Internacional em Economia da Cultura, realizado pela Fundação Joaquim Nabuco (Recife) de 16 a 20 de julho de 2007, fruto de uma parceria com a Unesco, Ministério da Cultura do Brasil, Instituto Itaú Cultural, Universidade Federal do Rio Grande do Sul e Fundação do Patrimônio Artístico e Cultural de Pernambuco.

Este documentário, assim como o livro, é rico em reflexões, elaboradas pelos pesquisadores Sérgio Sá Leitão (professor da Universidade Cândido Mendes), Jurema de Souza Machado (Coordenadora de Cultura da Unesco), Luis Carlos Prestes Filho (professor da Associação Brasileira de Gestão Cultural), Octavio Getino (Cineasta), Heloísa Buarque de Hollanda (professora da UFRJ), Cristina Lins (coordenadora técnica e pesquisadora do IBGE), Françoise Benhamou (professora e pesquisadora das universidades de Rouen e Sorbonne), Carlos Alberto Dória (doutor em sociologia pelo IFCH - Unicamp), Henilton Menezes (gerente de cultura do BNB), Alessandra Meleiro (Presidente do Instituto Iniciativa Cultural), Ana Carla Fonseca Reis (economista, pesquisadora e consultora internacional), José Carlos Durand (sociólogo, doutor e pesquisador do Grupo Focus/Unicamp), Eduardo Saron (Superintendente de Atividades Culturais - Itaú Cultural), Jean Roger Galard (filósofo e ensaísta), Frederico Barbosa (pesquisador IPEA) e Danilo Santos de Miranda (diretor regional do SESC SP).


Tenho exibido este documentário durante a realização do curso "Aprenda a Organizar um Show", pois priorizo que meus alunos ouçam as reflexões destes importantes pensadores da cultura brasileira.


Para adquirir o DVD, é preciso comprar o livro.


Entre em contato com

Editora Massangana e Livraria Estevão Pinto
Av. 17 de Agosto, 2187
Casa Forte – Recife – Pernambuco – Brasil
CEP 52061-540
Telefone: (81) 3073.6321
Fax: (81) 3073.6319
E-mail: editora@fundaj.gov.br