sábado, novembro 14, 2009

O Produtor Cultural Independente pergunta: como você está usando o seu tempo?


Um Homem Precisa Viajar ("Mar Sem Fim", Amyr Klink)


Por Alê Barreto (produtor cultural independente)

Esta semana estive em Brasília/DF (ver post anterior) e em Goiânia/GO ministrando o curso Aprenda a Organizar um Show, a arte de proporcionar o encontro das pessoas com a música. Foram quatro dias intensos de debates, diálogo, troca de saberes, escuta e reflexões. Quatro dias que mudaram muito a minha vida. Foi muito bom compartilhar sonhos com sotaques diferentes.

Estar fora do Rio de Janeiro, longe de casa e das minhas outras atividades profissionais durante este período, em espaços diferentes, com gente diferente, em contato com a riqueza da diversidade humana e cultural do Brasil, me fez refletir sobre a importância de viajar, de provocarmos deslocamentos para ver nossa vida sob pontos de vista diferentes. Estou até agora pensando sobre a importância de aprender mais sobre o meu ritmo, a hora de acelerar, a hora de desacelerar. Como organizo o meu tempo, como distribuo minha atenção para as minhas prioridades e como posso realizar mais.

Aproveite este final de semana para assistir este vídeo do Amyr Klink.

Como suas ações culturais podem avançar? Como você está usando o seu tempo? Você está dando atenção para as suas prioridades?

terça-feira, novembro 10, 2009

Tá rolando o curso "Aprenda a Organizar um Show" em Brasília


Capa do livro Aprenda a Organizar um Show/Ilustração: Everson Nazari


Por Alê Barreto (produtor cultural independente)


Saindo do Rio de Janeiro,




o Produtor Cultural Independente viajou 1148 km até Brasília



para ministrar o curso "Aprenda a Organizar um Show", no Centro de Estudos da UNACON.


A metodologia deste curso é inspirada em quatro fontes que alimentam o meu trabalho como produtor cultural independente:

- a busca e o compartilhamento da autonomia;

- os ensinamentos do anarquista Roberto Freire, do educador Paulo Freire e pessoas que acreditaram e acreditam que as mudanças são possíveis;

- a vontade de estar perto da música e de aprender com as pessoas;

- 7 anos de experiência como produtor cultural independente.


Partindo do princípio que aprender a organizar um show é a arte de proporcionar o encontro das pessoas com a música, passamos boa parte do primeiro dia trocando saberes:

- O que é produção executiva

- Quem pode fazer

- Responsabilidade

- Etapas da produção de um show

- Cronograma de Atividades

- A equipe

- Necessidades de produção (músicos/técnicos, infraestrutura e equipe de produção)

Proposta de show
Transporte
Receptivo
Acompanhamento
Hospedagem
Alimentação
Palco, Som e Luz
Passagem de som e camarim
Credenciamento

- Informações para produtores da equipe de produção

- Noções de direitos autorais

- Divulgação

- Custos e sustentabilidade


A turma tem administrador, publicitário, estudante de pós-graduação em eventos, relações públicas, produtor de audiovisual, funcionário público, profissional que atua na área de meio ambiente, estudante de cinema, jovens do ensino médio, jornalista, filósofo, produtora cultural, estudante de design gráfico e professor de cidadania!


Esta diversidade de pessoas que estão buscando capacitação para atuarem na área cultural confirma três importantes tendências:

- as pessoas no mundo inteiro cada vez mais querem buscar trabalhar no que realmente gostam;

- cresce no mercado cultural brasileiro, principalmente no independente, a preocupação com a capacitação, formação e qualificação profissional para atuar na produção cultural;

- as pessoas que estão atuando no mercado cultural estão buscando reciclar os seus conhecimento.

sábado, novembro 07, 2009

Alegria, criatividade e qualidade artística são fatores que contribuem para vencer modismos e paradigmas




Por Alê Barreto (produtor cultural independente)

A Pata de Elefante é uma banda que há anos vem crescendo no cenário musical brasileiro, desafiando os modismos e afirmando-se como um dos principais grupos musicais em atividade no país.

Este ano foram escolhidos como melhor banda instrumental no VMB 2009 da MTV, estão fazendo shows por todo o país, conquistando importantes espaços em São Paulo e preparando-se para o lançamento do terceiro disco em 2010.

Fiz esta breve introdução para contextualizar a questão que segue.

Muitas pessoas acham que não vale a pena fazer música instrumental, pois "as pessoas não cantam", a música não vai para rádio e por isso é mais difícil de ser reconhecido e desenvolver uma carreira artística.

Assistam o clipe da música "Um Olho no Fósforo, Outro na Fagulha", e vejam que excelente resposta a Pata de Elefante dá a esta pergunta.


sexta-feira, novembro 06, 2009

Participe do Tangolomango: Festival da Diversidade Cultural 2009


Visite o site do festival


Por Alê Barreto (produtor cultural independente)



Recebi este e-mail da equipe da Tangolomango



2009/10/29 Cláudia Duarte

Caros amigos,
Gostaríamos muito de poder contar com a presença de vocês!
E agradecemos a sua divulgação.

Um abraço da equipe do Tangolomango.




Para mim é um prazer colaborar com esta ação cultural. Clique no flyer abaixo para saber como chegar no Circo Voador (RJ) no próximo domingo.

quinta-feira, novembro 05, 2009

Lançamento do livro "Cadeia Produtiva da Economia do Carnaval"




Por Alê Barreto (produtor cultural independente)


Segue texto na íntegra publicado no site do Nós da Comunicação no dia 04/11/2009.



Livro revela em detalhes a cadeia produtiva do carnaval carioca

Marcos Moura

Será lançado nesta quinta-feira, 5 de novembro, Dia Nacional da Cultura, no Centro de Referência do Artesanato Brasileiro, o livro "Cadeia produtiva da economia do carnaval". A obra é resultado de uma parceria da Associação Comercial do Rio de Janeiro (ACRJ) com o Sebrae/RJ e o Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (Ecad).

A publicação tem 272 páginas com gráficos, mapas, fluxogramas e tabelas, apresentando uma radiografia da indústria do carnaval do Rio de Janeiro, que movimenta R$ 1 bilhão a cada ano. O livro foi coordenado pelo Núcleo de Estudos de Economia da Cultura da PUC-Rio, sob a orientação de Luiz Carlos Prestes Filho. A organização dos elos da cadeia de suprimento da folia carioca contou com a colaboração de profissionais de várias áreas, como política tributária, economia, direito de propriedade intelectual, estatística, sociologia, comunicação, economia da cultura e carnaval.

O lançamento da obra será no Centro de Referência do Artesanato Brasileiro, localizado na Praça Tiradentes, 71, centro do Rio de Janeiro, às 19 horas. O preço do livro é R$ 175, mas, durante o evento, poderá ser comprado por R$ 140. Mais informações pelo telefone (21) 2212-7971.


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Saiba mais

Assista o vídeo da conferência realizada pelo pesquisador Luiz Carlos Prestes Filho durante o Seminário Internacional em Economia da Cultura realizado de 16 a 20 de julho de 2007 na Fundação Joaquim Nabuco.
Baixe o texto em PDF.

quarta-feira, novembro 04, 2009

Semana da Cultura no Congresso Nacional

e


Por Alê Barreto (produtor cultural independente)


Segue texto na íntegra publicado no site do MinC dia 03/11/2009.


Todos pela Cultura
Começa nesta quarta-feira, dia 4, a Semana da Cultura no Congresso Nacional
Em comemoração ao Dia Nacional da Cultura tem início nesta quarta-feira, 4 de novembro, a Semana da Cultura no Congresso Nacional. Às 14h, no Hall da Taquigrafia da Câmara dos Deputados (Anexo II), o ministro da Cultura, Juca Ferreira, participa do Ato Cultural. Na ocasião, haverá o lançamento do Projeto Cinema da Cidade, para municípios entre 20 e 100 mil habitantes que ainda não tem.

Na quinta-feira, 5 de novembro, às 11h, no plenário da Câmara dos Deputados, será realizada Sessão Solene em homenagem ao Dia Nacional da Cultura. Todas as atividades fazem parte da mobilização Vota Cultura, que tem como objetivo apoiar a aprovação de projetos de lei estratégicos que visam o desenvolvimento da cultura brasileira.
Uma promoção da Frente Parlamentar Mista em Defesa da Cultura, Fórum Nacional dos Secretários e Dirigentes Estaduais de Cultura, Fórum Nacional dos Secretários e Dirigentes de Cultura das Capitais, Fórum dos Prefeitos de Capitais e Municípios, Ministério da Cultura e artistas.

Conheça os principais projetos em tramitação no Congresso Nacional:

Vale-Cultura - Primeira política pública voltada para o consumo cultural. Aprovado na Câmara, no dia 19 de outubro, agora encontra-se no Senado Federal. O Vale-Cultura, no valor de R$ 50, possibilitará aos trabalhadores adquirir ingressos de cinema, teatro, museu, shows, livros, CDs e DVDs, dentre outros produtos culturais. Similar ao tíquete-alimentação poderá beneficiar cerca de 12 milhões de trabalhadores e injetar, na economia da cultura, até R$ 600 milhões/mês. Confira mais detalhes no Blog do Vale-Cultura.

PEC 150 - A Proposta de Emenda à Constituição (PEC 150/2003) tramita na Comissão de Costituição e Justiça e Cidadania (CCJC) da Câmara dos Deputados. Uma iniciativa dos mais de 400 deputados e senadores de todos os partidos integrantes da Frente Parlamentar Mista da Cultura e que estabelece um piso mínimo de 2% do orçamento federal; 1,5% do orçamento estadual e 1% do orçamento municipal para a cultura. Se já estivesse vigente, a cultura brasileira teria três vezes mais recursos. Conta com o apoio de artistas e produtores de todo o país.

Cultura como Direito Social - Proposta que reconhece a Cultura como direito social na Constituição Federal (PEC 236/2008), está tramitando na CCJC da Câmara.

Reforma da Lei Rouanet - Após uma ampla e democrática consulta pública, a reforma do principal mecanismo de financiamento à cultura conquistou apoio em todo o Brasil: artistas, empresários, parlamentares, governadores, prefeitos e produtores culturais. Chegou a hora de aprovar os novos mecanismos que irão financiar todas as dimensões da cultura nas regiões brasileiras. A exclusão cultural brasileira é gigantesca e a nova lei fortalece e desburocratiza o Fundo Nacional de Cultura, democratiza o acesso à produção cultural e estimula o setor privado a investir numa verdadeira economia da cultura.

Sistema Nacional de Cultura - O SNC (PEC 416/2005) institucionaliza a cooperação entre a União, os Estados e os Municípios para formular, fomentar e executar as políticas culturais, de forma compartilhada e pactuada com a sociedade civil. Saiba mais no Blog do SNC.

Plano Nacional de Cultura - O Projeto de Lei 6.835/06 que institui o PNC define as diretrizes para as políticas públicas de cultura para os próximos dez anos. É o primeiro planejamento de Estado no campo cultural, cujas diretrizes e metas foram amplamente debatidas com a sociedade. O PL tramita na CCJC da Câmara dos Deputados. Acompanhe as notícias no blog.

Fundo Social do Pré-Sal - O PL 5940/09 cria o Fundo Social do Pré-Sal e destina uma parte dos recursos arrecadados com a exploração da camada de petróleo Pré-Sal para a cultura. O Fundo também beneficiará ações de combate à pobreza, ciência e tecnologia, educação e meio-ambiente.

Simples da Cultura - O PLC 200/09, que reduz a carga tributária para produções cinematográficas, artísticas e culturais, corrige uma distorção criada em dezembro de 2008, quando o setor foi enquadrado de forma inadequada no chamado Supersimples. A alíquota mínima passa a ser de 6%, ao invés de 17,5%. Dados do IBGE indicam que 5% das empresas brasileiras desempenham atividades culturais. O setor emprega mais de 1 milhão de pessoas. O Projeto está sendo analisado pela Comissão de Educação do Senado.

Fundo Pró-Leitura - O projeto que cria o Fundo Pró-Leitura está sintonizado com a reformulação da Lei Rouanet e a criação dos fundos setoriais no âmbito do novo e fortalecido Fundo Nacional da Cultura. Em 2004, o Ministério da Cultura acabou com os impostos do livro no Brasil. Agora, em parceria com o mercado editorial, Poder Executivo e Frente Parlamentar Mista da Leitura criam juntos o aguardado Fundo Pró-Leitura, que visa formar uma nação de leitores: livros mais baratos, democratização do acesso, formatos acessíveis para pessoas com deficiência e estímulo a economia do livro, metas estabelecidas pelo Plano Nacional do Livro e da Leitura (PNLL).

Modernização do Direito Autoral - O direito autoral é a base da economia da cultura e um país com a nossa diversidade cultural precisa lidar com essa pauta estratégica do Século XXI. O Ministério da Cultura já está debatendo publicamente a proposta de alteração da Lei 9.610/1998, que busca fortalecer o papel do Estado no tocante ao Direito Autoral. A proposta visa promover o equilíbrio entre o direito de quem cria, o direito de quem investe e o direito de toda sociedade de ter acesso à cultura, à informação e ao conhecimento.

segunda-feira, novembro 02, 2009

Conheça a Cooperativa Cultural Brasileira


Arte do site da cooperativa


Por Alê Barreto (produtor cultural independente)





Marília de Lima é administradora de empresas com especialização em eventos. Mineira, mora em São Paulo e atua há 10 anos na área de produção cultural.

O Produtor Cultural Independente fez uma breve entrevista com esta profissional, para dar visibilidade a experiência da Cooperativa Cultural Brasileira, organização da qual é presidente há 2 anos.

Produtor Cultural Independente: Como surgiu a idéia de criar uma cooperativa cultural?

Marília de Lima: A idéia de criar uma cooperativa de cultura não é nova. No Brasil existem mais de 50 cooperativas de cultura e em outros países, principalmente da Europa, onde o cooperativismo é bastante presente, temos por exemplo só em Portugal mais de 300 cooperativas de cultura. Mas a idéia da criação da Cooperativa Cultural Brasileira foi devido a necessidade de alguns músicos regularizem seu trabalho para ações contratadas pelo estado de São Paulo.


Produtor Cultural Independente: Quando iniciou a cooperativa?

Marília de Lima: A CCB, como é conhecida também a Cooperativa Cultural Brasileira, foi criada em 2004. Como primeiro objetivo trabalhar com músicos e depois diante de outras necessidades passou a trabalhar com todos os segmentos da Cultura tendo como foco os profissionais da cultura. Há dois anos temos realizado ações para que possamos atender ainda mais os objetivos dos sócios-cooperados.


Produtor Cultural Independente: Quantas pessoas participam da cooperativa?

Marília de Lima: Atualmente temos no quadro de sócios-cooperados mais de 6 mil profissionais.


Produtor Cultural Independente: Onde é a sede da cooperativa?

Marília de Lima: A Cooperativa Cultural Brasileira fica na Avenida Auro Soares de Moura Andrade, 252, 5º andar (em frente ao Memorial da América Latina), Barra Funda, São Paulo, SP.


Produtor Cultural Independente: Quais são os serviços oferecidos para os cooperados?

Marília de Lima: Uma sociedade cooperativa está entre uma empresa e uma associação. É uma empresa de pessoas e não de capital. Tem quase a estrutura funcional de uma associação porém com objetivos econômicos onde seus sócios tem como objetivo diminuir despesas ou melhorar as possibilidades de renda. Neste sentido a empresa oferece a seus sócios-cooperados junto ao mercado a formalização de seu trabalho como emissão de notas fiscais e comercialização dos seus produtos culturais e para eles consultoria gratuita para projetos, elaboração de releases, orientações da carreira, cursos etc.


Produtor Cultural Independente: como entrar em contato para solicitar serviços, saber mais sobre a cooperativa ou estabelecer uma troca de saberes?


Marília de Lima: Para conhecer mais sobre a cooperativa acesse o site www.coopcultural.org.br e se quiser pode me mandar emails para conversarmos mais presidente@coopcultural.org.br

domingo, novembro 01, 2009

O que fizemos, o que estamos fazendo e o que queremos para o futuro de nossas vidas




Por Alê Barreto (produtor cultural independente)



Assista o polêmico As Invasões Bárbaras (Les Invasions Barbares, 2003), do diretor canadense Denys Arcand.



Trailer de Les Invasions Barbares

Ser um produtor cultural independente é pensar sobre nossa própria vida. Na minha opinião, este filme contribue para esta reflexão.

O que o Produtor Cultural Independente fez em outubro de 2009


Imagem livre do site www.morguefile.com


Por Alê Barreto (alebarreto@produtorindependente.com)



Em outubro o Produtor Cultural Independente deu uma atenção especial para a organização do setor cultural brasileiro. Divulgou o seminário "O Programa Cultura Viva e os Pontos de Cultura", o II Congresso de Cultura Ibero-Americana, o Festival Independente 3º CONTATO, a II Conferência Municipal de Cultura de Niterói, a audiência pública "Acessibilidade para a Democratização das Políticas Culturais" e o "6° Encontro da Mídia Legal", a MOLA 2009 (Mostra Livre de Artes - Circo Voador) e ações importantes como II Fórum Municipal de Cultura da cidade do Rio de Janeiro, Prêmio Orilaxé 2009, X Sarau das Artes na Freguesia, II Jornada Cultural, IV JORNADA CULTURAL NA BAIXADA FLUMINENSE, todos no estado do Rio de Janeiro, e apresentação da diretoria Associação Cultural do Rock Francisquense, em Santa Catarina.

Além disso, buscou apresentar dicas práticas para o exercício da atividade de produtor cultural, tratando temas como a clareza, comunicação, atendimento para um novo mercado cultural, delegação e planejamento para 2010.

Ação e reflexão são imprescindíveis. Para isso o Produtor Cultural Independente apresentou dicas de conteúdos como trecho do texto "Cultura e Desenvolvimento" de Cláudia Leitão e trecho do filme "1,99 Um Supermercado Que Vende Palavras" de Marcelo Masagão, a pesquisa "Dossiê Universo Jovem MTV", o livro do AfroReggae "Cultura é a nossa arma", o programa "Radar" do site Showlivre.com, a matéria "Nossa aposta" de Armando Antenore, sobre a carreira da atriz Cecília Homem de Mello e o show realizado pelo U2 transmitido pelo Youtube.

Por fim, o Produtor Cultural Independente criou um novo serviço. Trata-se do "Labirinto", um post onde são publicadas consultorias gratuitas que são realizadas para algumas questões selecionadas dentre as várias recebidas dos leitores do blog.

Obrigado pela oportunidade de poder compartilhar todos estes conteúdos e idéias com vocês. Muito obrigado pelos e-mails enviados com sugestões, perguntas e críticas.


Um grande abraço,

Alê Barreto
Produtor Cultural Independente

sábado, outubro 31, 2009

Curso "Aprenda a Organizar um Show" em Goiânia - 11 e 12 de novembro de 2009


Arte: Everson Nazari


Por Alê Barreto (produtor cultural independente)


Depois de duas edições do curso "Aprenda a Organizar um Show", uma no Rio de Janeiro e outra em Porto Alegre, o Produtor Cultural Independente leva esta ação de formação cultural para Goiânia/GO, em parceria com a Arte Brasil





O curso irá ocorrer nos dias 11 e 12 de novembro, das 14h às 22h. Informações com Adriana Caldas pelo e-mail artebrasil.cursos@yahoo.com.br ou pelos fones 62-3093-7847ou 62-8166-7691.

O feedback deste curso tem sido muito positivo. Veja um depoimento de Fabiane Villela Marroni, professora e coordenadora do curso de Tecnologia em Produção Fonográfica da Universidade Católica de Pelotas, região Sul do RS, falando sobre a palestra de apresentação do livro "Aprenda a Organizar um Show".


quinta-feira, outubro 29, 2009

Labirinto de outubro



Por Alê Barreto (produtor cultural independente)


Labirinto é um post onde são publicadas consultorias gratuitas que são realizadas para algumas questões selecionadas dentre as várias recebidas dos leitores do blog.


Pergunta

Ola Ale, tudo bem? Primeiramente parabéns pelo Blog, muito interessante. Estou lendo sempre.
Bom, sou ator e agora autor de teatro e curta-metragem e estava querendo começar a produzir minhas coisas, mas essas burocracias são muito complicadas, essas leis de incentivo, lei audiovisual e lei rouanet e eu ia fazer um curso de Projeto Cultural e Captação de recursos no INDEC, mas o mesmo foi cancelado por falta de quorum, então me sinto meio perdido...heheheeh...Enfim, vc saberia me indicar algum curso q fale dessas coisas mais burocraticas de captação de recursos? Esse livro q vc fala no seu blog, o avesso da cena, comenta sobre isso?
Aguardo um retorno seu.

Abçs,
Leandro Terra, 32 anos, ator e roteirista de cinema e teatro, Rio de Janeiro, RJ


Serviço de consultoria do Produtor Cultural Independente

Caro Leandro:

Isso que você chama de burocracias, na verdade são vários conhecimentos importantes (gestão cultural, administração, produção cultural, planejamento, marketing e captação de recursos, entre outros) que cada vez mais ganham atenção dos profissionais do setor cultural.

O livro que você menciona traz informações muito boas no capítulo IV (A Relação com o Poder Público), capítulo V (A Relação com as Empresas) e capítulo XIII (Gestão de Grupos e Instituições Culturais).

Sobre curso de captação de recursos sério, recomendo que você entre em contato com a Associação Brasileira de Captação de Recursos (ABCR)através do site http://captacao.org/recursos/


Um abraço,

Alê Barreto
Produtor Cultural Independente

terça-feira, outubro 27, 2009

Qual é a atitude do artista independente?


Vanessa (Ludov) no Programa Showlivre.com


Por Alê Barreto (produtor cultural independente)


É fácil tocar o próprio trabalho? As rádios são um problema? Existem poucos espaços para tocar? Todo artista deve pensar como uma empresa?

Há uma tendência muito grande de generalizarmos as percepções sobre as complexas questões que envolvem a administração de uma carreira artística.

Escute algumas opiniões sobre o trabalho de um artista independente. Não aceite passivamente o que você vai ouvir. Reflita. E fique aberto para ouvir futuramente outros pontos de vista.

segunda-feira, outubro 26, 2009

U2 ao vivo no Youtube



Por Alê Barreto (produtor cultural independente)


Quando comecei a trabalhar com a produção de shows, em 2003, a relação entre a internet e a música, na vida prática, estava centrada na idéia de que era importante artistas e produtores terem um site. De lá para cá, muita coisa mudou. E mudou muito mais rápido do que poderíamos imaginar.

Com o avanço da "urbanização" do espaço virtual, cada vez mais surgem novas possibilidades de se divulgar, distribuir, comercializar e se consumir a música. Isso tem causado uma verdadeira "guerra" entre quem acha que o download gratuito deve ser proibido e quem acha que todos devem ter direito de acesso a conteúdos.

Ontem, dia 26 de outubro de 2009, o U2 inaugurou um novo momento na história da produção cultural: transmitiu ao vivo pelo youtube o show que realizou no estádio Rose Bowl de Pasadena, oeste dos EUA para 20 países, entre eles Brasil, Austrália, Canadá, Coreia do Sul, Reino Unido, Espanha, Estados Unidos, França, Índia e Irlanda.




Assista uma das músicas do show e pense na possibilidade de utilizar alguma plataforma da web para transmitir os seus shows.

domingo, outubro 25, 2009

Cultura é a nossa arma




Por Alê Barreto (produtor cultural independente)

Há um ano atrás, no dia 14 de outubro, tive o privilégio de assistir no Itaú Cultural, em São Paulo, um debate com Damian Platt, Jorge Luis Passos Mendes (o "JB", mediador de conflitos no AfroReggae) e Edson Natale, por ocasião do lançamento do livro "Cultura é a Nossa Arma - AfroReggae nas Favelas do Rio", de autoria do próprio Damian e também de Patrick Neate.

Um ano após o lançamento deste livro, assisti a entrega do Prêmio Orilaxé no Teatro Carlos Gomes, aqui no RJ, sensibilizado e perplexo com a trágica morte do Evandro, coordenador do AfroReggae, uma pessoa muito correta e trabalhadora que conheci durante reuniões preparatórias do projeto Rebelião Cultural. Desde março este projeto desenvolvido em parceria pelo AfroReggae, Nós do Morro, CUFA e Observatório de Favelas está levando oficinas culturais aos presídios de segurança máxima do Rio de Janeiro.

Neste domingo lembrei deste companheiro, deste verdadeiro produtor cultural independente e gostaria que as pessoas que estudam produção cultural conhecessem um pouco mais sobre o trabalho desenvolvido pelo AfroReggae, descrito neste livro.

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"(...) essência do que é ser humano: usar a capacidade de transcender uma situação extremamente desumanizadora, manter a liberdade interior e, desta maneira, não renunciar ao sentido da vida, apesar dos pesares".

(trecho do livro "Em busca de sentido: um psicólogo no Campo de concentração" de Viktor E. Frankl, sobrevivente de um campo de extermínio nazista)

sábado, outubro 24, 2009

Produção Cultural Independente também é entender de comunicação


Robert De Niro em "Wag the dog"


Por Alê Barreto (produtor cultural independente)


Eu acredito que a alfabetização para as mídias (como ler o que não está escrito?) é uma disciplina fundamental na construção do novo campo de conhecimento que é a produção cultural independente.




Em outubro de 2008 eu republiquei uma reportagem sobre este tema originalmente publicada na revista Mídia Com Democracia, nº 1, de janeiro de 2006.


Me lembrei então de indicar aos meus colegas produtores culturais independentes que aproveitem uma parte do tempo livre do final de semana para aprender um pouco mais sobre comunicação. Passem em alguma locadora, peguem emprestado com alguém ou baixem da internet o filme "Mera Coincidência" (Wag the dog, 1997).




Compare o que você assistiu e pense se é possível isso acontecer com a divulgação de algum produto ou serviço cultural. Mera coincidência?

quarta-feira, outubro 21, 2009

Ações de organização da produção cultural independente brasileira


DNA


Por Alê Barreto (alebarreto@produtorindependente.com)


Cada vez mais recebo informações sobre novas iniciativas que estão moldando um novo setor de produção cultural independente no Brasil.

Em várias cidades estão sendo realizadas conferências municipais de cultura. Muitas delas já são preparatórias para a II Conferência Nacional de Cultura que irá acontecer em 2010. Mesmo sendo uma proposição do governo federal, estes espaços públicos de participação da sociedade civil organizada aglutinam muitas pessoas do mercado cultural independente, que podem dar um pouco de visibilidade ao que estão fazendo e conhecer outros produtores e artistas independentes.

Recebi da Comissão de Educação e Cultura da Câmara de Vereadores do município do Rio de Janeiro a informação que hoje acontecerá um debate sobre a criação do Conselho Municipal de Cultura.




Fiquei sabendo que também ocorre hoje no Rio o Prêmio Orilaxé 2009, premiação do Grupo Cultural AfroReggae (GCAR) para quem faz importantes transformações, exerce plenamente a cidadania e contribui para diminuir a injustiça social. O evento sociocultural deste ano terá como tema a poética social.





Há poucos dias recebi informações do Centro Acadêmico Mario Lago, dos alunos do Curso de Tecnologia em Produção Cultural do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro - IFRJ, de Nilópolis, informando que no dia 23 de outubro ocorrerá o X Sarau das Artes na Freguesia,



que dia 05 de novembro ocorre a II Parada da Cultura



e que em dezembro ocorre a



4ª IV JORNADA CULTURAL NA BAIXADA FLUMINENSE nos dias 3, 4 e 5, no SESC São João de Meriti, uma promoção do Centro Acadêmico, SESC e a FASE. O encontro será NA Baixada, não exclusivamente PARA a baixada ou DA Baixada.

Os objetivos principais da IV Jornada serão:
·Ampliar a visibilidade de grupos artísticos / culturais,
·Mobilizar a economia da cultura e
·Fortalecer a rede de grupos e iniciativas artísticas e culturais

Um dos frutos gerados pela edição anterior foi à criação da Rede de Cultura, que concentra e multiplica informações para pessoas que desejam mobilizar a arte e a cultura no estado do Rio de Janeiro.

Informações:
Produtor Flávio Rocha – (21) 3027-1242 / 9680-4040 / 8692-0291
SESC SUQUE DE CAXIAS - Kely Pinheiro – (21) 3659-8377
SESC NOVA IGUAÇU - Wilker Paulo – (21) 2797-3046
SESC SÃO JOÃO DE MERITI - Anna Previato – (21) 2755-7237
SESC RAMOS - Marcos Rogério – (21) 2290 - 3614


Lá no estado de Santa Catarina, região Sul, acontece no dia 7 de novembro no município de São Francisco do Sul a apresentação da diretoria da Ecos - Associação Cultural do Rock Francisquense.



A participação dos produtores culturais independentes nestes eventos é muito importante.

terça-feira, outubro 20, 2009

Participe da audiência pública "Acessibilidade para a Democratização das Políticas Culturais" e do "6° Encontro da Mídia Legal" no RJ


Divulgação


Por Alê Barreto (alebarreto@produtorindependente.com)


Segue texto na íntegra publicado no site do MinC por Karina Miranda.


Diversidade Cultural
Acessibilidade para a Democratização das Políticas Culturais no Rio de Janeiro


O secretário da Identidade e da Diversidade Cultural do Ministério da Cultura (SID/MinC), Américo Córdula, participará da audiência pública Acessibilidade para a Democratização das Políticas Culturais, no dia 20 de outubro, na Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), às 14h. A audiência foi convocada pela Comissão de Cultura da Alerj, em parceria com a Escola de Gente - Comunicação em Inclusão e a SID/MinC, e faz parte das atividades do 6° Encontro da Mídia Legal.

Além de discutir a garantia do direito à produção e participação na vida cultural por parte das pessoas com deficiência, como a acessibilidade no teatro, na literatura e no campo audiovisual, a audiência visa também divulgar a Campanha Acessibilidade - Siga Essa Idéia!, do Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência (CONADE).

A campanha tem por objetivo mobilizar e sensibilizar a sociedade para a eliminação das barreiras de informação e arquitetônicas que geram preconceito e impedem as pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida a participarem efetivamente da vida social. Além disso, objetiva criar um grupo de trabalho para mapear a acessibilidade dos equipamentos culturais do estado do Rio de Janeiro.

O Ministério da Cultura vem desenvolvendo diversas ações e programas voltados para promover a Acessibilidade e a Diversidade Cultural como, por exemplo, a 1ª Oficina Nacional de Indicação de Políticas Públicas Culturais para a Inclusão de Pessoas com Deficiência, realizada em outubro de 2008, no Rio de Janeiro. Chamada de Nada sobre Nós sem Nós, a oficina teve ampla participação de pessoas com deficiência e resultou em um relatório contendo diretrizes e ações para nortear as políticas públicas do MinC sobre a inclusão social e cultural do segmento.

Seguindo o Decreto Federal 5.296/04, a audiência pública será realizada com acessibilidade. Haverá tradução simultânea para a Língua Brasileira de Sinais (Libras), garantindo o direito à participação de pessoas surdas. As pessoas com deficiência e/ou mobilidade reduzida terão assentos reservados.

No 6° Encontro da Mídia Legal serão debatidos os temas Políticas Culturais, acessibilidade e inclusão. O Encontro tem patrocínio da Petrobras e parceria da Escola Superior do Ministério Público da União (ESMPU), Fundação Avina e UERJ.

Apóiam a iniciativa: Ashoka Empreendedores Sociais; Conjuve; Campanha Nacional pelo Direito à Educação; Centro de Apoio a Mães de Portadores de Eficiência (Campe); Cipó - Comunicação Interativa; Comissão de Cultura da Alerj; Coordenadoria Nacional para Integração da Pessoa Portadora de Deficiência da Instituto de Juventude Contemporânea (IJC); Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (Ibase); Aracati - Agência de Mobilização Social; Intervozes - Coletivo Brasil de Comunicação Social; Rede Andi; Rompendo Barreiras; Rompendo Barreiras; Secretaria da Identidade e da Diversidade Cultural do Ministério da Cultura (SID/Minc); Revista Viração; Secretaria de Educação Especial do Ministério da Educação (Seesp/MEC); Secretaria Especial dos Direitos Humanos (Corde/SEDH); Secretaria Nacional de Juventude da Secretaria Geral da Presidência da República; União e Inclusão em Redes de Rádio (UNIRR); União Nacional dos Estudantes (UNE); e WVA Editora.

Confira a programação:

Abertura

Acessibilidade para a Democratização das Políticas Culturais

Data: 20 de outubro
Hora: 14h
Local: Audiência Pública na Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) - Palácio Tiradentes

Seminários

Políticas Públicas de juventude: O que são? A quem se dirigem?
Data: 21 de outubro

Comunicação e Participação Juvenil
Data: 23 de outubro

Educação Inclusiva: Direito Humano dos(as) Jovens
Data: 27 de outubro

Juventude e Vulnerabilidade: Diferenças e Desigualdades
Data: 29 de outubro

Horário: de 9h às 12:30h

Local: Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Faculdade de Comunicação Social).
A entrada é gratuita e não é preciso fazer inscrição.

Informações:
(21) 8885-1486, com Liseane Morosini
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segunda-feira, outubro 19, 2009

Tempo de começar


Atriz Cecília Homem de Mello/Foto: Silvia Zamboni


Por Alê Barreto (alebarreto@produtorindependente.com)


Muita gente acredita que se alguém não "estourar" em sua carreira profissional até os 30, está fadado ao fracasso. Eu penso que esta é uma visão equivocada. Não há "idade certa" para começar ou para ter o seu trabalho reconhecido. Cada pessoa é um universo de diferentes possibilidades. Quanto mais vou pesquisando o setor cultural, mais encontro informações que comprovam isso.

Convido a todos para lerem a matéria "Nossa aposta" de Armando Antenore, publicada na revista Bravo de setembro, que apresenta o trabalho da atriz Cecília Homem de Mello (foto acima), a "Ana" da minissérie "Som & Fúria", que a Globo exibiu entre 7 e 24 de julho.


Som & Fúria - último capítulo (24/07/09)

Conheçam a trajetória desta artista habilidosa que conseguiu viver do conhecimento que adquiriu no meio artístico e que está tendo um reconhecimento significativo do seu talento profissional aos 55 anos.

Parabéns Cecília, é sempre tempo de começar quando se deseja fazer uma ação cultural.

domingo, outubro 18, 2009

Clareza: pense mais sobre a idéia que você deseja passar para os outros


(clique para aumentar e ler a mensagem)
Copyleft Fábio Yabu/Chris "archi3d"



Por Alê Barreto (alebarreto@produtorindependente.com)


Olhando o cartão de ano novo acima, dá para perceber uma qualidade fundamental na comunicação de uma idéia: clareza. Clareza sobre o que se quer, sobre o que se está buscando, sobre como se pretende executar uma idéia. Este é o ponto de partida para sensibilizar alguém para ser seu parceiro em uma ação cultural.

Quando você encontra alguém para falar sobre algo que pretende fazer, lembre que neste instante a pessoa que ouve você:

- pode estar praticamente sem tempo para fazer qualquer outra coisa e talvez não esteja muito interessada em ouvi-lo;

- pode gostar da sua idéia mas achar que por ser algo muito novo não vale a pena arriscar; pode preferir esperar ver se realmente terá um bom resultado para somente depois se integrar ao seu projeto.

- pode gostar muito de você mas não entender o que você está querendo.


A clareza sobre o que você quer facilita buscar pessoas que provavelmente possam ter interesse no que você tem a dizer. Você ganha tempo e evita desperdício de energia.

A clareza sobre o que você está buscando ajuda a argumentar com mais segurança a importância e os benefícios de um parceiro investir no seu projeto.

A clareza sobre como pretende executar suas idéias auxilia nas duas questões anteriores: facilita identificar objetivamente que profissionais são necessários para o sucesso do projeto e mostra aos futuros parceiros que você planejou cuidadosamente o que pretende executar.

Veja algumas das dicas publicadas na matéria "O Valor da Clareza" de Luiz Costa Pereira Junior, na edição nº41 da Revista Língua Portuguesa:

- tenha em mente o projeto de texto que você se propõe;
- confira se o texto flui ponto a ponto;
- verifique se as afirmações se antecipam a eventuais indagações do leitor;
- corte o que for irrelevante;
- não omita informações; não exagere nos detalhes;
- não se desvie do assunto.



Para aprofundar, leia a reportagem na íntegra.

Então, antes de dizer para alguém "ei, vamos fazer uma parceria?" e ficar esperando que a pessoa surpresa com a pergunta aceite, pegue caneta e papel ou sente na frente do micro e detalhe melhor a sua idéia.

Ficou claro?

sábado, outubro 17, 2009

Atendimento para um Novo Mercado Cultural


Atender é gostar de encontrar pessoas



Por Alê Barreto (alebarreto@produtorindependente.com)



Situação 1

Você entra num site ou blog na internet, pega o telefone do artista e liga. Ninguém atende. Você liga de novo. Ninguém atende. Você liga vários dias. Ninguém atende.


Situação 2

Você está elaborando a programação de um bar, montando a grade de atrações de um festival e resolve ligar para uma banda que você acha que tem tudo haver com o evento. Pega o telefone do artista e liga. Ele atende e fala "claro, vou ter o maior prazer em participar. Vou passar para você o contato do meu produtor". Você pega o contato e liga para o produtor. Ele atende de forma arrogante, grosseira e diz que irá ver se o artista quer participar.


Situação 3

Você entra em contato com vários artistas, diretamente ou através de seus representantes (produtores, agentes ou empresários) para solicitar um orçamento de uma apresentação. Você leva semanas para receber um retorno de alguns destes artistas.


Estas e outras situações de péssima postura profissional e de péssimo atendimento eu vivenciei logo que comecei a trabalhar como produtor cultural independente. Na época, eu ficava louco da vida. Não entendia porque artistas e produtores agiam desta forma. Nos bares viviam reclamando que não havia trabalho e na hora de trabalhar não se mexiam.

Isso me levou a criar o curso "Atendimento para um Novo Mercado Cultural", que ministrei na Casa de Cultura Mário Quintana, em 2004, lá em Porto Alegre.



Passaram-se os anos e cada vez mais percebo a necessidade de se educar os profissionais que atuam neste setor para que entendam a importância de um bom atendimento. Estou trabalhando na remodelação deste curso e em breve estarei novamente ministrando o mesmo.


Dicas para melhorar o atendimento dos profissionais do setor cultural:


planeje o ciclo do seu atendimento

Pense se o número de telefone ou de endereço de e-mail que você está divulgando é de alguém que poderá dar um retorno rápido.


monitore a satisfação de seus parceiros

Muitas vezes achamos que estamos atendendo bem e não estamos. Durante a execução de um trabalho ou ao final, peça um feedback para quem trabalhou com você. Esteja aberto para ouvir críticas. Não aceite-as imediatamente e nem rechace-as. Ouça e avalie.


estude atendimento e treine quem trabalha com você

Nem todo mundo nasce com o "dom de atender". Atender é uma arte que se aprende. Há bastante literatura especializada e profissionais ministrando treinamentos. Procure um pouco de informação teórica e um pouco de informação com quem já está no mercado que você quer atuar.


Agregue valor ao seu trabalho

Dicas do capítulo 19 do meu livro "Aprenda a Organizar um Show" sobre receptivo e acompanhamento, duas funções que estão diretamente relacionadas com atendimento.

- Gentileza: gera gentileza. Atitudes gentis criam um ambiente de colaboração muito saudável a todos.

- Educação: trate todos com educação. Se possível, saiba os hábitos, manias e rotinas das pessoas que irá atender.

- Agilidade: a demora no retorno de solicitações causa tensão em quem está esperando.

terça-feira, outubro 13, 2009

Conheça o Dossiê Universo Jovem MTV




Por Alê Barreto (alebarreto@produtorindependente.com)


Temos uma certa tendência, vez por outra, de pensar que nossa "experiência de vida" nos confere o poder de entender o comportamento complexo dos jovens no mundo complexo em que vivemos. E muitas vezes criamos ações, projetos e programas culturais para os jovens sem termos uma noção clara do que seja este universo.

Para mim, um produtor cultural independente deve ser curioso. Deve duvidar de "verdades sólidas".

A pesquisa 4º Dossiê Universo Jovem MTV mostra um "retrato" de como os jovens brasileiros se relacionam com o tema da sustentabilidade e as percepções que eles têm sobre o futuro e o meio ambiente. Foram ouvidos jovens entre 12 e 30 anos, pertencentes às classes A, B e C, em nove cidades brasileiras. O universo pesquisado representa 49 milhões de jovens no Brasil.


Conheça a pesquisa e confronte estas informações com o que você pensa sobre o comportamento do jovem.

Assista ao programa veiculado na MTV.

sábado, outubro 10, 2009

II Conferência Municipal de Cultura de Niterói



Divulgação


Por Alê Barreto (alebarreto@produtorindependente.com)


Uma boa oportunidade de aprender a exercer os seus direitos culturais é começar a participar de espaços de diálogo com o Poder Público. Há poucos dias atrás, divulguei num dos posts sobre o 4º Seminário Políticas Culturais da Fundação Casa de Rui Barbosa, que a participação é um fator relevante na construção das políticas públicas de cultura na Colômbia, que têm sido estimulada há anos pelo Instituto Pólis de São Paulo e recentemente colocada em primeiro plano na mobilização de agentes culturais nos estados da Bahia e Minas Gerais.

Recebi então da professora Kátia de Marco, coordenadora do Programa de Estudos Culturais e Sociais da Universidade Candido Mendes (UCAM) e Subsecretária de Planejamento Cultural do município de Niterói (RJ) as informações sobre a II Conferência Municipal de Cultura que irá ocorrer nesta cidade. Seguem as mesmas transcritas na íntegra.


II Conferência Municipal de Cultura de Niterói

Os próximos dois meses serão de total mobilização nacional em torno do debate cultural através das Conferências Municipais e Estaduais de Cultura.

Nos próximos dias 17 e 18 de outubro, a Prefeitura de Niterói e o Conselho Municipal de Cultura realizam a II Conferência Municipal de Cultura, promovendo o encontro entre cidadãos, através da mobilização de artistas, intelectuais, grupos e entidades culturais, estudantes, professores e representantes de diversos setores do Governo Municipal, de modo a construir propostas para pautar políticas de cultura.

A II Conferência Municipal de Cultura de Niterói será o momento em que a sociedade civil, o governo municipal e as organizações interessadas no desenvolvimento e gestão da cultura da cidade se reunirão para discutir formas de implementar ações derivadas das diretrizes propostas na I Conferência Municipal de Cultura. A realização das Conferências Municipais é condição indispensável para participação de delegados na Conferência Estadual que será realizada em dezembro/2009 e na Conferência Nacional de Cultura, a ser realizada em março/2010. Cada Conferência Municipal terá direito ao máximo de 25 (vinte e cinco delegados) para a representação do município na Conferência Estadual.

Os eixos temáticos das Conferências Municipais de Cultura deverão contemplar e temário nacional, incluindo as questões locais:

- Produção Simbólica e Diversidade Cultural
- Cultura, Cidade e Cidadania
- Cultura e Desenvolvimento Sustentável
- Cultura e Economia Criativa
- Gestão e Institucionalidade da Cultura

A II Conferência Nacional de Cultura terá como objetivos:

-Discutir a cultura brasileira nos seus aspectos da memória, de produção simbólica, da gestão, da participação social e da plena cidadania;

-Propor estratégias para o fortalecimento da cultura como centro dinâmico do desenvolvimento sustentável;

-Promover o debate entre artistas, produtores, conselheiros, gestores, investidores e demais protagonistas da cultura, valorizando a diversidade das expressões e o pluralismo das opiniões;

-Propor estratégias para universalizar o acesso dos brasileiros à produção e à fruição dos bens e serviços culturais;

-Propor estratégias para a consolidação dos sistemas de participação na gestão das políticas públicas de cultura;

-Aprimorar e propor mecanismos de articulação e cooperação institucional entre os entes federativos destes com a sociedade civil;

-Fortalecer e facilitar a formação e funcionamento de fóruns e redes de artistas, agentes, gestores, investidores e produtores culturais;

-Propor estratégias para a implantação dos Sistemas Nacional, Estaduais e Municipais de Cultura e do Sistema Nacional de Informações e Indicadores Culturais;

-Propor estratégias para a implementação, acompanhamento e avaliação do Plano Nacional de Cultura e recomendar metodologias de participação, diretrizes e conceitos para subsidiar a elaboração dos Planos -Municipais, Estaduais, Regionais e Setoriais de Cultura; e

-Avaliar os resultados obtidos a partir da Conferência Nacional de Cultura.

Dentre diversos nomes que participarão da conferência podemos destacar: Adair Rocha (Representante do Ministério da Cultura no RJ/ ES), Claudio Valério Teixeira (Secretário de Cultura de Niterói), Kátia de Marco (Subsecretária de Cultura de Niterói), Luis Augusto Rodrigues (Presidente do Conselho Municipal de Cultura de Niterói), Ana Lúcia Pardo (Chefe da Divisão de Políticas Culturais da Regional do MINC – RJ / ES), Heliana Marinho (Economia Criativa do SEBRAE) e Adriana Facina (Professora da UFF e pesquisadora de culturas populares).

Serviço:
O que: II Conferência Municipal de Cultura de Niterói
Data: 17 e 18 de outubro de 2009
Horário: 09 às 20h
Local: Instituto de Ciências Humanas e Filosofia – Campus do Gragoatá – UFF – bloco O – 2 andar.
Entrada Franca - Inscrições no local

Contatos:
Representante da Secretaria de Cultura de Niterói
Daniela Magalhães – e-mail:danimagalhaes@niteroiartes.com.br – Tel: 9896-2131

Representante do Conselho Municipal de Niterói
Graça Porto – e-mail: gracaporto@gmail.com – Tel: 9943-4518

quinta-feira, outubro 08, 2009

Organize melhor suas ações culturais: comece a planejar o ano de 2010


Mapa do Tratado de Tordesilhas/domínio público


Por Alê Barreto (alebarreto@produtorindependente.com)


Outubro é um mês oportuno para começarmos a organizar o "mapa" que irá orientar os nossos deslocamentos ao longo das "grandes navegações" do próximo ano.

Pegue uma caneta e papel ou vá para frente do computador e comece:

- qual é a sua missão? Pense em qual é a razão de ser do seu empreendimento cultural.

- qual é a sua visão? Aonde você quer chegar nos próximos 5 anos? Pode estender esta projeção para os próximos 10 anos.

- quais são os seus valores? Espiritualidade, autonomia, prazer, etc. Avalie os quais são os seus critérios para realizar os seus empreendimentos culturais.

- quais são as suas forças? O que você faz bem?

- quais são as suas fraquezas? No que pode melhorar?

- quais são as oportunidades que estão surgindo?

- quais são as ameaças que podem ocasionar prejuízos?

- com base na reflexão do que é a sua missão, visão, valores e de quais são suas forças, fraquezas, oportunidades e ameaças, estabeleça objetivos para os próximos anos.

- por fim, vá desdobrando estes grandes objetivos de longo prazo em objetivos palpáveis de serem visualizados e trabalhados no dia-a-dia. Por exemplo: se você tem como objetivo estar atuando como produtor cultural independente profissional em 2014, liste o que precisa ser feito em 2010, 2011, 2012 e 2013 para que isso aconteça. Depois liste o que precisar ser feito em cada mês de 2010.

O planejamento não garante o sucesso, mas é um como um mapa: ajuda a você percorrer o território incerto e desconhecido do futuro.

quarta-feira, outubro 07, 2009

Para que o projeto cultural ande, que tal delegar?


Símbolo da cooperação


Por Alê Barreto (alebarreto@produtorindependente.com)


Comecei o mês de outubro buscando dar visibilidade a acontecimentos importantes da cultura no Brasil, como o 1º Seminário O Programa Cultura Viva e os Pontos de Cultura, o II Congresso de Cultura Ibero-Americana e a edição de 2009 do Festival Independente CONTATO. Quem ainda não leu, vale a pena conferir.

Na última postagem compartilhei a inquietação de que o produtor cultural independente deve estar atento para visualizar a cultura em sua relação com o mundo. Aproveitei a oportunidade para fazer um link para o filme "1,99 Um Supermercado Que Vende Palavras" de Marcelo Masagão. Quem atua na área da educação e desenvolve suas atividades em uma escola, centro de ensino ou universidade que tenha sala com datashow, internet e telão para exibição, tem um ótimo recursos didático de educação para a produção cultural, em seu sentido amplo.

Mas eu estava sentindo uma certa "saudade" de falar também das coisas concretas do mundo da produção cultural independente. Sempre me preocupo em abordar conteúdos voltados para o nível estratégico, tático e operacional. Assim, vamos falar um pouco hoje de um assunto importantíssimo para um produtor cultural independente: aprender a delegar.

Você já deve ter ouvido falar em delegar, mas você sabe o que é isso?

Delegar é uma forma de organizar o trabalho. Não é uma fórmula mágica. Tem benefícios e também riscos.

Vou dar um exemplo do ato de delegar. Um artista começa sua carreira independente compondo, agendando ensaio, cadastrando a música para streaming ou download em sites, enviando release para imprensa, atendendo ligações telefônicas para agendar shows, organizando a produção dos shows, etc. Na medida que o volume de trabalho começa a aumentar, o tempo exigido para dar conta de todas as tarefas aumenta também. Neste momento, muitas vezes o artista começa a repassar algumas atividades para outros colegas da banda, para algum parente próximo, para um amigo de confiança ou começa ver a possibilidade de algum produtor ou empresa de produção passar a cuidar dos seus assuntos.

No caso de um produtor cultural independente, ocorre o mesmo. No início, você começa a trabalhar em alguns eventos, shows ou representando algum artista. Na medida que começa a surgir mais trabalho, é preciso se organizar melhor e estabelecer parcerias, para que você não deixe de atender com qualidade às solicitações dos seus serviços e, por consequência, melhore sua sustentabilidade.

Então, delegar significa ver que tarefas podem ser "operacionalmente" executadas por outras pessoas, mas com o seu acompanhamento. Esta ação permite que você tenha tempo para se concentrar em projetos de longo prazo (que transformam a sua realidade), sem deixar de atender às demandas do curto prazo (que financiam o seu dia-a-dia).

Na minha opinião, as principais dificuldades para delegar são:

- primeira: acreditar que você sabe administrar bem a execução de suas atividades e que apenas não consegue realizar mais por falta de tempo. Duvide disso. Planejar e executar o trabalho dentro do tempo que temos disponível não é algo que nasce com a gente. Administrar o tempo se aprende acompanhando profissionais que fazem bem isso, estudando e se autoconhecendo. Raras são as pessoas que de forma autodidata conseguem administrar muito bem o próprio tempo. É mais fácil administrarmos o tempo dos outros do que o nosso próprio.

Sugestão: em vez de pensar "o dia devia ter mais de 24 horas", que tal pensar "será que posso organizar melhor o meu trabalho?" "Eu preciso fazer tudo?" "Alguém poderia fazer algumas das minhas atuais atividades?"


- segunda: o "mito da perfeição". Geralmente quem realiza uma tarefa, acredita que é muito difícil encontrar alguém "perfeccionista" como ele, que faça a tarefa como ele faz. Esta questão tem dois aspectos interessantes. Tem um ditado que diz "o ótimo é inimigo do bom". Muitas vezes uma tarefa precisa apenas ser concluída no prazo (o "bom") e ficamos sentados em cima do assunto porque não nos sentimos seguros de correr o risco de passar esta tarefa para outra pessoa que faça do nosso jeito (o "ótimo). E muitas vezes não treinamos ou instruímos alguém para fazer um trabalho como gostaríamos que fosse feito, porque "não temos tempo" de ensinar. Como não temos tempo de ensinar, não nos sentimos seguros para passar a tarefa para outra pessoa. Não passando a tarefa, ficamos cada vez mais "atolados" nas atividades, só reforçando o círculo vicioso do mau uso de nosso próprio tempo.

Sugestão: separe um pouco do seu tempo para avaliar que atividades podem ser repassadas imediatamente para outra pessoa e que atividades necessitam que você escreva procedimentos claros e objetivos para que outras pessoas façam e saibam qual é a qualidade esperada.


- terceira: priorizar. Além de perceber que alguém pode fazer muitas das suas atividades, que estas podem ser feitas com qualidade, desde que as pessoas recebam a informação de "como" fazer, é fundamental aprender a priorizar. Não adianta você repassar para alguém uma tarefa que não diminua a sua carga de trabalho.

Sugestão: liste seus projetos e classifique em

Importantes (muda a realidade) e urgentes (tem prazo definido) - (prioridade máxima)
Importante (muda a realidade) ou urgente (não muda a realidade, mas tem prazo definido)
Tarefa rotineira (prioridade menor)

Comece a "delegar" as tarefas rotineiras, para se concentrar mais no que é importante e/ou urgente.



Um bom termômetro para ver se a delegação de tarefas está funcionando é se sua ansiedade está diminuindo e você está percebendo que está conseguindo realizar mais do que antes.

segunda-feira, outubro 05, 2009

Vamos ampliar o nosso olhar sobre a cultura e sua relação com o desenvolvimento?




Por Alê Barreto (alebarreto@produtorindependente.com)


Estou fazendo o curso à distância "Gestão Contemporânea da Cultura" da Duo Informação e Cultura, de Belo Horizonte, e na semana passada estudei o texto "Cultura e Desenvolvimento" de Cláudia Leitão, professora do Programa de pós graduação em Políticas Públicas e Sociedade da Universidade Estadual do Ceará. Um trecho me preendeu a atenção:

"Ao mantermos o mesmo modelo mental dos colonizados, perdemos nossa capacidade de pensar, criar e imaginar, limitando-nos a repercutir pensamentos alheios. As conseqüências dessa baixa auto-estima, desse cerceamento do pensamento, são dramáticas para nós: ora resultam num ufanismo ou messianismo ingênuos, sempre em busca de novos colonizadores, ora em uma profunda inação diante do presente. Alternamos os seguintes discursos: “Somos maravilhosos e talentosos, só necessitamos ser descobertos!"; "Somos incapazes, somos vítimas, nada podemos fazer”. Esse comportamento pendular é historicamente reforçado, no campo da cultura, pelo Estado, através de ações populistas e, no campo da economia, pelas instituições responsáveis pela criação de projetos de desenvolvimento tão inadaptados e distantes de nós".

Lendo o texto acima lembrei das inúmeras vezes que eu ouvi (e ainda ouço) as pessoas que trabalham na área cultural me falarem que estão esperando ser descobertas ou que a cultura jamais irá mudar no Brasil porque somos vítimas do sistema.

Eu acredito que esta forma polarizada e reducionista de pensar a cultura está com os seus dias contados. Diferentes agentes culturais tem demonstrado através de novos conteúdos, projetos e produtos culturais o quanto podemos ampliar o nosso olhar sobre a complexidade do que estamos vivendo, no mundo e na cultura. Aliás, não dá para pensar na cultura sem integrá-la ao mundo.

Assista a um bom exemplo de conteúdo que lança um novo olhar sobre o sistema sócio, político e econômico que vivemos, o filme "1,99 Um Supermercado Que Vende Palavras" de Marcelo Masagão.

sábado, outubro 03, 2009

Curso Aprenda a Organizar um Show em Brasília - 09 e 10 de novembro de 2009


Arte: Everson Nazari


Por Alê Barreto (alebarreto@produtorindependente.com)


Depois de duas edições do curso "Aprenda a Organizar um Show", uma no Rio de Janeiro e outra em Porto Alegre, o Produtor Cultural Independente leva esta ação de formação cultural para Brasília/DF, em parceria com Mirella Malta.





O curso irá ocorrer nos dias 9 e 10 de novembro, das 14h às 22h, no Centro de Estudos da UNACON, SCS Quadra 8, Bloco B50, 4º andar - Edifício Venâncio 2000 (ao lado do Pátio Brasil). Informações pelo e-mail mirellamalta@globo.com ou pelo telefone (61) 9273-9002.


O feedback deste curso tem sido muito positivo. Veja um depoimento de Fabiane Villela Marroni, professora e coordenadora do curso de Tecnologia em Produção Fonográfica da Universidade Católica de Pelotas, RS, falando sobre a palestra de apresentação do livro "Aprenda a Organizar um Show".


Festival Independente 3º CONTATO divulga sua programação




Por Alê Barreto (alebarreto@produtorindependente.com)


Republico abaixo as informações que recebi da Carol da UFSCAR (São Carlos/SP) através da lista de e-mails Rock Público.


A equipe do 3º CONTATO já está divulgando toda a programação do evento, que acontece de 7 a 12 de outubro. Além de oficinas e debates para profissionais e estudantes das áreas de Comunicação e Cultura, há mais de 50 atividades diversificadas para pessoas de todas as idades e interesses. Os shows musicais, que acontecem nos dias 10 e 11 na Praça Coronel Salles (conhecida como "Praça dos Pombos"), contarão com grupos conhecidos nacionalmente e bandas do cenário musical independente. Outra atração, no dia 9, é o ''Noitão Terror'', que terá a exibição de três filmes durante a madrugada no Cine São Carlos e Zé do Caixão como mestre de cerimônias. As crianças terão, no dia 12 de outubro, Dia das Crianças, uma programação completa durante todo o dia no Parque do Bicão.


Oficinas
Estão abertas, até 5 de outubro, as inscrições nas oficinas do 3º CONTATO


Entre os destaques está a oficina "Subjetividades em trânsito", ministrada pela artista Kika Nicolela, a partir do dia 7, com foco no uso do vídeo como instrumento que possibilita a emergência de novas subjetividades. No mesmo dia começa a oficina "Instalações Audiovisuais Interativas com ferramentas livres", com Eduardo Mendelez, do México. No dia 9 acontece a oficina "Emotional Kernel Panic", experiência coletiva de criação de metáforas entre paradigmas computacionais e simbolismos subjetivos. O Festival terá também as oficinas "Manipulação de vídeo com Software Livre", com Guzz Sotero; "Estados Alterados de Consciência", com Gustavo Sol; "Conversações Extemporâneas Kynemas/Transcinemas", com Coletivo MZMÍDIA; "Circuito Sensorial", com Coletivo Manada; e o minicurso "Filmes de Terror", com Mauro Lussi.

Todas as oficinas são gratuitas. A inscrição deve ser realizada no site www.contato.ufscar.br até o dia 5 de outubro. Várias oficinas acontecem nos mesmos horários, por isso o interessado deve estar atento ao fazer sua escolha.


Veja a programação completa