sábado, outubro 01, 2011

Cooperação criativa: Júlia Nogueira lança o "Guia FALA" (Guia de Festivais Latino Americanos)




Por Alê Barreto*
alebarreto@gmail.com


Um dos maiores dilemas de todas as pessoas que se encontram no mercado é o seguinte: "competir ou cooperar"?

O fato é que a maioria das pessoas escolhe o caminho mais fácil. E competir é mais fácil do que cooperar.

Sabe por que competir é mais fácil do que cooperar? É mais fácil porque a maioria compete. A competição é socialmente aceita. Ninguém estranha. No esporte as pessoas até repetem algo que ninguém sabe quem inventou: "o que importa é competir".

Essa noção de competição também faz parte da formação da maior parte dos administradores e gestores de negócios. No marketing, quase tudo é estruturado a partir da noção de que você está o tempo todo competindo.

Então vejamos: se as pessoas em geral acreditam que "o que importa é competir" e nos negócios se acredita que tudo deve ser encarado o tempo todo como uma competição, realmente é estranho se imaginar que alguém prefira cooperar ao invés de competir. Mas este tipo de pessoa existe. Quer um exemplo?

Júlia Nogueira, jornalista e mestre em Estudos Cinematográficos e Latino-Americanos, pela Universidade de Ohio (EUA), criou um projeto no qual o motor propulsor é a colaboração. Um sinal do quanto esta profissional está atenta a uma grande oportunidades oferecida pela economia criativa: necessidade de conteúdo, produtos e serviços que facilitem a estruturação de novos mercados.

Júlia teve uma percepção diferenciada sobre o mercado audiovisual na América Latina. Enquanto muitas pessoas choram, reclamam do capitalismo, acham que jamais teremos oportunidade de nos desenvolvermos frente a indústria de audiovisual dos EUA, ela prefere propor soluções inteligentes. Criou o "Guia Fala" (Guia de Festivais Audiovisuais Latino Americanos).

O guia é formado por um grande banco de dados online, que reúne informações sobre mais de 550 festivais e mostras de cinema e vídeo de todos os países da América Latina. Contém locais dos eventos, data de realização, período de inscrições, temáticas, duração, perfil, formatos de obras aceitas etc.

Oferecer um guia que permite que uma grande quantidade de informações seja catalogada, preservada, distribuída e consultada por profissionais das cadeias produtivas do cinema, cultura e entretenimento, bem como por estudantes e toda e qualquer pessoa que tenha interesse no cinema latino americano, é uma atitude construtiva. Isso é incontestável. Júlia Nogueira fez algo no qual acredito. Da mesma forma que a minha paixão pela música me levou a ser produtor e a compartilhar informações sobre produção e atividades criativas neste blog, Júlia deu vazão à sua paixão pelo cinema criando um ambiente onde mais pessoas poderão se aproximar do cinema.

O site possibilita ainda a participação em fóruns de discussão, além de espaço para que os próprios usuários contribuam com informações.

Fomentar a organização das atividades criativas através do diálogo e da cooperação não irá acabar com a noção de competição, até porque competir é algo muito associado aos instintos de sobrevivência.

Mas um guia colaborativo permitirá que mais pessoas comecem a perceber que ser profissional e estar no mercado não é competir o tempo todo. Cooperar é fundamental. E Júlia Nogueira é mais um exemplo disso.

O Guia Fala já está no ar. Seu lançamento oficial acontecerá no próximo dia 03 de outubro, dentro da programação da 5ª Mostra CineBH, no Palácio das Artes. Na ocasião, Júlia Nogueira fará uma demonstração sobre as funcionalidades da ferramenta, além de uma explanação sobre o processo de pesquisa e manutenção do guia. O projeto foi desenvolvido com recursos da Bolsa Funarte de Reflexão Crítica e Produção Cultural para Internet, selecionado através de participação em edital.

Serviço:
Lançamento Guia Fala - Guia de Festivais Audiovisuais Latino Americanos (www.guiafala.com.br)
Data: 03 de outubro de 2010
Horário: 16h15min
Local: Sala João Ceschiatti – Palácio das Artes
Endereço: Avenida Afonso Pena, 1537, Centro - Belo Horizonte
Entrada franca


Fonte: o Produtor Cultural Independente produziu este conteúdo a partir de informações recebidas dos parceiros da



Fábio Gomides )) 31 9693 2767
Conceição Cruz )) 31 8672 8791
Tiago Cirqueira )) 31 9791 5702
Cristiana Brandão )) 11 6367 7071
Assessoria de Imprensa e Produção de Conteúdo
aduplainformacao@gmail.com



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* Alê Barreto é um administrador e produtor cultural independente. Trabalha com foco na organização e qualificação dos profissionais de arte, comunicação, cultura e entretenimento. É autor do livro Aprenda a Organizar um Show, primeira publicação livre na internet em língua portuguesa sobre produção de shows, escreve para o site Overmundo e para a revista Fazer e Vender Cultura.



Está fazendo a pós-graduação MBA em Gestão Cultural no Programa de Estudos Culturais e Sociais da Universidade Cândido Mendes.



Serviços para contratação: assessoria para elaboração de projetos (planejamento e revisão), gestão de projetos, acompanhamento de carreira artística (coaching), consultoria e assessoria (para artistas, produtores, empresas e projetos), atividades de formação (cursos, oficinas, workshops e palestras) e produção executiva de eventos.



É gaúcho. Gosta de todos os estados brasileiros. Mora no Rio de Janeiro. Brasil.

Contato: + 55 21 7627-0690 (Claro)


* O blog Produtor Cultural Independente está em atividade desde 2006. Possui mais 800 posts e links de seus conteúdos são enviados para 5.040 pessoas através de redes sociais. Faz parte da Rede Produtor Cultural Independente, uma rede de conteúdos acompanhada por 766 pessoas nos blogs Produtor Independente (633 seguidores), Blog do Alê Barreto (61 seguidores), Aprenda a Organizar um Show (35 seguidores) Aprenda a Produzir um Artista (18 seguidores), Encantadoras Mulheres (14 seguidores) e Aprenda a divulgar seu evento (5 seguidores).



Alê Barreto é cliente do Itaú.

sexta-feira, setembro 30, 2011

Novos conceitos: Produtor Cultural Independente fala sobre presença digital saudável e organização de shows para universitários no RS




Por Alê Barreto*
alebarreto@gmail.com


Esta semana participei da XVI Semana Acadêmica do Curso de Comunicação Social da Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc).

Na manhã do dia 28/09 ministrei a palestra "Presença Digital Saudável", atividade que dá sequência a discussão sobre este novo conceito que comecei a difundir na Universidade de Brasília e na SP Escola de Teatro.

À tarde, ministrei a 18ª turma do "Aprenda a Organizar um Show", na forma de uma oficina.

Conheça a programação e quem foram os palestrantes.

Para mim é muito importante ir sistematizando conhecimentos a partir do contato com os jovens e com o meio acadêmico. Muitos produtores e gestores culturais no mercado não dão atenção para isso. Dialogar de forma permanente com os jovens e com professores universitários é muito importante para que um produtor cultural qualifique o seu trabalho e possa realizá-lo com uma visão sistêmica.

Veja as matérias publicadas pelos estagiários da A4 Agência Experimental:

"Alexandre Barreto ensina redes sociais"

"Alexandre Barreto ensina a organizar um show"


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Contribua com a formação de produtores: apoie a realização da oficina Aprenda a Organizar um Show no Festival Cultura Digital.BR


O Festival Cultura Digital.BR tem o patrocínio da Petrobras


Por Alê Barreto*
alebarreto@gmail.com


A terceira edição do Festival CulturaDigital.Br irá acontecer no MAM e Cine Odeon, no Rio de Janeiro, de 2 a 4 de dezembro.

O Festival CulturaDigital.Br é um momento de encontro de agentes da cultura digital brasileira com seus pares no mundo. São realizadores, produtores, ativistas que atuam na intersecção entre cultura, política e tecnologia, promovendo inovações.




A curadoria da programação de um Festival é realizada através de chamada pública e o trabalho de uma comissão de curadores.

A proposta da chamada pública é realizar de forma colaborativa a definição das atividades, mapear os projetos, ideias e redes que trabalham na intersecção entre cultura, política e tecnologia pelo mundo e compartilhar o processo neste site.

As inscrições estão abertas até hoje.

Veja como participar: http://culturadigital.org.br/#!/chamada-publica


Contribua com a formação de produtores: apoie a realização da oficina Aprenda a Organizar um Show no Festival Cultura Digital.BR


A oferta de oficinas e atividades do "fazer artístico" é sempre muito maior do que a oferta de informação, conteúdo didático e método para as pessoas aprenderem a produzir este fazer artístico.

Pensando nisso, trabalho há anos divulgando no meio digital o livro "Aprenda a Organizar um Show" e agora inscrevi a oficina neste festival.

Os objetivos da oficina são:

- apresentar a experiência de sistematização e difusão de conhecimentos práticos através do meio digital;

- ensinar os participantes a organizarem um show, uma forma de ação cultural simples amplamente utilizada para difusão de novas ideias, conceitos e estéticas.


Por que a oficina deve ser realizada?

Para demonstrar um caso real de como as tecnologias digitais estão permitindo que agente culturais transformem o cenário cultural.
Aprenda a Organizar um Show não é patrocinado por nenhuma empresa, nunca utilizou leis de incentivo. Foi totalmente realizado com conhecimentos de gestão e recursos próprios.

8 pessoas já acreditaram nesta proposta. Se você de alguma forma já pensou em contribuir com esta causa, se acredita que mais gente precisa aprender a produzir com qualidade, esta é uma boa oportunidade. Não depende de disponibilidade. Não depende de dinheiro. Basta apoiar a oficina no site.

Entre neste link http://culturadigital.org.br/#!/chamada-publica/projetos-inscritos/aprenda-a-organizar-um-show. Quando aparecer a imagem da oficina, dê o seu apoio clicando no número que aparece no canto superior esquerdo, conforme a ilustração abaixo.




A oficina "Aprenda a Organizar um Show" foi realizada na última quarta-feira na XVI Semana Acadêmica da Comunicação na Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc).





O projeto Aprenda a Organizar um Show recentemente selecionado pelo Centro Cultural da Justiça Federal no Rio de Janeiro


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terça-feira, setembro 27, 2011

Economia criativa: conheça o Melody Box, um portal para quem quer distribuir e ouvir música




Por Alê Barreto*
alebarreto@gmail.com


Apesar da teimosia de muita gente que ainda sonha que vai voltar o antigo formato de venda da música gravada, a cada dia mais e mais iniciativas inteligentes mostram que o que é para alguns "crise", para outros significa "oportunidade".

Quem acompanha o meu trabalho, sabe que admiro e divulgo o trabalho realizado pela Trama (conheça o Álbum Virtual). Sabe que admiro e divulgo o trabalho da Petrobras (conheça o videocast Compacto). Sabe que gosto muito da iniciativa do programa Natura Musical e que sou fã do Rumos Música do Itaú Cultural. Estas e outras iniciativas que oferecem novas opções de consumo de música, com uma diversidade grande, que mostram uma boa noção do que está sendo produzido de música no Brasil, são fruto de uma leitura atenta das possibilidades oferecidas pelas novas tecnologias de informação e comunicação e das novas relações que as pessoas estão estabelecendo com a música.

Descobri há poucos dias mais uma iniciativa muito construtiva. Uma cliente da minha consultoria, a produtora Ahnis Fraga, me enviou um e-mail com a dica do site Melody Box. Fui lá conferir.

A primeira coisa foi tentar encontrar o "marco zero" do início das atividades deles. Segundo o blog que está ligado ao site, a data é 1 de março de 2010. É bem recente. No post desta data, "O que está acontecendo com o mercado da música?", os idealizadores desta nova plataforma de negócios de música demonstram que estão muito antenados com a vontade das pessoas de estarem em rede compartilhando ideias.



Crise da indústria musical. Pirataria. Desconfiança em relação à qualidade do que toca nas rádios. Falta de novos talentos. Falta de oportunidades para artistas. A busca do sucesso. Preço exagerado do Cd. Estas e outras tantas questões fazem parte do dia a dia de quem produz, de quem distribui, de quem comercializa e de quem consome música. Por que não conversar sobre isso?

Este é um dos motores da comunicação da Melody Box: discutir soluções. E estão fazendo isso muito bem.



No post "Entenda melhor a proposta da Melody Box" você irá encontrar informações sobre o que é o site e sobre a ideia de aproximar artistas (fornecedores de conteúdo criativo) e apreciadores da música (consumidores).

Atenção quem trabalha com produção (entenda-se aqui desde a composição até o final da gravação), distribuição, comercialização e consumo da música: a Melody Box dá uma verdadeira aula de como se trabalhar a presença digital de uma ideia.

Curioso, fui testar a qualidade do conteúdo. Tem muito conteúdo. Fiz um busca aleatória e cai na artista Anna Rato, que não conhecia. Enquanto escrevia este texto, ouvia "Parabolicamará".



Resultado: excelente!

A Anna Rato e a Maglore são os primeiros artistas que assinaram contrato com a Melody Box, que além de rede social e plataforma de compartilhamento de conteúdo, também é produtora, gravadora, distribuidora, agenciadora e divulgadora.

Chega de reclamar que a sua carreira criativa não anda.

Vá até o site da Melody Box (http://www.melodybox.com.br/blog) e conheça esta inteligente forma de trabalhar.

E se você não trabalha com música, mas é gosta de música, vá lá também. Tem bastante música boa. E para vários gostos.


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segunda-feira, setembro 26, 2011

Comprador & Imagem: leve sua música para o exterior




Por Alê Barreto*
alebarreto@gmail.com


Ano passado, fui um dos palestrantes convidados pela Fundação Aperipê, do governo do Estado de Sergipe, que participou da programação de comemoração dos 15 anos da rádio FM 104.9.

Na tarde de 17 de dezembro, assisti na biblioteca Epifânio Doria o produtor Paulo André falar sobre a experiência do Porto Musical na mesa "Música e Exposição". Depois me reencontrei com ele. Recebi de sua mãos o CD "Abril Pro Rock 2010". Muita coisa boa. Quem não conhece, vale a pena conhecer. Tem Siba, Na Massa, Pato Fu, Mundo Livre S/A, Nevilton, Plástico Lunar, Wado, DJ Dolores, Instituto Mexicano Del Sonido, Plastique Noir, Camarones Orquestra Guitarristica, Ratos de Porão, Claustrofobia, Eminence e Terra Prima. Mas a diversidade cultural só estava começando.

Após a mesa do Paulo André, participei da mesa "Música e Ação" junto com a Marinilda Bertolete Boulay, autora do "Guia do Mercado Brasileiro da Música", e a Tereza Accioly, presidente da "Sociedade dos Forrozeiros Pé Serra" de Pernambuco.

Terminada a nossa mesa, assisti a mesa seguinte que era "Música e Exportação" com David Peter Mcloughlin. Após a atividade, conheci o David e ele me entregou a coletânea "The New Brazilian Music Vol. 3".


Clique aqui e escute a coletânea

Trata-se de um álbum duplo de promoção da nova música brasileira no exterior, que reúne artistas como Otto, Mallu Magalhães, Patricia Polayne, Orquestra Brasileira de Música Jamaicana, entre outros. É uma mostra com 35 artistas. Para minha surpresa, vi que consta a música "Marta", que faz parte do cd "Um olho no fósforo, outro na fagulha", da Pata de Elefante, do qual fui um dos produtores executivos, junto com o músico e compositor Gustavo Telles.

Fiz esta breve apresentação para dizer que considero o David um profissional sério, atento a cena musical brasileira contemporânea. E em breve ele estará no Rio de Janeiro, pois ele acompanha o projeto "Comprador & Imagem”, do Brasil Music Exchange. O projeto trará compradores de música e jornalistas para negociar com produtores locais e promover a música do Brasil no exterior.

A ideia central é promover oportunidades de negócios. Agentes do mercado da música de outros países poderão conhecer o trade da música no Rio de Janeiro, o mais representativo do Brasil.


Como anda a organização profissional do seu trabalho?

Nesta hora eu pergunto: você está com o seu material de trabalho em dia? Possui um cartão de apresentação? Seu release está atualizado? Tem músicas gravadas em boa qualidade para apresentar? Foto de divulgação?

Se prepare. Se você quiser aproveitar esta oportunidade de apresentar em 3 minutos suas propostas para uma banca de possíveis compradores da música brasileira, terá que preencher a inscrição online em inglês e enviar 3 faixas de músicas em mp3, suas ou dos artistas que você representa.

A BMA selecionará até 50 empresas/artistas brasileiros para participarem do Pitching e enviará para os compradores e jornalistas os perfis destes participantes. A partir do Pitching ou de uma seleção prévia do comprador, será organizada a agenda de cada empresário estrangeiro para uma reunião individual com os brasileiros que mais lhes interessarem.

Para se inscrever no Seminário “Música em Debate” e no Pitching, preencha o formulário aqui.

Para se inscrever somente no Seminário “Música em Debate”, clique aqui.

Veja a programação no site do projeto Estrombo.

O projeto "Comprador & Imagem" é uma realização da BM&A, ApexBrasil, Associação Comercial do Rio de Janeiro (ACRJ) e SEBRAE e conta com apoio da ABMI, BID, projeto Estrombo e Brasil Music Exchange.

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sábado, setembro 24, 2011

Cafezinho Independente: conheça as ideias criativas da artista Liana Keller


Foto: Neidila


Por Alê Barreto*
alebarreto@gmail.com



Na primeira turma do curso "Aprenda a Produzir um Artista", realizada dia 17 de setembro, aqui no Rio de Janeiro, atividade de capacitação que faz parte do Programa Produtor Cultural Independente, conversei com as alunas sobre a importância de criarmos espaços para um bom bate-papo.

Um bate-papo é uma coisa simples. É preciso só separar uns minutinhos para estar junto com as pessoas disponível para ouvir e para participar da conversa.

Um bate-papo traz mais qualidade de vida e é uma forma muito agradável de darmos vazão a nossa vontade de estar mais perto da cultura, da arte, de exercer nossa criatividade. Muitos profissionais de marketing, comunicação e entretenimento estão começando a se dar conta que bem estar aproxima as pessoas.

Decidi a partir de outubro convidar pessoas aqui no Rio de Janeiro para um bate-papo. Para aquecer nasce hoje a seção "Café Independente" no blog. A ideia segue a simplicidade do bate-papo. Irei publicar diálogos com pessoas criativas.

Vamos conhecer a criativa Liana Keller.


[início da entrevista]





Alê Barreto: Liana, gostaria que você se apresentasse, da maneira que você preferir e com as palavras que você se sentir mais à vontade. Fale o nome que você gosta de ser chamada, sua idade e como começou a perceber que o seu caminho era um trabalho criativo.

Liana: Assino "Lía" em meus trabalhos, mas curto mesmo ser chamada de Liana, na real. Tenho 33 anos e alguns meses.

Trabalho com a "Trapo", minha marca de roupas e quadros pintados e customizados. Em 2002 uma pessoa me pediu que fizesse uma camiseta igual a que eu estava vestindo. Era uma regata pintada sem pretensão... Isso foi no Ossip, um bar onde eu trabalhava em Porto Alegre, na época. A partir dessa encomenda, o fazer criativo entrou em minha vida com tudo. Não saiu mais. Nem sairá.


camisetas*vestidos*bermudas*saias*camisa s*gravatas*bolsas*...à venda em várias lojitas em São Paulo, Belo Horizonte, Rio de Janeiro e Porto Alegre...:)
Clique aqui e conheça a galeria


Alê Barreto: lembro que nos conhecemos lá em Porto Alegre no Ossip, na Cidade Baixa. O que lhe levou a começar a ocupar mais tempo da sua vida com o trabalho criativo?

Liana: Na verdade sempre tive trabalhos paralelos à Trapo. Em geral em bares, como o Ossip, e em danceterias.

Confesso que somente agora, em 2011, estou conseguindo "de fato" pagar minhas contas e viver bem só trabalhando com "arteirices", como forma de obter renda. E estou gostando muito disso.



Detalhes do terninho/foto: CarolEssan
Clique aqui e veja a imagem ampliada


Alê Barreto: trabalhar com a criatividade traz vários aprendizados. No que você considera que o trabalho criativo ampliou a sua qualidade de vida, o seu desenvolvimento humano?

Liana: Bem... através desses trabalhos, nesses anos todos, conheci e fiz muitas parcerias com pessoas maravilhosas e interessantes. Conheci cidades muito especiais. Vi e vivi momentos lindos e intensos. Portanto, me sinto hoje uma pessoa mais atenta e sensível ao meio onde estou inserida e tento reverter todas essas experiências em trabalhos que passem força, consciência e boas vibrações aos que olharem, tocarem ou adquirirem meus rebentos.



trapo por Carol Essan
Liana Keller,André Lacerda e Morgana Mazzon modelando
Clique aqui e veja a imagem ampliada


Alê Barreto: Sei que você é uma artista organizada. Pelo menos é a imagem que eu tenho. Muitas pessoas acham que o artista deve só fazer arte e deixar que outra pessoa faça sua produção. Você se incomoda de produzir o seu trabalho? Você acha que só o artista sabe produzir bem o próprio trabalho? É possível artistas, artistas produtores e produtores conviverem sem estas brigas por reserva de mercado?

Liana: Olha, eu tento me organizar [risos]. Muito, te digo, por necessidade mesmo.

Na verdade,adoraria que alguém bacana me produzisse. Porém essa parceria ainda não aconteceu.

Acho complicadas, de forma geral,as associações. Sendo assim, sempre procuro me aprimorar e me emancipar. Faço sozinha todas as etapas de meus trabalhos: captar recursos e materiais, criar, agir, divulgar, comercializar, comunicar, carregar, cuidar das finanças. Claro que sempre com ajudas ocasionais de amigos queridos e que sempre são providenciais.

Às vezes penso que perco muito boas oportunidades por não me dedicar totalmente ao fazer artístico.Mas no momento, minha realidade é essa.

Creio que é possível haver harmonia e colaboração entre artistas e produtores, sim! Boas parcerias de trabalho nesse sentido, por que não?



tu é descartável ou reciclável?
Clique aqui e veja a imagem ampliada


Alê Barreto: muitas vezes as pessoas criticam um trabalho artístico, um trabalho criativo, pelo fato dele estar sendo veiculado através de grandes redes de comunicação ou estar sendo distribuído e comercializado em grande escala. Você se preocupa com isso ou vai dando andamento a sua carreira sem esta preocupação? Como é para você definir preços e comercializar o seu trabalho?

Liana: Não sou do tipo de pessoas que faz esse tipo de crítica.

Como me coloco sempre contra estagnações, creio que, se o caminho da evolução e crescimento do trabalho de algum artista vai por esses meios, então que assim seja. Por vezes, mudanças e adaptações são necessárias para um real aprimoramento e para uma visão multifocal de trabalhos artísticos.

Mas claro que tudo depende da disposição de cada um, no que concerne aos rumos que deseja dar aos seus fazeres.

E, de forma geral, ainda sinto certa dificuldade em "valorar" meus trabalhos. Sigo no aprendizado de fazer tal coisa. E comercializo sem problemas. Procuro executar esse "comércio" como algo bem natural, como alguém que criou e fez com amor o que está vendendo, o que está apresentando.


Gabi veste trapo coracional
Clique aqui e veja a imagem ampliada


Alê Barreto: quem trabalha em atividades mais rotineiras, utiliza o seu tempo livre para ler, pintar, escrever, dançar, ver um filme... Todas estas atividades, a pesquisa delas, a experimentação, fazem parte do seu trabalho. O que você faz no seu tempo livre?

Liana: Em meu tempo livre? [risos] Caminho,pratico yoga, assisto filmes, leio, pinto, costuro, namoro, saio com os amigos e amigas. Meu trabalho com pesquisa de campo é incansável. Não pára.


Alê Barreto: inspirado no programa Provocações, do Antônio Abujamra, quero estimular você a dizer algo que gostaria de falar e geralmente não encontra oportunidade. Quer encontrar parceiros de trabalho? Quer fazer uma viagem? Que emoção, pensamento ou ação você quer neste momento comunicar para as pessoas que estão conhecendo você neste blog?

Liana: Sem dúvidas, quero muito encontrar boas parcerias, firmes e duradouras nesse meu caminho "trabalhístico artístico". E circular muito por esse nosso planeta também.

Porém o que tenho vontade de dizer agora é que algumas coisas me trazem certa tormenta no "mundo das artes". Um excesso de burocracia e pose e um recesso de vísceras e sentimentos.

Me traria muita satisfação ver um equilíbrio nesses fatores, valores tão paradoxais que necessitam conviver. Em nosso atual contexto social, o objetivo e o subjetivo tem de se entrosar no mundo das artes.

E ainda quero mais é ver todo o nosso lixo social tranformar-se em flores. Isso é possível ser feito. A arte em muito ajuda, quando feita com o coração. Acredito nisso. E quero contribuir com essa feitura toda!


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[fim da entrevista]


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* Alê Barreto é um administrador e produtor cultural independente. Trabalha com foco na organização e qualificação dos profissionais de arte, comunicação, cultura e entretenimento. É autor do livro Aprenda a Organizar um Show, primeira publicação livre na internet em língua portuguesa sobre produção de shows, escreve para o site Overmundo e para a revista Fazer e Vender Cultura.



Está fazendo a pós-graduação MBA em Gestão Cultural no Programa de Estudos Culturais e Sociais da Universidade Cândido Mendes.



Serviços para contratação: assessoria para elaboração de projetos (planejamento e revisão), gestão de projetos, acompanhamento de carreira artística (coaching), consultoria e assessoria (para artistas, produtores, empresas e projetos), atividades de formação (cursos, oficinas, workshops e palestras) e produção executiva de eventos.



É gaúcho. Gosta de todos os estados brasileiros. Mora no Rio de Janeiro. Brasil.

Contato: + 55 21 7627-0690 (Claro)


* O blog Produtor Cultural Independente está em atividade desde 2006. Possui mais 800 posts e links de seus conteúdos são enviados para 5.040 pessoas através de redes sociais. Faz parte da Rede Produtor Cultural Independente, uma rede de conteúdos acompanhada por 766 pessoas nos blogs Produtor Independente (633 seguidores), Blog do Alê Barreto (61 seguidores), Aprenda a Organizar um Show (35 seguidores) Aprenda a Produzir um Artista (18 seguidores), Encantadoras Mulheres (14 seguidores) e Aprenda a divulgar seu evento (5 seguidores).



Alê Barreto é cliente do Itaú.