quinta-feira, abril 29, 2010

Artistas e produtores trabalham pela organização do setor cultural em Brasília


Satellite 061 - Guia do Mercado Cultural de Brasília


Por Alê Barreto
Administrador, produtor cultural independente e palestrante


Brasília geralmente é lembrada no imaginário da população brasileira pelos seus estereótipos: sede do poder, cidade planejada, arquitetura de vanguarda, turismo, reportagens sobre escândalos políticos. Para mim, Brasília é uma cidade que a cada ano mostra-se mais atrativa para o desenvolvimento da atividade de produção cultural.

A primeira vez que percebi isso foi em 2004. Viajei para a cidade de Pelotas para participar de um debate e lá conheci o Cd de um grupo de Brasília chamado Casa de Farinha. Você pode estar pensando que isso não tem nada demais, mas um Cd de Brasília chegar a uma cidade do interior do RS, naquela época, não era algo tão comum. Despertou minha atenção.


Francinne Amarante entrevista a banda Casa de Farinha (2006)

Depois, em 2006, conheci em Brasília a Marta, uma artista integrante do Casa de Farinha e fiquei impressionado com o trabalho que ela desenvolvia na Associação Cultural Ossos do Ofício - Confraria das Artes, organização fundada com a intenção de fomentar a formação política, social e cultural do Distrito Federal e facilitar o acesso à produção cultural e aos bens públicos. Voltei para Porto Alegre com o DVD do Casa de Farinha.



Em 2007, estive em Brasília acompanhando a Pata de Elefante no Festival do Senhor F, outra iniciativa bacana em Brasília.

Em 2008, vim morar no Rio e peguei em algum lugar da cidade o Satellite 061, uma revista que é um guia do mercado cultural de Brasília. Sensacional. Guardo ela até hoje. É uma realização do Ossos do Ofício com Só Som Salva. Entre no link e veja a quantidade de artistas.

Em 2009, o grupo Ossos do Ofício realizou oficinas no Rio de Janeiro.



Mal eu tinha concluído a segunda turma do curso "Aprenda a Organizar um Show" no Fórum Internacional do Software Livre em Porto Alegre e fui convidado para ministrá-lo em Brasília, antes de São Paulo, Salvador, Recife e Belo Horizonte, que são lugares onde há muitos artistas e produtores em atividade.



Em dezembro a Rádio Câmara, de Brasília, me ligou para uma entrevista sobre a repercussão da aprovação do projeto de lei que diminui a tributação para empresas de produção artística e cultural. Depois, voltei duas vezes em fevereiro deste ano: uma para ministrar novamente o curso "Aprenda a Organizar um Show" e outra para fazer



a palestra "Começar a fazer", tema do meu próximo livro, durante a realização do Festival Grito do Rock 2010, organizado pelo Coletivo Esquina.

Veja que num relativo curto espaço de tempo, temos a seguinte amostra:

- enquanto em vários lugares as pessoas ficam debatendo, debatendo, debatendo sobre os problemas da cultura, um grupo de artistas e produtores vem trabalhando de forma permanente pela organização do setor cultural de Brasília e criou um canal de comunicação para ampliar a visibilidade do mercado cultural da cidade;

- enquanto ouço muita gente me dizer "não temos bons profissionais" (inclusive aqui no RJ), várias pessoas em Brasília tem buscado o meu curso para se capacitarem para produção de shows;

- enquanto em muitos meios de comunicação a produção cultural se resume a divulgar uma "agenda" de eventos, uma rádio pública de Brasília me entrevistou preocupada em veicular informações sobre o mercado de produção cultural;

- enquanto vários coletivos no Brasil falam e discutem a profissionalização do setor, um coletivo novo em Brasília teve a preocupação de me convidar para realizar uma atividade de educação para produção cultural.

Some-se a isso que:

- a cidade possui uma boa renda per capita;

- muitos espaços culturais;

- uma infraestrutura planejada;

- uma diversidade cultural muito grande.

Concluo que muitos artistas e produtores conseguirão articular a circulação dos seus trabalhos em diferentes espaços de Brasília e outras cidades brasileiras (e estrangeiras) nos próximos anos, em função da tendência de crescimento da organização do setor cultural e busca pela qualificação em Brasília.

quarta-feira, abril 28, 2010

Dia 01 de maio começa a quinta edição do Antídoto − Mostra Internacional de Ações Culturais em Zonas de Conflito




Por Alê Barreto
Administrador, produtor cultural independente e palestrante


Segue a dica recebida do meu amigo Edson Natale:


De 01 a 30 de maio teremos a quinta edição do Antídoto − Mostra Internacional de Ações Culturais em Zonas de Conflito, resultado de uma parceria entre o Itaú Cultural e o AfroReggae.

Desde seu início o Antídoto já contou com a participação de convidados de Afeganistão, Brasil, Burkina Faso, Canadá, Colômbia, El Salvador, EUA, França, Honduras, Inglaterra, Irlanda do Norte, Israel, Líbano, México, Moçambique, Nigéria, Palestina, Peru, Sérvia e Sudão. Testemunhas de conflitos diversos, eles trouxeram relatos de superação de problemas e trocaram, entre si e com o público, estratégias de ação, erros e acertos.



Nesta edição teremos convidados da Zâmbia, Paquistão, Irã, Guiné Bissau, Moçambique, República Democrática do Congo, EUA, Índia, Inglaterra, Serra Leoa, México, Brasil e Irlanda do Norte. Filmes, documentários, dança, cartoon, debates e muita música. Teremos também um espaço de convivência com uma retrospectiva das edições anteriores, onde você poderá conhecer, entre outras coisas, uma Escopetarra (um Fuzil AK 47 transformado em uma guitarra pelo músico colombiano Cesar Lopez). Participe!

acesse a programação completa em www.itaucultural.org.br/antidoto2010

um grande abraço e muito obrigado,

natale

Edson Natale
Itaú Cultural
música | gerente

terça-feira, abril 27, 2010

Já pensou em começar a organizar shows e trabalhar com bandas?




Por Alê Barreto
Administrador, produtor cultural independente e palestrante


Trabalhar na produção executiva de um show é uma porta de entrada para trabalhar com cultura e arte. Já pensou que você pode fazer isso?

Então comece a fazer. Saia cedinho de casa e venha assistir a palestra que vou fazer na Universidade Veiga de Almeida. Só pegar o metrô.

Preste atenção na vida. Aproveite esta oportunidade. Além de nos encontrarmos, você poderá ser sorteado e ganhar 1 exemplar do livro "Aprenda a Organizar um Show".

Para garantir sua participação, entre em contato com a Amanda pelo fone 21-7168-2793 ou amanda.comsocial@gmail.com

Espero você lá!

segunda-feira, abril 26, 2010

Copyfight - Seminário e Laboratórios de Conhecimentos Livres - 28 e 29 de abril - no Pontão de Cultura Digital da ECO/UFRJ




Por Alê Barreto
Administrador, produtor cultural independente e palestrante


Recebi agora pela manhã esta dica do meu colega do MBA em Gestão Cultural Caio César Loures.


Release do evento

O Pontão de Cultura Digital da Escola de Comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Pontão da ECO/UFRJ) é um espaço de convergência para debates e atividades sobre software livre, conhecimentos abertos e produção multimídia. Desde março de 2009, o Pontão da ECO tem como sede um laboratório na Central de Produções Multimídia, no campus da Praia Vermelha.

O local é a base principal dos diversos cursos e atividades do Pontão, que também são realizados fora da Universidade e possuem abrangência nacional.

Após realizar o Fórum Livre Direito Autoral, um encontro internacional com a presença de pesquisadores como Antonio Negri e Michael Hardt, o Pontão da ECO promove o Copyfight nos dias 28 e 29 de abril. O evento terá transmissão ao vivo pela internet, é gratuito e ofecerá certificado aos que solicitarem. O Copyfight terá sua aberta no dia 28 às 11 horas e se desdobrará em duas partes: laboratórios práticos de conhecimentos livres, durante a tarde, e um seminário de propriedade intelectual e pirataria, durante a noite.

Condenada por uns, defendida por outros, a pirataria talvez seja o tema mais polêmico nos atuais debates sobre cultura digital. É ela a responsável por fazer a internet um palco de uma batalha: a guerra pela cópia. A disseminação anônima e gratuita de uma infinidade de materiais protegidos por direitos autorais preocupa as grandes indústrias do entretenimento, que oscilam entre punir os usuários e arriscar novos modelos de negócios.

Mesmo offline, a importância da propriedade intelectual surge através de questões como o patenteamento de seres vivos e a quebra de propriedade industrial, como no caso dos medicamentos genéricos. O evento pretende abordar o tema de uma maneira ampla, possibilitando que os diversos atores sociais envolvidos neste conflito possam se manifestar, apontando soluções e críticas.

O Copyfight também terá os Laboratórios de Conhecimentos Livres, que reuniarão artistas e oficineiros do Rio de Janeiro e outros estados para dois dias de trabalhos práticos com temas ligados à cultura digital. Ao contŕário do Seminário, no qual os participantes terão prioridade de acordo com a ordem de chegada, será necessário fazer inscrições nos Laboratórios. Ao todo, serão quatro laboratórios: inteligências automatizadas e websemântica, introdução a Pure Data e hardwares livres, construção de transmissores de baixa potência e técnicas de edição de imagens ao vivo em software livre.

Veja a programação

Participe

domingo, abril 25, 2010

Rita Ribeiro, Jorge Mautner, Vitor Araújo e Casuarina mostram que o Rio de Janeiro continua lindo


Vídeo da campanha das olímpiadas no Rio de Janeiro


Por Alê Barreto
Administrador, produtor cultural independente e palestrante


A primeira impressão que tive do Viradão Carioca foi a melhor possível. Conforme havia falado no post anterior, fui ontem à tarde assistir a programação de shows da praça do Leme. Palco bonito. Som impecável. Esquema de segurança bacana. Artistas excelentes.

Queria ver o show da Rita Ribeiro faz tempo. Em 2008, assisti os minutos finais de sua apresentação na V Feira Nacional de Agricultura Familiar e Reforma Agrária, na Marina da Glória, aqui no Rio.

Rita Ribeiro apresentou o magnífico “Tecnomacumba”. É impossível assistir o show e não ficar encantado pela diversidade musical que Rita e seus Cavaleiros de Aruanda oferecem ao público. À minha volta, todos dançavam. A cada saudação, o público e os Orixás sorriam. Às vezes eu tinha impressão de que Rita se comunicava com cada pessoa que estava naquela praça. Foi um ritual artístico carregado de força, paz e beleza.


Trecho do especial "Tecnomacumba"


Mas a noite de surpresas estava só começando. Eis que o irreverente Jorge Mautner entra em cena. Em seu show, duas coisas me marcaram bastante. Primeiro, a inteligência e o toque agradável de suas canções. Jorge Mautner consegue nos levar a um passeio pela comédia, história, reflexão, crítica, oratória com uma simplicidade que é impossível não participar de sua arte. A segunda coisa que não podia esquecer de comentar era a elegância com que uma morena de vestido preto dançava com rapaz de camisa xadrez, poucos metros à minha esquerda. Parecia que eles faziam parte da apresentação de Mautner.


Arte do site de Jorge Mautner

Fiquei de alma lavada com estes dois shows. Podia ter ido embora. Mas daí encontrei alguns amigos de Santa Tereza e resolvi esperar para ver as próximas apresentações. Não me arrependi.

Pé no piano. Radinho de pilha. Conversa pausada com o público. Não, não era uma peça de teatro. Era o pianista recifense Vitor Araújo.

Como ele não gosta de rótulos (aliás, ninguém gosta), não vou arrumar briga com ele. Não vou descrever aqui seu show ou sua música. Vou apenas dizer que está começando muito bem a sua carreira, pois possui uma qualidade essencial para um artista, muito bem demonstrada pelos veteranos que subiram antes ao palco: coragem. Vitor Araújo está correndo o risco de mostrar o que realmente vale a pena mostrar: o que realmente é. Muitas bandas dos chamados “circuitos independentes” deveriam assistir ao show dele para ter uma noção do que é ser original.

Apesar de excelentes as apresentações, já estava cansado e pensando novamente em ir embora. Resolvi ficar mais uns minutinhos, para conhecer o Casuarina.



Não deu para ir embora. Este grupo é uma verdadeira orquestra de samba. Sua apresentação transformou a praça numa grande roda de boemia, onde todos brincavam e dançavam. Só gente feliz. Repertório variado. Músicos simpáticos. Um convite a voltar para casa só pela manhã.

Os promotores do Viradão Carioca 2010 estão de parabéns. A produção do palco do Leme está de parabéns. O público carioca que esteve presente está de parabéns. Rita Ribeiro, Jorge Mautner, Vitor Araújo e Casuarina estão de parabéns. Conheça mais o trabalho destes artistas:

http://www2.uol.com.br/ritaribeiro/

http://www.jorgemautner.com.br

http://www.myspace.com/vitoraraujo

http://www.casuarina.com.br/principal

sexta-feira, abril 23, 2010

Conheça a programação do Viradão Carioca 2010




Por Alê Barreto
Administrador, produtor cultural independente e palestrante


As oportunidades aparecem sem aviso prévio. De repente, toca o telefone e alguém chama você para uma reunião. Ao chegar na reunião, você é convidado para ser o produtor responsável pela programação de um grande evento e descobre que sua missão será:

- oferecer eventos para a população durante três dias;
- contemplar várias linguagens artísticas;
- articular uma rede de fornecedores, apoiadores e espaços culturais, para que a programação aconteça em vários espaços de sua cidade;
- contratar novos artistas, artistas com trabalhos reconhecidos e artistas que veiculam seus trabalhos em grandes redes de comunicação.


O que você faria?

Vou lhe dar uma dica. Conheça a programação do Viradão Carioca 2010. Trata-se de um evento cultural que começou hoje e vai até domingo, concebido a partir de três pilares: acesso à cultura, ocupação da cidade e integração. Serão 54 horas de ocupação de ruas, praças, teatros, cinemas, bibliotecas, centros, lonas culturais e circos.

E se você estiver no Rio ou cidades próximas, vale a pena participar. Amanhã, por exemplo, vou assistir às 15h o filme "O homem que engarrafava nuvens" no Cine Santa Tereza e depois vou para o palco Leme assistir dois shows: Rita Ribeiro às 18h e Jorge Mautner às 20h.

O Viradão Carioca carioca é promovido pela Prefeitura do Rio, por meio da Secretaria Municipal de Cultura, em parceria com a Globo Rio. Tem como co-realizador o Galpão Aplauso e apoio do Sistema Globo de Rádio.

Acompanhe também o Viradão pelo twitter.

quinta-feira, abril 22, 2010

Trabalhe de forma colaborativa




Por Alê Barreto
Administrador, produtor cultural independente e palestrante


Na próxima terça-feira, dia 27 de abril, vou ministrar uma palestra na Universidade Veiga de Almeida (RJ). Esta palestra foi organizada de forma colaborativa.

Tudo começou quando a Amanda Barbosa, aluna de Publicidade e Propaganda desta faculdade, entrou em contato comigo, em fevereiro, via twitter, interessada em participar do curso "Aprenda a Organizar um Show".

Passei o meu contato para ela e começamos a pensar de que maneira poderíamos viabilizá-lo novamente aqui no RJ, em 2010.

Amanda é uma menina muito dinâmica e lembrou que iria em breve acontecer a Semana Acadêmica da Comunicação. Aí me sugeriu que eu realizasse uma palestra neste período. Gostei da ideia.

Em março, nos reunimos com o coordenador do curso de comunicação, professor Luis Carlos Bittencourt, para falar sobre a proposta da palestra. A ideia foi aceita.

Então, quem estiver pelo RJ na noite da próxima terça, anote a dica que a Amanda e eu estamos divulgando no twitter e no blog:




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Pata de Elefante começa série de shows de lançamento do CD "Na Cidade" hoje em SP, na "Versão Brasileira" do CB Bar



Rua Brigadeiro Galvão, 871 – Barra Funda – São Paulo, SP - Fone (11) 3666-8971

terça-feira, abril 20, 2010

Oportunidades de captação de recursos através de editais da Funarte e Caixa: 90 milhões para projetos culturais




Por Alê Barreto
Administrador, produtor cultural independente e palestrante


Saiu hoje no site O Globo uma matéria divulgando que a Funarte e a Caixa estão financiando projetos culturais através de um investimento de R$ 90 milhões, que serão disponibilizados através de 38 editais.


Confira a matéria na íntegra.

segunda-feira, abril 19, 2010

Conheça o Guia Brasileiro de Produção Cultural 2010-2011




Por Alê Barreto
Administrador, produtor cultural independente e palestrante


Sinto que vou ter que ir criando vários blogues. Os assuntos são muitos e a vontade de divi-los com vocês é imensa. Trabalhar com produção cultural, para mim, é isso: troca. Cada vez que eu troco, a sensação é indescritível. Muito bom.

Troca é justamente a palavra que melhor expressa, na minha opinião, o novo "Guia Brasileiro de Produção Cultural: 2010-2011", organizado por Cristiane Olivieri e Edson Natale.

O livro começa com o texto "Agentes e Sujeitos Culturais" escrito por Danilo Santos de Miranda, diretor regional do SESC São Paulo, que já nas primeiras páginas ensina:

"(...) Não existe nenhuma possibilidade de que trabalhos culturais sejam feitos sem alguma dose de risco, mas conhecê-los, ainda que não inteiramente, garante menos dor no aprendizado".

Para quem não sabe, Danilo Santos de Miranda é organizador do livro "Ética e Cultura", um conjunto de textos do seminário homônimo realizado pelo SESC SP em 2001, com chancela da Unesco.

No capítulo 1, "Planejamento", conceito que estudamos muito nas áreas de administração, engenharia e arquitetura, mas que nem sempre é visto com bons olhos por artistas e produtores (isso está mudando), é apresentado de forma acessível, o que estimula a compreensão de sua importância na atividade de produção cultural.

Preste atenção ao item "indicadores de desempenho".

No capítulo 2, "Economia Criativa", são apresentadas referências deste novo conceito. Temos ainda uma certa tradição de separar os assuntos culturais como se fosse um terreno em que não houvesse consumo. Para muita gente, moda não é cultura, é percebida como algo menos "nobre", pois é algo "comercial". Na entrevista "Decodificar, alterar, desconstruir e reconstruir", Jum Nakao amplia esta visão:

"O lugar que você habita tem relação direta com seus hábitos e hábito também significa roupa. Moda permeia os lugares que uma pessoa frequenta, os livros que lê, as bandas que ouve, a forma como se expressa e como recebe as pessoas em casa, a gastronomia, a cultura ao seu redor e por fim, sua roupa. A moda para mim é a conexão final entre o habitat interior, seus hábitos e o local que você habita".

Preste atenção na entrevista com Felipe Altenfelder Silva do núcleo cooperativo de comunicação "Massa Coletiva" de São Carlos (SP), na entrevista "Da Bienal do Fim do Mundo até a InArts" com produtora e curadora Ana Helena Curti e na entrevista "Lixo, aterros sanitários, consumo e reciclagem" com Alexandre Ferrari.

No capítulo 3, "Questões Jurídicas", mais boas surpresas. Um repertório de informações que mostra que a área de produção cultural necessita trabalhar em parceria com os profissionais da área do Direito.

Preste atenção: seja por exigência legal ou por questões de organização, na área de produção cultural trabalhamos muito com contratos.

O capítulo 4, "Direito do autor", é uma espécie de "glossário" de propriedade intelectual. Conhecer estes termos facilita o trabalho de análise de contratos no dia a dia do produtor cultural.

Preste atenção em "O que é necessário para produzir um CD?", "Check list dos direitos envolvidos numa produção audiovisual e numa representação cênica" e "Creative Commons".

O capítulo 5, "Instituições Culturais", apresenta um panorama de como a maior parte das organizações culturais estão organizadas no Brasil.

Preste atenção ao texto "Desenvolvimento institucional - a construção da sustentabilidade das instituições culturais" e a entrevista "A captação de recursos nos EUA" com Janet Bailey.

No capítulo 6, "Questões financeiras", Stefano Florissi e Afonso Reis conversam com o leitor no texto "A economia não é bicho-papão" sobre o quanto a economia está presente em nossas vidas (inclusive na atividade de produção cultural) e o quanto temos dificuldade de entendê-la.

Preste atenção no item "Cuidados a serem tomados nas contratações e pagamentos".

O capítulo 7, "Projetos e Financiamento à Cultura", inicia com a seguinte frase:

"O Financiamento à Cultura vem sendo discutido, nos últimos anos, quase sempre apenas do ponto de vista dos patrocínios e dos incentivos fiscais à cultura".

Concordo com esta afirmação e sei que os autores não tem nenhuma intenção de fortalecer este paradigma, uma vez que mais adiante no texto alertam:

"(...) ressaltamos a importância das outras fontes - a boa e velha bilheteria (ou venda do produto cultural), os fundos públicos (nacionais ou internacionais), empréstimos e o escambo".

Acho oportuno afirmar que esta situação também está mudando. O SEBRAE vem pouco a pouco ampliando seu olhar para o setor cultural. Eu, particularmente, acredito muito nisso. O setor cultural, em sua maior parte, é formado por micro e pequenas empresas. Precisamos aprender a lidar com esta situação, perceber nossos pontos fortes e aprender a aproveitar as oportunidades.

O tema abordado neste capítulo é um dos mais importantes do livro.

Preste atenção no item "lembretes para captação de recursos".


O capítulo 8, "Comunicação", começa com um inteligente convite à reflexão:

"Revistas, jornais, emissoras de rádio, Web rádios, podcasts, blogs, canais de TV aberta, TV a cabo, sites, e-mails, telefonia celular, anúncios publicitários em ônibus, táxis, trens e metrôs, zines, assessoria de imprensa, comunicação dirigida. Hoje são inúmeras as alternativas para a divulgação de projetos, apresentações, festivais e produtos culturais. Nesta babel de possibilidades, ainda se repetem à exaustão os poucos modelos vitoriosos (e muitas vezes os adotamos como fórmulas: se deu certo para o projeto de alguém, por que não daria certo para o meu?)".

Fica nítida a impressão de que os autores do livro estimulam que os produtores culturais aprendam a lidar com as possibilidades.

Preste atenção em "Comunique bem sua ideia" e "assessoria de imprensa".

O capítulo 9, "Produção", foi estrategicamente colocado no final. Segundo os autores, é uma forma de mostrar ao leitor a importância de se conhecer todas as etapas antes de se "colocar a mão na massa". Concordo 100%. O produtor "empírico" está com os dias contados.

Mas, para além das habilidades e competências técnicas, o capítulo mostra também falas muito significativas, como as entrevistas "A insaciável curiosidade artística" com a produtora cultural Monique Gardenberg, sócia da Dueto Produções, "A produção cultural na China" com Fernanda Ramone e "O Acre" com Daniel Zen. Daniel é um importante agente cultural no Acre. Tive o prazer de conhecê-lo pessoalmente em novembro de 2009, quando fui realizar uma consultoria para o SEBRAE do Acre.

Preste atenção nas "Dicas básicas para participar de feiras internacionais".

O apêndice "Educar para a cultura" parece ser o fim. Mas é o início. Um livro de produção cultural que dedica um capítulo ao tema educação é o sinal que estamos começando um novo tempo, em que a especialização não é inimiga das transversalidades, em que o foco pode ser multidirecional.

Preste atenção nas entrevistas "A Escola Lumiar" com Ricardo Semler (autor do livro "Virando a própria mesa", primeira publicação que li sobre o tema de administração) e "A arte como instrumento para a educação" com Carlos Barmak.

O livro é uma importante e atualizada fonte de consulta para os profissionais que atuam no setor cultural. Cristiane Olivieri, Edson Natale, todos os autores, consultores e equipe do livro estão de parabéns.

Para adquiri-lo, basta entrar na loja das Edições SESC.

sábado, abril 17, 2010

Aprenda a diferença entre uma mentira e uma invenção



"(...) não tô querendo dizer nada, rapaz, tô fazendo um negócio com a palavra que seria como você escutar música" (Manoel de Barros)


Por Alê Barreto
Administrador, produtor cultural independente e palestrante


Trabalhar com produção cultural, em suas diferentes atividades, é um caminho gostoso, cheio de surpresas. É um encontro com imagens, sons, pessoas. Um passeio pelos olhares. Um passeio pelas palavras.

Uma boa dica para formação de um produtor cultural independente é assistir ao filme



Só dez por cento é mentira do diretor Pedro Cezar, que está em cartaz no Cine Santa Tereza, no Rio de Janeiro.


Segundo informações do site do filme, trata-se de um "mergulho cinematográfico na biografia inventada e nos versos fantásticos do poeta sulmatogrossense Manoel de Barros.

Alternando sequências de entrevistas inéditas do escritor, versos de sua obra



e depoimentos de “leitores contagiados” por sua literatura, o filme constrói um painel revelador da linguagem do poeta, considerado o mais inovador em língua portuguesa".



Aprenda a arte de viver deste poeta

Manoel de Barros nasceu em Corumbá, no Mato Grosso do Sul, em 1916, onde passou sua infância.



Aos 13 anos foi estudar num internato religioso no Rio de Janeiro.

Em 1949 saiu do Rio e voltou ao Pantanal para tomar conta de uma fazenda que herdou do pai. Viajou por vários lugares do mundo e chegou inclusive a viver em Nova York, Paris, Itália e Portugal. Afastado dos círculos literários só começou a ter êxito ao publicar ar-ranjos para assobio, em 1980, com 66 anos.

Hoje, aos 93 anos, tem uma obra consagrada, com mais de 20 livros publicados e é considerado um dos poetas da língua portuguesa mais originais de todos os tempos.


Tags para estudo do filme

Linguagem visual inventiva, dramaturgia, recursos ficcionais e representações gráficas alusivas ao universo extraordinário do poeta.


Conheça a rede de pessoas que participou desta realização

Direção e Roteiro: Pedro Cezar.
Produtora: Artezanato Eletrônico.
Produção Executiva: Pedro Cezar, Kátia Adler e Marcio Paes.
Direção de Fotografia: Stefan Hess.
Montagem: Julio Adler e Pedro Cezar.
Direção de Arte: Marcio Paes.
Música: Marcos Kuzca.
Depoimentos: Manoel de Barros, Bianca Ramoneda, Joel Pizzini, Abílio de Barros, Palmiro, Viviane Mosé, Danilinho, Fausto Wolff, Stella Barros, Martha Barros, João de Barros, Elisa Lucinda, Adriana Falcão, Paulo Gianini, Jaime Leibovicht e Salim Ramos Hassan


Assista o trailer




Como ir ao Cine Santa Tereza

Endereço:

Rua Paschoal Carlos Magno, 136
Largo do Guimarães - Santa Teresa
Rio de Janeiro - RJ - cep 20240 290
(21) 2222 0203

Saiba mais sobre este espaço cultural

quinta-feira, abril 15, 2010

Citizen 3.0: documentário de Leigh Morfoot investiga como o copyright interfere na produção cultural


Trecho de "Citizen 3.0"


Por Alê Barreto
Administrador, produtor cultural independente e palestrante


Encontrei ontem no Yahoo a matéria de Tatiana de Mello Dias apresentando a entrevista com Leigh Morfoot, diretora do documentário "Citizen 3.0".

Uma frase da entrevista que há tempos venho estudando e dialogando com quem trabalho:

"(...) Os artistas não têm apenas uma maneira de serem bem sucedidos".

Uma frase da entrevista que acho polêmica.

"(...) Todos têm um desejo em comum: conseguir viver de seus trabalhos criativos.

Você concorda com essa afirmação?

Leia a entrevista na íntegra.

quarta-feira, abril 14, 2010

Produtor Cultural Independente compartilha conceito de produção cultural na Wikipédia




Por Alê Barreto
Administrador, produtor cultural independente e palestrante


Dando continuidade ao meu trabalho de compartilhamento livre do conhecimento de produção cultural, segunda passada atualizei o conceito de produção cultural da Wikipédia. A palavra "produção cultural" estava sem alteração desde 2001.

Apresentei uma síntese de conhecimentos desenvolvidos a partir da interpretação de informações contidas no Dicionário Michaelis da editora Melhoramentos, no Dicionário Crítico de Política Cultural do pesquisador Teixeira Coelho, no livro "O Avesso da Cena - Notas sobre produção e gestão cultural" de Romulo Avelar e neste blog.

Para quem não sabe, a Wikipédia é uma enciclopédia multilíngue online livre colaborativa, ou seja, escrita internacionalmente por várias pessoas comuns de diversas regiões do mundo, todas elas voluntárias. Por ser livre, entende-se que qualquer artigo dessa obra pode ser transcrito, modificado e ampliado, desde que preservados os direitos de cópia e modificações, visto que o conteúdo da Wikipédia está sob a licença GNU/FDL (ou GFDL) e a Creative Commons Attribution-ShareAlike (CC-by-SA) 3.0.[7][8] Criada em 15 de janeiro de 2001, baseia-se no sistema wiki (do havaiano wiki-wiki = "rápido", "veloz", "célere").


Vamos lá:



Conceito de Produção Cultural

Para se pensar no conceito de produção cultural necessitamos fazer uma primeira distinção, pois a expressão remete a dois significados fundamentais. Segundo o dicionário Michaellis, a palavra produção pode significar "coisa produzida naturalmente ou pelo trabalho", "obra literária ou artística" e "ato ou efeito de produzir". Logo, podemos falar de produção cultural como um conjunto de obras artísticas realizadas determinados grupos ou indivíduos, num determinado espaço de tempo, num determinado espaço da geografia. E também podemos falar de produção cultural e estarmos nos referindo ao ato de produzir. Nesta situação, produção cultural está relacionada ao ato de se produzir uma ação cultural.

Sendo o conhecimento de produção cultural novo no mundo e no Brasil, é comum que diferentes autores e universidades adotem diferentes conceitos para denominar esta nova disciplina.

Do ponto de vista prático, a produção cultural, enquanto ato de produzir, é um conjunto de conhecimentos que agregam valor a formação de um profissional para que possa criar e/ou administrar ações, eventos e projetos culturais.

Muitas atividades de produção cultural são realizadas por profissionais da administração, engenharia, gestão, finanças, marketing, comunicação, sociologia, filosofia, antropologia, história, artes, letras e psicologia.

Exemplos de atividades de produção cultural: organização de shows, exposições de arte, montagens teatrais, espetáculos de dança, exibição de filmes, programas de TV, programas de rádio, criação de blogs, gestão de carreiras artísticas e projetos de gestão de acervos de patrimônio histórico.

Campos de atuação da produção cultural: artes, cultura, comunicação, entretenimento, eventos e lazer.

Fonte: Wikipédia

segunda-feira, abril 12, 2010

Aula inaugural do MBA em Gestão Cultural e da Pós-Gradução em Produção Cultural acontece dia 14 de abril




Por Alê Barreto
Administrador, produtor cultural independente e palestrante


Na próxima quarta-feira, dia 14 de abril, às 19h, será realizada a aula inaugural dos cursos de pós-graduação em Produção Cultural e MBA em Gestão Cultural. O evento será na Universidade Cândido Mendes (Salão Marquês de Paraná) contará com a presença de Leonardo Brant, que estará lançando seu novo livro "O poder da cultura".

Informações: (21) 3543-6489 pecs@candidomendes.edu.br


Segue abaixo o release completo do lançamento do livro.


Editora Peirópolis lança "O poder da cultura" no Rio de Janeiro



A Editora Peirópolis lança, no dia 14 de abril, às 19h, na Universidade Cândido Mendes, a obra O poder da cultura, do pesquisador e consultor de políticas culturais Leonardo Brant. O livro busca desvendar e oferecer um olhar mais cuidadoso sobre a importância da cultura em nossa sociedade, bem como a relação e o comprometimento de todos os cidadãos com a sua função pública e seu papel estratégico. Além de sessão de autógrafos, o autor realizará palestra gratuita sobre a temática do livro.

A obra é o resultado de uma ampla pesquisa baseada em documentos, livros, entrevistas e, sobretudo, na vivência diária do autor em contato com o tema que aborda. De maneira prática, ilustrativa e propositiva, questões que vão desde a definição de cultura, sua função pública, a relação direta entre cultura e desenvolvimento, com o mercado, os desafios da pós-modernidade para artistas e agentes culturais e as intervenções do poder público na dinâmica cultura de uma sociedade, entre outros, estão reunidos no livro de Leonardo Brant, também conhecido pelo blog Cultura e Mercado, um dos primeiros e mais importantes periódicos da blogosfera a abordar o tema.

O autor explica que, entre as muitas respostas possíveis para essas questões, buscou uma abordagem propositiva, que buscasse imaginar uma nova percepção de riqueza e importância da cultura como projeto humanista, abarcando também a sua dimensão individual, política e organizacional.

Para Brant, o reconhecimento e a valorização da cultura são fundamentais para o desenvolvimento dos povos em um sentido amplo: a cultura se junta aos temas sociais e ambientais para formar os pilares básicos para dar significado mais efetivo e abrangente a uma nova noção de desenvolvimento e sustentabilidade.

Um dos principais desafios do livro é auxiliar o debate público em torno da necessidade de se criar um novo modelo capaz de orientar uma relação de compromisso de todos com a importância estratégica da cultura. “Este livro consolida, de certa forma, minha experiência de dez anos de trabalho como consultor dedicado a potencializar e dinamizar empreendimentos culturais sustentáveis.”

O estudo que resultou na obra aponta para a necessidade, segundo o autor, de compreendermos a cultura como um plasma invisível, entrelaçado entre as dinâmicas sociais, tanto como alimento da alma individual quanto como elemento gregário e político, que liga e significa as relações humanas. “Perceber a presença desse plasma – ou seja, de uma matéria intangível altamente energizada, reativa e que permeia todo o espaço da sociedade – é fundamental para a compreensão dos fenômenos do nosso tempo”, diz Brant.

“A ideia de cultura, sempre moldada conforme as visões políticas de cada tempo, detém em si as chaves dos sistemas de poder. Chaves que podem abrir portas para a liberdade, para a equidade e para o diálogo. Mas também podem fechá-las, cedendo ao controle, à discriminação e à intolerância”, afirma o autor.

Outras informações pelo hotsite: http://opoderdacultura.com.br/


Sobre o autor

Leonardo Brant é pesquisador de políticas culturais e presidente da Brant Associados, consultoria estratégica para empreendimentos socioculturais. Criou e edita Cultura e Mercado, o mais influente blog de políticas culturais do Brasil. É autor dos livros Mercado Cultural, Diversidade Cultural (org.) e Políticas Culturais vol.1 (org.). Conferencista internacional e coordenador de cursos de formação na área cultural, Leonardo fundou o Instituto Pensarte (Brasil) e o Divercult (Espanha) e foi vice-presidente da International Network for Cultural Diversity. Em dezembro, lançará o webdocumentário Ctrl-V :: VideoControl, sobre a indústria e as políticas para o audiovisual.

sexta-feira, abril 09, 2010

Álbum Virtual Trama: música gratuita que paga quem produziu a música



Por Alê Barreto
Administrador, produtor cultural independente e palestrante


Em janeiro, publiquei o post "Afinal, a música de ser paga ou gratuita?" no qual comentei que as visões apocalípticas sobre entrega de conteúdo musical gratuito estavam em processo de mudança. Citei inclusive o artigo do João Marcelo Bôscoli, fundador e presidente da Trama Music Group, publicado no blog Acesso, no qual ele explica como funciona o modelo adotado por sua gravadora.

Essa tendência de disponibilizar conteúdo de forma gratuita é apontada no livro "Free: The Future of a Radical Price" do polêmico Chris Anderson.



Como presto assessoria para a Pata de Elefante, estou tendo a oportunidade de acompanhar mais de perto este novo modelo de negócios. A Trama está lançando hoje "Na Cidade", o novo trabalho da banda, através do Álbum Virtual.


Leia mais no Overmundo...


O Álbum Virtual é um site onde o conteúdo é disponibilizado gratuitamente sem proteção (DRM). Isso permite que você baixe a música e deixe no seu computador, copie para CD, pen-drive ou em qualquer outra mídia.

O conceito é o seguinte:



Fazendo uma breve análise deste conceito, a partir da obra “Administração de Marketing” de Philip Kotler, mestre em economia pela Universidade de Chicago, doutor em economia pelo MIT, pós-doutor em matemática pela Universidade de Harvard e pós-doutor em ciência comportamental pela Universidade de Chicago, percebe-se que o Álbum Virtual Trama foi cuidadosamente planejado, abrangendo a maior parte dos fatores que constituem o escopo do marketing:

o bem: disponibiliza fonogramas (arquivos eletrônicos de música gravada);

o serviço: oferece aos clientes um “cardápio” musical amplo, que valoriza a diversidade cultural;

a experiência: possibilita através de uma interface amigável que o público “mexa no Cd”: é possível ver a capa, contracapa e folhear o encarte;

evento: o lançamento virtual passa a inaugurar uma nova fase no conceito de evento, antes visto apenas como algo presencial;

lugares: o bem e o serviço podem ser acessados em qualquer lugar do planeta que se tenha conexão com internet;

propriedade intelectual: foi cuidadosamente planejada, de maneira que o artista tem seus direitos morais e patrimoniais respeitados;

informações: para baixar as músicas, é necessário cadastrar-se. Isso permite que a Trama estabeleça um processo contínuo de aprendizagem do comportamento de consumo dos internautas que acessam o Álbum Virtual.

ideia: o produto e serviço estão estabelecidos numa plataforma virtual que entrega o conceito/benefício “de graça pra você e remunerado pro artista".


Indo para a prática: como baixar um disco no Álbum Virtual Trama

Digite no seu navegador http://albumvirtual.trama.uol.com.br/lancamentos e clique no ícone da capa do disco. Uma tela irá se abrir mostrando o álbum da banda e uma barra superior com todas as funcionalidades que podem ser utilizadas.



Para baixar, é necessário se cadastrar no site, mas é um procedimento muito rápido e que vale a pena. Em aproximadamente 3 minutos (bem menos tempo do que você levá-la numa loja física comprando um disco ou CD...) você fica com os arquivos das músicas e pode escutá-las onde quiser.

Leia o release do lançamento do disco.

quinta-feira, abril 08, 2010

Disciplina e organização são qualidades aliadas da criatividade


O ator Paulo José fala da experiência de viver o personagem Quincas de Jorge Amado


Por Alê Barreto
Administrador, produtor cultural independente e palestrante


Em geral, pensa-se que criatividade é algo somente associado ao caos. Isso ocorre porque muitas vezes as pessoas pensam que caos é ausência de organização. Contudo, caos não é o oposto de organização, mas sim outra forma de organização.

Comecei falando isso porque esta semana tive a oportunidade de aprender muito sobre a relação entre a disciplina, a organização e a criatividade com a matéria "Dentro do Parkinson de Diversões" de Armando Antenore, publicada na edição 152 da Revista Bravo, do mês de abril.

Nela o ator Paulo José, protagonista do filme "Quincas Berro D'Água", que estréia nos cinemas em maio, e que está atuando na peça "Um Navio no Espaço ou Ana Cristina Cesar", fala, entre vários assuntos, sobre a disciplina e a organização que precisa ter para driblar os obstáculos impostos pelo Mal de Parkinson há 17 anos e continuar atuando. Ele segue na ativa.

Ao final da entrevista, tive a impressão que uma coisa alimenta a outra: a disciplina permite que ele tome os cuidados necessários para continuar atuando; a criatividade lhe permite inventar brincadeiras para tornar mais agradáveis os exercícios e o tratamento e a organização permite que ele consiga distribuir o seu tempo para cuidar de sua saúde e exercer a sua arte.

Como sempre a Bravo está ótima. Quem ainda não leu, vale a pena pegar uma nas bancas e aprender mais esta importante lição com um ator que há 61 anos acredita em seu trabalho na dramaturgia.

quarta-feira, abril 07, 2010

Aprenda a Produzir uma Banda


Uma carreira necessita tempo para ser construída assim como um jardim


Por Alê Barreto
Administrador, produtor cultural independente e palestrante


Estar escrevendo "Começar a fazer", meu próximo livro, me leva a muitas reflexões. Me faz pensar nas escolhas que eu fiz, no que estou vivendo e aonde quero chegar. Cada vez mais percebo que a opção de trabalhar com cultura como uma construção tem se mostrado uma das melhores decisões que tomei.

Esta percepção procuro compartilhar no blog, nos meus textos, nos meus cursos. Decidir construir uma vida independente através da arte e da cultura ampliou a minha vida. Minha mãe, pai, irmãos, cunhado, sobrinho, namorada vibram com cada novidade. Mas também ficam apreensivos a cada problema que aparece, pois uma carreira de artista ou de produtor não é um mar de rosas. A área cultural está começando a dar os primeiros sinais de organização no plano global e no Brasil. Portanto, trabalhar de forma sustentável na área da cultura, gerando renda de forma permanente para sobrevivência e para investir em nossos projetos de vida é um desafio em qualquer país do mundo.

Quando se trabalha com a ideia de "construção", nossa carreira vai sendo construída como uma casa. Não há mágicas e nem ilusões. Por mais que as novas tecnologias de informação e comunicação pareçam ser a solução milagrosa para tudo, todo mundo sabe que para construir uma casa é necessário aprendizado, recursos, dedicação e tempo. Ter um IPad, um netbook, um IPhone, estar conectado a redes sociais pode ser muito útil, mas não substitue a caminhada de que temos que fazer.

Tudo que tenho vivido e pesquisado me leva a crer que todo mundo tem o direito de começar a fazer o que deseja. Precisa às vezes somente de um empurrãozinho. Pensando em contribuir com isso, criei um novo curso que pretendo ministrar em Brasília no mês de maio.

Apresento a vocês o material de divulgação, em primeira mão. Sintam-se à vontade para fazer comentários.


Participe do curso “Aprenda a Produzir uma Banda”
e prepare-se para aproveitar oportunidades



Ilustração: Eliane Barreto


Aprenda a Produzir uma Banda é um curso intensivo que ensina os primeiros passos para quem deseja aprender a administrar sua carreira artística ou produzir artistas solo, grupos culturais e bandas independentes.

Em uma jornada dinâmica os participantes aprendem de forma descontraída quais são as atividades básicas e avançadas de um produtor, quais são os recursos importantes para a produção de uma banda, kit inicial de comunicação para a banda, noções de atendimento, condução de reuniões, negociação, agenciamento, avaliação de risco de proposta de trabalho, critérios para boas relações de trabalho e como cobrar pelo exercício da atividade.

O curso foi desenvolvido pelo administrador de empresas e produtor independente Alê Barreto, autor do livro “Aprenda a Organizar um Show” (acessado por mais de 10.000 pessoas) e gestor do blog “Produtor Cultural Independente”(www.produtorindependente.com). “Qualquer pessoa pode fazer produção, desde que possua tempo, conhecimento, recursos e, de preferência, vocação para a atividade”, afirma o produtor.

Alê Barreto é um produtor profissional que acompanha os recentes movimentos de organização do setor cultural brasileiro.


Conteúdo programático:

• O que é produzir uma banda?

• Que banda pode ser produzida?

• Quem pode produzir uma banda?

• Produtor, empresário, agente artístico e representante: semelhanças e diferenças

• Atividades básicas de um produtor (atendimento/ comunicação/ secretariado/agenciamento/captação de recursos/financeiro)

• Atividades avançadas de um produtor (planejamento de marketing/ planejamento de comunicação/ planejamento estratégico)

• Recursos importantes para produção de uma banda

• Kit inicial de comunicação para banda

• Noções básicas sobre atendimento

• Noções básicas sobre condução de reuniões

• Noções básicas sobre apresentação de projetos

• Noções básicas sobre negociação e agenciamento

• Avaliação de risco de propostas de trabalho

• Formatos de trabalho saudáveis

• Critérios para boas relações de trabalho

• Como cobrar pela realização do seu trabalho

• Gestão de expectativas (objetivos/reuniões de acompanhamento)


Ministrante

Alê Barreto é bacharel em Administração com ênfase em Marketing pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Cursa MBA em Gestão Cultural na Universidade Cândido Mendes (RJ). Atuou na produção de festivais (Claro que é Rock, IBest Rock), espetáculos internacionais (Avril Lavigne, Whitesnake e Scorpions), shows nacionais (Ivete Sangalo, Acústico MTV Bandas Gaúchas), montagens teatrais (Grupo Nós do Morro, RJ) e shows de artistas independentes (Kleiton e Kledir, Antonio Villeroy). Assessora a banda Pata de Elefante (vencedora do VMB2009 da MTV como melhor grupo instrumental) no lançamento de seu novo CD no Rio de Janeiro. Administra o blog “Produtor Cultural Independente” (www.produtorindependente.com), realiza consultoria para o Sebrae para organização e estruturação de grupos culturais no estado do Acre, ministra cursos, oficinas e palestras. Está escrevendo seu segundo livro.

Assista ao vídeo no youtube: http://www.youtube.com/watch?v=I_uoCITJJJk


Serviço:

O que: curso “Aprenda a Produzir uma Banda”

Objetivo: capacitação livre para começar a administrar artistas solo, grupos culturais e bandas independentes

Público Alvo: pessoas interessadas em desenvolver atividades de gestão de carreira artística

Inscrições e informações em Brasília:

Mirella Malta
Assessoria e Capacitação em Gestão Social, Cultural e do Terceiro Setor
Fone: 61-9273-9002
E-mail: mirellamalta@globo.com

terça-feira, abril 06, 2010

Apesar da chuva no Rio de Janeiro, o Produtor Cultural Independente está bem


Avatar de Alê Barreto criado através do site www.faceyourmanga.com


Por Alê Barreto
Administrador, produtor cultural independente e palestrante


O post de hoje é para tranquilizar a todos. Recebi muitas ligações do Sul e mensagens na internet manifestando preocupação comigo. O Produtor Cultural Independente está bem.

Para quem não sabe, eu moro no Morro do Vidigal


Foto: Bruno Veiga


numa parte que (há princípio...) não apresenta risco de deslizamentos.

Como a maior parte dos cariocas, estou ilhado, pois a chuva no Rio de Janeiro continua. Houve um deslizamento de encosta que interditou as duas pistas da Avenida Niemeyer, que é a via que liga o Vidigal tanto para o Leblon como para São Conrado.


Acompanhe ao vivo

Estou aproveitando o dia para dar andamento aos próximos trabalhos:

- organização da palestra que vou ministrar na Semana da Comunicação da Universidade Veiga de Almeida no final de abril;

- preparação de material de divulgação das atividades de educação para produção cultural que vou ministrar em Brasília em maio. Além do conhecido "Aprenda a Organizar um Show", vou estar lançando o novo curso "Aprenda a Produzir uma banda".

- planejamento do lançamento do novo CD da Pata de Elefante no Rio de Janeiro. Para quem não sabe, a Pata de Elefante apresenta seu terceiro trabalho em estúdio na página do Álbum Virtual Trama a partir de 9 de abril, no formato "de graça pra você e remunerado pro artista", ou seja, sem proteção DRM, o que permite ao público copiar e gravar em qualquer mídia quantas vezes quiser e ao artista é assegurado valor por seu trabalho.


Muito obrigado a todos que ligaram e mandaram mensagens! Tá tudo bem!

segunda-feira, abril 05, 2010

Seminário Itinerante de Economia da Cultura e Desenvolvimento


Divulgação


Por Alê Barreto
Administrador, produtor cultural independente e palestrante


No próximo dia 7 de abril começa uma "caravana" que irá debater Economia da Cultura e Desenvolvimento nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.

Seguem abaixo informações da Associação Brasileira de Gestão Cultural (ABGC).



Seminário Itinerante de Economia da Cultura e Desenvolvimento e lançamento do livro “Economia da Cultura: ideias e vivências”

O projeto é uma iniciativa da Associação Brasileira de Gestão Cultural (ABGC) em conjunto com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e conta com o apoio dos SEBRAEs estaduais e da Garimpo de Soluções. A proposta do seminário itinerante surgiu a partir da identificação de demandas regionais por meio de informações instrumentais acerca do potencial econômico da cultura voltado para o desenvolvimento dos estados das nove cidades visitadas nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.

O seminário visa, além de promover a reflexão sobre a temática proposta, incentivar a implementação de ações integradas entre destacadas instituições públicas e privadas das localidades, objetivando contribuir para a profissionalização do setor e a consequente qualificação e ampliação dos resultados junto às populações regionais.

A importância do evento se dá em função de a Economia da Cultura vir crescentemente desempenhando um papel fundamental no alicerçamento de uma estratégia alternativa de desenvolvimento socioeconômico, na promoção dos valores, criatividade, qualidade de vida e imagem de nosso país - tanto internamente, quanto no exterior - e na geração de emprego, renda e inclusão sociocultural. Desta forma o evento cumpre a tarefa de responder às necessidades de conscientização, promoção de reflexões e debates acerca do tema, que visem, ainda, o incentivo à implementação de ações culturais mediante investimento organizacional público e privado, a partir da aplicação de métodos, índices e ferramentas da economia, em interação com processos e metodologias profissionalizadas na área de gestão cultural.


Objetivos do Seminário

- Oferecer aos agentes públicos, privados e da sociedade civil que atuam ou têm interesse em atuar nas esferas culturais e sociais na região Norte, uma visão panorâmica da economia da cultura como fator de desenvolvimento econômico, conciliando os mundos econômico e cultural.

- Aprimorar a capacidade de análise das tensões e interações que se estabelecem entre interesses nacionais e internacionais, setores econômicos e agentes públicos e privados, com relação à cultura e seu potencial econômico.

- Contribuir para a ativação e a operacionalização de programas, projetos e ações socioculturais, enfatizando seu potencial propulsor do desenvolvimento socioeconômico regional e nacional.


Público-alvo

Gestores, produtores e atores da cultura; economistas; administradores; sociólogos; profissionais da área de comunicação; turismólogos; arquitetos e urbanistas; jornalistas; profissionais de relações internacionais; estudantes e interessados em geral.

Datas e cidades

07/04 – Cuiabá (MT)
08/04 – Campo Grande (MS)
09/04 – Goiânia (GO)
15/04 – Aracaju (SE)
16/04 – Maceió (AL)
17/04 – João Pessoa (PB)
31/05 – Palmas (TO)
01/06 - Belém (PA)
02/06 – Macapá (AP)


Programa do evento

Recepção e credenciamento.
Abertura

Mesa I - A Cultura no cenário brasileiro - contexto e futuro – Kátia de Marco (ABGC e UCAM)
Visão ampliada da cultura na atualidade / a intensificação do diálogo entre cultura, desenvolvimento e sustentabilidade / o potencial econômico da cultura / a profissionalização dos setores culturais e a importância organizacional nas ações e instituições culturais/ o impacto das novas tecnologias na produção, na distribuição e consumo culturais.



Kátia de Marco é mestre em Ciência da Arte e graduada em Ciências Sociais e pela Universidade Federal Fluminense. Coordena e leciona no Programa de Pós-graduação em Estudos Culturais e Sociais da Universidade Candido Mendes e é coordenadora acadêmica dos MBA em Gestão Cultural, da Pós-graduação em Produção Cultural e do MBA em Gestão Social da Universidade Candido Mendes. Fundou e é presidente da Associação Brasileira de Gestão Cultural. Também atua como subsecretária de planejamento cultural em Niterói/RJ. Contato: kmarco@gestaocultural.org.br

Palestra com representante do poder público local

Debate com o público.

Almoço Livre


Mesa II – Economia da cultura – uma abordagem prática – Leandro Valiati (UFRGS)

Traduzindo e descomplicando a economia / princípios e conceitos básicos de economia reconhecidos no dia-a-dia e aplicados ao campo cultural/ o papel das esferas pública e privada e à sociedade civil/ experiências de conscientização, formação e capacitação em economia da cultura, já desenvolvidas no Brasil /a inserção estratégica da economia da cultura nas políticas culturais.

Palestra com representante do SEBRAE estadual



Leandro Valiati é economista (UFRGS), mestre em planejamento urbano com ênfase em aplicações da Economia da Cultura no contexto urbano (PROPUR-UFRGS), doutorando em Economia do Desenvolvimento (PPGE-UFRGS), professor da especialização em Economia da Cultura (PPGE-UFRGS), especialista em construção de indicadores de avaliação sócio-econômica de projetos e programas culturais e sociais e organizador e autor do livro Economia da Cultura: Bem-Estar Econômico e Evolução Cultural pela editora da UFRGS. Contato: l.valiati@terra.com.br


Mesa III - Economia da cultura e desenvolvimento – estratégias nacionais e panorama regional – Ana Carla Fonseca Reis (ONU e Garimpo de Soluções)

Economia, cultura e desenvolvimento - conceitos complexos e entrelaçados/ a interação desses conceitos como estratégia para o desenvolvimento sustentável dos estados / como os instrumentos e marcos regulatórios contribuem para maximizar os resultados das ações culturais / visão da economia da cultura de forma sistêmica, considerando especificidades locais e fluxos internacionais de bens e serviços culturais / a tensão gerada pelos direitos de propriedade intelectual, em especial em regiões nas quais há uma profusão de saberes e fazeres culturais tradicionais /o papel do turismo cultural e da economia criativa nessa discussão.

Palestra com representante de instituição privada local.

Debate com o público




Ana Carla Fonseca Reis é doutoranda em Arquitetura e Urbanismo (USP). Mestre com distinção e louvor em Administração de Empresas (USP), Administradora Pública (FGV/SP), Economista (USP). Fundadora da empresa “Garimpo de Soluções – economia, cultura e desenvolvimento”. Consultora internacional e conferencista em cinco línguas em economia da cultura, economia criativa, cidades criativas e desenvolvimento local, é assessora para a ONU, curadora de seminários em vários países e escritora, dentre outros, de Economia da Cultura e Desenvolvimento Sustentável (Manole 2006), agraciado com o Prêmio Jabuti 2007, na categoria de economia, administração e negócios. Professora da FGV/SP e da UCAM/RJ. Contato: anacarla@garimpodesolucoes.com.br


Lançamento do livro: Economia da cultura – ideias e vivências (editora e-livre, RJ)

Organizadoras: Ana Carla Fonseca Reis e Kátia de Marco

Autores: Adair Rocha; Ana Carla Fonseca Reis; Carlos Frederico Barros, Cristina Lins, Eliane Costa, Fabio Ferreira; Heliana Marinho; Ivan Lee; José Arnaldo Deutscher; Kátia de Marco; Leandro Valiati; Lia Calabre; Luiz Carlos Prestes; Marcos Mantoan; Paulo Miguez; Rita Pinheiro Machado; Sydney Sanches; Tânia Pires.

Encerramento.

domingo, abril 04, 2010

Páscoa diferente: pensando sobre música e literatura


Tony Bellotto falando com Edney Silvestre em entrevista para o Globo News


Por Alê Barreto
Administrador, produtor cultural independente e palestrante


Hoje acordei e decidi passar um domingo de Páscoa diferente. Entrei na internet e comecei a folhear os grandes portais (Globo.com, Terra, Uol, etc) para ver que conteúdos haviam sido publicados sobre este tema.

Lá pelas tantas, navegando no site do Globo News, achei uma sessão chamada Espaço Aberto com a matéria "Tony Bellotto fala do papel da música na criação literária".

Fiquei curioso e assisti a entrevista, pois há um bom tempo tenho uma curiosidade de conhecer mais o trabalho deste artista. Além disso, na medida que tenho avançado no meu trabalho como produtor cultural independente, tenho me aproximado das palavras.

Escutar um músico falar dos caminhos que o levaram a literatura é uma ótima forma de passar uma Páscoa diferente.

Amplie sua formação de produtor independente. Assista a entrevista.



Pense na primeira pergunta feita pelo Edney Silvestre ao Tony Bellotto:

quem manda na sua cabeça: a música ou a literatura?

sábado, abril 03, 2010

A troca é um dos alicerces da construção de um trabalho independente


Regina Célia de Aguiar, presidente da Associação Beneficiente de Jardim Ideal II, comunidade carente de Belford Roxo, RJ, falando na oficina de Redes Comunitárias do SESC


Por Alê Barreto
Administrador, produtor cultural independente e palestrante


Muita gente começa a aprender a fazer produção sem recursos. Começa a esboçar algumas ideias, conversar com algumas pessoas e vai aos poucos realizando pequenas ações culturais.

Quando se tem tempo, conhecimento e recursos, as coisas andam num ritmo razoável. Quando não se tem muito tempo ou conhecimento, mas se tem os recursos, as coisas continuam andando. Mas quando não se tem os recursos (financeiros, materiais, equipe capacitada, etc), nossas ideias demoram a virar realidade.

Nesta situação, o caminho que me parece mais adequado a seguir é o da troca.


Aprenda a negociar

A arte de trocar começar com a arte de negociar. No sistema capitalista, o princípio fundamental da troca é da lei da oferta e da procura. Este princípio muitas vezes leva a trocas desiguais. Experimente propor trocas mais equilibradas, que gerem benefícios mútuos sem oprimir uma das partes.


Aprenda a oferecer

Na área cultural as pessoas tendem a ser muito ariscas e desconfiadas. Dê o primeiro passo. Procure as pessoas e ofereça os produtos e serviços que você tem disponível. Não espere que os outros comecem. Comece você.


Aprenda a comunicar o valor do que você tem

Pare de dizer "eu tenho um estudiozinho, se você quiser gravar lá...". Fale "olá, eu sou dono de um estúdio, tenho algumas horas livres e vi que você ainda não gravou seu Cd. Gostaria de agendar uma reunião com você para vermos possibilidade de trocas e negócios".

Sua boca é sua assessora de imprensa. Utilize ela em seu favor. Nunca menospreze as suas próprias habilidades, produtos e/ou serviços.


Aprenda que o mundo está inacabado

Por mais difícil que pareça o contexto em que você se encontra, lembre-se: o mundo não está acabado. Ele está em mutação. Se hoje o secretário de cultura de sua cidade não apóia seus projetos, lembre-se que ele não é eterno. Se não conseguiu sensibilizar um produtor para incluir seu show na programação de um evento, não fique eternamente remoendo isso. Se sua cidade é um lugar difícil para trabalhar com cultura, talvez você possa ir morar em outro lugar e retornar no futuro.

O importante é não ficar pensando que as coisas não mudam. Mudam sim.

Comece a trocar e você verá que muita coisa pode ser feita.

quinta-feira, abril 01, 2010

Aprenda a captar recursos




Por Alê Barreto
Administrador, produtor cultural independente e palestrante


Terminamos o mês de março falando em não se deixar tudo para a última hora. Agora vamos começar o mês de abril pensando em aprender a captar recursos.

No próximo dia 7 de abril irá ocorrer um evento educativo da Associação Brasileira de Recursos Humanos. Quem estiver no RJ, aproveite.

Segue na íntegra o release da divulgação.


Encontro de captadores da ABCR

Em comemoração aos 10 anos da Associação Brasileira de Captadores de Recursos e aproveitando o tema do Congresso GIFE, convidamos a todos para o Encontro ABCR+10, onde serão debatidos temas cujo enfoque principal trata dos desdobramentos que imaginamos devam ocorrer na próxima década e que devemos estar preparados, enquanto mobilizadores de recursos.

Em atividade paralela ao Congresso Gife 2010 – Rio de Janeiro, profissionais discutem as últimas novidades em captação de recursos e os desafios para os próximos 10 anos.

9:00 a 9:15 Abertura
Marcelo Estraviz (Presidente da ABCR) e Fernando Rossetti (Secretario Geral do GIFE)

9:15 a 11:15 Debate - Como engajar empresas?
Ader Assis, Michel Freller (Criando Consultoria), Laura Mariani (Junior Achievement Rio de Janeiro)

11:15 a 11:45 - Coffee

11:45 a 13:00 - Palestra - Cultura e Desenvolvimento
Lucimara Letelier (ArtefocoConsultoria)

13:00 a 14:00 - Almoço

14:00 a 16:00 - Debate - Como engajar indivíduos?
Rodrigo Alvarez (Resource Alliance), Flavia Lang

16:00 a 16:30 - Coffee

16:30 a 17:15 - Palestra "Práticas de Gerenciamento de Projeto (PMI) em mobilização de recursos"
Raquel Moreira (NIC - Consultoria e Pesquisa)

17:15 a 18:00 - Palestra - "O perfil do futuro grande doador"
Michel Freller (Criando Consultoria)

18:00 a 18:05 - Encerramento - Marcelo Estraviz (Presidente ABCR)

Serviço:

Local: Rio de Janeiro
Data:7 de abril de 2010 – quarta-feira – das 9h às 18h
Facilitador: Ader Assis Jr., Flavia Lang Revkolevsky, Flavia Tenenbaum , Fernando Rossetti, Laura Mariani, Lucimara Letelier, Marcelo Estraviz, Michel Freller, Raquel Moreira, Rodrigo Alvarez
Carga Horária: 8 horas

Fonte: http://captacao.org/recursos/noticias/10-encontro-de-captadores-da-abcr.html

quarta-feira, março 31, 2010

É possível mudar a cultura de se deixar tudo para a última hora


Coelho da fábula "Alice no País das Maravilhas" correndo atrás do tempo


Por Alê Barreto
Administrador, produtor cultural independente e palestrante


Olhando a edição do Jornal Destak distribuído no metrô do Rio de Janeiro no dia 30 de março, me chamou a atenção a seguinte matéria: "Receita só recebeu 20% das declarações de Imposto de Renda até agora".

Acho que este fato é um ótimo raio "X" do que acontece no Brasil. As pessoas tem 60 dias para elaborar e enviar suas declarações de imposto de renda. Já se passou 50% do tempo e apenas 20% realizaram sua obrigação.

Agora, pense o seguinte: declarar o imposto de renda não é um ato de voluntariado. É uma obrigação legal. E mesmo sendo uma obrigação legal, a maior parte das pessoas vai "empurrando com a barriga" para fazer no último prazo. O que sobra para o que não é obrigação legal?

Quantas divulgações começam 10 dias antes da data do show? Quantos ensaios são realizados na véspera de um evento? Quantas tentativas de captação de recursos são realizadas um mês antes do prazo definido para a realização de uma importante ação cultural? Quantos projetos começam a ser redigidos faltando dois dias para encerrar o prazo de um edital?

Para mim, a administração do tempo é a ciência que temos que estudar e praticar para mudar esta cultura de deixarmos tudo para a última hora.

Assista o vídeo do professor Mário Persona e veja como é possível utilizar melhor o tempo quando se trabalha com método.

segunda-feira, março 29, 2010

Inscreva-se no MBA em Gestão Cultural e qualifique sua formação profissional


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Por Alê Barreto
Administrador, produtor cultural independente e palestrante


Dando continuidade a parceria estabelecida entre o Produtor Cultural Independente e a Associação Brasileira de Gestão Cultural (ABGC), apresentamos o depoimento de uma ex-aluna do curso.


Maria do Rosário Malcher é bacharel em direito e Coordenadora da Seção de Assuntos Culturais do Centro Cultural Justiça Federal. Concluiu em outubro de 2008 o MBA em Gestão Cultural na Universidade Cândido Mendes, com monografia O Direito Autoral e a Difusão Cultural.


Pergunta: Prezada Maria do Rosário, que valores e benefícios um profissional agrega à sua carreira investindo em sua formação através dos cursos promovidos pela Associação Brasileira de Gestão Cultural?

Maria do Rosário: Além de importantes contatos com profissionais da área, as experiências e ensinamentos transmitidos pelos professores me orientaram no sentido de exercer minhas atividades com a necessária profissionalização e abrangência de conhecimentos, nas diversas áreas, que as atividades de um gestor cultural, diariamente exigem.


Como estudar Gestão Cultural na Universidade Cândido Mendes em 2010?

A Universidade Candido Mendes em convênio com a Associação Brasileira de Gestão Cultural, há sete anos implantou o primeiro curso superior de Produção Cultural da cidade do Rio de Janeiro e a primeira pós-graduação em Gestão Cultural do Brasil, recebe em abril de 2010 novos alunos para o curso de pós-graduação lato sensu MBA em Gestão Cultural.

O MBA em Gestão Cultural vem implementar a capacitação e o aprimoramento profissional na área de Administração dirigida à instituições, programas e projetos culturais, visando otimizar a eficiência das propostas programáticas para o setor. As aulas terão início em abril de 2010, com carga horária de 405 h, duração de 16 meses, no campus Centro, no turno da noite (das 19h às 22h) e aulas às terças e quintas-feiras.

Sob a coordenação acadêmica da Profª. Kátia de Marco, o corpo docente é composto por profissionais destacados tanto na esfera executiva como nos setores acadêmicos como Paulo Sergio Duarte (Gestão de Patrimônio Histórico); Yole Mendonça e Marcelo Mendonça (Bases Administrativas na Gestão Cultural); Marcio Schiavo (Responsabilidade Social Corporativa); Eduardo Senna (Direitos Autorais na Produção Digital); Lia Calabre (Políticas Públicas Para a Cultura); Eliane Costa (Cultura Digital); Ana Carla Fonseca Reis (Micro e Macro Economia da Cultura); José Carlos Barboza (Legislação de Incentivos ao Setor Cultural). Os cursos recebem ainda novos professores, que abordarão conteúdos e experiências executivas das suas carreiras bem sucedidas: Leonardo Brant, Heloísa Lustosa, Lárcio Benedetti, Marcos Mantoan e Gilson Peranzetta.

O curso se direciona a formar e reciclar profissionais atuantes na área da cultura; criar novas gerações de gestores, empreendedores, administradores e produtores culturais; proporcionar ao profissional uma visão integrada das áreas de administração, economia, direito, comunicação, museologia, artes e cultura; preparar o profissional para tomada de decisões, gerenciamento de equipe, análise de projetos, engenharia de orçamentos e domínio do empreendimento cultural.

Preço do curso: 20 x R$ 580,00
Duração: 16 meses
Carga horária: 405h
Inscrição: R$ 80,00

Seleção:
- análise de currículo
- realização de entrevista


INFORMAÇÕES:
PRÓ-REITORIA DE PÓS-GRADUAÇÃO E PESQUISA
PROGRAMA DE ESTUDOS CULTURAIS E SOCIAIS – PECS
Rua da Assembléia, 10 / sala 616 – Praça XV – Rio de Janeiro
Marcação de entrevista pelos telefones (21) 3543-6489/9972-7693
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