terça-feira, setembro 07, 2010

Texto "Começar a Trabalhar com Produção Cultural" é publicado na revista Fazer e Vender Cultura




Por Alê Barreto*


Já está no ar o número 3 da revista online "Fazer e Vender Cultura". Trata-se de uma iniciativa cultural muito bacana coordenada pelo Miguel Gomes, que coordena também todos os meses um colóquio no Oi Futuro Flamengo (RJ) no qual são debatidos assuntos de interesse da área cultural.

Conheça o artigo que publiquei nesta edição.


Começar a Trabalhar com Produção Cultural

Sugerir como alguém pode começar a trabalhar com produção cultural não é uma tarefa muito simples. É preciso entender que nem todo mundo está no mesmo momento de vida. Uma pessoa de 16 anos provavelmente irá pensar em trabalhar no backstage de um show. Uma pessoa de 30 anos talvez queira gerenciar a carreira artística de um músico. Uma pessoa de 50 anos pode se mostrar interessada em trabalhar com projetos culturais mais amplos, com impacto social. Enfim, há muitas situações diferentes, que variam conforme a idade, situação financeira, localização geográfica, grau de escolaridade, etc.

É comum se pensar em trabalhar com produção cultural quando se é jovem. E aqui não estou me referindo a juventude somente como período biológico estabelecido, mas como um estado de espírito. A pessoa jovem quer viver experiências intensas e trabalhar com a cultura é uma experiência intensa. Eu sempre me emociono quando termina um show ou um espetáculo de teatro em que trabalhei na produção. Eu sei que aquela produção que eu realizei passou a fazer parte da vida de muitas pessoas. E tornou a minha vida melhor.

Mas esse estado "jovem" de ser traz também muitos questionamentos. O adolescente que está cursando ensino médio começa ouvir sua família falar que ele deve "tomar um rumo na vida" com a conotação de que o tal rumo é trabalhar para ganhar muito dinheiro. O "jovem" que não aceita que a sua vida deve ser somente casar, ter filhos, ser refém de expectativas de sucesso (o que é sucesso?) dos grupos sociais com quem convive, também começa a pensar que faz sentido escolher uma atividade que lhe dê mais liberdade para viver a sua vida. O "jovem" que é músico, ator, dançarino, escritor, malabarista, poeta, que curte cinema, moda, arte da gastronomia, design, iluminação, que não aceita discursos equivocados de que "cultura não dá dinheiro", fica horas pensando em como conciliar a vontade de estar no meio artístico e sobreviver dignamente.

Para todos estes jovens, a primeira sugestão é: busque informações detalhadas sobre o que você quer fazer.

Há muitas formas de se fazer isso. As mais conhecidas são "dar um google" com palavras-chaves, pesquisar em livros e revistas, entrevistar pessoas que trabalham na atividade que você pretende fazer e por fim, a mais arriscada, que é começar a fazer um estágio ou trabalhar por um período em algo que você desconfia que é o que você procura, mas que ainda não tem bem certeza.

Além de buscar informações sobre o que você quer fazer, acho importante que paralelamente se façam outros dois movimentos importantes: autoconhecimento e aprender a gestionar sua carreira profissional. Com o autoconhecimento, você poderá perceber quais são as "trocas" que você necessita no seu momento atual de vida. Pode inclusive "projetar" cenários de sua vida para o futuro. Aprendendo a gerenciar sua carreira profissional, você poderá realizar ações que alavanquem o seu desenvolvimento profissional.

Então, a coisa toda pode funcionar mais ou menos assim: você começa a se autoconhecer e ver se realmente quer trabalhar com a cultura; na medida que isso vá ficando evidente, você começa a buscar informações sobre como trabalhar nesta área. Na medida que começa a trabalhar nesta área, começa a aprender a gerenciar sua carreira para que o trabalho lhe proporcione alcançar os seus objetivos.

É importante pensar ainda o seguinte: por mais que você pesquise e planeje, você nunca terá a garantia de que irá dar certo. Mas se não pesquisar e planejar, se não se aplicar para que as coisas aconteçam, nunca elas vão acontecer.


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* Alê Barreto é administrador, produtor cultural e autor do livro Aprenda a Organizar um Show, primeira publicação disponibilizada de forma livre e gratuita no Brasil sobre a tecnologia de produção de shows. Trabalha novos conceitos e oferece serviços diferenciados para empresas, produtores, grupos culturais e artistas. Divulga reflexões sobre seu processo de trabalho no blog Alê Barreto e valoriza encantadoras mulheres.

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segunda-feira, setembro 06, 2010

Sebrae capacita profissionais para mercado cultural


Jornal A GAZETA de Rio Branco/AC, 03/09/2010


Por Alê Barreto*


Ano passado fui contratado pelo Sebrae AC, a partir do contato do gestor de cultura Alex Lima, para realizar um repasse metodológico de gestão em produção cultural para Grupos Culturais do Acre, em parceria com a Rede Acreana de Cultura, formada pela Fundação Municipal de Cultura Garibaldi Brasil (Rio Branco), Fundação Elias Mansour, SEBRAE, SESC, IPHAM e SESI.

Este trabalho teve como ponto de partida a visão estratégica do Sebrae/AC de buscar qualificar agentes culturais para desenvolvimento da economia criativa do estado do Acre.

O trabalho foi realizado em três etapas:

- treinamento teórico de introdução à gestão na produção cultural, no qual também ministrei o curso "Aprenda a Organizar um Show", em novembro de 2009;

- articulação dos conceitos aprendidos na capacitação com a prática. Supervisionei os grupos culturais durante uma missão realizada em Goiás em maio de 2010. Foi uma atividade importante de benchmarking acompanhando atividades práticas de produção cultural e seminários no Festival Bananada em Goiânia/GO. Esta atividade foi uma parceria entre Sebrae/GO, Coletivo Pequi de Anápolis/GO, Monstro Produtora e Rede Acreana de Cultura.

- atividade prática: produtores que passaram pela capacitação realizaram no último final de semana um festival na cidade histórica de Porto Acre.

Esta ação organizada chamou a atenção da imprensa local. Veja a matéria do jornalista Fábio Pontes publicada no jornal A GAZETA no dia 03 de setembro.


[início da matéria]


Sebrae capacita profissionais para mercado cultural

Fabio Pontes

O Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) capacita desde o final do ano passado um grupo de pessoas dispostas a investir em um mercado tão arriscado quanto o de ações: o cultural. Muito mais do que apenas organizar eventos, esse é um segmento que exige profissionalismo para obter credibilidade e, em seguida, lucros.

O curso tem à frente o produtor cultural independente Alê Barreto. Com uma microempresa no Rio de Janeira, Barreto mostrou sua experiência não somente como um organizador de eventos artísticos de sucesso, mas como se consolidar dentro de um eixo em que é preciso separar o joio do trigo.

Para ele, é possível o cenário cultural brasileiro ficar menos dependente do Estado, e passar a conquistar recursos junto à iniciativa privada. Mas, para isso, observa ele, é necessário um longo período de construção da credibilidade junto ao empresariado.

“Eu enxergo o setor cultural como um grande sistema, não o vejo apenas como um mercado de patrocínio, de shows”, declara

Segundo ele, o conceito da administração dentro do mundo das artes é algo novo, e de pouco conhecimento. A iniciativa do Sebrae vem a preencher essa lacuna dentro de um mercado que no Brasil torna-se cada vez mais competitivo, e onde a atuação de maus profissionais acaba por “queimar” a imagem de quem, de fato, quer fazer da cultura seu meio de vida.

“O Sebrae do Acre dá um grande exemplo para outros Estados ao estimular a organização dos seus grupos culturais. Estimular produtores independentes permitirá que as pessoas sejam mais ativas, e não fiquem apenas esperando a ação do Estado”, destaca ele. “Educar pessoas para a produção cultural é uma grande oportunidade.”

Entre os trabalhos de capacitação dos agentes culturais no Acre esteve a visita ao Festival Bananada, em Goiânia. Lá, os acreanos puderem conhecer um pouco mais da engrenagem desse setor. A partir da experiência os agentes locais criaram um próprio festival para a realidade regional.

É o Porto Arte Festival. A cidade escolhida foi Porto Acre. Apesar de ser um dos símbolos da Revolução Acreana, a cidade não disponibiliza desses tipos de eventos que contribuam na elevação do nível cultural e educacional da sociedade. O evento acontece desta sexta-feira a domingo.

[fim da matéria]

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* Alê Barreto é administrador, produtor cultural e autor do livro Aprenda a Organizar um Show, primeira publicação disponibilizada de forma livre e gratuita no Brasil sobre a tecnologia de produção de shows. Trabalha novos conceitos e oferece serviços diferenciados para empresas, produtores, grupos culturais e artistas. Divulga reflexões sobre seu processo de trabalho no blog Alê Barreto e valoriza encantadoras mulheres.

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quinta-feira, setembro 02, 2010

Editora Aeroplano lança hoje livro da cineasta e produtora cultural independente Luciana Bezerra




Por Alê Barreto*


Desde que fui morar no RJ é a terceira vez que perco um evento bacana do Nós do Morro. O que vou perder hoje é o lançamento do livro "Meu destino era o Nós do Morro", da querida e guerreira Luciana Bezerra. Luciana fala de suas experiências no grupo como atriz, figurinista, diretora, escritora e roteirista. Sua narrativa vai desde a infância, nos tempos de Maricá e da Rocinha até a chegada no Vidigal, onde vive até hoje. Apaixonada por cinema, realizou o curta-metragem “Mina de Fé” – ganhador de vários prêmios, como melhor filme no Festival Curta Cinema, no 37º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro –, e o episódio “Acende a luz”, do projeto 5x Favela – Agora por nós mesmos, produzido por Cacá Diegues.

Quem estiver no RJ, anote: hoje às 19h, na Livraria Argumento, na Rua Dias Ferreira, 417 – Leblon (Rio de Janeiro). Após o lançamento, terá um show no casarão do Nós do Morro, lá no Vidigal, na Rua Dr. Olinto de Magalhães, 54. O show começa às 21h e vai até às 2h. Irão se apresentar Melanina Carioca, Emília Lins, além do encerramento com o DJ Micael Borges.

Quem não puder comparecer, não deixe de adquirir o livro no site da Aeroplano Editora (http://www.aeroplanoeditora.com.br). Conhecer a experiência construtiva de vida desta jovem cineasta irá estimular você a realizar suas ações culturais independentes.


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segunda-feira, agosto 30, 2010

Oi Futuro: acesso e qualidade para o público e estímulo para as cadeias produtivas da cultura




Imagem produzida a partir de adaptação da imagem da capa do livro "Cultura Livre" de Laurence Lessig


Por Alê Barreto*

Vamos começar esta semana com algumas reflexões que fiz após visitar os espaços culturais Oi Futuro Flamengo e Oi Futuro Ipanema aqui no Rio de Janeiro. Ambos espaços possuem uma excelente localização. Os dois são próximos do metrô, o que facilita muito a ida e a volta, tanto para quem não tem carro quanto para quem tem carro mas prefere ir à pé.

No Oi Futuro Flamengo, conheci a exposição "Carta da Jamaica", composta por 14 vídeos, seis fotografias e duas fotoprojeções de 19 artistas de 12 países) e fui a um colóquio sobre cultura organizado pela Revista Fazer e Vender Cultura. Preciso retornar lá para assistir as outras programações e continuar a escutar Cds. Há uma espécie de "Cdteca" na entrada, com cd players e fones de ouvido, com música selecionada. Escutei um cd Capoeira Angola e conheci dois novos álbums: Pequeno Cidadão (projeto do Arnaldo Antunes com o Edgar Scandurra) e o Sobrado 112.



Fachada do espaço cultural Oi Futuro Ipanema (RJ)/Divulgação


No Oi Futuro Ipanema, retornei pela segunda vez. A primeira vez assisti o show do Gerson King Combo. Na sexta passada, assisti o show do Coletivo Instituto, grupo de SP, formado por músicos e produtores. Fiquei impressionado com a qualidade da música e dou os parabéns para quem selecionou estes artistas para a programação. Quem não conhece o trabalho deles, escute no www.myspace.com/instituto .

Após o show, fiquei pensando sobre a minha satisfação de ter ido a estes dois espaços culturais. A minha satisfação não foi apenas com os conteúdos culturais (a exposição, colóquio, CDs, show musical). A minha satisfação foi plena em função da combinação de fatores que facilitaram o meu encontro com estas ações culturais.

Quando você deseja ir num show pago, você pensa sempre na relação custo/benefício. Desembolsar R$ 30,00, R$ 60,00 ou mais para se "arriscar" a ver se um show que você não conhece não é um hábito cultural de consumo que faça parte do comportamento da maior parte das pessoas. Quem tem dinheiro para pagar ingressos caros, não está afim de utilizar este recurso para uma atividade de entretenimento que não atenda suas necessidades. Quem junta aos trancos e barrancos dinheiro para ir a um show, nem pode se permitir este luxo.

O show do Coletivo Instituto que assisti custou R$ 15,00. Quem fosse estudante, pagava metade. Tenho certeza que este preço mais acessível facilitou que eu e muitas outras pessoas se "arriscassem" a usar nosso tempo, energia e dinheiro para conhecer o grupo ou vê-lo ao vivo.

Mas o acesso não é apenas do ponto de vista financeiro. Acredito que o Oi Futuro atende outras recomendações que vem sendo debatidas pelo Ministério da Cultura e pela sociedade brasileira. Até onde pude perceber, os dois espaços possuem adaptações em sua arquitetura de maneira a facilitar o acesso de pessoas com mobilidade reduzida ou necessidades especiais. E a variedade da programação permite também que diferentes camadas da população usufruam os seus direitos culturais. Eu assisti um show de hip hop, um gênero de música que atrai pessoas das mais diversas condições sociais, etnia e faixa etária.

João Marcello Bôscoli, fundador e presidente da Trama Music Group, trabalha o seguinte conceito para distribuição da música: "de graça para o público e remunerado para o artista, patrocinado por uma marca". Parafraseando ele, acredito que o Oi Futuro pratica um modelo parecido, mas que vai além da música: acessível para a maior parte do público, com qualidade e que remunera as cadeias produtivas da cultura.


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domingo, agosto 29, 2010

André Fonseca organiza em SP curso livre de Projetos Culturais




Por Alê Barreto*


No início de agosto, recebi um e-mail do André Fonseca (consultor no planejamento e gestão de ações culturais) solicitando colaboração para divulgação do seu curso.

Acho muito importante o trabalho que ele desenvolve no blog Cultura em Pauta. Em função disso, acredito que a ação educativa que ele está coordenando irá contribuir com a formação de agentes culturais em SP.

Repasso aqui as informações recebidas.




O curso livre Projetos Culturais: desenvolvimento, captação e gestão, irá abordar as principais etapas que envolvem o processo de realização de projetos na área de cultura. O objetivo é capacitar os participantes para desenvolverem projetos a partir dos seus contextos de atuação; desenvolverem estratégias de captação de recursos; elaborarem projetos para leis de incentivo, editais e patrocinadores; administrar a produção e a execução financeira; e avaliar o resultado dos projetos.

As aulas terão como ministrantes André Fonseca (diretor da Projecta e consultor no planejamento e gestão de ações culturais); Camila Alves (consultora especializada em leis de incentivo); Gabriela Gonçalves e José Renato Fonseca de Almeida (ambos produtores culturais e integrantes do Núcleo Corpo Rastreado); Lívia Gusmão (publicitária especialista em marketing e mídias sociais); e Simone Zárate (diretora do IFOC – observatório e formação cultural).

Os módulos serão compostos por conteúdo teórico, discussões e atividades em grupo, estudo de casos e debates. No decorrer do curso, os participantes irão desenvolver, através de atividades em grupo, um projeto cultural que possibilite a aplicação prática dos conteúdos abordados nas aulas, assim como uma proposta de patrocínio para o mesmo projeto.

As aulas serão realizadas no período de 14 de setembro a 16 de dezembro de 2010, às 3as e 5as feiras, das 19h30 às 22h30, no Núcleo Corpo Rastreado (Rua Lira, 58A – Vila Madalena), na cidade de São Paulo. Os interessados deverão enviar mail para curso@projectaconsultoria.com.br, com currículo e ficha de inscrição preenchida, disponível no site www.projectaconsultoria.com.br/cursos.


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quinta-feira, agosto 26, 2010

Gerencie um curso independente utilizando o conceito de sustentabilidade




Por Alê Barreto*

Aproveito um episódio desta semana para dar um exemplo do que considero um bom atendimento para o novo mercado cultural que está se organizando no país.

Como todos sabem, estou organizando uma turma do curso "Aprenda a Organizar um Show" em parceria com a produtora Ludmilla Lima, da 1976 Produções. Após fazermos uma avaliação, percebemos que seria preciso alterar a data, em respeito ao nosso trabalho, ao trabalho de nossos apoiadores e a atenção dos nossos participantes já inscritos e dos interessados que ainda estão com dificuldades de agenda.

Porque se altera a data de um curso? Em geral, há uma tendência fria no mercado de simplesmente se abandonar algo que não tem o público esperado. Mas não sou um mercenário atrás de dinheiro. Sou um produtor cultural independente. Conduzo o meu trabalho pautado no princípio da sustentabilidade.

Leia o post que coloquei no blog do curso em Minas para entender como trabalho os critérios de realização de um curso baseado na sustentabilidade.

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terça-feira, agosto 24, 2010

Fabricio Ofuji, produtor da banda brasiliense Móveis Coloniais de Acaju, fala sobre a forma de organização do grupo


Imagem do site Produção Cultural no Brasil


Por Alê Barreto*


Nos últimos dias venho falando aqui bastante na importância de se pensar a gestão de uma carreira artística. Compartilhei informações sobre a reportagem da cantora Céu na revista Bravo e sobre a reportagem do ator José Wilker no site da Globo. Uma cantora e um ator.

Agora vamos conhecer também a visão de um produtor.

Conheci em Brasília o Fabrício Ofuji, produtor da banda brasiliense Móveis Coloniais de Acaju, durante uma reunião realizada em julho na Incubadora de Arte e Cultura da Universidade de Brasília. Naquela ocasião, percebi que tínhamos muitas afinidades. Destaco duas: entendemos que a música pode ser pensada como negócio e que é preciso conhecer como ocorrem as relações entre os agentes do mercado cultural.

Em agosto, tive novamente a oportunidade de poder reencontrá-lo aqui no Rio, durante o debate “O Mercado de Shows e Festivais e sua Influência na divulgação do artista e distribuição de seus produtos”, promovido pelo Coletivo Ponte Plural em parceria com o Sebrae e que teve também a presença do Talles Lopes (representante da ABRAFIN, Circuito Fora do Eixo e produtor do Festival Jambolada), Adilson Pereira (Jornalista cultural, ex-editor da Revista Outra Coisa e Programador do Circo Voador) e Gaby Morenah (Produtora do Circo Voador).

Hoje, entrei pela primeira vez no site do projeto Produção Cultural no Brasil, uma realização da Casa da Cultura Digital e da Secretaria de Políticas Culturais do Ministério da Cultura, cuja execução está a cargo da Beijo Técnico Produções Artísticas, Garapa Coletivo Multimídia e FLi Multimídia, em parceria com a Azougue Editorial. Há muito conteúdo que considero de grande importância para uma formação ampla em produção e gestão cultural. Preciso pesquisá-lo com mais atenção. Mas falei tudo isso para dizer que me reencontrei com o Fabrício na seção de vídeos.

Nesta entrevista, gravada no dia 18 de maio de 2010 no estúdio Cine & Vídeo, em São Paulo, Fabrício fala que é "o décimo integrante da banda" e que além do Móveis ser uma banda, "é também uma empresa". Fala também sobre como encarar a música como um trabalho profissional, sobre a opção do grupo contratar uma empresa de consultoria administrativa para organizar os processos de trabalho, sobre como pensa novos modelos de negócio para música.

Fabricio Ofuji from FLi Multimídia on Vimeo.



Vale a pena assistir esta entrevista.


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domingo, agosto 22, 2010

José Wilker afirma: "É preconceito fixar a capacidade de produção pela idade"




Por Alê Barreto*


Quando eu era criança, pelo menos criança do ponto de vista cronológico, na década de 80, a televisão era a internet da época. Tudo que queríamos conhecer além dos limites geográficos de nossa cidade vinha através da TV. Mesmo as pessoas que tinham condições financeiras de viajar bastante recebiam a maior parte das informações do mundo através da TV. E não há como pensar em TV no Brasil sem passar pelas cenas de novelas e de atores que marcaram nossa vida através de diferentes personagens.

Lembrei de tudo isso porque hoje recebi pelo twitter uma dica da entrevista "José Wilker: É preconceito fixar a capacidade de produção pela idade", publicada no site da Rede Globo.

Num dos trechos da reportagem, Wilker explica:

"(...) Meu primeiro trabalho foi um caso especial chamado “Crime de Silêncio”, do Dias Gomes, que foi o cara que me levou para a televisão. Eu resistia muito à televisão. O teatro que eu fazia era absolutamente experimental. Via com a cara muito torta a TV. Para você ter uma ideia, a gente ensaiava uma peça três, quatro meses e estreava. E aí você chega na televisão, lê o texto uma vez, eventualmente decora, ensaia uma vez, ensaia mais uma vez com a câmera aberta e grava. É muito rápido tudo. Isso exige de você uma disposição diferente daquela que eu tinha com o teatro. De mais a mais, no teatro, eu fazia aquilo que escolhia fazer: Clarice Lispector, [Bertolt] Brecht, Plínio Marcos, Ariano Suassuna…"

Você acha que esta percepção de um ator sobre as diferenças entre teatro e TV continuam as mesmas?

Reflita sobre isso enquanto lê a matéria na íntegra, na qual este conceituado criador e produtor de cultura fala de múltiplos aspectos de sua carreira. Um depoimento baseado em vivências práticas que traz boas informações para atores que desejam construir uma carreira de longo prazo nas artes performáticas.


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sábado, agosto 21, 2010

Gerenciar uma carreira de forma profissional e desenvolver um método próprio de trabalho traz bons resultados


Videoclipe de "Grains de beauté" da cantora Céu/direção:renancostalima.org e marcelogomesphoto.com



Por Alê Barreto*


Folheando a edição 156 da Revista Bravo, do mês de agosto, meus olhos se fixaram na matéria "Alma antiga pronta para o futuro", de José Flávio Júnior. Trata-se de uma breve análise sobre os seis primeiros anos de carreira da cantora Céu.



Site da Revista Bravo!


Quem puder, compre a revista ou arrume emprestado e dê uma lida. Vale muito a pena. Mas não pense que vai encontrar uma fórmula de sucesso. Pelo contrário. O texto mostra que trilhar um caminho sem "regras de ouro" e contando com a gestão profissional (uma empresa gere a carreira dela) pode trazer resultados muito interessantes.


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sexta-feira, agosto 20, 2010

Observatório de Favelas completa hoje 9 anos




Por Alê Barreto*


Morar numa favela, trabalhar numa favela, conhecer a realidade de uma favela, é uma vivência prática transformadora. Trouxe muitos aprendizados e oportunidades para minha carreira de produtor cultural independente e para minha vida. Uma grande oportunidade foi conhecer o Observatório de Favelas, um grupo organizado de pesquisadores e profissionais oriundos de espaços populares que há nove anos produz conhecimentos e de proposições políticas sobre as favelas e fenômenos urbanos.

Estas pessoas trabalham pela afirmação de uma agenda de "Direitos à Cidade", fundamentada na ressignificação das favelas e perseguem incansavelmente os seguintes objetivos:

* Formar uma ampla rede sociopedagógica para influenciar nas políticas públicas, torná-las efetivas, criar práticas horizontais de intervenção social nos espaços populares.

* Avaliar políticas públicas destinadas aos espaços populares, a partir da produção de instrumentos conceituais e metodológicos plurais.

* Elaborar conceitos e informações que rivalizem com as visões criminalizantes e homogeneizantes sobre os espaços populares.

* Formular e implantar práticas exemplares em educação, geração de trabalho e renda, moradia e regularização fundiária urbana, cultura, comunicação e segurança cidadã.

* Constituir referências inovadoras de produção do conhecimento, na nossa rede social e política, para viabilizar propostas de Direito à Cidade.

Quando você pensar em fazer algum projeto cultural em espaços populares, estude os conteúdos produzidos por estas pessoas imprescindíveis.


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quinta-feira, agosto 19, 2010

Eleições 2010: período de mostrar a importância da produção e gestão cultural para os candidatos





Por Alê Barreto*


Ontem iniciou a propaganda eleitoral gratuita na TV. Isso significa que começa a fase das eleições em que os candidatos falam sobre seus programas de governo, debatem estes assuntos e procuram sensibilizar as pessoas para que acreditem que são as pessoas mais adequadas para ocupar as funções públicas nos próximos anos.

Em primeiro lugar, é importante estarmos atentos para o fato de uma tensão permanente neste processo: vontade dos candidatos de gerenciar o país representando a população x necessidade de darem continuidade a suas carreiras políticas. Esta tensão produz avanços e retrocessos. Quando um candidato apresenta um plano de governo que não interrompe mudanças econômicas, sociais e culturais que foram desencadeadas por governos anteriores, ocorrem avanços. Quando um candidato não deixa claro o que pretende fazer e/ou quando não inclui em seu planejamento para gestão pública novas ações para desenvolvimento do país, seja porque determinados assuntos não agradam o comportamento do eleitor monitorado através de pesquisas de marketing, temos retrocessos.

Em segundo lugar, cabe a nós, sociedade civil organizada, participar da gestão pública. Nossa participação produz resultados de maior impacto para o país quando:

- substituímos a vontade de eleger alguém como um torcedor que torce para o seu time na final da Libertadores e estabelecemos critérios objetivos para seleção de um candidato;

- quando nossos critérios para seleção de um candidato levam em conta o contexto do país, a formação de um candidato, sua experiência, um histórico com ficha limpa e um planejamento sistêmico, em que não se pense somente em necessidades básicas da população, mas se tenha uma visão de futuro para o país.

Em terceiro lugar, imagino o Brasil como uma pessoa. Não consigo imaginar uma pessoa desenvolver toda as suas potencialidades sem educação.

Meu desejo é que qualquer candidato que assuma a presidência, seja Dilma Rousseff, José Serra ou Marina Silva, fortaleça o fomento da educação no Brasil nos próximos quatro anos.


Além da educação ampla, meu desejo também é que estes candidatos também percebam que a produção e a gestão cultural podem ser utilizadas como estratégia e recurso para implementação de políticas públicas e ações voltadas para o desenvolvimento sustentável do país.


Finalmente, para que este desejo se concretize, gostaria muito que os candidatos Dilma Rousseff, José Serra e Marina Silva assinassem um termo de compromisso simples, mas importante para nosso país:

COMPROMISSO PÚBLICO DE CANDIDATO


Eu, _______________________________, brasileiro, residente a ________________, portador de RG

nº_________, candidato a Presidente da República, me comprometo publicamente a apoiar iniciativas que tenham por objetivo destinar recursos para criação e manutenção de projetos, programas, cursos, centros comunitários, escolas, centros de ensino técnico e universidades, voltados para formação de profissionais que trabalhem com produção e gestão cultural, em toda sua diversidade.


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quarta-feira, agosto 18, 2010

Programa de Patrocínios Banco do Brasil 2011




Por Alê Barreto*


Mais uma oportunidade de aprender e desenvolver a competência de captar recursos através de editais públicos: desde o dia 9 de agosto estão abertas as inscrições para o Programa de Patrocínios Banco do Brasil 2011.

Este edital, na minha opinião, estabelece dois importantes critérios que considero bastante adequados a realidade do setor cultural brasileiro.

Processo seletivo em etapas

Muitos editais solicitam que os proponentes apresentem vários documentos na fase de inscrição. Isso provoca dois problemas para pequenos empreendedores. Quem não está com sua documentação em dia, não consegue sequer concorrer, fato comum no setor cultural, onde os empreendedores tem inclusive dificuldade de constituir e manter uma empresa legalmente constituída.E quem está com a empresa em dia, acaba tendo que providenciar documentos que talvez não sejam utilizados, no caso do projeto não ser selecionado. Esta situação inibe as pessoas a participarem de editais, pois gera uma demanda de procedimentos burocráticos desnecessários.

No Programa de Patrocínios Banco do Brasil 2011, o processo seletivo ocorre em quatro fases:

- pré-seleção: serão analisadas as propostas por comissões técnicas;
- habilitação jurídica e regularidade fiscal dos proponentes;
- negociação: definição do valor do patrocínio e respectivas contrapartidas e
- homologação: aprovação formal das propostas selecionadas.


Premissas que estimulam a organização e desenvolvimento do setor cultural

Dentre as premissas estabelecidas, encontram-se algumas que considero fundamentais em projetos culturais que utilizam recursos públicos: inovação, sustentabilidade, distribuição geográfica, cidadania, potencial educacional e acessibilidade.


Conheça o edital na íntegra.


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alebarreto@produtorindependente.com

terça-feira, agosto 17, 2010

Produtor Cultural Independente trabalha presença digital da primeira turma do curso "Aprenda a Organizar um Show" em Minas


Novo blog de Alê Barreto e Ludmilla Lima


Por Alê Barreto*


Muita gente procura informações sobre o curso Aprenda a Organizar um Show, geralmente só com o enfoque de organizar um evento. Mas aprender a organizar um show vai além disso. Muitas vezes é um importante passo para concretizar a vontade de atuar no mundo da cultura e do entretenimento.

Pensando nisso, resolvi aproveitar que estou indo pela primeira vez a Minas no final do mês e criei um novo blog: "Produção Cultural Independente em BH"

A ideia é criar um espaço de diálogo com o público mineiro. Falarei sobre a história do curso, sua relação com as atividades de produção cultural e estarei disponível para ouvir comentários e responder perguntas. Também será um espaço onde as pessoas poderão sugerir outras cidades por onde o curso pode circular.

Quem puder, dê uma passadinha lá e fique à vontade para fazer sugestões. Como sou marinheiro de primeira viagem no wordpress, tudo é bem vindo.

O endereço é https://producaoculturalindependenteembh.wordpress.com

Conto com a colaboração de todos para esta nova ação cultural.


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* Alê Barreto é administrador, produtor cultural e autor do livro Aprenda a Organizar um Show, primeira publicação disponibilizada de forma livre e gratuita no Brasil sobre a tecnologia de produção de shows. Trabalha novos conceitos e oferece serviços diferenciados para empresas, produtores, grupos culturais e artistas. Divulga reflexões sobre seu processo de trabalho no blog Alê Barreto e valoriza encantadoras mulheres.

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segunda-feira, agosto 16, 2010

Correios irão investir R$5.480.000,00 em projetos culturais




Por Alê Barreto*


Navegando hoje no excelente site da Associação Brasileira de Captadores de Recursos, tomei conhecimento de que os Correios irão disponibilizar um total de R$5.480.000,00 para projetos. As áreas para as quais a instituição está destinando este investimento cultural são dança, teatro, artes integradas, literatura, audiovisual e música.

Mas é importante estar atento para o seguinte: somente serão avaliados os projetos com início de realização previsto para acontecer entre março de 2011 a agosto de 2012.

Leia a notícia na íntegra no site da ABCR


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sexta-feira, agosto 13, 2010

Ponte Plural inaugura a parceria com o SEBRAE/RJ para a realização de seminários gratuitos sobre Novos Canais de Distribuição da Música



Por Alê Barreto*


Cada vez mais os coletivos organizados mostram que é possível desenvolver o setor cultural brasileiro.

O pessoal do Ponte Plural é um bom exemplo disso. Em parceria com a Musicalmente, lançaram o projeto Música Viva! no campus do Gragoatá da UFF, gratuito e aberto a todos, com a brasiliense Móveis Coloniais de Acaju e as niteroienses Tereza, Os Clodoaldos e Los Leslekitos.



O que acho muito construtivo é que além de construirem espaços alternativos para a música, estão promovendo diálogos entre os agentes da cadeia produtiva da música. Chamaram para isso o Fabrício Ofuji (produtor da banda Móveis Coloniais de Acaju), Talles Lopes (representante da ABRAFIN, Circuito Fora do Eixo e produtor do Festival Jambolada), Adilson Pereira (Jornalista cultural, ex-editor da Revista Outra Coisa e Programador do Circo Voador) e Gaby Morenah (Produtora do Circo Voador) e discutem hoje o “O Mercado de Shows e Festivais e sua Influência na divulgação do artista e distribuição de seus produtos”, sob mediação de Daniel Domingues, coordenador do Núcleo de Negócios do Ponte Plural.

Enquanto alguns esperam que as coisas mudem, este pessoal faz acontecer as mudanças.

O evento será realizado nesta sexta-feira, 13 de agosto, de 15h às 17h, no auditório do SEBRAE/RJ, na R. Santa Luzia, 685, 9º andar, Centro.

As inscrições devem ser realizadas pelo telefone: 0800-570-0800 ou e-mail contato@ponteplural.com.br


Sobre o Coletivo Ponte Plural

Coletivo de empreendedores culturais do Rio de Janeiro e de Niterói, integrante do Circuito Fora do Eixo. Atua desde 2009 divulgando bandas do Rio e de Niterói em diversas viagens pelo país, acompanhando a Rede Rio Música e a Rede Niterói Música, promovendo eventos e encontrando um Brasil receptivo e que valoriza a cultura nacional. Vários laços foram formados e muitas parcerias vêm sendo estabelecidas.

No Ponte Plural os artistas atuam de forma solidária, através de troca de serviços, seja trabalhando na banquinha, vendendo cd’s, camisas ou buttons; seja contribuindo na divulgação de eventos; ou trabalhando nos mesmos.

Trabalhando em conjunto, são realizados mais eventos, mais bandas se apresentam, são realizados podcasts para a web radio e vídeos para a web tv, bem como turnês e intercâmbios nacionais, com garantia de hospedagem e alimentação nos locais de show.


Sobre os participantes do seminário

Adilson Pereira
Jornalista com longa experiência na área de música. Foi repórter do caderno “Rio Show”, do jornal “O Globo”, de onde passou para o “Extra”. Lá e em “O Dia”, atuou como jornalista especializado em música. No “Jornal do Brasil”, atuou como repórter especializado e também crítico desta área. Foi no “Jornal do Brasil” que começou a percorrer festivais – nacionais e internacionais – para cobertura. Editou a revista “Outracoisa”, também conhecida como “a revista do Lobão”, que levou à tona artistas como Mombojó, Cachorro Grande, Vanguart. Editou o site da Warner Music Brasil. Colabora como free lancer para revistas como a “Rolling Stone”. Atualmente, edita o blog “Sambapunk” e trabalha no Circo Voador nas áreas de Comunicação e Estratégia.

Daniel Domingues
Advogado formado pelo IBMEC. Coordenador do Núcleo de Negócios do coletivo Ponte Plural e produtor da banda Tereza, de Niterói.

Gaby Morenah
Produtora do Circo Voador, onde também trabalha na elaboração de projetos. É idealizadora e coordenadora do Pontão de Cultura Digital Circo Voador. Desde 2006, Gaby responde pela MoLA – Mostra Livre de Artes, um dos eventos mais concorridos da casa e da cidade. Já produziu festivais em Quissamã e coordenou em dois lugares um Encontro de Conhecimentos Livres: num assentamento do Movimento dos Sem-Terra, em São Mateus (ES), e no Quilombo do Campinho, em Paraty (RJ).

Fabrício Ofuji
Produtor da banda Móveis Coloniais de Acaju, de Brasília.

Talles Lopes
Secretário-geral da ABRAFIN (Associação Brasileira de Festivais Independnetes”, produtor do Festival Jambolada e um dos produtores fundadores da associação Casas Associadas. É sócio-fundador da casa de shows Goma, em Uberlândia, onde uma série de shows com bandas do indie nacional vem sendo realizado e também um dos articuladores do Circuito Fora do Eixo e do Circuito Mineiro da Música Independente, que integra hoje dezenas de coletivos dedicados ao setor em MG.


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quinta-feira, agosto 12, 2010

Inicia em Brasília pós-graduação em gestão de espaços e projetos culturais




Por Alê Barreto*


Recebi por e-mail o link para a reportagem "Gestor Cultural, esse é o cara", publicada ontem no Correio Braziliense. Nela a jornalista Viviane Marques fala da criação da pós-graduação em gestão de espaços e projetos culturais e um cenário do atual momento desta nova profissão no Brasil, comentado por vários especialistas e por Kátia de Marco, presidente da Associação Brasileira de Gestão Cultural (RJ).

Brasília deu um importante passo para o fortalecimento da cadeia de profissionalização da cultura no Brasil. A Faculdade de Artes Dulcina de Moraes e os articuladores desta pós-graduação estão de parabéns.

Leia abaixo matéria na íntegra.


Gestor cultural, esse é o cara
Correiro Braziliense - Viviane Marques

Leis de incentivo, editais, patrocínios: faz alguns anos que colocar projetos culturais na rua exige conhecimentos muito além do talento artístico. A necessidade empurrou produtores e artistas para a profissionalização num caminho invertido — primeiro, na prática, agora, na teoria. O gestor cultural tornou-se uma figura obrigatória em instituições e eventos públicos e privados, planejando e conceituando projetos. Como consequência, cursos de graduação e pós-graduação em gestão cultural pipocam de norte a sul do Brasil. Um levantamento feito pela Associação Brasileira de Gestão Cultural (ABGC), com sede no Rio de Janeiro, contabiliza 74, em todo o país — todos com menos de 10 anos de existência.

O 75º será o primeiro de Brasília: na próxima quarta-feira, entra em sala a primeira turma da pós-graduação em gestão de espaços e projetos culturais da Faculdade de Artes Dulcina de Moraes. Com duração de 410 horas, trará professores que atuam no mercado e dão aulas em todo o Brasil. Mas, afinal, o que faz um gestor cultural? Qual o seu papel na indústria de arte e entretenimento?

Por novo, o papel do gestor ainda esbarra na função do produtor e muitas vezes uma mesma pessoa exerce ambas as funções simultaneamente. Para Kátia de Marco, presidente da ABGC, esse acúmulo é um equívoco. “Pela complexidade da institucionalização da cultura não é possível dar conta das duas atividades ao mesmo tempo. O gestor precisa saber direito, economia, sociologia. Ambas são áreas de conhecimento em que é necessário se aprofundar”, comenta ela, que também é coordenadora acadêmica de cursos de pós-graduação na área cultural da Universidade Cândido Mendes (RJ) — entre eles, o primeiro MBA em gestão cultural do Brasil, em funcionamento desde 2003.

O professor e pesquisador Antônio Albino Rubim, da Universidade Federal da Bahia (UFBA), vê o gestor cultural como aquele que atende a demanda da gestão de instituições e de programas culturais mais estáveis, de longa duração, enquanto os produtores seriam mais voltados à organização de eventos específicos. “Claro que eles têm competências em comum, mas também possuem atribuições e formações distintas”, afirma ele, que é membro do Programa Multidisciplinar de Pós-Graduação em Cultura e Sociedade da universidade.

Perfil
“Há ainda pouco entendimento do que é papel do gestor e do que é do produtor”, assinala a gestora cultural Maria Helena Cunha, autora de Gestão cultural, profissão em formação, publicado em 2007, um dos livros de referência nos cursos de formação na área. Sócia da Duo Informação e Cultura, em Belo Horizonte, ela comenta que, além da necessidade, muitos produtores se tornaram gestores por uma questão de perfil. E um tem que entender o papel que o outro desempenha, pois são complementares. “O gestor tem uma função mais estratégica, de planejamento. E o produtor é mais executivo, está ali para colocar a mão na massa, estar à frente. Tanto um quanto outro podem ter uma ação pontual numa instituição ou projeto, embora a lógica do gestor seja a de pensar mais a longo prazo. É a forma de atuação que diferencia os dois profissionais”, compara.

Outra distinção se apresenta entre gestores culturais que atuam nas esferas do poder público e da iniciativa privada. “O gestor cultural da área pública deve ser governado pelo interesse público e nunca por interesses particulares, como muitas vezes acontece, infelizmente, na iniciativa privada”, assinala Rubim. Maria Helena observa que a formação de ambos é parecida, mas que a lógica do gestor público é que seu trabalho está focado no cidadão. “Quem atua no setor privado precisa entender o mercado e as diretrizes vindas do poder público, senão fica para trás”, diz.


No peito e na raça

Dois dos principais gestores culturais da capital foram formados na universidade da vida, trabalhando, criando e colocando projetos na rua. Sérgio Bacelar, da Alecrim Produções, é bacharel em direito, enquanto Guilherme Reis, da Cena Produções Culturais, é um ator que migrou para a produção e daí, para a gestão. O primeiro realiza o Festival do Teatro Brasileiro, que leva espetáculos de um estado a outro, promovendo intercâmbio de linguagens e apresentando a produção realizada em regiões diferentes da que sedia o evento. Reis é responsável pelo Cena Contemporânea — Festival Internacional de Teatro, que traz a Brasília espetáculos nacionais e internacionais cuja proposta é associar reflexão e entretenimento.

“Talvez eu tenha me tornado um gestor pela ausência deles. Sempre houve bons produtores no eixo Rio-São Paulo, mas no resto do Brasil era preciso se virar. Desde então me divido. Hoje já há uma segmentação do mercado”, comenta Reis, que começou sua carreira nos anos 1970.

Bacelar, que flertou com a pintura e a escultura, esteve à frente do Caderno 2, bar que promovia eventos de música e teatro no fim dos anos 1980 e início dos 1990. Foi aí que começou a ter contato com produtores e a entender de gestão. Em 1999, começou a se especializar em conceber projetos para concorrerem a patrocínio em editais de órgãos públicos. “Meu perfil é gerir o que idealizo. Fui aprendendo todas as etapas e eu mesmo desenvolvi essa gestão administrativa”, diz.

O aprendizado prático, no entanto, vem perdendo espaço para cursos de formação. A pós-graduação em gestão de espaços e projetos culturais da Dulcina de Moraes é o sinal de que Brasília está na rota da formalização da profissão. Para montar o currículo, a instituição buscou parcerias e professores reconhecidos no mercado, entre eles Ana Carla Fonseca Reis, consultora da ONU, e Rômulo Avellar, consultor de planejamento do grupo Galpão e outros grupos artísticos e entidades culturais. “Planejamento, comunicação, marketing, financeiro, como organizar eventos culturais e estudos de caso serão alguns aspectos abordados no decorrer do curso, que será teórico e prático. Os alunos vão a campo, acompanharão projetos e simularão a venda de produtos culturais”, enumera a diretora da faculdade, Lúcia de Andrade.

Mais que formação, no entanto, os candidatos a gestores culturais precisam educar o olhar, na opinião de Maria Helena Cunha, da Duo Informação e Cultura. “É um profissional que tem que ter capacidade de organizar, objetividade para lidar com ferramentas de gestão e, ao mesmo tempo, entender a lógica da cultura e ter sensibilidade para entender processos criativos”, afirma.


Estabilidade favorece ao crescimento da profissão de gestor cultural


O crescimento na quantidade de cursos de formação em gestão cultural no país — sem falar nos de extensão, em número ainda não catalogado — é reflexo da necessidade crescente de profissionalização e da demanda por capacitação. A economia estável é um dos fatores preponderantes, ao facilitar o planejamento tanto de quem produz quanto de quem consome cultura. "A área de cultura é a primeira a ser atingida pelas intempéries da economia. O crescimento possibilita que se pense e se estruture projetos a longo prazo", avalia a gestora cultural Maria Helena Cunha.

No entanto, o fenômeno da profissionalização da cultura não é local. Segundo o professor Antonio Albino Rubim, da UFBA, há hoje, no Brasil e no mundo, um desenvolvimento do campo cultural e com ele a necessidade do gestor. Em seu texto Formação em organização da cultura no Brasil, Rubim destaca que nem a nominação da função é uniforme ao redor do mundo. "Denominações as mais distintas são acionadas para intitular o momento da organização da cultura e os profissionais responsáveis por seu tratamento. Assim, a denominação de gerentes e administradores culturais predomina nos Estados Unidos e na França; a noção de animadores e promotores culturais possui uma importante tradição na Espanha; em muitos países da América Latina fala-se em trabalhadores culturais e em outros países podem ser utilizados termos como: mediadores culturais, engenheiros culturais ou científicos culturais. Em Portugal, também se aciona a expressão programadores (…). Mas recentemente a noção de gestão cultural vem ganhando grande vigência em diversos países, inclusive ibero-americanos (…)", cita.

Kátia de Marco, da Associação Brasileira de Gestão Cultural, lembra que as primeiras turmas da pós-graduação em Gestão Cultural da Universidade Cândido Mendes (Ucam), no Rio de Janeiro, eram basicamente formadas por artistas e produtores já atuantes no mercado. Hoje, juntam-se a eles alunos com formação em direito, economia, jornalismo e engenharia de produção, entre outras carreiras. "Há uma percepção de que a cultura é uma oportunidade de especialização, prova de que o setor está se ampliando", observa ela, que, por meio da ABGC, pretende cadastrar os profissionais de gestão cultural do país.


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terça-feira, agosto 10, 2010

Labirinto - agosto de 2010 - dúvidas sobre produção e gestão cultural




Por Alê Barreto*


Labirinto é um post onde são publicadas consultorias gratuitas que são realizadas para algumas questões selecionadas dentre as várias recebidas dos leitores do blog.


Pergunta sobre Produção de Bandas


2010/8/9 Fabiana Araujo

Olá Alê!

Tudo bem? Eu sou a Fabiana de Brasília, participei do curso "como produzir uma banda".

Bem, eu tenho uma dúvida, minha banda pode ter cnpj, pq o seguinte, se eu contribuir com algum dinheiro para gravar músicas por exemplo, e se eu sair um dia dela é claro que quero receber de volta porque por ser uma banda ainda "principiante" não vão colocar créditos em meu nome. Então, como poderia proceder?

Obrigada Alê!

Abraço!!!

Fabiana Oliveira de Araujo, estudante, 21 anos, Brazlândia - DF



Serviço de consultoria do Produtor Cultural Independente


Olá Fabiana, tudo bem?

Fico muito contente de ver que você está buscando aprofundar os conhecimentos que trocamos no curso "Aprenda a Produzir uma Banda".

A questão que você fala é muito interessante.

É comum quando uma banda ainda está começando que se tenham diferentes ideias e se façam diferentes arranjos de trabalho para viabilizar que as coisas aconteçam. Contudo, nem sempre estes arranjos são reconhecidos pela legislação em vigor.

Fazer um "mutirão" para arrecadar fundos e pagar o estúdio para gravação de uma música não confere a você direitos patrimoniais sobre os fonogramas (as músicas) gravados. Mas contribuir financeiramente para viabilizar a gravação da música irá permitir que o artista divulgue o seu trabalho e no futuro aumentem as chances de se começar a gerar renda através de shows.

Recomendo que se você está pensando em investir recursos financeiros em um determinado artista, estabeleça um contrato com ele, no qual estabelece um tempo mínimo de trabalho entre ambos. Isso tornará a relação mais profissional, mais organizada. O artista perceberá que você está investindo visando obter também ganhos financeiros.

Mas avalie. Nem todas as situações exigem contrato. O ideal é você detalhar bem as suas necessidades para um advogado. Ele é o profissional habilitado a aconselhá-la sobre qual é o melhor caminho a seguir.

Muito obrigado pela oportunidade de refletir mais sobre nossa profissão.

Sucesso em seu trabalho!

Um abraço,

Alê Barreto
Produtor Cultural Independente


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segunda-feira, agosto 09, 2010

Mercado em expansão para produtores culturais no Estado do Rio




Por Alê Barreto*


Muita gente me escreve solicitando informações sobre o mercado de trabalho do produtor cultural. Não temos ainda no Brasil uma pesquisa quantitativa e qualitativa que forneça este tipo de informações. Mas seguidamente aparecem reportagens que trazem referências para auxiliar nossas escolhas profissionais.

Segue abaixo uma reportagem recente feita por Fabiana Torres para o jornal O Fluminense em 11/07/2010.


Mercado em expansão para produtores culturais no Estado do Rio


Com chance de empregabilidade de 80% e salário inicial médio de R$ 1,5 mil, carreira exige dedicação e identificação com as artes. Procura por cursos de formação é crescente

“Aproximar o artista do seu público”
. Esse é o papel de um produtor cultural, segundo a subsecretária de Planejamento Cultural de Niterói e coordenadora do Programa de Estudos Culturais e Sociais da Universidade Candido Mendes, Kátia de Marco.

Com salário inicial de R$ 1,5 mil, em média, e expectativa de inserção no mercado de trabalho de 80%, a procura pelo curso de produção cultural é crescente.

“Nas últimas duas décadas, o incentivo à cultura cresceu muito, principalmente em relação ao sistema de financiamento público. A cultura vem sendo institucionalizada desde então, e isso está gerando uma necessidade cada vez maior da profissionalização e capacitação de produtores culturais”, explica Kátia, que vislumbra um futuro promissor para a carreira.

“O público está consumindo mais cultura porque tem mais acesso a ela, e isso já começa a despertar um nicho importante da economia. Não tenho dúvidas de que a produção cultural faz parte das profissões do futuro”, completa.

A subsecretária garante que esse incentivo à cultura deve chegar também ao município de Niterói.

“Estamos montando uma lei (que será levada ao prefeito Jorge Roberto Silveira para aprovação) que porpõe a criação do Fundo Municipal de Cultura, o que deve gerar também uma ampliação do mercado de trabalho na cidade”, revela.

O curso de pós-graduação em Produção Cultural da Candido Mendes foi criado em 2008 e já está na segunda turma.

“O curso surgiu da necessidade de formar profissionais com foco na produção executiva de ações culturais. A carga horária é de 376 horas, sendo composto por cinco módulos. As aulas acontecem aos sábados quinzenalmente, das 8h às 17h”, diz Kátia, que também é presidente da Associação Brasileira de Gestão Cultural (ABGC).

O valor do curso de pós-graduação é de R$ 10.560, que pode ser dividido em 22 parcelas de R$ 480. Entretanto, a instituição oferece descontos especiais para associações e instituições ligadas à cultura. Para alunos egressos do curso de graduação em produção cultural da Universidade Federal Fluminense (UFF), o desconto é de 20%.

A funcionária pública e produtora cultural Maria do Rosario Malcher, de 51 anos, decidiu, há quatro anos, mudar o rumo da carreira.

“Sou formada em Direito e trabalho na Justiça Federal desde 1993. Entretanto, em 2006, pedi transferência para o Centro Cultural Justiça Federal, pois sempre gostei dessa área. Mesmo trabalhando na parte administrativa do Centro Cultural, entendi que precisava me especializar. Quando me formei na pós-graduação em Produção Cultural da Candido Mendes, em 2008, fui convidada para ocupar o cargo de coordenadora cultural. Foi uma mudança muito bem-vinda na minha vida”, festeja.


Dos eventos ao próprio negócio

Para os que desejam tornar-se bacharéis em produção cultural, a UFF oferece um curso de graduação desde 1996, que é pioneiro no Brasil.

“O nosso desafio é ter a formação pragmática, que lida com a gestão, e, ao mesmo tempo, ligada à sensibilidade artística. Buscamos formar um gestor sensível às práticas culturais”, conta o coordenador e professor do curso, Luiz Guilherme de Barros Falcão Vergara, ressaltando o crescimento do mercado de trabalho na área.

“Pelo menos 80% dos nossos alunos já saem da universidade empregados. Os outros 20% geralmente investem na carreira acadêmica e vão direto para o mestrado. Esses jovens podem atuar em diversas áreas, como esferas públicas, empresas privadas, no setor de responsabilidade social, em organizações não governamentais, produtoras de terceiros ou abrir o próprio negócio, além da carreira acadêmica, por exemplo”, enumera Vergara.

De acordo com o coordenador, a profissão deve crescer muito nos próximos anos.

“A economia da cultura é a economia do século XXI. Mas, para ter detaque no mercado, o profissional deve ter iniciativa e ser empreendedor. O produtor cultural é um solucionador de problema; ele lida com o imprevisto e com a diversidade. Já no que se refere a questão salarial, acredito que um profissional recém-formado não ganhe menos que R$ 1,5 mil por mês”, avalia Luiz.

O curso de graduação da UFF tem 2.655 horas, divididas em oito períodos. O ingresso é feito através do vestibular.

Com duas propostas de estágio e uma de emprego, o estudante da graduação da UFF, Plínio Chaves, de 21 anos, que está no quinto período, aconselha aos futuros produtores culturais a buscarem as oportunidades.

“A inserção no mercado de trabalho é fácil para quem corre atrás. Não dá para ficar esperando a coisas acontecerem. Eu nunca tive dificuldade para conseguir estágio porque sempre fui em busca das oportunidades. Após a formatura, quero viajar pelo Brasil com espetáculos ou trabalhar em produtoras. Mas também penso em fazer mestrado e, quem sabe, abrir minha própria produtora”, revela Plínio.


Exigência do setor


Outra instituição que oferece capacitação para os futuros produtores culturais é o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro (IFRJ). O Curso Superior de Tecnologia em Produção Cultural foi o primeiro da área de humanas a ser implantado na instituição, há sete anos.

“O mercado já estava exigindo profissionais especializados nessa área. De todos os curso oferecidos no IFRJ, esse é o segundo mais procurado. No início, era apenas uma turma. Hoje, temos seis turmas em andamento, com cerca de 40 alunos em cada uma”,
comemora o coordenador do curso Jorge Luiz Pinto Rodrigues.

Os alunos já começam a ser absorvidos pelo mercado de trabalho, segundo Jorge, ainda com o curso em andamento.

“Muito alunos já conseguem emprego antes mesmo de terminarem o curso”
, destaca.
A duração do curso é de três anos e os alunos contam com uma extensa grade curricular que, além de abordar disciplinas voltadas para produção cultural, fundamentos das artes e produção de artes cênicas, por exemplo, aprendem sociologia, antropologa, história da arte etc.

Um profissional que esteja envolvido em um grande projeto artístico pode faturar até R$ 4 mil mensais, de acordo com o professor.


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sábado, agosto 07, 2010

Tecnologia de organização de shows é matéria de capa no Caderno Dois da Tribuna de Minas


Trecho da entrevista concedida por Alê Barreto para a reportagem "O que faz um show dar certo ou errado", capa do Caderno Dois do Jornal "Tribuna de Minas", Juiz de Fora, Minas Gerais


Por Alê Barreto*


Nas últimas semanas de maio recebi um e-mail do jornalista Fausto Coimbra, da Tribuna de Minas, que estava preparando uma reportagem com objetivo de analisar um episódio ocorrido em Juiz de Fora. Tratava-se do cancelamento da Festa do Trabalhador, programada para o dia 1 de maio, no Parque de Exposições da cidade, onde se apresentariam Skank e Calcinha Preta. Um show de grande porte.

Achei a iniciativa deste profissional de imprensa muito construtiva. É importante buscar entender situações como essa. Não para crucificar os organizadores ou querer achar um responsável que sirva de bode expiatório para o incômodo gerado para quem tinha expectativa de assistir aos shows. É importante para percebermos que organizar um show é uma atividade que exige tempo, conhecimento, recursos e de preferência vocação para a atividade.

A reportagem procura mostrar os vários lados da questão. Apresenta também informações contidas no método "Aprenda a Organizar um Show", que divulgo desde 2007 através do livro independente que publiquei de forma livre no site Overmundo e do curso que chega em Belo Horizonte nos dias 27 e 28 de agosto (informações e inscrições com Ludmilla Lima 31-8477-1571 ou 1976prod@gmail.com).

Falei também sobre características que considero fundamentais para um profissional que busca trabalhar com produção executiva de shows, tais como humildade, persistência, disciplina, capacidade de aprender e trocar informações.

Clique na imagem abaixo e leia a reportagem na íntegra.




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