quinta-feira, agosto 05, 2010

Um produtor cultural é muito gente boa

Música "Gente Boa" do especial "MTV apresenta Autoramas Desplugado"


Por Alê Barreto*


Não acho que temos que ser sérios o tempo todo. Podemos brincar inclusive com pequenas manias que temos no cotidiano. Muita gente sabe que eu sou brincalhão e uma das minhas habilidades é aprender a imitar as pessoas. Mas até para brincar é preciso cuidado.

Há poucos dias recebi um spam intitulado "50 razões para não se casar com um produtor cultural". A maior parte dele reforça o que considero desvios na atividade de um produtor cultural independente.

Na área da cultura é muito comum brincadeiras pesadas que reforçam a baixa auto-estima. Mas eu não concordo com isso. Acho que quem escolhe trabalhar como produtor cultural é muito gente boa.

Para que quem está começando na profissão não fique com uma imagem distorcida deste spam, criei outro spam, baseado na minha percepção do que é um produtor cultural.

Passem adiante.


Nota:
após ler o comentário do leitor Carlos Soares, que esclareceu que o texto "50 razões para não se casar com um produtor cultural" foi escrito em tom de brincadeira, fiquei mais tranquilo e resolvi corrigir o meu texto acima. Suprimi a frase "(...) Provavelmente foi escrito por alguém que tem uma experiência muito ruim com alguém que trabalha com produção cultural ou alguém que odeia um produtor cultural".
Mas continuo achando que é importante termos cuidado com as brincadeiras.


"50 razões para se relacionar com um (a) produtor (a) cultural"


1. Todo mundo fica fascinado quando descobre o que faz um verdadeiro Produtor Cultural.

2. Um verdadeiro Produtor Cultural é interdependente.

3. Se você perguntar para um verdadeiro Produtor Cultural o que ele faz, vai receber as mais variadas respostas e as mais diversas expressões, desde alguém que está feliz porque descobriu sua verdadeira vocação até alguém que se emociona ao falar sobre o sorriso de cada pessoa que participou de uma ação cultural que ele fez acontecer.

4. Um verdadeiro Produtor Cultural, mesmo quando está certo, não se prende a discussões que buscam saber "quem tem a razão". Ele prioriza a harmonia e o equilíbrio nas relações entre as pessoas.

5. Verdadeiros Produtores Culturais não ganham dinheiro. Trabalham para gerar dinheiro de forma sustentável.

6. Verdadeiros Produtores Culturais que não tiram férias quando não sabem fazer isso, não conseguem ou não querem. Os verdadeiros Produtores Culturais aprendem que é fundamental um equilíbrio entre vida pessoal e trabalho.

7. Verdadeiros Produtores Culturais estão sempre atarefados e aprendem que é fundamental organizarem o seu tempo para atender as suas necessidades afetivas e a de seus verdadeiros companheiros;

8. Toda vez que um verdadeiro Produtor Cultural for a um show ele vai ter um olhar atento para a ação cultural assim como um crítico de arte irá estar atento em uma exposição ou assistindo um filme.

9. Mesmo depois de casado um verdadeiro Produtor Cultural pode escolher mudar a sua vida, mas fará esta mudança com amor, respeito e carinho com todos que fizeram e fazem parte da sua vida. É comum verdadeiros produtores culturais serem amigos de companheiros de suas ex-esposas e pais amorosos de filhos de suas namoradas.

10. Toda a festa que vocês forem o verdadeiro Produtor Cultural vai comentar no dia seguinte que foi muito bacana e que por mais que ele trabalhe em muitos shows e eventos, cada momento é diferente do outro e nunca uma festa é igual a outra. Principalmente quando está com você.

11. A comemoração de aniversário de um verdadeiro Produtor Cultural se torna uma comemoração de vitória do Brasil na Copa do Mundo, um momento inesquecível. Todo mundo brinca e não quer ir embora!

12. Os verdadeiros Produtores Culturais farão algo que a maior parte dos (as) seus (uas) ex-namorados (as) não fez: gostar de ir ao cinema com você, sem se preocupar se acertou que você gosta do filme, mas feliz que acertou que você gosta de ser convidado para ir ao cinema e que adora ir ao cinema na companhia dele.

13. Todo verdadeiro Produtor Cultural sabe utilizar telefone e não vive ansioso preocupado em querer parecer uma call center que atende 24 horas, porque "hoje em dia é assim". Um verdadeiro Produtor Cultural sabe como qualquer outro grande profissional que educação e elegância é fundamental no uso do telefone. Desta forma, ele compreende que celulares não podem ficar ligados durante reuniões, aulas, entrevistas, gravações em estúdio, espetáculos de teatro, sessões de cinema, etc. Além disso, celulares podem não ser acessados por estarem fora de área de cobertura ou pelo fato da bateria ter descarregado. O fundamental é que sempre que recebe uma mensagem de voz ou de texto o Produtor Cultural retorna um bom atendimento.

14. Não ouse acreditar que um verdadeiro Produtor Cultural gasta seu precioso tempo comparando qual gênero de música é o melhor. Como ele respeita a diversidade cultural, é capaz de deixar você falando sozinho e sair para tomar um chopp com os amigos, que é algo mais prazeroso do que um duelo para ver quem sabe o que realmente é arte.

15. Sempre que um verdadeiro Produtor Cultural for te responder um e-mail ele vai passar alguma dica de ação cultural para você.

16. Se tem amor à vida, não compare o trabalho de um verdadeiro Produtor Cultural com nenhum outro trabalho, pois um verdadeiro Produtor Cultural sabe que seu trabalho não é melhor ou pior que outros trabalhos e não terá o que conversar com você. O trabalho de um verdadeiro Produtor Cultural é tão importante para a sociedade quanto o trabalho de um educador, de um policial, de um historiador, de um empresário, de um gari ou de um catador de material reciclável. Todas as profissões que respeitam os direitos fundamentais do ser humano são dignas e importantes.

17. Sempre que você mandar um e-mail romântico para um verdadeiro Produtor Cultural ele vai criar uma pasta para colecionar todas as suas demonstrações de afeto e vai correr o risco de perder o prazo de algum edital pelo prazer de ler os seus beijos escritos.

18. O verdadeiro Produtor cultural irá sempre convidar você para ir com ele em várias estréias ou vernissages, pois sabe que é muito prazeroso desfrutar a arte junto de alguém que ama;

19. A casa de um verdadeiro Produtor Cultural é todo o lugar onde ele se sente bem. Descubra como é gostoso viver assim.

20. O verdadeiro Produtor Cultural sabe conversar sobre sua espiritualidade, corpo, pensamento, sentimentos, prazer, sustentabilidade, dinheiro, amor, roupas, pessoas, espaços, objetos, arte, cultura, tecnologia, assuntos que se entrelaçam no caminho do seu trabalho.

21. Um verdadeiro Produtor Cultural adora ganhar carona, principalmente quando ele está acostumado a viver dependendo mais de um carro do que de suas próprias pernas e está temporariamente sem carro ou quando acha que é mais prazeroso que outra pessoa dirija. Nestas situações, ele sempre verifica se há lugar para você ir junto.

22. Verdadeiros Produtores Culturais não viajam somente em finais de semana. Viajam sempre que sua atividade de trabalho necessita. E mesmo nas viagens de trabalho não esquece da importância de se dar prazer.

23. Verdadeiros Produtores Culturais não se afetam pelo fato de terem escolhido viver próximos de pessoas interessantes e inteligentes. Ele considera que é bem sucedido porque escolheu você.

24. Um verdadeiro Produtor Cultural aprende a gerenciar o tempo de suas atividades. E quando se atrasa, traz um chocolate e um beijo bem carinhoso que acaba em segundos com a sua chateação pela espera.

25. Um verdadeiro Produtor Cultural não precisa de desculpa para ir para uma farra. Mas quando vai para farra, sabe se desligar do trabalho, o que faz com que todo mundo se sinta bem perto dele.

26. Um verdadeiro Produtor Cultural dorme e acorda conforme a dinâmica de seu trabalho, mas sabe que para ter qualidade de vida é fundamental ter um sono de qualidade.

27. Os verdadeiros Produtores Culturais vivem no mundo ao invés de viverem nos seus celulares.

28. Os verdadeiros Produtores Culturais se vestem como se sentem bem. Isso incomoda muita gente, principalmente quem acredita que estar na moda é sinônimo de trabalho sério ou de sucesso.

29. Os verdadeiros Produtores Culturais não formatam as relações como se fossem projetos. Eles se preocupam em fazer acontecer a relação. Para isso seu objetivo é cuidar de você independente de justificativa, tempo ou orçamento.

30. O verdadeiro Produtor Cultural não controla pessoas. Ele lidera uma equipe.

31. O verdadeiro Produtor Cultural prefere ocupar suas horas de lazer com um passeio pelos seus olhares e pelas suas palavras.

32. Quando um verdadeiro Produtor Cultural fala que está afim de sair você não precisa ter ataques de ciúme. Se for convidado (a), vai curtir sair com ele. Se não for convidado (a), sabe que todo mundo precisa ter seus espaços e que isso não diminui o amor que ele sempre sente por você.

33. Um verdadeiro Produtor Cultural sabe quando é importante estabelecer redes de contatos e não age como um obscecado que acha que fazer média com todo mundo é fundamental para construir uma carreira.

34. Quando sai com você, o verdadeiro Produtor Cultural te leva para conhecer lugares e pessoas que você nunca imaginou conhecer em sua vida. Sua vida fica mais interessante.

35. Um verdadeiro Produtor Cultural não relativiza tudo, pois companheirismo, carinho e amor não são sentimentos para se comparar e sim para se sentir.

36. Um verdadeiro Produtor Cultural no cinema curte o filme como qualquer outra pessoa. Mas como é de seu espírito brincar, sua ida é uma verdadeira produção. Ele primeiro vê pela internet qual filme está passando, horários, qual o cinema mais próximo, como vocês farão para chegar lá, prevê uma graninha para pipoca e para um chop quando acabar a sessão!

37. Um verdadeiro Produtor Cultural em palestra atua de duas formas. Se é palestrante, se preocupa que sua comunicação esteja sendo clara, objetiva e agradável para o público. Se é espectador, presta atenção e no momento adequado faz perguntas inteligentes.

38. Um verdadeiro Produtor Cultural sabe o momento certo de trocar contatos com as pessoas que conhece e não utiliza sua habilidade de comunicação para assediar pessoas e ser deselegante com quem ama.

39. Um verdadeiro Produtor Cultural sabe se comunicar com todos os públicos. E quando está com você, fala uma língua que somente vocês dois entendem.

40. Um verdadeiro Produtor Cultural não fala em mudanças. Ele vive as mudanças.

41. Um verdadeiro Produtor Cultural dorme bem e come bem. Muitos gostam de café.

42. Um verdadeiro Produtor Cultural trata com respeito e afeto seus amigos.

43. O armário de um verdadeiro Produtor Cultural tem a cara dele.

44. Quando um verdadeiro Produtor Cultural entende de música ou deseja aprender, pode ser músico, DJ, ou o que ele quiser. Ser Produtor Cultural é ser livre.

45. Um verdadeiro Produtor Cultural não tem obrigação de entender de moda, a menos que o seu trabalho assim o exija. Mas ser Produtor Cultural não impede ninguém de querer trabalhar com moda. Ser Produtor Cultural é ser livre.

46. Um verdadeiro Produtor Cultural tem gosto pela filosofia.

47. Um verdadeiro Produtor Cultural gosta de cinema. Muitos inclusive decidem ser cineastas.

48. Um verdadeiro Produtor Cultural aprecia o teatro. Muitos produtores culturais se tornam atores e muitos atores se tornam produtores culturais.

49. Amigos, namorado (a) e família de um verdadeiro Produtor Cultural só trabalham em seus projetos se gostarem de cultura, trabalho organizado e sustentável.

50. Um verdadeiro Produtor Cultural não reclama. Toma atitude para fazer acontecer.


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* Alê Barreto é administrador, produtor cultural e autor do livro Aprenda a Organizar um Show, primeira publicação disponibilizada de forma livre e gratuita no Brasil sobre a tecnologia de produção de shows. Trabalha novos conceitos e oferece serviços diferenciados para empresas, produtores, grupos culturais e artistas. Divulga reflexões sobre seu processo de trabalho no blog Alê Barreto e valoriza encantadoras mulheres.

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alebarreto@produtorindependente.com

quarta-feira, agosto 04, 2010

Sesc Rio e L21 Conteúdo lançam o Prêmio Sesc Rio de Fomento à Cultura




Por Alê Barreto*


Outra oportunidade para obter financiamento para ações culturais: Prêmio Sesc Rio de Fomento à Cultura. O foco é movimentar o setor cultural no Estado do Rio de Janeiro.

Os vencedores do Prêmio Sesc Rio de Fomento à Cultura vão receber em cada uma das nove categorias uma verba de R$ 200 mil (duzentos mil reais) para a produção, execução e apresentação para o público da obra vencedora em, no máximo, oito meses a partir da data da premiação. Na categoria Novos Talentos, o prêmio será dividido pelas cinco subcategorias (R$ 40 mil para cada área).

Entre os critérios de seleção estão a excelência artística, o cumprimento das regras do regulamento e a viabilidade prática da produção.

“A amplitude do projeto, o cuidado com cada detalhe, o acompanhamento passo a passo das produções demonstra sua importância para o Sesc Rio. Esperamos que ele possibilite um crescimento ainda maior do cenário cultural do Estado do Rio de Janeiro. Vamos dar todas as condições para transformar os sonhos daqueles que, como nós, apostam, acreditam e valorizam as mais diversas formas de manifestações culturais”, diz Orlando Diniz, presidente do Sistema Fecomércio-RJ.

Para incentivar produtores, curadores, escritores, artistas e criadores em geral, cada produção poderá ser acompanhada pela internet, através do portal www.sescriofomentocultura.com.br. Será proporcionado um acompanhamento on line das pesquisas teóricas e práticas, processos, ensaios e montagens.

"Vamos promover as condições necessárias para a realização das montagens e lançamentos, dando maior visibilidade aos premiados. Será possível acompanhar a construção dos projetos vencedores (obra em progresso), através de diferentes tecnologias e recursos, criando uma cobertura contínua no portal do Prêmio. Todos os vencedores contarão com uma equipe para documentar todas as etapas da produção, com imagens e depoimentos” conta o empresário Luiz Calainho.

Além do prêmio em dinheiro para a viabilização dos projetos selecionados, as iniciativas premiadas terão suas estreias e/ou lançamentos nas unidades do Sesc Rio, conforme disponibilidade.

Conheça o regulamento

Fonte: release Prêmio Sesc Rio Fomento Cultura

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* Alê Barreto é administrador, produtor cultural e autor do livro Aprenda a Organizar um Show, primeira publicação disponibilizada de forma livre e gratuita no Brasil sobre a tecnologia de produção de shows. Trabalha novos conceitos e oferece serviços diferenciados para empresas, produtores, grupos culturais e artistas. Divulga reflexões sobre seu processo de trabalho no blog Alê Barreto e valoriza encantadoras mulheres.

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terça-feira, agosto 03, 2010

Estão abertas as inscrições para o 4º Edital Votorantim de projetos culturais



Por Alê Barreto*

O blog Acesso divulgou que iniciou hoje o período do processo de seleção de projetos culturais a serem patrocinados pelo Instituto Votorantim em 2011.

Serão investidos R$ 3 milhões em projetos de todas as áreas culturais – artes visuais, artes cênicas, cinema e vídeo, literatura, música e patrimônio – desde que estejam comprometidos em ampliar e qualificar o acesso de jovens, entre 15 e 29 anos, a bens culturais.

Poderão se inscrever artistas, grupos, produtores e instituições de todas as regiões do país que tenham projetos de até R$ 500 mil com atividades previstas para serem realizadas de janeiro a dezembro de 2011.

Informações: www.blogacesso.com.br/selecaodeprojetos

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sábado, julho 31, 2010

Curso "Aprenda a Organizar um Show" chega em Minas Gerais em Agosto


Clique e veja informações sobre a próxima turma do curso "Aprenda a Organizar um Show" em Belo Horizonte


Por Alê Barreto*


Em 2009 decidi transformar o método "Aprenda a Organizar um Show" em curso. Fiz uma pesquisa para saber inicialmente em que cidades do Brasil haviam mais pessoas interessadas em ampliar sua formação para oferecer melhores serviços no mercado cultural.

De lá para cá realizei oito edições do curso, que passaram por cinco estados: Rio de Janeiro (RJ), Porto Alegre (RS), Brasília (DF), Goiânia (GO) e Rio Branco (AC).

Em agosto vou ministrar o curso em Belo Horizonte, que está sendo organizado pela produtora Ludmilla Lima, cujos contatos diretos são (31) 8477-1571 ou 1976prod@gmail.com .

Se você é de Minas ou vai estar por lá neste período, aproveite. Veja as informações no cartaz acima. Além de oferecer um pacote inédito com dicas para agenciamento de espetáculos culturais, irei oferecer uma consulta gratuita do meu serviço de consultoria para cada participante.


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terça-feira, julho 27, 2010

Produtores Culturais necessitam ampliar suas competências para viabilizar novas ações culturais que envolvem arte e tecnologia




Por Alê Barreto*


Ontem concluí o primeiro dia da 8a. edição do curso "Aprenda a Organizar um Show" aqui em Brasília. A turma é maravilhosa. Temos gente do ensino médio, História, Administração, Publicidade, Eventos, músicos, DJ, Arquitetura, Dança.

Um dos primeiros conceitos que estudamos é o papel do produtor executivo. Expliquei a todos que a produção executiva faz parte do campo da produção cultural, mas não pode ser confundida com a mesma, pois a produção cultural é mais ampla.

À noite, revisando as anotações do dia e pensava sobre o campo da produção cultural, assisti no Globo News uma excelente reportagem sobre a Bienal de Arte e Tecnologia do Itaú Cultural.

Vendo os novos conceitos apresentados por esta aproximação entre a arte e a tecnologia, percebi que nós produtores culturais independentes precisamos ampliar nossas competências. Precisamos entender estas novas linguagens, para que possamos oferecer serviços mais qualificados.


Assista um vídeo que aborda estes conceitos.




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segunda-feira, julho 26, 2010

Produtor Cultural Independente participa de encontro na Incubadora de Arte e Cultura da UNB


Fabrício Fuji (Móveis Coloniais de Acaju) e Alê Barreto falando sobre experiências de produção independente


Por Alê Barreto*


Sábado 24 de julho participei de um encontro na UnB, aqui em Brasília. Nesta oportunidade, conheci o Thiago Jorge, que me apresentou o trabalho da Incubadora de Arte e Cultura da universidade. Lá realizamos um bate papo muito construtivo. Conheci o Alceu Avelar, do Instituto Batucar, o Murilo, o Paulo e o Renato Moll do Coletivo Palavra e o Fábio e o Fabrício do Móveis Coloniais de Acaju.

Nessa oportunidade, mais uma vez confirmei a minha impressão de que em Brasília os independentes não querem mais ficar esperando. Muita gente aqui está fazendo acontecer.

O debate foi transmitido ao vivo pelo twitcam.


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quinta-feira, julho 22, 2010

Próximos cursos do Produtor Cultural Independente em Brasília começam dia 26 de julho




Por Alê Barreto*


Tá chegando o momento de embarcar para Brasília e ampliar as ações educativas com as quais trabalho.

Muita gente tem mandado e-mails me pedindo informações sobre os cursos. As informações e dúvidas referentes ao aspectos operacionais e de logística, encaminho para a minha grande parceira Mirella Malta, que faz o cuidadoso trabalho de organização dos cursos. As dúvidas sobre a aplicação do curso, vou responder aqui.

Segue abaixo o que são os cursos e os seus principais benefícios.


Curso “Aprenda a Organizar um Show”


7ª turma do curso "Aprenda a Organizar um Show", Brasília, maio de 2010


Está em sua 8a. edição. Já foi ministrado no Rio de Janeiro (região sudeste), Porto Alegre (região sul), Brasília e Goiânia (região centro-oeste) e Rio Branco (região norte).

[NOVIDADE!] Nesta edição vou apresentar um pacote inédito com noções de venda para agenciamento de espetáculos culturais.

As próximas turmas serão em Belo Horizonte (agosto) e Rio Grande do Sul (outubro). Está sendo também organizada nova turma no Rio de Janeiro (setembro) e as primeiras turmas de Salvador (BA) e Belém (PA).

Saiba mais sobre a história do curso


O que faz?

Ensina um método para realizar um show musical.



O método "Aprenda a Organizar um Show" é utilizado no trabalho de consultoria de organização de grupos culturais realizado em parceria com o Sebrae do Acre e Rede Acreana de Cultura


Conteúdo que será construído com o público


· O que é fazer a produção?

· As etapas de um show

· Pré-Produção

Quando/ Onde/ Conhecendo o local/ Cronograma/ A equipe/ Necessidades de músicos e técnicos/ Necessidades de infra-estrutura/Necessidades da equipe de produção/ Solicitações, autorizações e contratos/Direitos Autorais/ Divulgação/ Custos e Sustentabilidade

· Produção

Sala de produção/ Montagem de palco e cenário/ Montagem do som e da luz/ Montagem de camarim/ Receptivo e acompanhamento/ Credenciamento e cortesias/ Bilheteria/ Passagem de som/ A cobertura do show/ Segurança/o momento do show

· Pós-Produção

Fechamento de bilheteria/ Pagamentos/ Desmontagem da infra-estrutura/ Limpeza/ Retorno dos músicos/ Liberação da equipe de produção/ Entrega do espaço/ Reunião de avaliação/ Registro do projeto



Quem terá maiores benefícios ao fazer o curso?


- pessoas que já leram o livro "Aprenda a Organizar um Show" e que gostariam de entender melhor o método proposto no livro;

- pessoas sem nenhuma experiência ou com pouca experiência na arte de se organizar um show;

- pessoas que já atuaram na organização de shows mas que gostariam de aprender critérios que auxiliem a execução deste importante trabalho;

- pessoas que atuam na produção de shows e querem trocar informações sobre esta atividade;

- pessoas que querem conhecer o processo de organização de um show.



Este método livre de produção de shows é utilizado em ações culturais em Luanda (Angola, África)


No que o curso pode contribuir com a sua carreira profissional?


Estimular o desenvolvimento de suas competências como empreendedor cultural.

Fortalecer a segurança no que você está fazendo e ajudá-lo a perceber o real valor do seu trabalho.

Permitir que você avalie se a forma como trabalha está contribuindo para você atingir os seus resultados.

Ampliar suas redes de cooperação entre profissionais.


Quando o curso vai acontecer?

26 e 27 de julho de 2010, das 14h às 22h (16 horas/aula), no Centro de Estudos da UNACON, SCS Quadra 8, Bloco B50 , 4º. Andar. Edifício Venâncio 2000 (ao lado do Pátio Brasil). Brasília/DF


Ainda dá tempo, inscreva-se

Para fazer sua inscrição, você tem as seguintes opções:

- entre neste link
- acesse www.mirellamalta.com.br
- envie e-mail para mirellamalta@globo.com
- mais rápido: ligue para (61) 9273-9002





Curso “Aprenda a Produzir uma Banda”

Está em sua 2a. edição. Foi lançado em Brasília (região centro-oeste), importante cenário da música brasileira. A 3a. edição será no estado de SP (região sudeste), em novembro.


O que faz?

Ensina os primeiros passos para quem deseja aprender a administrar sua carreira artística ou produzir artistas solo, grupos culturais e bandas independentes.

[NOVIDADE!] Nesta edição vou analisar ações práticas bem sucedidas na produção de artistas.


Conteúdo que será construído com o público


· O que é produzir uma banda?
· Que banda pode ser produzida?
· Quem pode produzir uma banda?
· Produtor, empresário, agente artístico e representante: semelhanças e diferenças
· Atividades básicas de um produtor (atendimento/ comunicação/ secretariado/agenciamento/captação de recursos/financeiro)
· Atividades avançadas de um produtor (planejamento de marketing/ planejamento de comunicação/ planejamento estratégico)
· Recursos importantes para produção de uma banda
· Kit inicial de comunicação para banda
· Noções básicas sobre atendimento
· Noções básicas sobre condução de reuniões
· Noções básicas sobre apresentação de projetos
· Noções básicas sobre negociação e agenciamento
· Avaliação de risco de propostas de trabalho
· Formatos de trabalho saudáveis
· Critérios para boas relações de trabalho
· Como cobrar pela realização do seu trabalho
· Gestão de expectativas (objetivos/reuniões de acompanhamento)



Quem terá maiores benefícios ao fazer o curso?


- pessoas que desejam começar a trabalhar com produção de artistas.

- pessoas que atuam em produtoras ou na área de eventos, ou desempenham atividades administrativas, de atendimento, secretaria, agenciamento ou comunicação de artistas solo, grupos culturais, coletivos e bandas independentes.

- pessoas que acreditam que trabalhar com arte e cultura de forma organizada produz melhores resultados.


No que o curso pode contribuir com a sua carreira profissional?


Estimular o desenvolvimento de suas competências para desempenhar a atividade de empresário artístico.

Fazê-lo refletir sobre a necessidade de construir as condições necessárias para desempenhar a atividade de empresário artístico de forma responsável e sustentável.

Refletir se o modo como você produz um artista está contribuindo para você atingir os seus resultados.

Ampliar suas redes de cooperação entre profissionais.


Quando o curso vai acontecer?

28 de julho de 2010, das 9h às 18h, no Centro de Estudos da UNACON, SCS Quadra 8, Bloco B50 , 4º. Andar. Edifício Venâncio 2000 (ao lado do Pátio Brasil). Brasília/DF


Ainda dá tempo, inscreva-se

Para fazer sua inscrição, você tem as seguintes opções:

- entre neste link
- acesse www.mirellamalta.com.br
- envie e-mail para mirellamalta@globo.com
- mais rápido: ligue para (61) 9273-9002


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quarta-feira, julho 21, 2010

Últimos dias para inscrever projetos no Petrobras Cultural 2010





Por Alê Barreto*


Para quem tem experiência, ainda dá tempo para inscrever projetos no Petrobras Cultural 2010:


21/07/10 - Artes Cênicas

Saiba mais


21/07/10 - Cultura Digital

Saiba mais


22/07/10 - Audiovisual

Saiba mais


23/07/10 - Música

Saiba mais


Mas caso você não tenha experiência, mas tenha disponível nos próximos dias, leia o Roteiro para Elaboração de Projetos e faça o seu primeiro projeto. Comece a fazer.


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segunda-feira, julho 19, 2010

Como aproveitar cursos: aprenda a investir melhor na sua educação




Por Alê Barreto*


Há pouco dias, divulguei o artigo que escrevi para a Revista Fazer e Vender Cultura. Nele faço um convite para que a gente desenvolva as áreas de produção e gestão cultural?

Uma das formas que acredito que podemos contribuir para que haja um maior fluxo de trocas entre os profissionais que atuam nestas áreas é a realização de cursos. Os cursos, quando bem aproveitados, podem ser grandes oportunidades de desenvolvimento profissional.

Mas como aproveitar um curso? Não acredito numa fórmula infalível para todo mundo. Cada pessoa é única. O que servirá para um nem sempre servirá para outro. Contudo, minha experiência como um produtor que se preocupa em educar as pessoas e como produtor que se preocupa em estudar me diz que é possível pensarmos alguns critérios para escolha e melhor aproveitamento do investimento que fazemos nos cursos.


Aprimore suas escolhas


O que você está buscando?

Antes de sair se matriculando num curso como quem passa numa banca para comprar uma revista, pense bem. O que você está buscando? Qual é o seu objetivo?


A escolha de um curso

Depois de ter clareza sobre o que você está buscando, pesquise várias opções de cursos.


A escolha do palestrante

Através do Google você pode pesquisar:

- quem é o palestrante, qual é a sua formação, qual é a sua trajetória profissional;
- qual é a produção de conteúdo deste profissional? Possui textos publicados? Possui algum livro?

No livro "Pedagogia da Autonomia", de Paulo Freire, encontrei valiosas informações sobre como avaliar um educador. Sempre que procuro um curso, pesquiso se o ministrante reflete sobre a prática, se é consciente do seu inacabamento, se é humilde, se sabe escutar, se está disponível para o diálogo. Também considero muito importante saber se um educador possui um método, se pesquisa continuamente, se é comprometido com o que acredita e se está convicto de que as mudanças são possíveis.


Seja curioso: ligue e peça informações detalhadas

Folders, cartazes e releases em sites nem sempre conseguem traduzir com clareza a proposta de um curso. Após ler estes informativos, seja curioso. Ligue e peça informações mais detalhadas.



Aproveite melhor o curso


Acelere processos educativos

Invés de ficar tentando "inventar a roda" o tempo todo, pense um curso como uma possibilidade de acelerar um processo educativo.

Fazer um curso com esta intenção pode ser bem mais produtivo do que se inscrever para ganhar diploma ou porque a empresa liberou você alguns dias para uma atividade de treinamento.


Tome notas

Durante o período que você está disponível para o aprendizado, sua mente muitas vezes faz sínteses brilhantes. Mesmo que você vá ganhar uma apostila ou comprar o livro do palestrante, escreva palavras-chave, frases, pequenos resumos e ideias. Serão muito úteis.


Se relacione

Curso são ótimas oportunidades de aprimorar o processo de se relacionar com as pessoas.

Num curso você irá encontrar pessoas que estão querendo entrar no mercado, pessoas que já atuam no mercado e pessoas que estão diversificando suas ações no campo profissional.

Leve sempre um cartão de apresentação. Grandes amizades, parcerias e projetos nasceram de encontros em cursos.


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sexta-feira, julho 16, 2010

Vamos desenvolver as áreas de produção e gestão cultural?




Por Alê Barreto*


Em junho recebi a divulgação do lançamento de Fazer e Vender Cultura, uma revista online de produtores para produtores. Gostei muito da iniciativa e anotei em minha agenda para entrar em contato para saber mais informações. Para minha surpresa, Miguel Gomes, publisher da revista, entrou em contato e me convidou para escrever um artigo. Sugeri que antes a gente se encontrasse para trocar informações.

Fomos parar lá no Cine Odeon, centro do RJ. Tomamos seis xícaras de café expresso. Toda conversa girou em torno de uma preocupação comum a nós dois: sistematizar conhecimentos de produção cultural.

Num dos momentos da conversa, disse para ele que estamos num momento muito favorável para cultura. Esta reflexão me inspirou a escrever o meu primeiro artigo publicado na revista.

Leia Vamos desenvolver as áreas de produção e gestão cultural?

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* Alê Barreto é administrador, produtor cultural e autor do livro Aprenda a Organizar um Show, primeira publicação disponibilizada de forma livre e gratuita no Brasil sobre a tecnologia de produção de shows. Trabalha novos conceitos e oferece serviços diferenciados para empresas, produtores, grupos culturais e artistas. Divulga reflexões sobre seu processo de trabalho no blog Alê Barreto e valoriza encantadoras mulheres.

21-7627-0690 (Rio de Janeiro)
alebarreto@produtorindependente.com

quinta-feira, julho 15, 2010

Arregace as mangas e grave seu primeiro Cd com patrocínio do Programa Petrobras Cultural




Por Alê Barreto*


Tinha pensado em escrever um artigo, mas recebi um e-mail muito importante. Trata-se de uma oportunidade para quem está começando a carreira na música e tem dificuldade de encontrar patrocínio.

Aproveitem!


Subject: Patrocínio a Gravação para Download
Date: Tue, 13 Jul 2010 18:07:57 -0300

Prezados amigos,

Peço divulgar nas suas listas que o Programa Petrobras Cultural está com inscrições abertas numa área de seleção pública destinada ao download de música pela internet. O objetivo desta área é alcançar novos artistas.

A área de GRAVAÇÃO PARA DISPONIBILIZAÇÃO PELA INTERNET patrocinará com até 50 mil reais projetos de gravação de música brasileira para disponibilização gratuita pela internet. Para quem quer se inscrever no PPC/Música e está na dúvida se deve colocar seu projeto na área de Gravação de CD ou nesta categoria de Disponibilização pela Internet, é importante atentar para o fato de que na área de Disponibilização pela Internet o regulamento não exige nenhum background do artista, não é necessário ter uma obra constituída ou reconhecida em nenhum nível ou meio musical. A única exigência é de que a obra seja autoral e não editada. Enquanto isso, na área de Gravação de CD (e de Turnês de Shows/Concertos também) é preciso que o artista já tenha reconhecida relevância cultural, demonstrada em trabalhos anteriores.

Isto quer dizer que se você é um artista novo, você deve inscrever seu projeto na área de GRAVAÇÃO PARA DISPONIBILIZAÇÃO PELA INTERNET.

As inscrições estarão abertas até 23/07/2010 no site da Petrobras (www.petrobras.com.br/ppc)


Abs,

Claudio Jorge Oliveira
Comunicação Institucional / Gerência de Patrocínios
Coordenador de Patrocínio à Música e Patrimônio


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* Alê Barreto tem 38 anos. É administrador, produtor cultural independente, palestrante e gestor de conteúdo também dos blogs Alê Barreto, onde divulga seu processo de trabalho, e Encantadoras Mulheres, um blog que tem por objetivo reciclar valores machistas.

21-7627-0690 (Rio de Janeiro)
alebarreto@produtorindependente.com

terça-feira, julho 13, 2010

Programa Brasilianas.org discute as mudanças da Lei Rouanet




Por Alê Barreto*


A Lei nº. 8.313 de 1991 é popularmente conhecida por "Lei Rouanet". Esta lei instituiu o Programa Nacional de Apoio à Cultura (PRONAC), que canaliza recursos para o desenvolvimento do setor cultural, com as finalidades de: estimular a produção, a distribuição e o acesso aos produtos culturais (CDs, DVDs, espetáculos musicais, teatrais, de dança, filmes e outras produções na área Audiovisual, exposições, livros nas áreas de Ciências Humanas, Artes, jornais, revistas, cursos e oficinas na área cultural, etc); proteger e conservar o patrimônio histórico e artístico; estimular a difusão da cultura brasileira e a diversidade regional e étnico-cultural, entre outras.

O Ministério da Cultura vem conduzindo um processo de mudança nesta legislação. Trata-se de uma questão polêmica que vem sendo discutida em diferentes fóruns.

Esta semana, recebi um e-mail da minha amiga Ana Carla Fonseca Reis sobre isso.

2010/7/5 Ana Carla

Caros amigos e colegas,

Aos que se interessam pela candente discussão acerca da revisão da Lei Rouanet, encaminho abaixo o link para o debate transmitido ontem pelo programa Brasilianas, do qual tive o prazer de participar.

Abraços,

Carla





Conheça também o caderno especial sobre a Lei Rouanet, publicado pelo Instituto Pensarte.


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* Alê Barreto tem 38 anos. É administrador, produtor cultural independente, palestrante e gestor de conteúdo também dos blogs Alê Barreto, onde divulga seu processo de trabalho, e Encantadoras Mulheres, um blog que tem por objetivo reciclar valores machistas.

segunda-feira, julho 12, 2010

Alunos de produção cultural da Universidade Cândido Mendes dialogam com profissionais do mercado




Por Alê Barreto*


Em junho fui procurado por três alunos do bacharelado em Ciências Sociais com Ênfase em Política e Produção Cultural, que precisavam fazer um trabalho para a disciplina de Produção Executiva. O objetivo da entrevista era traçar o meu perfil profissional. Concordei em fazer, desde que eles concordassem em compartilhar o conhecimento. Eles concordaram.

Nos encontramos no Cine Odeon, no centro do Rio e passamos horas inesquecíveis. Aprendi muito com eles.

Segue aí o resultado do trabalho deles.


Perfil profissional de Alê Barreto


Autores: Aline Fonseca, Nathula Alencar e Thiago Santos


Introdução

Nos últimos trinta anos é possível observar um momento especial dentro do fenômeno maior tido como globalização, principalmente no que tange à economia e a cultura. O avanço das tecnologias informacionais ligadas diretamente, ou não, à internet, modificou e redesenha, a cada instante, os processos comunicacionais da humanidade. Mais interessante é pensar que, se a teoria magna da comunicação revela que esta ocorre quando interlocutores trocam mensagens por um meio específico, o conteúdo destas mensagens nada mais é do que... “cultura”. Esta proposta talvez explique a crescente centralidade com que temáticas ligadas à cultura têm ocupado a agenda internacional nas mais variadas esferas relacionais (governos, sociedade civil, empresas, etc...). Esta centralidade tem levado ao estabelecimento de novas agendas com pautas de discussão objetivando o estabelecimento de novos campos de estudo e, consequentemente, remodelando o conhecimento empírico e redesenhando a práxis cotidiana de mercados outrora estabelecidos.

Pois, segundo Kátia De Marco:

“A formação da profissão é uma construção gerada por seu reconhecimento social e pelo fortalecimento de sua representação associativa, que é consequência da capacitação profissional institucionalizada, considerando que essa etapa avaliza o status formal de um conhecimento. Este, por sua vez, reflete uma demanda preexistente nos mercados de consumo (ideias, produtos e ações) e de trabalho (emprego e necessidades de prestação de serviços), que respondem a uma ativação ou a um potencial de demandas estimuladas em crescimento. No entanto, indo além do que chamamos de formação da profissão, institui-se o amadurecimento desse processo que trata do estágio de “formalização da profissão”. […] Elo de ponta da cadeia de profissionalização da cultura, o mercado é o termômetro, é o espaço da concretude e das trocas reais, simbólicas e materiais. É nele que ocorre a confirmação ou não das ideias, dos prognósticos e das expectativas. Do mercado retornam as realidades, as vivências, as informações e os índices que refletem, interagem e avaliam todos os outros elos dessa cadeia".
(DE MARCO, K.A. Cadeia de Profissionalização da cultura)

E é a partir dessas premissas que entrevistamos Alexandre Barreto, 37 anos, que decidiu entrar para o mundo da produção cultural em 2003.

Em 2007, após passar por uma fase financeira difícil, adotou um novo conjunto de posturas profissionais em sua carreira. Uma destas posturas foi procurar artistas que estivessem investindo todo o seu tempo na música, assim como ele investia todo o seu tempo na carreira de produtor cultural independente. Tornou-se empresário da Pata de Elefante em maio daquele ano.

A “Pata”, como é carinhosamente chamada por Alê, era uma banda independente que estava saindo do circuito menor de shows para um circuito profissional de maior porte Ou seja, ainda não gerava um volume significativo de recursos próprios. Mesmo assim, Alê apostou no grupo e trabalhou juntamente com o músico Gustavo Telles na produção executiva do CD “Um Olho no Fósforo, Outro na Fagulha” e nos shows iniciais da turnê, em cidades da Grande Porto Alegre, interior do RS, Brasília e festival Goiânia Noise.

Mesmo trabalhando com uma banda que investia todo o seu tempo na música e que tinha um grande potencial de desenvolvimento, as dificuldades financeiras levaram Alê a repensar sua estratégia de trabalho. Decidiu ir buscar novas oportunidades e estudar na região sudeste.

Conversou este assunto abertamente com os músicos e deixou a liderança da produção executiva da banda em janeiro de 2008. Em abril deste mesmo ano chegou ao Rio de Janeiro onde iniciou a atividade de administrador e produtor cultural do Grupo Nós do Morro. Isso melhorou sua sustentabilidade, trouxe novos aprendizados e permitiu que voltasse a estudar, um de seus objetivos ao sair de Porto Alegre.

Em 2009 Alê completou o curso de extensão em “Micro e Macro Economia da Cultura” na Universidade Cândido Mendes e pediu licença para sair do Grupo Nós do Morro porque necessitava mais tempo para desenvolver seus projetos próprios.

De lá para cá já ministrou o curso “Aprenda a Organizar um Show” em 5 estados e presta consultoria de gestão em produção cultural para o Sebrae Acre e Rede Acreana de Cultura.

Em 2010 iniciou o “MBA em Gestão Cultural” na mesma instituição.




Alexandre Barreto apresentou o seguinte perfil:



Perfil Atitudinal


Produtor cultural da área de música independente.
Não é funcionário de grandes produtoras, mas pode prestar serviços específicos para estas.
Está disposto a atuar como empregado desde que contribua para sua carreira de produtor independente.
Forte traço empreendedor.
Presta serviços de assessoria e consultoria para artistas e produtores iniciantes.
Acredita que não se deve contar somente com leis de incentivo como base para a sustentabilidade na música independente.
Relaciona em grande escala sua vida pessoal ao seu trabalho. Prioriza trabalhos ligados à sua satisfação pessoal.


Perfil Motivacional

Não possui equipe fixa, pretendendo formar uma equipe com alunos dos cursos que ministrar.
Prioriza e incentiva a busca da capacitação profissional através do acúmulo de conhecimento e sua construção colaborativa. Entende que isso leva um profissional a estar melhor colocado no mercado de trabalho.
Marca diferenças inter-geracionais. Os mais antigos no ramo priorizariam o conhecimento construído através da prática e os mais novos estão buscando conhecimento nos cursos e academias.
As características nas quais um produtor executivo deve se concentrar: proatividade, clareza, objetividade, método, estratégia e otimização dos recursos.


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* Alê Barreto tem 38 anos. É administrador, produtor cultural independente, palestrante e gestor de conteúdo também dos blogs Alê Barreto, onde divulga seu processo de trabalho, e Encantadoras Mulheres, um blog que tem por objetivo reciclar valores machistas.

domingo, julho 11, 2010

Conheça o projeto 5 Vezes Favela - Agora por nós mesmos





Por Alê Barreto*


Este domingo vai rolar uma oportunidade excelente de aprimorar seu pensamento crítico, aprender sobre cinema e ampliar o seu olhar como produtor ou gestor cultural.

A TV Brasil vai exibir às 20h no programa Conexão Roberto D'Avila uma entrevista com o cineasta cineasta Cacá Diegues e a produtora Renata Magalhães.

O tema da reportagem é a produção do filme 5 Vezes Favela – Agora Por Nós Mesmos, que foi lançado em maio, no último Festival de Cannes.

A produção deste audiovisual tem como ponto de partida o longa metragem 5 Vezes Favela, que retratou a vida das pessoas que viviam nas favelas do Rio de Janeiro em 1962. Na época o filme foi realizado por jovens cineastas e produzido pelo Centro Popular de Cultura – o CPC – da UNE.

5 Vezes Favela - Agora por nós mesmos foi realizado por jovens de comunidades que participaram de um curso que contou com a participação de Nelson Pereira dos Santos, Rui Guerra, Daniel Filho, os irmãos Salles e o próprio Cacá Diegues, entre outros.




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* Alê Barreto tem 38 anos. É administrador, produtor cultural independente, palestrante e gestor de conteúdo também dos blogs Alê Barreto, onde divulga seu processo de trabalho, e Encantadoras Mulheres, um blog que tem por objetivo reciclar valores machistas.

quinta-feira, julho 08, 2010

Um produtor cultural deve conhecer o padrão brasileiro de redação para a web




Por Alê Barreto*


Em 2007, quando ainda morava no Rio Grande do Sul, peguei emprestado com o meu amigo dMart este livro:



"Webwriting - Pensando o texto para mídia digital", de Bruno Rodrigues. Na época, dMart me falou que era um livro muito bom e que iria me auxiliar a produzir textos para internet. Neste mesmo período, eu peguei uma mania de comprar livros em Sebos (livrarias de livros usados) e fui acumulando vários em meu apartamento. Um dia, me deu uma febre de querer colocar a casa em ordem e uma das coisas que eu fiz foi me desfazer de boa parte dos livros usados.

Um dia dMart me perguntou: "tchê, o Webwriting não está na tua casa"? Estava. Foi um dos livros que mandei para o espaço!

Mesmo não tendo lido o livro, dMart me passou várias orientações contidas no Webwriting durante as sessões de edição do texto de "Aprenda a Organizar um Show".

Me comprometi de comprar um novo livro e devolver para o dMart. Está esgotado. Para minha sorte, este ano sai uma nova edição atualizada.

Enquanto o livro não sai, pago uma parte da dívida divulgando uma ótima notícia que recebi do consultor Bruno Rodrigues.


2010/7/7 Bruno Rodrigues

Prezados,

No final do ano passado fui contratado pelo Ministério do Planejamento (Governo Eletrônico) [ver acima] para desenvolver o padrão brasileiro de redação para a web, mais especificamente a ‘Cartilha de Redação Web’, que ficou pronta este mês e já está disponível em www.governoeletronico.gov.br para todo brasileiro, seja profissional, estudante, empresa, órgão do Governo, acadêmico - ou até curioso- baixar gratuitamente.

Embora seja fruto de minha dedicação de uma década ao estudo do conteúdo online, que já resultou em dois livros e a citação no ‘Dicionário da Comunicação’, tudo é fichinha perto da ‘Cartilha de Redação Web’.

Com a Cartilha, estou colaborando, em escala nacional, para disseminar um conhecimento que se confunde com minha vida profissional e que, tenho certeza, será de grande valia para quem produz conteúdo em português para a web nacional.

Mais que isso, é uma forma direta e objetiva de melhorar a maneira como os sites governamentais oferecem informações e serviços aos cidadãos – foi este, de fato, o grande motivador para a equipe do Governo Eletrônico (e-Gov) criar os ‘Padrões Brasil e-Gov’.

Quanto mais, por exemplo, as equipes dos órgãos do Governo brasileiro dominarem técnicas de redação para a web, mais clara, eficaz e simples será nossa relação com os sites da esfera pública.

Nada do que produzi para o material é teórico, cada item é reflexo de boas práticas de mais de uma década na relação conteúdo e leitor, governo e cidadão. Tudo foi pensado, checado, avaliado e revisto dezenas de vezes.

A Cartilha passou pela visão crítica do Governo Eletrônico e, ao final, foi colocada um mês em consulta pública, para que todo e qualquer brasileiro pudesse dar sua sugestão.
Um ponto fundamental: os documentos produzidos pelo e-Gov não são regras, e sim um conjunto de sugestões de como a web Brasil pode ficar ainda melhor, a começar pelos sites do próprio Governo.

Poucos são os países que realmente se preocupam com a relação com seus cidadãos via internet – Estados Unidos, Austrália, Nova Zelândia e Canadá são exceções.

Fazemos agora parte deste time.

Dizer que estamos dando um passo significativo com a criação de padrões para a web é pouco. Para a nossa relação com os governantes, é muito mais que isso, pois, a partir daí, tudo pode mudar. Para o mercado brasileiro de Comunicação Digital, é um avanço que não imaginávamos que seria feito tão cedo. Para os profissionais, é um norte, concordemos ou discordemos com as sugestões – mas é um norte.

Desta forma, conto com vocês na divulgação da Cartilha!

Muito obrigado!

Bruno Rodrigues

: Consultor de Informação e Comunicação Digital ::
: Autor de 'Webwriting - Redação & Informação para a Web' [nova edição em breve] ::
: Instrutor de Webwriting e Arquitetura da Informação no Brasil e exterior ::
[ bruno-rodrigues.blog.br ]
[ www.twitter.com/brunorodrigues ]


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* Alê Barreto tem 38 anos. É administrador, produtor cultural independente, palestrante e gestor de conteúdo também dos blogs Alê Barreto, onde divulga seu processo de trabalho, e Encantadoras Mulheres, um blog que tem por objetivo reciclar valores machistas.

quarta-feira, julho 07, 2010

Good copy bad copy: um documentário que discute a questão da pirataria




Por Alê Barreto*


"Pirataria tem um significado interessante na Nigéria porque as pessoas tendem a pensar: "quem faz isso é um criminoso", "as pessoas vão comprar uma falsificação, uma cópia barata".

A cópia pirata na Nigéria custa o mesmo que a cópia genuína, então o dinheiro não é a questão. A falsificação ou a cópia genuína custam o mesmo. E a pirataria só ocorre quando a cópia genuína está disponível. Então se você se esforça para oferecer ao público a cópia genuína, assim que ela for lançada, por que alguém compraria uma cópia pirata?

Nós também tentamos criar soluções para os problemas que criam a pirataria, ao invés de apenas perseguir as pessoas que falsificam os produtos".

(Trecho do depoimento de um profissional de cinema na Nigéria)




Você tem um conceito formado sobre o que é pirataria? Acredita que o fenômeno crescente de pessoas vendendo cópias de DVDs e CDs trata-se apenas de uma ação criminosa?"

Assista este documentário e tire suas próprias conclusões.














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terça-feira, julho 06, 2010

Petrobras lança videocast de cultura




Por Alê Barreto*


Estava pegando informações sobre o Programa Petrobras Cultural 2010 e encontrei a ótima notícia do videocast Compacto, uma iniciativa que merece ser multiplicada por empresas em todo o Brasil.

Leia abaixo o conteúdo na íntegra.


Compacto Petrobras - episódio 01 - bloco 1 - Siba e Catatau

A Petrobras lançou um videocast de cultura chamado Compacto, que traz uma série de vídeos com entrevistas e shows de artistas da nova música popular brasileira. Os videocasts são arquivos em vídeo, que podem ser assistidos ou baixados pela internet. A cada semana, será postado um novo vídeo de dez minutos no site www.petrobras.com.br/compacto, com um encontro musical entre artistas de diversas regiões e gêneros musicais brasileiros, que conversam e tocam músicas ao vivo. Na estreia do blog será exibido o primeiro bloco do programa com o pernambucano Siba Veloso, ex-Mestre Ambrósio, e o cearense Fernando Catatau, do grupo Cidadão Instigado.

Na primeira temporada do Compacto, serão exibidos 13 programas, divididos em dois blocos cada. A ideia do projeto é mostrar a diversidade musical brasileira e compartilhar os novos sons que estão sendo feitos nas cinco regiões do país. Por isso, a equipe do programa está promovendo encontros musicais inéditos, como o da DJ e cantora pernambucana Catarina Deejah com a paraense Gabi Amaranto, conhecida como “Beyoncé do Pará”, e da cantora de hip hop Lourdes da Luz com o compositor e artista plástico Kiko Dinucci.

O formato do programa une entrevista e música de uma forma não convencional. Não há entrevistador e cartas ficam espalhadas pelo cenário. Para divulgar e compartilhar na Internet o som destes novos artistas, o projeto conta com um canal no Twitter e no Youtube. Outra novidade é que os conteúdos do projeto estão registrados com a licença Creative Commons, que permite o compartilhamento dos vídeos para uso não comercial. É a primeira vez que a Petrobras utiliza a licença.

A primeira temporada do Compacto será dedicada à música, mas o programa também pretende abordar outras linguagens, como trilhas de cinema, cultura digital e outros setores da cultura patrocinados pela Petrobras.

O objetivo da Companhia ao lançar o videocast é reforçar os atributos de diversidade e origem brasileira da Petrobras e trabalhar a presença da marca nos meios digitais a partir da produção de conteúdos de entretenimento, seguindo tendência do setor. "A atuação da Petrobras como patrocinadora de cultura é marcada pela diversidade de gêneros e estilos. Por isso incluímos a Cultura Digital como um setor patrocinado e investimos no uso de redes sociais como forma de promover e intensificar nossa participação na dinâmica cultural brasileira", afirma o coordenador de música da área de Patrocínios Culturais da Petrobras, Claudio Jorge de Oliveira.

Fonte: http://www.petrobras.com.br/pt/noticias/petrobras-lanca-videocast-de-cultura/


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sábado, julho 03, 2010

Edição do livro "Um Outro Pastoreio": uma experiência de micro patrocínio


"Um Outro Pastoreio" - Ilustrações: Indio San


Por Alê Barreto
Administrador, produtor cultural independente e palestrante


Em dezembro do ano passado, falei neste blog pela primeira vez da ideia de micro patrocínio, algo que já é utilizado há muito tempo, mas que em geral as pessoas dão pouca atenção. Se existe micro crédito, porque não pensar também em micro investimento e micro patrocínio?

Pois esta semana recebi uma informação muito bacana sobre isso. Após muito aprendizado e processos criativos, meus amigos Rodrigo dMart e Indio San vão viabilizar a primeira edição de sua novela gráfica de forma independente e estão trabalhando a captação de micro patrocínios.

Gostei muito da campanha de comunicação que eles estão fazendo. Transcrevo abaixo o e-mail deles na íntegra, para que mais pessoas possam aplicar esta interessante ideia.


2010/7/1 dMart


Hola, caros(as) AMIGOS(AS)!

Conto com a tua colaboração para publicar a primeira edição da novela gráfica





"Um Outro Pastoreio", projeto que realizei em parceria com o ilustador Indio San ao longo de 5 anos. E tá lindaço!

Vamos realizar a publicação através de uma "Ação Entre Amigos". E, nesta aventura, você será o "editor/apoiador" desta obra.


O que é a história?

É uma narrativa original, livremente inspirada na lenda do Negrinho do Pastoreio, mais conhecida pela versão do escritor regionalista João Simões Lopes Neto. A história inova ao sincretizar o folclore (a lenda) e a religião (a mitologia afro-brasileira) através da linguagem de arte sequencial.



"Um Outro Pastoreio" fala sobre a procura da esperança e do poder da imaginação.


Como é o projeto?

Traçamos uma perspectiva universal ao mesclar à lenda, elementos da literatura, das artes visuais, da fotografia, da poesia, do teatro de bonecos e das histórias em quadrinhos.



"Um Outro Pastoreio" destina-se ao público juvenil e adulto. É altamemente recomendado para pessoas interessadas em arte, educação, poesia, antropologia, comunicação, folclore, cultura brasileira, design, mitologia, quadrinhos e, é claro, para quem curte boas histórias... ; )


Qual é o formato do livro?

A publicação tem 208 páginas coloridas, formato de 15x23cm, com capa dura e impressão em papel especial. A primeira tiragem será de 1000 exemplares.



Veja a capa e algumas páginas no anexo desta mensagem. Há uma prévia (preview) de 50 páginas da graphic novel "Um Outro Pastoreio" em www.pastoreio.org


E a ação entre amigos?

Precisamos coletar cerca de 200 cotas a R$ 100,00 (cem reais) para financiar esta primeira edição de "Um Outro Pastoreio".


O que você ganha?

Além de colaborar com o projeto dos amigos? E do orgulho de apoiar uma produção independente da cultura brasileira? ; )

A cada cota adquirida (R$ 100,00), você ganha:

> 2 cópias do livro, numeradas e autografadas pelos autores;
> seu nome impresso na folha de rosto (nos agradecimento aos "editores/apoiadores") em todos os exemplares da primeira tiragem;
> os livros serão entregues em sua casa.

E os prazos? Até quando ocorre a ação? E quando eu recebo o livro?

Esta ação vai até o dia 10/07/2010. Você recebe os seus exemplares até o dia 10/08/2010.


Como participar?

Responda este e-mail com seu nome (aquele que irá impresso no livro) e endereço completo. E você receberá as instruções de como efetuar o depósito.


Quais são os nossos contatos?

> Indio San (Everson Nazari) - nazari@dslab.art.br - (11) 9609-2628
> Rodrigo dMart - nolte@terra.com.br - (51) 9175-9694

Outras informações, sobre produção, agenciamento e assessoria de imprensa, você fala com Yara Baungarten - imagina.conteudo@terra.com.br - (51) 9236-7919.

Grato pela atenção. Contamos com a sua participação.

Cordial abraço,

Rodrigo dMart
www.imaginaconteudo.wordpress.com
www.twitter.com/rodrigodmart
www.pastoreio.org
www.myspace.com/thedancigndemons
www.doidivanas.com.br
55 (51) 9175-9694