quinta-feira, outubro 29, 2009

Labirinto de outubro



Por Alê Barreto (produtor cultural independente)


Labirinto é um post onde são publicadas consultorias gratuitas que são realizadas para algumas questões selecionadas dentre as várias recebidas dos leitores do blog.


Pergunta

Ola Ale, tudo bem? Primeiramente parabéns pelo Blog, muito interessante. Estou lendo sempre.
Bom, sou ator e agora autor de teatro e curta-metragem e estava querendo começar a produzir minhas coisas, mas essas burocracias são muito complicadas, essas leis de incentivo, lei audiovisual e lei rouanet e eu ia fazer um curso de Projeto Cultural e Captação de recursos no INDEC, mas o mesmo foi cancelado por falta de quorum, então me sinto meio perdido...heheheeh...Enfim, vc saberia me indicar algum curso q fale dessas coisas mais burocraticas de captação de recursos? Esse livro q vc fala no seu blog, o avesso da cena, comenta sobre isso?
Aguardo um retorno seu.

Abçs,
Leandro Terra, 32 anos, ator e roteirista de cinema e teatro, Rio de Janeiro, RJ


Serviço de consultoria do Produtor Cultural Independente

Caro Leandro:

Isso que você chama de burocracias, na verdade são vários conhecimentos importantes (gestão cultural, administração, produção cultural, planejamento, marketing e captação de recursos, entre outros) que cada vez mais ganham atenção dos profissionais do setor cultural.

O livro que você menciona traz informações muito boas no capítulo IV (A Relação com o Poder Público), capítulo V (A Relação com as Empresas) e capítulo XIII (Gestão de Grupos e Instituições Culturais).

Sobre curso de captação de recursos sério, recomendo que você entre em contato com a Associação Brasileira de Captação de Recursos (ABCR)através do site http://captacao.org/recursos/


Um abraço,

Alê Barreto
Produtor Cultural Independente

terça-feira, outubro 27, 2009

Qual é a atitude do artista independente?


Vanessa (Ludov) no Programa Showlivre.com


Por Alê Barreto (produtor cultural independente)


É fácil tocar o próprio trabalho? As rádios são um problema? Existem poucos espaços para tocar? Todo artista deve pensar como uma empresa?

Há uma tendência muito grande de generalizarmos as percepções sobre as complexas questões que envolvem a administração de uma carreira artística.

Escute algumas opiniões sobre o trabalho de um artista independente. Não aceite passivamente o que você vai ouvir. Reflita. E fique aberto para ouvir futuramente outros pontos de vista.

segunda-feira, outubro 26, 2009

U2 ao vivo no Youtube



Por Alê Barreto (produtor cultural independente)


Quando comecei a trabalhar com a produção de shows, em 2003, a relação entre a internet e a música, na vida prática, estava centrada na idéia de que era importante artistas e produtores terem um site. De lá para cá, muita coisa mudou. E mudou muito mais rápido do que poderíamos imaginar.

Com o avanço da "urbanização" do espaço virtual, cada vez mais surgem novas possibilidades de se divulgar, distribuir, comercializar e se consumir a música. Isso tem causado uma verdadeira "guerra" entre quem acha que o download gratuito deve ser proibido e quem acha que todos devem ter direito de acesso a conteúdos.

Ontem, dia 26 de outubro de 2009, o U2 inaugurou um novo momento na história da produção cultural: transmitiu ao vivo pelo youtube o show que realizou no estádio Rose Bowl de Pasadena, oeste dos EUA para 20 países, entre eles Brasil, Austrália, Canadá, Coreia do Sul, Reino Unido, Espanha, Estados Unidos, França, Índia e Irlanda.




Assista uma das músicas do show e pense na possibilidade de utilizar alguma plataforma da web para transmitir os seus shows.

domingo, outubro 25, 2009

Cultura é a nossa arma




Por Alê Barreto (produtor cultural independente)

Há um ano atrás, no dia 14 de outubro, tive o privilégio de assistir no Itaú Cultural, em São Paulo, um debate com Damian Platt, Jorge Luis Passos Mendes (o "JB", mediador de conflitos no AfroReggae) e Edson Natale, por ocasião do lançamento do livro "Cultura é a Nossa Arma - AfroReggae nas Favelas do Rio", de autoria do próprio Damian e também de Patrick Neate.

Um ano após o lançamento deste livro, assisti a entrega do Prêmio Orilaxé no Teatro Carlos Gomes, aqui no RJ, sensibilizado e perplexo com a trágica morte do Evandro, coordenador do AfroReggae, uma pessoa muito correta e trabalhadora que conheci durante reuniões preparatórias do projeto Rebelião Cultural. Desde março este projeto desenvolvido em parceria pelo AfroReggae, Nós do Morro, CUFA e Observatório de Favelas está levando oficinas culturais aos presídios de segurança máxima do Rio de Janeiro.

Neste domingo lembrei deste companheiro, deste verdadeiro produtor cultural independente e gostaria que as pessoas que estudam produção cultural conhecessem um pouco mais sobre o trabalho desenvolvido pelo AfroReggae, descrito neste livro.

*******************************************************************


"(...) essência do que é ser humano: usar a capacidade de transcender uma situação extremamente desumanizadora, manter a liberdade interior e, desta maneira, não renunciar ao sentido da vida, apesar dos pesares".

(trecho do livro "Em busca de sentido: um psicólogo no Campo de concentração" de Viktor E. Frankl, sobrevivente de um campo de extermínio nazista)

sábado, outubro 24, 2009

Produção Cultural Independente também é entender de comunicação


Robert De Niro em "Wag the dog"


Por Alê Barreto (produtor cultural independente)


Eu acredito que a alfabetização para as mídias (como ler o que não está escrito?) é uma disciplina fundamental na construção do novo campo de conhecimento que é a produção cultural independente.




Em outubro de 2008 eu republiquei uma reportagem sobre este tema originalmente publicada na revista Mídia Com Democracia, nº 1, de janeiro de 2006.


Me lembrei então de indicar aos meus colegas produtores culturais independentes que aproveitem uma parte do tempo livre do final de semana para aprender um pouco mais sobre comunicação. Passem em alguma locadora, peguem emprestado com alguém ou baixem da internet o filme "Mera Coincidência" (Wag the dog, 1997).




Compare o que você assistiu e pense se é possível isso acontecer com a divulgação de algum produto ou serviço cultural. Mera coincidência?

quarta-feira, outubro 21, 2009

Ações de organização da produção cultural independente brasileira


DNA


Por Alê Barreto (alebarreto@produtorindependente.com)


Cada vez mais recebo informações sobre novas iniciativas que estão moldando um novo setor de produção cultural independente no Brasil.

Em várias cidades estão sendo realizadas conferências municipais de cultura. Muitas delas já são preparatórias para a II Conferência Nacional de Cultura que irá acontecer em 2010. Mesmo sendo uma proposição do governo federal, estes espaços públicos de participação da sociedade civil organizada aglutinam muitas pessoas do mercado cultural independente, que podem dar um pouco de visibilidade ao que estão fazendo e conhecer outros produtores e artistas independentes.

Recebi da Comissão de Educação e Cultura da Câmara de Vereadores do município do Rio de Janeiro a informação que hoje acontecerá um debate sobre a criação do Conselho Municipal de Cultura.




Fiquei sabendo que também ocorre hoje no Rio o Prêmio Orilaxé 2009, premiação do Grupo Cultural AfroReggae (GCAR) para quem faz importantes transformações, exerce plenamente a cidadania e contribui para diminuir a injustiça social. O evento sociocultural deste ano terá como tema a poética social.





Há poucos dias recebi informações do Centro Acadêmico Mario Lago, dos alunos do Curso de Tecnologia em Produção Cultural do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro - IFRJ, de Nilópolis, informando que no dia 23 de outubro ocorrerá o X Sarau das Artes na Freguesia,



que dia 05 de novembro ocorre a II Parada da Cultura



e que em dezembro ocorre a



4ª IV JORNADA CULTURAL NA BAIXADA FLUMINENSE nos dias 3, 4 e 5, no SESC São João de Meriti, uma promoção do Centro Acadêmico, SESC e a FASE. O encontro será NA Baixada, não exclusivamente PARA a baixada ou DA Baixada.

Os objetivos principais da IV Jornada serão:
·Ampliar a visibilidade de grupos artísticos / culturais,
·Mobilizar a economia da cultura e
·Fortalecer a rede de grupos e iniciativas artísticas e culturais

Um dos frutos gerados pela edição anterior foi à criação da Rede de Cultura, que concentra e multiplica informações para pessoas que desejam mobilizar a arte e a cultura no estado do Rio de Janeiro.

Informações:
Produtor Flávio Rocha – (21) 3027-1242 / 9680-4040 / 8692-0291
SESC SUQUE DE CAXIAS - Kely Pinheiro – (21) 3659-8377
SESC NOVA IGUAÇU - Wilker Paulo – (21) 2797-3046
SESC SÃO JOÃO DE MERITI - Anna Previato – (21) 2755-7237
SESC RAMOS - Marcos Rogério – (21) 2290 - 3614


Lá no estado de Santa Catarina, região Sul, acontece no dia 7 de novembro no município de São Francisco do Sul a apresentação da diretoria da Ecos - Associação Cultural do Rock Francisquense.



A participação dos produtores culturais independentes nestes eventos é muito importante.

terça-feira, outubro 20, 2009

Participe da audiência pública "Acessibilidade para a Democratização das Políticas Culturais" e do "6° Encontro da Mídia Legal" no RJ


Divulgação


Por Alê Barreto (alebarreto@produtorindependente.com)


Segue texto na íntegra publicado no site do MinC por Karina Miranda.


Diversidade Cultural
Acessibilidade para a Democratização das Políticas Culturais no Rio de Janeiro


O secretário da Identidade e da Diversidade Cultural do Ministério da Cultura (SID/MinC), Américo Córdula, participará da audiência pública Acessibilidade para a Democratização das Políticas Culturais, no dia 20 de outubro, na Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), às 14h. A audiência foi convocada pela Comissão de Cultura da Alerj, em parceria com a Escola de Gente - Comunicação em Inclusão e a SID/MinC, e faz parte das atividades do 6° Encontro da Mídia Legal.

Além de discutir a garantia do direito à produção e participação na vida cultural por parte das pessoas com deficiência, como a acessibilidade no teatro, na literatura e no campo audiovisual, a audiência visa também divulgar a Campanha Acessibilidade - Siga Essa Idéia!, do Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência (CONADE).

A campanha tem por objetivo mobilizar e sensibilizar a sociedade para a eliminação das barreiras de informação e arquitetônicas que geram preconceito e impedem as pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida a participarem efetivamente da vida social. Além disso, objetiva criar um grupo de trabalho para mapear a acessibilidade dos equipamentos culturais do estado do Rio de Janeiro.

O Ministério da Cultura vem desenvolvendo diversas ações e programas voltados para promover a Acessibilidade e a Diversidade Cultural como, por exemplo, a 1ª Oficina Nacional de Indicação de Políticas Públicas Culturais para a Inclusão de Pessoas com Deficiência, realizada em outubro de 2008, no Rio de Janeiro. Chamada de Nada sobre Nós sem Nós, a oficina teve ampla participação de pessoas com deficiência e resultou em um relatório contendo diretrizes e ações para nortear as políticas públicas do MinC sobre a inclusão social e cultural do segmento.

Seguindo o Decreto Federal 5.296/04, a audiência pública será realizada com acessibilidade. Haverá tradução simultânea para a Língua Brasileira de Sinais (Libras), garantindo o direito à participação de pessoas surdas. As pessoas com deficiência e/ou mobilidade reduzida terão assentos reservados.

No 6° Encontro da Mídia Legal serão debatidos os temas Políticas Culturais, acessibilidade e inclusão. O Encontro tem patrocínio da Petrobras e parceria da Escola Superior do Ministério Público da União (ESMPU), Fundação Avina e UERJ.

Apóiam a iniciativa: Ashoka Empreendedores Sociais; Conjuve; Campanha Nacional pelo Direito à Educação; Centro de Apoio a Mães de Portadores de Eficiência (Campe); Cipó - Comunicação Interativa; Comissão de Cultura da Alerj; Coordenadoria Nacional para Integração da Pessoa Portadora de Deficiência da Instituto de Juventude Contemporânea (IJC); Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (Ibase); Aracati - Agência de Mobilização Social; Intervozes - Coletivo Brasil de Comunicação Social; Rede Andi; Rompendo Barreiras; Rompendo Barreiras; Secretaria da Identidade e da Diversidade Cultural do Ministério da Cultura (SID/Minc); Revista Viração; Secretaria de Educação Especial do Ministério da Educação (Seesp/MEC); Secretaria Especial dos Direitos Humanos (Corde/SEDH); Secretaria Nacional de Juventude da Secretaria Geral da Presidência da República; União e Inclusão em Redes de Rádio (UNIRR); União Nacional dos Estudantes (UNE); e WVA Editora.

Confira a programação:

Abertura

Acessibilidade para a Democratização das Políticas Culturais

Data: 20 de outubro
Hora: 14h
Local: Audiência Pública na Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) - Palácio Tiradentes

Seminários

Políticas Públicas de juventude: O que são? A quem se dirigem?
Data: 21 de outubro

Comunicação e Participação Juvenil
Data: 23 de outubro

Educação Inclusiva: Direito Humano dos(as) Jovens
Data: 27 de outubro

Juventude e Vulnerabilidade: Diferenças e Desigualdades
Data: 29 de outubro

Horário: de 9h às 12:30h

Local: Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Faculdade de Comunicação Social).
A entrada é gratuita e não é preciso fazer inscrição.

Informações:
(21) 8885-1486, com Liseane Morosini
(21) 8131-9210, com Eliane Araujo
www.escoladegente.org.br

segunda-feira, outubro 19, 2009

Tempo de começar


Atriz Cecília Homem de Mello/Foto: Silvia Zamboni


Por Alê Barreto (alebarreto@produtorindependente.com)


Muita gente acredita que se alguém não "estourar" em sua carreira profissional até os 30, está fadado ao fracasso. Eu penso que esta é uma visão equivocada. Não há "idade certa" para começar ou para ter o seu trabalho reconhecido. Cada pessoa é um universo de diferentes possibilidades. Quanto mais vou pesquisando o setor cultural, mais encontro informações que comprovam isso.

Convido a todos para lerem a matéria "Nossa aposta" de Armando Antenore, publicada na revista Bravo de setembro, que apresenta o trabalho da atriz Cecília Homem de Mello (foto acima), a "Ana" da minissérie "Som & Fúria", que a Globo exibiu entre 7 e 24 de julho.


Som & Fúria - último capítulo (24/07/09)

Conheçam a trajetória desta artista habilidosa que conseguiu viver do conhecimento que adquiriu no meio artístico e que está tendo um reconhecimento significativo do seu talento profissional aos 55 anos.

Parabéns Cecília, é sempre tempo de começar quando se deseja fazer uma ação cultural.

domingo, outubro 18, 2009

Clareza: pense mais sobre a idéia que você deseja passar para os outros


(clique para aumentar e ler a mensagem)
Copyleft Fábio Yabu/Chris "archi3d"



Por Alê Barreto (alebarreto@produtorindependente.com)


Olhando o cartão de ano novo acima, dá para perceber uma qualidade fundamental na comunicação de uma idéia: clareza. Clareza sobre o que se quer, sobre o que se está buscando, sobre como se pretende executar uma idéia. Este é o ponto de partida para sensibilizar alguém para ser seu parceiro em uma ação cultural.

Quando você encontra alguém para falar sobre algo que pretende fazer, lembre que neste instante a pessoa que ouve você:

- pode estar praticamente sem tempo para fazer qualquer outra coisa e talvez não esteja muito interessada em ouvi-lo;

- pode gostar da sua idéia mas achar que por ser algo muito novo não vale a pena arriscar; pode preferir esperar ver se realmente terá um bom resultado para somente depois se integrar ao seu projeto.

- pode gostar muito de você mas não entender o que você está querendo.


A clareza sobre o que você quer facilita buscar pessoas que provavelmente possam ter interesse no que você tem a dizer. Você ganha tempo e evita desperdício de energia.

A clareza sobre o que você está buscando ajuda a argumentar com mais segurança a importância e os benefícios de um parceiro investir no seu projeto.

A clareza sobre como pretende executar suas idéias auxilia nas duas questões anteriores: facilita identificar objetivamente que profissionais são necessários para o sucesso do projeto e mostra aos futuros parceiros que você planejou cuidadosamente o que pretende executar.

Veja algumas das dicas publicadas na matéria "O Valor da Clareza" de Luiz Costa Pereira Junior, na edição nº41 da Revista Língua Portuguesa:

- tenha em mente o projeto de texto que você se propõe;
- confira se o texto flui ponto a ponto;
- verifique se as afirmações se antecipam a eventuais indagações do leitor;
- corte o que for irrelevante;
- não omita informações; não exagere nos detalhes;
- não se desvie do assunto.



Para aprofundar, leia a reportagem na íntegra.

Então, antes de dizer para alguém "ei, vamos fazer uma parceria?" e ficar esperando que a pessoa surpresa com a pergunta aceite, pegue caneta e papel ou sente na frente do micro e detalhe melhor a sua idéia.

Ficou claro?

sábado, outubro 17, 2009

Atendimento para um Novo Mercado Cultural


Atender é gostar de encontrar pessoas



Por Alê Barreto (alebarreto@produtorindependente.com)



Situação 1

Você entra num site ou blog na internet, pega o telefone do artista e liga. Ninguém atende. Você liga de novo. Ninguém atende. Você liga vários dias. Ninguém atende.


Situação 2

Você está elaborando a programação de um bar, montando a grade de atrações de um festival e resolve ligar para uma banda que você acha que tem tudo haver com o evento. Pega o telefone do artista e liga. Ele atende e fala "claro, vou ter o maior prazer em participar. Vou passar para você o contato do meu produtor". Você pega o contato e liga para o produtor. Ele atende de forma arrogante, grosseira e diz que irá ver se o artista quer participar.


Situação 3

Você entra em contato com vários artistas, diretamente ou através de seus representantes (produtores, agentes ou empresários) para solicitar um orçamento de uma apresentação. Você leva semanas para receber um retorno de alguns destes artistas.


Estas e outras situações de péssima postura profissional e de péssimo atendimento eu vivenciei logo que comecei a trabalhar como produtor cultural independente. Na época, eu ficava louco da vida. Não entendia porque artistas e produtores agiam desta forma. Nos bares viviam reclamando que não havia trabalho e na hora de trabalhar não se mexiam.

Isso me levou a criar o curso "Atendimento para um Novo Mercado Cultural", que ministrei na Casa de Cultura Mário Quintana, em 2004, lá em Porto Alegre.



Passaram-se os anos e cada vez mais percebo a necessidade de se educar os profissionais que atuam neste setor para que entendam a importância de um bom atendimento. Estou trabalhando na remodelação deste curso e em breve estarei novamente ministrando o mesmo.


Dicas para melhorar o atendimento dos profissionais do setor cultural:


planeje o ciclo do seu atendimento

Pense se o número de telefone ou de endereço de e-mail que você está divulgando é de alguém que poderá dar um retorno rápido.


monitore a satisfação de seus parceiros

Muitas vezes achamos que estamos atendendo bem e não estamos. Durante a execução de um trabalho ou ao final, peça um feedback para quem trabalhou com você. Esteja aberto para ouvir críticas. Não aceite-as imediatamente e nem rechace-as. Ouça e avalie.


estude atendimento e treine quem trabalha com você

Nem todo mundo nasce com o "dom de atender". Atender é uma arte que se aprende. Há bastante literatura especializada e profissionais ministrando treinamentos. Procure um pouco de informação teórica e um pouco de informação com quem já está no mercado que você quer atuar.


Agregue valor ao seu trabalho

Dicas do capítulo 19 do meu livro "Aprenda a Organizar um Show" sobre receptivo e acompanhamento, duas funções que estão diretamente relacionadas com atendimento.

- Gentileza: gera gentileza. Atitudes gentis criam um ambiente de colaboração muito saudável a todos.

- Educação: trate todos com educação. Se possível, saiba os hábitos, manias e rotinas das pessoas que irá atender.

- Agilidade: a demora no retorno de solicitações causa tensão em quem está esperando.

terça-feira, outubro 13, 2009

Conheça o Dossiê Universo Jovem MTV




Por Alê Barreto (alebarreto@produtorindependente.com)


Temos uma certa tendência, vez por outra, de pensar que nossa "experiência de vida" nos confere o poder de entender o comportamento complexo dos jovens no mundo complexo em que vivemos. E muitas vezes criamos ações, projetos e programas culturais para os jovens sem termos uma noção clara do que seja este universo.

Para mim, um produtor cultural independente deve ser curioso. Deve duvidar de "verdades sólidas".

A pesquisa 4º Dossiê Universo Jovem MTV mostra um "retrato" de como os jovens brasileiros se relacionam com o tema da sustentabilidade e as percepções que eles têm sobre o futuro e o meio ambiente. Foram ouvidos jovens entre 12 e 30 anos, pertencentes às classes A, B e C, em nove cidades brasileiras. O universo pesquisado representa 49 milhões de jovens no Brasil.


Conheça a pesquisa e confronte estas informações com o que você pensa sobre o comportamento do jovem.

Assista ao programa veiculado na MTV.

sábado, outubro 10, 2009

II Conferência Municipal de Cultura de Niterói



Divulgação


Por Alê Barreto (alebarreto@produtorindependente.com)


Uma boa oportunidade de aprender a exercer os seus direitos culturais é começar a participar de espaços de diálogo com o Poder Público. Há poucos dias atrás, divulguei num dos posts sobre o 4º Seminário Políticas Culturais da Fundação Casa de Rui Barbosa, que a participação é um fator relevante na construção das políticas públicas de cultura na Colômbia, que têm sido estimulada há anos pelo Instituto Pólis de São Paulo e recentemente colocada em primeiro plano na mobilização de agentes culturais nos estados da Bahia e Minas Gerais.

Recebi então da professora Kátia de Marco, coordenadora do Programa de Estudos Culturais e Sociais da Universidade Candido Mendes (UCAM) e Subsecretária de Planejamento Cultural do município de Niterói (RJ) as informações sobre a II Conferência Municipal de Cultura que irá ocorrer nesta cidade. Seguem as mesmas transcritas na íntegra.


II Conferência Municipal de Cultura de Niterói

Os próximos dois meses serão de total mobilização nacional em torno do debate cultural através das Conferências Municipais e Estaduais de Cultura.

Nos próximos dias 17 e 18 de outubro, a Prefeitura de Niterói e o Conselho Municipal de Cultura realizam a II Conferência Municipal de Cultura, promovendo o encontro entre cidadãos, através da mobilização de artistas, intelectuais, grupos e entidades culturais, estudantes, professores e representantes de diversos setores do Governo Municipal, de modo a construir propostas para pautar políticas de cultura.

A II Conferência Municipal de Cultura de Niterói será o momento em que a sociedade civil, o governo municipal e as organizações interessadas no desenvolvimento e gestão da cultura da cidade se reunirão para discutir formas de implementar ações derivadas das diretrizes propostas na I Conferência Municipal de Cultura. A realização das Conferências Municipais é condição indispensável para participação de delegados na Conferência Estadual que será realizada em dezembro/2009 e na Conferência Nacional de Cultura, a ser realizada em março/2010. Cada Conferência Municipal terá direito ao máximo de 25 (vinte e cinco delegados) para a representação do município na Conferência Estadual.

Os eixos temáticos das Conferências Municipais de Cultura deverão contemplar e temário nacional, incluindo as questões locais:

- Produção Simbólica e Diversidade Cultural
- Cultura, Cidade e Cidadania
- Cultura e Desenvolvimento Sustentável
- Cultura e Economia Criativa
- Gestão e Institucionalidade da Cultura

A II Conferência Nacional de Cultura terá como objetivos:

-Discutir a cultura brasileira nos seus aspectos da memória, de produção simbólica, da gestão, da participação social e da plena cidadania;

-Propor estratégias para o fortalecimento da cultura como centro dinâmico do desenvolvimento sustentável;

-Promover o debate entre artistas, produtores, conselheiros, gestores, investidores e demais protagonistas da cultura, valorizando a diversidade das expressões e o pluralismo das opiniões;

-Propor estratégias para universalizar o acesso dos brasileiros à produção e à fruição dos bens e serviços culturais;

-Propor estratégias para a consolidação dos sistemas de participação na gestão das políticas públicas de cultura;

-Aprimorar e propor mecanismos de articulação e cooperação institucional entre os entes federativos destes com a sociedade civil;

-Fortalecer e facilitar a formação e funcionamento de fóruns e redes de artistas, agentes, gestores, investidores e produtores culturais;

-Propor estratégias para a implantação dos Sistemas Nacional, Estaduais e Municipais de Cultura e do Sistema Nacional de Informações e Indicadores Culturais;

-Propor estratégias para a implementação, acompanhamento e avaliação do Plano Nacional de Cultura e recomendar metodologias de participação, diretrizes e conceitos para subsidiar a elaboração dos Planos -Municipais, Estaduais, Regionais e Setoriais de Cultura; e

-Avaliar os resultados obtidos a partir da Conferência Nacional de Cultura.

Dentre diversos nomes que participarão da conferência podemos destacar: Adair Rocha (Representante do Ministério da Cultura no RJ/ ES), Claudio Valério Teixeira (Secretário de Cultura de Niterói), Kátia de Marco (Subsecretária de Cultura de Niterói), Luis Augusto Rodrigues (Presidente do Conselho Municipal de Cultura de Niterói), Ana Lúcia Pardo (Chefe da Divisão de Políticas Culturais da Regional do MINC – RJ / ES), Heliana Marinho (Economia Criativa do SEBRAE) e Adriana Facina (Professora da UFF e pesquisadora de culturas populares).

Serviço:
O que: II Conferência Municipal de Cultura de Niterói
Data: 17 e 18 de outubro de 2009
Horário: 09 às 20h
Local: Instituto de Ciências Humanas e Filosofia – Campus do Gragoatá – UFF – bloco O – 2 andar.
Entrada Franca - Inscrições no local

Contatos:
Representante da Secretaria de Cultura de Niterói
Daniela Magalhães – e-mail:danimagalhaes@niteroiartes.com.br – Tel: 9896-2131

Representante do Conselho Municipal de Niterói
Graça Porto – e-mail: gracaporto@gmail.com – Tel: 9943-4518

quinta-feira, outubro 08, 2009

Organize melhor suas ações culturais: comece a planejar o ano de 2010


Mapa do Tratado de Tordesilhas/domínio público


Por Alê Barreto (alebarreto@produtorindependente.com)


Outubro é um mês oportuno para começarmos a organizar o "mapa" que irá orientar os nossos deslocamentos ao longo das "grandes navegações" do próximo ano.

Pegue uma caneta e papel ou vá para frente do computador e comece:

- qual é a sua missão? Pense em qual é a razão de ser do seu empreendimento cultural.

- qual é a sua visão? Aonde você quer chegar nos próximos 5 anos? Pode estender esta projeção para os próximos 10 anos.

- quais são os seus valores? Espiritualidade, autonomia, prazer, etc. Avalie os quais são os seus critérios para realizar os seus empreendimentos culturais.

- quais são as suas forças? O que você faz bem?

- quais são as suas fraquezas? No que pode melhorar?

- quais são as oportunidades que estão surgindo?

- quais são as ameaças que podem ocasionar prejuízos?

- com base na reflexão do que é a sua missão, visão, valores e de quais são suas forças, fraquezas, oportunidades e ameaças, estabeleça objetivos para os próximos anos.

- por fim, vá desdobrando estes grandes objetivos de longo prazo em objetivos palpáveis de serem visualizados e trabalhados no dia-a-dia. Por exemplo: se você tem como objetivo estar atuando como produtor cultural independente profissional em 2014, liste o que precisa ser feito em 2010, 2011, 2012 e 2013 para que isso aconteça. Depois liste o que precisar ser feito em cada mês de 2010.

O planejamento não garante o sucesso, mas é um como um mapa: ajuda a você percorrer o território incerto e desconhecido do futuro.

quarta-feira, outubro 07, 2009

Para que o projeto cultural ande, que tal delegar?


Símbolo da cooperação


Por Alê Barreto (alebarreto@produtorindependente.com)


Comecei o mês de outubro buscando dar visibilidade a acontecimentos importantes da cultura no Brasil, como o 1º Seminário O Programa Cultura Viva e os Pontos de Cultura, o II Congresso de Cultura Ibero-Americana e a edição de 2009 do Festival Independente CONTATO. Quem ainda não leu, vale a pena conferir.

Na última postagem compartilhei a inquietação de que o produtor cultural independente deve estar atento para visualizar a cultura em sua relação com o mundo. Aproveitei a oportunidade para fazer um link para o filme "1,99 Um Supermercado Que Vende Palavras" de Marcelo Masagão. Quem atua na área da educação e desenvolve suas atividades em uma escola, centro de ensino ou universidade que tenha sala com datashow, internet e telão para exibição, tem um ótimo recursos didático de educação para a produção cultural, em seu sentido amplo.

Mas eu estava sentindo uma certa "saudade" de falar também das coisas concretas do mundo da produção cultural independente. Sempre me preocupo em abordar conteúdos voltados para o nível estratégico, tático e operacional. Assim, vamos falar um pouco hoje de um assunto importantíssimo para um produtor cultural independente: aprender a delegar.

Você já deve ter ouvido falar em delegar, mas você sabe o que é isso?

Delegar é uma forma de organizar o trabalho. Não é uma fórmula mágica. Tem benefícios e também riscos.

Vou dar um exemplo do ato de delegar. Um artista começa sua carreira independente compondo, agendando ensaio, cadastrando a música para streaming ou download em sites, enviando release para imprensa, atendendo ligações telefônicas para agendar shows, organizando a produção dos shows, etc. Na medida que o volume de trabalho começa a aumentar, o tempo exigido para dar conta de todas as tarefas aumenta também. Neste momento, muitas vezes o artista começa a repassar algumas atividades para outros colegas da banda, para algum parente próximo, para um amigo de confiança ou começa ver a possibilidade de algum produtor ou empresa de produção passar a cuidar dos seus assuntos.

No caso de um produtor cultural independente, ocorre o mesmo. No início, você começa a trabalhar em alguns eventos, shows ou representando algum artista. Na medida que começa a surgir mais trabalho, é preciso se organizar melhor e estabelecer parcerias, para que você não deixe de atender com qualidade às solicitações dos seus serviços e, por consequência, melhore sua sustentabilidade.

Então, delegar significa ver que tarefas podem ser "operacionalmente" executadas por outras pessoas, mas com o seu acompanhamento. Esta ação permite que você tenha tempo para se concentrar em projetos de longo prazo (que transformam a sua realidade), sem deixar de atender às demandas do curto prazo (que financiam o seu dia-a-dia).

Na minha opinião, as principais dificuldades para delegar são:

- primeira: acreditar que você sabe administrar bem a execução de suas atividades e que apenas não consegue realizar mais por falta de tempo. Duvide disso. Planejar e executar o trabalho dentro do tempo que temos disponível não é algo que nasce com a gente. Administrar o tempo se aprende acompanhando profissionais que fazem bem isso, estudando e se autoconhecendo. Raras são as pessoas que de forma autodidata conseguem administrar muito bem o próprio tempo. É mais fácil administrarmos o tempo dos outros do que o nosso próprio.

Sugestão: em vez de pensar "o dia devia ter mais de 24 horas", que tal pensar "será que posso organizar melhor o meu trabalho?" "Eu preciso fazer tudo?" "Alguém poderia fazer algumas das minhas atuais atividades?"


- segunda: o "mito da perfeição". Geralmente quem realiza uma tarefa, acredita que é muito difícil encontrar alguém "perfeccionista" como ele, que faça a tarefa como ele faz. Esta questão tem dois aspectos interessantes. Tem um ditado que diz "o ótimo é inimigo do bom". Muitas vezes uma tarefa precisa apenas ser concluída no prazo (o "bom") e ficamos sentados em cima do assunto porque não nos sentimos seguros de correr o risco de passar esta tarefa para outra pessoa que faça do nosso jeito (o "ótimo). E muitas vezes não treinamos ou instruímos alguém para fazer um trabalho como gostaríamos que fosse feito, porque "não temos tempo" de ensinar. Como não temos tempo de ensinar, não nos sentimos seguros para passar a tarefa para outra pessoa. Não passando a tarefa, ficamos cada vez mais "atolados" nas atividades, só reforçando o círculo vicioso do mau uso de nosso próprio tempo.

Sugestão: separe um pouco do seu tempo para avaliar que atividades podem ser repassadas imediatamente para outra pessoa e que atividades necessitam que você escreva procedimentos claros e objetivos para que outras pessoas façam e saibam qual é a qualidade esperada.


- terceira: priorizar. Além de perceber que alguém pode fazer muitas das suas atividades, que estas podem ser feitas com qualidade, desde que as pessoas recebam a informação de "como" fazer, é fundamental aprender a priorizar. Não adianta você repassar para alguém uma tarefa que não diminua a sua carga de trabalho.

Sugestão: liste seus projetos e classifique em

Importantes (muda a realidade) e urgentes (tem prazo definido) - (prioridade máxima)
Importante (muda a realidade) ou urgente (não muda a realidade, mas tem prazo definido)
Tarefa rotineira (prioridade menor)

Comece a "delegar" as tarefas rotineiras, para se concentrar mais no que é importante e/ou urgente.



Um bom termômetro para ver se a delegação de tarefas está funcionando é se sua ansiedade está diminuindo e você está percebendo que está conseguindo realizar mais do que antes.

segunda-feira, outubro 05, 2009

Vamos ampliar o nosso olhar sobre a cultura e sua relação com o desenvolvimento?




Por Alê Barreto (alebarreto@produtorindependente.com)


Estou fazendo o curso à distância "Gestão Contemporânea da Cultura" da Duo Informação e Cultura, de Belo Horizonte, e na semana passada estudei o texto "Cultura e Desenvolvimento" de Cláudia Leitão, professora do Programa de pós graduação em Políticas Públicas e Sociedade da Universidade Estadual do Ceará. Um trecho me preendeu a atenção:

"Ao mantermos o mesmo modelo mental dos colonizados, perdemos nossa capacidade de pensar, criar e imaginar, limitando-nos a repercutir pensamentos alheios. As conseqüências dessa baixa auto-estima, desse cerceamento do pensamento, são dramáticas para nós: ora resultam num ufanismo ou messianismo ingênuos, sempre em busca de novos colonizadores, ora em uma profunda inação diante do presente. Alternamos os seguintes discursos: “Somos maravilhosos e talentosos, só necessitamos ser descobertos!"; "Somos incapazes, somos vítimas, nada podemos fazer”. Esse comportamento pendular é historicamente reforçado, no campo da cultura, pelo Estado, através de ações populistas e, no campo da economia, pelas instituições responsáveis pela criação de projetos de desenvolvimento tão inadaptados e distantes de nós".

Lendo o texto acima lembrei das inúmeras vezes que eu ouvi (e ainda ouço) as pessoas que trabalham na área cultural me falarem que estão esperando ser descobertas ou que a cultura jamais irá mudar no Brasil porque somos vítimas do sistema.

Eu acredito que esta forma polarizada e reducionista de pensar a cultura está com os seus dias contados. Diferentes agentes culturais tem demonstrado através de novos conteúdos, projetos e produtos culturais o quanto podemos ampliar o nosso olhar sobre a complexidade do que estamos vivendo, no mundo e na cultura. Aliás, não dá para pensar na cultura sem integrá-la ao mundo.

Assista a um bom exemplo de conteúdo que lança um novo olhar sobre o sistema sócio, político e econômico que vivemos, o filme "1,99 Um Supermercado Que Vende Palavras" de Marcelo Masagão.

sábado, outubro 03, 2009

Curso Aprenda a Organizar um Show em Brasília - 09 e 10 de novembro de 2009


Arte: Everson Nazari


Por Alê Barreto (alebarreto@produtorindependente.com)


Depois de duas edições do curso "Aprenda a Organizar um Show", uma no Rio de Janeiro e outra em Porto Alegre, o Produtor Cultural Independente leva esta ação de formação cultural para Brasília/DF, em parceria com Mirella Malta.





O curso irá ocorrer nos dias 9 e 10 de novembro, das 14h às 22h, no Centro de Estudos da UNACON, SCS Quadra 8, Bloco B50, 4º andar - Edifício Venâncio 2000 (ao lado do Pátio Brasil). Informações pelo e-mail mirellamalta@globo.com ou pelo telefone (61) 9273-9002.


O feedback deste curso tem sido muito positivo. Veja um depoimento de Fabiane Villela Marroni, professora e coordenadora do curso de Tecnologia em Produção Fonográfica da Universidade Católica de Pelotas, RS, falando sobre a palestra de apresentação do livro "Aprenda a Organizar um Show".


Festival Independente 3º CONTATO divulga sua programação




Por Alê Barreto (alebarreto@produtorindependente.com)


Republico abaixo as informações que recebi da Carol da UFSCAR (São Carlos/SP) através da lista de e-mails Rock Público.


A equipe do 3º CONTATO já está divulgando toda a programação do evento, que acontece de 7 a 12 de outubro. Além de oficinas e debates para profissionais e estudantes das áreas de Comunicação e Cultura, há mais de 50 atividades diversificadas para pessoas de todas as idades e interesses. Os shows musicais, que acontecem nos dias 10 e 11 na Praça Coronel Salles (conhecida como "Praça dos Pombos"), contarão com grupos conhecidos nacionalmente e bandas do cenário musical independente. Outra atração, no dia 9, é o ''Noitão Terror'', que terá a exibição de três filmes durante a madrugada no Cine São Carlos e Zé do Caixão como mestre de cerimônias. As crianças terão, no dia 12 de outubro, Dia das Crianças, uma programação completa durante todo o dia no Parque do Bicão.


Oficinas
Estão abertas, até 5 de outubro, as inscrições nas oficinas do 3º CONTATO


Entre os destaques está a oficina "Subjetividades em trânsito", ministrada pela artista Kika Nicolela, a partir do dia 7, com foco no uso do vídeo como instrumento que possibilita a emergência de novas subjetividades. No mesmo dia começa a oficina "Instalações Audiovisuais Interativas com ferramentas livres", com Eduardo Mendelez, do México. No dia 9 acontece a oficina "Emotional Kernel Panic", experiência coletiva de criação de metáforas entre paradigmas computacionais e simbolismos subjetivos. O Festival terá também as oficinas "Manipulação de vídeo com Software Livre", com Guzz Sotero; "Estados Alterados de Consciência", com Gustavo Sol; "Conversações Extemporâneas Kynemas/Transcinemas", com Coletivo MZMÍDIA; "Circuito Sensorial", com Coletivo Manada; e o minicurso "Filmes de Terror", com Mauro Lussi.

Todas as oficinas são gratuitas. A inscrição deve ser realizada no site www.contato.ufscar.br até o dia 5 de outubro. Várias oficinas acontecem nos mesmos horários, por isso o interessado deve estar atento ao fazer sua escolha.


Veja a programação completa


sexta-feira, outubro 02, 2009

II Congresso de Cultura Ibero-Americana


Divulgação


Por Alê Barreto (alebarreto@produtorindependente.com)

Iniciou no dia 30 de setembro o II Congresso de Cultura Ibero-Americana – Cultura e Transformação Social. O evento reúne 22 países da América Latina (Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, Cuba, El Salvador, Equador, Guatemala, Honduras, México, Nicarágua, Panamá, Paraguai, Peru, República Dominicana, Uruguai e Venezuela) e da Península Ibérica (Andorra, Espanha e Portugal).

Sua primeira edição ocorreu em 2008 na Cidade do México, tendo como tema “O Cinema e a Produção Audiovisual”. Neste ano, com o tema “Cultura e Transformação Social”, o encontro ressaltará as potencialidades da cultura ibero-americana a partir do intercâmbio de conceitos e práticas que contribuem para a formação e o fortalecimento de políticas públicas que considerem a cultura como campo fértil para o desenvolvimento econômico e social, a serem discutidas por meio de conferências, mesas de debate, relatos de experiências, além de contar com uma programação cultural na qual se destacarão apresentações artísticas, mostra audiovisual e exposições.

Para aprofundar o seu entendimento da proposta desta ação cultural, leia o texto de apresentação Ibero-América: Cultura e Transformação Social de Danilo Santos de Miranda, Diretor Regional do SESC São Paulo.




Conheça o almanaque que mostra ações culturais importantes que estão acontecendo nos países da América do Sul.




Conheça os temas, pensadores e articuladores da cultura na América do Sul e papers das palestras:


Abertura Solene
Dia 30 de setembro, às 19h
» Pronunciamentos de autoridades e realizadores
» Homenagem a Augusto Boal
» Apresentação musical João Bosco e Orquestra Sinfônica de Heliópolis.


Conferência de Abertura - Cultura e transformação social
Dia 1º de outubro, das 10h às 11h
A cultura e alguns valores a ela associados no mundo contemporâneo, como identidade, diversidade e cidadania, estão inseridos em processos de transformação social que, fortalecendo indivíduos e grupos, têm um papel relevante na configuração de novas realidades socioculturais e políticas. Refletir sobre as relações entre sociedade e cultura e sua importância como instrumento para a transformação social é hoje um desafio comum a governos e sociedades.

Participantes
» Ministro Juca Ferreira, Ministro da Cultura do Brasil
» Enrique V. Iglesias (Uruguai)Secretario Geral da Segib


Mesa-redonda: As perspectivas da cultura na Ibero-América
Dia 1º de outubro, das 11h às 13h
O objetivo dessa mesa é discutir o atual panorama da cultura na Ibero-América de maneira ampla, levando em conta suas várias dimensões, bem como a herança do passado e os desafios do presente, de modo a permitir o confronto de diferentes pontos de vista. Para isso, serão convidadas personalidades de notória bagagem intelectual, com trânsito pela teoria e a prática da cultura, para abordar assuntos que perpassam o Congresso como um todo: globalização, identidade e diversidade cultural, indústria cultural, produção local e consumo da cultura, democracia, cooperação etc. Espera-se a partir daí esboçar possíveis cenários da cultura na Ibero-América nas próximas décadas e, eventualmente, sugerir caminhos que permitam lidar de modo eficaz e criativo com os dilemas atuais.

Participantes
Jorge Coscia, Secretário da Secretaria de Cultura da Presidência da Nação Argentina.

» Tício Escobar (Paraguai)
Curador, professor, crítico de arte, promotor cultural e diretor do Museu de Arte Indígena do Centro de Artes Visuais, em Assunção, no Paraguai. È Ministro da Cultura do Paraguai.

» Carlos Lessa (Brasil)
Economista. Foi Reitor da Universidade Federal Fluminense e Presidente do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).


Lançamento da Campanha contra a violência contra a mulher
Dia 1º de outubro, 9h30
» Nilcéa Freire (Brasil) - Ministra da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres
» Enrique V. Iglesias (Uruguai) Secretario Geral da Segib


Painel 1: O audiovisual e a identidade
Dia 1º de outubro, das 15h às 17h
Os meios audiovisuais de comunicação e de expressão constituem uma área fértil para a problematização de questões relacionadas à identidade e à diversidade cultural. Este é um campo em que as contradições entre padronização e diversidade cultural mostram-se mais nítidas, evidenciando as esferas de poder e as trocas simbólicas envolvidas no processo. Nessa perspectiva, este painel pretende retomar a memória e aprofundar as discussões ocorridas no I Congresso de Cultura Ibero-americana, que esteve focado precisamente nas linguagens audiovisuais e, em especial, no cinema.

Participantes
» Fernando Solanas (Argentina)
Cineasta e roteirista. Dirigiu Sur e El Exílio de Gardel (Tangos), entre outros filmes.

» Jorge Ruffinelli (Uruguai) - paper
É professor na Universidade de Stanford, nos Estados Unidos. Autor de livros sobre crí¬tica literária e cinema, entre eles a Enciclopedia del Cine Latinoamericano.

» Omar Gonzáles Jiménez (Cuba)
Presidente do Instituto Cubano de Arte e Indústria Cinematográfica. Poeta e jornalista, foi editor do jornal El Caimán Barbudo, do Instituto Cubano do Livro, do Conselho Nacional de Artes Plásticas e vice-ministro de Cultura.

» Orlando Senna (Brasil)
Cineasta e jornalista, foi Secretário do Audiovisual do Ministério da Cultura (2003-07), e diretor geral da TV Brasil (2007-08)


Painel 2: Cultura, educação e desenvolvimento sustentável
Dia 1º de outubro, das 15h às 17h
Pensada como fator de transformação social, a cultura pressupõe a existência de um complexo sistema de inter-relações nas quais algumas instâncias têm um papel decisivo. Neste painel pretende-se debater a cultura sob a ótica da educação e do desenvolvimento sustentável, compreendendo-se a educação como base para esse sistema e o desenvolvimento sustentado como um de seus objetivos norteadores.

Presidência de Mesa
Breni Hasel Cuenca, Secretária de Cultura de El Salvador

Participantes
» Guillermo Foladori (México) - paper
É antropólogo e economista. È consultor da OIT para o Brasil e o México. Coordena o programa de Estudos do Desenvolvimento na Universidade de Zacatecas, no México.

» José Pacheco (Portugal) - paper
Mestre em Educação da Criança pela Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade do Porto. Professor e idealizador da Escola da Ponte, em Portugal.

» Pedro Jacobi (Brasil) - paper
É sociólogo. Professor Titular da Faculdade de Educação e do Programa de Pós- Graduação em Ciência Ambiental da Universidade de São Paulo (PROCAM-USP).


Painel 3: Arte e transformação social
Dia 1º de outubro, das 15h às 17h
Ao analisar a fortuna crítica acumulada em torno da produção artística e de sua circulação na contemporaneidade, deve-se considerar a contribuição efetiva de artistas para essa reflexão. Sem confundir a reflexão teórica sobre a arte com práticas e poéticas individuais, pretende-se neste painel mostrar a associação do trabalho artístico a uma reflexão conceitual elaborada, preferencialmente, pelos próprios artistas, entendendo a arte como uma das formas de expressão da cultura e o artista como detentor de uma visão privilegiada para essa análise.

Presidência de Mesa
Paulina Urrutia Fernández, Ministra da Cultura do Chile

Participantes
» Georg Engeli (Argentina) - paper
Coordenador da Rede Latino-americana para Arte e Transformação Social Crear vale la pena.

» Kurt Wootton (Estados Unidos)
Diretor e co-fundador do projeto ArtsLiteracy no Departamento de Educação da Brown University, EUA. É responsável pela HABLA, centro internacional voltado ao ensino da linguagem, leitura e escrita através da arte.

» Ivaldo Bertazzo (Brasil)
Coreógrafo. Dirigiu os espetáculos Dança das Marés (2002), com o Complexo da Maré, e Samwaad – Rua do Encontro (2003) e Milágrimas (2005), com o projeto Dança Comunidade, realizado em parceria com o Sesc.


Painel 4: Pontos de Cultura, casas de cultura, missões culturais e outras experiências de protagonismo sociocultural
Dia 2 de outubro, das 9h às 10h50
O engajamento cultural dos indivíduos em suas comunidades e a eficácia da mobilização comunitária em torno de práticas culturais ali existentes têm contribuído efetivamente para a transformação da realidade social, constituindo um importante recurso para a solução de problemas locais. Abre-se assim um novo espaço para o protagonismo sociocultural, em iniciativas que podem ampliar-se além da escala local e que têm influenciando a criação de novas políticas públicas no âmbito da cultura. São muitas as iniciativas que associam cultura e transformação social nos países ibero-americanos e neste painel poderemos conhecer algumas delas.

Presidência de Mesa
Rafael Bernal, vice-ministro primeiro de Cultura (Cuba)

Participantes
» Célio Turino (Brasil)
Historiador e autor de Na Trilha de Macunaíma - ócio e trabalho na cidade”. È de Secretário de Cidadania Cultural do Ministério da Cultura do Brasil.

» Eduardo Balan (Argentina)
Coordenador do grupo El Culebrón Timbal de Teatro Popular Juvenil e da Escola de Arte Popular para Jovens.

» Rúben Dario Suárez Arana (Bolívia)
Diretor geral do Sistema de Coros e Orquestras – SICOR, de Santa Cruz de la Sierra, Bolívia.


Painel 5: Povos, diálogos, apropriações e mestiçagem intercultural
Dia 2 de outubro, das 9h às 10h50
A afirmação das identidades culturais na Ibero-América pressupõe o reconhecimento e a valorização das matrizes culturais que as formaram. Tendo em vista a relação entre as matrizes culturais formadoras e a configuração atual das sociedades e das culturas ibero-americanas em tempo de globalização, cabe perguntar: como a memória é elaborada e qual a sua relação com as transformações culturais ocorridas entre os grupos considerados formadores da cultura das nações ibero-americanas? O que permanece, o que muda e como esses processos ocorrem? Quais são as formas de apropriação, ressignificação e mestiçagem cultural que ocorrem nesses processos e como se inscrevem a formação cultural das nações ibero-americanas?

Participantes
» Arturo Arias (Guatemala) - paper
É escritor e professor nas Universidades de Austin e San Francisco. Foi agraciado com o Prêmio Nacional de Literatura "Miguel Angel Astúrias", em 2008.

» Marcelo Paixão (Brasil)
É sociólogo, professor do Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro e coordenador do Observatório Afro-brasileiro.

» Marcelo Velazquez (Peru) - paper
Mestre em Literatura Peruana e Latino-americana pela Universidade Nacional Mayor de San Marco, no Peru, onde é professor na Faculdade de Letras e Ciências Humanas.

» Eduardo Miralles (Espanha)
Presidente do Conselho de Administração da Interarts, consultoria sobre políticas culturais. Colabora habitualmente como consultor em materia de cultura, cooperação e desenvolvimento com organismos como FEMP, AECID, OEI e UNESCO.


Painel 6: Mapeamento, indicadores e observatórios de políticas socioculturais
Dia 2 de outubro, das 9h às 10h50
Discutir a relevância dos mapeamentos e a obtenção de indicadores socioculturais na Ibero-América, bem como apresentar metodologias de trabalho e as tecnologias desenvolvidas a partir daí são os objetivos deste painel. O levantamento e a formação de bancos de dados mostram a diversidade cultural local e suas possibilidades; identificam demandas e ofertas existentes em determinada região para um melhor planejamento das políticas culturais, além de fornecer subsídios para o planejamento de políticas públicas em diversos setores, considerando-se o caráter multidimensional da cultura e a abertura de novas possibilidades de ações conjuntas e parcerias.

Participantes
» Mario Hernan Mejia Herrera (Honduras)
Foi diretor de planejamento da Secretária de Cultura, Artes e Esportes de Honduras e professor na Universidade Tecnológica Centroamericana. Consultor da UNESCO para Honduras. De 1994 a 1999, foi embaixador no México.

» Sylvie Duran (Costa Rica)
Especialista em Indústrias Criativas, presidente da Associação Cultural Incorpore e assessora do Ministério de Cultura, Juventude e Desportos da Costa Rica.

» Cissi Montilla (México) - paper
É responsável pela coordenação nacional de estratégia e perspectiva da CONACULTA, junto à Secretaria Executiva de Políticas Culturais e Desenvolvimento da Infra-estrutura Cultural, no México.


Painel 7: Carta Cultural Ibero-americana e ações de identidade e diversidade cultural
Dia 2 de outubro, das 11h às 12h50
A globalização contemporânea pôs em relevo questões ligadas à identidade e à diversidade cultural dos diferentes povos, abrindo-se para a possibilidade de organizar uma nova agenda de igualdade social, de emancipação e realização humana, em contraposição às hegemonias produzidas com base em assimetrias econômicas, políticas e culturais. Trata-se de pensar o direito à diferença para assegurar a permanência de marcas fundamentais da identidade dos mais diversos grupos sociais, garantindo a diversidade cultural sem incorrer na “guetificação” da cultura e sem transformá-la em conjunto de exemplares exóticos disponíveis para a comercialização. A elaboração da Carta Cultural Ibero-americana, efetivada na XVI Reunião de Cúpula Ibero americana de Chefes de Estado e Governo (Montevidéo, 2006) é uma etapa importante dessa agenda.

Lançamento do III Congresso de Cultura Ibero-Americana - Colômbia 2010 às 12h50, no Teatro

Participantes
» Américo Córdula (Brasil)
Secretário da Identidade e da Diversidade Cultural do Ministério da Cultura do Brasil.

» Carlos Moneta (Argentina) - paper
Especialista em políticas culturais. Foi Secretário Executivo do Sistema Econômico Latino-americano (SELA) e fundador e coordenador da Red Iberoamericana de Estudios de Asia del Pacífic - REDEALAP. Foi membro do Grupo de Redação das Bases da Carta Cultural Ibero-americana.

» Jésus Prieto de Pedro (Espanha) - paper
Diretor do Instituto para a Comunicação Cultural da Universidade Carlos III/ Universidade Nacional de Educação à Distância. Foi titular da Cátedra Andrés Bello de Direitos Culturais. Consultor da administração cultural espanhola e européia em projetos de legislação cultural. Considerado inspirador da carta Cultural Iberoamericana.


Painel 8: Propriedade intelectual, direitos do autor e acesso à cultura
Dia 2 de outubro, das 11h às 12h50
Uma das conseqüências da dependência crescente da cultura em relação aos modelos de produção da economia é o aumento da complexidade de questões ligadas à propriedade intelectual e aos direitos dos produtores de bens culturais.A expansão da internet, a criação de redes sociais e as discussões acerca de ferramentas de comunicação como o software livre vem trazendo novos e perturbadores elementos à discussão desses temas Estabelece-se nesse terreno uma equação cujo mecanismo é delicado e às vezes contrapõe posições igualmente legítimas: as necessidades econômicas de autores e instituições e os anseios de grupos sociais em busca de um amplo acesso à cultura.

Presidência de Mesa
Marcos Alves de Souza, Diretor de Direitos Intelectuais do Ministério da Cultura do Brasil

Participantes
» Ariel Vercelli (Argentina)- paper
Doutor em Ciências Sociais e Humanas pela Universidade Nacional de Quilmes e líder do Creative Commons na Argentina.

» Gonzalo Carámbula (Uruguai)
Ex-secretário de cultura e Diretor Geral do Departamento de Cultura de Montevidéu. É co-autor de leis como Fundo Nacional de Teatro, Fundo Nacional de Música e de incentivos fiscais para a produção artística uruguaia.

» Carlos Afonso Pereira de Souza (Brasil)
Professor da FGV-RJ (Direito RJ) e da PUC-Rio. Membro da Comissão de Direito Autoral da OAB/RJ e Conselheiro eleito da ICANN como representante dos usuários não-comerciais da Internet (2008-2009).


Painel 9: Migrações, fronteiras e novos territórios culturais
Dia 2 de outubro, das 11h às 12h50
A intensa movimentação de pessoas e grupos humanos para além das fronteiras geográficas nacionais, uma das características fundamentais da contemporaneidade, nos obriga a considerar como objeto de estudo as dinâmicas culturais oriundas dessa mobilidade. Sabemos que essas dinâmicas estão ligadas a contextos que se apresentam ora como férteis e promissores do ponto de vista das hibridações produzidas, ora como tensos no que se refere aos quadros de instabilidade social que marcam esses novos territórios. Este painel pretende debater essas dinâmicas e suas contradições.

Participantes
» Helion Póvoa Neto (Brasil)
Doutor em Geografia Humana pela Universidade de São Paulo. Professor do Instituto de Planejamento Urbano e Regional da Universidade Federal do Rio de Janeiro, onde coordena o Núcleo Interdisciplinar de Estudos Migratórios (NIEM).

» Oriana Jara Maculet (Chile)
Socióloga e Mestre em Sociologia da Educação pelo Instituto Latino-americano de Doctrinas y Estúdios Sociales (ILADES), Chile. É presidente da organização não governamental Presença de América Latina (PAL).

» Silvia Rodrigues Maeso (Portugal)
É Doutora em Ciência Política e Sociologia pela Universidade do País Basco. Professora no Programa de Doutoramento Democracia no Século XXI, do Centro de Estudos Sociais, em parceria com a Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra.


Painel 10: Mecenato Privado
Dia 2 de outubro, das 15h às 17h
As formas de fomento à cultura podem ser divididas em duas categorias básicas, que se referem de um lado ao incentivo do Estado e de outro ao mecenato privado. Existe, atualmente, um intenso debate em torno dos diferentes objetivos e missões que devem ser desempenhados pelo poder público e pelas instituições da iniciativa privada. Ainda, discute-se de que forma são mobilizados os recursos dos agentes de patrocínios culturais. É importante ressaltar ainda um terceiro elemento frente ao qual essas iniciativas devem ser pensadas: as Leis de Incentivo à Cultura, regulamentadas pelo Estado, que visam beneficiar a produção cultural, incentivando os investimentos privados por meio da renúncia fiscal. Em que medida tais ações mimetizam a lógica do incentivo genuinamente público ou pendem para o interesse privado e quais os limites destas práticas?

Presidência de Mesa
José Herencia, Secretário de Políticas Culturais do Ministério da Cultura do Brasil

Participantes
» Yacoff Sarkovas (Brasil)
Presidente da Significa e da Articultura, consultor de atitude de marca nas áreas social, ambiental, cultural e esportiva.

» Clemência Poveda Motta (Colômbia)
Fotógrafa, diretora e organizadora do Festival de Fotología de Bogotá.

» Rafael López de Andújar (Espanha)
Diretor Executivo da Fundação Cultural Hispano-brasileira.

» Alexandre Melo (Portugal)


Painel 11: Economia da cultura e indústrias criativas
Dia 2 de outubro, das 15h às 17h
As esferas da economia e da cultura guardam um histórico de relações. No século XX, o impacto do desenvolvimento tecnológico sobre os meios de comunicação redimensionou as relações humanas com esses meios, tornando ainda mais complexas as relações da cultura com a esfera econômica às quais essas inovações tecnológicas estão historicamente ligadas. Cabe, assim, perguntar se ainda podemos pensar essa dinâmica utilizando ferramentas conceituais elaboradas há décadas. Como avaliar o potencial da cultura enquanto fator de desenvolvimento econômico a partir da configuração de um cenário cooperativo e colaborativo, marcado, especialmente, pela presença e expansão, cada vez mais desejada, de redes de produtores culturais e artistas na Ibero-América, observando que, em termos globais, a cultura é considerada o negócio mais rentável da atualidade?

Presidência de Mesa
Jorge Coscia, Secretário da Secretaria de Cultura da Presidência da Nação Argentina.

Participantes
» Carlos Guzman (Venezuela)- paper
Sociólogo, presidente da Innovarium Inteligencia del Entorno e professor da Universidade Católica Andrés Bello. Especialista em Gerencia de Projetos de Pesquisa e Desenvolvimento.

» Octavio Arbeláez (Colômbia) - paper
Fundador e presidente da Rede de Promotores Culturais da América Latina e do Caribe, diretor do Festival Latino-americano de Teatro de Manizales e responsável pelo Mercado Cultural de Bogotá.

» Octavio Getino (Argentina) - paper
Cineasta. Coordenou o Observatório de Indústrias Culturais de Buenos Aires e o Observatório Mercosul de Audiovisual da RECAM. Autor de El capital de la cultura: Las industrias culturales en Argentina y en la integración del Mercosur, entre outros.


Painel 12: Cultura e transformação urbana e social
Dia 2 de outubro, das 15h às 17h
As intervenções urbanas operadas nas cidades por setores públicos e privados ocorrem a partir de dois campos de ação. De um lado, temos ações instituídas agressivamente, com privilégio de interesses econômicos particulares, em detrimento de possíveis impactos socioculturais e ambientais daí decorrentes. Por outro lado, há intervenções empreendidas após a consideração sistêmica de seus possíveis efeitos, preocupadas com impactos sobre os modos de vidas locais e os dispositivos de garantia da sustentabilidade ambiental e humana. Pretende-se refletir sobre essas intervenções e suas influências nas transformações urbanas e sociais.

Participantes
» Ana Rosas Mantecón (México)
Professora do Departamento de Antropologia da Universidade Autónoma Metropolitana-Iztapalapa.

» Armando Silva (Colômbia) - paper
Professor da Universidade Nacional da Colômbia. Autor de Investigation of the urban imagination in Latin America e Cultura Italiana en Colombia – Reflexión sobre etnias y mestizajes culturales.

» Alexandre Delijacov (Brasil)
Arquiteto, mestre e doutor em arquitetura e urbanismo pela FAU-USP (Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo). Professor doutor do Departamento de Projeto da FAU-USP. Arquiteto colaborador do escritório Paulo Mendes da Rocha Arquitetos Associados de 1985 a 1992 e arquiteto efetivo da Divisão de Projeto do Departamento de Edificações da Prefeitura de São Paulo de 1992 a 2009. Atualmente integra a equipe do Programa Mais Cultura/Ministério da Cultura.


Painel 13: Cooperação cultural ibero-americana como fator de coesão social
Dia 2 de outubro, das 15h às 17h
É pouco razoável concebermos uma idéia de nação que busque se desenvolver sem estabelecer contatos efetivos e políticas de integração e cooperação com outras nações. A cultura é um ambiente propício para favorecer essa integração: ela nos permite conceber a interdependência das nações como pressuposto de uma transformação social pensada para além de demandas econômicas. A cooperação cultural entre os países ibero-americanos é entendida como instrumento essencial para a formação de um posicionamento unificado e próprio da região frente ao contexto mundial. Daí a importância de pensar em que medida e de quais formas essa cooperação atua na construção de mecanismos de participação social e minimização de conflitos, fortalecendo laços que contribuam para a coesão social.

Presidência de Mesa
Leonor Esguerra Portocarrero, Diretora da Divisão de Assuntos Culturais da SEGIB

Participantes
» Albino Rubim (Brasil) - paper
Sociólogo. Professor Titular da Universidade Federal da Bahia. Publicou Mídia e autor de Brasil e Políticas culturales en Ibero-América, entre outros.

» Clara Mônica Zapata (Colômbia)
Professora da Faculdade de Artes da Universidade de Antioquia, Medelin, e de Gestão de Políticas Culturais e Desenvolvimento na Universidade de Girona, na Espanha.

» Eduardo Nivon Bolan (México) - paper
Doutor em Antropologia e professor do Departamento de Antropologia da Universidade Autónoma Metropolitana de México. Autor de Culturas Urbanas y Movimientos Sociales (1998) e Territorio y Cultura en la Ciudad de México.

» Imma Turbau (Espanha)
Jornalista, escritora, especialista em gestão cultural e Diretora da Casa de América de Madri.


Relatos de Experiências dos Países Ibero-americanos
Apresentação de relatos de experiências no que se refere à implantação de políticas e ações culturais que têm impacto sobre a transformação social de países ibero-americanos.

» Dia 1º/10, às 17h30
Relato 1 - Teatro e transformação social
Caja Lúdica – Júlia Victoria Escobar - Guatemala

Nuestra Gente – Jorge Blandón - Colômbia

Representante do CTO – Alvim Cossa - Moçambique

Relato 2 – Educação e desenvolvimento sustentável
Eloísa Cartonera – Ricardo Daniel Piña- Argentina

Ponto de Cultura Dama das Camélias –Rio de Janeiro - RJ

Escuela De Comedia – José Dolores Bermúdez – Nicarágua

Relato 3 – Audiovisual
Colectivo Mingasocial Comunicación – Amanda Trujillo- Equador

Lugar a dudas – Mónica Restrepo – Colômbia

Curta-se – Festival Cine ibero-americano – Rosângela Rocha – Aracaju

» Dia 2/10, às 17h30
Relato 1 – Programas ibero-americanos
Ibermuseus – José do Nascimento Jr.– Brasília

Ibermedia – Elena Vilardell- Espanha

Centro Regional para el fomento del Libro en América y el Caribe – Luis Fernando Sarmiento – Colômbia

Centro Cultural da Espanha- Ana Tomé - SP

Relato 2 – Ignite Américas/juventude
ONG Manifesto – Che Kothari- Canadá

Ponto de Cultura - Helder Quiroga – Brasil – BH

CUCA – Alexandre Santini – Brasil – Rio

Relato 3 Memória, mapeamento, rede
Museu da Pessoa - Karen Worcman, Sarah Martins Faleiros – SP- Brasil

Cultura Perú – Mauricio Delfín – Peru

Casa Taller – Gloria C Bejarano Castro – Panamá
Exposição Programas Mais Cultura e Cultura Viva
A exposição dos Programas Mais Cultura e Cultura Viva tem o objetivo de divulgar por meio de painéis fotográficos as ações de ambos os programas do Ministério da Cultura do Brasil.

O programa Mais Cultura foi lançado em outubro de 2007 com o objetivo de marcar o reconhecimento da cultura como necessidade básica, direito de todos os brasileiros, tanto quanto a alimentação, a saúde, a moradia, a educação e o voto. A partir desse programa, o Governo Federal incorpora a cultura como vetor importante para o desenvolvimento do país, incluindo-o na Agenda Social – política estratégica de estado para reduzir a pobreza e a desigualdade.

O programa Cultura Viva foi criado em julho de 2004, a partir da constituição de uma rede orgânica de criação e gestão cultural, que exercita novas práticas na relação entre Estado e sociedade, mostrando que quem faz cultura é a sociedade e, portanto, cabe ao Estado potencializar essas iniciativas.

A exposição apresentará os três eixos que estruturam as ações do Mais Cultura:
» Cultura e Cidadania
Promover melhoria da qualidade de vida à medida que protege e promove a diversidade cultural e amplia o acesso a bens e serviços culturais. Integram esse eixo as seguintes ações: Pontos de Cultura, Cine Mais Cultura, Conteúdos para TV Pública, Pontinhos de Cultura/Espaço de Brincar, Pontos de Leitura, Agentes de Leitura, Livros Mais Cultura e Vale Cultura.

» Cultura e Cidades
Qualificar o ambiente social das cidades e do campo, por meio da construção, reforma modernização e adaptação de espaços culturais. Compreendem este eixo as ações: Espaço Mais Cultura, Bibliotecas Mais Cultura (implantação e modernização) e Pontos de Memória.

» Cultura e Economia
Melhorar o ambiente econômico para investimentos no setor cultural, a fim de gerar oportunidades de negócio, emprego e renda para trabalhadores do mercado cultural brasileiro, por meio das seguintes ações: Microprojetos Mais Cultura, Microcrédito Cultural e Promoart – Programa de Promoção do Artesanato de Tradição Cultural.

Dentre as ações do programa Cultura Viva, a exposição destacará:
» Griôs
Educadores da tradição oral - por meio da provisão de bolsas trabalho e instrumentalização do Griô, o MinC reconhece a importância de valorizar o lugar social, político e econômico desse mestre do saber popular e do seu conhecimento inestimável.

» Escola Viva
Cultura, comunidade e educação em reencontro - a partir das experiências culturais de cada Ponto, os estudantes podem identificar signos e códigos da cultura local e, na troca de experiências, apropriar-se do conhecimento estético e ético da cultura brasileira, e de como ela se relaciona com outras culturas.

» Cultura Digital
Dar visibilidade e circulação à produção dos Pontos de Cultura. Cada Ponto recebe um estúdio multimídia para produção de vídeos, programas de rádio ou páginas na internet, tudo isso com programas de software livre.

» Interações Estéticas
O Cultura Viva, em parceria com a Funarte, lançou o prêmio Interações Estéticas – residências artísticas em Pontos de Cultura. O prêmio visa estimular o intercâmbio cultural e estético.

» Pontões de Cultura
O grande nó articulador da rede Cultura Viva, que conecta e mobiliza não só instituições que são Pontos de Cultura como diversas outras entidades da sociedade civil, criando um movimento amplo, orgânico e integrador.

» Pontos de Mídia
A ação Pontos de Mídia Livre da Secretaria de Cidadania Cultural visa desenvolver e acompanhar a construção de políticas públicas para iniciativas de comunicação livre e compartilhada, ou seja, que não estão atreladas ao mercado.
Mostra de documentários Doc.TV Ibero-América
De 1º a 4 de outubro
» CineSESC

Rua Augusta, 2075 – Cerqueira César – São Paulo
Telefone: (11) 3087-0500

Destaques
» Dia 1º de outubro, às 20h
» Lançamento do filme O Rosto no Espelho

O documentário indaga sobre a importância dos movimentos culturais para a transformação social. Para isso, envereda por pontos de cultura indígenas, afro-brasileiros, pertencentes ao MST - Movimento dos Sem Terra e a comunidades carentes Renato Tapajós no Brasil, bem como por organizações culturais na Bolívia e na Colômbia. Direção de Renato Tapajós.

» Dia 3 de outubro, às 20h
» Pré-estréia do filme Dawson - Ilha 10

Produção chileno-brasileira. Longa metragem de ficção em 35 mm sobre o golpe militar que depôs o presidente Salvador Allende. Direção de Miguel Littin.
Abertura da exposição "Os olhos mágicos das Américas"
Dia 3 de outubro, às 17h - Museu Afrobrasil


Iniciativa

O II Congresso de Cultura Ibero-Americana é uma iniciativa da Secretaria Geral Ibero-Americana (SEGIB), Ministério da Cultura do Brasil e do SESC São Paulo.



Fonte: site www.congressoiberoamericano.com.br

quinta-feira, outubro 01, 2009

1º Seminário "O Programa Cultura Viva e os Pontos de Cultura"


Divulgação


Por Alê Barreto (alebarreto@produtorindependente.com)


Reproduzo abaixo na íntegra o texto de divulgação de um seminário muito importante que irá acontecer no Rio de Janeiro.


A Fundação Casa de Rui Barbosa (FCRB), a Secretaria de Cidadania Cultural, a Secretaria de Políticas Culturais e a Escola de Comunicação da UFRJ promovem o 1º Seminário O Programa Cultura Viva e os pontos de cultura: novos objetos de estudos, que acontecerá no auditório da FCRB dias 15 e 16 de outubro, das 9h30 às 19h.

O seminário reunirá membros dos programas de graduação e pós-graduação, associações acadêmicas e agências financiadoras e estudiosos dos mais diferentes graus de formação que tenham como objeto de estudo o Programa Cultura Viva e os Pontos de Cultura.

Os objetivos do evento são: promover a divulgação dos trabalhos, criar linhas de financiamento para o campo e incentivar a formação de uma rede de pesquisadores sobre o tema.


Programação

Dia 15/10 – Quinta-feira

09h30 – Abertura oficial, com a participação de Célio Turino, secretário de Cidadania Cultural, de José Luiz Herencia, secretário de Políticas Culturais, de José Almino Alencar, presidente da Casa Rui Barbosa e de representantes do IPEA.

10h – Avaliação do programa Cultura Viva – IPEA

14h – Mesa 1 – Apresentação de trabalhos concluídos (mestrados e doutorados)

16h30 – Mesa II – Apresentação de trabalhos concluídos

18h – Mesa III – Apresentação de trabalhos em andamento


Dia 16/10 – Sexta-feira

9h30 – Painel de trabalhos acadêmicos concluídos – Graduação e especialização

11h15 – Painel de trabalhos acadêmicos em andamento – Mestrado

15h – Reunião de trabalho dos grupos de discussão e formação da rede de pós-graduandos e expositores do Seminário e o de estratégia e incentivo a pesquisa acadêmica sobre o tema.

Mais informações pelo e-mail politica.cultural@rb.gov.br ou pelo telefone (21)3289-4636.