terça-feira, junho 07, 2011

A arte de lidar com imprevistos




Por Alê Barreto*
alebarreto@gmail.com


A figura acima é bem ilustrativa disso. Alerta motoristas para risco de desmoronamento. Um desmoronamento pode causar um pequeno transtorno, como um pequeno amassamento na pintura do seu carro. Pode também causar um acidente fatal.

Tudo que planejamos para uma produção, pode também desabar. Não adianta ser um "fanático" do planejamento, que acha que dá para controlar tudo que acontece no mundo. Com o planejamento, reduzimos as incertezas e aumentamos a chance das coisas saírem da forma que idealizamos. Para mim, quanto mais planejada for uma ação, um programa, um projeto, melhor. Mas os imprevistos estão e estarão presentes o tempo todo em nossas vidas.

A forma de lidar com os imprevistos é tão importante quanto saber planejar. Veja algumas sugestões.


Entenda o imprevisto e o seu impacto no contexto da produção

Reclamar, praguejar, gritar, não resolve. Pior: só estressa a sua equipe, organizadores, patrocinadores, fornecedores e público. Pior ainda: detona a sua própria saúde.

Quando um bombeiro atende uma pessoa em um desastre, ele procura fazer um rápido exame para saber as condições do acidentado. Quando ocorre um imprevisto em uma produção, a atitude a ser tomada é muito parecida. A primeira coisa a fazer é manter a calma e buscar obter informações detalhadas para entender no que o imprevisto está atrapalhando o fluxo normal do trabalho de produção.


Abandone a "técnica da inquisição"

Ficar procurando culpados não resolve. Procure pessoas que podem ajudar a resolver o problema. Depois você faz uma reunião de avaliação para saber se o problema foi falta de definição de critérios para execução de uma atividade ou falta do cumprimento de um critério previamente definido. Pode ter sido também as duas coisas.


Priorize

Nunca digitar e imprimir novamente uma lista de convidados, para não ter "stress", vai ser mais importante que sinalizar uma área de circulação que oferece risco para a circulação do público. Uma lista errada pode significar um cliente a menos. Uma área com risco de acidente não sinalizada pode significar a perda de uma vida.


Acione quem pode resolver

Muitas vezes um problema demora a ser resolvido por excesso de centralização de atividades. Desapegue-se! Acione outras pessoas. Mais importante que dizer que foi você que resolveu é você ter a certeza de que o imprevisto foi resolvido.


Registre o acontecimento e leve para reunião de avaliação

Quando planejamos uma produção, pensamos sempre no óbvio. Mas a prática da produção nos mostra o que não é tão óbvio. Imprevistos não são óbvios. Anote quando acontecerem. Procure ser detalhista na observação e no registro. Com isso você terá um bom material para:

- prevenir que o imprevisto aconteça de novo;
- ou, se não for impossível impedir, pelo menos já ter um procedimento definido para agilizar a sua solução, caso aconteça novamente.


Seja humilde e tenha uma postura de estudante

Imprevistos são sempre oportunidades para aprender e evoluir. Se você entender isso, verá que o trabalho de produção é bacana porque nos ensina a trabalhar com método e ao mesmo tempo a lidar melhor com os imprevistos que fazem parte do nosso dia a dia.

Boa produção!

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* Alê Barreto é um administrador e produtor cultural independente. Trabalha com foco na organização e qualificação dos profissionais de arte, comunicação, cultura e entretenimento. É autor do livro Aprenda a Organizar um Show, primeira publicação livre e gratuita no Brasil sobre a tecnologia de produção de shows, escreve para o site Overmundo e para a revista Fazer e Vender Cultura.

Ministra cursos, oficinas, workshops e palestras. Já atuou em capacitação de grupos culturais em parceria com o SEBRAE AC. Presta consultoria e assessoria para artistas, empresas e produtores.

Contato: (21) 7627-0690 Rio de Janeiro - RJ - Brasil




Alê Barreto é cliente do Itaú.


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O Produtor Cultural Independente gerencia os perfis das redes sociais da Associação Brasileira de Gestão Cultural (ABGC). Receba informações pelo Facebook e pelo Twitter

sexta-feira, junho 03, 2011

Mobilização de recursos




Por Alê Barreto*
alebarreto@gmail.com


Conheça um interessante conceito que vai além da ideia de somente se captar recursos. A palestra é do Marcelo Estraviz, presidente da Associação Brasileira de Captadores de Recursos (ABCR) e foi realizada no TED x USP, em 2010.


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* Alê Barreto é um administrador e produtor cultural independente. Trabalha com foco na organização e qualificação dos profissionais de arte, comunicação, cultura e entretenimento. É autor do livro Aprenda a Organizar um Show, primeira publicação livre e gratuita no Brasil sobre a tecnologia de produção de shows, escreve para o site Overmundo e para a revista Fazer e Vender Cultura.

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quarta-feira, junho 01, 2011

"Estatística mascara um pouco as coisas e também assusta um pouco o criativo. Eu prefiro falar com a pessoa"



Por Alê Barreto*
alebarreto@gmail.com

Ao ler esta frase, muita gente lembrará de algum amigo artista que tem dificuldade de se colocar como artista e pensar na distribuição, comercialização e consumo do seu trabalho. Em parte acertou. Trata-se de um artista. Mas que não tem nenhuma dificuldade em integrar criação, produtividade e negócios. Pelo contrário: é alguém que sonha e realiza. Com histórias simples sobre uma turma de crianças, possui um empreendimento que gera 500 empregos diretos e 30.000 indiretos.

O autor desta frase é o jovem da foto acima: Maurício de Souza. Aos 75 anos, ele afirma: "quero criar mais coisas".

Aprenda como este empreendedor cultural se comunica e expande seus negócios, na reportagem exibida no programa Mundo S/A da Globonews.




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Ministra cursos, oficinas, workshops e palestras. Já atuou em capacitação de grupos culturais em parceria com o SEBRAE AC. Presta consultoria e assessoria para artistas, empresas e produtores.

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segunda-feira, maio 30, 2011

RPG e Live-Action também são cultura!




Por Alê Barreto*
alebarreto@gmail.com


Quinta-feira passada, falei sobre um debate muito interessante que rolou na aula da professora Lia Calabre, no MBA em Gestão Cultural que estou cursando. O debate girava em torno dos conceitos de cultura, indústrial cultural, entretenimento.

Aproveitando aquela lembrança, falei do filme "Continue?" que trata da "cultura dos video games". Nem todo mundo considera que os video games são cultura. Então fiz a pergunta: "games são cultura"?

A leitora "Lu" trouxe uma contribuição muito bacana, que resolvi publicar aqui para todos verem:


[início do comentário]

Oi Ale

Acredito que sim e não só cultura mas também, pode ser uma ferramenta educacional. Estamos na geração da interatividade.

Os games (video games) tem um trabalho artístico muito grande e podem aguçar, instigar novos artistas.

Vou um pouco mais além. Os jogos de RPG (Role play game) são jogos de criatividade e incentivam a leitura e a busca de novos conhecimentos para as histórias e cenários.

Tenho uma ONG que usa o RPG/Live-action como ferramenta cultural e educacional.

Vale a pena o clique: www.confrariadasideias.com.br
Continuo acompanhando seu trabalho e sou fã. Estudo na Escola MASP e já passei seu blog como referência!

Sucesso


[fim do comentário]


Vocês já ouviram falar em RPG? Live-action? Aproveitem o comentário bacana e conheçam a Confraria das Ideias.

Quer oportunidade melhor de unir cultura, educação e prazer do que um bom jogo?


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sexta-feira, maio 27, 2011

Texto "Luta ou Prazer?" é publicado na revista Fazer e Vender Cultura nº 5




Por Alê Barreto*
alebarreto@gmail.com


Foi para o ar o nº 5 da revista Fazer e Vender Cultura. Ela é a uma iniciativa do publisher e produtor cultural Miguel Gomes. Trata-se de uma publicação da Associação dos Amigos da Cultura (Clube da Cultura) com patrocínio da Oi e da Secretaria de Cultura do Estado do Rio de Janeiro por meio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura, com apoio do Oi Futuro.

Nesta edição publiquei o texto "Luta ou Prazer"?, no qual faço uma reflexão sobre a postura ideológica que muitas pessoas assumem e divulgam de que trabalhar com cultura tem que ser algo do tipo "a luta continua, companheiro”.

Pra mim, tem que ser um prazer.

Qual é a sua opinião?



Leia o artigo na íntegra e conheça mais a revista.


Leia também outros artigos que já publiquei na revista:

Vamos desenvolver as áreas de produção e gestão cultural?

Começar a trabalhar com produção cultural

Ah, se eu tivesse autonomia…


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quinta-feira, maio 26, 2011

Games são cultura?






Por Alê Barreto *

alebarreto@gmail.com


Esta semana assisti no MBA em Gestão Cultural uma aula da professora Lia Calabre. Debatemos um pouco o que é cultura. Num determinado momento, entrou a questão da tensão entre os conceitos de cultura, indústria cultural e entretenimento.

Muita gente, no Brasil e no mundo, utiliza como distinção entre o que é cultura e o que não é cultura, o recorte de classes. Por este viés, quem é "povão" não teria cultura e quem é rico sabe o que é cultura. Há quem guie o seu entendimento sobre o que é cultura a partir do pensamento do alemão Theodor Ludwig Wiesengrund Adorno, filósofo, sociólogo, musicólogo e compositor da chamada Escola de Frankfurt. Adorno criou o conceito de indústria cultural. Trata-se de uma crítica a lógica das atividades culturais no sistema capitalista. Um tema estudado em quase todos os cursos de comunicação e produção cultural do Brasil. De acordo com este filósofo, a produção em série de conteúdos para cinema e rádio não poderiam ser consideradas arte, pois seriam apenas negócios. Este paradigma, na minha opinião, tem no mínimo, dois equívocos. Primeiro: quem não vive de arte, tende sempre a dizer que quem vive de arte só pensa em negócio. Segundo: TV, cinema, internet, também são meios de criação artística. A diferença central destes meios contemporâneos em relação as outras formas mais tradicionais de arte é que a lógica de produção: o tempo é mais acelerado. Por exemplo: se na área clássica da literatura, autores levam dois, quatro ou até cinco anos para escrever um texto, na área do entretenimento autores escrevem textos para novela em meses, dias e até horas.

Do ponto de vista do papel, podemos esquadrinhar conceitos e justificativas à vontade. O fato é que as novas tecnologias de informação e comunicação estão cada vez mais produzindo uma convergência que, na prática, torna quase impossível separar arte, cultura e entretenimento. Um bom exemplo disso são os video-games. Você pode pensar o que quiser sobre o video-game. Para mim video-game é cultura.

Assista o documentário "Continue?" e tire suas conclusões.



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quarta-feira, maio 25, 2011

Rio de Janeiro: a hora da virada


Convite de lançamento do livro "Rio - a hora da virada" (clique para aumentar)


Por Alê Barreto*
alebarreto@gmail.com


Recebi agora há pouco um e-mail da minha amiga Ana Carla Fonseca Reis, que reproduzo abaixo, com uma ótima recomendação de literatura.


2011/5/25 Ana Carla Fonseca

Queridos amigos e colegas paulistanos,
Convido-os a participar do lançamento do livro "Rio - a hora da virada", organizado com competência por André Urani e Fabio Giambiagi e para o qual tive o prazer de escrever o capítulo sobre economia criativa.
Quinta, 02/06, das 18h30 às 21h30, na Livraria Cultura do Conjunto Nacional. Até lá!
Abs,
Carla



Reproduzo abaixo a sinopse publicada no site da editora Elsevier:


Este livro mostra que o Rio de Janeiro rompeu com o ciclo de decadência que parecia aprisioná-lo e se distanciou de questões nacionais para construir novos paradigmas de desenvolvimento. André Urani e Fabio Giambiagi fazem um balanço equilibrado entre os avanços observados nos últimos anos e os enormes desafios que deverão ser enfrentados pelas autoridades nos próximos anos. Os artigos presentes no livro apontam o grande potencial nas áreas de petróleo e gás, siderurgia e infraestrutura, a oportunidade de sediar eventos esportivos como a Copa do Mundo (2014) e as Olimpíadas (2016) e a melhoria na segurança pública, mazela histórica que pode estar a caminho de uma solução com as Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), como os principais fatores que reafirmam a presença eficaz do Estado no enfrentamento da pobreza e da criminalidade. O objetivo dos autores é permitir que os leitores compreendam a realidade da cidade, em um momento histórico de conscientização, reflexão e mobilização social, para que seja possível uma transformação positiva.


Quem quiser adquiri-lo, só acessar este link.


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terça-feira, maio 24, 2011

"Muitas das coisas que vocês aprenderam na faculdade já não terão validade quando vocês saírem dela"





Por Alê Barreto*
alebarreto@gmail.com


A frase que dá o título para este post não é minha. Ouvi numa aula de Produção em Artes Cênicas do Professor Fábio Ferreira, no MBA em Gestão Cultural. Mas a frase também não é dele.

A frase é do professor Agnaldo Farias, um dos curadores da Bienal de São Paulo. Para mim foi um encontro muito agradável, pois ano passado visitei a Bienal a convite da Petrobras, mas não tive tempo de conhecê-lo.

Conheça esta ideia e o raciocínio brilhante que ele desenvolveu na palestra "Entre Homero e Platão", ministrada no evento TEDxUSP.



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quinta-feira, maio 19, 2011

Artistas aprendem a produzir e também ensinam lições para os produtores




Por Alê Barreto*
alebarreto@gmail.com


O vídeo acima é dos meus amigos e "irmãos de fé" da Pata de Elefante. Trata-se de uma apresentação que fizeram no "Instrumental SESC Brasil", projeto do SESC São Paulo. Todo mundo sabe que o SESC é uma das principais empresas no Brasil quando o assunto é circulação de espetáculos culturais. E todo mundo sabe que o SESC São Paulo, dentro da rede do SESC no Brasil, é uma referência em qualidade.

Anote aí: Pata de Elefante é uma banda que o SESC SP e várias outras unidades do SESC no Brasil respeitam e contratam o seu trabalho.


Neste mesmo ano de 2010, a Pata de Elefante



foi um dos grupos patrocinados pelo programa Petrobras Cultural que se apresentou em 9 cidades brasileiras através do projeto Instrumental RS, que mostrou a diversidade musical gaúcha contemporânea (escute o CD Instrumental RS e conheça também os grupos Quartchêto e Camerata Brasileira),




e lançou "Na Cidade", seu terceiro álbum, pela Gravadora Trama, até hoje na lista dos mais acessados (disponível para streaming e download gratuito).

Anote aí: Pata de Elefante é um grupo artístico que já realizou uma turnê com o patrocínio da Petrobras e que lançou um disco pela gravadora Trama.


Mas vamos voltar mais um pouquinho tempo. Em 2009, a Pata de Elefante foi a vencedora do MTV Video Music Brasil (VMB), uma premiação musical realizada pela MTV Brasil, cuja primeira edição ocorreu em 1995 com o intuito de premiar os melhores videoclipes nacionais e internacionais através da votação de sua audiência e de um júri especializado para categorias técnicas.

Na entrega do prêmio, a apresentadora perguntou: "Com relação a esta categoria nova de banda instrumental, como é que vocês estão vendo isso"?



Daniel Mossmann, um dos músicos do grupo, respondeu: "É muito bom porque mostra que tem público para este tipo de som, que tem pessoas ouvindo cada vez mais". Daniel expressou o momento que o grupo estava vivendo, mas foi humilde. Não citou que a Pata de Elefante é um dos primeiros grupos do Brasil que decidiu trilhar uma carreira artística no gênero de rock instrumental.

Anote aí: Pata de Elefante foi eleita pela audiência da MTV.





Pra encerrar, vamos ao ano de 2008. No mês de julho viajei para São Paulo e acompanhei as gravações do show que a Pata de Elefante realizou no Itaú Cultural. Este show faz parte dos DVDs e CDs da edição 2007-2009 do Rumos Itaú Cultural Música, programa que mapeia a diversidade musical brasileira contemporânea. Fiz questão de estar lá porque fui o proponente do grupo junto ao Itaú Cultural. A Pata de Elefante foi um dos 58 músicos ou grupos selecionados entre as 2.222 inscrições.

Anote aí: Pata de Elefante foi considerada pela curadoria do Itaú Cultural como um dos 58 músicos ou grupos selecionados representativos da diversidade musical da cena musical brasileira contemporânea.

Citei estas situações para que ninguém fique em dúvida. Não sou só eu que considero o trabalho da Pata de Elefante relevante, seja porque já fui empresário do grupo, seja porque gosto do gênero musical que eles tocam, seja porque sou amigo deles. SESC, audiência da MTV Brasil, Petrobras, audiência da Trama e o Itaú Cultural também consideram o trabalho da Pata de Elefante relevante.

Com todo este currículo, combinei com o grupo que eu iria trabalhar para viabilizar o show deles no Rio de Janeiro, em 2010. Me senti um pouco inseguro, pelo fato de não ter agenciado shows antes no Rio de Janeiro. Então decidi fazer parcerias.

Duas pessoas que trabalham com produção, que tem formação e experiência no Rio de Janeiro, se comprometeram a levar propostas, cada uma para um espaço cultural diferente.

O show não aconteceu em 2010. Não acho que "a culpa" é destas pessoas. Ninguém é obrigado a aceitar uma proposta de show. Mas aconteceram dois erros:

- as pessoas com quem fiz parcerias me orientaram para aguardar enquanto aguardavam o retorno das propostas. Contudo, não me deram um "prazo", apesar de eu pedir várias vezes, para que eu pudesse tentar outras ações, caso estes lugares não aceitassem as propostas;

- eu apostei cegamente que meus parceiros conheciam o mercado do Rio de Janeiro melhor que eu, que estava apenas há dois anos no Rio.

Vocês acham que estes erros meus e de meus parceiros impediram a Pata de Elefante de divulgar seu novo álbum no Rio de Janeiro? A resposta é não.



O show do vídeo acima foi realizado ontem no projeto "Urbano Instrumental" que aconteceu no Teatro Sérgio Porto.

Como a Pata de Elefante conseguiu isso? Contratou um escritório de agenciamento no RJ? Se inscreveu num edital? Fez um projeto? Simplesmente se articularam com o grupo Os Dissidentes e organizaram sua produção "de músico para músico".


Este episódio mostra que nós produtores nunca podemos nos "julgar" mais aptos para fazer as coisas que os músicos. Muitas vezes os músicos dão boas lições de praticidade e objetividade.


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sábado, maio 14, 2011

"Andar com fé eu vou. Que a fé não costuma faiá"




Por Alê Barreto*
alebarreto@gmail.com


A imagem acima foi capturada do vídeo "Kseniya Simonova - Sand Animation (Україна має талант / Ukraine's Got Talent". Trata-se do início de uma performance da artística ucraniana Kseniya Simonova.

Coloquei esta imagem aqui porque ela é muito ilustrativa do momento que estou vivendo. Segunda e terça estarei em Brasília me encontrando com pessoas e falando sobre a importância de organização e postura profissional no trabalho com arte, comunicação, cultura e entretenimento. E muito provavelmente farei isso no outro sábado, dia 21, aqui no Rio de Janeiro.

Sempre que estou para realizar um encontro educativo, acendo uma vela. No sentido literal, faço isso nas minha orações. Peço orientação e sabedoria para me comunicar da melhor forma possível com cada participante. Isso aprendi assistindo uma entrevista da artista Denise Stoklos. No sentido simbólico, vou acendendo velas em cada texto que leio, cada slide que reviso, cada apontamento que faço para levar para estas novas turmas. Quero que cada palavra "acenda" uma pequena luz, que desperte e amplie a força que cada um tem dentro de si.

Independente de encontrar muitas ou poucas pessoas, o que busco neste encontros é mostrar para todos que cada um pode fazer sua parte. Procuro mostrar que com organização podemos aumentar nossas chances de atingir os objetivos que buscamos.

Os cursos são também uma oportunidade de irmos além dos pensamentos rotineiros. Muitas vezes achamos que nossos objetivos só acontecem quando uma empresa patrocina, quando o governo financia ou quando nos mobilizamos politicamente. Ao pensarmos sobre o que estamos fazendo e ao refletirmos sobre "como" estamos fazendo, muitas vezes nos damos conta que não estamos tendo fé. Para que possamos criar oportunidades para que os nossos sonhos aconteçam, é preciso ter fé.

Você acredita na sua produção? Você acredita na sua banda? Você acredita nos eventos que organiza?

Você só tem fé quando tem a certeza de que vai ter sucesso? Sua fé é movida pela sua ambição de ser celebridade?

Ontem recebi da Lucimara Letelier, especialista em captação de recursos, que foi minha professora no MBA em Gestão Cultural, na Universidade Cândido Mendes, o seguinte recado:

"Ale, deixando aqui um video apaixonante sobre mobilização e captação de pessoa físicas! É da organização que tenho maior orgulho de ter iniciado o programa de captação para eles no Brasil: a ActionAid! me avise se gostou!"



Fé se aprende. Uma das formas de se aprender a ter fé é alimentar-se com exemplos de fé. Por isso compartilho este vídeo com todos vocês. Que cada um fortaleça o seu trabalho.

Gostei muito do vídeo, Lucimara, muito obrigado!


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sexta-feira, maio 13, 2011

Aproveite as próximas oportunidades de ampliar sua formação como produtor independente




Por Alê Barreto*
alebarreto@gmail.com


Produtor cultural não é faz tudo. Mas se você quer ser um produtor cultural empreendedor, com certeza fará muito mais atividades do que imagina.

O excesso de atividades e o cansaço faz com que a gente "passe os olhos" e não veja. Então, para facilitar quem deseja estudar, além dos links permanentes, seguem aqui os avisos dos próximos cursos, para quem não teve tempo durante a semana de ler.


Curso Aprenda a Produzir uma Banda em Brasília - 16 de maio



Muito mais do que ser a favor ou contra, os profissionais que atuam em arte, comunicação, cultura e entretenimento necessitam entender o que são os direitos autorais.

Nesta edição do curso irei apresentar um módulo especial sobre direitos autorais.

Quem tiver interesse, ainda dá para se inscrever.
Como participar


Curso Aprenda a Organizar um Show em Brasília - 17 de maio



Ter trabalhado em alguns eventos não quer dizer que você está trabalhando da forma mais produtiva. A cada dia surgem novas formas de se organizar um evento.

Nesta edição do curso irei apresentar um módulo especial sobre "crowdfunding", uma nova ferramenta que poderá contribuir com a organização de seus empreendimentos.

Quem tiver interesse, Também dá para se inscrever.
Como participar


Curso Aprenda a Organizar um Show no Rio de Janeiro - 21 de maio (sábado)



Brasileiro tem mania de deixar tudo para última hora, não é? Quem está estudando ou se preparando para fazer uma transição de carreira profissional, a hora é agora. Não espere a Copa do Mundo ou as Olimpíadas chegarem. Prepare-se para as oportunidades de eventos que surgirão na cidade do Rio de Janeiro!

As inscrições vão até 18 de maio.
Como participar!



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terça-feira, maio 10, 2011

Você sabe fazer um portfolio?




Por Alê Barreto*
alebarreto@gmail.com


Muita gente acha que portfolio de artista é assunto para empresário ou marchand. Mesmo sabendo que o marchand atua na distribuição da produção de um artista, para mim a primeira pessoa que deve se preocupar com a apresentação de sua produção artística é o próprio artista.

Nos próximos dias 13 (sexta-feira, a partir das 14h) e dia 14 (sábado, às 9h), a curadora Janaína Melo estará ministrando a oficina "Portfolio de Artista" na Fundação Iberê Camargo, em Porto Alegre.

Seguem mais informações sobre a oficina extraídas do site do Itaú Cultural.


Oficina Portfolio do Artista

Criada especialmente para a Caravana Rumos Artes Visuais, a oficina Portfolio de Artista tem duração de três horas. A participação é gratuita e as inscrições para garantir uma das 90 vagas devem ser feitas a partir de 28 de abril, pelo e-mail comunicacao@iberecamargo.org.br ou pelo telefone 51. 3247-8045.

Além de falar da nova edição do Rumos Artes Visuais (saiba mais sobre o Rumos 2011) Janaína Melo irá oferecer exemplos e promover a analise em grupo de portfólios e plataformas distintas de apresentação do trabalho de arte existentes na cena contemporânea. Desta forma ela pretende conduzir por meio de discussões com os participantes, questões concernentes à escrita de artista. "Se, por um lado, há o propósito de muitas vezes informar os participantes, na medida do possível deseja-se igualmente que tais reflexões possam ser desencadeadoras de discussões que levem ao aprofundamento das reflexões acerca dos contextos específicos da cena contemporânea a partir de cada lugar", explica.

Janaína é historiadora com atuação na área crítica de arte, curadoria, pesquisa e ensino de história da arte. Graduada em História (FAFICH/UFMG) e pós-graduada (Lato Sensus) Pesquisa e ensino em Arte Contemporânea (Escola Guignard, UEMG). Colaboradora da Editora C/Arte na organização de livros da coleção Circuito Atelier. Foi coordenadora do Departamento de Artes Visuais do Museu de Arte da Pampulha, entre 2005 e 2007. Assistente curatorial do Programa Rumos Artes Visuais do Itaú Cultural (2008-2009). Atualmente é Coordenadora de Arte e Educação do Instituto Cultural Inhotim, Brumadinho (MG), professora de Crítica de Arte da Escola Guignard UEMG e curadora do Programa de residência artística JA CA e do Projeto Atelier Aberto - Escola Guignard UEMG. Possui textos publicados nos livros Através: Inhotim Centro de Arte Contemporânea. [PEDROSA, Adriano, MOURA, Rodrigo (org.)]. Belo Horizonte: Instituto Cultural Inhotim, 2008 e Projeto Bolsa Pampulha - Edição 2005-2006. Museu de Arte da Pampulha, Belo Horizonte, 2008. Vive e trabalha em Belo Horizonte.


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Foi dada a largada para nova turma do curso "Aprenda a Organizar um Show" dia 21 de maio, das 14h às 18h, no Rio de Janeiro

Saiba como participar!


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15 pessoas já se inscreveram! Planeje-se e participe dos próximos cursos em Brasília




Saiba como participar da nova turma do curso "Aprenda a Produzir uma Banda" dia 16 de maio em Brasília




Saiba como participar da nova turma do curso "Aprenda a Organizar um Show" dia 17 de maio em Brasília


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* Alê Barreto é um administrador e produtor cultural independente. Trabalha com foco na organização e qualificação dos profissionais de arte, comunicação, cultura e entretenimento. É autor do livro Aprenda a Organizar um Show, primeira publicação livre e gratuita no Brasil sobre a tecnologia de produção de shows, escreve para o site Overmundo e para a revista Fazer e Vender Cultura.

Ministra cursos, oficinas, workshops e palestras. Já atuou em capacitação de grupos culturais em parceria com o SEBRAE AC. Presta consultoria e assessoria para artistas, empresas e produtores.

Contato: (21) 7627-0690 Rio de Janeiro - RJ - Brasil




Alê Barreto é cliente do Itaú.


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