quinta-feira, março 31, 2011

Chegou a hora dessa gente bronzeada mostrar seu valor




Por Alê Barreto*
alebarreto@gmail.com


Se eu pensar no que pode ser o conceito de produtor cultural independente, do ponto de vista meramente intelectual, acadêmico ou de mercado, corro o risco de apagar uma das mais significativas consequências do nosso trabalho, dificilmente lembrada em artigos ou livros: trabalhar com cultura nos empodera.

Saber produzir uma ação cultural, vista no sentido amplo, com as suas mais diferentes conexões e impactos no imaginário das pessoas, na comunicação, na arte, no entretenimento, na economia, no comportamento, na educação, na tecnologia da informação, no esporte, no turismo, na memória, nos torna potentes. Desde a produção de um sarau para poucos pessoas até a produção de um megaevento, nós, produtores culturais independentes, somos capazes de contribuir para um convívio coletivo mais sustentável.

Diante desta constatação, me pergunto: nós, produtores culturais independentes, estamos utilizando esta capacidade? Estamos nos dando conta que por mais difíceis que sejam ou pareçam ser nossos contextos, temos no mínimo uma possibilidade de interferir e alterar o estados das coisas?

Na segunda-feira passada, o programa CQC da Band, coordenado pelo Marcelo Tas, exibiu uma entrevista com o deputado federal Jair Bolsonaro. Numa parte do programa, a cantora Preta Gil, filha de Gilberto Gil, músico e ex-ministro da cultura, perguntou ao deputado o que ele faria se seu filho se apaixonasse por uma negra.

O deputado Jair Bolsonaro respondeu da seguinte maneira (veja no vídeo):



"Não vou discutir promiscuidade com quem quer que seja. Não corro esse risco porque meus filhos foram muito bem educados e não viveram em ambientes como, lamentavelmente, é o seu".


O deputado divulgou em seu site uma nota de esclarecimento, na qual afirma o seguinte:



"A respeito de minha resposta à cantora Preta Gil, veiculada no Programa CQC, da TV Bandeirantes, na noite do dia 28/03/2011, são oportunos alguns esclarecimentos.

A resposta dada deve-se a errado entendimento da pergunta - percebida, equivocadamente, como questionamento a eventual namoro de meu filho com um gay.

Daí a resposta: “Não vou discutir promiscuidade com quem quer que seja. Não corro esse risco porque os meus filhos foram muito bem educados e não viveram em ambientes como lamentavelmente é o teu.”




Duas coisas são piores do que a resposta e a nota de esclarecimento: dar uma resposta tipo "olho por olho, dente por dente". Vai contra o artigo I da Declaração Universal dos Direitos Humanos. A outra é aceitar estas palavras calado, sem nenhuma atitude.

O silêncio das pessoas preocupava Martin Luther King. O líder do movimento dos direitos civis dos negros e Prêmio Nobel da Paz falava que



“O que mais preocupa não é o grito dos violentos, nem dos corruptos, nem dos desonestos, nem dos sem ética. O que mais preocupa é o silêncio dos bons”.

Martin Luther King, onde quer que você esteja, saiba que aqui no Brasil esta situação está mudando. Estamos avançando. Estamos aprendendo a não ter medo de soltar a nossa voz, toda vez que a possibilidade de viver em um país mais plural, mais solidário, mais humano, mais responsável e menos desigual for ameaçada por discursos carregados de intolerância contrários ao espírito de fraternidade.

Parabéns para a Preta Gil e seu advogado por soltarem sua voz. Segundo matéria publicada dia 29/03 no O Globo, já estão tomando providências legais:



"O advogado da cantora, Ricardo Brajterman, afirmou que, na esfera criminal, entrará com uma representação no Ministério Público por crime de intolerância racial e homofobia. Na esfera cível, vai entrar na comarca da capital fluminense com uma ação para reparação por danos morais. Para completar, o advogado entrará com uma notificação junto à Comissão de Direitos Humanos da Câmara".

Parabéns para o deputado Jean Wyllys, citado também nesta mesma matéria, por soltar a sua voz:

"Integrante da Frente Parlamentar Mista pela Cidadania LGBT, que foi relançada nesta terça-feira , o deputado Jean Wyllys pediu o apoio dos movimentos negro e LGBT contra as declarações de Bolsonaro".




Parabéns para o governo federal, em especial para a Ministra Maria do Rosário, por soltarem sua voz. O site R7.com publicou dia 30/03 que:

"a polêmica chegou até ao governo. A ministra dos Direitos Humanos, Maria do Rosário, criticou a postura de Bolsonaro e afirmou que o deputado faz declarações racistas e homofóbicas protegido pela imunidade parlamentar".


Parabéns para a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e aos vinte deputados que soltaram sua voz e estão tomando providências com relação a este episódio junto a corregedoria da Câmara,



conforme publicado na matéria "Instituições pedem cassação de Bolsonaro por declarações racistas" do site da Band também no dia 30/03.


Volto a minha pergunta: nós, produtores culturais independentes, como cidadãos, estamos utilizando nossa possibilidade de interferir e alterar o estados das coisas para contribuir com a construção de um convívio coletivo mais sustentável?


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* Alê Barreto é um administrador e produtor cultural independente. Trabalha com foco na organização e qualificação dos profissionais de arte, comunicação, cultura e entretenimento. É autor do livro Aprenda a Organizar um Show, primeira publicação livre e gratuita no Brasil sobre a tecnologia de produção de shows, escreve para o site Overmundo e para a revista Fazer e Vender Cultura.

Ministra cursos, oficinas, workshops e palestras. Já atuou em capacitação de grupos culturais em parceria com o SEBRAE AC. Presta consultoria e assessoria para artistas, empresas e produtores.

Contato: (21) 7627-0690 Rio de Janeiro - RJ - Brasil




Alê Barreto é cliente do Itaú.

terça-feira, março 29, 2011

Produtores culturais independentes percebem com mais facilidade que cenas culturais devem ser estimuladas


Flyer do show “De volta para o aconchego" dia 2 de abril de 2011, às 21h
Clube do Choro de Brasília



Por Alê Barreto*
alebarreto@gmail.com


Recebi esta semana a seguinte comunicação:

[início do e-mail]

"Oi, Alê!
Fui seu aluno de dois cursos em Brasília e pretendo fazer o próximo de produção de banda. Já estou aplicando bastante os conhecimentos adquiridos
O flyer anexo é de um show que estou produzindo e que faz parte de turnê nacional que iniciamos em Teresina no final de fevereiro.
Peço-lhe, se possível, uma forcinha na divulgação, principalmente para seus contatos de Brasília.
Grande abraço

Aloísio César
Produtor Cultural"


[fim do e-mail]


Fiquei muito feliz, pois o Aloísio deu um depoimento bacana sobre a utilidade do curso "Aprenda a Organizar um Show" no seu dia a dia. Lembrando: o curso volta novamente à Brasília no próximo dia 05 de abril ( como participar).

Aloísio se mostrou um aluno muito interessado e atento para gêneros musicais importantes da cultura brasileira.

Neste sentido, é importante ressaltar: Brasília não é só balada (e nada contra as baladas). Brasília possui muita musicalidade. Brasília também possui um Clube do Choro. E é neste espaço, que fica no Eixo Monumental, abaixo do Centro de Convenções, que o Aloísio e a Naiara Morena estão produzindo um show do "mestre Sivuquinha", nome artístico do sanfoneiro Gonçalo Aquino Cardoso, nascido no Piauí e radicado em Brasília desde 1974. Sivuquinha tocará acompanhado pelos violonistas Alfredo Werney e Daniel Pitanga, o percussionista Renato Vieira, os cantores Alan Cruz e Aloísio César e terá participações especiais de Lázaro Marques e Naira Carneiro nos acordeons.

Vale a pena você aprender a lidar com os recursos que tem e botar em marcha suas iniciativas culturais. Este show que o Aloísio está produzindo é um bom exemplo disso.

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* Alê Barreto é um administrador e produtor cultural independente. Trabalha com foco na organização e qualificação dos profissionais de arte, comunicação, cultura e entretenimento. É autor do livro Aprenda a Organizar um Show, primeira publicação livre e gratuita no Brasil sobre a tecnologia de produção de shows, escreve para o site Overmundo e para a revista Fazer e Vender Cultura.

Ministra cursos, oficinas, workshops e palestras. Já atuou em capacitação de grupos culturais em parceria com o SEBRAE AC. Presta consultoria e assessoria para artistas, empresas e produtores.

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Organizando eventos ou administrando carreiras, saber cobrar pela realização do seu trabalho é fundamental


Matéria publicada no jornal A GAZETA de Rio Branco, sobre repasse metodológico de gestão em produção cultural realizado pelo Produtor Cultural Independente com grupos culturais do estado do Acre, em parceria com a Rede Acreana de Cultura (Fundação Municipal de Cultura Garibaldi Brasil, Fundação Elias Mansour, SEBRAE, SESC, IPHAM e SESI)


Por Alê Barreto*
alebarreto@gmail.com


Se você está pensando em passar a trabalhar com organização de eventos, shows, espetáculos ou administrar a carreira artística de alguém, já deve ter se perguntado várias vezes "como" pode cobrar pela realização do seu trabalho. Eu me perguntei várias vezes ao longo da minha carreira.

Pensando nisso, ampliei o conteúdo do curso "Aprenda a Produzir uma Banda". Em sua próxima edição, que acontecerá dia 04 de abril em Brasília (veja como é fácil participar), das 14 às 19h, no Espaço Cultural Mosaico, vou apresentar um módulo sobre como você pode começar a trabalhar com consultoria.

Podemos ir pensando neste assunto tendo como ponto de partida a leitura de um pequeno trecho do livro "O Avesso da Cena: Notas sobre Produção e Gestão Cultural", do produtor e gestor cultural Romulo Avelar, lançado pela Duo Editorial:


[início da citação]

"Remuneração do trabalho de produção

O cálculo da remuneração de trabalhos de produção é algo suscita muitas dúvidas e controvérsias. Ainda são poucos os parâmetros existentes para a valoração da mão-de-obra de empreendedores culturais. Na maioria das vezes, o valor do trabalho é determinado de forma subjetiva ou balizado por parâmetros e convenções emprestados de outros setores, como a publicidade e a administração. Pesam também, na definição da remuneração, fatores como:

- o grau de responsabilidade que o profissional terá em relação ao projeto;
- os ganhos de outros profissionais previstos nas ficha técnica;
- a existência de perspectivas de risco financeiro para o contratado;
- o currículo e o conceito do prestador de serviços;
- o tempo que será dedicado ao trabalho;
- o fato de ser um trabalho pontual ou regular;
- a realidade do mercado no local da contratação".


[fim da citação]


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* Alê Barreto é um administrador e produtor cultural independente. Trabalha com foco na organização e qualificação dos profissionais de arte, comunicação, cultura e entretenimento. É autor do livro Aprenda a Organizar um Show, primeira publicação livre e gratuita no Brasil sobre a tecnologia de produção de shows, escreve para o site Overmundo e para a revista Fazer e Vender Cultura.

Ministra cursos, oficinas, workshops e palestras. Já atuou em capacitação de grupos culturais em parceria com o SEBRAE AC. Presta consultoria e assessoria para artistas, empresas e produtores.

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domingo, março 27, 2011

Novidades nos próximos cursos do Produtor Cultural Independente em Brasília


Alê Barreto falando em Brasília no Grito do Rock em 2010


Por Alê Barreto*
alebarreto@gmail.com


Meus cursos tem por objetivo proporcionar encontros interessantes. A minha forma de contribuir com isso é avaliar os conteúdos e as dinâmicas de forma permanente. Veja as novidades que estou introduzindo nas próximas turmas dos meus cursos.


Novidades no curso "Aprenda a Produzir uma Banda"


Última turma do curso "Aprenda a Produzir uma Banda" em Brasília


Aprenda a Produzir uma Banda é um curso intensivo que ensina os primeiros passos para quem deseja aprender a administrar sua carreira artística ou produzir artistas solo, grupos culturais e bandas independentes.

Na sexta turma que irei realizar em Brasília, irei ampliar o tópico "Como cobrar pela realização do seu trabalho", mostrando de que forma você pode começar a trabalhar com consultoria.

O curso será dia 4 de abril de 2011, das 14 às 19h, no Espaço Cultural Mosaico - 714/715 Norte - Bloco D - Loja 16 - Brasília/DF.

Veja como é fácil participar



Novidades no curso "Aprenda a Organizar um Show"


Alê Barreto dando o curso "Aprenda a Organizar um Show" no Fórum Internacional do Software Livre, PUCRS, 2009


Aprenda a Organizar um Show é um curso que ensina passo a passo como realizar um show musical. Além disso, são passadas informações sobre agenciamento de espetáculos artísticos. O curso vem capacitando estudantes e novos profissionais nas regiões sul, sudeste, centro-oeste e norte. Capacitou grupos culturais em parceria com o SEBRAE e estudantes de gestão cultural em parceria com a Universidade do Vale do Rio dos Sinos (RS).

Como muita gente não possui muita disponibilidade de tempo, o curso que era ministrado anteriormente somente 2 dias agora também será ministrado em 1 dia.

Além de ser mais compacto, o que facilita a participação de mais pessoas, no novo curso serão repassadas informações sobre como apresentar uma proposta de show para prováveis patrocinadores.


O curso será dia 5 de abril de 2011, das 9 às 18h, no Espaço Cultural Mosaico - 714/715 Norte - Bloco D - Loja 16 - Brasília/DF.

Veja como é fácil participar


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quinta-feira, março 24, 2011

Aprenda a negociar

Como chegar ao Sim - Parte 1 from MBA FGV on Vimeo.




Por Alê Barreto*
alebarreto@gmail.com


O tempo todo estamos negociando propostas. Em algumas situações, fazemos as propostas. Em outras, recebemos as propostas.

Muitas vezes conduzimos as negociações de duas formas:

- tomamos uma posição e defendemos ela até o fim, irredutíveis;
- tomamos uma posição e conforme a pressão que sofremos na negociação, vamos fazendo concessões.

No livro "Como Chegar ao Sim – A Negociação de Acordos Sem Concessões", Fischer, Ury e Patton apresentam um método de negociação diferente do que comumente praticamos no dia a dia.

Pense na possibilidade de começar a adotar os seguintes princípios nas suas próximas negociações:

Pessoas

Separe as pessoas dos problemas.


Interesses

Concentre-se nos interesses, não nas posições.


Opções

Crie uma variedade de possibilidades antes de decidir o que fazer.


Critérios

Insista que o resultado da negociação tenha por base algum padrão objetivo.


Aprofunde sua compreensão sobre este método de negociação.


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terça-feira, março 22, 2011

Cresce a rede de Produtores Culturais Independentes




Por Alê Barreto*
alebarreto@gmail.com


Para mim só é possível pensar a produção cultural independente tendo como ponto de partida as trocas realizadas entre os agentes culturais.

Em atividade desde 2006, o Produtor Cultural Independente conta hoje com 501 seguidores. A ideia de que é possível participar ativamente da construção do mercado cultural, de que podemos realizar muitas ações culturais a partir do compartilhamento da informação e do exercício de nossa capacidade de organização faz om que a cada dia nossa rede cresça.

Temos muito para avançar. A meta é audaciosa. Quero que cada município brasileiro possua cursos e centros de formação onde as pessoas sejam educadas para o fazer cultural. Uma educação ampla e independente que permita que muita gente criativa comece a fazer suas ideias se tornarem projetos de arte, comunicação, cultura e entretenimento. Conto com sua colaboração para levarmos adiante esta ideia.

Se o seu município ainda não possui oferta de ensino voltado para organização, administração, produção ou gestão cultural, comece a fomentar esta ideia.

Muito obrigado por ser um dos meus 501 parceiros.

Um abraço cultural!

Alê Barreto
Produtor Cultural Independente


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segunda-feira, março 21, 2011

Impressões sobre o projeto Verão da Cultura - primeira parte: exposições



Por Alê Barreto*
alebarreto@gmail.com


No sábado passado tive um encontro muito importante com o que mais gosto: arte, comunicação, cultura e entretenimento. Cheguei ao Parque Lage por volta das 15h30min. O intenso movimento de carros e pessoas já demonstrava que muita gente como eu tinha ido até lá para conhecer o projeto "Verão da Cultura", promovido pela Secretaria de Cultura do Estado do Rio de Janeiro.

A troca cultural começou na fila da senha. Conheci a encantadora Cristina Amazonas, origamista, fotógrafa e mestre em sistemas computacionais. A próxima surpresa foi a exposição Arte.Agora, elaborada com a curadoria de Marco Teobaldo.

Primeiro fui ao espaço Estação Tecnológica, onde tive contato com obras produzidas com recursos de novas tecnologias. Me chamou muito a atenção para o vídeo



"transvisibles".

Cabe aqui o registro dos artistas que trouxeram um conjunto de trabalhos bastante sintonizado com o tempo que estamos vivendo: André Malinski, Bernardo Marques, Cesar Baio,



Coletivo Filé de Peixe,


Davi Marcos Gonçalves Oliveira, Divina Huguet, Fernanda Gomes, Flavio Lazarino, Fluxo, Francisco Valdean, Glerm, Hiren Dave, Julia Pombo, Léo Ayres, Paulo Vivacqua, Pontogor, Psicotropicodelia, Teresa Martín Ezama, Walmeri Ribeiro, Wilson Domingues e Zilch.


Me reencontrei lá com o amigo Pedro Sanchez (doutorando em Design na PUC-RJ, onde realiza a pesquisa “A Gravura na Rua” e professor assistente de gravura na Escola de Belas Artes da UFRJ), um ativo agente cultural que conheci nas aulas de artes do Nós do Morro. Pedro foi um dos artistas da mostra do



(foto: Rodrigo Ambar/Martinica Digital/site da Secretaria de Estado da Cultura do RJ)


Território Urbano. Registro aqui também os nomes dos outros artistas da mostra, para que as pessoas tenham noção de quem está produzindo novas formas de arte visual no Rio de Janeiro: Ananda Nahu, Alto Contraste, Arthur Kjá, Anarkia Boladona, Armamento Visual, Bruno Big, Celso Gitahy, Charles Silva, Daniel Melim, Elias Junior, Fleshbeck Crew, Fernando Reis Vianna, Gutz, Gais Ama, Heleno Bernardi, Izolag Rodrigo, Julio Ferretti, Julio Docjsar, Luiz Otavio Madruga, Lui Azevedo, Marcelo Ment, Muxi-Muxi, Nu9vePolar, Rafa Castro, Raul Zito, Rodrigo Chã, Sequelandia, SHN, Smael, SubsTencil, Tito Senna e Venom.

Entrando no pátio do Parque Lage, pude ver também a mostra "Praça", que mostrava a grande diversidade dos artistas Antonio Bokel, Bruno Miguel, Crent Crew, DJ Tatá, Ogan e Bomanoia, Fabio Birita, Fuso Coletivo, Geléia da Rocinha, Gejo, Geraldo Marcolini, Gilvan Nunes, Grosseria gera Grosseria, Leila Pugnaloni, Leo Bastistelli, Mary Fê, Ozi, Renata Andrade, Rene Machado, Rodrigo Villas Boas, Thelma Innecco, Tia Lúcia e Vera Roitman. Passeando pelas obras, falei com uma pessoa que era a primeira vez que eu visitava o Parque Lage. Esta pessoa me falou: "é a primeira vez que eu vejo um pedalinho dentro do Parque Lage".

No post de amanhã falo sobre as mesas de debates.

Ah, não posso esquecer: a Secretária de Estado da Cultura Adriana Rattes, os curadores Heloisa Buarque de Hollanda, Marco Antonio Teobaldo, Ilana Strozenberg, a coordenadora geral Elisa Ventura, a diretora de arte Cristina Novaes, a coordenadora de produção Valeska Zamboni e todas as equipes envolvidas no evento estão de parabéns pela qualidade de ação cultural oferecida para a população do Rio de Janeiro.

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sábado, março 19, 2011

Quais são os futuros possíveis para a cultura no século XXI ?




Por Alê Barreto*
alebarreto@gmail.com


Uma boa pedida neste final de semana no Rio de Janeiro é o projeto "Verão da Cultura", evento da Secretaria de Cultura do Estado do Rio de Janeiro. Hoje e amanhã o Parque Lage vai ser palco de mesas de debates (Cidade.Agora, Futuro.Agora e Cultura.Agora), redes de experiências, redes de ideias, performances e da exposição coletiva Arte.Agora.

A ideia é discutir para onde vai a cultura no século XXI e quais os futuros possíveis que podem ser construídos hoje a partir das práticas culturais, em seus vários formatos, linguagens e recursos.

Veja a programação completa


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quinta-feira, março 17, 2011

Preparação é fundamental para elaboração de conteúdos interessantes sobre arte e cultura




Por Alê Barreto*
alebarreto@gmail.com


Duas coisas acontecem com frequência no Brasil, quando o assunto é jornalismo cultural. Uma é o jornalista copiar e colar quase na íntegra as informações que são enviadas através de um release. A outra é o jornalista não ler as informações que foram enviadas, não pesquisar nada sobre a trajetória do artista e seu momento atual e fazer uma entrevista baseada em clichês ou polêmicas.

Quero destacar aqui que não estou fazendo terra arrasada. Há muitos jornalistas bacanas. Mas estes problemas que citei ocorrem com frequência e as pessoas ficam com medo de falar, achando que serão "queimadas" na imprensa, etc. Para mim, olhar com clareza os problemas e procurar solucioná-los não é algo destrutivo. Tenho certeza que os estudantes de jornalismo que lerem este post terão a oportunidade de se colocar de uma forma diferente no novo mercado de cultura e entretenimento que está se formando no Brasil.

Para uma cobertura rápida, que for ser realizada antes ou depois de um show, sugiro o seguinte: ler com atenção o release do artista e outras informações que o mesmo tenha disponibilizado na internet. A partir disso, pesquise opiniões, comentários e matérias que falem deste artista. Por fim, acrescente a este caldeirão o seu ponto de vista. Tenho certeza que sairão muitas perguntas inteligentes.

Se for uma entrevista longa, aí sugiro seguir as dicas do Ruy Castro, que anotei assistindo a participação dele no Programa Roda Viva em 27/02/2006:

- elaborar umas 150 perguntas; da pergunta 40 em diante, as mais profundas;
- as perguntas devem iniciar agradáveis;
- nunca fazer mais de 1 pergunta por vez;
- se houver “branco” na entrevista, deixar que o entrevistado retome. Aparecem comentários interessantes;
- se possível, numa outra ocasião, fazer novamente as mesmas perguntas (6 meses depois).

Assista o vídeo acima e veja o que pode acontecer quando um artista é abordado por um profissional de comunicação despreparado.


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Estão abertas as inscrições para III turma de Pós-Graduação em Produção Cultural


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quarta-feira, março 16, 2011

Uma nova alternativa para distribuição de filmes: Mubi chega ao Brasil em setembro




Por Alê Barreto*
alebarreto@gmail.com


Falando ainda de distribuição de filmes, saiu na edição on-line do Jornal O Globo no dia 12/03/2011 uma matéria sobre a chegada do Mubi à América Latina no segundo semestre. Trata-se de um site que disponibilizará mais de dois mil filmes de arte para serem assistidos via streaming (exibição instantânea) na internet.

O empreendimento foi criado pelo produtor argentino Eduardo Costantini e pelo empresário turco Efe Cakarel em 2007. Segundo reportagem, já conta com 1,3 milhão de usuários.



Você poderá assistir filmes de diretores como Lars von Trier, Godard e Fellini, com legendas. Alguns serão gratuitos e outros terão valores bem acessíveis. Eduardo Constantini afirma: "(...) não queremos que um usuário precise pagar mais do que o valor de um hambúrguer para assistir a um filme".

Já imaginou quantos cineclubes e salas de cinema poderão ser viabilizadas no Brasil, através desta alternativa?

Leia a matéria na íntegra.


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terça-feira, março 15, 2011

Pesquisadora Hadija Chalupe fala sobre distribuição de filmes nacionais




Por Alê Barreto*
alebarreto@gmail.com


Muita gente acredita que o sucesso de algum produto cultural é determinado pelo maior ou menor investimento marketing, propaganda em televisão e outros meios de divulgação. Claro que isso contribui, mas não é tudo.

Sobre esta questão há um artigo muito bom de Hadija Chalupe intitulado "Modelos de Distribuição do Filme Nacional", que li na última



Revista Observatório n. 10 que recebi do Observatório do Itaú Cultural (esta revista é uma referência para quem gosta de cultura). Mesmo tendo como foco o cinema, e mais especificamente os filmes nacionais, esta brilhante pesquisadora faz uma interessante análise que instiga produtores culturais independentes e profissionais de arte, comunicação, cultura e entretenimento a pensar sobre a distribuição de outros produtos culturais.

Leia este texto na íntegra.


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segunda-feira, março 14, 2011

Fortaleça sua cena cultural: produza vídeos e coloque na rede




Por Alê Barreto*
alebarreto@gmail.com


Uma boa forma de potencializar manifestações e movimentos artísticos é produzir vídeos e colocar na rede. E isso não é papo só de artista que não conta com apoio de projetos patrocinados através de Leis de Incentivo. Isso está se tornando uma tendência nas empresas que estão alterando sua relação com a cultura através das novas mídias.

Há poucos dias a TV Tam colocou no Youtube um vídeo sobre a cena cultural do rock gaúcho.



Nele o músico Wander Wildner tenta entender o que é o rock gaúcho, num diálogo com


"(...) surgiu dentro deste contexto, deste boom, deste estouro do rock nacional e mundial dos anos 80" (Frank Jorge, músico)




"É muito simples: a gente é gaúcho e faz rock" (Gabriel Guedes, guitarrista da Pata de Elefante)



"Tem uma atitude rock n´roll nesta história" (Vitor Hugo da Ipanema FM)



"A gente faz rock mesmo, sem muita mistura" (Daniel Mossmann, guitarrista da Pata de Elefante)



"A gente consegue tocar e se manter e viver por aqui porque tem público para isso, entende? Mas eu acho que mudou muito o cenário do que foi os anos 80 e 90". (Gustavo Telles, baterista da Pata de Elefante)



"(...) Nós temos vários rocks gaúchos" (Jimi Joe, músico)


As áreas de Marketing e Comunicação da TAM estão de parabéns por estarem trabalhando



de forma tão inteligente a presença digital de sua marca.


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