O excelente vídeo acima é uma entrevista realizada com Melina Hickson, disponível no site do projeto "Produção Cultural no Brasil".
Melina dedica-se ao desenvolvimento internacional de carreiras de grupos dentro e fora do Brasil desde 2004, já tendo realizado turnês internacionais de grupos como Siba e a Fuloresta e Orquestra Contemporânea de Olinda.
Observe a nuvem de tags abaixo e veja as palavras mais destacadas por ela em suas falas:
Este trecho dá uma pista do porque as palavras "gente" e "carreira" aparecem em destaque:
“Eu desenvolvo carreira de bandas e quando a gente pensa em desenvolvimento de carreira de bandas a gente não está pensando em questões de vender um show e fazer um show. A gente está pensando numa carreira de longo prazo, numa coisa maior, no desenvolvimento de uma vida, na verdade, porque estas bandas, estes artistas vivem disso.”
Quer conhecer o olhar desta produtora? Assista o vídeo e amplie seu aprendizado.
* Alê Barreto é administrador, produtor cultural e autor do livro Aprenda a Organizar um Show, primeira publicação disponibilizada de forma livre e gratuita no Brasil sobre a tecnologia de produção de shows. Trabalha novos conceitos e oferece serviços diferenciados para empresas, produtores, grupos culturais e artistas. Divulga reflexões sobre seu processo de trabalho no blog Alê Barreto, divulga ideias contra o machismo no blog encantadoras mulheres e compartilha a experiência do método livre de produção de shows no blog "Aprenda a Organizar um Show".
21-7627-0690 (Rio de Janeiro) alebarreto@gmail.com
Mas ao se pensar em espaço para fazer shows, me ocorre o seguinte: quais são os espaços destinados para a arte?
Segundo Kátia de Marco, presidente-fundadora da Associação Brasileira de Gestão Cultura e membro da Associação Brasileira de Críticos de Arte,
"Quando mencionamos o enfoque de uma abordagem contemporânea para tratarmos da funcionalidade de espaços culturais nos dias de hoje, propomos um recorte incisivo nos contextos tradicionais de museus, bibliotecas e universidades enquanto modelos institucionais renascentistas, florescidos na concepção iluminista. Falamos em deixar de lado a visão sacralizada dos espaços guardadores de tesouros e memórias, templos elitistas da alta arte circunscritos ao pensamento erudito (Harvey 1992:8; Huyssen 1997:1) e à austeridade clériga e monárquica. Deslocamos o foco para as recentes "mecas da cultura", que aliam arte, conhecimento e lazer, espaços geradores de informação e importantes canais de circulação".
Vá além. Amplie sua visão. Leia na íntegra o artigo "Gestão de Espaços Culturais - uma abordagem contemporânea", de Kátia de Marco, disponível no livro Economia da Cultura: idéias e vivências
* Alê Barreto é administrador, produtor cultural e autor do livro Aprenda a Organizar um Show, primeira publicação disponibilizada de forma livre e gratuita no Brasil sobre a tecnologia de produção de shows. Trabalha novos conceitos e oferece serviços diferenciados para empresas, produtores, grupos culturais e artistas. Divulga reflexões sobre seu processo de trabalho no blog Alê Barreto, divulga ideias contra o machismo no blog encantadoras mulheres e compartilha a experiência do método livre de produção de shows no blog "Aprenda a Organizar um Show".
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É frequente esta reclamação. Já ouvi isso em Porto Alegre, em Salvador, em Brasília, em Vitória, em Belo Horizonte e, pasmem, em São Paulo e no Rio de Janeiro. Será que realmente não tem espaço para fazer shows nestas cidades?
Para mim, todo o lugar onde possamos receber pessoas e que se tenha condições de atender necessidades de produção, é um espaço possível para se realizar um show. Além disso, muitas vezes existem espaços equipados nos bairros, subúrbios e periferias.
Querem um exemplo? Vejam as boas notícias que recebi do produtor cultural Mauro Lima, sobre o show que o Gilberto Gil realizou em Realengo, aqui no Rio.
SHOW DE GILBERTO GIL NA LONA CULTURAL DE REALENGO CONSOLIDA O CONCEITO DE RESPONSABILIDADE SOCIAL ATRAVÉS DA PARTICIPAÇÃO POPULAR SOLIDÁRIA
No ultimo dia 05 de novembro, para celebrar o "Dia da Cultura", foi realizado um show de Gilberto Gil na Lona Cultural de Realengo que recebe o seu nome, tendo como foco uma campanha idealizada pelo AGITO CULTURAL-RIO - que administra o espaço há 12 anos - que consistia na promoção dos ingressos ao preço de meia entrada a todos que doassem 1 pacote de fralda descartável em prol da creche que será inaugurada em breve na comunidade do JARDIM BATAN, a primeira comunidade a ser ocupada pelas UPPs na Cidade do Rio de Janeiro.
Resultado
O resultado foi a arrecadação de 11.100 unidades de fraldas descartáveis, o que garante a manutenção de fraldas da creche por um mês. Apesar do espaço comportar no máximo 1000 pessoas, a adesão foi total. Todos, inclusive os estudantes que já tinham a meia entrada garantida, aderiram a campanha dando louvores pela iniciativa.
“Ações dessa natureza deveriam acontecer mais vezes”, era o comentário mais ouvido nas vendas antecipadas dos ingressos.
Oportunidade para ações sociais e culturais em parceria com empresas
A receptividade da população local à campanha fez com que a administração da Lona revisse a sua programação e começasse a pensar em projetos em parceria com a classe artística e empresas sobre a possibilidade da continuidade de eventos dessa natureza, visando o fomento de ações culturais como ferramentas de integração social. A solidariedade da população da Zona Oeste sem dúvida nenhuma, dividiu com Gil o brilho da festa do Dia da Cultura no Rio. Parabéns pro povo!
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Ontem tive a primeira aula de "Projetos e Estratégias de Captação de Recursos”, com Ricardo Falcão, no MBA em Gestão Cultural promovido pela Associação Brasileira de Gestão Cultural.
Ricardo falou orientações práticas que ampliam a visão que temos de projeto. Você acha que projeto é necessariamente só o que escrevemos para leis de incentivo?
Fiz algumas reflexões sobre isso.
O que é um projeto cultural?
Projeto é a tradução de uma ideia em linguagem acessível a financiadores e parceiros.
Formato de um projeto
O formato de um projeto que visa captação de recursos está mais próximo do formato de um plano de negócios do que de um projeto acadêmico.
Seja objetivo
Na maior parte das vezes, nossas ideias nascem desordenadas, caóticas, subjetivas. Num projeto, é preciso se tratar o texto para que ele seja o mais objetivo possível.
Projeto não resolve tudo. Invista em Profissionalização
Muitas ONGS possuem quem elabore projeto e quem gaste projeto. Mas e a realização do projeto? Ela é tão fundamental quanto a elaboração. Então invista também em profissionalização, para que a equipe que realiza o projeto produza melhores resultados, o que ampliará suas chances de obter futuros financiamentos.
Credibilidade
Na cultura brasileira, o paradigma de "ser indicado por alguém" muitas vezes engessa nossas ações. Achamos que não é possível fazer algo porque estamos começando e não temos "quem nos indique". Mas todo mundo um dia começa a trabalhar e luta pelo primeiro emprego, sem indicação. E muita gente é demitida e precisa arrumar um novo emprego. Apesar de ter experiência, não tem quem indique. E pior: quem poderia indicar talvez seja alguém que não está contente com nossos serviços. O que fazer?
Credibilidade. Pense e inclua no projeto informações que passem credibilidade da sua capacidade de realização.
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O planejamento, em geral, tem uma imagem distorcida, para grande parte das pessoas. Isso porque muita gente não se dá conta que, no fundo, no fundo, todo mundo planeja um pouco. Listinha de supermercado, relação de roupas para lavanderia, agenda, anotações em caderno. De uma forma ou outra, realizamos algum tipo de planejamento.
Na produção e na gestão cultural, a mesma coisa. Fazemos muitos tipos de planejamento. O curioso é que planejamos muitas coisas, mas damos pouca atenção para um planejamento que é fundamental: o nosso.
Aproveite que estamos iniciando o mês de novembro. Separe uns minutinhos e comece:
- O que funcionou? - Que fatores contribuiram para atingir estes resultados? - O que precisou ser mudado, adiado ou cancelado? - Que fatores podem ter provocado isso? - O que na sua opinião precisa ser fortalecido para o próximo ano? - O que precisa ser melhorado para o próximo ano? - Que redes de relacionamento precisam ser construídas ou ativadas para ampliar suas condições de trabalho? - Que habilidades de negociação, comunicação e marketing precisam ser desenvolvidas? - Como você está pensando sua presença digital saudável para 2011? - Quanto tempo você irá destinar em 2011 para fazer a gestão de suas ações para atingir seus objetivos? - Quanto tempo você irá dedicar em 2011 para estudar, viajar, estar com sua família, seus amigos e realizar seus hobbies? - O que poderá fazer para contribuir com a melhoria da sociedade?
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Minha amiga Ana Carla Fonseca Reis fará amanhã uma palestra na HSM Expo Management.
Quem estiver em SP, vale muito a pena ir lá assistir. A Ana Carla, além de ser uma importante pensadora da cultura, tem um olhar amplo.
Informações sobre o evento
De 08 a 10/11, grande pensadores contemporâneos discutirão comunicação, tendências, design, cultura, cidades e outros. É a rede de REPENSADORES, presente pelo segundo ano na HSM Expo Management.
No dia 10/11, a economista, conferencista e consultora em economia criativa e cidades criativas, Ana Carla Fonseca, dará uma palestra gratuita sobre cidades criativas. Os participantes ainda serão presenteados com um exemplar impresso e exclusivo do livro originalmente digital, "Creative City Perspectives", com 18 autores de 13 países.
Confira a programação completa em: http://www.repensecomunicacao.com.br/blog/gestao-de-marcas-no-seculo-21/
Para participar, basta confirmar sua presença pelo link abaixo (entrada válida apenas mediante inscrição): HTTP://WWW.EXPOSITORONLINE.COM.BR/COLLABORATION/MAILLING/REGISTRATION.ASPX?ITEM=7D59DCD6-36F2-4BC2-A723-5C4645E89CAD
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Ontem, assistindo ao lançamento do "Guia Brasileiro de Produção Cultural 2010-2011", de Cristiane Olivieri e Edson Natale, realizado aqui no Rio de Janeiro pela Associação Brasileira de Gestão Cultural, fiquei sabendo que em outubro o Ministério da Cultura lançou uma nova instrução normativa, a "IN Nº 1 de 05/10/10", que estabelece medidas para apresentação, recebimento, análise, aprovação, execução, acompanhamento e prestação de contas de propostas culturais relativas ao Pronac.
A nova instrução tem por objetivo tornar mais rápida a tramitação dos processos, fornecer maior transparência no uso dos recursos públicos e projetos patrocinados e ao acompanhamento da realização das ações previstas nos planos de trabalho aprovados.
Assista no vídeo do youtube acima o Programa TV Brasil, Repórter Brasil, de 19/10/2010, que trata destas novas alterações.
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Estou trabalhando com a Ana Lombardi e a Maria Braga, na pré-produção do show que Nei Lisboa (site, músicas e vídeos) realizará no Rio de Janeiro, dia 23 de novembro, no Teatro Rival.
Estarei hoje e nos próximos dias divulgando este espetáculo nos meus blogs e redes sociais.
RELEASE: NEI LISBOA - TURNÊ “VAPOR DA ESTAÇÃO” 2010
Nei Lisboa é uma das maiores referências da música urbana produzida no Rio Grande do Sul. Sua musicalidade eclética, rebelde e cheia de humor serviu – e continua servindo – de escola para uma geração de artistas, que fazem das terras gaúchas um celeiro de boas surpresas musicais. O cantor e compositor está celebrando 30 anos de carreira com sua primeira turnê nacional: passará por nove cidades Brasil afora com o show Vapor da Estação. O repertório é uma retrospectiva da carreira, com músicas dos oito discos autorais, entre elas “Pra Viajar no Cosmos Não Precisa Gasolina”, “Verão em Calcutá”, “Telhados de Paris”, “Faxineira”, “Cena Beatnik”, “Vapor da Estação”, entre outras.
Enfim, o Brasil Compositor gaúcho comemora 30 anos de carreira com sua primeira turnê nacional Por Juarez Fonseca
Em novembro de 1979 os muros do Bom Fim, mitológico bairro de Porto Alegre, amanheceram pichados com a frase “Deu pra ti, anos 70”. O mistério se desfaria poucas semanas depois: era o título do primeiro show individual de Nei Lisboa, dando adeus a uma década pesada – na qual seu irmão Luiz Eurico “desaparecera” nos porões da ditadura. Mas no subtexto a frase acreditava em dias melhores, até porque a Anistia já vigorava desde agosto. Nei tinha 20 anos. Em 1981, com ele atuando e canções dele na trilha, o título do show virou o título do filme que se tornaria um símbolo daquela geração de jovens músicos, atores e cineastas, de certa forma antecipando seu futuro (pois lá estava a semente da hoje consagrada Casa de Cinema de Porto Alegre).
Esses momentos “fundadores” pontuam as comemorações pelos 30 anos de carreira e os 50 de vida, iniciados em 2009 e sintetizados por Nei Lisboa no show produzido especialmente para apresentações em nove cidades de sete estados, em sua primeira turnê nacional. Você leu bem: primeira. Mas nem precisa perguntar por que um dos mais populares músicos do Sul, com uma obra da qualidade da sua, reconhecida por críticos bem-informados de todo o país, demorou tanto para levá-la ao público de outras latitudes e longitudes. Nem ele sabe justificar direito as razões da ausência. Tenho uma suspeita: quando se deu conta, 30 anos haviam passado a jato. Querem ver? Perguntei por que não fez turnê parecida dez anos atrás. Resposta:
“Hoje tenho um acúmulo de vida artística que aos 20 não era tão intenso. Não tinha a firmeza de hoje. Nesta década, foram três discos, além de um livro de crônicas, um acervo que está merecendo uma exposição lá fora. Mas sim, havia um descompasso entre a importância que me atribuem em casa e o desconhecimento de São Paulo para cima. Tenho ido regularmente a São Paulo, Curitiba, Florianópolis. No Rio, conto nos dedos as vezes em que estive; uma só, nesta década. Em Brasília foi uma vez, de passagem, e assim mesmo eu e violão, numa feira do livro, mais como escritor. Em Belém estive há coisa de 20 anos. Em Belo Horizonte, acho incrível nunca ter me apresentado; várias vezes ensaiei essa ida, e não aconteceu.”
Enquanto isso, ele aprimorava o idílio com os fãs no Sul, fazendo shows de diferentes formatos e repertórios, invariavelmente lotados. Fiel, a geração que assistiu ao seu surgimento viu novas gerações sendo agregadas, formando um público ao mesmo tempo heterogêneo e homogêneo. Gente dos 20 aos 60 anos que não perde suas apresentações e o considera quase como uma pessoa da família, deliciando-se com sua música e seu senso de humor, suas observações sempre salpicadas de fina ironia. Durante muito tempo ele freqüentou os bares do Bom Fim como um habituê qualquer. Quando chegou aos 40 anos e começaram a chamá-lo, afetuosamente, de “senhor do Bom Fim”, retirou-se ao natural. Pouco depois nasceria Maria Clara, sua filha.
Poderia sem problemas seguir a mesma vida, completa em si, mas restrita a baixas quilometragens. Até que em um dia de 2009 achou que já estava na hora de fazer percursos mais extensos. Inscreveu na Petrobras Cultural o projeto da turnê por nove cidades de sete estados e ganhou o patrocínio. “Por minha conta, dificilmente eu poderia materializar uma produção dessas”, argumenta. Agora, sua expectativa é ter uma primavera de muitas alegrias. A banda está pronta, com os dois músicos que o acompanham há anos, Paulinho Supekóvia na guitarra e violão (foi integrante do grupo instrumental Cheiro de Vida) e Luiz Mauro Filho nos teclados, mais Clóvis “Boca” Freire no baixo e Giovani Berti na percussão.
O roteiro do show é uma retrospectiva da carreira, com músicas dos oito discos autorais, entre elas “Pra Viajar no Cosmos Não Precisa Gasolina”, “Verdes Anos”, “Paisagem Campestre”, “Verão em Calcutá”, “Telhados de Paris”, “Faxineira”, “Romance”, “Cena Beatnik”, “Pra Te Lembrar”, “Bar de Mulheres”, “Translucidação”. Conforme o clima do show podem entrar canções do álbum Hi-Fi, de 1998, reunião de sucessos do pop internacional da época em que o Nei estudante viveu nos EUA. O público vai poder comprar um CD exclusivo, com a inédita gravação de um show em São Paulo em 2004, mais o registro em estúdio de “Vapor da Estação”, música sobre o sentimento de estar na estrada composta especialmente para as plateias da turnê. (http://www.neilisboa.com.br/vapor.zip)
“Não estou fazendo este investimento com a ideia de me lançar para o Brasil, mas sim de pagar uma dívida, cobrir uma lacuna junto a um público específico, mais seleto, que demanda o conhecimento inter-regional, que cultiva o salutar hábito de gostar de coisas fora do mainstream, fora da mídia”, Nei registra. Quer dizer: vai ao encontro de um público que de certa forma já sabe ter, que há muito se comunica com ele e sua música através do site. “Também espero plantar umas sementinhas, quem sabe... Em Curitiba, por exemplo, tive na primeira vez um teatro lotado e, por conta disso, voltei outras vezes. Quem sabe não se repete agora, nas outras cidades? Aos 50 anos, tá na hora.”
O Projeto A Petrobras, através do Programa Petrobras Cultural é a patrocinadora do projeto que viabilizou a circulação do espetáculo do músico Nei Lisboa por sete estados e nove cidades brasileiras: Curitiba (PR), Florianópolis (SC), Itajaí (SC), Belo Horizonte (MG), Brasília (DF), Belém (PA), São José do Rio Preto (SP), São Paulo (SP) e Rio de Janeiro (RJ).
Serviço:
Show de Nei Lisboa "Vapor da Estação" 23 de Novembro Rio de Janeiro – RJ Teatro Rival – Rua Álvaro Alvim 33/37 – Cinelândia. 19h30 Ingressos: R$30 e R$15 (meia - estudantes e Idosos)
Ficha Técnica Nei Lisboa – Voz e Violão Paulo Supekovia – Guitarra e violão Luiz Mauro Filho – Piano/teclado Giovanni Berti – Percussão Clovis Boca Freire – Baixo Acústico Engenheiro de Som – Tiago Becker Criação e operação de Luz – Carolina Zimmer Direção de Palco e Roadie – André Birck Fotos - Adriana Franciosi Criação Gráfica – Canhotórium Arte Aplicada Cenógrafo – Elcio Rossini Agencia de Conteúdo e Redes Sociais – Recheio Digital Produção – Ana Lombardi Produção Rio de Janeiro - Produtor Cultural Independente e Maria Braga Produções
Assessoria de Imprensa: INKER AGÊNCIA CULTURAL 11.3120-6447 / www.inker.art.br Fabiana Batistela: 11.7736-0594 / fabiana@inker.art.br Nathalia Birkholz: 11.7760-9826 / nathalia@inker.art.br
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A Associação Brasileira de Gestão Cultural promove hoje o lançamento da nova edição do "Guia Brasileiro de Produção Cultural" de Edson Natale e Cristiane Olivieri, no Rio de Janeiro.
Com 376 páginas, o Guia foi planejado para atender aos profissionais da cultura, estudantes e gestores das áreas de comunicação e marketing, entre outros. Esta edição de 2010 traz informações fundamentais sobre planejamento, economia criativa, questões jurídicas, direitos do autor, instituições culturais, questões financeiras, projetos e financiamento à cultura, comunicação, produção gráfica, produção, e um Apêndice Educar para a Cultura.
Cada capítulo, além das informações de consultores especializados, traz o Curta Linguagem, com entrevistas de personalidades do meio; e Ideias Soltas, com artigos de destacados profissionais dos diversos campos do conhecimento, além de reunir os mais diferentes temas ligados à produção cultural.
Para Cristiane Olivieri, uma das organizadoras do Guia, "a obra é uma referência imprescindível para a produção cultural brasileira e chega nessa sexta edição amadurecido e com a proposta de ajudar as pessoas e instituições na produção cultural brasileira, voltado para educadores, artistas, produtores, estudantes e gestores da área cultural".
O evento será às 19h, no Salão Marques de Paraná, 42° andar, n° 10, Universidade Candido Mendes. Entrada franca.
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Quando escrevi o livro "Aprenda a Organizar um Show", me preocupei com a simplicidade. Queria muito que as pessoas percebessem que muita gente pode trabalhar com produção cultural. A ideia de que isso é algo muito difícil desencoraja artistas que tem talento para produção. Afasta profissionais das mais diferentes origens que sentem vontade de produzir. Baseado em minha própria experiência, que comecei aos 29 anos a trabalhar nesta atividade, sintetizei o seguinte conceito:
“Qualquer pessoa pode fazer produção, desde que possua tempo, conhecimento, recursos e, de preferência, vocação para a atividade”.
Passados três anos da primeira publicação do livro, continuo atento para que a redação seja simples, pois isso facilita o uso e o compartilhamento dos conhecimentos. Quero que cada vez mais as pessoas descubram que produção não é um "bicho-de-sete-cabeças". Mas o fato de ser possível fazer produção não significa que deva ou possa ser feita sem qualidade.
Mas o que seria "qualidade" na atividade de produção? Sobre isso, sobre a visão de que tenho do quanto um produtor cultural independente pode fortalecer uma ação cultural, um projeto, uma carreira artística, eu poderia escrever uma enciclopédia.
Começando simples: acho que a qualidade começa na forma como um produtor vê um artista, suas ideias, suas criações, como vê as pessoas que como ele fazem produção.
Tenho certeza que muito artista veterano gostaria de ter um produtor com um olhar amplo. Técnica e sensibilidade. Preparação e afeto.
Assista acima um trecho do filme "Janela da Alma" e pense o quanto do seu tempo você investe no seu aprendizado para que o seu olhar enxergue a arte sob vários ângulos e em várias dimensões.
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Sim. Para quem ainda não se convenceu disso, está em tempo. Aliás, lidar com imprevistos não é somente um requisito para quem deseja trabalhar fazendo acontecer uma ação cultural. É uma saudável postura diante da vida.
Sabe porquê? Não temos total controle sobre nossa vida (e nossas produções artísticas). Mas podemos aprender a navegar neste oceano.
Caiu a data do show? O patrocínio foi cancelado? Será necessário mais transporte do que o previsto? Contratante do show deu um calote? O técnico que irá operar a mesa de som tem um gênio difícil? Os artistas demoram para dar retorno às suas solicitações? Você estabeleceu parcerias com pessoas que não trabalham no mesmo ritmo que você? Tudo isso pode acontecer. E pode acontecer muita mais do que isso. Como lidarmos com isso tudo?
O barco pode virar
Anos atrás, tive uma das grandes oportunidades de aprendizado da minha vida, que foi assistir uma palestra do Amyr Klink no auditório da Assembléia Legislativa, em Porto Alegre. Amyr Klink falou que quando estavam projetando o barco para sua primeira grande viagem (ver o livro "100 dias entre o céu e o mar), estavam tentando criar um barco que não virasse. Depois de um tempo, chegaram a conclusão que era quase impossível um barco não virar. Então tiveram a clareza de perceber que a questão não era tentar evitar que o barco virasse, mas sim projetá-lo de maneira que pudessem lidar com as situações em que ele fosse virar.
Na atividade de um produtor cultural independente, principalmente os empreendedores, que trabalham como prestadores de serviços, free-lancers, autônomos, muitas vezes o barco vira. Para nós, serve a lição do Amyr Klink: reconhecer que trabalhamos com grupos diferentes de pessoas e que estamos sujeitos a surpresas no caminho.
Lidar com imprevistos é como se preparar para uma viagem
Todo mundo que já fez o meu curso "Aprenda a Organizar um Show", sabe que concentro a maior parte do curso na etapa de pré-produção. O conceito por trás desta ação é fortalecer a noção de que temos que nos preparar bem antes de uma viagem. E com toda a preparação possível, lembremos que somos humanos: podemos esquecer algo. E este algo poderá causar turbulência na produção de um espetáculo, turnê, etc.
6 sugestões práticas para lidar com imprevistos
1 - Respire fundo, se acalme e não entre em pânico: só aumentará os seus problemas. Esta é uma habilidade que vamos aprendendo quanto mais trabalhamos.
2 - Saia da paralisia: nossa mente tenta resolver às vezes um problema imediatamente quando ele aparece. Ao não conseguir uma solução, muitas vezes cansamos, desanimamos e ficamos paralisados. Muitas vezes uma caminhada ou procurar conversar com alguém ajuda a cabeça arejar e encontramos a solução. Não fique paralisado. É pior.
3 - Trabalhe com "check-lists" (listas de verificação): aprenda a disciplina de verificar constantemente o que deve ser feito, quem será a pessoa responsável por isso e prazo que deve acontecer.
4 - Priorize: após consultar suas listas de atividades, cronogramas, etc., direcione sua energia e atenção para o que é prioridade. Não tente resolver tudo ao mesmo tempo. Gaste o tempo que for necessário para ter clareza sobre o que é o foco e o que é importante e urgente ser resolvido.
5 - Comunicação e transparência: se algo vai atrasar ou não vai acontecer como o previsto, seja sincero com seus artistas, organizadores, patrocinadores, fornecedores e sócios. Pior do que algo não sair como previsto é passar a imagem de que está tudo sob controle quando não está.
6 - Negocie e aprenda lidar com pressão: negocie o tempo todo. Mostre para seus parceiros que você está comprometido com a resolução dos imprevistos e que vai fazer tudo que for possível. Mesmo fazendo isso, você receberá muitas vezes pressão de várias pessoas. A pressão passa e você, sua carreira profissional e sua vida continuam. Não aumente dentro de sua cabeça as críticas e as reclamações que você ouve. Descubra uma maneira saudável de lidar com a pressão.
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Nasci em 1972. O Brasil era um país em que muita gente acreditava que estávamos sendo bem governados e muita gente não concordava com isso. Quem governava e quem apoiava quem governava, dizia que vivíamos sobre os princípios da “revolução de 64”. Quem não governava e era contra quem governava, dizia que vivíamos as consequências do “Golpe de 64”.
Em 1979 veio a lei da anistia e o país começou o seu processo de redemocratização. Neste período, muita gente que governava (não todos) e muita gente que apoiava quem governava (não todos), dizia que o país estava indo para a direção errada, pois a desordem e a anarquia iria se instaurar no país. No mesmo período, muita gente que não governava e que era contra quem governava, comemorava que em breve teríamos eleições, algo que consideravam fundamental para se viver bem neste país.
Veio a campanha “Diretas Já”. Veio a eleição de Tancredo Neves. Em 1989 comecei a votar. Durante todos estes períodos, repetiu-se o fenômeno: quem era da situação, defendia esta posição. Quem era da oposição, defendia outra posição. A guerra entre as diferentes posições políticas continuou. Assistimos (e ainda estamos assistindo…) militantes do Serra e da Dilma trocarem farpas através das redes sociais.
Mas há um aspecto que pouco se falou nas eleições 2010 que para mim é um dos mais significativos: iniciativas organizadas apontam uma tendência no crescimento da qualidade da participação dos cidadãos brasileiros no processo de gestão do país.
Antigamente, quando comecei a votar, aos 16 anos, a noção que existia de qualidade da participação do cidadão era a de que era importante “votar consciente”, “votar certo”. O que é “votar certo”? Apoiar quem tem chance de ganhar? Votar em quem promete mudanças? Votar em quem tem maior apoio político? Votar em quem tem experiência? Votar em quem fala o que a população quer ouvir? Não é fácil em meio a tantas questões ter certeza de que se vai votar certo.
Torcer para um partido ou para outro não me parece ser um bom critério para melhorar a qualidade da nossa participação. Penso que a nossa participação precisa ter como alicerce vários critérios importantes. Alguns que atendam nossas convicções, nossa noção do que é certo, mas critérios que também permitam a construção de um grande espírito de equipe voltado melhorar o Brasil como um todo.
Pensando neste espírito de equipe, convido quem está comemorando a vitória de seus candidatos ou se articulando para fazer oposição ferrenha nos próximos anos para reconhecer duas iniciativas que melhoraram e podem proporcionar mais avanços na qualidade de nossa participação: o movimento Ficha Limpa e o Partido da Cultura.
Alguém poderia imaginar que num ano eleitoral um projeto como o Ficha Limpa ganharia tanta atenção e quase produziria já os seus primeiros efeitos? Dificilmente algum analista político apostaria sua credibilidade fazendo esta previsão. Mas a lei está aí. Um ótimo sinal de que o brasileiro finalmente reconheceu que a corrupção impede o nosso crescimento como nação. Produzimos uma ação que terá efeito no longo prazo. Parabéns para nossa participação.
Setor cultural organizado parece ser algo impossível de se pensar? Sim, mas em 2010 começamos de fato a transformar esta realidade. Não estou aqui desprezando os esforços que têm sido feitos neste sentido ao longo dos últimos anos, em diferentes partes do Brasil. Quero apenas dar destaque ao fato de que o Partido da Cultura, movimento apartidário que surgiu neste ano de eleições (tem gente do Serra, da Dilma, da Marina, etc), mostra que estamos percebendo o valor real das nossas culturas e o quanto isso nos fortalece enquanto nação.
* Alê Barreto é administrador, produtor cultural e autor do livro Aprenda a Organizar um Show, primeira publicação disponibilizada de forma livre e gratuita no Brasil sobre a tecnologia de produção de shows. Trabalha novos conceitos e oferece serviços diferenciados para empresas, produtores, grupos culturais e artistas. Divulga reflexões sobre seu processo de trabalho no blog Alê Barreto, divulga ideias contra o machismo no blog encantadoras mulheres e compartilha a experiência do método livre de produção de shows no blog "Aprenda a Organizar um Show".
21-7627-0690 (Rio de Janeiro) alebarreto@produtorindependente.com
Você sabia que políticas públicas para cultura estão sendo construídas através da rede social CulturaDigital.Br ?
Leia abaixo o release oficial
A 2ª edição do Fórum da Cultura Digital Brasileira, a ser realizada entre os dias 14 e 17 de novembro de 2010 na Cinemateca de São Paulo, pretende congregar, conforme ocorreu em 2009, as iniciativas de cultura e comunicação existentes no país que estão conectadas pela rede social CulturaDigital.Br.
Este ano, a proposta é dar visibilidade aos processos emergentes na rede, às diferentes comunidades de práticas e interesses que se organizaram ao longo do ano, levantando questões e propondo formulações para subsidiar as políticas públicas para a era digital, desenvolvidas com pioneirismo pelo Ministério da Cultura do Brasil desde 2003.
O Fórum também pretende, como no ano passado, abrir espaço para expressões artísticas emergentes do mundo das redes, antecipando tendências e apresentando a diversidade cultural brasileira para o público participante.
Para tanto, a programação está aberta a propostas autogestionadas na qual qualquer indivíduo, grupo, coletivo, instituição nacional ou internacional poderá submeter uma proposta de participação para as seguintes áreas: OFICINAS / HANDS ZONE, EXPERIÊNCIAS, PESQUISAS e REDES.
* Alê Barreto é administrador, produtor cultural e autor do livro Aprenda a Organizar um Show, primeira publicação disponibilizada de forma livre e gratuita no Brasil sobre a tecnologia de produção de shows. Trabalha novos conceitos e oferece serviços diferenciados para empresas, produtores, grupos culturais e artistas. Divulga reflexões sobre seu processo de trabalho no blog Alê Barreto, divulga ideias contra o machismo no blog encantadoras mulheres e compartilha a experiência do método livre de produção de shows no blog "Aprenda a Organizar um Show".
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O que é melhor para a carreira de um produtor cultural: trabalho com horário fixo em um único lugar ou trabalhar como autônomo, de forma independente?
Taí uma pergunta cabeluda. Não tem resposta pronta. Não é fácil responder. Para complicar, pode ser respondida sobre vários ângulos, o que muitas vezes nos leva a demorar a tomar a decisão.
Nestes oito anos em que atuo como um produtor cultural independente, muitas vezes as circunstâncias da vida me levaram a ter que responder esta pergunta. No início, eu era muito rígido. Achava que um produtor cultural necessitava de tempo livre. Hoje acho que vários formatos de trabalho são possíveis.
Enquanto você participa das eleições 2010 e torce para a Dilma ou o Serra, separe uns minutinhos e leia este conteúdo útil na íntegra no número 4 da revista online "Fazer e Vender Cultura". Ah, um detalhe: para quem ainda não conhece, trata-se de uma revista para produtores culturais, uma iniciativa do publisher e produtor cultural Miguel Gomes. É uma publicação da Associação dos Amigos da Cultura (Clube da Cultura) com patrocínio da Oi e da Secretaria de Cultura do Estado do Rio de Janeiro por meio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura, com apoio do Oi Futuro. Os textos são qualificados e há muita gente bacana escrevendo. Está sendo uma grande fonte para meu aprendizado.
* Alê Barreto é administrador, produtor cultural e autor do livro Aprenda a Organizar um Show, primeira publicação disponibilizada de forma livre e gratuita no Brasil sobre a tecnologia de produção de shows. Trabalha novos conceitos e oferece serviços diferenciados para empresas, produtores, grupos culturais e artistas. Divulga reflexões sobre seu processo de trabalho no blog Alê Barreto, divulga ideias contra o machismo no blog encantadoras mulheres e compartilha a experiência do método livre de produção de shows no blog "Aprenda a Organizar um Show".
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Estou encerrando a semana muito feliz! Muitas coisas legais aconteceram. Encontrei muita gente que pensa, sente e se move para encontrar novas formas de se trabalhar com a arte, artistas e a tecnologia. Um movimento contínuo que pratico em minha vida.
Durante dois dias realizei a primeira turma do curso “Construa sua presença digital saudável”, no Centro de Apoio ao Desenvolvimento Tecnológico da Universidade de Brasília (CDT/UnB), onde em julho participei de um encontro com o pessoal do Instituto Batucar, do Coletivo Palavra e da banda Móveis Coloniais de Acaju.
A ideia de falar sobre presença digital saudável é trocar informações úteis sobre os conceitos com os quais tenho construído o meu trabalho. Assisti de perto a popularização da telefonia celular móvel no Brasil, pelo fato de ter trabalhado três anos dentro de uma das maiores operadoras do Brasil, utilizo computadores há anos, utilizo internet. Também participo do Facebook, Orkut, Twitter, estudo as novas mídias e o conceito de redes sociais. E acho que precisamos estar atentos e nunca esquecermos que tudo isso são recursos para nossa vida. Assim como um carro. Mas são apenas recursos. Não são a nossa vida.
O resultado do encontro foi muito positivo. O grupo de alunos não podia ser melhor. Difícil encerrar o curso. A vontade era de ficar mais tempo dialogando com eles.
Dois feedbacks de quem participou:
"Alê Barreto nos mostra como podemos ser eficientes sem sermos workaholics digitais. E que construir uma presença digital envolve mais do que criar perfis”. Roberta Dollinger, produtora literária
“É bastante interessante porque dá uma outra visão além do uso pessoal e apresenta várias estratégias para melhorar sua imagem corporativa nas mídias digitais” Antonio Balbino, assessor de projetos da Incubadora de Arte e Cultura da UNB
Na saída do curso, me reencontrei com a Nina e conheci a Alê Capone, produtora que é uma grande articuladora da cultura no Distrito Federal. Conversamos muito lá no Balaio.
4ª edição da ação cultural "Aprenda a Produzir uma Banda"
Quinta-feira o dia começou com uma grande surpresa. Me disseram que o curso seria num centro cultural. Quando cheguei, pouco antes das nove da manhã, avistei em frente ao centro este caminhão.
Lembrei da imagem. Havia assistido uma entrevista no Programa do Jô, na Rede Globo, sobre uma mulher muito criativa que levava espetáculos culturais com um caminhão para várias cidades do Brasil. Sim! Eu tive a felicidade de ministrar a 4ª edição da ação cultural "Aprenda a Produzir uma Banda" no Centro Cultural Mapati, da encantadora atriz e produtora Tereza Padilha. Olha ela aí no vídeo:
O curso aconteceu no teatro. Trabalhei desta vez de forma diferente, dando muita oportunidade para que os participantes dialogassem. Quem trabalha com produção de bandas, grupos e artistas, muitas vezes não consegue trocar informações com seus pares pois (ainda) existe uma competição exagerada no nosso setor. Foi ótimo ouvir todos falarem. Cada pessoa era um universo diferente.
Tinha gente que está trabalhando projetos com dança e querendo ajudar o filho a se desenvolver na música. Advogada aprendendo a dialogar com artistas. Pedagoga que está fazendo aula de canto.
Tinha advogado que já montou sua produtora. Músicos que querem entender mais sobre o processo de gestão de uma carreira artística. Um cara de street dance.
Tinha músico autodidata querendo saber se era possível lotar um show. Assessora de imprensa querendo entender como começar a trabalhar com artistas. Produtora formada em artes cênicas com muita experiência na elaboração de projetos incentivados.
Tinha gente que está tendo oportunidade de trabalhar com grupo de músico conhecido em Brasília. Jovem querendo fazer produção musical. Assessora de imprensa que gosta de cuidar das pessoas. Uma mulher que largou tudo para trabalhar com a música. Uma futura socióloga que trabalha com teatro.
Durante todo o dia trocamos informações. Todos nos fortalecemos e aprendemos uns com os outros.
Um dos aspectos que considero muito importante foi poder ampliar o conceito que tenho de carreira artística, completamente diferente de querer apenas "descobrir talentos" ou transformar um artista em "celebridade".
Para mim, uma carreira artística é uma carreira profissional para quem escolheu trabalhar com arte. Não está pronta. Deve ser construída. Necessita de um esforço permanente para isso. Não depende de fórmulas de sucesso. Necessita disponibilidade para aprender.
É preciso ter vocação para isso. Eu gosto muito do que eu faço.
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Hoje finalizo o segundo dia do novo curso "Construa sua presença digital saudável". Estou muito contente pois os participantes aqui em Brasília constribuem muito e mostram-se atentos às discussões dos conteúdos.
Mas de ontem para hoje tive uma excelente surpresa. Minha parceira Mirella Malta, que organiza meus cursos aqui em Brasília, entrou em contato com site Desconteca e agora o Produtor Cultural Independente está começando a entrar na era das compras coletivas.
Para mim isso é muito importante, pois tenho preocupação que minhas ações culturais sejam acessíveis para o maior número possível de pessoas.
Graças a esta promoção, o curso que tem o preço original de R$ 150,00 poderá oportunizar um desconto de 70% se no mínimo 5 pessoas participarem.
Quem terá maiores benefícios ao fazer o curso?
- pessoas que desejam começar a trabalhar com produção de artistas.
- pessoas que atuam em produtoras ou na área de eventos, ou desempenham atividades administrativas, de atendimento, secretaria, agenciamento ou comunicação de artistas solo, grupos culturais, coletivos e bandas independentes.
- pessoas que acreditam que trabalhar com arte e cultura de forma organizada produz melhores resultados.
No que o curso pode contribuir com a sua carreira profissional?
Estimular o desenvolvimento de suas competências para desempenhar a atividade de empresário artístico.
Fazê-lo refletir sobre a necessidade de construir as condições necessárias para desempenhar a atividade de empresário artístico de forma responsável e sustentável.
Refletir se o modo como você produz um artista está contribuindo para você atingir os seus resultados.
Ampliar suas redes de cooperação entre profissionais.
Se você é de Brasília ou cidades próximas e está com dia 28 de outubro livre
* Alê Barreto é administrador, produtor cultural e autor do livro Aprenda a Organizar um Show, primeira publicação disponibilizada de forma livre e gratuita no Brasil sobre a tecnologia de produção de shows. Trabalha novos conceitos e oferece serviços diferenciados para empresas, produtores, grupos culturais e artistas. Divulga reflexões sobre seu processo de trabalho no blog Alê Barreto e valoriza encantadoras mulheres.
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Na cidade de Rio Branco, o "Educarte" é um bom exemplo disso. Trata-se de um projeto realizado por alunos dos cursos da Usina de Arte, que dão aulas para estudantes do ensino médio da rede pública, com a preocupação de mostrar novos caminhos para apreciar e fazer arte. Quem me deu a notícia foi a Amanda Graciele, minha ex-aluna do processo de aprendizagem de gestão em produção cultural, que é uma das monitoras do projeto. Saiba mais
No estado do Rio de Janeiro, a "4ª Mostra de Talentos", é outro bom exemplo. O evento, promovida pela Secretaria de Educação, reuniu nove unidades escolares que levaram ao palco cerca de 300 estudantes com dom artístico. Saiba mais Tenho certeza que a capacitação pode facilitar a ampliação desta ação por todo o território nacional.
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Uma das primeiras vezes que comecei a entender o que era a "tal" da internet, foi quando visitei meu amigo Fabrício Silveira, em Porto Alegre, em 1996. Na época, em meio a uma conversa em sua casa, no bairro Cidade Baixa, ele disse: "me dá uns dois minutinhos que vou checar se chegou um e-mail com uma tese que pedi para um colega na Europa". Olhei para o computador dele e não entendi direito como poderia ele receber uma tese, da qual eu tinha a ideia de um livro impresso, no computador da casa dele. Dali em diante, as coisas começaram a ficar mais rápidas, não só para mim, mas para muita gente, em diversas partes do mundo.
Em 1999, tive a oportunidade de entrar na empresa de telecomunicações "Claro Digital", conhecida hoje somente por "Claro" e assistir a chegada da era da internet, com uma força que já anunciava o que viveríamos nos dias de hoje.
Desde aquela época, percebi a internet como um espaço que aos poucos vai sendo habitado. É como uma área de território que começa a ser urbanizada. Mas é claro que no processo de urbanização, há várias tensões. A primeira é a pressão para que todo mundo vá morar lá ("todo mundo está indo morar lá"). A segunda tensão é de que é preciso ficar lá o máximo de tempo possível ("fique conectado o tempo todo"). A terceira tensão é a tendência a se utilizar a comunicação para desvalorizar e tornar obsoleto tudo que não pertence a este mundo. Nas cidades isso é comum. As pessoas interessadas em oferecer produtos e serviços em uma nova região da cidade produzem informações sobre a vantagem de se viver no novo lugar e as desvantagens de se viver em outras áreas.
Mesmo com estas e outras tensões, sejam de nosso gosto ou não, é um fato que a comunicação migrou rapidamente para o ambiente virtual. E isso alterou profundamente as relações de mercado. Quem deseja atuar no mundo do trabalho e da nova forma de oferta de produtos e serviços, precisa entender que o deslocamento de atividades para as diferentes redes que constituem a internet cria a noção de "presença digital".
Esta noção induz as pessoas ao entendimento que é preciso estar conectado a tudo e cada vez com maior velocidade. Na minha visão, há um pouco de exagero. Para mim, estar conectado o tempo todo não produz necessariamente resultados. É como trabalhar com horário fixo: há um paradigma no mundo estabelecido de que estar num lugar todos os dias produz resultados, como se toda e qualquer atividade humana necessitasse apenas de que as pessoas estivessem em algum lugar o tempo todo e isso por si só garantisse eficiência e produtividade. Para mim, o que produz resultados é saber utilizar fatores de produção com organização. Sobre isso falarei amanhã e quarta no meu novo curso em Brasília, que se chama "Construa sua presença digital saudável".
Agora veja: muitos negócios estão sendo potencializados pela presença digital das empresas e sua marcas. E isso também vale para o novo mercado cultural e os novos agentes que estão trabalhando neste novo cenário. Vejamos um bom exemplo disso.
No passado, se você digitasse a palavra "produção cultural" na rede, encontraria informações reduzidas sobre o universo desta atividade, pois estava associada em sua maior parte a profissionais que atuavam com formatação de projetos para leis de incentivo. Ou seja: a presença digital do conceito amplo de "produção cultural" era pequena. Hoje se você digitar "produção cultural" irá perceber que a presença digital do conceito ampliou. Um bom exemplo foi a contribuição do site Overmundo (www.overmundo.com.br). Outro bom exemplo é o novo site "Produção Cultural no Brasil" (wwww.producaocultural.org.br).
Tenho certeza que estas e muitas outras iniciativas que estão utilizando em seus conteúdos a presença digital da expressão "produção cultural" estão contribuindo muito para o desenvolvimento de negócios culturais.
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Se esta pergunta fosse feita para um sociólogo, historiador, músico, não era de estranhar que a resposta fosse sim. Se feita para um empresário do ramo industrial, talvez fosse não.
Esta outra pergunta vou buscar responder, de um ponto de vista, hoje na 10ª turma do curso "Aprenda a Organizar um Show" que vou ministrar na Universidade do Vale do Rio dos Sinos, no RS.
Ontem no Facebook, a Moema Vilar, produtora da Paraíba, postou um link para um vídeo muito interessante. Veja o ponto de vista de Léo Feijó para estas perguntas. Ele é diretor do sindicato de bares e casas noturnas do Rio de Janeiro e vice-presidente da associação brasileira das casas de show independentes.
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Desde que cheguei no RJ, tenho ampliado minha formação de produtor cultural independente através do contato com ONGs muito importantes. Uma delas é Observatório de Favelas.
Hoje recebi um e-mail da minha amiga Elionalva, da Coordenação Executiva do Observatório, que faço questão de divulgá-lo aqui, pois quero compartilhar uma importante ação que eles estão realizando, cuja ideia pode ser multiplicada em vários municípios brasileiros. Vamos parar de ficar esperando a Lei Rouanet resolver tudo. Todos podemos fazer nossa parte.
Eu, Alê Barreto, produtor cultural independente, apoio a construção do Centro Artístico e Cultural Bela Maré e solicito que organizações do poder público e iniciativa privada contribuam com esta iniciativa.
[e-mail do Observatório de Favelas]
Queridos e Queridas,
A distribuição espacial de equipamentos e bens culturais na cidade do Rio de Janeiro é uma das expressões das desigualdades sociais. Buscando superar essas desigualdades, o Observatório de Favelas inicia uma mobilização de recursos para construção do Centro Artístico e Cultural Bela Maré, pois acredita que a transformação dessa realidade passa pela incorporação da diversidade cultural dos espaços populares. Afinal, a cultura se torna mais rica quando expandimos as nossas trocas de imaginários, de saberes, de fazeres e convivências.
A Bela Maré será uma referência de criação e difusão da arte na Avenida Brasil, notoriamente carente de equipamentos culturais para uma população de mais de 1milhão de habitantes. A Bela Maré abrigará diversas ações artísticas, como exposições, cineclube, cursos, oficinas, palestras, workshops e projetos que viabilizem o acesso qualificado da população à cultura e à educação. Além de fomentar processos de desenvolvimento local sustentável, articulando economia, cultura e da participação ativa das comunidades.
Estamos construindo uma parceria com o Ministério da Cultura que se responsabilizará pela reforma física e equipamentos do Centro Artístico e Cultural Bela Maré. Entretanto, para que isso se concretize, é necessária a aquisição do espaço.
Você é convidado a fazer parte dessa rede de mobilização de recursos para aquisição do espaço que deverá abrigar o Centro Artístico e Cultural Bela Maré.
Estamos iniciando esta mobilização de recursos com uma deliciosa feijoada. Sua adesão é muito importante. Participe doando R$100,00 para a Bela Maré e venha conhecer de perto o projeto e comer a deliciosa feijoada da Marivalda ao som de uma animada roda de samba.
Se preferir, faça a doação diretamente na conta-corrente do Observatório de Favelas e encaminhe o comprovante para que possamos entregá-lo (a) o convite impresso da Feijoada ou colocar seu nome na lista de entrada.
Banco do Brasil. Agência: 3652-8 - Conta-corrente: 53013-1
No site do Observatório de Favelas você poderá ver algumas fotos do Centro Artístico e Cultural Bela Maré.
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