terça-feira, janeiro 19, 2010

Perguntas mais frequentes sobre o produtor Alê Barreto




Alê Barreto (produtor cultural independente)



1 - Quem é Alê Barreto?

Alê Barreto, 38 anos, é administrador de empresas, produtor cultural independente, produtor de conteúdo e cursa o MBA em Gestão Cultural da Universidade Cândido Mendes (RJ). Seu foco principal é contribuir para organização do setor cultural.

Nasceu em Cachoeira do Sul e cresceu em Santa Maria, cidades do interior do Rio Grande do Sul. Chegou em Porto Alegre em setembro de 1994. Reside no Rio de Janeiro desde abril de 2008.

Sua trajetória profissional é marcada por suas habilidades de relacionamento interpessoal, comunicação para resultados, criatividade, espírito empreendedor e capacidade de realização.

Conheça o produtor cultural independente


2 - O que faz Alê Barreto?

Alê Barreto é um empreendedor individual. Presta serviços para artistas, produtores, agências, instituições públicas e privadas desde 2003.


3 - Quais são os serviços prestados por Alê Barreto e como contratá-los?

Veja como acrescentar valor ao seu trabalho.


5 - Quais são os diferenciais em contratar os serviços prestados por Alê Barreto?

- Trabalhar com um produtor que gosta do que faz - a maior parte dos produtores em atividade no mercado não escolheu esta profissão. Muitos não entendem do ambiente do artista. Muitos não gostam do que fazem, trabalham por obrigação. Alê Barreto descobriu que produção é a sua vocação e a desempenha com muito prazer.

- Aprender novos conhecimentos - trabalhar com Alê Barreto não é apenas "se livrar" do serviço de produção. É uma ampla possibilidade de troca de saberes e de construção de um processo permanente de aprendizagem para o desenvolvimento da autonomia. Alê Barreto acredita que para um artista ser livre precisa aprender todo o processo de trabalho que dá suporte à sua carreira artística. Alê transfere sua tecnologia de trabalho para os artistas com quem trabalha, baseado no princípio da colaboração.

- Melhorar o seu processo de trabalho - numa sociedade globalizada e altamente competitiva, a melhoria contínua é uma ação que aumenta as possibilidades de um artista, grupo ou empresa ser bem sucedido.

- Ser acompanhado por um profissional sério e com formação diferenciada. Alê Barreto é formado em Administração de Empresas, com ênfase em Marketing, na Escola de Administração da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, um dos centros de excelência do ensino de administração no Brasil. Além disso, está cursando MBA em Gestão Cultural na Universidade Cândido Mendes.

- Contar com uma supervisão voltada ao seu desenvolvimento. Alê Barreto trabalha para que você atinja seus resultados.


6 - Para quem Alê Barreto já prestou serviços?



Sebrae - Rio Branco - AC



Nós do Morro - Rio de Janeiro - RJ



XBrasil - Rio de Janeiro - RJ



Maria Braga Produções - Rio de Janeiro - RJ



Claudio Lins - Rio de Janeiro - RJ



Antonio Villeroy - Rio de Janeiro - RJ



Mil e Uma Imagens - Rio de Janeiro - RJ



Diversão e Arte - Rio de Janeiro - RJ



Itaú Cultural - São Paulo - SP



VI Mercado Cultural - Salvador - BA



Ministério do Desenvolvimento Agrário - Brasília - DF



Feira da Música Independente Internacional de Brasília - DF



GRV Produções - Brasília - DF



Festival Senhor F - Brasília - DF



XIII Goiânia Noise Festival - Monstro Eventos - Goiânia - GO



Prefeitura de Porto Alegre - RS



10º Fórum Internacional do Software Livre - Porto Alegre - RS



ONG Guayí - Democracia, Participação e Solidariedade - Porto Alegre - RS



Opus Promoções - Porto Alegre - RS



Liga Produtora - Porto Alegre - RS



Branco Produções - Porto Alegre - RS



Opinião Produtora - Porto Alegre - RS

domingo, janeiro 17, 2010

Empresas de produção artística e cultural tem alíquota de impostos menor a partir de janeiro de 2010




Alê Barreto (produtor cultural independente)
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Em dezembro de 2009 publiquei um post no qual informava que estava tramitando no Senado um projeto de lei para diminuir a tributação para as empresas de produção artística e cultural. Nesta ocasião fui entrevistado pelas repórteres Daniele Lessa e Karina Rosemberg, da Rádio Câmara, em Brasília, e falei sobre a importância e a repercussão da aprovação deste projeto para o setor cultural.

Pois o projeto virou lei e passou a vigorar desde o dia 1º de janeiro.

Leia na íntegra a matéria de Daniele Lessa publicada no site da Rádio Câmara em 05 de janeiro de 2010.





Empresas de produção cultural voltam a ter tributação mais baixa


Em 2006, foi instituído o Supersimples, sistema simplificado de impostos para micro e pequenas empresas. O sistema beneficiou muita gente, mas um erro de classificação colocou a classe artística com uma alíquota de imposto muito maior do que as outras áreas.

Um projeto de lei aprovado na Câmara e no Senado em 2009 e já sancionado pelo Executivo vai corrigir essa situação.

As empresas de produção artística e cultural enquadradas no Supersimples voltaram a ter alíquotas de tributação mais baixas.

A lei permite que essas companhias sejam tributadas em, no mínimo, 4,5%, sendo que o setor vinha recolhendo seus tributos sobre um índice inicial de 17,5%.

Segundo o autor da proposta, deputado Antônio Carlos Mendes Thame, do PSDB paulista, o texto aprovado corrige uma distorção que fez com que as empresas artísticas buscassem meios para burlar a tributação.

"O setor artístico não conseguia emitir nota. Ou parou ou deixou de emitir nota, inventou um sistema paralelo para tentar escapar desta tributação que no caso deles é algo expulsatório. Agora, voltando ao normal, certamente vai ficar mais fácil produzir atividades artísticas"

O produtor cultural Alê Barreto, confirma que para conseguir uma tributação menor, as empresas culturais passaram a inscrever seus projetos dentro de outras atividades econômicas.

"Você está trabalhando com produção de atividades artísticas e acaba muitas vezes fazendo isso passar por assessoria de comunicação, assessoria de imprensa ou por outros tipos de atividades econômicas. Qual é o dano que isso causa para o país? Não é um dano apenas de não recolher o tributo correto conforme a atividade que você desempenha, mas na hora de mensurar a contribuição da cultura para a economia do país você não encontra os dados porque os gastos culturais estão escondidos nas outras contas do governo."

Essa lei que diminui a alíquota de imposto para as empresas de produção artística e cultural também inclui produtoras cinematográficas e audiovisuais na mesma faixa de tributação.


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Leia mais sobre este assunto na matéria "Sancionado o Simples da Cultura" no site do Ministério da Cultura.

sábado, janeiro 16, 2010

Seja platéia e amplie o seu diálogo com os artistas




Alê Barreto (produtor cultural independente)
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Já é público que defendo há muito tempo que um produtor cultural independente deve estudar, sair do lugar que se encontra para ampliar o seu olhar.

Revisando os meus posts no blog, percebi que não havia ainda falado sobre a importância de um produtor cultural também ser platéia. Aqui está a oportunidade.

Eu acho fundamental que um produtor cultural mantenha-se em constante movimento. Não deve se ater somente às suas produções. Não deve somente assistir o que considera seu foco. Não deve somente entender de um segmento. Não deve concentrar-se somente na sua pesquisa acadêmica ou produção teórica. Sendo um pólo de diálogos, o produtor cultural independente deve sempre que possível conhecer novos espaços e ações culturais. A existência deste blog é fruto deste pensamento.

Ser produtor cultural é muito mais do que vender shows, é muito mais do que formatar projetos para editais, é muito mais do que ser anfitrião de artistas em coquetéis e vernissages, é muito mais do que posar para fotos junto com celebridades na área vip de uma festa badalada, é muito mais do que ter amigos influentes em rádio e televisão.

Este "muito mais" vem da necessidade de buscarmos aprender a entender o universo da criação artística. Isso irá nos conferir a capacidade de dialogar da melhor forma possível com os artistas.

Eu procuro aproveitar todas oportunidades. Vou dar alguns exemplos.

No início de janeiro estive em Porto Alegre. Lá aproveitei para conhecer a nova sede da Fundação Iberê Camargo, projetada pelo arquiteto português Álvaro Siza, um dos cinco arquitetos contemporâneos mais importantes do mundo. O projeto recebeu o Leão de Ouro da Bienal de Arquitetura de Veneza (2002) e é mérito especial da Trienal de Design de Milão.


Foto: Elvira T. Fortuna

Lá aproveitei para visitar duas exposições. A primeira foi "Cálculo da Expressão", com gravuras de



Goeldi (esta obra aqui é "Perigos do Mar", 1955),




Segal (esta obra aqui é "Casa do Mangue com Tinta Metálica", 1929)




e Iberê Camargo (esta obra aqui é "O Rebelde das Flores", 1952).


A segunda foi "Paisagens de dentro. As últimas pinturas de Iberê Camargo".


Iberê Camargo - Carretéis com figuras - 1984


Este espaço cultural e as exposições são parada obrigatória para o processo de desenvolvimento profissional de qualquer produtor que visite a cidade.

Ainda em Porto Alegre, aproveitei para comprar o livro


"Seis propostas para o próximo milênio" do escritor italiano Ítalo Calvino.


De volta ao Rio, fui ao cinema assistir o filme



"Sherlock Holmes",




o espetáculo de teatro "Raul Fora da Lei", com o excelente ator Roberto Bomtempo





e ontem assisti ao show do Marcelo D2 no Circo Voador.


Tudo isso que falei são exemplos práticos extraídos da minha vida. Pode ser que tudo o que eu escolhi para você não pareça uma boa opção. Mas indiscutivelmente em um mês eu tive contato com um novo espaço cultural, com duas exposições de artes plásticas, um produto literário, um filme pop e um show musical. Tudo isso não trata-se apenas de como ocupo meu tempo livre. Isso para mim é trabalho.

Procure assistir aos shows e espetáculos de sua cidade.

Procure assistir aos shows e espetáculos que vem de outros lugares.

Procure ler.

Quanto mais você aprender a ser uma platéia qualificada, melhor será a sua relação com os artistas.

sexta-feira, janeiro 15, 2010

Você acredita na sua arte?


Freud


Alê Barreto (produtor cultural independente)
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Você acredita na sua arte? Você acredita na sua idéia? Você acredita no seu projeto? Esta provocação tem um objetivo bem simples: parar de nos enganar.

Quem acredita no futebol, assiste jogos na TV, acompanha o campeonato, lê matérias sobre o assunto em jornais e revistas.

Quem acredita na moda, está sempre procurando se vestir de acordo com a orientação dos estilistas e profissionais do mundo fashion.

Quem acredita na política, participa de debates, reuniões, procura articular encontros onde possa expor suas idéias.

Há milhares de outros exemplos. A moral é a mesma: se alguém realmente acredita em uma ideia, naturalmente irá expressar uma postura relacionada com isso.


O que estamos fazendo para lançar o livro que sonhamos?

O que estamos fazendo para gravar o CD com as composições prontas há anos na gaveta?

O que estamos fazendo para levar o show para novos palcos, novas cidades?

Quantas horas por dia, semana, mês ou ano estamos dedicando para viabilizar aquilo que acreditamos?

Estamos esperando que o governo resolva isso? Estamos esperando que um produtor responda um e-mail mal redigido que enviamos uma vez ou outra e resolva isso? Estamos esperando que um empresário acorde e diga "hoje estou a fim de encontrar alguém que há anos não faz nada por si e investir nele"? Estamos esperando que os professores na nossa faculdade entendam a importância da produção cultural? Acreditamos ainda no clichê de que "sem dinheiro não é possível fazer nada"?

Acreditar em nossa arte é acreditar que é possível que ela se desenvolva na medida que a gente construa uma carreira artística.

Antes de propor para algum profissional que ele invista e acredite no seu trabalho, primeiramente demonstre que você investe e acredita nele. Quanto mais você investir e acreditar no seu trabalho, mais confiança irá passar nos seus contatos e terá maior probabilidade de atingir os seus objetivos.

Sabe qual é a melhor forma de demonstrar que você acredita e investe no seu trabalho? Mostrar que você realiza ações permanentes. Mostrar que você está sempre realizando, independente das condições e do apoio dos outros. Mostrar que você caminha com os próprios pés.

Conheça como a artista plástica carioca Beatriz Milhazes vem construindo sua carreira, em matéria publicada na revista Bravo.

quarta-feira, janeiro 13, 2010

Conheça o blog "Monografias de Produção Cultural – UFF"




Alê Barreto (produtor cultural independente)
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Recebi ontem uma excelente notícia que quero compartilhar com todos. Maria Mendes, aluna da graduação em produção cultural da Universidade Federal Fluminense me informou que está no ar o blog "Monografias de Produção Cultural - UFF".

Este site tem por objetivo registrar e disponibilizar conteúdos produzidos pelos alunos desta faculdade (primeiro curso de graduação em produção cultural do Brasil) para alunos, professores, outras instituições, profissionais da área e interessados.

A iniciativa surgiu de um projeto desenvolvido pelos alunos Carolina Goulart, Felipe Maximiano, Gabriel Ornelas, Mariana Castro, Plínio, Stefano Pires e Juliana Turano.


Conheça o blog

terça-feira, janeiro 12, 2010

Começa dia 13 de fevereiro o curso de extensão "Cultura Digital"




Alê Barreto (produtor cultural independente)
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Como ser um produtor cultural independente é estudar para ampliar o olhar sobre as culturas, segue abaixo uma boa oportunidade de curso para fazer no período de férias.


Universidade Candido Mendes
Pró-Reitoria de Pós-Graduação e Pesquisa
Programa de Estudos Culturais e Sociais
Curso de Extensão "Cultura Digital" (disciplina do MBA em Gestão Cultural)

Carga horária: 15h
Dias: 13, 18, 25 de janeiro, 1 e 8 de fevereiro de 2010
Horário: 19h às 22h

Programa:
Reflexões e novos paradigmas advindos da Cibercultura. As janelas digitais e a "Economia da Atenção". Novas percepções e ações promovidas pela interatividade de interfaces e pela convergência digital.

A cibercultura e as mudanças no cotidiano e nas relações sociais e produtivas. Web 2.0. Comunidades culturais virtuais. Acesso ao conhecimento, à informação e à cidadania. Reflexões e ações para dirimir as barreiras da exclusão digital, exclusão cultural e exclusão social.

Reconfiguração da cultura e dos públicos: da era da espetacularização. A Internet, TV digital e rádio digital como desafios na promoção da diversidade cultural na rede.

Distribuição digital X direitos autorais. Open Business. Creative Commons. Cultura Livre. Novos modelos de negócio e de consumo. Mercados periféricos.

Novos modelos de interação cultural e produção colaborativa, no “centro” e nas “periferias” globais.

Estudo de casos: Wikipedia, YouTube, Overmundo, Canal Contemporâneo, Idança, Porta-curtas, Portal Literal, Festival Visões Periféricas, Cine CUFA (Central Única das Favelas), projetos Afroreggae (Rádio digital comunitária e Centro de Inteligência Coletiva Lorenzo Zanetti em Parada de Lucas) e Centro Cultural Wally Salomão de produção de conteúdos digitais, em Vigário Geral), coleção Tramas Urbanas, Spetaculu, Reperiferia.

Professora:
Eliane Costa

Titulação: Mestranda em História, Política e Bens Culturais na FGV-RJ. Pós-graduação na UFRJ e MBA em Comunicação com Formação em Marketing pela ESPM.
Graduada em Física, pela PUC-Rio, é Gerente de Patrocínio Cultural da Petrobras. Como funcionária da Petrobras foi analista de sistemas e projetista de sistemas de multimídia institucional, tendo gerenciado o núcleo de Comunicação nos órgãos de Tecnologia da Informação e na Área de Negócios Internacionais. É coordenadora do módulo “Cultura e Tecnologia” e professora de Cultura Digital no MBA de Gestão Cultural, na pós-graduação de Produção Cultural e no Curso de Extensão em Economia da Cultura, todos na Universidade Candido Mendes.

Inscrições Abertas
Vagas Limitadas
Emissão de Certificado
Valor: R$ 350,00 à vista ou 2x R$ 175,00

Informações e Inscrições:
Universidade Candido Mendes
Rua da Assembléia, 10 sala 616
tel. (21)2531 2000 r. 257 / 289 ou 3543-6489 e-mail: pecs@candidomendes.edu.br
www.gestaocultural.org.br / www.candidomendes.edu.br

domingo, janeiro 10, 2010

Ser independente: um estilo de vida, uma escolha profissional




Alê Barreto (produtor cultural independente)
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Aproveitei o tempo bom e fui para a praia. Lá no Posto 09, em Ipanema, comecei a ler a matéria de capa da revista Vida Simples de janeiro cujo título é "seja independente". Estava curioso para saber qual era o conceito defendido. Digo isso porque "ser independente" virou moda no Brasil. Um jovem começa a tocar e já sai dizendo que é um "músico independente". A pessoa se filia a alguma associação que utiliza o termo "independente" em sua denominação e a partir dali entende que tornou-se "independente".

Eu somente assumi publicamente a escolha de trabalhar como um produtor independente no fim do quarto ano da minha carreira, em 2006. Conforme descrito na reportagem, tenho aprendido na prática que quando se fala em "independente" se fala em coragem de arriscar, em buscar estabelecer pontos de apoio com a ajuda de quem pensa igual, utilizar a criatividade para ultrapassar obstáculos, em ser empreendedor, em dar a volta por cima quando algo dá errado, em enfrentar o medo de errar, fracassar, perder ou se prejudicar. Quem é profissional liberal, que trabalha por conta própria, assim como eu, ou como assessores de imprensa, fotógrafos, vendedores, empresários, etc., também aprende estas lições.

Então, "ser independente" nada tem haver com ter ou não ter gravadora, com ter pouco ou muito recurso financeiro, com divulgar o seu trabalho numa grande rede de comunicação ou numa rádio comunitária, oferecer produtos culturais para muita gente ou para um público segmentado.

Uma das chaves para se entender o que é "ser independente" é perceber que antes de ser uma escolha profissional, trata-se de um estilo de vida. Quem sente prazer em caminhar com os próprios pés, cedo ou tarde descobre que é independente.



Leia a matéria na íntegra e entenda um pouco mais sobre o que é ser independente.

sábado, janeiro 09, 2010

Tempo de aprender a disciplina de ter disciplina


A disciplina é um valor presente na cultura japonesa


Alê Barreto (produtor cultural independente)
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Chegou 2010. O ano passado, passou. Quem atua na área de produção cultural sabe que milagres não acontecem só porque durante o reveillon mentalizamos "no próximo ano será diferente".

Uma coisa eu garanto que é transformadora: a ação. E o potencial desta transformação é diretamente proporcional a qualidade, quantidade e intensidade desta ação.

Mas para que uma ação aconteça com qualidade, quantidade e intensidade necessárias é preciso que a gente aprenda a disciplina de ter disciplina.

Quando você assiste um espetáculo lindo de dança, você acha que o resultado desta ação cultural é fruto apenas de pensamento positivo? Quando você assiste um belíssimo concerto de piano, pensa que o pianista toca bem porque é um sortudo? Pensar coisas boas e ser premiado com oportunidades com certeza são ingredientes que muitas vezes podem fazer parte da trajetória destes artistas. Mas a disciplina de ensaiar por vários dias, meses ou anos determinados movimentos é que transforma um espetáculo. A disciplina de tocar milhares de vezes uma peça musical é que transforma a música que chega aos seus ouvidos.

O governo pode aumentar o orçamento destinado para a cultura. As gravadoras podem mudar sua forma de trabalhar com os artistas. O público pode começar a ter um olhar mais atento para a diversidade. Associações, ONGs e coletivos podem contribuir para mudar as relações do mercado cultural. Mas eu acredito que cada um, com disciplina, é o elo de uma grande rede de transformação.

O que temos à mão, mais próximos da gente, somos nós mesmos. Ouvi a Ivana Bentes, pesquisadora, professora do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da UFRJ e Diretora da Escola de Comunicação da UFRJ, falar durante um encontro do Movimento Re-Cultura que atualmente a pessoa física é o elemento fundamental da produção cultural brasileira. Outra pessoa neste mesmo encontro, utilizou a expressão ING (indivíduo não-governamental). Mas não adianta sabermos que somos uma potência sem expressá-la.

Descubra qual a maneira mais agradável e prazerosa de aprender a disciplina. Isso facilitará a elaboração e gestão do seu planejamento pessoal, do seu planejamento profissional, dos seus projetos e de suas ações culturais.

sexta-feira, janeiro 08, 2010

Critérios para aceitar ou recusar participar de uma rede social




Alê Barreto (produtor cultural independente)
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Seguido recebo convite para ingressar na comunidade de alguém no orkut, para ser fã de alguém no facebook, para entrar em grupos de discussão e para entrar em redes articuladas virtualmente. A maioria dos convites são de pessoas que nunca falei.

Não é uma reclamação. Eu inclusive fico contente de perceber que mês a mês cresce o número de pessoas interessadas em que eu participe de suas redes sociais.

A questão que fiquei pensando é a seguinte: será que as pessoas que trabalham com produção cultural independente já pararam para refletir sobre a importância de ter critérios para aceitar ou recusar participar de uma rede social?


Algumas sugestões:


- Pesquisa o convite: procure saber a trajetória de trabalho das pessoas ou organizações que estão fazendo o convite.

- Foco: aceite entrar nas redes que poderão atender o seu foco, que é aquilo que você está permanentemente buscando.

- Gestão do tempo: procure se conectar somente em redes que você tenha tempo para interagir. Estar conectado a várias redes só para "estar conectado" não alavanca o trabalho de ninguém.

- Saiba interpretar o discurso da "colaboração": sempre que alguém solicitar que você se cadastre em algo ou que disponibilize informações em rede, avalie. Colaborar não é simplesmente aceitar tudo que estão lhe pedindo. Ninguém é obrigado a colaborar com todo mundo e o tempo todo. Você escolhe quando quer colaborar, com quem quer colaborar e no que irá colaborar.

quarta-feira, janeiro 06, 2010

Reta final das inscrições para a terceira edição do Programa Cultura e Pensamento




Alê Barreto (produtor cultural independente)
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Recebi um novo e-mail da equipe da assessoria de comunicação do Programa Cultura e Pensamento do Ministério da Cultura, solicitando colaboração para divulgação dos novos editais.

Segue o e-mail na íntegra.


Programa Cultura e Pensamento 2009-2010
Inscrições para financiamento de debates e publicações seguem até 17 de janeiro

O Programa Cultura e Pensamento está na reta final das inscrições para a terceira edição das seleções públicas de projetos visando à realização de ciclos de debates e publicação de periódicos impressos em âmbito nacional. Ao todo, serão destinados mais de R$ 1 milhão para a realização do Programa. Os formulários, regulamentos e anexos estão disponíveis no Portal Cultura e Pensamento (www.culturaepensamento.net.br), onde os interessados podem se inscrever gratuitamente até o próximo dia 17.

Os editais Cultura e Pensamento são voltados a projetos concebidos por intelectuais, pensadores da cultura, acadêmicos, artistas, pesquisadores, movimentos sociais e grupos culturais organizados, entre outros agentes, no intuito de fortalecer espaços públicos para o diálogo e reflexão de temas relevantes na contemporaneidade. As propostas selecionadas serão contratadas para realização em 2010, e os seus resultados, além da veiculação na web, poderão fazer parte de publicações a serem amplamente distribuídas pelo Programa.

A edição 2009-2010 do Programa Cultura e Pensamento é uma iniciativa do Ministério da Cultura, com o patrocínio da Petrobras, realizada em parceria com a Fundação de Apoio à Pesquisa e Extensão (Fapex) e a Associação dos Amigos da Casa de Rui Barbosa. Também são parceiros nesta realização o Sesc-SP e a Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP).


Os editais

Na edição 2009-2010, o edital de apoio aos debates presenciais disponibilizará até R$ 90 mil para cada um dos oito projetos selecionados. O processo de seleção foi reformulado e acontecerá em duas etapas, sendo a primeira delas efetuada por meio de formulário online, no qual o proponente deverá apresentar e justificar sua proposta, sem a necessidade de detalhamento completo quanto a questões operacionais de execução.

Já o edital de apoio a revistas voltadas para a reflexão crítica sobre a produção cultural brasileira contemporânea viabilizará quatro projetos editoriais, com o repasse de R$ 88,8 mil para a edição e a editoração eletrônica do conteúdo de seis números bimestrais de cada. A impressão e a distribuição nacional de 10.000 exemplares destas edições serão financiadas pelo Programa Cultura e Pensamento.


O Programa

O Programa Cultura e Pensamento, desde 2006, destina recursos para apoio a projetos que desenvolvem o debate crítico por meio de eventos presenciais e publicações, selecionados por editais. Na primeira edição foram apoiadas 11 iniciativas, e na segunda, 14, que, no total, receberam quase R$ 2 milhões.

Para ampliar o alcance das ações viabilizadas pelo Programa e favorecer a circulação das ideias e a continuidade das reflexões propostas, todo o conteúdo produzido – vídeos, áudios e textos – será disponibilizado gratuitamente no Portal. A página estabelece uma plataforma digital de difusão de conteúdo e estímulo a interações entre participantes da Rede Cultura e Pensamento, sejam eles realizadores de projetos ou público interessado.


Inscrições: até 17 de janeiro
www.culturaepensamento.net.br


Informações:

Edital de debates presenciais: (71) 3328-0829
editaldebates@culturaepensamento.net.br

Edital de publicação e distribuição de revistas: (21) 3114-6744
editalrevistas@culturaepensamento.net.br

terça-feira, janeiro 05, 2010

2010 inicia com novas ações de organização do mercado cultural brasileiro: nasce o projeto Toque no Brasil




Alê Barreto (produtor cultural independente)
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Recebi hoje através da lista Rock Público o release do Espaço Cubo com informações sobre o lançamento do projeto Toque no Brasil, uma realização da Abrafin (Associação Brasileira de Festivais Independentes), BM&A (Brasil Música & Artes - entidade conveniada à APEX), Circuito Fora do Eixo e Casas Associadas.

Segundo a divulgação, trata-se de um site onde poderão ser feitos agendamentos de shows através da internet. No texto, Fabrício Nobre, presidente da Abrafin, explica que a idéia do projeto é ser uma ferramenta brasileira para promoção do mercado da música independente nacional. Para Talles Lopes, da Casas Associadas, a articulação dos espaços ofertados para shows possibilitará a circulação de várias rotas de shows. Pablo Capilé, do Circuito Fora do Eixo, acredita que o projeto amplia a força do circuito da música independente nacional, mas afirma que "não basta só se cadastrar, é preciso empreender".

A comunicação do projeto destaca ainda o conceitos que norteiam o planejamento e a execução desta ação: a lógica das redes sociais, a idéia de que o artista também pode ser o agenciador de seu próprio trabalho e o pensamento de que uma das principais ferramentas de sustentabilidade do músico ou banda é o show.

Considero este empreendimento importante para organização de novas formas de circulação de shows musicais. E considero também de suma importância que as entidades organizadoras e todos os profissionais envolvidos nesta iniciativa trabalhem também a profissionalização dos agentes da cadeia produtiva dos festivais independentes, através do estímulo de projetos, programas e ações voltados para educação para produção e gestão cultural.