sexta-feira, dezembro 10, 2010

Estude o texto “No fundo, todos somos plagiadores”, de Fernando Favaretto




Por Alê Barreto*


Dois lembretes rápidos: novas informações sobre os cursos em SP e últimos dias para inscrições no curso "Aprenda a Organizar um Show" no Santander Cultural em Porto Alegre.

Retomando a pauta do dia: passando pela reitoria da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, em 2007, peguei um exemplar do "Jornal da Universidade". Encontrei nele uma excelente matéria de Fernando Favaretto sobre as questões contemporâneas de propriedade intelectual.

Estude ele na íntegra. Ele é muito bom para se trabalhar o tema produção cultural em sala de aula.


“No fundo, todos somos plagiadores”

Comunicação
Antonio Miranda, Pesquisador da UnB, diz que é possível construir conhecimento
copiando e colando

Fernando Favaretto
Jornalista formado pela Fabico e mestrando em Educação pela UFRGS

“Plagiar é obra do medíocre, roubar é do gênio”. Fazendo uso das palavras de Antonio Carlos Jobim sobre plágio, o professor Antonio Lisboa Carvalho de Miranda, coordenador do Programa de Pós-graduação em Ciência da Informação da Universidade de Brasília (UnB), lança uma provocação acerca de uma problemática que cada vez mais tem sido percebida nos espaços acadêmicos: a copia total ou parcial de textos sem a devida referência ao seu autor original, acentuada pelas facilidades de acesso e manipulação de conteúdos em ambientes virtuais.

O professor maranhense esteve na UFRGS em março, para realizar a aula inaugural da Faculdade de Biblioteconomia e Comunicação. Bibliotecário, Doutor em Comunicação, poeta e apaixonado pela internet, Miranda mantém o site www.antoniomiranda.com.br, no qual é possível conhecer o universo do artista e educador.

Com a ampliação do acesso à internet percebida nos últimos tempos, as pessoas entram em contato com um número absolutamente imensurável de idéias, dados e informações cujas fontes muitas vezes são desconhecidas, cuja permanência é limitada e cujas aplicações pelos internautas são inimagináveis. E é justamente por esse caráter múltiplo, dinâmico e incontrolável da web que Miranda a admira e nela aposta como ferramenta de construção de conhecimentos, mesmo que esses conhecimentos sejam cópias de outros.

Como assim, então o processo de copiar e colar não é algo tão condenável? A questão, segundo o pesquisador, é que não há como comprovar a originalidade absoluta de uma idéia, de uma frase, de um pensamento, uma vez que todos somos constituídos pela soma de nossas leituras, de nossos olhares, de nossos contatos com os saberes que pela humanidade circulam desde tempos imemoriais e que, desde sempre, se alteram, se mesclam, se afastam ou se complementam. Aliás, nada garante que a citação atribuída a Tom Jobim tenha sido por ele pronunciada antes de qualquer outra pessoa, mas é como se fosse dele que Miranda a conheceu e é com respeito a essa autoria que ele a credita ao maestro.

Quer dizer então que o professor defende o plágio? Na verdade, o que ele condena é o plágio literal, a cópia de uma idéia feita sem qualquer contribuição pessoal que a modifique, que a transforme. “As idéias são livres, as pessoas podem recorrer a elas quantas vezes quiserem. A maneira como se diz é que constitui o plágio, não a idéia propriamente dita. Se você for em busca da originalidade das idéias, vai encontrar autorias ao longo dos séculos”. Miranda diz que a famosa constatação “penso, logo existo”, cuja autoria é historicamente creditada a Descartes, pode ser também atribuída a Parmênides, que o precedeu em mais de dois mil anos, o que demonstra o quanto a humanidade reafirma os conhecimentos, recriando-os através de diferentes formas. Nesse sentido, o professor acredita que seja impossível fugir de algum tipo de reprodução: “A idéia do plágio em si não é ruim. A pessoa se apropriar do conhecimento alheio como base para recriar é um processo, e é natural que seja dessa maneira. Sempre há uma referência a registros anteriores, o processo criativo é uma recriação constante. Além do mais, se buscarmos a coisa absolutamente nova vamos encontrar muito pouco. O original num texto sempre é um percentual muito pequeno”.

Então quer dizer que se pode aceitar o plágio, simplesmente? De acordo com Miranda a idéia de um plágio literal, de uma cópia feita sem qualquer aperfeiçoamento é inconcebível: “O plágio é um recurso até compreensível. Todos nós, no fundo, somos plagiadores. Só que uns plagiam recriando, com um olhar novo, com uma nova forma de interpretação do objeto, e outros simplesmente copiam. A esses é que cabe a punição pelo plágio”.

Muitas das práticas associadas ao plágio estão relacionadas ao caráter coletivo da autoria, o qual tem se manifestado de maneira mais evidente através das produções virtuais, uma vez que as ferramentas e os espaços da Internet permitem a qualquer pessoa o registro e a divulgação de suas obras, configurando uma democratização produtiva jamais vista. No entanto, Miranda não acredita que em função da web a autoria tenha se modificado de forma tão significativa. “A autoria sempre foi, em essência, coletiva, porque ninguém cria nada no vácuo. Toda vez que você se refere a um objeto, se refere a um conhecimento acumulado sobre esse objeto, do qual você participa mais profunda ou mais superficialmente na medida da sua capacidade de recuperar o conhecimento”.

E o que estaria mudando na autoria como conseqüência da virtualidade? Para o professor, apenas a dinâmica do processo de comunicação tem sofrido alterações. O processo é praticamente o mesmo, calcado num discurso, numa assimilação e numa reformulação que se intercalam de forma extremamente rápida e em direções incontroláveis, o que torna a informação cada vez mais perecível, uma vez que no momento em que ela é editada já pode ser reformulada. Também em função disso, o retorno do que se está produzindo é imediato, tanto quanto o contato com o público, já que o autor pode falar diretamente com ele, principalmente por ser o próprio editor do seu processo criativo, o que, para Miranda, é uma revolução extraordinária.


Credibilidade: o desafio da autoria digital

O pesquisador Antonio Miranda acha que o fato de na Internet o autor ser seu próprio editor não gera problemas quanto à credibilidade das informações e à fidedignidade dos fatos que chegam ao público. Para ele, o mundo impresso estava sujeito a esses mesmos perigos: “A diferença é que algumas instituições como o livro, o artigo científico ou um trabalho de congresso passavam por um processo de acreditação, de revisão pelos pares, do qual a web estaria livre. Mas, hoje, a internet está se organizando para que os textos que divulga também tenham um processo de avaliação. Se você entra num site de qualidade, ele sempre aponta para outros sites de qualidade. No fundo, há um processo de legitimação, que é mais espontâneo, mais natural. As pessoas que utilizam a internet querem a mesma confiabilidade que buscam em outras fontes. O que valia para o mundo impresso, acaba sendo válido para o mundo virtual”.

Para Miranda, esse processo de legitimação se dará tendo à frente a sociedade organizada, principalmente através de grupos de representação, em função de cujos questionamentos e exigências a qualidade dos conhecimentos e produtos virtuais poderá ser alcançada: “Por que hoje a gente fala tanto de grupo? Porque grupo é uma entidade, uma instituição. Então se você está em um grupo de discussão, a primeira pergunta que vem ao freqüentador daquela página é quem são as pessoas que estão ali, se aquilo tem credibilidade, se merece respeito”. E na opinião do professor, é esse respeito, tanto pelo usuário quanto pelo conteúdo ao qual ele tem acesso que pode garantir a evolução da autoria digital. “Provavelmente os visitantes de páginas do futuro vão procurar algum sinal que distinga o tipo de fonte na qual se baseia aquela comunicação”.

Tão natural quanto a busca pela veracidade das fontes pelos usuários do futuro, será a preocupação com a memória da humanidade diante dos registros virtuais que tanto podem mantê-la quanto deixá-la desaparecer, assunto que preocupa o pesquisador. “Como ficará essa massa documental fantástica que ingressa o tempo todo na internet se muitas das coisas que entram desaparecem com o tempo e ficam sem registro? É provável que a guarda desse material acabe sendo uma preocupação de governos e de instituições, da mesma maneira que nós preservamos os meios escritos, impressos. O problema é que esses meios de registro, por causa das mudanças de tecnologia, precisam ser reciclados permanentemente”.

Miranda acredita que as novas tecnologias exigem a constante migração dos conteúdos para novos formatos de registro. Em função dessas mudanças, o conceito de direitos autorais, por exemplo, tem encabeçado um dos mais complexos debates nos meios acadêmicos e editorais. Para o professor, as pessoas podem se apropriar livremente das produções alheias, citando as fontes ou não, o que faz parte do processo produtivo coletivo: “Provavelmente a lei venha a criar novas formas de reconhecimento de autoria, mas isso não está muito bem definido. Vamos ter um tremendo trabalho pela frente, porque a Internet é um espaço de menos competitividade e de mais solidariedade. É uma questão de cultura, de sentir que aquilo que está na internet pode e deve ser usado livremente por todos”.

Fonte: texto originalmente publicado na página 13 da seção cultura do “Jornal da Universidade” da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Ano IX, Número 97, Abril de 2007. Reprodução sem fins lucrativos.

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* Alê Barreto é um administrador que gosta de arte, comunicação, cultura e entretenimento. Compartilha conhecimentos e suas experiências. Gosta de planejar e de meter a mão na massa. É também autor do livro Aprenda a Organizar um Show, primeira publicação livre e gratuita no Brasil sobre a tecnologia de produção de shows.

Trabalha sua presença digital saudável nos blogs Alê Barreto, "Aprenda a Organizar um Show" e Encantadoras Mulheres.

Recomenda a todos que conheçam a Associação Brasileira de Gestão Cultural e o SEBRAE.

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quinta-feira, dezembro 09, 2010

Aprenda a contar a sua história: dicas para divulgar o seu trabalho


Trailer do filme "O Contador de Histórias", filme de Luiz Villaça baseado na vida do mineiro Roberto Carlos Ramos, uma pessoa que sabe divulgar o seu trabalho


Por Alê Barreto*


Divulgar nosso trabalho é contar nossa própria história.

Tem coisas simples, úteis e acessíveis que você pode fazer que contribuem muito para que as pessoas prestem mais atenção em você, sem a necessidade de ter que usar clichês, propaganda enganosa, forçação de barra ou querer "simular" na internet o que você não é.


O que você quer divulgar?

Quer divulgar sua música? Uma foto? Um show? Um evento num brechó? Tenha clareza sobre o que você quer divulgar.


Divulgar você não é a mesma coisa que divulgar algo que você faz

Se você quer mostrar para alguém o que já fez, precisa reunir informações sobre suas realizações.

Tem gente que envia um texto de divulgação cheio de links e acha que o leitor tem obrigação de parar o que está fazendo para ir "investigar" o seu trabalho.

Acorde!!! Ninguém tem tempo para isso.


Tamanho do texto

Quanto menos você enviar, mais as pessoas vão ler. Deixe para enviar textos mais densos quando as pessoas manifestarem este interesse.


Imagem não é tudo, mas ajuda

Qualquer recurso visual sempre atrai a atenção. Use arquivos de fotos ou imagens bem leves, rápidos de baixar.


Cuidado na abordagem

Estar na rede social de alguém não significa que você virou o melhor amigo da pessoa com quem deseja se comunicar.

Antes de sair perguntando se alguém quer ouvir sua música, ver o seu filme, etc, comunique que você deseja estabelecer um diálogo para apresentar o seu trabalho.

Exemplo: Olá fulano de tal, tudo bem? Meu nome é Alê Barreto, sou um produtor cultural independente e gostaria de apresentar a você alguns de meus serviços. Posso enviar estas informações para o seu e-mail?


O que não pode faltar no seu texto

Atenção quando escreve. Depois de escrever, pare. Respire. Espere uns minutos. Leia tudo novamente.

Ficou claro sobre "o quê" você está falando?


Convite para parceria

90% das pessoas se encontram e dizem "vamos fazer uma parceria? você topa?".
Agora pense: você aceitaria um convite só porque a palavra parceria é bonita?

Antes de convidar alguém para fazer uma parceria, escreva para você mesmo e leia:

- qual é o objetivo da parceria?
- o que cada parceiro deverá fazer?


Divulgue primeiro para os interessados diretos

Novamente: ninguém tem mais tempo para ler. Antes de pensar em enviar um e-mail para todo o planeta, envie para quem pode se interessar em abrir o seu e-mail.


Vamos discutir um exemplo de divulgação

Como esta semana estou trabalhando na divulgação da última turma do ano do curso "Aprenda a Organizar um Show", que vou realizar dias 15 e 16 de dezembro em Porto Alegre, vou colocar o release na íntegra. Se alguém achar que faltou alguma coisa ou não ficou clara a comunicação, fique à vontade para comentar, perguntar e sugerir correções.


Release: Aprenda a Organizar um Show e dê os primeiros passos para trabalhar com cultura e entretenimento


Flyer (para salvar, aperte a tecla direita do mouse e clique no item "salvar imagem como")

Aprenda a Organizar um Show é um curso que ensina passo a passo como realizar um show musical.

Idealizado em linguagem descontraída, dinâmica e objetiva, o curso proporciona informações úteis para estudantes, profissionais práticos sem formação teórica e pessoas que desejam trabalhar de forma mais organizada e qualificada com cultura e entretenimento. O curso acontece em Porto Alegre nos dias 15 e 16 de dezembro.

Durante dois dias os participantes aprendem de forma intensiva detalhes sobre atividades de pré-produção (período que antecede o show), produção (período de realização do show) e pós-produção (período após o show), têm oportunidade de trocar experiências e construir novas redes de relacionamento.

O curso foi concebido a partir do livro "Aprenda a Organizar um Show", primeira publicação brasileira independente sobre a tecnologia de produção de shows disponibilizada de forma livre e gratuita na internet através do portal colaborativo www.overmundo.com.br


Conteúdo programático

-O que é fazer a produção?

-As etapas de um show


-Pré-Produção
(Quando/ Onde/ Conhecendo o local/ Cronograma/ A equipe/ Necessidades de músicos e técnicos/ Necessidades de infra-estrutura/ Necessidades da equipe de produção/ Solicitações, autorizações e contratos/ Direitos Autorais/ Divulgação/ Custos e Sustentabilidade)

-Produção
(Sala de produção/ Montagem de palco e cenário/ Montagem do som e da luz/ Montagem de camarim/ Receptivo e acompanhamento/ Credenciamento e cortesias/ Bilheteria/ Passagem de som/ A cobertura do show/ Segurança/ O momento do show)

-Pós-Produção
(Fechamento de bilheteria/ Pagamentos/ Desmontagem da infra-estrutura/ Limpeza/ Retorno dos músicos/ Liberação da equipe de produção/ Entrega do espaço/ Reunião de avaliação/ Registro do projeto)

- Módulo extra: agenciamento de espetáculos culturais
(Agenciamento/ O que é fundamental no agenciamento/ Formas de agenciamento/ Roteiro para começar a agenciar espetáculos culturais)


Ministrante

Alê Barreto é bacharel em Administração, com ênfase em Marketing, pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Atua como produtor independente desde 2003.

Cursa MBA em Gestão Cultural na Universidade Cândido Mendes (RJ). Atuou na produção de festivais (Claro que é Rock, IBest Rock), espetáculos internacionais (Avril Lavigne, Whitesnake e Scorpions), nacionais (Ivete Sangalo, CPM22), montagens teatrais (Grupo Nós do Morro, RJ) e shows de artistas independentes como Kleiton e Kledir, Antonio Villeroy, Ultramen, Bidê ou Balde, Cachorro Grande, Wander Wildner, Pata de Elefante, Bataclã FC, Richard Serraria e Nei Lisboa.

Administra o blog “Produtor Cultural Independente” (www.produtorindependente.com), um dos blogs mais acessados no Brasil para pesquisa de temas relacionados a produção e gestão cultural.

Realiza consultoria para o Sebrae para organização e estruturação de grupos culturais no estado do Acre.

Ministra cursos, oficinas e palestras. Está escrevendo seu segundo livro.

Assista ao vídeo no YouTube: http://www.youtube.com/watch?v=I_uoCITJJJk


Serviço
O que: curso “Aprenda a Organizar um Show”
Quando: 15/12 (13h às 19h) e 16/12 (13h às 19h)
Local: Santander Cultural - Rua Sete de Setembro, 1028
Centro, Porto Alegre/RS


Inscrições

O curso oferece uma promoção parecida com o sistema de compras coletivas. Desta forma, quanto mais pessoas participarem, menor será o valor do pagamento de cada inscrito. Isso facilita o acesso das pessoas ao conhecimento e proporciona uma melhor relação custo/benefício.

O preço básico da inscrição para os dois dias de curso é R$ 150,00 para turma com até 30 participantes.

Se o número de inscritos for entre 31 e 40 participantes, o valor para os dois dias de curso será R$ 130,00.

Se o número de inscritos for entre 41 e 50 participantes, o valor para os dois dias de curso será R$ 110,00.

Se o número de inscritos for 51 participantes ou mais, o valor para os dois dias de curso será R$ 100,00.

Informações:
Janaína Magalhães - 51-9115-5321 - janaina.cultur@gmail.com

Apoio:
Santander Cultural

Realização:
Janaína Magalhães
Produtor Cultural Independente


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* Alê Barreto é um administrador que gosta de arte, comunicação, cultura e entretenimento. Compartilha conhecimentos e suas experiências. Gosta de planejar e de meter a mão na massa. É também autor do livro Aprenda a Organizar um Show, primeira publicação livre e gratuita no Brasil sobre a tecnologia de produção de shows.

Trabalha sua presença digital saudável nos blogs Alê Barreto, "Aprenda a Organizar um Show" e Encantadoras Mulheres.

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quarta-feira, dezembro 08, 2010

Como circular um trabalho em várias cidades?


Nei Lisboa dando um autógrafo para minha amiga Vavá Linda Jones, no show "Vapor de Estação", realizado em parceria com Ana Lombardi e Maria Braga, no Teatro Rival, no Rio de Janeiro, com patrocínio para circulação pelo programa Petrobras Cultural. Direto do facebook de Rodrigo Sabatinelli


Por Alê Barreto*


Ah, a tal da "circulação". Todo mundo quer tocar em outra cidade. Todo mundo quer participar de mostras e festivais pelo Brasil. Todo quer fazer exposições em novos lugares. Todo mundo quer levar a sua arte para toda parte. Em fez de gastarmos tempo pensando se é difícil, vamos gastar este mesmo tempo, que é um recurso escasso, limitado e não renovável, buscando entender o que é possível fazer.


Entendendo um pouquinho a lei da Oferta e da Procura

Se todo mundo quer fazer circular o seu trabalho, significa que muitas pessoas querem "oferecer" serviços ou produtos de arte, cultura, comunicação e entretenimento. Para que estes serviços sejam contratados, é preciso que haja procura por estes serviços.


Quem pode estar procurando pelos meus serviços?

Esta simples pergunta pode nos ajudar muito. Quando há procura pelo que queremos fazer, fica mais fácil realizar.

Temos interessados diretos e indiretos.


Quem são os interessados diretos?

Aqui muita gente se perde. Os interessados diretos, na minha opinião, são as pessoas que decidem. No processo de compra, estas pessoas desempenham o papel que chamamos de "decisor".

Logo, pessoas interessadas são pessoas que decidem quais artistas serão contratados.

Exemplos mais comuns: dono, gerente ou produtor de casa noturna, que programa as datas dos shows e espetáculos. Dono da galeria que agenda as exposições de artes visuais. Organizador do cineclube. Responsável pela pauta do teatro que recebe propostas de teatro, dança e performance. Agência promotora de eventos que presta serviço para festivais, feiras, mostras, rodeios e festas populares junto à prefeituras.

Grave isso: sua proposta terá melhores resultados se for recebida por quem decide.


E se eu não conheço os interessados diretos?

Comece pesquisando quem são os interessados indiretos. São pessoas que sugerem contratações, que influenciam na decisão de contratação.

Exemplos mais comuns: pessoas que já manifestaram admiração pelo seu trabalho, como amigos, colegas de trabalho, fãs e formadores de opinião (jornalistas, produtores, escritores, etc) ou pessoas que já conhecem e aprovam o seu trabalho

Interessante: às vezes, mobilizar interessados indiretos é uma boa maneira de persuadir interessados diretos a contratarem o seu trabalho.


Como funciona a lei da Oferta e da Demanda na prática?

Além de muitas vezes não sabermos utilizar o nosso tempo para chegar aos potenciais ou reais interessados, ainda acreditamos cegamente em frases como "há público para tudo" ou "dinheiro existe, o que falta são bons projetos".

Tenha prudência e vá aprimorando sua estratégia. Na prática, há muito mais gente querendo se apresentar do que pessoas querendo contratar artistas.


Como posso fazer a lei da Oferta e da Demanda jogar ao meu favor?

Ter uma visão realista sobre o seu trabalho ajuda muito. Não adianta encarar a vontade de circular por várias cidades como uma criança que quer porque quer ganhar um brinquedo. Enquanto você está pensando em como fazer isso, há muito gente que faz isso há anos. Você nem era nascido e já tinha gente fazendo isso.

Organize sua agenda de maneira que você consiga ter tempo para aprimorar o que você faz e cada vez mostrar isso para mais pessoas interessadas em contratá-lo ou interessadas em representá-lo junto a contratantes.


Trabalhar sozinho para levar meu show para outra cidade com profissionais intermediários?

Muitas vezes, achamos que o melhor a fazer é encontrar um produtor que faça tudo. Nossa vocação é artística. Mas veja: assim como há muito mais gente querendo se apresentar do que pessoas querendo contratar artistas, há muito mais gente querendo se apresentar do que pessoas querendo intermediar venda de shows, projetos, mostras, exposições, etc. Nesta situação, muitas vezes o intermediário se vale desta vantagem e presta maus serviços. Mas existem ótimos profissionais que trabalham com ética e seriedade o agenciamento artístico. E também são em menor número do que a quantidade de pessoas com ótimos trabalhos querendo se apresentar.

Aqui acho que o equilíbrio conta muito. Vale a pena fazer parcerias, sem deixar de aprender a gerenciar a própria carreira. Enquanto não surge um parceiro que possa levar a proposta de seu trabalho para uma pessoa interessada em outra cidade, vá a luta. Aprenda a vender. E quanto tenta vender, continue procurando parceiros.

A sensação de que todos os dias você está fazendo algo pelos seus objetivos é um ótimo energético para estimular a continuidade de seu trabalho.


Já que o tema é circulação...

Lembrei que também, como produtor, estou na batalha pela circulação dos meus trabalhos e projetos.



Graças a parceria com o Santander Cultural, que possui um importante trabalho de fomento aos artistas e produtores independentes, e a parceria com a Janaína Magalhães, gestora cultural, vou circular a atividade de formação e capacitação "Aprenda a Organizar um Show" nos próximos dias 15 e 16 de dezembro em Porto Alegre. A última turma do curso foi realizada na Unisinos e o curso já circulou pelos estados do RJ, DF, GO, AC e MG.

Agradeço também a divulgação que está sendo realizada pela Porto Web, pelo Conselho Municipal de Cultura de Porto Alegre e pelo Observatório de Cultura da Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre.

Duas dicas:

- como acesso e compartilhamento são as bases do meu trabalho, será a primeira turma do curso em que vou fazer uma promoção similar a compras coletivas. Quanto mais gente participar, mais acessível fica para todos. Saiba mais

- como participar: entre em contato e faça sua inscrição com a Janaína Magalhães (51)9115-5321 ou janaina.cultur@gmail.com

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segunda-feira, dezembro 06, 2010

Flora Gil afirma: "o combinado não sai nem caro e nem barato. Só sai o combinado".

Flora Gil from FLi Multimídia on Vimeo.




Por Alê Barreto*


Assista no video o importante depoimento que Flora Gil concedeu ao projeto Produção Cultural no Brasil. Flora Gil é produtora cultural e diretora da Gegê Produções Artísticas desde 1987.

Leia também a reportagem sobre sua carreira na revista Trip.


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* Alê Barreto é administrador, produtor cultural e autor do livro Aprenda a Organizar um Show, primeira publicação disponibilizada de forma livre e gratuita no Brasil sobre a tecnologia de produção de shows. Trabalha novos conceitos e oferece serviços diferenciados para empresas, produtores, grupos culturais e artistas. Divulga reflexões sobre seu processo de trabalho no blog Alê Barreto, divulga ideias contra o machismo no blog encantadoras mulheres e compartilha a experiência do método livre de produção de shows no blog "Aprenda a Organizar um Show".

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sábado, dezembro 04, 2010

Profissionais com boa formação e que gostam do que fazem trazem melhores resultados para carreiras artísticas


Graça dos Prazeres: cuidado e afeto com os alimentos. Exemplo a ser seguido pelos produtores que cuidam dos artistas


Por Alê Barreto*

Uns dias atrás, tive vários insights lavando roupa. Isto deu origem ao texto de "De roupa (e alma) lavada". Hoje os insights vieram de outra experiência do meu cotidiano aqui no Rio de Janeiro.

Fui até a casa de um novo amigo, próximo da Lagoa Rodrigo de Freitas, para um almoço. Cardápio? Comida natural. A chef era a amiga Graça dos Prazeres.

Graça tem uma habilidade incrível. Vê-la preparar os alimentos é um espetáculo à parte. Enquanto ela espiava se o peixe já tinha assado, ensinava uma pessoa a preparar o suco verde e dava uma verdadeira aula sobre o bem estar que cada prato faz para nossas vidas, fruto de sua experiência com o projeto Oficina da Semente,




do doutor Alberto Peribanez Gonzalez, autor do livro "Lugar de Médico é na Cozinha". Todos ficam encantados com a leveza, a beleza e o sabor de cada refeição que ela prepara.

Porque não como assim todos os dias? Este encantamento me fez perceber que muitas vezes aceito comer alimentos menos saudáveis e menos saborosos no meu dia a dia, por não dar a atenção necessária para minha alimentação. Muitas vezes justifico isso pensando: "comida não é a minha atividade principal". Mas, no fundo, sei que é só uma desculpa. Sem uma alimentação leve, bonita, saudável e prazerosa, não irei conseguir realizar a arte de viver em toda sua plenitude. Esta situação de "acomodação" também ocorre na produção e na administração de trabalhos artísticos.

Muitas vezes os artistas passam anos pensando que "produção" é uma atividade administrativa, uma atividade de suporte, menos essencial. Dedicam toda sua atenção e investimento financeiro somente para gravar, escrever, ler, filmar, dançar. Isso faz com que tenham que fazer sua própria produção, muitas vezes sem o preparo necessário, ou que tenham que aceitar participar de shows e projetos em condições precárias, por não ter alguém que os represente e trabalhe para minimizar isso. Com o tempo, cansados de passar por tantas experiências ruins, acabam aceitando trabalhar com produtores tolerando grosseria, falta de profissionalismo, baixa qualificação e péssimo atendimento.

Mas isso está mudando. Os artistas novos (e muitos com bastante experiência) já estão se dando conta que é preciso "alimentar" sua carreira formando equipes com profissionais que tenham boa formação e que gostam do que fazem. Isso sempre traz mais leveza, beleza e sabor para sua arte. E mais resultados.


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* Alê Barreto é administrador, produtor cultural e autor do livro Aprenda a Organizar um Show, primeira publicação disponibilizada de forma livre e gratuita no Brasil sobre a tecnologia de produção de shows. Trabalha novos conceitos e oferece serviços diferenciados para empresas, produtores, grupos culturais e artistas. Divulga reflexões sobre seu processo de trabalho no blog Alê Barreto, divulga ideias contra o machismo no blog encantadoras mulheres e compartilha a experiência do método livre de produção de shows no blog "Aprenda a Organizar um Show".

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quinta-feira, dezembro 02, 2010

Qual o impacto da convergência na vida do artista e do produtor cultural?




Por Alê Barreto*


Leonardo Brant criou um programa piloto da TVCeM, webTV do site Cultura e Mercado.

Assista um bate-papo interessante sobre sociedades videocráticas e cultura da convergência com Cladio Lins de Vasconcelos.


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quarta-feira, dezembro 01, 2010

Aprenda a pensar sobre como cobrar de forma digna a realização de seu trabalho


Ilustração: Renato Moll


Por Alê Barreto*


Você sabe quando deve ou não cobrar pelo seu serviço? Você sabe quanto deve cobrar pelo seu trabalho?

Na teoria, todo o trabalho deve ser remunerado, com exceção do trabalho voluntário. Mas as práticas (ainda) existentes no setor de cultura e entretenimento mostram que trabalhar de graça ou quase de graça é algo mais comum do que se imagina.


Quem trabalha de graça ou quase de graça?

Em geral, quem trabalha de graça ou quase de graça em projetos culturais, festivais independentes, mostras artísticas, shows, espetáculos, etc são pessoas que não precisam de remuneração destas atividades para sua sobrevivência. Voluntários, estagiários, simpatizantes da cultura que possuem emprego em órgãos públicos e ONGs, integrantes de coletivos de cultura, profissionais das mais diversas áreas que esporadicamente ajudam a acontecer uma ação ou projeto cultural e pessoas que além de sua carreira profissional escrevem, tocam, pintam, filmam, etc.


E quem precisa da remuneração para sobrevivência também trabalha de graça ou quase de graça?

Sim. Isso ocorre basicamente por um (ou mais) destes cinco motivos:

- trabalhar com medo de dizer não, acreditando que para estar no mercado é preciso sempre dizer "sim" quando alguém lhe faz uma proposta;
- achar que elaborar um projeto ou fazer a produção de um evento cultural de graça poderá lhe trazer algum percentual de remuneração futuramente, mesmo sem garantia nenhuma;
- não saber como fazer o orçamento de um serviço;
- vontade de aprender novos métodos de trabalho;
- vontade de divulgar um serviço para possíveis contratantes.


E você, qual é a sua?

Se todas estas situações ocorrem no mercado, mais interessante do que aceitar ou lutar contra é ter clareza: qual é a sua, trabalhar de graça ou quase de graça ou aprender a cobrar de forma digna a realização de seu trabalho?


Como cobrar de forma digna a realização de seu trabalho?

Não há fórmula pronta. E se houver alguma, não se aplica a todas as situações e contextos. Um bom caminho é pensarmos em alguns critérios que podem nos auxiliar a tomarmos decisões que gerem melhores resultados.


Estar no mercado

Estar no mercado não é sempre dizer "sim" quando alguém lhe faz uma proposta. Estar no mercado é saber ouvir com atenção as necessidades de um cliente e ter gentileza, educação, agilidade e respeito para responder se será possível atendê-lo ou não.


Trabalhar no risco

Trabalhar "no risco" é outro mito que com frequência beneficia quem recebe o trabalho de graça. Se você for aceitar este tipo de trabalho, avalie se o risco de prejuízo financeiro não é alto demais para você. Trabalhar repetidamente em algo que se gosta, na aposta de que um dia vai dar certo, com sucessivos prejuízos financeiros, que afetam sua qualidade de vida, vai criando uma relação esquizofrênica com aquilo que você mais gosta de fazer.

Tenho aprendido que a dificuldade financeira corrói o prazer da realização. Nos momentos de crise financeira, tendemos a ficar confusos e achar que fizemos escolhas erradas, que trabalhar com cultura não vale a pena, que não temos capacidade de ganhar dinheiro com aquilo que escolhemos realizar.


Como é formado o preço de um serviço?

O preço de um serviço é formado basicamente de duas formas:

seus custos + valor que você deseja lucrar = preço a ser oferecido

ou

proposta de um valor disponível para pagá-lo e você ter que adequar os seus custos para conseguir obter algum lucro


Em qualquer uma destas alternativas, lembre-se:

=> o seu custo é tudo o que você vai gastar para executar o serviço + o preço do seu tempo de trabalho + % lucro + impostos de nota fiscal

Exemplo: se você precisa de um produtor para trabalhar na organização de um show que irá passar por uma cidade. Veja como pode ser calculado adequadamente o valor a ser pago:

custos de produção(básicos, variam de caso a caso)
estimativa com gasto de telefone = R$ 400,00
estimativa de gasto com transporte = R$ 500,00
estimativa com gasto de alimentação = 30 dias vezes gasto médio de R$ 20,00 = R$ 600,00

total de custos = R$ 1.500,00

(van para artistas, mídia na rádio, cartazes, hospedagem, etc devem ser orçados à parte)


custo do trabalho do profissional
(salário médio de um produtor executivo,
com experiência, para um mês de trabalho) = R$ 3.000,00

Total dos custos = básicos + trabalho do profissional = R$ 4.500,00

Lucro (estimativa de 10%) = R$ 4.500,00 x 10% = R$ 450,00

Valor total líquido antes da nota fiscal = total dos custos + lucro = R$ 4.950,00

Valot total com nota fiscal = R$ 5.550,00


Iniciativa para aprender novos métodos de trabalho

Se você aceitar um trabalho de graça ou quase de graça, porque deseja aprender um novo método de trabalho, tenha clareza sobre o que deseja aprender e faça isso por um tempo determinado. Isso contribui para que você tenha noção do quanto do seu tempo pode investir para aprender e quanto do seu tempo precisa dedicar para sua sustentabilidade.


Trabalhar para se divulgar

Ofereça "amostra grátis" do trabalho com foco em contratantes que em geral pagam bem e que futuramente possam ser rentáveis.


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* Alê Barreto é administrador, produtor cultural e autor do livro Aprenda a Organizar um Show, primeira publicação disponibilizada de forma livre e gratuita no Brasil sobre a tecnologia de produção de shows. Trabalha novos conceitos e oferece serviços diferenciados para empresas, produtores, grupos culturais e artistas. Divulga reflexões sobre seu processo de trabalho no blog Alê Barreto, divulga ideias contra o machismo no blog encantadoras mulheres e compartilha a experiência do método livre de produção de shows no blog "Aprenda a Organizar um Show".

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segunda-feira, novembro 29, 2010

IPEA lança publicação sobre a percepção da população brasileira sobre a cultura




Por Alê Barreto*


O IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) produz uma publicação intitulada "Sistema de Indicadores de Percepção Social (SIPS)", que tem como finalidade fornecer dados sobre a percepção da população quanto a justiça, cultura, segurança pública, serviços para mulheres e de cuidados das crianças, bancos, mobilidade urbana, saúde, educação e qualificação para o trabalho.

Veja a percepção da população brasileira sobre cultura.

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* Alê Barreto é administrador, produtor cultural e autor do livro Aprenda a Organizar um Show, primeira publicação disponibilizada de forma livre e gratuita no Brasil sobre a tecnologia de produção de shows. Trabalha novos conceitos e oferece serviços diferenciados para empresas, produtores, grupos culturais e artistas. Divulga reflexões sobre seu processo de trabalho no blog Alê Barreto, divulga ideias contra o machismo no blog encantadoras mulheres e compartilha a experiência do método livre de produção de shows no blog "Aprenda a Organizar um Show".

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domingo, novembro 28, 2010

Centro de Estudos Multidisciplinares em Cultura lança novo livro sobre políticas culturais, democracia e conselhos de cultura dia 03 de dezembro




Por Alê Barreto*


Depois de divulgar o mapeamento da formação em organização cultural no Brasil, que mostra 257 instituições de ensino, faço questão agora de contribuir para divulgar o lançamento do livro "Políticas Culturais, Democracia & Conselhos de Cultura" de Antonio Albino Canelas Rubim, Taiane Fernandes e Iuri Rubim. É o oitavo exemplar da coleção Coleção Cult.

O livro é um produto de um importante projeto que está sendo realizado pelo Centro de Estudos Multidisciplinares em Cultura da Universidade Federal da Bahia em parceria com o Ministério da Cultura.

Quem estiver em Salvador ou redondezas, anote na agenda: dia 03 de dezembro, às 20h30, no Conselho de Cultura da Bahia, que fica no Palácio da Aclamação, no Campo Grande.

Para quem não conhece a relação da UFBA com a cultura, transcrevo abaixo um trecho do texto contido no site deste projeto:

"A Universidade Federal da Bahia (www.ufba.br) tem rica tradição em formação, pesquisa e extensão na área da cultura. Na graduação, ela tem praticamente cursos em todas as áreas culturais, alguns deles pioneiros como cursos universitários no país, a exemplo de: Dança; Teatro e Produção Cultural, ainda hoje um dos poucos existentes no Brasil. Na pós-graduação, a UFBA oferece programas em quase todo o campo cultural, praticamente todos com avaliação muito positiva da CAPES. Na pesquisa e na extensão em cultura a atividade da UFBA tem destaque nacional e internacional, com núcleos, como o Centro de Estudos Afro-Orientais, pioneiro nos estudos da cultura afro-brasileira. O Instituto de Humanidades, Artes e Ciências Professor Milton Santos (www.ihac.ufba.br), órgão executor do projeto, também detém expertise na área dos estudos da cultura. Na graduação, mantém bacharelados interdisciplinares em Artes e em Humanidades e está criando habilitações em Políticas e Gestão Culturais e em Artes e Tecnologias Digitais. Na pós-graduação possui o Programa Multidisciplinar de Pós-Graduação em Cultura e Sociedade (www.poscultura.ufba.br), com linhas de pesquisa em Cultura e Desenvolvimento e em Cultura e Identidade. Além disto, mantém o Centro de Estudos Multidisciplinares em Cultura (www.cult.ufba.br), dedicado à pesquisa e à extensão em cultura. Assim, a UFBA e o IHAC congregam relevante expertise na área de formação, estudos e de desenvolvimento de atividades culturais".

Para conhecer mais, acesse o site http://www.conselhosdecultura.ufba.br

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sexta-feira, novembro 26, 2010

Assista o documentário "Notícias de uma guerra particular"


Capa do DVD "Notícias de uma guerra particular"


Por Alê Barreto*


"(...) a Polícia Federal estima que o comércio de drogas empregue 100.000 pessoas no RJ. Ou seja, o mesmo número de funcionários da prefeitura da cidade. Nem todas estas pessoas moram em favelas. No entanto, a repressão se concentra exclusivamente nos morros cariocas. Este programa, rodado ao longo de 97 e 98, ouviu as pessoas mais diretamente envolvidas neste conflito: o policial, o traficante e, no meio deste fogo cruzado, o morador".

O texto acima é uma transcrição da voz em off que abre o documentário "Notícias de uma guerra particular" de João Moreira Salles e Kátia Lund.

Antes de tirar conclusões apressadas sobre os ataques no Rio, amplie sua formação como produtor cultural independente e assista este filme. Traz mais informações sobre as origens da situação complexa em que se encontra hoje a cidade do Rio de Janeiro.

Quem comprar ou arrumar emprestado o DVD, que é duplo, terá acesso no disco 1 ao filme, faixa comentada por João Moreira Salles, Katia Lund, Eduardo Coutinho e Carlos Alberto Mattos e outro documentário, o "Santa Marta: duas semanas no morro" (produzido em 1987 por Eduardo Coutinho). No disco 2 encontrará íntegra das entrevistas com General Nilton Cerqueira, Capitão Pimentel, Paulo Lins, Adão, Soldado Milton, Adriano, Gordo, Hélio Luz e filmografia dos filmografia dos diretores.

Caso você não tenha o DVD, o filme também está disponível no youtube.

É um excelente material didático para projetos culturais em escolas.




Parte 1 do 7




Parte 2 do 7




Parte 3 do 7




Parte 4 do 7




Parte 5 do 7




Parte 6 do 7




Parte 7 do 7


Leia também o artigo de Luiz Eduardo Soares.

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Instituições que oferecem formação em organização da cultura




Por Alê Barreto*


Iniciei a minha sexta-feira lendo o artigo "A crise no rio e o pastiche midiático" de Luiz Eduardo Soares. Para quem não o conhece, Luiz Eduardo é antropólogo, coordena a especialização em segurança pública da Universidade Estácio de Sá, dá aulas na pós-graduação em direitos humanos e ciências sociais da Universidade do Estado do Rio de Janeiro e é escritor. É co-autor dos livros Elite da Tropa (Editora Objetiva) e Elite da Tropa 2 (editora Nova Fronteira).

No texto, o antropólogo dá uma aula de leitura crítica da mídia, tema que tratamos nos posts anteriores. É muito interessante perceber que ele analisa as perguntas que são feitas sobre a crise e mostra outras possibilidades.

O artigo de Luiz Eduardo Soares é uma verdadeira aula para produtores culturais independentes, pois não consigo pensar em uma formação para produtor cultural que não inclua as questões sociais. Esta aula me motivou a compartilhar mais informações para que o campo da produção cultural no Brasil se desenvolva.

Uma equipe coordenada pelos pesquisadores da UFBA Albino Rubim, Alexandre Barbalho e o Leonardo Costa criou o primeiro Mapeamento da Formação em Organização Cultural no Brasil. Neste trabalho constam 257 instituições de ensino.

Quem quiser informações sobre educação para a produção cultural (sentido amplo), só pesquisar no site.

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quinta-feira, novembro 25, 2010

Produtor Cultural precisa ir a shows e espetáculos culturais


Renegado abre a noite do Brasilidade celebrando a diversidade cultural


Por Alê Barreto*


Para quem só está vendo um lado da questão, a assessoria de imprensa do Ministério da Cultura confirmou através de seu site que o evento Brasilidade não foi cancelado e os shows dos Arcos da Lapa começam hoje às 20h30. Todos com entrada franca.

O primeiro show de hoje é do rapper mineiro Renegado, que tive o prazer de conhecer pessoalmente lá no Nós do Morro. Escuto direto o cd dele "Do Oiapoque a Nova York".

O segundo show será do Lenine. Uma verdadeira aula de música e diversidade.

Amanhã se apresentam meus amigos da Cachorro Grande. E também terá show do Arnaldo Antunes, artista que é uma grande referência minha.

Para saber a programação completa, acesse o site do Brasilidade.

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Vamos trabalhar nossa alfabetização para as mídias?




Por Alê Barreto*


Um pouco sobre este conceito no vídeo acima e nos três artigos abaixo:



Alfabetização para as mídias: como ler o que não está escrito, matéria publicada na revista Mídia com Democracia, nº 1, janeiro de 2006.




10 estratégias de manipulação da mídia - Noam Chomsky, matéria publicada no site Geledés Instituto da Mulher Negra




Mídia critica a política, mas faz parte dela, entrevista com Antonio Albino Rubim Canelas, publicada na revista Mídia com Democracia, nº 6, outubro de 2007.

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Um pedido de colaboração para que a população que mora no RJ não entre em pânico




Por Alê Barreto*


Gente, este blog é de produção cultural, mas não tem como não fazer este apelo.

As pessoas querem saber o que está acontecendo no RJ. O que está acontecendo é que existem áreas da cidade que estão em conflito. Mas não são todos os lugares do RJ que estão em conflito e não é toda a população que está sendo alvo da violência.

O que está acontecendo em todos os lugares do RJ é que todo mundo vê pela TV imagens da violência, se assusta e produz conteúdo para internet. Isso só está criando pânico coletivo. Quem é do RJ, fica mais assustado. Quem não mora no RJ, se preocupa com os seus parentes que moram no RJ e fica apreensivo que estes fatos venham ocorrer em outras cidades.

Vamos ter calma e não se deixar contaminar pelo medo.

Militantes políticos de quaisquer partidos: não utilizem a violência para promover suas ideias e opiniões. A população do RJ não precisa de opiniões. Precisa de atitudes de que promovam paz.

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quarta-feira, novembro 24, 2010

Participe do III Encontro com Mestres Populares na UFRJ




Por Alê Barreto*


Depois de "lavar a alma" numa noite linda e com casa cheia no Teatro Rival, onde junto com Maria Braga e Ana Lombardi produzi o show "Vapor da Estação" do cantor e compositor gaúcho Nei Lisboa, patrocínio do programa Petrobras Cultural, lembrei de divulgar uma ação cultural importante que está acontecendo no Rio de Janeiro.

Trata-se do III Encontro com Mestres Populares na UFRJ. Começou ontem e vai até o dia 26.

Veja a programação.


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segunda-feira, novembro 22, 2010

Verificando detalhes para Receptivo e Acompanhamento numa turnê


Entrevista de Nei Lisboa no Showlivre.com

Por Alê Barreto*

Nada como planejar algo e depois colocar a mão na massa para ver este algo acontecer. Estou saindo agora para o aeroporto Santos Dumont, para receber Nei Lisboa (veja a entrevista acima), os músicos, técnicos e a produtora Ana Lombardi.

Quem já fez o meu curso "Aprenda a Organizar um Show", sabe que agora vou realizar as atividades de receptivo e acompanhamento.

Para isso, um check-list básico:

- número do vôo, nome do aeroporto, horário e portão de desembarque;
- nome e fone do profissional do transporte (equipe e cenário);
- cartaz para as pessoas rapidamente me localizarem (não vou usar porque já conheço a equipe);
- cronograma em mãos com horários e endereço dos translados;
- rooming list para hotel.

Tudo conferido.

Então, para colaborar com divulgação, lembro a todos:

=> o Programa Petrobras Cultural traz Nei Lisboa para o Rio de Janeiro dia 23 de novembro com o show "Vapor da Estação" - Teatro Rival – Cinelândia - 19h30.

O espetáculo já passou pelas cidades de Curitiba (PR), Florianópolis (SC), Itajaí (SC), Belo Horizonte (MG), Brasília (DF), Belém (PA), São José do Rio Preto (SP) e São Paulo (SP).



Uma produção Ana Lombardi, Maria Braga Produções e Produtor Cultural Independente

Compre seu ingresso antecipado

Mais sobre Nei Liboa: site, músicas e vídeos.

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sexta-feira, novembro 19, 2010

Ana Carla Fonseca Reis lança o curso "Economia da Cultura e Economia Criativa"




Por Alê Barreto*


Hoje recebi de Ana Carla Fonseca Reis uma ótima notícia: ela está coordenando o curso "Economia da Cultura e Economia Criativa" que será realizado de 4 a 11 de dezembro, no Centro de Estudos de Mídia, Entretenimento e Cultura - CEMEC.

Se eu morasse em SP, já estava inscrito. Acompanho o trabalho da Ana Carla desde 2006, época em que estudei seu livro "Marketing Cultural e Financiamento da Cultura" para realizar o meu trabalho de conclusão do bacharelado de Administração de Empresas, na Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Considero a Ana Carla uma profissional comprometida com a difusão de conceitos necessários para a compreensão do setor cultural de forma sistêmica e sustentável.

Assistam o vídeo. Mais informações sobre o curso.

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quinta-feira, novembro 18, 2010

Administre melhor sua produção através do "check-list"




Por Alê Barreto*


Tá chegando o dia do show e mil coisas vem à sua cabeça. Quer um calmante? O nome do calmante é "check-list".

O "check-list" nada mais é do que uma lista de verificação ou uma relação de atividades que precisam ser realizadas.


Utilize um check-list

Abandone o hábito caótico de anotar em vários lugares. Mantenha uma lista atualizada das atividades que você está acompanhando. Rabisque ela à vontade, mas tenha somente um lugar para consultar.


O que devo anotar?

Tudo. Seja detalhista. Não trabalhe somente contando com sua memória.


Datas

Anote sempre os prazos de cada tarefa.


Responsáveis

Anote os nomes e telefones das pessoas que precisam ser acionadas.


Atenção com a palavra "ok"

Só considere "ok" algo que foi comprovadamente concluído. Nunca marque "ok" para algo que você acha que está pronto ou que alguém disse que "parece" que está concluído.

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quarta-feira, novembro 17, 2010

O telefone é uma ferramenta importante para o produtor e o gestor cultural




Por Alê Barreto*


Você já se deu conta que saber usar o telefone pode fazer a diferença na hora de planejar ou gerenciar um projeto cultural?

O senso comum diz que no mundo da produção "o importante são os contatos". Discordo: o importante é saber como acessar os contatos. Uma das maneiras é saber usar o telefone. Temos na maioria das vezes uma sensação de que sabemos usar, pois basicamente é preciso falar e ouvir, algo que já fazemos desde a infância.

Dê uma espiada no roteiro abaixo e veja se o telefone está sendo utilizado da forma mais eficiente.


Como você aborda uma pessoa no telefone pela primeira vez?

Quando ligar para alguém, seja objetivo na sua apresentação.

Exemplo:

"Boa tarde, meu nome é Alê Barreto, sou um produtor cultural. Estou falando com João Carlos, gerente de patrocínio da Doações Culturais Ilimitadas"?

Em uma frase você diz quem é, o que faz e pede confirmação para saber se quem está atendendo é quem você está procurando.


Peça licença para não se tornar invasivo

Muitas vezes quem atende, não pode falar muito naquele momento. Verifique se é possível falar.

Exemplo:

"João Carlos, eu gostaria de falar rapidamente, não mais que três minutos, para saber como encaminhar uma proposta de projeto que acredito ser também do interesse de sua empresa. Posso falar"?


Se a pessoa não pode falar

Não force a barra. A primeira impressão é que fica. Se você for um chato, irá inviabilizar novos contatos. Busque uma alternativa.

Exemplo:

"Ok João Carlos, entendo que neste momento não é possível. O que você acha melhor: eu ligar novamente ou você me passar seu endereço de e-mail para mim ir adiantando a conversa? Qual o melhor horário para ligar?"


Se errou o contato, busque informações

Muitas vezes você liga e ouve "a pessoa que atende este assunto agora tem outro telefone, trabalha em outro departamento". Daí você simplesmente agradece e desliga.

Aproveite e busque saber como encontrar esta pessoa.

Exemplo:

"João Carlos, você teria o novo telefone desta pessoa ou poderia me indicar o número de telefone de alguém que possa passar esta informação?"


Telefone não é solução. É uma ferramenta. Cabe aos produtores e gestores saberem utilizá-lo.

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sábado, novembro 13, 2010

Cultura Digital também é assunto de gestores e produtores culturais

Juca e Gil from FLi Multimídia on Vimeo.




Por Alê Barreto*


Recebi hoje um vídeo enviado pelo Rodrigo Savazoni, da Casa da Cultura Digital (São Paulo), e que trabalha na FLi Multimídia (Estratégias para comunicação e cultura digital), que foi feito com os ministros Gilberto Gil e Juca Ferreira, sobre os avanços que o Estado brasileiro teve com um novo entendimento por parte do Ministério da Cultura para a relação da cultura com as novas tecnologias de informação e comunicação.

Este conteúdo faz parte da divulgação de dois importantes eventos: Fórum da Cultura Digital e o Brasil 2014 (ato que irá discutir o futuro da Cultura Digital).

Mais um aprendizado sobre produção executiva: vejam que boa ideia os organizadores do fórum tiveram para resolver a necessidade de informações para orientar os participantes (onde comer, beber, transporte, etc.): Guia de Sobrevivência do Fórum da Cultura Digital 2010

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Vamos pensar na divulgação?



Por Alê Barreto*


É fácil fazer divulgação?

No artigo "Em busca do leitor atento", publicado no livro "Mídia, cultura e contemporaneidade: análise e angulações", organizado por César Steffen e Kenia Pozenato, Paulo Pinheiro Gomes Jr. menciona o seguinte:

"O primeiro grande estudo dedicado unicamente à tarefa de medir quanta informação há no mundo estima que, em 2002, foram produzidos e estocados cinco exabytes somente em meios físicos (papel, filme, meios óticos e magnéticos). Isso equivale ao conteúdo de 500 mil bibliotecas do Congresso Nacional dos Estados Unidos, cada uma delas com 19 milhões de livros e 56 milhões de manuscritos.

Em 2006, todas as informações geradas pelas pessoas no mundo atingiram a marca de 161 exabytes. (...) Em 2010 serão gerados 988 exabytes de dados. Isso significa que, a cada ano, o aumento do número de informações criadas crescerá em torno de 50%".


Bom, já deu para ver que toda vez que você for divulgar qualquer coisa, terá muita gente tentando fazer isso também.

Quando o assunto é divulgação, estamos falando em disputar um espaço na lembrança das pessoas, que a todo momento são bombardeadas por esta imensa quantidade de informações produzidas no mundo. Mas mesmo em meio a este bombardeio, é possível fazer algo. Há mais chances do público ir ao seu show se for informado que ele irá acontecer. O mesmo se aplica ao seu espetáculo de dança, de teatro, seu recital de poesias, sua sessão de cineclube. Se aplica a toda e qualquer ação cultural. Inclusive na internet.

Ok. Agora que já sabemos estas informações, ficou mais fácil fazer divulgação?

Antes de responder a pergunta, vamos praticar. Na sua próxima divulgação, considere as seguintes dicas:

- quem é o seu público? Analise o lugar onde estas pessoas vivem, sua faixa etária, nível de escolaridade, renda e hábitos de consumo cultural

- qual deve ser o período de divulgação? 1 mês? 20 dias? 1 semana?

- que meios de comunicação devem ser usados? Vai apostar toda as fichas no facebook e esquecer que ainda existe jornal, rádio e televisão? Vai ignorar os blogs?

- materiais de divulgação: vai usar filipeta (física ou virtual)? Vai colocar uma faixa na frente do teatro?

- conteúdo: tenha sempre pronto um release (texto objetivo com informações atualizadas sobre seu trabalho), 2 ou 3 fotos de divulgação (em baixa e alta resolução, mencionando o crédito do autor da imagem), clipping (matérias, notas, resenhas, críticas que mencionam o seu trabalho ou projetos), 2 vídeos (com imagem boa e áudio bacana, curtos, até 5 minutos), relação de seus links na web (redes sociais, locais para download de seus conteúdos).

Ainda está difícil divulgar?


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