segunda-feira, maio 09, 2011

Roteiro para prestação de serviços em projetos




Por Alê Barreto*
alebarreto@gmail.com


De repente, o seu telefone toca. Você atende e escuta uma voz que diz: "alô, você faz produção? Eu preciso de um produtor".

Um número muito grande de pessoas já considera que "arrumou trabalho". Não é bem assim.


Roteiro para prestação de serviços em projetos

- faça um "check-list" do que você precisa saber;
- agende uma reunião com o cliente que está solicitando seu serviço;
- elabore uma proposta de prestação de serviços;
- apresente a proposta para o cliente e obtenha sua aprovação, antes de iniciar o serviço.


Check-list para entender uma proposta de prestação de serviços


- Qual é o nome da empresa que deseja contratar os seus serviços?
- Quais trabalhos esta empresa já realizou? Se for uma empresa nova, quais são as experiências anteriores dos sócios?
- Qual serviço está sendo contratado? Esteja atento: serviço "produção executiva" possui muitos outros serviços embutidos. Detalhe bem isso.
- Você terá que contratar e gerenciar pessoas para trabalharem diretamente com você? Você terá que contratar prestadores de serviços? Você terá que selecionar, contratar e/ou gerenciar prestadores de serviços em nome do contratante?
- Você terá que gerenciar materiais administrativos do contratante? Quais (material de escritório, etc)?
- Você terá que gerenciar materiais técnicos do contratante? Quais(fita isolante, fita tape, trena, lanterna, riders, etc)?
- Você terá que gerenciar materiais promocionais do contratante? Quais (cartazes, flyers, ingressos, banners, programas, livros, etc)?
- Você terá que gerenciar materiais financeiros do contratante? Quais (recibos, vales, dinheiro, etc)?
- Que objetivos o contratante deseja atingir com a sua prestação de serviços?
– Qual é a jornada desta prestação de serviços? (dias, horários e períodos de trabalho)
- Há regras específicas para execução do trabalho (legislação, normas, etc.)? Detalhe bem isso.
- Despesas: calcule (mesmo que estimado) quanto vai gastar com transporte, alimentação e comunicação (telefone) para prestar o serviço.
- O contratante pagará as suas despesas ou elas estão incluídas no valor oferecido para a sua prestação de serviços?
- Considerando que o contratante pagará suas despesas, como isso será feito? Você receberá antes recursos para estas despesas ou terá que pagá-las e solicitar reembolso depois? Quando será o reembolso?
- Qual é o valor bruto oferecido para prestação de serviços? Quais são os descontos que incidem sobre este valor? Qual o valor líquido que você irá receber?
- Quais são os procedimentos do departamento financeiro do contratante para que você possa receber o seu pagamento?
- Qual a data que o valor será pago?
- Você deverá elaborar relatórios? Quais são os modelos de relatórios a serem seguidos?
Há algum procedimento de preenchimento de formulário ou relatório que deva ser feito durante a prestação de serviços ou entre o fim da prestação de serviços e a data do pagamento?


Reunião

É muito importante realizar uma reunião presencial ou virtual.

Leve o check-list e entenda o que o cliente está buscando.



Proposta

Após a reunião, elabore uma proposta de prestação de serviços e encaminhe para o cliente.



Aprovação

Aguarde o aceite formal do cliente para iniciar um trabalho.


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* Alê Barreto é um administrador e produtor cultural independente. Trabalha com foco na organização e qualificação dos profissionais de arte, comunicação, cultura e entretenimento. É autor do livro Aprenda a Organizar um Show, primeira publicação livre e gratuita no Brasil sobre a tecnologia de produção de shows, escreve para o site Overmundo e para a revista Fazer e Vender Cultura.

Ministra cursos, oficinas, workshops e palestras. Já atuou em capacitação de grupos culturais em parceria com o SEBRAE AC. Presta consultoria e assessoria para artistas, empresas e produtores.

Contato: (21) 7627-0690 Rio de Janeiro - RJ - Brasil




Alê Barreto é cliente do Itaú.


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O Produtor Cultural Independente gerencia os perfis das redes sociais da Associação Brasileira de Gestão Cultural (ABGC). Receba informações pelo Facebook e pelo Twitter

sexta-feira, maio 06, 2011

Você sabe o que é um release?

Por Alê Barreto
alebarreto@gmail.com

Todo mundo sabe que gosto de compartilhar informações. Aproveitei então para unir o útil ao agradável: amanhã o meu cliente Fábio Neves, músico e gestor cultural, faz show com o Duo Pinho Brasil. Nos últimos dias ele tem trabalhado muito sua divulgação. Vou aproveitar este trabalho para falar de um assunto importantíssimo na divulgação: o release.

Você sabe o que é um release?

Release ou "press-release" é um comunicado para meios de comunicação. Se você vai fazer um espetáculo, um evento, você envia um release para diferentes veículos de comunicação, como rádios, TV, jornal, sites, blogs, revistas, etc.

Um release deve ser objetivo e ao mesmo tempo despertar a atenção das pessoas. Isso irá fazer com que elas tenham interesse em colaborar com a sua divulgação.

Tarefa fácil? Nem sempre. Mas é fundamental.

Para quem nunca fez um release, aí vai um exemplo.


RELEASE: “Pinho Brasil, Madeira de Lei”: um agradável encontro com a harmonia e o ritmo da música brasileira


Pinho Brasil/Foto: Carol de Hollanda


Espetáculo do Pinho Brasil retorna ao palco do Centro de Referência da Música carioca no próximo dia 7 de maio

Existe algo mais agradável do que ser convidado para ouvir música? Sim: assistir um espetáculo ao vivo de música brasileira em um formato acessível e de qualidade.

“Pinho Brasil, Madeira de Lei” é um espetáculo onde o violão e a percussão proporcionam ao público uma interessante experiência cultural. Com repertório e arranjos selecionados, os músicos Fábio Neves e Márcio Valongo convidam o público para um encontro com os diferentes sotaques da música brasileira.

Assista um pedacinho do show neste vídeo no Youtube http://youtu.be/ki5hahfAKJw

Este encontro no Centro de Referência da Música Carioca. Localizado no charmoso bairro da Tijuca, este centro cultural dedica-se à memória, à criação e à pesquisa da música brasileira.

“O Centro de Referência da Música Carioca é hoje um dos principais espaços de valorização da música na cidade do Rio de Janeiro”, afirma Fábio Neves. E completa: “é preciso que os músicos, a população e o poder público comecem a olhar este espaço com mais atenção”.


Saiba mais sobre o Pinho Brasil

O Pinho Brasil é um duo formado em 2008 pelos músicos Fábio Neves (violão 8
cordas/viola caipira) e Márcio Valongo (bateria). Seu trabalho artístico caracteriza-se por uma nova proposta musical: aproximar o público da harmonia e dos diferentes ritmos que caracterizam a cultura brasileira.

Para isso, o Pinho Brasil pesquisa autores clássicos e contemporâneos, constrói um repertório marcado pela qualidade e diversidade.

Conheça um pouco mais do trabalho no Myspace
http://www.myspace.com/pinho_brasil


Saiba mais sobre os músicos


Fábio Neves é bacharel em música pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) com especialização em violão. Estudou com os conceituados professores Graça Alan, Márcia Taborda, Bartholomeu Wiese, Wagner Meirelles e Marco Pereira. Pesquisa a prática do violão de 8 cordas e viola caipira. É pós-graduado em Gestão Cultural pela Universidade Cândido Mendes e administra o blog www.fabionevesviolao.blogspot.com.


Márcio Valongo é licenciado em música pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Estudou percussão erudita com os conceituados professores Sergio Naidim e David Cerqueira e bateria com Guilherme Gonçalves, professor formado pela Berklee College of Music, em Boston, EUA. Participou do grupo de percussão da Escola de Música Villa Lobos onde também estudou com o professor Edgar Rocca.

Serviço
O que: Show “Pinho Brasil, Madeira de Lei”
Quando: 07 de maio de 2011 Horário: 19h
Onde: Centro de Referência da Música Carioca - Rua Conde de Bonfim, 824, Tijuca – Rio de Janeiro/RJ
Ingressos: R$ 16,00 (inteira) /direto no local
Produção Executiva: Fábio Neves e Alê Barreto


Ficou interessado?

Envie e-mail para alebarreto@gmail.com e receba mais informações.



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* Alê Barreto (ou Alexandre Barreto) é administrador de empresas, gestor cultural, gestor de pessoas, gerente de projetos, empresário artístico, produtor executivo, consultor, criador de conteúdo, blogueiro, professor e palestrante. Concluiu sua formação em gestão pública em cultura pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e o MBA em Gestão Cultural na Universidade Cândido Mendes (RJ). Gosta de desafios. Isso faz com que esteja aberto a convites, à novas oportunidades e a trabalhar em diferentes lugares. Saiba mais

Atualmente reside no Rio de Janeiro, é um dos gestores do Grupo Nós do Morro na comunidade do Vidigal e responsável pela implantação da área de Produção Cultural na Escola de Música da Rocinha.


+55 21 97627 0690 alebarreto@gmail.com

quinta-feira, maio 05, 2011

Que tal pensar em compras coletivas para que mais pessoas conheçam o seu trabalho?




Por Alê Barreto*
alebarreto@gmail.com


Nos últimos posts falei sobre escritórios coletivos e metodologia de trabalho coletivo. Em busca de viabilizar suas ideias, as pessoas utilizam sua criatividade para inventar novas formas de organização do trabalho ou para recombinar formas já existentes.

Enquanto buscamos viabilizar a oferta de um serviço, outras pessoas buscam viabilizar o consumo deste serviço. Ou seja: eu busco viabilizar um show e as pessoas que gostam de um determinado artista ou gênero musical buscam viabilizar a sua vontade de participar desta experiência cultural. Estes dois movimentos têm sido facilitados através dos sites de compras coletivas.

A ideia de organizar a demanda de pessoas que buscam um determinado produto ou serviço facilita a vida de todos. Empresas e consumidores melhoram sua produtividade. As empresas conseguem obter lucro, planejando melhor a sua oferta. Os consumidores conseguem obter um maior aproveitamento da sua renda, pois conseguem ter acesso a novos produtos e serviços com preços menores.

Eu sou muito favorável a esta ideia. Por isso já comecei em Brasília a autorizar a distribuição dos cursos "Aprenda a Produzir uma Banda (16 de maio, saiba mais) e "Aprenda a Organizar um Show" (17 de maio, saiba mais) também através do site de compras coletivas Desconteca (www.desconteca.com.br). É bastante construtiva esta prática, pois levo o meu trabalho a mais pessoas. Geralmente as pessoas deixam a sua inscrição para os três últimos dias, o que dificulta a organização do curso.

Utilizando o site de compras coletivas, é possível ter um melhor planejamento. E na medida que as pessoas vêem que já existem inscritos, se estimulam e ingressam no grupo. Um exemplo prático: há poucos dias haviam 2 pessoas inscritas nestas novas turmas de Brasília. Rapidamente cresceu e agora já são 14!

Para um evento, é a mesma coisa. Se você utilizar esta forma para comercializar seus ingressos, garanto que você vai aumentar a possibilidade de ter uma platéia cheia. Quer tentar?

Leia também o texto "Sites de compras coletivas se beneficiam das redes sociais para fazer negócio" de André Bürger no site Nós da Comunicação.

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* Alê Barreto é um administrador e produtor cultural independente. Trabalha com foco na organização e qualificação dos profissionais de arte, comunicação, cultura e entretenimento. É autor do livro Aprenda a Organizar um Show, primeira publicação livre e gratuita no Brasil sobre a tecnologia de produção de shows, escreve para o site Overmundo e para a revista Fazer e Vender Cultura.

Ministra cursos, oficinas, workshops e palestras. Já atuou em capacitação de grupos culturais em parceria com o SEBRAE AC. Presta consultoria e assessoria para artistas, empresas e produtores.

Contato: (21) 7627-0690 Rio de Janeiro - RJ - Brasil




Alê Barreto é cliente do Itaú.


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terça-feira, maio 03, 2011

Conheça uma metodologia simples e prática para criar parcerias




Por Alê Barreto*
alebarreto@gmail.com


O SESC do Rio de Janeiro desenvolve um trabalho muito importante de fomento a organização projetos comunitários.

O programa "Redes Comunitárias" promove encontros que normalmente não seriam possíveis.

Esta ação visa construir um ambiente propício para o desenvolvimento de projetos coletivos através do:

- aumento de confiança;
- aumento dos fluxos de comunicação.

Assista o vídeo acima, no qual Gilberto Fujimoto e Luiz Fernando Sarmento explicam as noções básicas sobre como funciona o programa. Veja também outros vídeos no canal do Youtube.

Aplique isso na sua cidade.

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segunda-feira, maio 02, 2011

Escritório coletivo: um lugar que estimula a troca de ideias e o surgimento de novas parcerias




Por Alê Barreto*
alebarreto@gmail.com



Ano passado visitei o



Coletivo Centopéia com



os grupos culturais do Acre, durante uma missão de benchmarking que realizamos em Goiânia, com apoio do SEBRAE do Acre e Rede Acreana de Cultura.


O Coletivo Centopéia se organiza de uma forma muito parecida com o "coworking", uma forma de trabalhar que surgiu nos EUA como alternativa para quem precisa de infraestrutura para trabalhar com mais flexibilidade e melhor custo.

Antes de reclamar que "ninguém ajuda quem trabalha com produção no Brasil", assista a matéria veiculada no programa Mundo S/A da Globo News e veja o que você pode mudar na forma de trabalhar com arte, comunicação, cultura e entretenimento em sua cidade.


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sábado, abril 30, 2011

Alê Barreto e Mirella Malta promovem qualificação profissional no Distrito Federal





Por Alê Barreto*
alebarreto@gmail.com



Eu e minha parceira Mirella Malta iremos promover agora em maio novas turmas dos cursos do Produtor Cultural Independente no Distrito Federal. Iremos fazer a 15ª turma do curso "Aprenda a Organizar um Show" e a 7ª turma do curso "Aprenda a Produzir uma Banda".


Os dois cursos possuem blogs próprios.




No blog www.aprendaproduzirumabanda.blogspot.com você encontra matérias sobre gestão de carreira artística.

Saiba como participar da turma do dia 16 de maio em Brasília




No blog www.aprendaorganizarumshow.blogspot.com além de ficar informado sobre as novas turmas, você encontra conteúdos novos sobre organização de shows.

Saiba como participar da turma do dia 17 de maio em Brasília


Planeje-se: faça sua inscrição com antecedência!


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quinta-feira, abril 28, 2011

O prazer da realização




Por Alê Barreto*
alebarreto@gmail.com


O dia de hoje começou em janeiro. Após divulgar que estava organizando uma lista de interessados para o curso "Aprenda a Organizar um Show" em SP, recebi através do Facebook uma sugestão de Cristina Terra Sotto Mayor:



O interesse dela me motivou a criar uma lista para o Rio. E hoje o curso vai acontecer.

Toda vez que um produtor realiza algo que idealizou, isso traz um prazer muito grande. E é esse astral que vou compartilhar com todos os participantes hoje.

Quem quiser participar, ainda dá tempo.

Entre em contato pelo fone (21) 7627-0690 nesta quinta-feira, dia 28 de abril, das 9h às 17h e solicite sua reserva. Após chegue às 17h30 no Espaço Ideal, preencha a ficha de inscrição e faça o pagamento em dinheiro diretamente comigo.

Importante: a participação está condicionada a capacidade da sala (30 lugares).




O Espaço Ideal Eventos é um lugar super bacana no coração do Rio de Janeiro, onde são realizados cursos de empresas como Banco Santander, Cooper Global, Sebrae, Vale, entre outras.


O local é de fácil acesso para os participantes.



O endereço fica na rua Santa Luzia, 760 (próximo do Consulado dos Estados Unidos) e da estação de metrô Cinelândia.


Informações

Entre em contato pelo fone (21) 7627-0690 nesta quinta-feira, dia 28 de abril, das 9h às 17h.

Saiba também o conteúdo programático (o que você vai estudar), requisitos para participação no curso e condição para realização do curso neste link.


Contribua com a divulgação!



Comente para pessoas que tenham interesse no tema e divulgue no seu mailing e redes sociais o seguinte link

http://aprendaorganizarumshow.blogspot.com/2011/04/facilidade-para-sua-inscricao-no-curso.html


Recado final

Prepare-se para as oportunidades

Organize seu tempo e priorize sua qualificação. Participe do curso.

“Aprender a Organizar um Show” é
- uma oportunidade de se aprender um trabalho;
- uma ponte para nos tornarmos parceiros;
- conviver com pessoas que atuam em cultura, entretenimento e eventos;
- trocar informações sobre agenciamento de espetáculos culturais;
- possibilidade de aprender mais sobre o método (para quem já baixou o livro);
- uma visão ampla sobre o processo de organização de um show;
- uma reflexão sobre a necessidade de se organizar também nossas carreiras artísticas.


Muito obrigado!

Um grande abraço!


Alê Barreto
Produtor Cultural Independente
Rio de Janeiro - RJ - Brasil
www.produtorindependente.com
(21) 7627-0690


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Ministra cursos, oficinas, workshops e palestras. Já atuou em capacitação de grupos culturais em parceria com o SEBRAE AC. Presta consultoria e assessoria para artistas, empresas e produtores.

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quarta-feira, abril 27, 2011

Que tal desenvolver um comportamento profissional?


Vídeo de promoção do livro "Aprenda a Organizar um Show"
(próxima turma do curso dia 28 de abril no RJ)

Por Alê Barreto*
alebarreto@gmail.com


Muita gente vai ficar com a pulga atrás da orelha quando ler o título deste texto. Isso porque quem deseja produzir arte, comunicação, cultura ou entretenimento houve o tempo todo que a primeira coisa a fazer para conseguir sua sustentabilidade é fazer projetos, submetê-los a leis de incentivo e/ou articular-se politicamente para pressionar o governo para que este destine mais recursos financeiros, que serão novamente destinados através de editais para projetos...

Eu tenho certeza que muitas pessoas conseguiram seus primeiros trabalhos através de projetos, leis de incentivo e editais. Mas este modelo não fortalece a profissionalização, pois reduz-se a estimular as pessoas a aprenderem a solicitar recursos e a prestarem contas. Solicitar recursos e prestar contas não significa melhoria na qualidade de um serviço. Pelo contrário: induz a muita precariedade.

Para mim, a primeira coisa que alguém deve pensar em fazer é desenvolver um comportamento profissional. Não estou aqui me referindo a questão da imagem pessoal (como você se veste, etc.) ou de noções de etiqueta (como você se comportar em diferentes situações sociais, como reuniões, festas, etc.). Estou falando de algo que é comum em várias profissões, mas que muitas vezes às pessoas acham que não se aplica à cultura.


Se organize

O processo de se organizar não tem fim. Mas precisa de estímulo. E o estímulo vem do desenvolvimento do hábito de se organizar.

Não interessa se todo mundo à sua volta é desorganizado. Organização não é moda. Trabalhar organizado é uma escolha.


Atenda bem

Há duas maneiras de se trabalhar com oportunidades: aproveitar quando elas vem o seu encontro ou ir atrás delas.

O mau atendimento afasta as duas. Você perde oportunidades quando não sabe atender bem e você perde oportunidades quando inviabiliza trabalhos por mau atendimento.

Não interessa se todo mundo à sua volta atende mau. Bom atendimento não é moda. Querer atender bem e perseguir este objetivo é uma escolha.


Conheça suas capacidades e recursos

Avalie que competências você precisa desenvolver para que o seu objetivo seja atingido. Se for preciso, contrate um serviço de coaching.


Se abasteça com boas práticas

Não é preciso inventar a roda o tempo todo. Veja quais são os tipos de negócios nas áreas de arte, comunicação, cultura e entretenimento que são bem sucedidos e busque extrair lições das melhores práticas.


Ajuste a sintonia

A sua postura de vida está em sintonia com o objetivo que você está se propondo? Faça uma análise constante disso. Sempre que possível, dê uma pensada a noite se você:

- fez algo para se manter motivado na busca do seu objetivo;
- usou parte do tempo para realizar ações em prol do seu objetivo;
- articulou pessoas e parceiros para conseguir seu objetivo;
- investiu parte dos seus recursos financeiros nesta busca.


Lembre-se

Começar a fazer seu próprio roteiro, seu próprio caminho, leva tempo. E mesmo fazendo tudo e seguindo todas as regras, dicas e métodos, podemos ser surpreendidos por uma série de incertezas. Não se culpe e nem se maltrate quando as coisas não saírem conforme o planejado. Algo não acontecer conforme planejado é muito mais comum do que se imagina. Leia a matéria "Adote um comportamento leve no trabalho".

Dando certo ou não, escolher o desenvolvimento como caminho e perceber a importância e o prazer desta jornada é mais interessante que ficar aguardando passivo a aprovação de um projeto ou que apareça um edital.


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terça-feira, abril 26, 2011

"Como me tornei um cara bom em ganhar dinheiro"




Por Alê Barreto*
alebarreto@gmail.com


A frase acima é o título de uma matéria publicada na revista Pequenas Empresas & Grandes Negócios do mês de abril. Trata-se de um depoimento do empreendedor americano Jason Fried.

Importante dizer: não acredito em "fórmulas de sucesso". Mas isso não me impede de olhar com atenção as histórias e reflexões de pessoas que conseguiram viabilizar seus negócios e aprender.

A matéria me chamou a atenção pois pode auxiliar várias pessoas que estejam precisando conseguir recursos e estejam meio perdidas no meio de tanta teoria que envolve o assunto captação de recursos.

Diferente do senso comum da maior parte das pessoas, que acredita que é preciso de doações, patrocínio ou empréstimo, Jason Fried decidiu que seus clientes seriam seus financiadores. Os artistas que arrecadam recursos através da venda direta de shows, espetáculos, etc., não fazem o mesmo?

Eu mesmo já fiz isso. Quando precisei captar recursos para que um grupo independente de Porto Alegre pudesse viajar para um festival em outro estado, vendi um show.

Veja ainda algumas sugestões práticas que ele ensina:

- descubra o que o cliente quer saber;

- empolgar seu cliente é bem fácil quando você também gosta do que está vendendo;

- as pessoas ficam felizes em pagar por algo que consideram bom;

- tente novas formas de entregar seus produtos;

- ter de faturar desde o início oxigena o negócio;

- treinar habilidades de venda nunca é demais.


Aprofunde lendo a reportagem na íntegra.



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segunda-feira, abril 25, 2011

Como é a aplicação do dinheiro público em atividades culturais na sua cidade?




Por Alê Barreto*
alebarreto@gmail.com


Nas últimas semanas ocorreu um episódio muito construtivo no estado da Paraíba que merece maior visibilidade, para além da mera polêmica.

Durante uma entrevista realizada na manhã da terça-feira do dia 12 de abril, na Rádio Paraíba FM, o músico e compositor Chico César, atual Secretário de Estado da Cultura na Paraíba, declarou que bandas de forró de plástico e bandas sertanejas não estarão na pauta de contratações do Estado para shows nos festejos de São João no Estado.

A declaração, independente de concordar ou não com ela, surtiu um efeito muito positivo. A discussão entre os que apoiam a posição de Chico César e os que são contra colocaram o debate sobre a aplicação dos recursos públicos em cultura na lista dos assuntos mais comentados no Twitter na última terça-feira.

Para mim, o assunto ter subido ao topo do ranking do Twitter mostra:

- que a população brasileira está mais atenta e não "apática e conformista", como muitos alegam;

- que o assunto cultura pode (e deve) ocupar mais espaços;

- que a população está preocupada com a forma como são gastos os recursos públicos;

- que é preciso fomentar mais canais para distribuição de conteúdos culturais, para se buscar harmonizar a tensão entre tradição e inovação.


Chico César aceitou o convite da TV Arapuan da Paraíba e participou de um programa de debates, no qual explicou as razões que embasam a postura adotada. Além disso, divulgou uma nota oficial para esclarecer o episódio, a qual segue abaixo na íntegra.


[início da nota]

“Tem sido destorcida a minha declaração, como secretário de Cultura, de que o Estado não vai contratar nem pagar grupos musicais e artistas cujos estilos nada têm a ver com a herança da tradição musical nordestina, cujo ápice se dá no período junino. Não vai mesmo. Mas nunca nos passou pela cabeça proibir ou sugerir a proibição de quaisquer tendências. Quem quiser tê-los que os pague, apenas isso. O Estado encontra-se falto de recursos e já terá inegáveis dificuldades para pactuar inclusive com aqueles municípios que buscarem o resgate desta tradição.

São muitas as distorções, admitamos. Não faz muito tempo vaiaram Sivuca em festa junina paga com dinheiro público aqui na Paraíba porque ele, já velhinho, tocava sanfona em vez de teclado e não tinha moças seminuas dançando em seu palco. Vaias também recebeu Geraldo Azevedo porque ele cantava Luiz Gonzaga e Jackson do Pandeiro em festa junina financiada pelo governo aqui na Paraíba, enquanto o público, esperando a dupla sertaneja, gritava “Zezé cadê você? Eu vim aqui só pra te ver”.

Intolerância é excluir da programação do rádio paraibano (concessão pública) durante o ano inteiro, artistas como Parrá, Baixinho do Pandeiro, Cátia de França, Zabé da Loca, Escurinho, Beto Brito, Dejinha de Monteiro, Livardo Alves, Pinto do Acordeon, Mestre Fuba, Vital Farias, Biliu de Campina, Fuba de Taperoá, Sandra Belê e excluí-los de novo na hora em que se deve celebrar a música regional e a cultura popular”.

Secretário de Estado da Cultura – Chico César

[fim da nota]


E você, já parou para pensar como é a aplicação do dinheiro público em atividades culturais na sua cidade?


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domingo, abril 24, 2011

Alimente as pessoas com experiências culturais

Война from simonova.tv on Vimeo.




Por Alê Barreto*
alebarreto@gmail.com


Para o músico e gestor cultural Fábio Neves, o artista exerce uma "liderança emocional" em relação ao seu público. Isso lhe traz a possibilidade de conduzir o público às mais diferentes experiências culturais. Para exemplificar esta condução, Fábio apresentou em seu blog a artista ucraniana Kseniya Simonova (vídeo acima), que realiza animações utilizando areia, uma caixa de luz e música.

Já parou para pensar que elementos similares aos utilizados para uma performance artística podem ser utilizados para criar uma experiência cultural que pode facilitar o diálogo com o seu público?






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* Alê Barreto é um administrador e produtor cultural independente. Trabalha com foco na organização e qualificação dos profissionais de arte, comunicação, cultura e entretenimento. É autor do livro Aprenda a Organizar um Show, primeira publicação livre e gratuita no Brasil sobre a tecnologia de produção de shows, escreve para o site Overmundo e para a revista Fazer e Vender Cultura.

Ministra cursos, oficinas, workshops e palestras. Já atuou em capacitação de grupos culturais em parceria com o SEBRAE AC. Presta consultoria e assessoria para artistas, empresas e produtores.

Contato: (21) 7627-0690 Rio de Janeiro - RJ - Brasil




Alê Barreto é cliente do Itaú.


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O Produtor Cultural Independente gerencia os perfis das redes sociais da Associação Brasileira de Gestão Cultural (ABGC). Receba informações pelo Facebook e pelo Twitter

sexta-feira, abril 22, 2011

Produtor Cultural Independente cria novo espaço de diálogo com pessoas interessadas em prestar serviços e gerenciar carreiras artísticas




Por Alê Barreto*
alebarreto@gmail.com


A partir de hoje o Produtor Cultural Independente aumenta o diálogo com as pessoas interessadas em prestar serviços de produção ou gerenciar carreiras artísticas.


Está no ar o blog www.aprendaproduzirumabanda.blogspot.com


A proposta é dar continuidade a troca de informações iniciada com a ação educativa "Aprenda a Produzir uma Banda" que vem sendo realizada no Distrito Federal e que também já foi realizada no estado do Espírito Santo.

A ideia básica é simples: sugerir primeiros passos.


Será um prazer compartilhar mais informações com você.



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* Alê Barreto é um administrador e produtor cultural independente. Trabalha com foco na organização e qualificação dos profissionais de arte, comunicação, cultura e entretenimento. É autor do livro Aprenda a Organizar um Show, primeira publicação livre e gratuita no Brasil sobre a tecnologia de produção de shows, escreve para o site Overmundo e para a revista Fazer e Vender Cultura.

Ministra cursos, oficinas, workshops e palestras. Já atuou em capacitação de grupos culturais em parceria com o SEBRAE AC. Presta consultoria e assessoria para artistas, empresas e produtores.

Contato: (21) 7627-0690 Rio de Janeiro - RJ - Brasil




Alê Barreto é cliente do Itaú.


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