quinta-feira, fevereiro 17, 2011

Novas turmas dos cursos do Produtor Cultural Independente em Brasília no mês de março


Arte do curso de extensão "Aprenda a Organizar um Show" ministrado na Unisinos (RS)


Por Alê Barreto*
alebarreto@gmail.com


Em janeiro estive em Brasília ministrando a 12ª turma do curso "Aprenda a Organizar um Show" e a



5ª turma do curso "Aprenda a Produzir uma Banda". Durante três dias mais de 50 pessoas passaram por estas ações de capacitação profissional, que aconteceram na Incubadora de Arte e Cultura do Centro de Apoio ao Desenvolvimento Tecnológico da Universidade de Brasília - CDT/UnB. Veja matéria publicada no site deste parceiro.

Olhando minha agenda, percebi que não poderei ir com tanta frequência a Brasília este ano. Então conversei com a minha parceira Mirella Malta e agendamos mais duas turmas para o início de março.

É uma boa oportunidade para quem quer aproveitar o tempo disponível antes do Brasil parar no carnaval.

Neste post vou falar do curso "Aprenda a Organizar um Show". No próximo, falarei do "Aprenda a Produzir uma Banda".


O que é o projeto “Aprenda a Organizar um Show”?

O projeto “Aprenda a Organizar um Show” consiste na difusão de um método prático que ensina passo a passo como realizar um show. Idealizado em linguagem descontraída, dinâmica e objetiva, o curso proporciona informações úteis para quem deseja trabalhar com cultura e entretenimento.

Durante dois dias os participantes aprendem de forma intensiva detalhes sobre atividades de pré-produção (período que antecede o show), produção (período de realização do show) e pós-produção (período após o show), e têm a oportunidade de trocar experiências e construir novas redes de relacionamento. O curso conta ainda com um módulo extra: agenciamento de espetáculos culturais.

Após a realização do curso, os participantes seguem trocando informações através do blog www.produtorindependente.com


Conceito

O projeto surgiu da percepção de que um novo mercado cultural está se estruturando no país e que necessita de conteúdo voltado para educação, capacitação e novos negócios.

Segundo seu idealizador, o produtor cultural Alê Barreto, a iniciativa contribui para o desenvolvimento da cadeia produtiva da economia da música, auxilia produtores e músicos iniciantes, escolas e ONGs que atuem com projetos de democratização cultural, e abre possibilidade de que instituições e secretarias de educação e cultura utilizem o livro para a capacitação de agentes culturais.


Lançamento pioneiro na internet



O livro “Aprenda a Organizar um Show” foi inicialmente publicado em 2006 no blog “Produtor Cultural Independente” (http://www.produtorindependente.com). Depois, entre outubro de 2007 e janeiro de 2008, foi publicado na forma de fascículos no portal Overmundo (www.overmundo.com.br).


Compartilhamento da informação



O livro “Aprenda a Organizar um Show” foi publicado através da licença jurídica Creative Commons, que permite que as pessoas possam copiar, distribuir e criar obras derivadas da publicação, com uso não-comercial, desde que compartilhadas pela mesma licença.


Lançamento da edição impressa



Em maio de 2008, o livro "Aprenda a Organizar um Show" ganhou sua primeira edição impressa, numa bem sucedida parceria com a editora independente Imagina Conteúdo Criativo, dos jornalistas Yara Baungarten e Rodrigo Mart. Contou com projeto gráfico do designer Everson Nazari e prefácio assinado por Leonardo Costa, pesquisador do tema “organização da cultura” na Universidade Federal da Bahia.


Uma ideia que se tornou uma ação educativa permanente

De uma idéia que deu origem a um blog, um livro eletrônico e um livro impresso, “Aprenda a Organizar um Show” deu origem a um curso.

Suas primeiras turmas foram no Grupo Nós do Morro (Rio de Janeiro/RJ) e



no Fórum Internacional do Software Livre (Porto Alegre/RS).


Receptividade

“Aprenda a Organizar um Show” vem tendo uma boa receptividade. Foi recomendado por Tatiana Zaccaro, gerente de negócios da Fagga Eventos, na reportagem “A Voz da Experiência”, publicada no Jornal O Globo, Caderno Megazine (Profissões), Rio de Janeiro, em setembro de 2009.




Além disso, já foi ministrado como curso de extensão universitária em parceria com o curso de graduação em Gestão Cultural da Unisinos (RS),



melhor universidade particular da região sul segundo avaliação do MEC, e já formou 11 turmas nas cidades do Rio de Janeiro (RJ), Brasília (DF), Goiânia (GO), Rio Branco (AC), Porto Alegre (RS), São Leopoldo (RS) e Belo Horizonte (MG).





Como participar da próxima turma em Brasília?

Entre no site www.mirellamalta.com.br e faça sua inscrição [NOVO!]



Nova turma em Belo Horizonte

Veja como participar do curso em Minas [NOVO!]



Novas turmas no Rio de Janeiro e São Paulo



Rio de Janeiro: somente em janeiro 29 pessoas já manifestaram o interesse em participar da primeira turma aberta em terras cariocas!

"Aprenda a Organizar um Show" a partir de abril de 2011
Saiba como participar




São Paulo: 20 pessoas já estão se organizando para fazer parte da primeira turma na capital paulista!

"Aprenda a Organizar um Show" a partir de abril de 2011
Saiba como participar


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* Alê Barreto é um administrador que gosta de arte, comunicação, cultura e entretenimento. Compartilha conhecimentos e suas experiências. É um profissional que gosta de planejar e de executar. É autor do livro Aprenda a Organizar um Show, primeira publicação livre e gratuita no Brasil sobre a tecnologia de produção de shows.

Recomenda os cursos da Associação Brasileira de Gestão Cultural, o Programa Petrobras Cultural e os projetos do Itaú Cultural.


21-7627-0690 (Rio de Janeiro)




Alê Barreto é cliente do Itaú.

segunda-feira, fevereiro 14, 2011

É preciso melhorar a qualidade do atendimento no setor cultural


Mario Persona fala sobre atendimento


Por Alê Barreto*
alebarreto@gmail.com


Qualquer profissional que está no mercado sabe que a primeira coisa que alguém deve fazer em sua profissão é atender bem. Entre "saber" e "fazer", há um processo.

Vejamos alguns "mitos" e algumas sugestões para melhorarmos a qualidade do atendimento no setor cultural.


"Eu atendo bem"

A imagem que temos de nós próprios nem sempre corresponde à realidade.

Sugestão: faça uma pesquisa com seus clientes e fornecedores para avaliar se você realmente está atendendo bem.


"A empresa que eu trabalho não valoriza o bom atendimento"

Atender bem não é algo que se faz para a empresa onde se trabalha. Os resultados de um bom atendimento são diretamente revertidos para quem o realiza com sucesso.

Sugestão: procure estudar o que é um bom atendimento e comece a praticá-lo no dia a dia.


"Quem precisa atender bem é o pessoal de vendas e de assessoria de imprensa"

Todo mundo precisa atender bem. Do empresário ao bilheteiro. Inclusive o artista.

Sugestão: faça uma reunião com sua equipe de trabalho e avalie o nível de conhecimento de cada um, para perceber quem precisa de treinamento.


"É difícil arrumar tempo e dinheiro para investir em treinamento para atendimento"

É difícil arrumar tempo e dinheiro para qualquer tipo de atividade educativa no Brasil.

Sugestão: priorize desenvolver o seu treinamento. Há farta literatura e oferta de cursos para você ampliar o seu atendimento.


"Atendimento não gera dinheiro"

Atender bem é praticamente uma venda. Quem atende bem consegue sensibilizar sócios, empresários, prestadores de serviços e artistas a participarem de seus projetos.

Sugestão: experimente colocar a pessoa que atende melhor em sua equipe na atividade de visita à empresas para venda de projetos.


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* Alê Barreto é um administrador que gosta de arte, comunicação, cultura e entretenimento. Compartilha conhecimentos e suas experiências. É um profissional que gosta de planejar e de executar. É autor do livro Aprenda a Organizar um Show, primeira publicação livre e gratuita no Brasil sobre a tecnologia de produção de shows.

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sexta-feira, fevereiro 11, 2011

Fundação Getúlio Vargas lança curso de Gestão de Projetos de Entretenimento




Por Alê Barreto*
alebarreto@gmail.com


Há poucos dias recebi um e-mail de divulgação do curso de Gestão de Projetos de Entretenimento da Fundação Getúlio Vargas, que vai começar dia 26 de março. O curso destina-se à formação de profissionais voltados a gestão dos diversos segmentos do entretenimento. Divide-se em seis módulos: Audiovisual, Editorial e Fonográfico, Eventos, Turismo, Comunicações digitais e Desenvolvimento de Projetos, abordando os principais setores da indústria do entretenimento com uma ampla discussão sobre casos concretos de sucesso de empresas ou profissionais de cada setor.

Como trata-se de um tema novo e que possui afinidades com administração, produção e gestão cultural, entrei em contato com o Prof. André Barcaui, coordenador do curso e fiz uma breve entrevista.



André é Consultor Sênior com mais de 17 anos atuando na área de gerência de projetos. É doutorando em Administração pela Universidad Nacional de Rosario (UNR) na Argentina, Mestre em Sistemas de Gestão pela UFF-RJ e formado em Informática pela PUC-RJ. Foi Project Office Manager da Hewlett-Packard Consulting responsável pela região Latino-Americana e Gerente de Programa e Serviços na IBM. É membro-fundador do PMI Chapter Rio, onde concluiu sua certificação PMP em 1999, e professor de diversos MBA’s e Coordenador do MBA em Gerência de Projetos da FGV/RJ. É também certificado Master Coach pelo Behavioral Coaching Institute. Desenvolve projetos de consultoria e treinamento na área de gerência de projetos e atua como personal coach para gerências de nível médio, de projeto e executiva. Autor do livro “Gerente também é Gente: um romance sobre gerência de Projetos” pela editora Brasport e co-autor de “Gerenciamento de Tempo em Projetos” pela editora FGV Management.

Entrevista

Produtor Cultural Independente - A noção de se trabalhar atividades culturais com método, com organização, com eficiência, é nova no mundo. No Brasil, é mais nova ainda. A partir de que momento o entretenimento passou a ser tratado como um negócio? Com a expansão da indústria do cinema? Com a expansão da indústria fonográfica? Fale-nos um pouco sobre este contexto no mundo e no Brasil.

André Barcaui - O ritmo da industria de entretenimento na America Latina vem crescendo na contramão do resto do mundo pós-crise. É claro que os Estados Unidos, por exemplo, continua sendo o maior mercado, mas em termos de crescimento, a perspectiva é toda a nosso favor. Nosso país está no epicentro deste ritmo latino de crescimento da industria, podendo atingir um crescimento de 9% até época da Copa do Mundo, que é o primeiro grande evento que teremos. Estamos falando de cifras em torno de US$ 80 bilhões, onde praticamente metade será gasta no Brasil. Junte-se a isso a mudança também do perfil do consumidor, incluindo aí a ascensão das gerações Y e Z, as redes sociais, e as novas tecnologias emergentes que influem diretamente nos formatos já existentes de entretenimento e na criação de novos formatos também. A indústria cinematográfica no Brasil é um belo exemplo, dado sua retomada nos últimos 10 anos, com produções mais estáveis e com mais suporte financeiro. Isso sem mencionar a perspectiva no setor esportivo, que vai atrair investimentos volumosos para o Brasil e seguramente para a cidade do Rio de Janeiro, afetando inclusive, direta e indiretamente, diversos outros segmentos da indústria. Todo este cenário de crescimento, traz consigo atrelado a necessidade de profissionalização. O aumento da maturidade da indústria de entretenimento, incluindo a concorrência, fez com que as iniciativas ligadas ao entretenimento buscassem naturalmente novos métodos de trabalho e ferramentas, aprimorando sua organização como um todo. É a busca Darwiniana pela adaptação na manutenção da sustentabilidade e visando crescimento.


Produtor Cultural Independente - Indústria do entretenimento e indústria criativa são a mesma coisa?

André Barcaui - Muitos empregam como sinônimos, dado que ambos estão relacionados a questão mais intangível e simbólica da cultura como um todo. São expressões do fim da última década do séc.XX, e eu diria que não existe um consenso. A indústria do entretenimento está voltada a organizações que propiciam diversão ou momentos prazeros a seu público-alvo, em geral de forma planejada e remunerada. Em tese, a indústria criativa (ou economia criativa) também, mas incluindo outras atividades culturais (preservação de patrimônio, etc.), possibilitando uma nova forma de articulação político-econômica.


Produtor Cultural Independente - Como surgiu a ideia deste curso?

André Barcaui - O curso de gestão de projetos de entretenimento da FGV surgiu justamente pela observação do crescimento do setor, associado a certa despreparação metodológica sentida e manifesta por potenciais participantes do curso. Em geral são pessoas extremamente rápidas, criativas e objetivas, que aprenderam muitas vezes com a prática, e que acabam realizando determinado evento através do melhor (e grande) esforço. Algumas produções acabam em prejuízos ou mesmo com problemas no atingimento dos prazos pré-estabelecidos por patrocinadores. Mesmo nas que dão certo, tem-se a sensação que poderiam ter sido otimizadas em seu ciclo de vida.


Produtor Cultural Independente - Que profissionais poderão aproveitar melhor o curso? Podem participar estudantes ou pessoas que não tenham experiência profissional?

André Barcaui - Não exigimos formação acadêmica superior (muitos profissionais desta área não tem, mas nem por isso deixam de ser grandes profissionais no que fazem). Os que melhor aproveitarão o curso são aqueles que pretendem desenvolver ou comercializar produtos e/ou serviços voltados ao setor de entretenimento, dado que o curso aborda diversas áreas específicas da indústria, oferecendo ao mesmo tempo, uma visão mais atualizada e convergente dos diversos setores do entretenimento.


Produtor Cultural Independente - Quais são os principais benefícios e oportunidades que o curso oferece para seus participantes?

André Barcaui - Os alunos são beneficiados com um corpo docente de primeira linha. Tanto para as palestras mais técnicas sobre gerenciamento de projetos, a parte jurídica, negociação, etc., quanto para as palestras voltadas especificamente para indústria do entretenimento, ministradas por profissionais atuantes no setor. Ao término do curso, os alunos estarão aptos a atuar em áreas de empresas voltadas ao entretenimento, seja nas atividades de desenvolvimento de produtos ou serviços, como também no gerenciamento da produção ou de sua comercialização. O curso tem duração aproximada de 14 meses.


Saiba mais


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quinta-feira, fevereiro 10, 2011

Você sabe interpretar o que lê?


Filme "A Vida é um Sopro", documentário sobre o arquiteto Oscar Niemeyer, um grande ser humano que a vida inteira ampliou sua leitura do mundo


Por Alê Barreto*
alebarreto@gmail.com


Ler é algo que vai além das letras. Lemos imagens. Lemos os sons. Lemos as superfícies. Lemos os sabores. Lemos os aromas. Lemos as emoções.

Esta leitura pode ser mais ou menos atenta. Para alguém que deseja trabalhar com arte, comunicação, cultura e entretenimento, penso que é interessante que a leitura seja cada vez mais atenta, pois lidamos com um número muito grande de informações, de conteúdos. É fácil se perder.

Compartilho aqui três sugestões para que nossa leitura seja cada vez mais atenta.


Selecione as fontes que alimentam sua leitura

Leitura é como comida. O necessário é suficiente e nos mantém saudáveis. O excesso traz prejuízos.

Escolha algumas fontes e se nutra com elas. Blogs, TV, revistas impressas, redes sociais, as opções são as mais variadas.


Substitua o medo de escolher e pelo prazer de decidir o que quer ler

É muito comum se buscar assinar todas as newsletters, todos os clippings, todas as revistas, todos os jornais, todas as listas de e-mails, etc., pelo medo de escolher que informações realmente queremos dedicar um tempo para ler. Talvez se pense que é bom estar ligado em tudo para evitar o risco de estar desatualizado.

Experimente substituir o medo de escolher, o medo de errar em talvez não escolher a melhor fonte de informação pelo prazer de decidir o que quer ler. Quem decide o que quer ler acaba tendo mais atenção e percebe com mais clareza o que lhe serve, o que é desnecessário e o que necessita ser procurado.


Aprenda a interpretar o que você lê

Evite ler um texto como alguém que lê um dogma. Qualquer texto pode ser pensado. Qualquer vídeo pode ser discutido. Qualquer música pode ser debatida.

Quando você gostar muito de algo que lê, lembre-se que tendemos a dar crédito excessivo para um autor que confirma aquilo que já pensávamos. Mas se nós e o autor estivermos equivocados, a crença "cega" nesta fonte poderá nos fazer ampliar o nosso equívoco.

Procure saber quem é o autor, o que faz, quais são seus alinhamentos ideológicos, suas percepções políticas, sua história de vida, o contexto em que escreveu seus textos. Isso lhe ajudará a interpretar melhor o que você lê.


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domingo, fevereiro 06, 2011

Oi e Opus Promoções produzem documentário para interação com o público do Auditório Araújo Vianna


Lobão falando no documentário "Araújo Vianna: todas histórias"


Por Alê Barreto*
alebarreto@gmail.com


No post anterior, apresentei uma sugestão bem simples para formação de platéia: provocar o encontro do público com conteúdos artísticos interessantes. Mas isso pode ser feito de várias outras formas. Revitalizar um espaço cultural é uma delas.

Em Porto Alegre as empresas Oi e Opus Promoções estão revitalizando o lendário Auditório Araújo Vianna.


Trailer do projeto

Para reconstruir a relação com os públicos que já frequentaram o espaço, desenvolveram um projeto que une quatro pontos fundamentais ao se pensar num centro cultural nos dias de hoje: imaginário, relacionamento (mobilização e interação com stakeholders), experiência (web 2.0) e presença digital.

Vários artistas também falam de sua relação com este espaço cultural.

E na sua cidade, existem espaços esperando a ação de um produtor cultural independente para serem reativados?



Assista este documentário. Depois pegue uma câmera e comece a fazer a acontecer em sua cidade.


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sexta-feira, fevereiro 04, 2011

Formação de platéia: um menino bonito olhando a Céu




Por Alê Barreto*
alebarreto@gmail.com


O que é importante em um projeto que pretende trabalhar formação de platéia? Provocar o encontro do público com conteúdos artísticos interessantes.

Em dezembro o projeto Brasilidade na Lapa provocou o meu encontro com a Céu. Falei com ela? Não. Nem a conheço. Mas assisti seu show. E não esqueci. Já faz parte do meu repertório.

Se nunca foi a um show dela, assista o vídeo.



Independente de você gostar de música brasileira, perceba como um trabalho artístico consistente prende a atenção do público. Você fica como um menino bonito olhando a Céu.


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quarta-feira, fevereiro 02, 2011

Conhecer um artista é essencial para uma boa produção




Por Alê Barreto*
alebarreto@gmail.com


A última turma do curso "Aprenda a Produzir uma Banda" em Brasília me inspirou. Percebi que preciso falar mais de aspectos práticos de conviver com artistas.

Falar deste convívio não é algo tão simples, pois requer autorização prévia, nem todos concordam, etc. Mas me dei conta que posso incluir depoimentos de pessoas que já são conhecidos do grande público.

Em alguns cursos já citei trechos de entrevistas da Preta Gil e do Rodrigo Amarante (Los Hermanos).

Nos próximos cursos vou ampliar isso. Acho muito construtivo conhecermos outros pontos de vista de quem buscou algo parecido.

Quem estiver a fim de fazer este estudo junto, taí a dica: estou lendo "Vale tudo: o som e a fúria de Tim Maia", escrito por Nelson Motta, com pesquisa de Denilson Monteiro.

Mais informações sobre livro, acesse aqui.


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* Alê Barreto é um administrador que gosta de arte, comunicação, cultura e entretenimento. Compartilha conhecimentos e suas experiências. É um profissional que gosta de planejar e de executar. É autor do livro Aprenda a Organizar um Show, primeira publicação livre e gratuita no Brasil sobre a tecnologia de produção de shows.

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terça-feira, fevereiro 01, 2011

Sabe o que está na moda no mundo da arte, comunicação, cultura e entretenimento? Profissionalismo




Por Alê Barreto*
alebarreto@gmail.com


Tá vendo esta foto acima? Trata-se da 5ª turma do curso "Aprenda a Produzir uma Banda", que realizei em Brasília. 33 pessoas. Um grupo muito diverso e interessante. Saiu até uma matéria sobre isso no site da Incubadora de Arte e Cultura do Centro de Apoio ao Desenvolvimento Tecnológico da Universidade de Brasília - CDT/UnB.

Quem já fez este curso, sabe que inicio falando sobre o que motivou a criação desta ação de capacitação profissional:

- decisão de trabalhar com produção cultural;
- a percepção de que a falta de informação é um dos principais fatores que dificultam artistas e produtores desenvolverem os seus trabalhos;
- desconstruir o mito do sucesso do artista que “bomba”;
- trabalhar a compreensão de que a construção de uma carreira aumenta as chances de vencer.

Para se pensar em construir uma carreira, é preciso ter em mente que estamos falando de um processo de profissionalização. Sim, processo de profissionalização. Dizer que quer ser profissional ou que decidiu ser profissional, não garante que você vá ser um profissional. Profissionalizar-se necessita de tempo, conhecimento, recursos e capacidade de aprender.

Esta ideia de profissionalismo no trabalho ganhou força no Brasil a partir dos anos 90, com a abertura de mercado. Programas de gestão da qualidade e normas de garantia da qualidade (ISO 9000) despertaram a atenção das pessoas para a importância de serem profissionais ao produzirem um produto ou prestarem um serviço. Ser profissional e realizar o seu trabalho com qualidade reduz custos, aumenta a satisfação dos clientes e amplia as possibilidades de lucro.

No setor cultural, mais especificamente na comunicação, foram nos jornais, revistas, rádio e TV que surgiram as primeiras preocupações com profissionalismo. São segmentos em que a ideia de profissionalismo já está bastante difundida.

Mas existem muitos segmentos onde a noção de profissionalismo está em construção. São desafios que se apresentam para quem busca atuar de forma profissional no mercado. São também oportunidades.

Alguns exemplos:

- Cerimonial de Eventos: muitas organizações governamentais possuem áreas de organização de eventos, as quais não estão capacitadas a lidar com artistas. Trata-se de uma boa oportunidade de oferta de serviços qualificados de capacitação e consultoria em gestão de pessoas para seleção de profissionais que irão organizar shows e apresentações artísticas.

- Produção executiva de shows/eventos/projetos: enorme contingente de pessoas necessitando capacitação para o trabalho de produção executiva. Há uma grande oportunidade de se oferecer estes serviços tanto para empresas como para prefeituras e organizações públicas.

- Música: muitos artistas estão cansados de empresários e produtores que atendem mal e que trabalham com modelos rígidos e antiquados de trabalho, como se não existisse internet. Ficam reclamando de pirataria ao invés de explorar as novas oportunidades de distribuição, comercialização e consumo cultural através da web. Há uma boa oportunidade para novos produtores oferecerem seus serviços para estes artistas. Há uma boa oportunidade de produtores experientes reciclarem sua forma de trabalhar para oferecerem serviços mais profissionais e mais sustentáveis.

- Agenciamento artístico: a cada dia aumenta o número de pessoas querendo oferecer seu trabalho para os circuitos de festivais, shows, feiras, rodeios, eventos, TV, cinema. Mas a maior parte destas pessoas não tem a menor noção de como organizar sua carreira e oferecer os seus serviços de maneira qualificada. Há uma boa oportunidade para profissionais que desejem agenciar artistas.

- Agenciamento literário: a cada dia cresce mais o número de opções de produção de conteúdo escrito. Editoras, selos independentes e o modo de vida "faça você mesmo" estimulam o surgimento de novos escritores. Neste contexto, surge a oportunidade de se desenvolver como agente literário para oferecer serviços qualificados de representação e gestão de carreira.

- Presença digital: existe uma grande dificuldade por parte de muitos profissionais da comunicação de entenderem as novas possibilidades que as novas tecnologias de informação e comunicação oferecem. Há uma grande oportunidade para se oferecer serviços profissionais para construção, qualificação e gestão da presença digital de uma ideia, projeto, programa ou carreira artística.

- Articulação e gestão de recursos: muita gente tem centrado sua atenção em pensar a obtenção de recursos sob o conceito de "captação de recursos". Para mim, captação de recursos é uma das formas de se obter recursos. Há uma grande oportunidade para se oferecer serviços de consultoria que auxiliem os profissionais que trabalham com arte, comunicação, cultura e entretenimento a articularem e gerirem melhor seus recursos.

Seja qual for a atividade que você escolher, lembre: o que está na moda no mundo da arte, comunicação, cultura e entretenimento é o profissionalismo.

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segunda-feira, janeiro 31, 2011

O que eu faço da minha vida? Uma pergunta que irá ajudá-lo a entender sua vontade de trabalhar com cultura


Po Bronson in "How to be Creative"


Por Alê Barreto*
alebarreto@gmail.com


Ontem, domingo, você lembrou do seu trabalho? Isso lhe causou stress?

Você não é o único. Segundo Ana Maria Rossi, psicóloga do International Stress Management Association (ISMA-BR), o estresse profissional afeta 69% da população brasileira.

Então é natural que toda vez que você pense sobre o stress em seu trabalho, você pense que trocar de trabalho irá solucionar isso.

O que é mais interessante: fazer uma mudança para diminuir o seu stress ou aproveitar o incômodo para avaliar sua vida como um todo?

PO Bronson, escritor americano que foi garçom, cozinheiro, zelador, instrutor de aeróbica, consultor de litígios, designer de cartões de visita, vendedor de títulos, editor de livros e professor, acredita que o caminho para o sucesso em uma carreira profissional passa pelo interesse de uma pessoa descobrir sua própria identidade. Ao "perceber" quem ela realmente é, irá enxergar com mais clareza os tipos de trabalho que gostará de fazer.

Fácil? Nem tanto. Mudar não é algo simples. Segundo PO Bronson, "(...) nos tempos difíceis, as pessoas geralmente mudam o rumo de suas vidas; nos bons tempos, na maioria das vezes, elas apenas falam em mudança". E esta percepção não é só dele. É de muitos brasileiros também.

De acordo com uma pesquisa feita em São Paulo, Porto Alegre e Belém somente 10% dos entrevistados conseguiram mudar de trabalho ou de carreira. Ana Maria Rossi explica a complexidade do desafio de mudar:

“(...) as pessoas querem mudar de vida porque elas notam que não estão bem, ou que não estão tendo o convívio com os familiares ou o estilo de vida que elas gostariam. Mas elas não querem deixar de ter nada do que elas têm”.

A estas alturas, se você está pensando em ser um profissional que irá trabalhar com arte, comunicação, cultura e entretenimento, talvez tenha ficado em dúvida se sua vontade de mexer com produção cultural é apenas um reflexo de sua vontade de mudar de trabalho ou trata-se da sua intuição impulsionando sua busca pelo desenvolvimento.

PO Bronson, que ouviu cerca de 900 histórias de vida e conheceu intimamente 70 pessoas que mudaram de vida, dá uma boa pista para pensarmos sobre esta questão em seu best-seller "O Que Devo Fazer da Minha Vida?":

"(...) fiquei intrigado com pessoas que descobriram sua verdadeira vocação, ou aqueles que, pelo menos, se dispuseram a tentar. Aquelas que lutaram contra a sedução do dinheiro, da intensidade e da novidade, e superaram a fascinação que eles podem provocar. Aquelas que deixaram o coro para conhecer o som de suas próprias vozes. Nada parecia ser mais corajoso do que assumir a própria identidade e ignorar o discurso que nos diz que devemos ser alguém que não somos".

Não confunda a vontade de estar perto de arte e cultura com a necessidade de trabalhar com produção cultural. São coisas diferentes.

Saiba mais sobre stress no Brasil
Leia também o texto "O que eu faço da minha vida" de Po Bronson


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Recomenda os cursos da Associação Brasileira de Gestão Cultural, o Programa Petrobras Cultural e os projetos do Itaú Cultural.


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sexta-feira, janeiro 28, 2011

Overmundo: um veículo de comunicação para divulgar suas produções para todo o país


O antropólogo Hermano Vianna falando sobre o Overmundo


Por Alê Barreto*
alebarreto@gmail.com


Esta semana realizei dois cursos em Brasília: a 12ª turma do "Aprenda a Organizar um Show" e a 5ª turma do "Aprenda Produzir uma Banda". Em ambas as turmas percebi que a maioria das pessoas ainda não conhecia o Overmundo. Lembrei que isso também pode ser comum a muita gente que visita o blog.

Então vamos lá: o Overmundo é um site colaborativo patrocinado pelo programa Petrobras Cultural onde produtores culturais independentes podem dar visibilidade a tudo que fazem em suas cidades. Foi nele que comecei a desenvolver a minha produção de conteúdo e as minhas primeiras ideias e reflexões sobre produção cultural independente.

Para saber como participar do Overmundo, faça um tour pelo site.


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domingo, janeiro 23, 2011

Criatividade traz grandes resultados




Por Alê Barreto*
alebarreto@gmail.com


Você acha que os resultados de suas criações artísticas e projetos são fruto apenas de talentos com os quais você nasceu? Se devem somente ao estudo acadêmico? A educação que você recebeu de sua família?

É interessante perceber que bons resultados muitas vezes partem de algo aparentemente muito simples: a criatividade. Mas muitas empresas e instituições, públicas e privadas, ainda tem dificuldade de perceber isso.

Na foto acima você está vendo Biz Stone, 36 anos, um americano que nasceu em Boston e foi criado num subúrbio. No início dos anos 90 começou as faculdades de literatura e teatro, mas não concluiu. Trabalhou vários anos como artista gráfico produzindo capas de livros. Quantas pessoas no Brasil você conhece que tem 36 anos, que começaram alguma faculdade e não concluíram e também trabalham com artes gráficas?

Pois é. Ele é um dos fundadores do Twitter.

A revista Pequenas Empresas & Grandes Negócios, de agosto de 2010, publicou uma entrevista feita com ele. Destaco aqui uma das respostas mais instigantes deste americano que foi eleito uma das cem personalidades mais influentes do mundo pela revista Time:

[início da pergunta]

O que é criatividade e como o senhor a aplica no seu dia a dia?

Biz Stone: Criatividade é um recurso renovável. O acesso a ela é inesgotável: todo mundo é criativo. O que é ótimo. De onde você tira e como você acessa esse recurso? Na minha opinião, você é mais criativo na medida em que acumula diferentes experiências. Muitas pessoas permanecem presas a uma forma específica de pensamento e preferem interagir apenas com pessoas do mesmo tipo. Eu acho que, quanto mais amplas forem suas experiências, mais você pode utilizá-las para criar conexões. Você pode ter ideias que não teria normalmente. Gosto muito de viajar e de conversar com pessoas que sejam totalmente alheias ao meu universo. No ano passado, dei praticamente uma volta ao mundo, basicamente para trocar ideias com gente diferente.

[fim da pergunta]

Antes de pensar que um profissional bom é quem "realiza", pense na possibilidade de começar a selecionar pessoas com repertório para trabalharem com produção de arte, comunicação, cultura e entretenimento.


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* Alê Barreto é um administrador que gosta de arte, comunicação, cultura e entretenimento. Compartilha conhecimentos e suas experiências. É um profissional que gosta de planejar e de executar. É autor do livro Aprenda a Organizar um Show, primeira publicação livre e gratuita no Brasil sobre a tecnologia de produção de shows.

Recomenda os cursos da Associação Brasileira de Gestão Cultural, o Programa Petrobras Cultural e os projetos do Itaú Cultural.


21-7627-0690 (Rio de Janeiro)




Alê Barreto é cliente do Itaú.

sexta-feira, janeiro 21, 2011

Assista o filme "Tetro" de Francis Ford Coppola e amplie sua formação cultural


Francis Ford Coppola fala de seu novo filme


Por Alê Barreto*
alebarreto@gmail.com


Há poucos dias assisti na sala 3 de cinema da Casa de Cultura Laura Alvim o filme "Tetro", do diretor Francis Ford Coppola. Um filme muito inteligente.

Após assisti-lo você certamente terá ampliado o repertório de seu imaginário.




O que fazer em SP neste feriado?


Confira as dicas nos sites do


Uol Viagem


e Catraca Livre.


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* Alê Barreto é um administrador que gosta de arte, comunicação, cultura e entretenimento. Compartilha conhecimentos e suas experiências. É um profissional que gosta de planejar e de executar. É autor do livro Aprenda a Organizar um Show, primeira publicação livre e gratuita no Brasil sobre a tecnologia de produção de shows.

Recomenda os cursos da Associação Brasileira de Gestão Cultural, o Programa Petrobras Cultural e os projetos do Itaú Cultural.


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