quinta-feira, fevereiro 18, 2010

Crie critérios para desenvolver seu trabalho


Cena do filme "O Nome da Rosa": Guilherme de Baskerville (Sean Conery) e seu assessor Adso de Melk


Alê Barreto
Administrador, produtor cultural independente e palestrante


Quem já leu os fascículos virtuais, versão impressa ou participou do meu curso "Aprenda a Organizar um Show", já deve ter percebido que o meu trabalho caminha na direção de um arranjo constituído por quatro propostas, que são critérios que considero fundamentais.


Troca de conhecimentos

Em seu livro "Pedagogia da Autonomia", o educador Paulo Freire afirma que ensinar exige risco, aceitação do novo, saber escutar e disponibilidade para o diálogo.

Acredito que o trabalho de organizar o universo da ação cultural também necessita de todos estes pré-requisitos, que no meu entendimento convergem para a prática da troca de conhecimentos.


Interpretação

Trabalhar com método é uma necessidade e uma qualidade que diferencia um profissional da cultura. Foi-se o tempo em que simplesmente adotávamos uma determinada prática porque artistas estrangeiros fazem assim, porque na TV é assim, porque nos livros de negócios é assim ou porque numa empresa famosa de produção de eventos é assim. Adotar o uso de um método apenas porque é moda ou porque pensamos ser uma "regra" no mercado, sem uma cuidadosa interpretação, pode nos levar abandonarmos formas de ação que são pontos fortes e oportunidades estratégicas em nosso trabalho.

Todo o método necessita de interpretação.


Contextualização

Um dos maiores avanços no pensamento do conceito de cultura é pensar no conceito de culturas. Da mesma forma, um dos maiores avanços no pensamento do que pode ser produção e gestão cultural é pensar na pluralidade que envolve o exercício desta atividade.

Você acha que produzir um show em Porto Alegre é exatamente igual a produzir um show em Rio Branco? Você acredita que produzir um seminário cultural em João Pessoa é a mesma coisa que produzir em Belo Horizonte? Há muitas semelhanças, mas são contextos completamente diferentes.

A percepção desta pluralidade nos leva ao entendimento de que o método a ser utilizado para uma ação cultural necessita ser planejado após ser interpretado e adequado ao contexto em que será realizada.


Aplicação

As ciências de produção e gestão cultural possuem uma similaridade muito grande com as ciências administrativas: são ciências aplicadas.

A maior parte das pessoas que atua em produção e gestão cultural, assim como administradores culturais, aplica no exercício de sua atividade os diferentes métodos estudados ou apreendidos ao longo de sua trajetória.

Antes de sair aderindo à última novidade, considere na troca de conhecimentos, durante sua interpretação e contextualização, se o método que você deseja adotar possui uma aplicação prática.

Lembre-se: produção, gestão ou administração cultural são ciências que se ocupam de "fazer acontecer" uma ação cultural.

sábado, fevereiro 13, 2010

Conheça novos conteúdos sobre as culturas brasileiras na TV Brasil


Programação diferenciada de carnaval


Alê Barreto
Administrador, produtor cultural independente e palestrante


Eu acredito que podemos escolher atividades prazerosas dentro do nosso trabalho de produção e gestão cultural. Uma delas é conhecer os diferentes Brasis.

Conheça a TV Brasil, uma TV Pública, independente, que tem a finalidade de complementar e ampliar a oferta de conteúdos, oferecendo uma programação de natureza informativa, cultural, artística, científica e formadora da cidadania.


Neste sábado você pode assistir


Pedro Luís

às 20h "Segue o Som", comandado pelos apresentadores Maurício Pacheco e Mariano Marovatto. Neste sábado de carnaval o programa mostra velhas marchinhas carnavalescas, comemora os 25 anos do Axé Music, os 60 anos dos trios elétricos da Bahia, entrevista o músico Pedro Luís, mostra a tradição do bloco Cacique de Ramos com o cantor Eduardo Dussek, o encontro de gerações representado por Paula Lima e Dona Ivone Lara, o talento da carioca Fernanda Abreu, Carlinhos Brown e a Timbalada.




Às 20h30min, você pode assistir o documentário Samba de Terreiro,




às 22h o programa "Melhor Assim", programa com a artista Teresa Cristina gravado no Espaço Tom Jobim, no Rio de Janeiro, divindo palco com Caetano Veloso, Marisa Monte, Lenine, Seu Jorge e Arlindo Cruz,


Júlia Lemmertz, apresentadora do programa

às 22h30 a Revista do Cinema Brasileiro, com matéria sobre o cineasta Fernando Condy Campos, reportagem sobre a história da folia Momesca nas telas do cinema brasileiro e conversa com Aurélio Marcondes, responsável pelo site Movie Mobz.

Revista do Cinema Brasileiro é um programa idealizado pelo diretor e produtor Marco Altberg que destaca e promove o nosso cinema e seus realizadores, num constante encontro entre diretores, produtores, atores, atrizes, técnicos e público.




Caso você vá assistir TV somente após o carnaval, não esqueça de conhecer o Repórter Brasil, primeiro telejornal brasileiro disponível na íntegra e gratuitamente na Internet. O endereço para acessar o telejornal onde e quando o telespectador desejar é www.tvbrasil.ebc.com.br/reporterbrasil .


Como sintonizar a TV Brasil

TV Brasil no Youtube

Site da TV Brasil

sexta-feira, fevereiro 12, 2010

Três dicas para dinamizar seu projeto independente no carnaval


Entrudo na Rua do Ouvidor/Angelo Agostini (1884)


Alê Barreto
Administrador, produtor cultural independente e palestrante


É uma unanimidade que a festa mais conhecida do Brasil está chegando. Mas nem tudo no carnaval é unanimidade. Nem todo mundo curte o carnaval. E nem todo mundo que curte o carnaval, curte da mesma maneira.

Então lembrei de dar três dicas para dinamizar seu projeto independente no carnaval.


Aprenda a aproveitar melhor o seu tempo

Geralmente estamos reclamando que não temos tempo. Durante toda a semana fazemos isso. Chega o final de semana e nos perguntamos "o que eu vou fazer neste findi"?

A mesma coisa acontece durante o ano: reclamamos da falta de tempo. Contudo, aqueles que não vão sambar na avenida ou viajar, começam a pedir dicas para todo mundo sobre o que podem fazer no carnaval.

Eu acho que uma boa maneira é utilizar uma parte deste período para colocar a casa em ordem e dar continuidade para ações que estavam paradas aguardando "termos mais tempo".

Ação prática: separe uma parte de cada dia para retomar suas atividades de organização do seu projeto independente.


Aprenda a organizar melhor o seu projeto

Você já parou para pensar que sua vontade de tocar, de produzir shows, pode ser mais que um simples desejo? Muitas vezes descobrimos que no fundo queremos com isso criar um "projeto de vida" independente.

Ação prática: pegue papel e caneta, saia para caminhar e vá anotando tudo que você acha que precisa ser organizado em sua vida para que você possa levar adiante o seu projeto de vida independente. Precisa estudar mais guitarra? Precisa estudar mais história da arte? Precisa aprender outro idioma? Precisa melhorar sua formação em produção cultural? Anote tudo.


Aprenda a priorizar

Uma vez tendo separado um tempo para começar a organizar tudo que é necessário para que o seu projeto independente avance, está na hora de aprender a priorizar.

O rapper BNegão ensina em uma de suas músicas: "Priorize o que fará diferença na sua passagem".

Ação prática: olhe tudo que você relacionou como necessário para o seu projeto independente e marque o que considera mais importante. Se no final tiver marcado quase tudo, refaça a tarefa. Procure escolher que atividades tem efeito multiplicador, aquelas que quando forem concluídas irão contribuir para que outras tantas aconteçam.


Simples? Sim. Agora você já sabe o que pode ser feito durante o carnaval. Mas não seja fanático. Aproveite também para rir e brincar.

terça-feira, fevereiro 09, 2010

Produtor Cultural Independente desembarca em Brasília para 6ª edição do curso "Aprenda a Organizar um Show"


Croqui do projeto de Brasília feito pelo mestre Oscar Niemeyer


Alê Barreto
Administrador, produtor cultural independente e palestrante


Toda véspera de algum acontecimento marcante, perco o sono. Desta vez não foi diferente. Agora são 02:18 da manhã do dia 09 de fevereiro de 2010.



Daqui algumas horas viajo do Rio de Janeiro um percurso de 1148 km até Brasília,



nossa linda capital, para ministrar o curso "Aprenda a Organizar um Show", método para produção de shows musicais voltado para músicos e produtores iniciantes, acessado desde outubro de 2007 por mais de 10.000 pessoas.

Para muitos palestrantes, uma viagem deste tipo é apenas mais um evento em sua rotina. Para mim, não. Este curso que estou indo ministrar é uma ação educativa voltada para o desenvolvimento humano e para produção cultural. Trabalhar com isso é uma das grandes escolhas da minha vida.

Hoje será um dia muito importante. Vou rever amigos e conhecer novos parceiros. Irei falar das minhas experiências. Irei aprender com as experiências dos participantes.

Quatro fontes inspiram o método de trabalho que será desenvolvido com as pessoas interessantes que irão se encontrar no curso "Aprenda a Organizar um Show":

- a busca e o compartilhamento da autonomia;
- os ensinamentos do anarquista Roberto Freire, do educador Paulo Freire e pessoas que acreditaram e acreditam que as mudanças são possíveis;
- a vontade de estar perto da música e de aprender com as pessoas;
- 7 anos de experiência como produtor cultural independente.

Mas a viabilidade desta ação cultural só foi possível graças ao excelente trabalho da minha parceira Mirella Malta. Esta profissional tem sido uma importante agente de fomento à capacitação dos profissionais que atuam na cultura, entretenimento e terceiro setor em Brasília.



Mirella tem oferecido de forma permanente cursos com os principais expoentes de temas da atualidade, como

- Romulo Avelar, autor do livro "O Avesso da Cena - Notas sobre produção e gestão cultural";

- Leonardo Brant, pesquisador de políticas culturais, autor dos livros "Mercado Cultural", "Políticas Culturais vol.1 (org.)", "Diversidade Cultural (org.)" e "O Poder da Cultura";

- Fábio Cesnik, autor do livro "Guia do Incentivo à Cultura", pela Editora Manole.


Quem tem interesse em ampliar a sua formação e mora em Brasília ou cidades próximas, pode acompanhar a programação dos cursos no blog http://mirellamalta.blogspot.com/




Quem está a fim de investir na sua carreira independente, para se capacitar para trabalhar de forma profissional com shows, ainda dá tempo. O curso "Aprenda a Organizar um Show" começa hoje e termina dia 10. Será realizado das 14h às 22h, no Centro de Estudos da UNACON, SCS Quadra 8, Bloco B50, 4º andar - Edifício Venâncio 2000 (ao lado do Pátio Brasil), em Brasília.

Os participantes do curso receberão treinamento, certificado, participarão do sorteio de duas consultorias e poderão participar da nova Rede de Notícias Culturais Sustentáveis.

Informações: Mirella Malta (mirellamalta@globo.com) fone (61) 9273-9002

segunda-feira, fevereiro 08, 2010

Conheça como jovens cineastas de Campinas estão viabilizando suas produções



Alê Barreto
Administrador, produtor cultural independente e palestrante


Leia a matéria "Jovens cineastas na ativa falam de sobrevivência e mercado" de Adriano Conter, publicada em 06/02/10 no site www.eptv.com e veja como estes jovens estão viabilizando suas ações culturais independentes.

sábado, fevereiro 06, 2010

Produtor Cultural Independente convida parceiros para construção da Rede de Notícias Culturais Sustentáveis



Alê Barreto
Administrador, produtor cultural independente e palestrante
Próximos cursos


Através das viagens que faço pelo Brasil e minhas pesquisas na internet, percebo que as iniciativas culturais que mais prosperam são aquelas em que as pessoas:

- dedicam boa parte do seu tempo para que a ação cultural ou empreendimento cresça;
- buscam aprender "como" conseguir se sustentar em suas atividades culturais;
- tem vontade aprender; não ficam achando que já sabem tudo;
- compreendem a importância de compartilhar suas tecnologias;
- organizam seu trabalho através de redes;
- percebem a importância de se planejar uma ação cultural com olhar amplo, considerando a diversidade de contextos e de públicos envolvidos.

Pensando nisso, o Produtor Cultural Independente está começando a construir a Rede de Notícias Culturais Sustentáveis.

Veja como participar.


O que é a Rede de Notícias Culturais Sustentáveis?

A Rede de Notícias Culturais Sustentáveis é uma rede informal que tem por objetivo conectar e estabelecer um diálogo permanente entre pessoas, grupos organizados, instituições públicas ou privadas que possuam produtos, serviços, cases de sucesso, técnicas ou metodologias que possam contribuir para a sustentabilidade de ações culturais.


Como irá funcionar?

No primeiro momento, a Rede de Notícias Culturais Sustentáveis irá dar origem a um folheto informativo, no qual serão compartilhadas as informações via e-mail entre os membros da rede.


Que tipos de informações podem ser compartilhadas?

A ideia que que cada membro da rede divulgue como estão conseguindo sustentar suas ações culturais ou como pessoas e instituições em sua cidade estão fazendo isso.


Como participar?

Para participar da Rede de Notícias Culturais Sustentáveis basta enviar um e-mail para alebarreto@produtorindependente.com informando:

Nome completo:
Sexo: ( ) masculino ( ) feminino
Idade:
Cidade: Estado:
Telefone de contato:
Categoria: ( ) pessoa física ( ) grupo organizado
( ) instituições públicas
( ) instituições privadas
Nome do produto, serviço, case de sucesso, técnica ou metodologia que pretende divulgar: _______________________
Informações detalhadas sobre o que pretende divulgar:_______________


Quem pode participar?

A Rede de Notícias Culturais Sustentáveis quer criar uma "ponte" entre as pessoas que acreditam ser importante compartilhar informações para melhorar a qualidade e a sustentabilidade de quem trabalha na área cultural.

Mas também são bem vindos à rede:

* Jovens e adultos que estão pensando em começar a carreira de produtor cultural.
* Produtores culturais independentes.
* Funcionários e gestores de organizações privadas e públicas do setor cultural.
* Pessoas que trabalham com articulação e organização do setor cultural no Brasil.
* Educadores interessados em ampliar o desenvolvimento de alunos do ensino fundamental e médio utilizando a cultura como recurso.
* Pessoas que atuam em outras profissões e que desejam desenvolver também a atividade de produção cultural.


Prazos para participação na rede

As pessoas interessadas em constituir esta rede poderão enviar suas informações até 30 de março. Após esta data, será elaborado o primeiro informativo, com previsão de envio para os membros da rede até o final da primeira quinzena de abril de 2010.

quinta-feira, fevereiro 04, 2010

1,2 milhão de crianças já foram beneficiadas pelo ensino de música clássica na Venezuela



Alê Barreto
Administrador e produtor cultural independente

Cada vez mais fica evidente que não é possível pensar em desenvolvimento de uma nação sem pensar em educação para a arte. Apesar disso, há muito que se avançar no Brasil neste sentido.

Uma das maneiras de avançarmos é buscarmos sensibilizar gestores públicos de cultura dos municípios e estados para que se pratique o "copyleft", para que se comece a aprender com as práticas bem sucedidas de outros países.

Um bom exemplo disso é "El Sistema", nome como é conhecido o Sistema Nacional de Orquestras Infantis e Juvenis da Venezuela, que desde 1975 (eu já era nascido...) beneficiou 1,2 milhão de crianças venezuelanas com o ensino de música clássica.



Leia a reportagem "O homem que cria orquestras" de Rodrigo Turrer publicada em 29/12/2009 na Revista Época.

quarta-feira, fevereiro 03, 2010

Utilize blogs para suas ações culturais independentes




Alê Barreto
Administrador e produtor cultural independente


Uma das minhas atividades atuais é a preparação de um curso sobre blogs. Considero que um produtor cultural independente necessita entender noções mínimas desta nova forma de comunicação.

A ideia é que nesta atividade educativa eu compartilhe a prática de 03 anos produzindo conteúdo, organizando e republicando notícias no Produtor Cultural Independente. Além da vivência, vou abordar aspectos teóricos também.

Enquanto o curso não está pronto, aproveito para divulgar aqui um dos livros que estou utilizando no trabalho de pesquisa: "Blog" de Ana Carmen Foschini e Roberto Romano Taddei, que faz parte da coleção "Conquiste a Rede" publicada no site Overmundo.

Baixe o livro aqui

terça-feira, fevereiro 02, 2010

O caso Radiohead




Alê Barreto
Administrador e produtor cultural independente


Nos dois últimos posts, falamos um pouco sobre a questão do exercício da atividade de músico e a polêmica do registro junto a Ordem dos Músicos no Brasil.

Isso me fez lembrar de uma outra polêmica que é o novo contexto da internet e da cultura livre.

O Antonio Cabral, pesquisador e professor da FGV, um profissional que tive o prazer de trabalhar junto no período que administrei o Nós do Morro, faz uma leitura muito interessante sobre o caso da banda Radiohead. Confira no vídeo do Nós da Comunicação.

segunda-feira, fevereiro 01, 2010

Mais informações sobre o exercício da atividade de músico


Justiça por Marília Chartune


Alê Barreto
Administrador e produtor cultural independente


Revisando hoje o post "Tire suas dúvidas sobre exercício legal da atividade de músico",



publicado recentemente, vi que havia um comentário bem interessante sobre o assunto. Então resolvi publicá-lo para dar mais visibilidade ao debate.


Comentário de Carolina Barros

Olá Alexandre!Tudo joia?

Olha, sou freqüentadora assídua do seu blog, adoro por sinal.
Meu nome é Carolina BArros, sou presidente da Associação de músicos independentes do estado do Mato Grosso(ASSIMT). Há pouco tempo conseguimos uma liminar contra a cobrança da OMB no estado.

Vi que sua postura no texto é imparcial, tenta mostrar as problemáticas que podem existir se não efetuarmos o pagamento das anuidades entre outras coisas. Porém discordo da orientação do Romulo Avellar. Cada vez mais os pareceres são favoráveis a classe, visto que a OMB foi criada com uma boa intenção, mas logo logo foi deturpada e começou a ser utilizada a serviço da ditadura, é so ler o estatuto dela que se percebe o qual anacrônica e defasada são seus termos. Ela tinha a função de vigiar os músicos que na época representavam uma grande perigo ao governo ditatorial.
Temos uma labuta diária com os músicos, para que esses não se acovardem e corram atrás dos seus direitos, que questionem essas ordens estabelecidas, por isso me preocupo com uma orientação dessa, simplista e comodista, onde se paga para não ser incomodado. Acho que temos que incitar o músico a procurar seus direitos, já que para coagi-los temos a OMB.

Além disso o estatuto da ordem fere uma artigo maior da constituição, que é o livre exercício da profissão,aliado a isso temos a leitura de que a profissão de músico não causa prejuizo a ninguém, por isso sendo desnecessário esse poder de policia da OMB, já que o função de musico não representa um perigo para a sociedade.
Poderia ficar horas e horas falando do pq não precisamos da OMB, mas ficaria um post imenso.

Ficaria feliz se você postasse informações aos músicos, do porque serem cada vez maiores as ações civis publicas com êxito contra a OMB Brasil afora,senão me engano 12 estados já tem a liminar garantido a liberdade aos músicos.Com certeza os juristas destes estados e o STF estão baseados em algo muito maior que a OMB, que é a CONSTITUIÇÃO FEDERAL.

Abração

Carolina Barros



Comentário do Produtor Cultural Independente


Olá Carolina, muito obrigado por acompanhar o blog.

Referente ao seu comentário, gostaria de pontuar algumas questões:

- você tem todo o direito de discordar da orientação do Romulo Avelar, mas eu não concordo que a orientação dele é simplista e comodista. O fato da legislação do registro junto a OMB estar em vigor demonstra que é preciso ter cuidado: ou se cumpre a legislação ou se questiona a mesma na justiça.

- entendo e acho legítima sua preocupação em defender um ponto de vista sobre esta questão, pois você atua em uma associação que tem por finalidade defender os interesses de seus associados. E estou ciente que sua posição não é isolada, pois há vários casos similares em várias cidades do Brasil. Mas assim como a cobrança de direitos autorais, comercialização ou gratuitade da música, não há consenso sobre este assunto.


Desta forma, não cabe ao blog tomar partido da questão e incitar os músicos a procurar seus direitos. O blog Produtor Cultural Independente é um roteiro livre para que as pessoas a partir dele organizem suas ações culturais, da forma que acharem mais adequada. Se você ler com atenção a matéria, verá que foram abordados os dois lados da questão. Inclusive dei um exemplo do processo que está tramitando na justiça do estado de São Paulo.

Estou muito contente com sua participação, pois ela ampliou debate sobre esta questão.

Inclusive deixo aqui o link para informações sobre como esta questão está sendo trabalhada no estado do Mato Grosso.

Um grande abraço,

Alê Barreto
Produtor Cultural Independente

domingo, janeiro 31, 2010

Conheças as ideias de Pablo Capilé, coordenador de planejamento do Grito do Rock


Pablo Capilé


Alê Barreto
Administrador e produtor cultural independente


Este ano vou participar do Grito do Rock. Dia 23 de fevereiro vou estar em Brasília a convite do Coletivo Esquina. Lembrei então de exibir aqui o vídeo da entrevista com Pablo Capilé, coordenador de planejamento do Grito Rock, gravada durante o seminário "A Morte do Popstar" no Festival Música Livre da UFES em dezembro de 2009.

Conheça as ideias deste cuiabano que é um dos fundadores do Espaço Cubo, sócio-fundador da associação Casas Associadas e um dos articuladores do Circuito Fora do Eixo.

sábado, janeiro 30, 2010

Tire suas dúvidas sobre exercício legal da atividade de músico



Alê Barreto
Administrador e produtor cultural independente


Muita gente fica em dúvida se realmente há necessidade de registro (carteira de músico) junto a Ordem dos Músicos do Brasil para poder realizar um show. Lembrei então de colocar algumas informações sobre o assunto, para ajudar a "clarear" a questão.


É necessário o registro junto a Ordem dos Músicos do Brasil para exercício da profissão de músico?

De acordo com a Lei nº 3.857, de 22 de dezembro de 1960 (Lei dos Músicos), sim.


Muitos músicos trabalham com shows há anos e nunca precisaram da carteira. Esta lei é válida para todo o território nacional?

Sim, esta lei é válida para todo o território nacional. O fato de não haver fiscalização em sua região, cidade ou bairro não quer dizer que a lei não esteja em vigor.


A Ordem dos Músicos do Brasil tem poder de polícia para impedir a realização de um show?

Sobre esta questão, o produtor Romulo Avelar faz a seguinte recomendação na página 374 do seu livro "O Avesso da Cena: Notas sobre Produção e Gestão Cultural":

"Embora a tendência atual dos tribunais seja de considerar que a OMB não tem poder de polícia e não pode barrar um evento em que haja a participação de músicos amadores, ainda ocorrem algumas decisões em contrário. Desafiar os termos da Lei dos Músicos pode não somente representar um risco para a própria realização do show ou concerto, como também resultar em multas. O não pagamento dessas multas pode acarretar a inclusão do responsável na dívida ativa, gerando consequências indesejáveis, como a inabilitação para obtenção de recursos públicos."


É verdade que mesmo com esta lei em vigor alguns músicos possuem autorização da justiça para exercer sua atividade de músico sem o registro na Ordem dos Músicos do Brasil?

Sim. Há um bom tempo esta lei vem sendo questionada, inclusive foi debatida nos Fóruns Permanentes de Música em diferentes estados do Brasil e levada para as Câmaras Setoriais de Música criadas pelo Ministério da Cultura.

Alguns artistas entendem que a Lei nº 3.857 afronta o artigo 5º, inciso IX, da CF/89. Então contratam advogados e ajuizam um mandado de segurança preventivo, que lhes permite o livre exercício de suas atividades artísticas.


É verdade que no estado de São Paulo não é mais necessária a carteira de músico?

Sim, mas não é ainda uma decisão definitiva. Leia a notícia abaixo publicada no site http://territorio.terra.com.br/blog/vitrine/?c=20403:


"OMB de São Paulo não pode fiscalizar músicos, bares, casas de shows"

O deputado Carlos Giannazi, Coordenador da Frente Parlamentar em Defesa dos Músicos e Compositores do Estado de São Paulo, anunciou nesta semana a decisão do Tribunal Regional Federal da 3ª Região que proíbe a Ordem dos Músicos do Brasil (OMB) de fiscalizar os músicos bem como exigir a inscrição na entidade.

O Acórdão garante aos músicos do estado de São Paulo o direito de exercício da profissão, sem necessidade de prova, inscrição na OMB e sujeição ao regime disciplinar específico. O Acórdão destaca, entre outros pontos, que "a Lei nº 3.857/60 não exige o registro na OMB de todo e qualquer músico para o exercício da profissão, mas apenas dos que estão sujeitos à formação acadêmica sob controle e fiscalização do Ministério da Educação".

“De agora em diante os músicos do estado de São Paulo não podem mais ser fiscalizados pela OMB e nem tampouco ter a obrigatoriedade da inscrição na mesma”, disse Giannazi em seu pronunciamento na Assembléia Legislativa de São Paulo.

Giannazi fez também uma representação no Ministério Público Federal pedindo a suspensão de vários artigos da Lei 3857/60 - que criou a Ordem dos Músicos do Brasil. Depois de julgada pelo Supremo, a ação pode passar a valer em todo o território nacional, desobrigando músicos da inscrição na entidade.

O Acórdão está disponível no site do Tribunal Regional Federal (www.trf3.jus.br). Para quem quiser consultar na íntegra, o número do processo é 2005.61.15.001047-2.

sexta-feira, janeiro 29, 2010

Afinal, a música deve ser paga ou gratuita?




Alê Barreto (Saiba mais sobre este blog)

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Toda crise, por pior que seja, traz oportunidades. A crise da indústria fonográfica é um bom exemplo. Como toda crise, quem sente o efeito no bolso, reclama mais. As empresas que controlavam a distribuição e a venda do fonograma gravado no suporte CD estão reclamando até hoje. Por outro lado, empreendedores que conseguem perceber novas tendências, aproveitam novos hábitos de comportamento e criam novos modelos de negócio.

Mesmo hoje existindo uma geração de adolescentes que nunca compraram um CD em sua vida, muitos fabricantes e distribuidores insistiam (e insistem) em publicar nos meios de comunicação matérias falando no dano causado pelo download gratuito da música.

Para minha surpresa, no fim do ano passado li no jornal Destak do dia 04 de novembro (imagem acima) uma informação que vai "contra a corrente" de que o download de música gratuito é nocivo:

Quem baixa canções, gasta mais com música
"Um estudo realizado pela empresa Ipsos Mori e divulgado pelo jornal The Independent afirma que as pessoas que mais fazem download são também as que gastam mais com música".

Esta semana tive acesso a outra publicação que fala a favor do download gratuito. Desta vez não trata-se de um instituto de pesquisa, mas sim de um empresário que atua no mercado fonográfico. No artigo "Um modelo de distribuição para a música", João Marcello Bôscoli, fundador e presidente da Trama Music Group, argumenta sobre a forma como a Trama vem trabalhando:



"De graça para o público e remunerado para o artista, patrocinado por uma marca. Eu acredito nesse modelo de distribuição para a música. E ele está vigente desde o final da década de 20 do século passado".

Leia o artigo na íntegra e tire suas próprias conclusões.

quinta-feira, janeiro 28, 2010

Dicas para levar seu show para novos palcos




Alê Barreto (Saiba mais sobre este blog)

Receba aviso de atualização no twitter


Não existe mistério em levar um show para outra cidade. O que existe é trabalho.

Ouço muitas pessoas me perguntarem "como fazer para levar o show" para um determinado lugar. Não há fórmula que garanta o sucesso no agenciamento (venda) de um show. Mas alguns cuidados podem contribuir para que você leve sua banda ou os artistas que trabalham com você para novos palcos.


Qual é a sua?

Seja objetivo. Você toca Hip hop? Samba? Axé? Sertanejo? Hardcore? Se você ficar naquele papo "meu som não tem rótulos, não tem como defini-lo", ninguém irá adivinhar o que você está buscando.

Se você não pensou ainda sobre isso, quando for negociar seu show, apresente algumas referências do seu trabalho para a pessoa que decide que shows irão acontecer no local que você quer tocar. Por exemplo: "minha banda toca um som tipo Rolling Stones".


Onde quer tocar?

Seja objetivo. Quer tocar num bar? Num teatro? Num rodeio? Num festival? Defina a cidade e o local aonde você quer tocar.


Como funciona a contratação de shows?

Seja objetivo. Antes de sair propondo alguma coisa, pergunte como funciona a contratação dos shows. Assim você terá mais informações na hora de negociar.


Fale com quem decide

É muito comum você ligar para um espaço cultural e ser atendido por pessoas que não decidem nada, mas que acham que decidem. E é muito comum também as pessoas que decidem colocarem de propósito pessoas para fazerem o primeiro atendimento telefônico, pois é uma forma de filtrar contato com artistas amadores.

Seja objetivo. Descubra quem atende este assunto e se dirija a esta pessoa.


Show não se vende por e-mail

Muitos shows estão sendo negociados por e-mail. Mas a primeira venda em 90% dos casos é ainda por telefone ou contato presencial.

Seja objetivo. Primeiro crie uma proximidade com o contratante, para depois tratar o assunto via e-mail.


Invista uma parte do seu tempo montando uma boa lista de contatos quentes

"Contatos quentes" são pessoas que já contrataram shows e há probabilidade de que podem contratar o seu.

Seja objetivo. Pegue suas anotações, bilhetinhos, dicas e monte uma tabela atualizada de contatos.


Tenha um bom material de apresentação

Em meu livro "Aprenda a Organizar um Show", no capítulo "Divulgação", ensino que todo o produtor executivo (ou artista que faz produção executiva) teve ter disponível:

- release atualizado do artista ou do show;
- fotos de divulgação recentes (com crédito do fotógrafo), em meio físico e eletrônico, em alta resolução;
- clipping (matérias, fotos, notas, resenhas e críticas publicadas ou veiculadas sobre os músicos ou o espetáculo);
- músicas (CD e MP3);
- material audiovisual (DVD, fita beta, HD).

Seja objetivo. Se você não tem estes materiais, comece a providenciá-los. Muitas vendas de shows são perdidas por falta de um bom material de apresentação.


Não espere a união da classe: comece a telefonar

Trabalhar de forma associativa e colaborativa é ótimo. Acredito nisso. Mas eu não fico esperando que os demais produtores culturais criem blogs como este para eu escrever os meus textos.

Seja objetivo. Se você quer tocar, tem que fazer o mesmo: se mexer. Se quer levar o show de seus artistas para novos palcos, não dá para ficar esperando. Tem que se mexer.

quarta-feira, janeiro 27, 2010

Livro "Aprenda a Organizar um Show" lançado no Overmundo atinge 128 mil downloads



Por Alê Barreto*
alebarreto@gmail.com


Hoje é um dia especial. Até esta data já foram feitos mais de 128.000 downloads da coleção de fascículos "Aprenda a Organizar um Show", primeira publicação disponibilizada de forma livre e gratuita no Brasil sobre a tecnologia de produção de shows.


A idéia que virou fascículo

Tudo começou com uma idéia. Durante o ano de 2006, refleti muito sobre a necessidade dos profissionais que atuam em produção cultural se capacitarem para um novo mercado de cultura e entretenimento que estava (e está) se estruturando no Brasil. Decidi contribuir produzindo conteúdo didático. No final de 2006 comecei a escrever o livro.

Como sou apoiador do movimento Software Livre, decidi publicar também o livro de forma livre. Assim, dia 25 de outubro de 2007 lancei no site Overmundo, maior portal de cultura independente do Brasil,



o primeiro fascículo da coleção "Aprenda a Organizar um Show",



sob licença Creative Commons, que permite que as pessoas possam copiar, distribuir e criar obras derivadas, desde que seja para uso não-comercial e que sejam compartilhadas pela mesma licença.


O fascículo que virou livro impresso

Organizando seu novo empreendimento, a Imagina Conteúdo Criativo, além de terem contribuído com a edição, revisão e ilustrações do livro, meus parceiros Rodrigo DMart e Yara Baugarten trabalharam na produção gráfica da



primeira edição impressa, que foi lançada dia 29 de maio, dentro da programação do IV Encontro de Estudos Multidisciplinares em Cultura (ENECULT), no Museu de Arte Moderna da Bahia, Salvador/BA. O projeto da capa é do designer Everson Nazari (capa do livro) e prefácio é do Leonardo Costa, Doutorando do Programa de Pós-Graduação Multidisciplinar em Cultura e Sociedade da Universidade Federal da Bahia, orientado pelo Prof. Dr. Albino Rubim e Mestre em Cibercultura pelo Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Cultura Contemporâneas desta mesma universidade.

Em 2008, a Imagina Conteúdo Criativo enviou o livro impresso para vários formadores de opinião em Porto Alegre. Além disso, o mesmo foi divulgado no



2° Festival CONTATO (Festival Multimídia de Rádio, TV, Cinema e Arte Eletrônica) em parceria com Grupo de Estudos sobre as Redes e Cadeias Produtivas da Música do Departamento de Engenharia de Produção da UFSCAR (Universidade Federal de São Carlos/SP),



na palestra realizada no curso de Tecnologia de Produção Fonográfica da Universidade Católica de Pelotas (RS), nas cidades de Rio Grande e Cassino (RS),



na Feira do Livro da Cidade de Pelotas (RS), na



TV Educativa do RS e na Livraria Palavraria em Porto Alegre.


Vídeo de divulgação do livro independente "Aprenda a Organizar um Show"


As primeiras impressões

Recebi muitos feedbacks. Cito aqui alguns bastante significativos:



Thaís Aragão, jornalista e produtor cultural cearense, que atua no departamento de difusão cultural da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.


"Baixei os módulos do livro e tenho citado bastante alguns pontos dele nos cursos".

Alê Leão é compositora, musicista e produtora, criadora da banda Comadre Fulozinha, ministra o Curso Básico de Produção Cultural em Pernambuco.

"A literatura sobre o assunto ainda é bem modesta no Brasil, principalmente um livro que descreve objetivamente como produzir um show musical com qualidade.(…) O resultado junto aos alunos é bem promissor. Recomendo a todos que tenham interesse
na área".


Marcos Fávero é professor de Produção Musical na Faculdade de Artes Alcântara Machado em São Paulo.

"Sabe como produzir um show indie? O Alê Barreto da Independência, ex-empresário da Pata de Elefante, sabe. E escreveu um livro virtual sobre isso no ano passado".

Danilo Fantinel é jornalista do portal ClicRBS em Porto Alegre.

"Um dos mais conhecidos produtores culturais gaúchos, Alê Barreto lança (...) o livro "Aprenda a Organizar um Show". Em 94 páginas e formato bem esquemático, a obra (um guia)mostra em detalhes todas as etapas do trabalho e cuidados fundamentais para que uma produção seja bem-sucedida, desde a escolha da data e do local até a avaliação dos resultados".

Juarez Fonseca é jornalista e crítico cultural em Porto Alegre.


O livro que virou ação educativa permanente

Em 2009 "Aprenda a Organizar um Show" deu origem a um curso. Atento a demanda crescente por capacitação na área de produção cultural, fiz uma pesquisa neste blog para saber inicialmente em que cidades do Brasil haviam mais pessoas interessadas em ampliar sua formação para oferecer melhores serviços no mercado cultural. A pesquisa apontou interesse nas cidades de Brasília, Goiânia, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre.



O primeiro curso foi realizado no Rio de Janeiro e o



segundo em Porto Alegre, durante o 10º Fórum Internacional do Software Livre.


O curso já foi realizado também nas cidades de Brasília (DF), Goiânia (GO) e Rio Branco (AC).


O livro pouco a pouco se consolida como fonte de consulta para profissionais de várias áreas

A necessidade de se produzir um show com qualidade não é somente compartilhada por artistas e produtores culturais, mas também por profissionais da área de eventos.



A experiente produtora Tatiana Zaccaro, graduada em jornalismo com MBA em Marketing e gerente de negócios da Fagga Eventos, empresa que organizou a XIV Bienal Internacional do Livro no Rio de Janeiro, recomendou o livro "Aprenda a Organizar um Show" na reportagem “A Voz da Experiência”, publicada no Jornal O Globo, Caderno Megazine (Profissões), Rio de Janeiro, setembro de 2009.


Experiência bem sucedida

"Aprenda a Organizar um Show" é uma experiência bem sucedida de distribuição de conteúdo independente, pois foi planejado para estrategicamente estar disponível em duas bases bastante acessadas pelo público da cultura no Brasil: o site Overmundo e este blog. Isso permitiu dois resultados muito interessantes e que podem ser objeto de estudo:

- em pouco mais de 2 anos mais de 10.000 pessoas já acessaram o seu conteúdo;



- o livro já foi baixado e publicado em outro país. "Aprenda a Organizar um Show" está disponível para download em Angola.


Toda ação cultural é uma construção

Quanto mais avanço neste projeto, mais busco dar visibilidade ao histórico do processo, pois como falo no último capítulo deste livro, trabalhar com cultura é uma construção.


Ainda não conhece o livro?

Baixe os fascículos gratuitamente:

Fascículo 01 - "Fazer a produção", que bicho é esse?
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Fascículo 02 - As Etapas de um Show
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Fascículo 03 - Quando
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Fascículo 04 - Onde
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Fascículo 05 - Conhecendo o local
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Fascículo 06 - Cronograma de Atividades
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Fascículo 07 - A equipe
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Fascículo 08 - Necessidades de Produção: músicos e técnicos
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Fascículo 09 - Necessidades de Produção: infra-estrutura
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Fascículo 10 - Necessidades de Produção: equipe de produção
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Fascículo 11 - Solicitações, autorizações e contratos
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Fascículo 12 - Direitos Autorais
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Fascículo 13 - Divulgação
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Fascículo 14 - Custos e Sustentabilidade
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Fascículo 15: Sala de Produção
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Fascículo 16: Montagem de Palco e Cenário
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Fascículo 17: Montagem do Som e da Luz
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Fascículo 18: Montagem de Camarim
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Fascículo 19: Receptivo e Acompanhamento
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Fascículo 20: Credenciamento e cortesias
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Fascículo 21: Bilheteria
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Fascículo 22: Passagem de Som
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Fascículo 23: A Cobertura do Show
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Fascículo 24: Segurança
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Fascículo 25: O show vai começar!
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Fascículo 26: Desmontagem do show – parte 1
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Fascículo 27: Desmontagem do show – parte 2
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Fascículo 28: Concluindo
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terça-feira, janeiro 26, 2010

Um produtor cultural independente deve entender as questões da cultura digital




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Comecei a minha pós-graduação: MBA em Gestão Cultural na Universidade Cândido Mendes. O primeiro módulo é sobre Cultura Digital.

Compartilho aqui quatro dicas excelentes aprendidas na aula da professora Eliane Costa relacionadas ao tema Cibercultura.



No rede www.culturadigital.br você pode acompanhar e participar da formulação de uma política brasileira de Cultura Digital.



Neste endereço está acontecendo também o processo colaborativo de discussão e formulação de um marco civil para a Internet brasileira.



No livro CulturaDigital.BR, organizado por Rodrigo Savazoni e Sérgio Cohn, com a supervisão de José Murilo Jr. e Álvaro Malaguti, integrantes da coordenação executiva do Fórum da Cultura Digital Brasileira, você encontra entrevistas com Alfredo Manevy, André Lemos, André Parente, André Stolarski, André Vallias, Antonio Risério, Bernardo Esteves, Claudio Prado, Eduardo Viveiros de Castro, Eugênio Bucci, Fernando Haddad, Franklin Coelho, Gilberto Gil, Guido Lemos, Hélio Kuramoto, Jane de Almeida, Juca Ferreira, Ladislau Dowbor, Laymert Garcia dos Santos, Lucas Santtana, Marcelo Tas, Marcos Palácios, Ronaldo Lemos, Sergio Amadeu e Suzana Herculano-Houzel que fazem uma cartografia das principais questões que circundam a cultura digital. O livro pode ser baixado gratuitamente.



Por fim, na matéria "Sobre o acordo Google Books, ou de porque precisamos atualizar a lei de direito autoral" você terá uma boa noção sobre a complexidade que envolve o debate da proteção autoral em tempos de cultura digital.

domingo, janeiro 24, 2010

O processo criativo da artista plástica Beatriz Milhazes





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Dias atrás, no post "Você acredita na sua arte?", coloquei um link para a matéria "O Ritual do Sucesso" publicada na revista Bravo! sobre o trabalho da artista plástica Beatriz Milhazes.

Hoje, pesquisando no youtube, encontrei uma entrevista realizada pela jornalista Helena Lara Resende para o programa Sala de Notícias, do Canal Futura.

Compartilho este vídeo para que os produtores e gestores culturais ouçam uma fala muito interessante e que expressa a sensibilidade, complexidade e beleza do processo criativo desta artista. Uma oportunidade de ampliarmos nosso conhecimento sobre o ambiente artístico.

sábado, janeiro 23, 2010

Ser independente é ser autônomo





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Quando algum projeto, rede, associação, ONGs, iniciativa pública ou privada falar em seu discurso que é independente e que promove a autonomia, deve praticar e difundir os seguintes princípios: autoconhecimento, autoestima e autorregulação.

Assista o vídeo do projeto Frutos do Brasil com o filósofo e educador colombiano Bernardo Toro e entenda um pouco mais o que são estes princípios.

sexta-feira, janeiro 22, 2010

Articulação, desenvolvimento artístico e trabalho de produção com método: equilíbrio que consolida uma carreira na área cultural





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Segundo dados publicados na matéria "Em dívida com a democracia", Revista Isto É, 06 janeiro de 2010, conquistamos estabilidade democrática nos últimos 21 anos, um recorde do regime republicano. Mas ainda estamos aprendendo a lidar com a democracia e com os processos participativos.

Este aprendizado também está ocorrendo na área cultural. Desde 2003 vem sendo ampliadas as ações de diálogo e organização no setor cultural brasileiro.

É muito positivo ver que as pessoas estão aprendendo que através de articulações podem obter maior atenção dos meios de comunicação, do poder público e da sociedade.

Contudo, duas questões tem me preocupado dentro deste processo de aprendizado:

- muitas pessoas estão buscando viabilizar suas ações culturais somente através do apoio do Estado, partidos políticos, ONGs, associações ou coletivos;

- muitas pessoas estão trabalhando campanhas de comunicação no sentido de convencer o maior número de pessoas possível de que somente através de processos associativos é possível se desenvolver um trabalho cultural.

A articulação é uma ação que é utilizada para implementação de uma estratégia de longo prazo dentro de uma carreira profissional na área artística. Mas não é o único caminho para que uma pessoa desenvolva sua arte ou para que uma pessoa produza uma ação cultural.

Além disso, quem realmente trabalha e vive da atividade artística ou de produção cultural sabe do aspecto prático da gestão do tempo. Se a pessoa é artista, sabe que necessita dedicar boa parte do seu tempo para o estudo teórico e prático de sua arte, para poder desenvolvê-la. Além disso, também precisa dedicar uma parte do seu tempo para aprender a gerenciar sua carreira artística. E isso também demanda tempo para estudo teórico e vivência prática. Se a pessoa é um produtor ou gestor cultural, sabe também que necessita dedicar boa parte do seu tempo para o estudo teórico e prático de gestão e para aprender a se relacionar com os diferentes agentes do mercado cultural.

Por fim, nem tudo na vida é coletivo. Há momentos que o trabalho é solo. E isso não quer dizer que somos individualistas. Isso quer dizer que somos autônomos (leia também o meu texto "Solo ou Grupo" publicado no site Overmundo.

Avalie melhor o uso do seu tempo. Participe somente de mobilizações que contribuam com a sustentabilidade e o desenvolvimento artístico do seu trabalho.

quinta-feira, janeiro 21, 2010

Pós-graduação em Gestão Cultural, Patrimônio e Turismo Sustentável


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Alê Barreto (Saiba mais sobre este blog)

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Compartilho aqui com todos as informações que recebi do Programa de Pós-Graduação em Gestão Cultural, Patrimônio e Turismo Sustentável do Instituto Universitário Ortega y Gasset da Espanha.