segunda-feira, maio 30, 2011

RPG e Live-Action também são cultura!




Por Alê Barreto*
alebarreto@gmail.com


Quinta-feira passada, falei sobre um debate muito interessante que rolou na aula da professora Lia Calabre, no MBA em Gestão Cultural que estou cursando. O debate girava em torno dos conceitos de cultura, indústrial cultural, entretenimento.

Aproveitando aquela lembrança, falei do filme "Continue?" que trata da "cultura dos video games". Nem todo mundo considera que os video games são cultura. Então fiz a pergunta: "games são cultura"?

A leitora "Lu" trouxe uma contribuição muito bacana, que resolvi publicar aqui para todos verem:


[início do comentário]

Oi Ale

Acredito que sim e não só cultura mas também, pode ser uma ferramenta educacional. Estamos na geração da interatividade.

Os games (video games) tem um trabalho artístico muito grande e podem aguçar, instigar novos artistas.

Vou um pouco mais além. Os jogos de RPG (Role play game) são jogos de criatividade e incentivam a leitura e a busca de novos conhecimentos para as histórias e cenários.

Tenho uma ONG que usa o RPG/Live-action como ferramenta cultural e educacional.

Vale a pena o clique: www.confrariadasideias.com.br
Continuo acompanhando seu trabalho e sou fã. Estudo na Escola MASP e já passei seu blog como referência!

Sucesso


[fim do comentário]


Vocês já ouviram falar em RPG? Live-action? Aproveitem o comentário bacana e conheçam a Confraria das Ideias.

Quer oportunidade melhor de unir cultura, educação e prazer do que um bom jogo?


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* Alê Barreto é um administrador e produtor cultural independente. Trabalha com foco na organização e qualificação dos profissionais de arte, comunicação, cultura e entretenimento. É autor do livro Aprenda a Organizar um Show, primeira publicação livre e gratuita no Brasil sobre a tecnologia de produção de shows, escreve para o site Overmundo e para a revista Fazer e Vender Cultura.

Ministra cursos, oficinas, workshops e palestras. Já atuou em capacitação de grupos culturais em parceria com o SEBRAE AC. Presta consultoria e assessoria para artistas, empresas e produtores.

Contato: (21) 7627-0690 Rio de Janeiro - RJ - Brasil




Alê Barreto é cliente do Itaú.


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O Produtor Cultural Independente gerencia os perfis das redes sociais da Associação Brasileira de Gestão Cultural (ABGC). Receba informações pelo Facebook e pelo Twitter

2 comentários:

Ivar disse...

Tem gente que ainda tem um conceito muito tacanha e antiquado do que vem a ser "arte". E as mídias modernas, como videogames, RPGs, Live-actions como os da Confraria das Ideias, jogos de realidade alternativa (ARGs) tem muito espaço para a criação de conteúdo artístico.

Claro, não se deve pensar que "ah, então a partir de hoje qualquer coisa é arte". Não é assim. Mas precisamos abrir a cabeça para descobrir e utilizar todas as novas possibilidades e mídias criadas nas últimas décadas como veículos para a expressão artística.

E isso acontece especialmente nos jogos — sejam quais forem —, pois são um meio de aproximar as pessoas de arte com algo que lhes interessa, e podem abrir uma porta para que elas venham a conhecer outras maneiras de fazer e expressar a arte.

Paulo Moré disse...

RPG sempre cria um ambiente favorável a criação livre, desenvolvendo criatividade que é a base da arte! Muitas vezes gera questionamento a respeito das coisas, da história, do mundo, da postura pessoal frente as coisas, reflexões são o segundo elemento que constroe a arte! Criatividade e reflexão leva a expressão, por sua vez, outra mãe da arte! Muitas vezes o RPG serve de ponte para que as pessoas tomem contato com o teatro, artes visuais e literatura e, como já vi várias vezes, leva fãs do hobby a aprender outras línguas que abre novos horizontes de conhecimento e desenvolvimento. Quanto mais cultura temos, mais cultura geramos. Feliz de ver matérias assim!